PERSPECTIVA

Uma tarde na Feira do Livro – O filme

Convidamos os leitores do Blog Perspectiva a assistirem ao curta “Uma tarde na Feira do Livro”.

Sinopse:

Volt e Banricomprinhas encontram-se na Feira do Livro de Porto Alegre e discutem sobre como irão passar a tarde. Volt tem a idéia de pedir um skate emprestado a um rapaz.

Volt e Banricomprinhas pedem a um rapaz que lhes empreste o skate. Volt implora de joelhos, sem sucesso.

Banricomprinhas acaba por convencer o rapaz e mostra suas habilidades no skate

Volt mostra suas habilidades no skate

Volt apresenta-se e convida uma senhora para dançar

Banricomprinhas não fica atrás do amigo e busca também o seu par

Volt e Banricomprinhas apresentam-se juntos mais uma vez para o público

Banricomprinhas apresenta-se para a câmera

Novembro 15, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Alívio Cômico, Cinema | | Sem comentários ainda

Cruzeiro e a homenagem ao Palestra Itália

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A camisa utilizada pelo Cruzeiro na partida de ontem, contra o Grêmio, contém em seu lado esquerdo um escudo com a lestra “P”, em referência  ao início da história do clube que, quando de sua fundação,  chamava-se “Palestra Itália”.

Pergunta: seria uma tentativa de fazer o Kléber ter, novamente, vontade de jogar?

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Novembro 15, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Instantâneos da Feira do Livro de Porto Alegre/2009

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No encerramento da Feira do Livro de Porto Alegre os presentes desfrutaram de bons momentos com apresentação do Grupo de Danças Folclóricas Kunstkraft da Comunidade Evagélica de Esteio.

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Degustação de livros

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Um show à parte a participação de Volt e Banricomprinhas na Feira

 

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Novembro 15, 2009 Publicado por Madame Li Li | Geral, Literatura | | Sem comentários ainda

Raça não é só pra cachorros

Há alguns meses o meia-direito Willamis de Souza proferiu a seguinte frase:

- Raça é pra cachorro! Não tem isso (a raça) não no futebol.

Mas ora pois? Souza estaria contrariando tudo o que a torcida do Grêmio acredita? Um clube que sempre ficou conhecido pela garra de seus jogadores de lutar sempre, até o final, ter em seu elenco um jogador que afirma uma coisa dessas? Pois bem. Passados alguns meses, parecia que Souza tinha razão: não existia raça no futebol, pelo menos no Grêmio. O futebol de conceitos de Paulo Autuori respaldado por Souza de fato não exibia raça.

Mas, neste sábado, 14 de novembro, algo aconteceu. Em um Mineirão repleto de simpatizantes do Cruzeiro, o Grêmio exibiu…raça! Jogando teoricamente sem motivação alguma, com absolutamente nada a fazer no campeonato, contra um adversário que luta(va) pelo título e pela Libertadores,  o Grêmio exibiu….raça!

Algo mudou neste jogo em relação aos últimos meses. Raça e garra. Algo que não víamos há alguns meses no Grêmio.

Novembro 15, 2009 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Teoria do Estado de Solidariedade- Wambert Gomes di Lorenzo

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Tive o prazer de conhecer o professor Wambert durante um curso, há alguns anos. Desde então, tornei-me admirador de sua inteligência e da sua notável capacidade expositiva, que praticamente garante a qualidade do livro a ser lançado amanhã.

Novembro 12, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Ordem e História

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O segundo volume de Ordem e História, de Eric Voegelin, intitulado O Mundo da Pólis (Edições Loyola, R$ 89) , aborda a formação da concepção de ordem no mundo grego, dando seguimento ao primeiro volume, Israel e a Revelação. O trabalho de Voegelin na Grécia prossegue no próximo volume, Platão e Aristóteles, a ser lançado em breve. Aqui, Voegelin investiga em profundidade as raízes da formação da cultura grega, desde os primórdios, com a civilização cretense, passando pela Ilíada, pela Odisséia, o surgimento da filosofia com Parmênides, Heráclito e outros pré-socráticos, e desemboca nos primeiros historiadores, onde faz uma análise da concepção helênica de história e a sua particularidade face às demais civilizações da mesma época. Inicialmente, Voegelin ocupa-se dos mitos – a tentativa primeira dos gregos em representar a ordem no ser – passando depois a examinar minuciosamente o surgimento da filosofia e das instituições políticas e religiosas, que suplanta a mitologia como simbolização da ordem cósmica e confere um caráter único à civilização grega.

Novembro 12, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Charlie Patton (1891 – 1934)

Novembro 8, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Música | | Sem comentários ainda

“Las tácticas de Kirchner y Chávez contra la prensa son muy similares”

Entrevista de Robert Rivard, presidente da comissão de Liberdade de Imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa, ao jornal El Clarín, acerca dos recentes cerceamentos aos jornais argentinos promovidos pelo governo Kirchner.

Leia aqui.

Um trecho interessante:

P:¿Qué diferencias encuentra en esas restricciones a la prensa de las que habla entre una dictadura y la democracia actual?

R: Son diferencias mucho más sutiles. En los ochentas el problema venía por derecha, con las violaciones a los derechos humanos, miles de inocentes murieron desaparecidos, en Centro América, en Argentina, Chile… Hoy llevamos más de veinte años de democracia civil y vemos la situación desde la izquierda. La amenaza es tremenda pero mucho más sutil porque los gobiernos son elegidos pero se van convirtiendo poco a poco en dictaduras democráticas. Ganaron poder por la votación pero manipulando las constituciones con leyes anticonstitucionales y tomando medidas para limitar a la oposición política, reprimiendo a los medios.


Novembro 8, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Política | | 1 Comentário

Claude Lévi-Strauss (1908-2009)

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“O conjunto dos costumes de um povo é sempre marcado por um estilo; formam sistemas. Estou persuadido que estes sistemas não existem em número ilimitado e que as sociedades humanas, tal como os individuos – nos seus jogos, nos seus sonhos ou nos seus delirios – limitam-se a escolher certas combinações, num repertório ideal que seria possível reconstituir.

Um espírito malicioso já definiu a América como sendo uma terra que passou da barbárie à decadência sem conhecer a civilização. Poderíamos com mais razão aplicar a fórmula às cidades do Novo Mundo: vão da frescura à decrepitude sem se deterem na antiguidade.

Nas cidades do Novo Mundo não é propriamente a falta de reminiscências que me choca. Essa ausência é um elemento da sua significação. Estas cidades são jovens e extraem dessa juventude sua essência e justificação. A passagem dos séculos representa uma promoção para as cidades européias; para as americanas, a simples passagem dos anos é uma degradação. Não foram apenas construídas recentemente, mas de forma tal que podem renovar-se com a mesma velocidade com que foram erguidas, isto é, mal. No instante em que se erguem novos bairros, quase não chegam a ser elementos urbanos: são demasiadamente novos para o serem. O estilo passa de moda, a ordenação arquitetônica primitiva desaparece com as demolições que são exigidas por uma nova impaciência.

Não são cidades novas contrastando com cidades antigas, mas são cidades com um ciclo evolutivo demasiadamente rápido. Certas cidades da Europa adormecem suavemente na morte; as do Novo Mundo vivem febrilmente numa doença crônica: eternamente jovens, nunca são todavia saudáveis.

Botânicos nos ensinam que as espécies tropicais compreendem variedades mais numerosas do que as das zonas temperadas, mesmo que cada uma delas seja constituída por um número muito restrito de indivíduos. Esta especialização, no Brasil, foi levada até os limites máximos.

Assim é que uma sociedade limitada distribuiu os papéis entre os seus membros. Nela podiam encontrar-se todas as ocupações, todos os gostos, todas as curiosidades justificáveis da civilização contemporânea, embora cada setor fosse encarnado por representante único. Nossos amigos não eram exatamente pessoas, mas sim funções cuja lista havia sido estabelecida mais em virtude da sua importância intrínseca do que das suas disponibilidades. Havia assim o católico, o liberal, o legitimista, o comunista ou, noutro plano, o gastrônomo, o bibliófilo, o apreciador de cães ou cavalos de raça, da pintura antiga, moderna. Havia o erudito local, o poeta surrealista local, o musicólogo local, o pintor local.

Nenhuma preocupação real em aprofundar os conhecimentos encontrava-se na base destas vocações. Se por acaso dois indivíduos, em resultado de erro de manobra ou por pura inveja, ocupavam o mesmo domínio ou domínios próximos, passavam a ter a preocupação exclusiva de se destruírem mutuamente, o que faziam com persistência e ferocidade notáveis. Havia troca de visitas entre feudos vizinhos, com muitas mesuras uma vez que todos estavam interessados em se manter nas posições. Somos forçados a reconhecer que alguns dos papéis eram desempenhados com brilho extraordinário devido à conjugação de fortunas herdadas, encanto nato e muita manha adquirida.

Os estudantes queriam saber muito, porém apenas das teorias mais recentes. Nunca liam as obras originais, preferiam as publicações abreviadas e mostravam enorme entusiasmo pelos novos pratos. É uma questão de moda e não de cultura. Idéias e doutrinas não apresentavam aos seus olhos um valor intrínseco, eram apenas instrumentos de prestígio, cuja primazia deveriam obter. Partilhar uma teoria conhecida por outros era o mesmo do que usar roupa pela segunda vez. Uma concorrência encarniçada estabelecia-se com o fito da obtenção do modelo mais recente e mais exclusivo no campo das idéias.

Na América tropical o homem encontra-se dissimulado. Em primeiro lugar pela sua própria escassez. Mas mesmo nos locais em que se agrupou em formações mais densas, os indivíduos permanecem enleados pela agregação muito recente. Ainda não aprenderam a conviver. Qualquer que seja o grau de pobreza, no interior ou mesmo nas grandes cidades, só excepcionalmente chegamos ao ponto de ouvir os seres gritarem – sempre é possível subsistir com pouca coisa num solo que começou a ser saqueado pelo homem – e só em alguns pontos – há apenas 450 anos.”

