Sobre o treino ao vivo do Corinthians
Será que nos enganaram a todos?
Ouvimos dizer que o Corinthians está em má situação. Pior: que poderá ser rebaixado, junto com o Goiás e o Paraná. Há piadas a respeito, choro dos corinthianos, comentários ácidos da crítica especializada, enfim – todo o clima. Há até propostas indignas de alguns vetustos membros da nossa imprensa sobre a idoneidade da participação do Grêmio e do Inter nas suas respectivas partidas finais.
O clima parece de velório e choro, muito choro. Só parece. Na verdade, o que está se passando é o contrário: o Corinthians está bem, e muito bem. Aliás, tão bem que vai disputar a final com algum time que não sabemos qual é(talvez o São Paulo; talvez o Manchester United, ou o Milan, ou o Boca Juniors, ou quem sabe até o Grêmio), de algum grande torneio que a maioria das pessoas desconhece. Nós também não sabemos qual é, mas deve ser importantíssimo, afinal, o canal de TV a cabo SporTV transmitiu nesta tarde nada menos que o treino do Corinthians no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
Qualquer torcedor que acompanhe futebol sabe que tal honraria só é concedida a equipes que estão disputando uma final importante. A seleção brasileira, durante a copa de 2006, teve seus treinos transmitidos pela TV. Já os treinos do Grêmio, quando disputou a final da Libertadores, não foram transmitidos. É compreensível: a Libertadores é importante, mas o torneio que o Corinthians disputa é MUITO MAIS importante, ora! E não pensem os pretensiosos torcedores do Goiás e Paraná, certamente dispostos a invocar suas respectivas colocações na tabela, que seus treinos devam ser transmitidos. Estão brigando para fugir do rebaixamento, meu Deus! Alguém já viu ou ouviu falar de clube prestes a cair que tenha treino transmitido ao vivo? Ridículo! Coloquem-se nos seus devidos lugares e deixem os clubes que estão disputando algo de importante tratarem dos seus grandiosos afazeres.
Veja também:
Uma tarde no Estádio Olímpico - Apontamentos
“Salvos pela esperança”
”A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com retidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d’Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança? Ela que, pelo seu « sim », abriu ao próprio Deus a porta do nosso mundo; Ela que Se tornou a Arca da Aliança viva, onde Deus Se fez carne, tornou-Se um de nós e estabeleceu a sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14).”
Trecho final de “Spe Salvi” a nova Carta Enciclíca do Papa Bento XVI.
O Brasil unido contra o Corinthians?
Gremistas:
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Colorados (ressentidíssimos com os fatos de 2005)
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=29755&tid=2569072909017449498
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Vasco
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Cruzeiro
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Santos
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São Paulo
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Nautico
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Sport Recife
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E os corinthianos, impressionados com a raiva:
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É impressionante. Nunca se viu no futebol brasileiro tanto ódio dirigido a um mesmo clube. Isso tudo, junto com as caras de desespero dos corinthianos após o jogo de ontem, chega a causar pena do time campeão de 2005 com a ajuda da MSI e da arbitragem. O problema é que a maioria dos torcedores não são nada magnânimos.
Saudades da vó
É o primeiro 29 de novembro deste blog. E este dia nos lembra uma linda e adorável mulher de cabelos brancos, gordinha, com um sorriso meigo, que quando ouvia os netos serem repreendidos por fazerem barulho e atrapalharem seu sono dizia lá do quarto: “Deixem eles! Para mim parece barulho de passarinhos! Eu gosto”. E dê-lhe caixas de bombons e agrados que faziam pirralhos intoleráveis sentirem-se pessoas especiais. Ela hoje faria 90 anos se estivesse entre nós, mas está junto de Nossa Senhora de Fátima, uma ” Filha de Maria” que foi.
Saudades, vó!
Grêmio e Inter – sugestão absurda
“O Brasil enfrenta um momento de crise de valores.”
“ O Brasil é um país minado pela corrupção. “
“A juventude brasileira não tem referenciais . “
Essas afirmativas já viraram lugares comum. E normalmente partem de formadores de opinião que, ocupando espaço na mídia, analisam comportamentos e julgam. Suas opiniões são levadas em consideração e não raras vezes levam à condenação de pessoas pela opinião pública. Condenação muitas vezes não condizente com a realidade dos fatos mas baseada no poder de persuasão dos ” canhões” de comunicação. Mas este poder aumenta a responsabilidade de quem o utiliza . Ou pelo menos deveria aumentar.
O assunto do momento é a possibilidade de rebaixamento do Corinthians para a série B do campeonato brasileiro. Assunto candente que tem despertado reações impressionantes em todo país, como já abordamos em outro tópico. Normal e até mesmo é divertido ler o que escrevem os torcedores em relação ao assunto.
No entanto, causa espanto ver alguns veneráveis comunicadores ” entrarem na onda” e pregarem a prática de atos imorais por parte de atletas profissionais. Sim, porque pregar-se que um atleta deliberadamente perca um jogo é incitar a prática de um ato imoral.
Que a torcida, mais por chacota e irreverência, esteja fazendo isso em sites de relacionamento, é aceitável. São manifestações previsíveis e que não tem o simbolismo da manifestação de um comunicador.Todo aquele que detém espaço midiático tem obrigação de zelar para que seus ouvintes ou leitores vejam apregoados valores e não o contrário.
Um time de futebol quando entra em campo tem obrigação de lutar para ganhar o o jogo. Qualquer sugestão para que “entregue” o mesmo é imoral, seja por qual motivação for. Quem prega isso, de forma irresponsável, em um orgão de comunicação, está prestando um desserviço ao futebol, aos clubes e, em última analise, ao país. E perde toda credibilidade para formular qualquer tipo de crítica a quem quer que seja no futuro. Estimular uma fraude é compactuar com ela e quando se procura justificativas para aceitar a propagar uma fraude deve-se ter em conta que sempre os fraudadores terão suas justificativas particulares.