Trecho de Tristes Trópicos (Ed. Martins Fontes)

Novembro 8, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Ciências Humanas | | Sem comentários ainda

Rafael Marques e a mala

Mala Branca

A declaração de Rafael Marques de  que ” Não vejo como antiético receber (dinheiro) para ganhar. Se vier mala, aceito. Se não vier, vou trabalhar igual” é mais um sinal do que está a contecendo com o Grêmio neste esquecível 2009. O que para o jogador é absolutamente normal soa absurdo para aqueles que ainda insistem em ver o Grêmio como um clube respeitável. E clubes, assim como pessoas respeitáveis não precisam aceitar dinheiro extra para cumprir sua obrigação. Essa atitude é  “aceitável” em times pequenos, nos quais os jogadores ganham salários quase simbólicos, o que certamente não é o caso do Grêmio.

No entanto, em um clube onde percebe-se ausência de presença de diretoria nos vestiário e onde os melhores estão sendo calados, nada deve causar espanto.

Lamentável gestão a do sr Kroeff.

Novembro 4, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | Sem comentários ainda

O fim do amadorismo no Grêmio

http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/noticias/futebol-gremio,2704301,O-fim-da-Era-Tcheco-esta-proximo-no-Gremio.html

É cruel, é dura, é injusta, mas é a realidade. O fim da Era Tcheco não significa dizer que ele mereça ser esquecido. A história do futebol não se faz só de vitórias. Não é feio perder. Feio é não lutar ou se amedrontar.

Diogo Olivier não deixa de ter razão, embora não pelos motivos corretos.

Realmente, é muito provável que aquilo que ele,  algo desdenhosamente, chama de “Era Tcheco” esteja no fim. O Grêmio, apesar de ter gasto mundos e fundos para a contratação de jogadores, não conseguiu nenhum título neste ano. Muito provavelmente não conseguirá classificação para a Libertadores. Muito provavelmente terá um desmanche completo no final do ano e somente os piores jogadores sobrarão. Muito provavelmente, Paulo Autuori continuará como treinador do Grêmio. Muito provavelmente, não ganharemos a Copa do Brasil ano que vem.

Isto é algo diferente do que ocorreu nos anos anteriores? Não, não é. O Grêmio não ganha nada há tempos e glorifica (com razão, dadas as circunstâncias do ocorrido) um título da Série B. Desde 2006, quando voltamos à elite do futebol brasileiro, o que temos feito é patinar em todos os campeonatos, ainda que tenhamos chegado às finais de uma Libertadores e a um vice-campeonato brasileiro, no ano passado. Curiosamente, desde que Tcheco chegou ao Grêmio. Curiosamente, desde que o Grêmio assumiu uma postura “never-say-die” que assombrou o Brasil inteiro, chegando a um final de Libertadores com uma equipe cheia de problemas, sem grupo e empurrado por este dínamo que era a torcida gremista. E com Tcheco envergando a braçadeira de capitão.

Haverá alguma relação entre as duas coisas? Sem dúvida. Tcheco nunca foi propriamente um “profissional”, no sentido que podemos empregar para qualificar Paulo Autuori, por exemplo. Um torcedor em campo não tem atitudes “profissionais”: ele é advertido, às vezes até expulso, por ficar sinceramente indignado com as barbaridades que cometem contra o seu time. Um torcedor em campo recusa propostas mil vezes melhores para permanecer no seu time do coração. Um torcedor em campo é um apaixonado pelo seu clube. Um profissional não pode dar-se este luxo, sob pena de ser chamado de amador - isto é, aquele que ama.

O Grêmio, atualmente, não tem muitos amadores e tem muitos profissionais. Paulo Autuori é um profissional, talvez mesmo o melhor exemplo do uso do termo “profissional” a uma pessoa. Souza é outro profissional. É tão profissional que chega a desdenhar aquele termo tipicamente gremista e tipicamente amador: “raça”. Quem tem raça é cachorro, diz ele. Como bom profissional, sabe a hora de resguardar o que é seu. Depois da derrota de ontem, fez questão de lembrar ao mundo que ele venceu em todos os clubes por onde passou e, se  o Gremio não ganhou nada ainda é porque não tem perfil vencedor e a culpa não é dele. O Grêmio é um time cheio de profissionais, dos onze em campo à cúpula da diretoria. E, no meio de profissionais, amadores não têm chance. Devem ser expurgados, retirados de cena, tratados como um câncer a ser extirpado. Tratados como alguém que não deveria estar lá.

Diogo Olivier tem razão. A Era Tcheco está mesmo no fim. A era que simbolizou a força de uma torcida empurrando um time nem sempre qualificado para alcançar as posições que alcançou está acabando. No profissionalíssimo Grêmio de 2009 não há mesmo lugar para ele. Neste Grêmio em que não há lugar para atitudes fora do estritamente profissional haverá lugar para nós os amadores torcedores?

Essa era acabou, preparemo-nos para os profissionais cuja postura fez com que 2009 fosse o que foi.

Link relacionado

Não vai coisa nenhuma Tcheco

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Novembro 2, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 2 Comentários

The best of Hugo Chávez – volume 1

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Me gusta mirar lejos…..

A partir de agora, o Blog Perspectiva passa a publicar uma seleta das melhores frases ditas pelo sr. Hugo Chávez.

Ressalte-se que, ante o volume praticamente inesgotável de material a ser coligido – o presidente venezuelano é pródigo em ditos espirituosos -, e também porque ele está no cargo há um bom tempo, nosso corpus de análise será composto apenas pelas frases ditas mais recentemente e que chegaram aos nossos olhos e ouvidos. Fôssemos venezuelanos, certamente teríamos um repertório ainda maior.

Ei-las:


“Algumas pessoas cantam no chuveiro, ficam meia hora no banho. Não, meninos, três minutos é mais do que suficiente. Eu contei, três minutos, e não cheiro mal.”

Ao exigir (e não pedir) que os venezuelanos passem a economizar luz a fim de evitar o apagão energético

“Meu coraçãozinho diz que Dilma será presidente do Brasil”

Brincando de futurólogo

“O congresso brasileiro é um papagaio de Washington”

Brincando de zoólogo

“O senhor está barbudo como Fidel”

Dirigindo-se ao rei Juan Carlos (sim, aquele do “porqué no te callas?”), que deixou a barbar crescer

“- Eu lamento que Lula saia e sei que no Brasil muitos também lamentam. Deixo a pergunta no ar: por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?”

Questionando o porquê dessa coisa boba e chata chamada democracia

” Lula veio como Cristo anunciando o Evangelho. Só faltou o cabelo comprido”

Fazendo as vezes de apóstolo

e, por último, o momento apoteótico de sua carreira, pronunciado a plenos pulmões numa tarde quente e abafada do Fórum Social Mundial:

“Los gringos tienen razón? Nosotros tenemos corazón!”

Arriba!

Novembro 2, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Alívio Cômico, Política | | Sem comentários ainda

Santarém e a final da Série D

A decisão da Série D do Campeonato Brasileiro irá acontecer hoje à tarde a partir das 18h30m no estádio Jader Barbalho em Santarém  no Pará,entre São Raimundo de Santarém e Macaé -RJ. A vantagem é  do Macaé que venceu a primeira partida por 3×2 e precisa apenas de um empate para conquistar o primeiro título de campeão da Série D, mas o fator local pode ser um diferencial importante. E quanto a isso notícias vindas do Norte nos mostram que os santarenos torcedores do clube da pantera negra estão dispostos a fazer sua parte e ajudar o São Raimundo a fazer história como o primeiro clube do Pará a conquistar um Campeonato Brasileiro.

Lamentavelmente apenas 15.000 torcedores poderão estar presentes, eis que o estádio Jader Barbalho ainda tem capacidade reduzida visto não estar concluído. Certamente o desempenho do São Raimundo nesse ano será fator que contribuirá para que haja mais investimentos para o desenvolvimento do futebol na região.

Enfim, aguardemos a decisão que será difícil para o dono da casa  eis que o time *macaense mostrou que tem garra, pois que mesmo jogando sem apoio de torcida e realizando constantes e cansativos deslocamentos( até para jogar em “casa”) chegou à final.

Links relacionados

Tabela do Campeonato Brasileiro de Clubes- Série D

Série Clubes Brasileiros- São Raimundo

Macaé viaja 21.966 na Série D

São Raimundo e Michel- investimento com resultado

* alteração feita graças a colaboração de Alexandre Barreto Berwanger.

Novembro 1, 2009 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

Nadal e a camisa do Grêmio

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Rafael Nadal (D) posa com o manto junto com  Miquel (E), que é espanhol e amigo de infância do tenista. Miquel mora na Suécia com o gremista Denny Toazza.

Fonte: Grêmio.net

Outubro 31, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Macaé viaja 21.966Km na Série D

Um fato que chamou nossa atenção era a escassa média de público do Macaé, clube *fluminense que disputa da Série D do Campeonato Brasileiro de Futerbol exatos 324 pagante. O nosso leitor Alexandre Magno Barreto Berwanger nos brinda com  uma colaboração interessante( mais uma)  enviando notícia sobre a maratona percorrida pelo Macáe. O time de Macaé que disputa o título da quarta divisão nacional no próximo domingo quando enfrenta o São Raimundo de Santarém- Pará está com seu estádio Cláudio Moacyr de Azevedo em obras, razão pela qual tem suas partidas “em casa” realizadas em estádios diversos: Giullite Coutinho (Mesquita), Ary de Oliveira e Souza (Campos), Godofredo Cruz (Campos), Maracanã (Rio de Janeiro) e Raulino de Oliveira (Volta Redonda). Não é de admirar-se então que tenha uma média de público não condizente com o desempenho do time. E também como consequência disso já percorreu 21.966 quilômetros durante o campeonato, o que  equivale a pouco mais da metade da circunferência da Terra medida sobre a linha do equador, que é de aproximadamente 40 mil quilômetros.

Compreensível então que a média de público seja de 324 pessoas por partida contra 5.738 do São Raimundo que disputou suas partidas como mandante perto de sua torcida. Ressalte-se no entanto que o São Raimundo também não viajou pouco.

Deslocamentos do Macaé na Série D:

Primeira fase (7.366 km)
Macaé 2 x 0 Fluminense/BA (Mesquita/RJ – 428 km)
Rio Branco/ES 0 x 1 Macaé (Vitória/ES – 682 km)
Atlético/BA 1 x 2 Macaé (Alagoinhas/BA – 2.958 km)
Macaé 2 x 0 Atlético/BA (Campos/RJ – 212 km)
Macaé 1 x 1 Rio Branco/ES (Campos – 212 km)
Fluminense/BA 2 x 1 Macaé (Feira de Santana/BA – 2.874 km)

Segunda fase (1.546 km)
Paulista/SP 0 x 0 Macaé (Jundiaí/SP – 1.334 km)
Macaé 3 x 1 Paulista/SP (Campos/RJ – 212 km)

Terceira fase (888 km)
Tupi/MG 1 x 1 Macaé (Juiz de Fora/MG – 676 km)
Macaé 0 x 0 Tupi/MG (Campos/RJ – 212 km)

Quarta fase (888 km)
Tupi/MG 3 x 2 Macaé (Juiz de Fora/MG – 676 km)
Macaé 2 x 1 Tupi/MG (Campos/RJ – 212 km)

Semifinal (3.376 km)
Macaé 2 x 0 Chapecoense-SC (Rio de Janeiro/RJ – 370 km)
Chapecoense-SC 3 x 2 Macaé (Chapecó/SC – 3.006 km)

Final (7.902 km)
Macaé 3 x 2 São Raimundo-PA (Volta Redonda/RJ – 606 km)
São Raimundo-PA x Macaé (Santarém/PA – 7.296 km)

Total percorrido na Série D: 21.966 km”

Fonte: Futebol do Interior

* correção feita graças ao comentário abaixo, pelo qual somos gratos

Outubro 30, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | 1 Comentário

Retrato de uma geraçã0

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Em seu poema “Apologies to Harvard”, uma espécie de ajuste de contas com o seu passado estudantil, o escritor americano John Updike sai-se com a seguinte frase: “E nós nem sabíamos que éramos uma geração”. E nem poderiam. No turbilhão de acontecimentos que marcam a juventude – e a juventude universitária, sobretudo – esse tipo de coisa nem passa pela cabeça de alguém. Registrar uma geração é tarefa para as gerações vindouras, ou para representantes daquela geração que, por talento, formação e oportunidade, podem registra-la para a posteridade. É o caso de Ruy Nedel e seu Porto Alegre dos Casais – A Medicina da Santa Casa ( 272 páginas, EDIURI).

E é isso que o livro do ex-deputado constituinte e médico há mais de quatro décadas nos oferece: o retrato de uma geração. No caso, a dos estudantes de medicina da UFRGS que, entrando na faculdade entre o fim dos aos 50 e o início dos 60, completaram a sua formação em meio ao golpe militar e às mudanças sociais, políticas e comportamentais pelas quais o Brasil e o mundo passaram naquela época. O pano de fundo histórico não abafa, no entanto, a riqueza das relações humanas descritas ali, relações estas que, mais do que a História que as cerca, forma, verdadeiramente, uma geração de homens, que vivem e pensam em uma determinada época. E esta geração, que não se sabia uma geração, ganha aqui o seu testemunho.

Pedidos pelo email:

ineshoffmann@uol.com.br

Outubro 29, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Dona Emília Sustentável – homenagem a uma mulher de valor

Hoje recebi a notícia do falecimento de Emília Neves Ataídes uma amiga que tinha 90 anos de idade e dedicava seu tempo ao trabalho social que desenvolvia com idosos em Canoas/RS, no bairo Mathias Velho. Impressionava o fato de que sendo a mais velha de todos parecia ser a mais jovem tamanha a disposição com que se dedicava ao trabalho e as tarefas em prol da preservação ambiental.

Como homenagem a esta mulher de valor,  um modelo a ser seguido, e cuja  ausência  fará muita falta à comunidade onde vivia, postamos aqui o teaser do  documentário Dona Emília Sustentável feito pelo  seu neto Rubiélson Ataídes Medeiros que cursa Cinema.

Outubro 29, 2009 Publicado por Madame Li Li | Geral | | 1 Comentário

Roberto Freire e a campanha presidencial

A Tv Cultura apresentou em seu programa  Roda Viva da segunda-feira que passou uma entrevista com Roberto Freire, presidente do PPS a respeito de variados temas, dentre os quais a campanha presidencial do próximo ano.

Independente de cores partidárias vale a pena assistir a entrevista, que leva a reflexão sobre o momento em que vivemos no Brasil e a interessante postura adotada por alguns jornalistas a respeito de alguns temas.

Link do programa, clicar à direita em Vídeo do Programa

Fonte

Outubro 28, 2009 Publicado por blogperspectiva | Política | | Sem comentários ainda

Maitê Proença e companheiras: falta de classe

O programa Saia Justa tem entre suas integrantes mulheres que tiveram destaque nas atividades nas quais se dedicaram. Ali assistimos debates entre a ex-modelo Betty Lago, que foi uma mulher de invulgar beleza; a atriz Maitê Proença, que também foi bela e razoável intérprete; a jornalista Mônica Valdvogel;  e a professora da Unisinos, Márcia Tiburi. Como pode-se, perceber é uma mescla interessante.   E estas mulheres debatem, criticam  e opinam com um tom definitivo sobre os mais variados assuntos. Espera-se, portanto,de quem a tudo e todos critica, uma postura condizente.

E por isso nos causa constrangimento o vídeo da visita de Maitê Proença a Portugal. Trata-se de uma mulher madura , assumindo um comportamento que seria ridículo até mesmo se partisse de uma adolescente. Com um tom de voz que beira ao patético( apenas não mais patético que a postura que assume mais tarde quando pede desculpas pelo ocorrido) Maitê se põe a ridicularizar os portugueses e seus hábitos, desrespeitando até mesmo  mortos ilustres com piadinhas no interior de um mosteiro.

Diz que Salazar governou Portugal por 20 anos ( foram quase 40 anos) e  teve o despudor de apresentar um vídeo onde cospe em uma fonte . A cena desrespeitosa e atentatória a qualquer senso  estético provocou risos frenéticos nas senhoras que compõem o programa, como pode-se constatar pelo vídeo.Acharam engraçado ver alguém cuspindo na fonte portuguesa, após debochar acintosamente do país.

Outro vídeo mostra o pedido de desculpas da atriz, que afirma ser uma típica e brincalhona brasileira.No entanto pior a emenda que o soneto, porque o vídeo de desculpas que Maitê gravou consegue a proeza de achincalhar com baianos  e cariocas, chamados de indolentes e malandros. Lamentável.

O Saia Justa ficou reduzido a um programa onde mulheres sem grande qualificação e sem respeito às mais elementares regras de convivência  reunem-se para conversar. Apenas isso. Há quem goste.

Clique aqui para ver o vídeo da retratação

Clique aqui para ver o vídeo do programa Saia Justa

Outubro 25, 2009 Publicado por Madame Li Li | Geral | | Sem comentários ainda

Tudo isto é fado

No último dia  06 de outubro completou-se uma década da morte de Amália Rodrigues, a maior cantora portuguesa e Rainha do Fado.

Como grande fã , posto aqui alguns vídeos.

Tudo isto é fado

Ave Maria fadista

Uma casa portuguesa

Estranha forma de vida

Grandola, vila morena

Aquela rua

Outubro 24, 2009 Publicado por Madame Li Li | Arte | | Sem comentários ainda

Relendo Pessoa

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Fernando Pessoa se definiu como um “poeta animado pela filosofia”. Há quem diga que foi o maior filósofo de uma língua tão pobre em pensamento quanto a nossa, e isso pode ser aplicado tanto à filosofia propriamente dita quanto à poesia. A regra entre os poetas portugueses – e também entre os brasileiros – é a expressão de sentimentos primários, de amores mal-resolvidos, desejos não concretizados e paixões momentâneas que se esvaem com o tempo. É “eute- gosto-tu-me-gosta”, de que falava Drummond. Os valores da civilização, o homem diante do cosmo e o próprio cosmo interessam apenas a uns poucos poetas, que não raro são tachados de “intelectualistas” e “difíceis” e não recebem, do público ou da crítica, o devido reconhecimento no momento em que surgem.

Pessoa é o exemplo paradigmático de tudo isso. Pouco publicou em vida; no único concurso de poesia de que participou, recebeu um prêmio de consolação, e não é preciso dizer que seu trabalho inscrito – o clássico Mensagem – era incomparavelmente superior ao livro vencedor. Só nos anos 60 sua obra começou a receber análises sérias. Hoje, está entre os principais temas dos críticos portugueses e brasileiros. Fernando Pessoa: almoxarifado de mitos, de Carlos Felipe Moisés (Editora Escrituras, 228 páginas) é um claro exemplo disso. O livro é uma reunião de ensaios que, ressaltando o aspecto filosófico da obra de Pessoa, além de suas características esotéricas, contribuem para uma sempre fecunda releitura da obra. Um livro imprescindível para acadêmicos e fãs do poeta português.

Outubro 23, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Média de público dos finalistas na série D do Campeonato Brasileiro/2009

O título de  primeiro campeão brasileiro da série D será conquistado por uma pantera ou por um leão e será entregue no dia 01 de novembro no estádio Colosso de Tapajós, em Santarém no Pará, após a partida final da sexta rodada do campeonato. O primeiro clube a conquistar a série D será aquele que tiver melhor desempenho nos 180 minutos que iniciam no dia 25 de outubro no estádio Raulino de Oliveira em Volta Redonda-RJ.

Se frequência do torcedor influenciar alguma coisa a pantera santarena seria campeã por antecipação, eis que enquanto o São Raimundo tem uma média de público de  5.738 pagantes e uma média de renda de R$59.518,21, figurando em segundo lugar no geral,  em sete jogos como mandante,  o Macaé está praticamente na lanterna, também após ser mandante em sete partidas. O clube carioca tem uma média de público de 250 pessoas e uma renda média de R$1431,67.

No entanto se apoio do torcedor fosse garantia de vitórias  o Santa Cruz seria o campeão ao invés de sequer ter conseguido o acesso para a série C. O clube pernambucano tem uma média de público de quase quarenta mil pessoas nos tres jogos em que figurou como mandante antes de ser eliminado na primeira fase.

Como brincadeira, postamos aqui os mascotes dos clube que irão disputar a final da série D com o tamanho relacionado à média de público nos jogos.