Quem propugna por lisura no futebol e fora dele não pode agora sugerir que clubes como o Grêmio e Internacional devam deliberadamente perder seus jogos. Seria infamante. Mas infelizmente temos lido e ouvido estas sugestões por parte de pessoas que não têm o direito de utilizar espaço concedido para incitar a prática de uma fraude.E mais, sugerir que profissionais do futebol seriam capazes de praticá-las, manchando suas carreiras.
Temos certeza de que os atletas do Grêmio e do Internacional , profissionais honrados que são, não mancharão suas carreiras, não envergonharão a história de seus clubes. Entrarão em campo no domingo com empenho e determinação no sentido de vencer as partidas que disputarão.E o resultado será aquele que as circunstâncias normais de jogo determinarem.
O pior dos 7 pecados capitais
“O filme não para em pé. Usa demasiadamente a narração em off, em detrimento da imagem”.
Hector Babenco, justificando o porquê de não ter votado em Tropa de Elite como representante brasileiro ao Oscar.
Em tempo: seu filme, “O Passado”, estreou na mesma semana que “Tropa de Elite” – e teve muito menos público.
Celtic aguerrido e bravo!

O Celtic está se especializando em realizar proezas dentro do Celtic Park. Contra o Milan foi 2 x 1, no último minuto, com direito a invasão de campo e tabefe de torcedor no goleiro Dida. Hoje também foi 2 x 1, contra os ucranianos do Shaktar Donetsk, com direito a virada e gol salvador aos 47 do segundo tempo.
O Shakthar abriu o placar aos 4 minutos, com gol de Brandão. O Celtic empatou aos 45 do primeiro tempo, com gol do tcheco Jarosik. Quando tudo se encaminhava para o empate, o volante italiano Donati fez o gol salvador que garantiu a vitória e coloca o Celtic numa posição confortável em seu grupo na Champions League. Agora, precisa de apenas um empate em Milão para garantir a vaga para a próxima fase.
Nas mãos da dupla GRE-NAL
O destino do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2007 será decidido por Grêmio e Internacional. Nesta quarta à noite, os dois últimos candidatos à última vaga perderam seus jogos – Corinthians para o Vasco da Gama e o Goiás para o Atlético-MG, levando os seus desesperados torcedores a sofrerem até a última rodada. Com 43 pontos, o Corinthians enfrenta o Grêmio no Estádio Olímpico. O Goiás, com 42 pontos, recebe o Internacional no Serra Dourada.
Caso os clubes empatem no número de pontos, o Goiás salvaria-se da degola pelo número de vitórias (12 contra 10). O que torna o jogo do Estádio Olímpico ainda mais dramático para as pretensões paulistas.
Vale lembrar que em 2003 Grêmio e Corinthians se enfrentaram na última rodada em situações opostas ao que vemos hoje. E o Grêmio salvou-se, vencendo com facilidade por 3 x 0.
O Internacional, ainda engasgado pelo Nacional de 2005 tem sua chance de vingança. Caso não vença, pode levar o Corinthians ao rebaixamento.
A exigente torcida corintiana mandou seu recado ao fim do jogo contra o Vasco: “Não é mole não…ganhar do Grêmio, virou obrigação”.
O último jogo de Mano Menezes dirigindo a equipe tricolor ganha importância dupla: o destino do Corinthians e a definição do Grêmio em 2008 dependendo de resultados paralelos. Imperdível.
Fiasco da Reebok
A fornecedora de material esportivo do Vasco da Gama, a Reebok, deve estar com problemas de matéria prima para confecção das camisas do time. Na partida contra o Corinthians alguns jogadores usavam camisas do ano passado que tem uma listra na manga direita. A desse ano tem uma leve onda na ponta da manga.
O sertão andaluz
Através de túneis de museus
Museus-mosteiros, que mortiçam
a luz já velha, castelhana
sobre obras mortas de fadiga
Tudo ela convertia
No museu de Sevilha
Museu entre jardins
E caules de água viva
Os escritores não criam apenas obras. Os grandes escritores são também criadores de espaços geográficos, dando-lhes cores novas, indicando novos caminhos, novos pontos de vista, novas leituras de mundo. Quem não lê Eça ou Pessoa conhecerá Lisboa de maneira um tanto imperfeita, se comparado com quem os lê. O mesmo se passa com Unamuno e o País Basco, Baudelaire e Paris, Borges e Buenos Aires e muitos outros que falaram de suas terras sem cair no regionalismo rasteiro, ilegível para quem não nasceu lá.
É o caso também de João Cabral de Melo Neto e o sertão. Embaixador brasileiro na Espanha – mais precisamente no sul daquele país – o poeta pernambucano descobriu no árido solo andaluz uma semelhança insuspeita com a sua região, tanto em questões menores como a pobreza quanto no sentimento da terra e do homem andaluz, habitante de uma Ibéria profunda e muito antiga, da qual o sertanejo e sua cultura medieval descendem.
Entre o sertão e Sevilha (Ediouro) é o resumo desse encontro entre o sertanejo João Cabral de Melo Neto e os sevilhanos. Nele relemos o sertão e a Andaluzia e encontramos uma irmandade entre as duas terras longínquas, aproximadas pela leitura sutil do poeta que enriquece nosso caminhar, seja pela Andaluzia, pelo sertão ou por qualquer outro lugar.
Advento – Tempo de espera

No primeiro domingo de advento, isto é, no quarto domingo antes do Natal, o que em 2007 corresponde ao dia 02 de dezembro, inicia-se o Ano Litúrgico da Igreja Católica. O que seria Ano Litúrgico?
É como um calendário onde estão registradas as festas e celebrações que recordam a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, as celebrações de Nossa Senhora e dos santos. Divide-se em dois ciclos: natalino e pascal.O ciclo natalino compreende o período entre a Festa de Cristo Rei( domingo anterior ao primeiro domingo do Advento) e o batismo de Jesus.