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250

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Outubro 19, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 3 Comentários

O pensamento jurídico hoje

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Quem estuda Direito e cursou ou cursa as disciplinas introdutórias da faculdade sabe bem a importância de se ter acesso aos textos originais das matérias, em especial os clássicos e os mais conectados com as tendências contemporâneas de cada uma destas disciplinas. É este o caso das disciplinas de Antropologia, Sociologia Jurídica, História do Direito e, sobretudo, Filosofia do Direito, cujos textos são, muitas vezes difíceis de encontrar e selecionar, mesmo em se tratando de clássicos. No caso dos autores contemporâneos, então, o problema aumenta ainda mais. O tempo ainda não se encarregou de selecionar o que é perene e o que é de momento, e o estudante fica perdido diante de tantos textos. É preciso, então recorrer às antologias e confiar no trabalho de quem as organiza e apresenta ao leitor. Ler uma antologia é, antes de tudo, uma atitude de confiança.

Correntes Contemporâneas do Pensamento Jurídico (Manole, 464 páginas) é um livro que merece tal confiança. A seleção feita pelos professores Anderson Vichineski Teixeira e Elton Somensi de Oliveira dá ao leitor um panorama bastante completo sobre as atuais discussões jusfilosóficas no mundo inteiro. Ao lado de nomes mundialmente já consagrados, como Ronald Dworkin e John Finnis, professores brasileiros e estrangeiros abordam temas como o neojusnaturalismo, o neocontratualismo e os desafios que o Direito tem a enfrentar num mundo cada mais interligado e sem fronteiras. Um livro indispensável na estante de qualquer acadêmico.

Outubro 19, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Geral | | Sem comentários ainda

Um breve comentário sobre o jogo Brasil x Gana

A seleção de Gana sagrou-se campeã mundial sub-20 diante da seleção brasileira. Recebe aqui, portanto, os parabéns do blog Perspectiva diante de tão respeitável conquista.

Confesso que pouco conheço do país Gana e do seu povo. Aprendi, porém, ao observar os jogadores em campo, que os ganeses começam a ficar carecas muito cedo – afinal, não custa lembrar, trata-se da categoria de base – e têm uma compleição física, digamos, incomum para as idades que têm. Isto decerto se deve a dados culturais, como alimentação diferente, ambiente, clima, etc, etc.

Registre-se, ainda, o semblante marcado que alguns ostentam, cheios de rugas que ponteiam a pele já ressecada. Um resquício, não há dúvidas, da vida difícil que se leva naquele país africano.

Deve ser isso.

Outubro 16, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | Sem comentários ainda

O historiador Winston Churchill

GRD_385_HISTÓRIA DOS POVOS DE LÍNGUA INGLESA Vol IV

Winston Churchill é um grande personagem da história política e militar do século XX. Estadista inteligente, figura central da resistência ao nazismo, autor do brado “só tenho para vos oferecer sangue, suor e lágrimas”, proferido no seu discurso de posse na Câmara dos Comuns, é um exemplo de força na adversidade e de coragem pessoal e política. Em suma, um candidato natural o mais importante prêmio para os que se destacam em tais misteres: o Nobel da Paz. Porém, não foi o que aconteceu. Churchill recebeu em 1953, logo após a guerra, nada menos do que o Nobel de Literatura, num ano em que poderiam ter agraciado um Camus, um Sartre ou qualquer outro escritor de porte semelhante engajado na guerra recém terminada. Justificou-se a escolha de Churchill pelos seis volumes da sua A Segunda Guerra Mundial , sem dúvida o mais importante documento daquele período. Já seria um motivo razoável para premia-lo, até pelo clamor do momento. Mas a obra de Churchill não se esgotou neste ponto, e uma bela prova disso é História dos Povos de Língua Inglesa (Editora Ibrasa, 449 páginas, tradução de Aydano Arruda). Publicada pela primeira vez em 1951, agora chegam às mãos do público brasileiro os dois últimos dos quatro volumes, intitulados “A Era da Revolução” e “As grandes democracias”. Os dois volumes enfocam os dias de paz que se seguiram à queda de Napoleão e chega até a morte da Rainha Vitória e o começo do século XX, passando pelas guerras dinásticas as lutas internas da Europa, as quais desfizeram o equilíbrio do mundo civilizado. Uma aula de história e narrativa por um das maiores personalidades do século passado.

Onde encontrar:

Outubro 13, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Dia das crianças no Olímpico

O sol que espantou as nuvens de chuva neste feriado nos animou a um pequeno passeio até o Olímpico, para assistirmos ao treino do Grêmio neste momento não tão tranquilo para nosso clube do coração. E assim, às 15h30m , estávamos postados em frente ao campo suplementar.  E estava muito bom, mesmo com as ausências de Tcheco e Maxi Lopez. Assistimos com satisfação aos bons cruzamentos de Souza (todos precisos), às boas defesas do goleiro reserva , vimos William Magrão voltando a treinar e Renato Cajá  nos enchendo de esperança com boa atuação. Tudo normal, em meio a uma pequena multidão composta em sua maioria por famílias que escolheram o treino como uma das opções de lazer para levar suas crianças no dia a elas dedicado. Lindo de ver os pequenos fardados, comprando na Grêmio Mania e sendo estimulados a apoiar o tricolor. Como diziam os antigos ” é de pequenino que se torce o pepino”. No entanto, esses pais não esperavam que seus filhos recebessem um presente grego de um dos jogadores do clube que amam. O jovem William Thiego aparentemente não suporta sequer vislumbre de crítica à sua atuação como jogador. Após uma jogada que podemos qualificar como bisonha, em que conseguiu, em treino de conclusão, dar um chute por cima do travessão  de dentro da pequena área, um torcedor, um pouco afastado de onde estavámos, cometeu o desatino, a ousadia, o crime de lesa pátria de achar graça na bisonha jogada. Apenas isso. O torcedor riu do erro  infantil de Thiego, o que convenhamos é absolutamente normal. O jovem ficou tomado de fúria e, desconsiderando todos os presentes que não externaram o que pensavam e, pior que isso, desconsiderando as crianças presentes ,foi se afastando sem dar as costas enquanto gritava impropérios: “Vai tomar no….seu filho da….” E imediatamente foi se queixar ao treinador. Lamentável, quase vergonhoso.

Atônitos com a atitude absolutamente descontrolada de quem escolheu profissão em que sua atuação é analisada com paixão e seus ganhos resultam diretamente dessa paixão do torcedor, tivemos o desprazer de sermos punid0s  pela comissão técnica que, imediatamente, retirou o time do setor onde treinava e passou a realizar os trabalhos no outro lado do campo. A atitude absurda do jogador foi referendada pela Comissão Técnica e a torcida, que tem ajudado a evitar que a péssima campanha fora de casa leve o clube a uma situação calamitosa, foi punida.

Thiego, que tem péssimas atuações, ainda teve a capacidade de fazer um desserviço ao clube, gerando mágoa na torcida em um dia significativo.

O torcedor não falou nada de mais e mesmo tivesse falado o jogador não tinha o direito de agredir a todos nós que ali estávamos com um palavreado que evidencia destempero.

Saímos da grade do suplementar nos sentindo humilhados, mas mesmo assim fomos fazer compras na Grêmio Mania. Nosso amor não é abalado por atitude de um jogador que demonstrou não se importar absolutamente  com sua torcida e sequer com o clube que lhe paga os salários. Afinal, a quem interessa causar irritação no torcedor que, apesar dos péssimos resultados de 2009, ainda comparece aos treinos e apoia incondicionalmente o time durante os jogos?

No entanto, um fato positivo fez com  o dia não ficasse totalmente prejudicado pela irritação que Thiego nos causou : assistimos Lúcio concedendo autógrafos aos torcedores ao fim do treino.

lucioLúcio- respeito

Gentil e  atencioso, o excelente lateral ficou disponível para os gremistas por um bom período de tempo, exatamente a mesma atitude que tinha quando por aqui chegou em 2007. Saiu do carro, bateu fotos, assinou camisetas, conversou  com os torcedores.Quando nos aproximamos, já havia entrado na veículo, mas dele saiu novamente ante a solicitação de fotos. Seu rosto sofrido que evidencia com clareza os momentos difíceis pelos quais passou em 2007/2008 tem sempre um sorriso cordial para sua torcida.

Nesse Dia das Criança nós tivemos oportunidade assistir comportamento díspares de duas pessoas que optaram pela mesma profissão. Uma delas demonstra que sabe exatamente o valor de siginificar algo e age de acordo com isso. O outro mostra que talvez não saiba e, se sabe, não se importa.

Outubro 12, 2009 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | 6 Comentários

Nossa Senhora Aparecida

Outubro 12, 2009 Publicado por Madame Li Li | Geral | | Sem comentários ainda

Média de público dos semifinalistas na série D do Campeonato Brasileiro/2009

A média de público na série D do Campeonato Brasileiro de 2009 revela dados interessantes na medida em que o campeão absoluto de público e renda o Santa Cruz com média de 38.216 pagantes )  não figura entre os classificados para a fase semifinal e também não alcançou vaga para o acesso à Série B em 2010.

A posição dos  semifinalistas na média de público considerando-se os 38 clubes participantes da Série D é a seguinte:

3º lugar

simbolos_panteranegra São Raimundo

Média de  5.738 pagantes

13º lugar

CHAPECOENSE

Chapecoense

1.713 pagantes

22º lugar-

thumb_mascote_ale_PeriquitoAlecrim

845 pagantes

36º lugar

MACAE

Macaé

245 pagantes

Outubro 11, 2009 Publicado por Madame Li Li | 1 | | 1 Comentário

Obama e Berlusconi, em 3 momentos

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“Ma che bella signora!”

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“Que mãos lindas!”

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” E esse anel, hein? Queria um igual para dar à minha namorada!”

Para quem quer ver este memorável momento ao viva basta clicar aqui.

Fonte das fotos:  Angola Minha Terra

Outubro 10, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Alívio Cômico, Política | | Sem comentários ainda

“Sou o homem mais perseguido da História”

Na última quarta, Sílvio Berlusconi perdeu a imunidade que a lei lhe garania como primeiro ministro. Está sendo acusado de tudo e mais um pouco, e não pela primeira vez. Indignado com a injustiça, disparou as seguintes palavras cheias de mágoa:

“Sou, sem dúvida alguma, o homem mais perseguido pelo judiciário em toda a história”

A esquerda, segundo ele, está no seu pé. Não conseguem engolir o fato de que o país das Brigadas Vermelhas está sob o governo de um direitista assumido. Berlusconi tem confiança no que está fazendo e acha que seu legado será duradouro e positivo: “Sou o melhor primeiro ministro que a Itália já teve”.

E a Itália tem sido injusta com este homem. Faz com que gaste boa parte de sua fortuna defendendo-se dos ataques maldosos e invejosos da esquerda canalha do mundo todo.  Sua queixa é elucidativa:

“Ao longo dos anos, gastei 200 milhões de euros em consultores e juízes…….ops, desculpem, consultores e advogados”.

Será que Berlusconi anda tão perturbado com a maldade alheia que acabou cometendo coisas como essas aqui? Acho que não. Talvez eu mesmo seja um dos maldosos que não fazem justiça a Berlusconi, o homem mais perseguido de todos os tempos.

Outubro 10, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Política | | Sem comentários ainda

Posto Metropolitano – Uma boa ação vale um cofrinho

O Posto Metropolitano, em Canoas/RSm está dando um belo exemplo de estratégia de marketing com  criatividade e auxílio aos necessitados.

O cliente que entregar uma lata de lei em pó( ou similar) na caixa coletora que arrecada o produto para distribuição a entidades que auxiliam carentes recebe um cofrinho de metal com o logotipo do posto. Detalhe: a atendente deixa claro que o leite pode ser comprado em qualquer estabelecimento.A campanha termina na terça-feira: quem quiser participar que  se apresse.

Outubro 9, 2009 Publicado por blogperspectiva | Geral | | 1 Comentário

Seminário para discutir proteção aos animais domésticos em Porto Alegre

O Gabinete do vereador Beto Moesch e a  Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre promovem o Seminário Políticas de Proteção aos Animais Domésticos hoje  dia 6 de outubro de 2009 (terça-feira)

Horário: 19h às 21h30

Local: Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255)

Inscrição gratuitas no local

Programação

Painelista: Elizabeth Mac Gregor – Gerente de Desenvolvimento da World Society for the Protection of Animals – WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal)

Tema: Avanço do bem-estar animal no Brasil

Painelista: Maria Luiza Nunes – Vice-coordenadora da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos

Tema: O que está sendo feito pelos animais domésticos em Porto Alegre

Painelistas:

Painelistas: Jairo Armando – Representante do Grupo de Trabalho para a Regulamentação do Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal e de Veículos de Tração Humana

Tema: Medidas para viabilizar a retirada das carroças em Porto Alegre

Painelista: Renata Fortes – Advogada especialista em Direito Ambiental Tema: Instrumentos jurídicos de proteção aos animais

Outubro 6, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Ecologia | | Sem comentários ainda

Mercedes Sosa – la esperanza, la luz y la alegria

O ano era 1980 e  éramos  jovens. O continente estava imerso em regimes que não condiziam com  o espírito de liberdade que existia dentro de nós. Era a época da união daqueles que não concordavam com o regime militar em um bloco de oposição chamado MDB e, dentro desse partido, um grupo de forte atuação na sociedade era o Setor Jovem. Nele militávamos e acreditávamos na possibilidade de contribuirmos para um mundo melhor, e, com essa crença, agíamos, iniciando pelo nosso quintal cercado pela repressão.

Esse era nosso espírito em 1980, quando éramos jovens. E com esse espírito fomos ao Gigantinho em Porto Alegre, assistir Mercedes Sosa cantar as músicas que refletiam exatamente o que sentíamos e o que vivenciávamos. Recordando o passado hoje, quando não somos mais jovens, custo a acreditar que não tínhamos medo das consequências de afrontar o autoritarismo que reinava.  Por isso, tivemos o privilégio de participar de um show antológico.

Nunca esquecerei do bombo leguero  tocado por Mercedes quando cantava La Carta, de Violeta Parra

E a letra da música, a força do bombo, o clima que se instalou no Gigantinho, a quase catarse coletiva devem ter gerado irritação em algum daqueles que não suportam manifestações de espíritos livres. E uma bomba de gás foi jogada no Ginásio. Fugimos todos, correndo com medo? Não, afinal éramos admiradores de alguém que cantava ‘Me gustam los estudiantes’. Um minuto depois Mercedes começou a tocar o bombo com muita força e quem lá estava certamente nunca esquecerá o momento que vivemos cantando com La Negra.

E agora, ouvindo o maravilhoso LP duplo A arte de Mercedes Sosa ,  faço  minha homenagem a uma grande artista que tanto influenciou toda uma geração, todo um continente  e cujas canções sempre conseguiram e ainda conseguem me empolgar. As ditaduras passaram mas o canto de Mercedes continua atual.

Mercedes não se cala.

Outubro 4, 2009 Publicado por Madame Li Li | Arte, Música | | 1 Comentário

Rio/2016

Outubro 2, 2009 Publicado por blogperspectiva | Geral | | Sem comentários ainda

*Velha árvore

*Eliane Couto Triska


Velha árvore, rapariga religiosa,
Estranha, essa tua sombra que, vadia,
Sedenta de qualquer um em qualquer dia,
Se deita no teu gozo – A milagrosa!

Pode reclamar-te a juventude?
Por que, se, na secularidade
De vida, em sacrifício à saúde,
A morte só conhece a metade?

Frondosa, ainda exibes a grinalda
Copada para a noite resolvê-la
Num noivo com um anel de esmeralda.

E a noite, que transforma tudo em igual,
Aniquila tua sombra, ao recolhê-la
Às letras, numa folha de jornal.

Do livro *Os tempos e sua voz*

Setembro 27, 2009 Publicado por blogperspectiva | Literatura | | 1 Comentário

São Raimundo e Michel – investimento com resultado

michel fonte: foto

O São Raimundo Futebol Clube  ao classificar-se para a terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série D fez retornar ao time o meia Michel. O amazonense que comemora os gols imitando o  tripa do boi-bumbá de Parintins, cidade onde nasceu estava no Paysandu e retornou em grande estilo. No primeiro jogo realizado no dia 30 de agosto em Santarem,  fez os quatro gols da vitória do São Raimundo contra o Cristal. O resultado foi decisivo para a classificação do  clube  para a quarta fase do Campeonato quando enfrentou novamente o Cristal.

No primeiro jogo da quarta fase, realizado no dia 20 de setembro em Macapá o meia marcaou o gol que deu o empate ao time. E no jogo decisivo realizado hoje em Santarem foi autor dos dois gols que definiram a classificação do clube para a fase final do campeonato e seu acesso à série C  para o próximo ano.

Raciocinando com a Economia, em termos de custo/benefício acredito que seja uma das melhores contratações do futebol.

Tabela do Campeonato Brasileiro- Série D

Série Clubes Brasileiros – São Raimundo – Santarém

Setembro 27, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | 6 Comentários

Classificados para a Série C do Campeonato Brasileiro 2010

CHAPECOENSE

Associação Chapecoense de Futebol

Chapecó-SC

simbolos_panteranegra

São Raimundo Esporte Clube

Santarem-PA

MACAEMacaé Esporte Futebol Clube

Macaé-RJ

thumb_mascote_ale_PeriquitoAlecrim Futebol Clube

Natal-RN

Tabela Campeonato Brasileiro Série D

Setembro 27, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

La gringa y El comandante

courtCourtney Love e Hugo Chávez

Setembro 27, 2009 Publicado por blogperspectiva | Alívio Cômico | | Sem comentários ainda

Árvores são patrimônio da cidade*

* Beto Moesch


No Dia da Árvore, é oportuno lembrar o que dizia José Lutzenberger: “as árvores são o ar-condicionado das cidades”. E, em tempos de mudanças climáticas, uma das formas mais eficientes de mitigar seus efeitos é preservar e ampliar a arborização dos centros urbanos. Além de melhorar a temperatura do ar, as árvores reduzem a poluição atmosférica e sonora, evitam alagamentos e garantem a sobrevivência de inúmeras formas de vida.

Porto Alegre conta com mais de 1,3 milhão de árvores nas vias públicas, além das milhares existentes em praças e parques, áreas particulares e de proteção ambiental. São mais de 10 mil mudas plantadas ao ano pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Com o novo Plano Diretor de Arborização, lançado em 2007, estabeleceu-se que as calçadas devem ter no mínimo 40% de área vegetada. Outro avanço recente foi o aumento significativo do plantio compensatório para cada vegetal retirado. Muitas vezes, ainda, multas são revertidas em plantios.Atualmente, são inaceitáveis projetos urbanísticos que não prevejam arborização. A aridez do concreto precisa dialogar com a fertilidade e exuberância da natureza para o equilíbrio ecológico e a saúde física e mental da população.

A partir de 2005, a quantidade de árvores nas principais avenidas do município cresceu notavelmente. Em alguns casos, houve a necessidade de romper o pavimento abaixo dos canteiros centrais para plantá-las. Mas o esforço valeu a pena. A Capital não poderia prescindir de flora em seus pontos de mais intenso movimento. No futuro, teremos vias ornamentadas por novos túneis verdes, muito mais humanas e sustentáveis. Os cidadãos também devem zelar pelas plantas, denunciando podas e cortes irregulares e, quando possível, cultivando espécies nativas em seus imóveis. Por todos os benefícios que nos trazem e pelo seu valor intrínseco, é nossa responsabilidade tratar esses bens naturais com respeito, gratidão e cuidado.

Assim, preste atenção: como está a arborização de sua rua? Adote uma árvore!

*Beto Moesch é vereador em Porto Alegre/RS e ambientalista

Setembro 21, 2009 Publicado por blogperspectiva | Ecologia | | 1 Comentário

*A Guerra dos Farrapos, segundo Dona Picucha

* Dona Picucha Terra Fagundes, personagem  de O Continente, primeiro volume da trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo , contou esta história nas páginas 284/289 do romance.

Dona Picucha Terra Fagundes, conte alguma coisa da sua vida.

Pra contar não tenho muito. Mas sou filha do velho Horácio Terra, negociante no Rio Pardo. Me casei muito menina com um tropeiro de Caçapava. Quem me escolheu marido foi meu pai sem pedir minha opinião. Quando vi, estava noiva. O moço vinha uma vez por semana, mas ficava na sala proseando com o velho. Eu mal tinha licença pra espiar pela fresta da porta. E fomos muito felizes, graças a Deus Nosso Senhor.

Onde está seu marido?

Enterrado em chão castelhano. Morreu na Cisplatina.

Dona Picucha, quantos filhos teve?

Fui bem como a mulita. Tive uma ninhada de sete machos.

E os sete se criaram?

Com o leite destes peitos.

Deram muito trabalho?