O Advento é um tempo de espera. A coroa de advento verde simboliza a natureza a espera do Senhor. Circular para lembrar a aliança firmada firmada com Deus e também da eternidade. As quatro velas simbolizam os domingos do Advento. Acende-se a primeira, depois duas e sucessivamente, indicando a proximidade da chegada da Luz.
Nossa Senhora das Graças – 27 de novembro

Imagem de N.S.das Graças que se encontra no altar-mor da capela
No dia 27 de novembro do ano de 1830, na capela do convento das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paula, em Paris, a noviça Catarina teve uma visão de Nossa Senhora. Ela estava de pé sobre um globo, de suas mãos partiam raios luminosos. A noviça relatou que formou-se em volta da Mãe de Deus um quadro, onde via escrito:
“Ó Maria , concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. “
Recebeu de Nossa Senhora a determinação de mandar fazer uma medalha com a promessa de que todas pessoas que a usassem no pescoço, com confiança, seriam destinatárias de abundantes graças.
No verso do quadro apareceu a letra M, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M apareciam o coração de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e o de Maria atravessado por uma espada. Contornando o quadro uma coroa de doze estrelas, remetendo à Mulher vestida de sol que traz a lua nos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (Apocalipse 12,1).
As medalhas foram cunhadas após aprovação do arcebispo de Paris. E aqueles que passaram a usá-las sentiram-se realmente destinatários de graças especiais. Com isso, propagou-se a devoção à Medalha Milagrosa. Catarina Labouré foi canonizada em 27 de julho de 1947, pelo Papa Pio XII. Seu corpo foi exumado e constataram que estava totalmente conservado mesmo após 57 anos de sua morte. Atualmente está exposto sob o altar da capela da rua du Bac,140 em Paris.
Amy Winehouse quando criança
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Corpo de Bombeiros – Agradecimento
As notícias envolvendo a morte de um cavalo no Parque Farroupilha em Porto Alegre, ocasionada por ataque de abelhas, deixou-nos preocupados com a presença de uma imensa casa de marimbondos no pátio.Temiamos por nós, pelos vizinhos, pelos passantes. A localização tornava impossível a retirada sem equipamento adequado. Precisavamos de auxílio. Contatando a Prefeitura, nos foi sugerido recorrer ao Corpo de Bombeiros. Imaginamos que seria difícil sermos atendidos, pois sabemos que a guarnição local dispõe somente de um veículo.
No entanto, tão logo houve possibilidade, em meio às emergências atendidas recebemos a visita da equipe do Sarg. Frank.Equipe formada por homens prestimosos, educados e competentes. Rápidamente o problema foi resolvido.
O Corpo de Bombeiros é uma corporação que merece todo respeito e consideração por parte dos cidadãos. Nos momentos difíceis são eles que se fazem presentes, correndo riscos e prestando serviços que vão desde resgates de vítimas a retirada de casas de marimbondos. Agem também na prevenção de ocorrências danosas.
Blog Perspectiva presta aqui seu reconhecimento e homenagem ao Corpo de Bombeiros de Canoas, especialmente a equipe do Sargento Frank. Esperamos não mais precisar de seus serviços, mas é tranquilizador saber que podemos contar com eles.
2007, o fim de uma ilusão
O torcedor gremista terminou a ano de 2006 fervilhando de alegria. Nem o título mundial conquistado pelo seu rival às vésperas do Natal abalou sua felicidade de saber que o seu clube do coração estava mais que de volta à elite do futebol brasileiro: estava de volta para a elite do continente sul-americano. O 4-5-1 de Mano Menezes tinha um meio campo azeitado, da primeira até a última peça, com um banco de reservas limitado mas muito competente. O melhor jogador de futebol do país naquele momento, Lucas, fazia parte do time. Bastava ao clube manter a base de seu escrete para 2007 tornar-se um daqueles sonhos que se tornam realidade. Aí começaram os erros.
No período de duas semanas o Grêmio perdeu 8 jogadores que foram essenciais para a conquista da tão sonhada vaga para a Copa Libertadores da América: Evaldo, Maidana, Alessandro, Herrera, Jeovânio, Hugo, Rafinha e Rômulo. Evaldo possuía desacertos judiciais que o Grêmio preferiu não se meter; Maidana pediu um leve aumento salarial; Alessandro necessitava de um investimento de u$ 400 mil; Herrera tinha o passe de u$ 4 milhões; Jeovânio custava u$ 500 mil; Hugo pedia 1 milhão de reais por três anos de contrato; Rafinha não recebeu proposta e Rômulo preferiu ir para o Cruzeiro. Não exigia-se que um clube recém saído da segundona renovasse com todos estes – afinal, o passe de Herrera era realmente muito caro e Rômulo tinha uma decisão pessoal. Entretanto, as outras seis peças ficaram sem uma explicação melhor dos dirigentes, que estavam preocupadíssimos com a nova idéia “Arena”, enquanto o elenco que Mano Menezes tinha nas mãos jazia.

Herrera, ausência sentida em 2007
Os reforços para 2007 chegaram depois do Natal. D. Souza, por crença do treinador (e interferência de Luiz Felipe Scolari); Schiavi, pelas necessidades da competição (e do próprio time); Tuta, para substituir Rômulo; Saja, para consertar o problema da posição; Edmílson, um refugo do Time B do Internacional, para substituir o antigo capitão Jeovânio; e um pouco depois Lúcio, aposta para a lateral-esquerda. Além disso, houve a promoção de C. Eduardo e Everton ao time, destaques da Copa FGF de 2006. Era consensual a idéia de que as contratações eram insufucientes para disputar o torneio mais difícil de todo o planeta, mas foi com estes jogadores que Mano Menezes iniciou a temporada.