Nem tanto. Só sinto não ter tido mais sete.

Me perdoe a curiosidade, mas quantos anos a senhora tem?

Sessenta e seis na cacunda.

Quem vê a senhora não diz.

É muita bondade sua, sei que estou um caco velho. Mas não vá embora ainda. Quero que prove meus bolinhos de polvilho e um licorzinho de butiá. Quem sabe aceita um mate? Só lhe peço que não repare, pois isto é casa de pobre.

Dona Picucha Terra Fagundes, toda vestida de preto, pele de marfim, olhos de noz-moscada, buço cerrado, verruga no queixo, xale xadrez e chinelas de ourelo.

Dona Picucha Fagundes, uma coisa vou dizer: quem um dia entrou em vossa casa nunca mais há de esquecer seu cheiro de flor e pão quente o pintassilgo da gaiola os manjericões da janela os ratos que espiam nos buracos dos rodapés e que vós tratais como pessoas da  família.

Quem passou pela vossa casa, ainda que viva cem anos, há de sempre recordar

vossas mãos ágeis que fazem renda de bilro

vossas mãos frescas e secas, boas para espremer queijo

vossas belas mãos afeitas a acariciar cabeças de filhos , netos e gatos lvossas ligeiras mãos que sabem curar feridas de gentes e bichos

vossas rapadurinhas de leite

vossos lençóis cheirando a alfazema

vossos chás caseiros

vossos óculos na ponta do nariz

vossas cantigas

vosso oratório onde sempre há velas acesas

e a vela solitária que às vezes acendeis no meio do pátio para o Negrinho do Pastoreio.

Quem um dia passou pela vossa casa há de guardar para sempre na memória

os causos que contais de Carlos Magno e os Doze Pares de França

os vossos fabulosos casos de assombrações e mistérios, princesas e fadas, lagoas brabas e salamancas.

Dona Picucha Terra Fagundes quem vos ensinou essas histórias e rezas e receitas, essas cantigas antigas e essas estranhas simpatias que tudo podem curar?


Depois da Guerra dos Farrapos dona Picucha não falou mais nas proezas de Carlos Magno e seus doze cavaleiros.

Esqueceu Rolando por Bento Gonçalves

Olivério por Antônio Neto

Reinaldo por Davi Canabarro

Flores Malão por Lima e Silva.


Entre, patrício, a casa é sua. Não faça cerimônia, tome assento e aceite um chimarrão.

Eu lhe conto como foi. Nunca vi guerra mais braba nem mais comprida.

Durou dez anos.

Está vendo aquele pessegueiro lá no fundo do quintal? Quando ele floresceu, em setembro de 35, chegou a notícia que o general Bento Gonçalves tinha dado o grito da Revolução. Um ano se passou, e eu estava ainda comendo compota dos pêssegos de 35 quando o general Neto proclamou a República Rio-Grandense.

Dei tudo que tinha prós Farrapos. Meus sete filhos. Meus sete cavalos.

Minhas sete vacas. Fiquei sozinha nesta casa com um gato e um pintassilgo. E Deus, naturalmente.

Quando eu não estava fazendo pão ou doce, fazia renda de bilro, porque estas mãos que vossuncê está vendo não sabem ficar sossegadas.

Sina de mulher é essa: ficar em casa esperando, enquanto os homens se vão em suas andanças.

Mas por que será que o tempo custa tanto a passar quando há guerra?

Decerto não pode andar ligeiro, tropeçando num morto a cada passo.

E por que às vezes o vento geme tanto que parece ferido?

Decerto porque viu muito horror no seu caminho.

Foi uma guerra tremenda. Durou dez anos. Bem dizia o compadre Quinzote.

Em todo o Continente não podia haver ninguém de lado, só os urubus, que pra eles carne de farroupilha era o mesmo que carne de cararnuru.

Vossuncê deve se lembrar de quando prenderam o general Bento Gonçalves.

Bento Gonçalves da Silva

Foi preso, foi desterrado,

Mas deixou o bravo Neto

Pra cumprir o tratado.

Quando me contaram que os imperiais tinham levado nosso general pra Bahia e metido ele no Forte do Mar, acendi uma vela pra Santo António, que tem honras de sargento, e lhe pedi que ajudasse o nosso chefe a fugir.

Santo António me atendeu, é santo mui cumpridor.

Um dia Bento Gonçalves pediu licença aos carcereiros pra tomar um banho de mar. Deram. Ele se atirou nas ondas e começou a bracear com vontade, e quando os guardas caíram em si nosso bravo presidente estava longe já entrando na canoa dum amigo, pois tudo era combinação. Veja só que homem ladino!

Depois, bem disfarçado, entrou num navio que descia cá prós mares do Sul, desembarcou em Santa Catarina, montou logo num cavalo e se tocou pró Continente.

Upa! Upa! meu bragado! Tenho pressa de chegar, vou assumir a presidência da República Rio-Grandense, e preciso muitas contas ajustar!

Depois de três dias de viagem batida chegou numa estância e gritou:

Ó de casa:

Apareceu uma velhinha.

Minha boa senhora, quero que me arranje um cavalo, que me alugue ou que me venda, o meu está mais morto que vivo, venho de longe, preciso chegar ao meu destino, é um caso de vida ou de morte.

A velhinha respondeu:

Vivo sozinha neste rancho, dei tudo que tinha prós Farrapos e o resto os imperiais levaram. Só me resta um cavalo, que faz todo o serviço da estância. Esse não vendo nem alugo, nem por ouro nem por prata nem por sangue de lagarta. Há só um ente no mundo pra levar o meu tordilho. É o homem que mais venero, e o que mais admiro: o general Bento Gonçalves.


Mas vá se servindo de mate, a chaleira está aí mesmo.

Pois foi uma guerra braba, que judiou com o Continente. Mas dela saímos limpos, passamos todas as provas, honramos o nosso povo.

Mas cá pra nós vou lhe dizer, do lado dos caramurus também havia muita gente boa, que todos eram do mesmo sangue.

E o tal de Bento Manuel Ribeiro? Ninguém entendia esse cristão. Um lia estava com os imperiais e no outro com os farroupilhas. Havia até quem dissesse que duma feita ele entrou na Salamanca do Jaraú e saiu de lá com o corpo fechado pra bala e arma branca.

O meu compadre Quinzote acredita nessas bruxarias. E eu as vezes também acho que alguma coisa deve haver…

O general Bento Manuel era valente, ligeiro e alarife. O povo até fez uns versos:

Pode um altivo humilhar-se,

Pode um teimoso ceder,

Pode um pobre enriquecer,

Pode um pagão batizar-se,

Pode um mouro ser cristão,

O arrependido salvar-se

Tudo pode ter perdão

Só o Bento Manuel, não.


Mas isso de perdoar é lá com Deus Nosso Senhor, que conhece melhor as pessoas.

Pois é como lhe digo. Os homens da Revolução eram feitos duma só peça.

Não sei se vossuncê se lembra do manifesto do presidente, do ano 38.

Tenho guardado o jornal que o meu filho me mandou da guerra. Leia onde ele marcou.

Éramos o braço direito e tão bem a parte mais vulnerável do Império.Agressor ou agredido o Governo nos fazia sempre marchar a sua frente:disparávamos o primeiro tiro de canhão, e eramos os últimos a recebê-lo. Longe do perigo dormião em profunda paz as de mais Províncias, em quanto nossas mulheres, nossos filhos e nossos bens, presa do inimigo, ou nos erão arrebatados, ou mortos, e muitas vezes trucidados cruelmente.

É preciso ter senhoria na cabeça pra escrever palavras assim.

Foi uma guerra mui séria, de ódios e durezas, ferro contra ferro, olho por olho, dente por dente.

Vossuncê deve estar lembrado que os republicanos deram alforria pra todos os negros que se alistaram nas suas forças. Os imperiais quando pegavam um desses negros mandavam dar-lhe uma sumanta de duzentos a mil açoites.

O governo farroupilha deita então um decreto, dizendo que dali por diante toda vez que os caramurus surrassem um negro farrapo eles tiravam a sorte entre os prisioneiros e passavam um oficial legalista pelas armas.

Vingança, sim senhor. Mas davam morte de homens e não castigo de cachorro.

Como o patrício está vendo, o respeito entrava na guerra.

Também, houve cada uma!

Os farroupilhas precisaram levar sua frota por mar. Vai então José Garibaldi inventou de carregar dois navios em cima de carretas puxadas por duzentas juntas de bois. Coisa igual nunca se viu, dês que o mundo é mundo. E assim aqueles dois barcos fizeram léguas por terra do Capivari até o mar.

Montado no seu cavalo Garibaldi é o capitão. Nas verdes ondas do campo A sua rédea é o timão.

Foi por esse tempo que os Farrapos tomaram a vila da Laguna, onde por sinal nasceu a minha avó materna. Garibaldi foi por água, Canabarro foi por terra. E acabaram proclamando a tal República Juliana.

Também foi por esse tempo que Garibaldi conheceu Anita.

E agora me dê licença de falar na minha gente.

Um dia um capitão farrapo, de espada na cinta, lenço republicano no pescoço, bateu na minha porta, tirou o chapéu e entrou.

Venho da parte do general Canabarro. Tenho o pesar de lhe comunicar que seu filho o tenente Crescendo morreu em ação como um bravo. O general me pediu que lhe desse os seus pêsames.

Fiquei tonta, meio cega, mas fiz força pra não chorar. Porque essas coisas, como tantas outras, a gente deve fazer quando está sozinha.

Diga ao general Davi que lhe fico muito obrigada.

E como não tinha mais que dizer, perguntei ao capitão:

Aceita um amargo? Ou uma guampa de leite?

E depois que ele foi embora, peguei na renda de bilro, porque estas mãos que vossuncê está vendo não sabem ficar sossegadas. Mas ai! este coração de velha é que ficou sem sossego, e não encontrei pra ele outro trabalho senão pensar nos ausentes.

E o tempo continuava a andar num tranco lento de boi lerdo. Entrava inverno, saía inverno. E a guerra nada de acabar.

Notícias foram chegando.

Batalha do Taquari. Nessa perdi dois filhos.

Cerro dos Porongos. O general Canabarro foi pegado de surpresa: mais três filhos meus que se foram.

O sétimo morreu no Poncho Verde.

Depois veio a paz, com honras pros dois lados.

Mas a flor do Continente se perdeu.

Os campos ficaram desertos, as mulheres de luto, casas viraram tapera, cidades empobreceram, cemitérios cresceram, os urubus engordaram, e muita gente até hoje passa necessidade por causa dessa guerra e os que antes não tinham nada, depois dela ficaram com menos.

E agora aqui está a velha Picucha Terra Fagundes, esperando a chamada de Deus.

Ah! Ia me esquecendo de lhe dizer que tenho sete netos, todos homens.

Quando vejo eles, que já estão grandotes, sinto um calafrio pensando noutra guerra.

Por falar nisso, vossuncê acha fundamento nos boatos que andam correndo que vai haver outro barulho com os castelhanos?

Deus queira que seja mentira, mais uma guerra ninguém agüenta.

Mas vá tomando o seu mate Quem sabe aceita uns bolinhos? Não faça cerimônia, a casa é sua.

E agora se me dá licença, vou voltar à minha renda, porque estas mãos que vossuncê está vendo não sabem ficar sossegadas.

Dona Picucha Terra Fagundes, toda vestida de preto, pele de marfim, olho, de noz-moscada, buço cerrado, verruga no queixo, xale xadrez e chinelas de ourelo.


Setembro 20, 2009 Publicado por Madame Li Li | Geral, Literatura | | 1 Comentário

Um livro de nosso tempo

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“Quando os russos se tornaram eslavos, quando os franceses assumiram o papel de comandante de mão-de-obra negra, quando os ingleses se tornaram ‘homens brancos’ do mesmo modo como, durante um certo período, todos os alemães se tornaram arianos, então essas mudanças significaram o fim do homem ocidental. Pois não importa o que digam os cientistas, a raça é, do ponto de vista político, não o começo da humanidade, mas seu fim, não a origem dos povos, mas o seu declínio, não o nascimento natural do homem, mas sua morte antinatural”.

Esta frase poderia ter sido escrita hoje, no tempo das cotas, das “ações afirmativas”, da “igualdade racial”, das “políticas compensatórias”, do orgulho negro, branco, rosa ou cinza. Mas é de 1949, dez anos depois de ver tudo aquilo ter-se transformado em realidade. Se alguém se sente em alerta ou preocupado, ótimo: é isso mesmo o que Hannah Arendt quis provocar quando publicou Origens do Totalitarismo (Companhia das Letras, 562 páginas,tradução de Roberto Raposo). A epígrafe do livro, de autoria de Karl Jaspers, é altamente elucidativa: “Não almejar nem os que passaram, nem os que virão: importa ser de seu próprio tempo”.

Origens do Totalitarismo é um livro do seu tempo e com as preocupações do seu tempo, mas serve perfeitamente como aviso e guia para aqueles que vieram depois dele – ou seja, nós. Lemos a análise dos três epifenômenos do Mal presentes em nosso século – anti-semitismo, o imperialismo e o totalitarismo – como algo situado num passado longínquo, pré-Onu, pré-convenção de Genebra e pré-Direitos Humanos e, ao mesmo tempo, perigosamente próximo do mundo em que vivemos.

O alerta de Hannah Arendt continua válido: Origens do totalitarismo é, definitivamente, um livro de nosso tempo.

Onde encontrar: (11) 3707 3500

www.ciadasletras.com.br

Setembro 17, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Kant e Hegel

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Os nomes dos alemães Immanuel Kant e Georg F. Hegel estão ligados a boa parte do que aconteceu no mundo nos últimos dois séculos. Quando um estudante de Direito aprende que a ciência jurídica reduz-se à análise e interpretação da norma, quando um estudande de filosofia aprende que a história humana é a história da luta de classes ou quando um líder político fala em ideologia estão emulando, talvez sem saberem, o nome destes dois grandes pensadores. Juízos de valor à parte, Hegel e Kant estão ao lado de uns poucos na posição de artífices da nossa visão de mundo moderna. E, como tais, escapar deles é muito difícil. É preciso erguer-se acima da nossa época, mirá-la do alto e, assim, também mirar as épocas anteriores, de onde a nossa vem e para as quais deveria prestar tributo.

Olavo de Carvalho faz este rigoroso e indispensável exercício intelectual na aula 28 da sua coleção História Essencial da Filosofia (É Realizações, 72 páginas). Segundo ele, as pessoas de hoje enxergam o mundo de uma maneira kantiana, hegeliana ou da mistura das duas: “De cada um vão derivar correntes que prosseguem até hoje e que de algum modo modelam não só as idéias dominantes na sociedade, mas se impregnam tão profundamente na cultura que chegam a determinar e dar forma à percepção individual das coisas”. Olavo alerta, porém, para as deformações cognitivas que ocorrem no pensamento Ocidental desde o Renascimento e que, através de Hegel e Kant, desembocam em algumas das piores tragédias do século XX.

Onde encontrar:
www.erealizacoes.com.br
(11) 5572.5363

Setembro 16, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

O sentido da Semana Farroupilha

Inicia hoje a Semana Farroupilha. Este é, provavelmente, o maior feriado regional do Brasil. Durante seis dias o Rio Grande inteiro festeja a trajetória dos combatentes que desafiaram o Império por dez longos anos e que, uma vez derrotados, assumiram a contraditória roupagem de heróis de uma guerra perdida.

Poucas datas são tão festejadas e, ao mesmo tempo,tão mal compreendidas. Mentes menos aquinhoadas e  crianças de todos os tamanhos e idades costumam relacionar aquele grande momento da História do Brasil com um suposto desejo de independência de um suposto “povo gaúcho”, algo como uma versão campeira da Catalunha, da Irlanda do Norte, do País Basco ou da Ossétia do Sul, desejo este fundado na ficção da especificada cultural gaúcha, como se não tivéssemos neste imenso Brasil pelo menos dez especificidades culturais muito bem definidas. Mal sabem eles que, no Rio Grande do Sul de 1835, era mais fácil achar parecenças, em quase todos os níveis, entre a Porto Alegre e a Salvador da época do que entre a Porto Alegre de 1835 e a de hoje. Identificação com os países vizinhos, então, nem pensar. Quem pensasse corria o sério risco de nunca mais pensar nada. Como  luso-brasileiros que eram, os homens de Bento Gonçalves nutriam ódio mortal pelos castelhanos e fariam fama alguns anos depois, na Guerra do Paraguai e em batalhas contra os argentinos, à frente do Exército Brasileiro que naquele momento enfrentavam. Pois era o Império o seu inimigo e nunca o Brasil.

O hino Rio-grandense é explícito: “Como autora precursora / Do farol da divindade / Foi o 20 de setembro / Precursor da Liberdade”. O gaúcho – o tipo que “passa pela vida, aventureiro, jovial, diserto, valente e fanfarrão, despreocupado” de que falava Euclides da Cunha – não era capaz de viver sob a égide de um rei.  Nascera em território virgem de normas e só concebia ser governado por alguém a quem pudesse escolher pelo voto.  Ou seja, a República. Seu anseio foi satisfeito em 1889, quatro décadas depois da memorável guerra. Nenhum outro Estado da federação deu tantos presidentes ao país: o gaúcho era talhado, de corpo e alma, para viver numa nação republicana.

Deixo para os leitores a carta de Bento Gonçalves, que atesta, de modo definitivo, o que queriam e quem eram os farroupilhas. E esclarece também o porquê de comemorarmos o 20 de setembro.

“Srs. representantes da nação rio-grandense!

Depois da eroica revolução, que operámos contra os opressores da nossa pátria, depois de uma luta obstinada, que por espaço de 7 annos absorve os nossos cuidados, xegou finalmente a época, em que sem grande risco se verifica vossa reunião exigida altamente pelo voto publico.

Meu coração palpita de prazer, vendo oje assentados n’este venerando recinto os escolhidos pelo povo, em quem estão fundadas as mais belas esperanças do nosso paiz. Eu me congratulo comvosco.”

(…)

Si me não é dado anunciar-vos o soleno reconhecimento da nossa independência política, gozo ao menos a satisfação de poder afiançar-vos, que não só as republicas vizinhas, como grande parte dos Brasileiros simpatiza com a nossa causa.

Mui dolorozo m’é o ter de manifestar-vos, que o governo imperial, surdo á voz da umanidade, e com escandalozo desprezo dos mais sãos princípios da siencia do direito, nutre ainda a pertinaz pretenção de reduzir-nos pela força, e por em meu profundo pezar se diminue com a grata recordação, de que a tirania acintosa exercida poe elle nas provincias tem despertado o innato brio dos Brasileiros, que já fizerão retumbar o grito da rezistencia em alguns pontos do Imperio.

É assim, que seu poder se debilita, e se aproxima o dia, em que, banida a realeza da terra de Santa Cruz, nos avemos de reunir para estreitar laços federaes á magnanima nação brasileira, a cujo gremio nos xame a natureza e nossos mais caros interesses.

Todavia o que deve inspirar-vos mais confiança, o que deve convencer-vos de que alfim triunfarão nossos principios politicos, é o valor e constancia de nossos compatriotas; é alfim a rezolução, em que se axão de sustentar a todo custo a independencia do paiz. (…)”.

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As imagens abaixo são um claro exemplo da postura dos gaúchos ante seu estado natal.

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Fonte fotos e vídeos

Sobre o mesmo tema:

Por que comemoramos o 20 de Setembro

Setembro 15, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Geral | | 2 Comentários

Seminário para discutir proteção aos animais domésticos em Porto Alegre

O Gabinete do vereador Beto Moesch e a  Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre promovem o Seminário Políticas de Proteção aos Animais Domésticos no dia 6 de outubro de 2009 (terça-feira)

Horário: 19h às 21h30

Local: Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255)

Inscrição gratuitas no local

Programação

Painelista: Elizabeth Mac Gregor – Gerente de Desenvolvimento da World Society for the Protection of Animals – WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal)

Tema: Avanço do bem-estar animal no Brasil

Painelista: Maria Luiza Nunes – Vice-coordenadora da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos

Tema: O que está sendo feito pelos animais domésticos em Porto Alegre

Painelistas: Representantes do Grupo de Trabalho para a Regulamentação do Programa de Redução Gradativa dos Veículos de Tração Animal

Tema: Medidas para viabilizar a retirada das carroças em Porto Alegre

Painelista: Renata Fortes – Advogada especialista em Direito Ambiental Tema: Instrumentos jurídicos de proteção aos animais

Setembro 12, 2009 Publicado por blogperspectiva | Ecologia | | 3 Comentários

Alphonse Mucha

Ver mais aqui.