D. Souza, uma grata surpresa
O início foi avassalador. As oito primeiras partidas foram vencidas, dentre elas o 1×0 contra o Cerro Porteño fora de casa, com direito a golaço de Lucas e a um pênalti defendido por Saja. O sistema defensivo impecável: levou apenas 2 gols, em uma noite chuvosa que deixaria Noé intrigado (vitória por 6 x 2 sobre o Brasil-PEL, no Olímpico). Mas em tudo existe um porém, e o fato é que nenhum dos adversários enfrentados pelo Grêmio possuíam valores técnicos elevados. Então surgiu o Cúcuta, um típico time colombiano. 0 x 0 no Estádio Olímpico em noite de grande atuação de William e Schiavi, além de uma compreensível fragilidade do conjunto: não havia como manter um padrão de jogo elevado com um time completamente novo (dos titulares de 2006, apenas Patricio, William, Lucas e Tcheco continuavam entre os 11), e as dificuldades foram se demonstrando. Lucas não era o mesmo (lógico, afinal a direção do Grêmio optou por negar-lhe férias após sua participação no Sul-Americano Sub-20, em que foi campeão, capitão e eleito pela Conmebol o melhor jogador da competição), Tcheco era solitário no meio campo e o ataque era nulo. Um desastre estava sendo formado aos poucos. Até que o time levou 3 x 0 do Caxias, no Estádio Centenário.

Lucas, o melhor jogador do Brasil em 2006
Esta partida foi como o divisor de águas do semestre. A torcida estava estupefata e não assimilou o resultado, resolvendo, então, jogar junto com o time. Esta foi a melhor contratação do Grêmio no ano. 30 mil pessoas foram empurrar o time em uma sexta-feira à noite em que Lucas, Tcheco, D. Souza e C. Eduardo foram simplesmente brilhantes. A garra estava de volta. Os 4 x 0 fizeram a noite ser quase perfeita – quase, porque Lucas sofreu uma lesão que parecia inofensiva e foi substituído. Parecia…
No lugar dele entrou Sandro Goiano, ídolo da torcida por liderar o time na Série B. E deu pro gasto. Sandro jogou no seu limite e cumpriu um bom papel. Enquanto isso, subia ao time Gavilán, reforço para a segunda fase da Libertadores, juntamente com Kelly e Amoroso. Gavilán por pouco não ficou de fora da competição, já que a direção estudava inscrever apenas Kelly e Amoroso. Kelly, por sinal, foi contratado lesionado e necessitando de cirurgia em seu joelho.
As classificações da Libertadores eram sensacionais: fora de casa o time jogava de forma apática e sem consistência, e em casa junto de seu melhor jogador fazia milagres. As partidas contra São Paulo, Defensor e Santos ficarão para sempre na memória dos torcedores que acompanharam os jogos, seja no estádio, na televisão ou nas rádios. Foram verdadeiras batalhas em que as armas foram os gritos e a paixão de cada um dos torcedores gremistas que acreditaram que o sonho de um terceiro título continental era possível. Daí, na “Final das Finais” veio o Boca Juniors, com Juan Román Riquelme liderando.

Tcheco, decisivo nas fases de mata-mata da Copa Libertadores
Em La Bombonera o Grêmio fazia a sua melhor partida como visitante na competição. O time marcava a saída de bola, ocupava os espaços e o Boca simplesmente não sabia como jogar. Eis que aos 19 minutos, falta para os xeneizes. Riquelme cobra, no segundo pau e nada menos que TRÊS atletas do time argentino estavam em impedimento clamoroso. O bandeira ignora os três jogadores em até 1,5 metro de impedimento e valida o gol de Palacio. Apesar da irritação, não era desesperadora a situação. 1 x 0 fora de casa era completamente reversível no Estádio Olímpico. E então, a ausência de Lucas foi sentida: Sandro Goiano, que jogava desde as oitavas em seu limiar técnico e de violência (na semifinal chegou a aplicar um tapa em Renatinho) cometeu uma atrocidade. Levantou o pé mais de um metro e atinge a face de Banega. Expulso, em uma final de Libertadores, fora de casa e com Riquelme no outro time. Uma irresponsabilidade que deixou atônito a todos. Esta equação teve seu resultado logo depois. Riquelme fez 2 x 0 e ao final, por excesso de compromisso, Patricio faz um gol contra. 3 x 0, na melhor partida como visitante na competição.
Na volta, apesar do apoio da torcida (que ganhou, como recompensa pelo sacrifício, copas de alimentação desprovidas de seus caríssimos copos de água, refrigerante ou cerveja, algo que não é necessária a construção de um novo estádio para oferecer) o time sofreu novo revés e o sonho teve seu fim. O vice campeonato não foi triste apenas pelo sentimento de que o ocorrido em La Bombonera decretou o fim do sonho. Mano Menezes, ao fim do jogo, com sua costumeira calma foi perfeito na conclusão:
“Nossa campanha é vitoriosa no sentido de termos eliminado tantas equipes que eram consideradas superiores. Chegamos à final, muito à frente da expectativa que tínhamos. O que nos frustra não é a possibilidade que deixamos escapar. É chegar tão perto e sentir que não tínhamos condições de ganhar.”
Ou seja, era um time estruturado na garra e na vontade de seu torcedor. Diferentemente do time de 2006, que esbanjava qualidade técnica com provavelmente o melhor meio de campo do país. Os erros do início do ano foram determinantes. O resultado do desmanche teve efeito. Apesar da equipe titular da Copa Libertadores ter demonstrado alguma qualidade (D. Souza foi decisivo, C. Eduardo foi uma grata surpresa, Gavilán foi um marcador implacável e Tcheco brilhou contra São Paulo, Defensor e Santos), o banco de reservas era medíocre. E uma equipe que almeja tão alto não pode disputar uma competição deste nível assim. A final acabou sendo justa, apesar dos pesares. Venceu, de fato, o melhor, mesmo que este tendo sido com uma “mão” de Jorge Larrionda, Wálter Rial e Edgardo Acosta.
Wálter Rial: ele não viu três jogadores impedidos em uma cobrança de bola parada
O sentimento de todos os torcedores ao final da Copa Libertadores foi o mesmo: com esta equipe, é possível disputar o título do campeonato brasileiro. Mesmo com a venda de Lucas, o melhor do Brasil em 2006, por alguns tostões de euros (8 milhões, contra 12 milhões que o São Paulo arrecadou com a venda do lateral-direito Ilsinho). E de fato era, afinal Schiavi e William eram confiáveis, Lúcio trazia criatividade na lateral-esquerda, Gavilán rugia na frente da área, D. Souza estava “tinindo” e Tcheco, fora por algumas rodadas, completaria o meio campo tricolor. O grupo continuava limitado, mas o campeonato brasileiro deste ano de 2007 que foi marcado pelo êxodo de todas as classes de jogadores (bons, médios e ruins) não exigia um nível melhor que este. E o Grêmio encarreirou vitórias e bons resultados. Aí veio o jogo contra o Palmeiras e a venda de Lúcio para a Alemanha (o Palmeiras, detentor de 75% vendeu o jogador por u$ 2 milhões de dólares). A falta do lateral-esquerdo foi sentida, mas a defesa com Schiavi e William não permitia que o time perdesse pontos, mesmo que o ataque mostrasse uma inoperância absurda. O grande baque de verdade veio após o jogo contra o Atlético Paranaense, no Olímpico.
Após a partida, a notícia de que Schiavi estaria indo embora do clube deixou todos os que cercam o Grêmio intrigados. Não fazia nem sentido um jogador se despedir de um clube jogando a sua última partida com tanta garra e compromisso. Como a direção do clube permitiu que isto acontecesse? Era desejo do jogador? Não fazia sentido, estava sendo titular, venerado e com atuações brilhantes. Seria seu salário (cerca de r$ 90 mil)? Pouco provável, afinal um clube com a grandeza do Grêmio e que possui aspirações mais altas não pode deixar de ter um zagueiro do nível de Rolando na equipe, principalmente no período que o jogador atravessava seu melhor momento no clube. O motivo não foi explicado, mas na terça-feira após o jogo contra os paranaenses Schiavi embarcava para a Argentina. Neste momento, o Grêmio perdia qualquer chance de título (e agora, em dezembro, chego à conclusão que de Libertadores também). O time possuía um ataque inoperante, mas a defesa era intransponível. A perda de Rolando Schiavi acabou com o sistema defensivo do Grêmio. Os resultados em seqüência foram o esperado: derrota para o Figueirense, São Paulo e Corinthians (sendo que neste caso, de virada em três minutos), todos estes com atuações assustadoras do sistema defensivo (afinal, não é fácil retomar o entrosamento perdido em meio à competição). Entre estas partidas, o jogo contra o América de Natal no Olímpico, em que Saja impediu que o Grêmio passasse o vexame de empatar com o lanterna (o resultado final foi 3 x 0, enganoso).

Schiavi: com ele, ficamos 9 partidas invictos após a final da Libertadores
Depois disso, três contratações chegaram na Azenha: E. Costa, Bustos e Hidalgo. Chamarei um pouco mais de atenção para este último. Um jogador que contratado pelo Inter no ano passado, destacou-se por não saber defender e nem atacar e foi dispensado do clube por deficiência técnica. Para se ter noção do tamanho disto, o Inter de 2007 com Hidalgo havia sido eliminado do Gauchão e da Libertadores. E o Grêmio o trouxe, para delírio dos colorados, desesperos dos tricolores e incompreensão de Mano Menezes. Além de todos estes problemas, Hidalgo é peruano, o que impossibilitava a escalação de Gavilán no time. Agora compreende-se E. Costa, que teoricamente não era necessário, já que o paraguaio não deixava a desejar em momento algum. O Grêmio contratou Hidalgo e perdeu Gavilán. Uma troca que deixaria Flamengo e Inter de Milão intrigados (Adriano, o Imperador, foi trocado por Vampeta, em uma das negociações mais burras da história do futebol mundial).

Hidalgo: dispensado do Inter por ruindade, exclui Gavilán dos 11 titulares
O jogo contra o Paraná marcou a despedida de mais um destaque da Libertadores, C. Eduardo. Vendido para um clube da segunda divisão alemã por 7 milhões de euros (após o Grêmio negar ao Benfica a troca de D. Souza mais 4 milhões de euros), C. Eduardo era uma pequena chama de esperança no ataque do Grêmio. Em meio à Libertadores, o presidente do Grêmio foi às rádios gritando animadamente que “C. Eduardo não sai daqui antes de dois anos! É um jogador promissor que nos trará muitas alegrias”. Em agosto, C. Eduardo embarcava no avião. Mas o pior não foi isto.
Em uma tentativa de abafar a venda de C. Eduardo, veio Rodrigo Mendes, antigo ídolo gremista, uma contratação obviamente para calar qualquer manifestação. Quem teria coragem de detonar um jogador amado? E assim como fez com Kelly, Pelaipe trouxe um jogador que não atuava havia meses, sem condições físicas de disputar um torneio como o Brasileirão. Isso ficou evidente com a lesão do jogador, ocorrida durante um treinamento, o que atestou sua fragilidade física. Rodrigo Mendes nem chegou a jogar pelo Grêmio neste ano. E Mano Menezes agonizava, agora sem ataque, sem defesa e com uma bomba fecal na ala esquerda. A contratação do “trio bala” Marcel (refugo do São Paulo), Jonas (refugo de recente lesão no Santos) e Marreta (dispensa comentários) gerou risadas. Afinal, neste meio tempo desembarcavam no Beira Rio Nilmar, Guiñazu e Magrão.
Bustos não rendia na direita, Hidalgo fazia apresentações calamitosas, e o leão E. Costa precisava fazer o papel do 1º e 2º volante, já que Sandro Goiano, após sua lesão, não retomou o futebol competente apresentado na Libertadores. Enquanto isso, Gavilán jazia na torcida, já que nem no banco poderia ficar. O Grêmio que mostrava uma força imperial em casa foi murchando. As vitórias começaram a ficar minguadas, geradas por lances ocasionais. E fora de casa seguia o massacre.
Até que os desmanches do início e do meio do ano foram cruciais. As partidas fora de casa não eram apenas derrotas. Eram atuações catastróficas, que pareciam de um time pequeno do interior do Sergipe. Mano Menezes seria o culpado? Difícil, já que o mesmo Mano conseguiu fora de casa em 2006 , sete vitórias e quatro empates, uma campanha bem aceitável para um clube da grandeza do Grêmio. A limitação do grupo de 2007 sim, que podemos culpar. Mano Menezes, apesar de sua genialidade, não consegue fazer o Hidalgo aprender a jogar, o Marcel a correr, uma zaga se entrosar de maneira qualificada a cada rodada (Pereira e Leo revezavam aonde, anteriormente, estiveram Teco e Schiavi) ou fazer Marreta…bem, Marreta não preciso comentar.
Marreta, o “atacante bala”
E 2007 termina assim. Um ano marcado pela desilusão do torcedor do Grêmio, que acreditou que o clube para quem torcia era forte. A participação na Libertadores foi enganosa e fútil: o time saiu enfraquecido da competição, já que apesar de todo o dinheiro que o vice campeonato traz, os dirigentes do Grêmio não puderam manter sequer uma equipe competitiva. Não fosse Mano Menezes, o Grêmio estaria disputando vaga na Sul Americana na parte de baixo. A falta de dinheiro não faz sentido, já que o clube possui 54 mil sócios, recebe r$ 6 milhões anuais do Banrisul (não está mais em forma de pagamento de dívida), r$ 6 milhões da Puma (mais 15% de venda de material), r$ 2,4 milhões da Tramontina, r$ 15 milhões anuais da Globo, além dos valores menores como publicidade estática. Vendeu Lucas (8 milhões de euros) , C. Eduardo (7 milhões de euros), Cássio (1,5 milhão de euros) , P. Junior (1 milhão de dólares), recebeu uma porcentagem da venda de Anderson para o Manchester United e 25% da venda de Lúcio para o futebol alemão (500 mil dólares). E mesmo assim falta dinheiro? É muito difícil de acreditar.
Uma conceituada coluna do maior jornal do Rio Grande do Sul divulgou que o Grêmio possui déficit mensal de r$ 800 mil e folha salarial de r$ 1,6 milhão. Eu, amigo torcedor, não dou crédito. No ano passado nossa folha salarial era de r$ 850 mil. Não houveram contratações de peso para dobrar o valor. Ao contrário: dos jogadores que justificariam um salário maior, ficaram apenas D. Souza, Tcheco, Saja e Tuta. Ou Hidalgo, Jonas, Marcel, Marreta, Kelly e R. Mendes recebem salários europeus? Recuso-me a aceitar essa hipótese absurda.
Falta dinheiro. O curioso é que pela falta de ética e caráter de Rosinei, foi divulgado que o Grêmio despejou r$ 500 mil em sua conta, como “incentivo ao atleta”. Tivesse Rosinei ética e caráter nunca ficaríamos sabendo dessa liberalidade. Quanto foi pago ao Amoroso, Kelly, Marcel e Jonas? A torcida só tomou conhecimento destes r$ 500 mil pela falta de hombridade de Rosinei, que após perceber que o navio do Grêmio chocou-se com um Iceberg mandou-se para o Real Murcia, time inexpressivo da Liga Espanhola. Realmente falta dinheiro? O que os dirigentes do Grêmio precisam se perguntar é o seguinte: o que rende mais? Uma torcida apaixonada e enlouquecida que transformou o Grêmio no clube de maior Quadro Social do Brasil ou ignorá-los, dando a eles jogadores que não representam o que é ser Grêmio de verdade? Vai ser difícil manter o ânimo destes torcedores tendo Hidalgo, Marcel, Jonas e Cia atuando no time titular. 2007 foi um ano para ser esquecido da memória dos torcedores gremistas.

Mano Menezes: abusaram da sua capacidade de fazer milagres. Vai fazer falta
Guiñazu – respeito de uma gremista
A nossa gremista Madame Y circulava pelo Bourbon Ipiranga em busca de seus costumeiros DVDs de filmes clássicos quando reparou no cidadão ao seu lado, que buscava também DVDs. Reconheceu de imediato que se tratava do volante Guiñazu do S. C. Internacional. Em uma mostra da ausência de sectarismo, Madame Y resolveu solicitar ao jogador um autógrafo para presentear a colorada mais fanática que este estado produziu: sua tia. Foi atendida com muita cordialidade mesmo revelando ser torcedora do tricolor gaúcho.
” Uma lembrança do Cholo Guiñazu”
E assim, Guiñazu ganhou o respeito de uma gremista

Torcedor brasileiro – Desrespeitado
A tragédia no estádio da Fonte Nova ressalta mais uma vez o desrespeito com o qual é tratado o torcedor brasileiro. Se já nos sentimos desrespeitados em quase todos lugares( filas de banco, espera por atendimento médico, etc) esta sensação torna-se muito mais forte a partir do momento em que somos encarados como torcedores. Nessa condição deixamos de ser pessoas para sermos massa. E isso começa já na venda dos ingressos, na maior parte do Brasil. Jogo decisivo é prenúncio de cambistas em ação sem restrições e de vendas de ingressos acima da capacidade dos estádios. Basta observarmos os estádios europeus para percebermos que as vias de acesso e saída da torcida ficam desimpedidas durante os jogos. Nos estádios brasileiros, em jogos decisivos, observa-se uma massa compacta. Qualquer alteração de rotina no comportamento da torcida é risco iminente de tragédia.
No entanto, a tragédia em Salvador expôs que aquela “massa” era composta por pessoas, com nome, com rosto, com família, com uma história de vida e com sonhos a realizar. Esse “detalhe” esquecido é que faz com que o respeito seja ignorado quando se trata de torcida.
Nem pretendo entrar na questão manutenção dos estádios, que foi o fator que aparentemente causou o acidente em Salvador. Inexplicável a permissão concedida para realização de evento esportivo no local se efetivamente havia laudos demonstrando a falta de condições estruturais . Nem é mais apenas questão de desrespeito, é crime.
Tenho a sensação de que aqueles que administram o futebol no Brasil tem um desprezo crônico para com os torcedores. Precisam de nós, mas nos desprezam, nos vêem como uma massa sem nível de exigência. É uma atitude covarde e desprezível. Como sabem que a paixão faz o torcedor superar todas restrições que teria em comparecer a lugares imundos, com super lotação, sem o mínimo de comodidade nada fazem para alterar este quadro. A torcida continuará indo aos estádios, o lucro estará assegurado. E dê-lhe conclamação para que participemos.Fico sempre me questionando se os “chefes” do futebol iriam aos jogos se tivessem que ficar submetidos às mesmas agruras que nós.Acham bonito olhar a massa, mas esquecem que ali tem pessoas espremidas, comprando produtos com preços abusivos, de má qualidade, e em jogos decisivos sabendo de antemão que terão de implorar para poder comprá-los.
Estádios novos, ou pelo menos com manutenção periódica, podem assegurar que pelo menos as arquibancadas não desabem, mas isso é o mínimo exigível. Aliás, promessas de estádios novos não autorizam sucateamento dos que estão em uso. Afinal, os jogos continuam sendo realizado e a torcida continua comparecendo.
O torcedor brasileiro, que parece deixar de ser cidadão, com os direitos inerentes a isso, quando veste uma camisa de clube para ir a um estádio, merece ser tratado com mais respeito.
“Salvos pela esperança” – Nova encíclica papal
O Papa Bento XVI lança sua segunda Encíclica na próxima sexta-feira(30/11), com o título “Salvos pela esperança“( Spe salvi).
As Encíclicas são cartas nas quais o Papa estabelece posicionamento sobre temas específicos , com princípios que serão seguidos pela Igreja.
É muito bom que que neste momento da vida da humanidade que João Paulo II já vislumbrara quando afirmou em seu testamento :”Os tempos em que vivemos são indizivelmente difíceis e inquietantes” seja ressaltado a necessidade da fé em algo superior, que vai gerar a esperança , da qual resultará o amor. O lançamento no início do Advento ( tempo de espera) certamente não é por acaso.
Em “Deus é amor” , sua primeira Encíclica, publicada em janeiro de 2005,Bento XVI já afirmara: “A fé, a esperança e a caridade caminham juntas. A esperança manifesta-se praticamente nas virtudes da paciência, que não esmorece no bem nem sequer diante de um aparente insucesso, e da humildade, que aceita o mistério de Deus e confia n’Ele mesmo na escuridão. A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor ! Deste modo, ela transforma a nossa impaciência e as nossas dúvidas em esperança segura de que Deus tem o mundo nas suas mãos e que, não obstante todas as trevas, Ele vence, como revela de forma esplendorosa o Apocalipse, no final, com as suas imagens impressionantes. A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz — fundamentalmente, a única — que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir. O amor é possível, e nós somos capazes de o praticar porque criados à imagem de Deus. Viver o amor e, deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo: tal é o convite que vos queria deixar com a presente Encíclica.”
O texto da Encíclica poderá ser visualizado, após o dia 30 de novembro,na página do Vaticano na Internet .
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/index_po.htm
Luto
O Blog Perspectiva lamenta a tragédia ocorrida em Salvador, no estádio da Fonte Nova, quando a torcida do E. C. Bahia comemorava a classificação para a série B. Não há mais o que dizer, até por falta de maiores detalhes , que permitiriam analisar as causas do acidente. Agora, somente podemos lamentar que vidas tenham sido perdidas.Vidas que foram perdidas em um estádio de futebol.Vidas que foram perdidas em um estádio de futebol por amarem um clube.
A tragédia nos tocou muito fundo, talvez porque tenhamos nos identificado tanto com a torcida do Bahia e estivéssemos acompanhando com interesse sua expectativa pela classificação. Dessa maneira, víamos esses torcedores apaixonados que enfrentavam todas dificuldades para acompanhar seu amado tricolor, como se fossem pessoas próximas. Conseguimos entender o que estavam sentindo. E estavamos empolgados com a empolgação deles.
E talvez por isso estejamos tão magoados e tão tristes com o que aconteceu no estádio da Fonte Nova.
O novo torcedor brasileiro
“Parecia que estávamos jogando fora de casa”, disse um consternado Dunga depois de Brasil X Uruguai no Morumbi. Dunga se referia ao festival de vaias, assobios, cânticos mal educados e toda a sorte de impropérios que os torcedores disparavam contra a seleção que ele dirigia. O protesto de Dunga é muito coerente com a sua própria trajetória de capitão e patriota empederenido – basta vermos as suas declarações sobre a falta de nacionalismo dos jogadores brasileiros – mas não é verdadeira. O Brasil não jogou fora de casa. Só aqui a seleção receberia tal tratamento. Mais: é só aqui que uma seleção NACIONAL, jogando EM CASA, receberia esse tratamento. Nenhum adversário seria tão xingado, tão humilhado, quanto o Brasil foi em São Paulo. E porquê?
Há várias respostas. Poderíamos dizer que esperávamos uma goleada contra um adversário teoricamente mais fraco - não esquecendo nunca que é o Uruguai - , que esperávamos um show, que esperávamos que Dunga não escalasse aquela dupla horrorosa de volantes, que esperávamos, enfim, uma apresentação digna da nossa tradição futebolística. Tudo isso é verdade. Jogamos mal, e gostaríamos que o Brasil tivesse jogado bem. É o que sempre queremos. Mas só isso não explica. O Brasil já jogou mal inúmeras vezes e nunca foi tão destroçado pela opinião pública quanto agora. A diferença de agora não é equipe, mas a própria opinião pública.
Este assunto já abordado antes neste mesmo blog. O torcedor xinga Galvão Bueno sem saber direito o motivo. Quanto perguntado, responde que é por causa da Globo. Agora xinga Ronaldinho de “pipoqueiro”. Quando perguntado, responde que é por causa da discrepância entre o seu salário enorme e a sua baixa produtividade em campo. Diz esse torcedor que alguém que ganhe tanto não pode jogar mal e que, aliás, se ele jogasse no lugar dele faria muito melhor. Diz o mesmo de Kaká, Robinho e outros craques que não correspondem – e enfatiza, muito claramente, a questão financeira, antes até do que os critérios técnicos. Pouco importa a esse torcedor que o adversário se sinta reforçado com as vaias e os gritos contra os jogadores brasileiros. Interessa mesmo é xingar.
É muito difícil rastrear a origem dessa mudança de comportamento, essa exigência de “seriedade” e “competência” para quem vai assistir a um jogo de futebol. O fato é que o comportamento do torcedor mudou. Tornou-se mais exigente, mais profissional, tanto quanto os treinadores e jogadores em campo. O brado de “eles não fazem mais nada da vida além disso, então têm que fazê-lo bem” – é típico de pais que reclamam que seus filhos não estudam. É sério, portanto, muito sério. Não tem nada da espontaneidade e da alegria que se imagina encontrar num estádio de futebol, onde, como no carnaval, a rigidez da vida diária se transforma em espetáculo desenfreado de cor, luz e som. E não há, sobretudo, generosidade para analisar o comportamento alheio. Ronaldinho jogou mal porque é pipoqueiro, não porque estava machucado, com problemas ou qualquer outra razão. E sempre é bom lembrar que, apesar de tanta rigidez e seriedade nas arquibancadas, os brasileiros continuam tolerando os roubos, os assassinatos, os desmandos das autoridades e toda a sorte de barbaridades que, de tão comuns, já nem são encaradas como barbaridades neste país. Temo pelo dia em que exigiremos “competência” e “seriedade” das escolas de samba.
Elson Farias – a perda de um grande gremista
Este blog lamenta profundamente o falecimento de Elson Farias. Sua morte é perda para sua família, seus amigos e para o DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) de Porto Alegre, o qual dirigia e emprestava sua competência e seriedade. E priva a Social do Olímpico de um assíduo torcedor. Nos acostumamos a encontrar o Elson sempre no mesmo lugar – o qual chamava de “meu cantinho” -, logo na entrada do Portão 1, onde assistia a jogos do Grêmio por mais de trinta anos. A última vez em que o encontramos foi no jogo contra o Santos, pela Libertadores. Depois disso, a doença o impediu de fazer uma das coisas que mais gostava. E, quando visitado por nosso pai, seu particular amigo, durante sua internação hospitalar, confidenciou que sentia muita falta de poder assistir aos jogos de seu querido tricolor.
E sabemos de antemão que, quando adentrarmos no Olímpico no próximo jogo, instintivamente olharemos para o ” cantinho” do Elson, para depois constatarmos que aquele lugar não conta mais com aquele torcedor de fé. Fisicamente falando. Porque, ainda que não possamos vê-lo, ainda que não possamos tocá-lo, saberemos que estará presente, como sempre esteve.
Descanse em paz, Elson.
Nossa história com Emerson
O chamamento é meio ‘The Sun” porque “nossa história” com Emerson não é propriamente uma história, mas uma série da fatos que nos tornaram fãs incondicionais deste extraordinário volante do futebol mundial.
1994. Gincana de colégio. Tarefa: jogadores da dupla Gre-Nal para comparecerem em um sábado à tarde e fazerem três embaixadas. Talvez hoje isso fosse impossível, mas naquele tempo não foi difícil. Chegamos ao Olímpico, treino rolando. Sem restrições de qualquer espécie, nos aproximamos do campo suplementar. Sim, naquele tempo o torcedor podia fazer isso, ficar na porta do campo de treino esperando os ídolos. Fábio Koff,” O Grande”, presidia o Grêmio. Felipão estava comandando o treino. O chamamos e ele perguntou o que queríamos. Explicamos. Primeiro pedimos por Danrlei, ídolo máximo nosso (mesmo antes das conquistas que marcaram 95, 96 e 97). Felipão brincou, dizendo que o Danrlei não conseguiria fazer três embaixadinhas. Chamou então Carlos Miguel, que também era ídolo daquele time, mas o jogador não podia, pois sua esposa estava grávida e com alguns problemas. Felipão então pensou…pensou… e chamou um jovem jogador, com 18 anos: “Emerson! tu pode ir com eles, hoje à tarde?” O “guri” aceitou e combinamos que o pegariamos à tarde. Ficamos um pouquinho decepcionados porque gostaríamos de levar um grande ídolo, mas, como se diz, “a cavalo dado não se olha os dentes”. Servia aquele guri.
À tarde, levamos o tímido jogador conosco, conduzidos pelo nosso pai. Madame Y, então com 10 anos, mostrava a Emerson seus autógrafos de Roberto Carlos, Edmundo, Rivaldo e outras grandes estrelas. Ele sorria, bem calmo. Ao chegarmos no local da gincana os participantes da equipe perguntaram onde estava o jogador. Emerson estava ao nosso lado, mas ninguém o conhecia, e tivemos de explicar que ele era o jogador que havíamos conseguido. Simpático e atencioso, Emerson conquistou os membros da equipe, e todos passaram a admirá-lo a partir de então. As outras equipes haviam levado grandes nomes da época, como Fabinho, Agnaldo e