E aqui.

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Setembro 10, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Arte | | Sem comentários ainda

Novo Sinal – Porto Alegre em busca de mais respeito no trânsito

A qualidade de vida nas grandes cidades é altamente comprometida pela dificuldade que existe para possamos caminhar nas vias públicas. Uma das razões para isso é a falta de respeito que existe em relação ao uso das faixas de segurança.  E sucedem-se mortes por atropelamento. Em  Porto Alegre,ocorreram 812 atropelamentos entre  janeiro e agosto de 2009, com saldo de 52 mortes.

Com estes dados preocupantes, a EPTC-Empresa Pública de Transporte e Circulação realizou pesquisa para analisar o comportamento de motoristas e pedestres e provavelmente chegou  a conclusão de que é necessário investir em educação com nova abordagem. É o que se depreende da  nova campanha de trânsito  “Novo Sinal” ,buscando conscientizar pedestres e motoristas sobre a importância do respeito às faixas de segurança. A campanha foi lançada hoje na Usina do Gasômetro pelo diretor-presidente da EPTC, Luiz Afonso Senna, com a presença do prefeito Fogaça,  que declarou:  “Queremos mudar o comportamento dos usuários do trânsito, e a cidade está capacitada para isso. Somos a cidade mais politizada do Brasil e temos a ambição de que Porto Alegre seja admirada também pelo comportamento tanto de seus motoristas quanto de pedestres”.

O Novo Sinal estimula  uma atitude ativa do pedestre que irá interagir com o motorista na medida em que sinalizará sua intenção de realizar a travessia na faixa de segurança.

Vídeo de lançamento da campanha



Abaixo reproduzimos algumas das instruções que constam do  site Novo Sinal.


Qual a função do novo sinal de trânsito?

Ajudar o pedestre a atravessar a rua na faixa e deixar o trânsito da cidade mais seguro para todos. O sinal é apenas um facilitador para lembrar ao motorista de dar a preferência para o pedestre na faixa.

Em que situações o pedestre deve fazer o novo sinal de trânsito?

O pedestre deve fazer o novo sinal sempre que for atravessar em uma faixa onde não tenha sinaleira. É importante ressaltar: o pedestre sempre deve esperar os carros pararem completamente antes de atravessar a rua.

Existe alguma situação em que o novo sinal NÃO deve ser feito?

O pedestre não deve fazer o novo sinal onde existe sinaleira. Nesse caso, o pedestre deve respeitar a indicação da sinaleira e esperar a sua vez para atravessar. O novo sinal também não deve ser feito onde não tem faixa de pedestres. Por isso, atravesse sempre na faixa.

Como o pedestre atravessa a rua onde não tem faixa?

Se tiver uma faixa a 50 metros ou menos, o pedestre deve atravessar na faixa. Isso significa mais segurança e mais harmonia no trânsito. Onde não tiver faixa, o pedestre deve olhar para os dois lados e atravessar em linha reta sem correr.

Como o condutor deve proceder ao ver o pedestre fazendo o novo sinal na faixa?

O condutor sempre deve parar o veículo ao ver o pedestre fazendo o sinal na faixa. Parar na faixa significa respeito à vida, cumprimento da lei e uma ação concreta por mais harmonia no trânsito. É importante lembrar: o condutor não deve dirigir “recortando” entre os outros veículos, para não correr o risco de não ver o pedestre iniciando a travessia na faixa.

Como o condutor deve agir onde tem sinaleira?

Onde tem sinaleira, o condutor deve respeitar sua indicação e parar sempre que o sinal estiver fechado para os veículos. Além disso, o condutor sempre deve esperar o pedestre concluir a travessia antes de arrancar o veículo.

É importante lembrar algumas atitudes que contribuem para o bom fluxo do trânsito: nunca dirigir em alta velocidade, diminuir a velocidade ao se aproximar da faixa de pedestres e sempre estar atento ao veículo de trás.

O novo sinal de trânsito é lei?

O novo sinal não é lei, mas usar e respeitar a faixa de pedestres é e está no Código de Trânsito Brasileiro. O novo sinal veio justamente para reforçar a importância do respeito à faixa e estabelecer um diálogo entre o pedestre e o motorista, sinalizando que o pedestre deseja atravessar.

Qual lei regulamenta o trânsito e o respeito à faixa de pedestres?

A Lei nº 9.503, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro no dia 23 de setembro de 1997. Para conhecer a lei, clique aqui.

Mais informações pelo Disque Faixa, por meio do telefone 3289.4444.


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Setembro 9, 2009 Publicado por blogperspectiva | Geral | | 2 Comentários

O Newton oculto

Qualquer pessoa que tenha completado o segundo ano do Ensino Médio conhece o inglês Isaac Newton: é ele o formulador das leis básicas da mecânica que aprendemos na 1ª.. série do Ensino Médio e daquele método matemático que estudamos um ano depois denominado, muito simplesmente, de “Binômio de Newton”. Quem acompanha, ainda que superficialmente, alguma publicação de divulgação científica decerto já ouviu falar do “Principia Mathematica” e, com absoluta certeza, da imagem clássica do homem de peruca, à moda do século XVIII, encostado numa macieira à espera que a queda de uma maçã lhe dê o leitmotiv necessário para elaborar a Teoria da Gravitação Universal.

Em suma: conhecemos muita coisa do Newton astrônomo, físico e matemático e algo do homem excêntrico e solteirão. Nada, porém, do Newton dedicado ao estudo da Alquimia, do ocultismo e da Bíblia, estudioso do hebraico e do grego e autor de diversos tratados de teologia e interpretação bíblica, para quem “a maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode”. É este Newton que As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel: as raízes do Código da Bíblia (Pensamento-Cultrix, 224 páginas, tradução de Carlos Salum e Ana Lucia da Rocha Franco) nos revelam. Aqui, o cientista estuda pormenorizadamente as profecias dos livros de Daniel e do Apocalipse e as relaciona com a história européia e mundial, encontrando pontos de contato e pistas que levam à idéia de um Código escondido nas Escrituras.

Onde encontrar:

www.pensamento-cultrix.com.br

Setembro 9, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Tcheco, Jonas e a fome

As notícias veiculadas na imprensa local sobre suposta discussão envolvendo Tcheco e Jonas após a partida contra o Vitória no último sábado exigem um comentário.

Tcheco é o capitão do Grêmio e tem obrigação de manifestar inconformidade quando fica claro que objetivos pessoais prejudicam o interesse do time. Foi, claramente, o que ocorreu quando Jonas perdeu o gol no final do jogo sábado. Jonas driblou o zagueiro do Vitória e, dentro da área, Tcheco, Herrera e Réver estavam totalmente livres, só esperando, para marcar o gol da vitória.

Jonas optou pelo mais difícil. Chutou de esquerda (o atacante é destro), por cima do gol, e frustrou a chance  gremista de virar o jogo e pular mais algumas posições na tabela.

Jonas é o artilheiro do time, tanto na competição quanto no ano. Porém, deve entender que metas pessoais não devem, nunca, preponderar sobre a vontade coletiva. Aquela bola deveria ter sido passada para qualquer um dos três jogadores que se encontravam dentro da área, por mais que Jonas tenha o objetivo de se tornar artilheiro do brasileirão.

A questão do eventual “puxão de orelha” de Tcheco, e da reclamação de Jonas a amigos (segundo a Zero Hora) é tão ridícula que nem mereceria menção neste post. Aliás, não sei o que é mais ridículo: a Zero Hora criar polêmica em virtude de uma situação normalíssima,  que ocorre em todo jogo de futebol, isto é, um companheiro reclamar de outro quando “fominha” ou, se verdade,  Jonas ter reclamado a amigos da reclamação do capitão Tcheco.

Muito embora ache sensacionalismo por parte da Zero Hora a exploração de um assunto destes, acredito ser mas ridículo, mas indigno inclusive,  se o que consta na Zero Hora for verdade. Porque se for verdade, Jonas, além de fominha, seria também um chorão mimado, que não aceita ser repreendido quando faz bobagem e prejudica a vontade da equipe na qual atua. Aliás, já não basta aquelas comemorações ridículas e vergonhosas? Por favor Jonas. Vai aprender a ter um pouco mais de espírito coletivo, afinal o gol saiu de uma jogada coletiva: cruzamento do “desafeto” Tcheco. Quem sabe receber tem que saber passar.

Setembro 8, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 2 Comentários

Porto Alegre

rio guaibaRio Guaíba

onibus

Um dia desses vou passear nesse ônibus

oxum

Monumento à Oxum na praia de Ipanema-Porto Alegre

oxum2

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Setembro 7, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Geral | | Sem comentários ainda

O crítico Bandeira

A Apresentação da Poesia Brasileira de Manuel Bandeira, é uma das melhores antologias de poetas brasileiros já publicada. Além da seleção criteriosa, que vai José de Anchieta a Haroldo de Campos, o livro traz um ensaio introdutório do autor onde cada um dos principais nomes da nossa poesia é submetido a rigorosa crítica, como sói acontecer nas melhores antologias. Um livro modelar. Ou quase. Manuel Bandeira pecou apenas ao ser excessivamente rigoroso com um poeta em particular: ele mesmo. Nas 504 páginas de Apresentação da Poesia Brasileira não há apreciação crítica do seu próprio trabalho e seu nome aparece apenas em um ou outro momento menos relevante. O julgamento de Bandeira é seguro em praticamente todo o livro – a não ser quando chega aos seus companheiros de geração, quando fala demais dos outros e nada de si mesmo. Este pequeno defeito, provocado talvez pela proverbial humildade do autor – apelidado por Murilo Mendes de “franciscano da poesia” -, não chega a manchar uma obra que, embora dedicada ao leitor iniciante (foi escrita sob encomenda de uma editora mexicana, disposta a apresentar os poetas brasileiros ao público hispano-americano), jamais desce ao nível do reles didatismo e muito menos da superficialidade. É um livro de genuína crítica literária, seja na segurança ao apreciar dos predecessores, seja na coragem de apontar, dentre os mais novos, quais mereciam maior atenção do público leitor. Em uma palavra: essencial.

Onde encontrar:

www.cosacnaify.com.br (11) 7727-1218

Setembro 7, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda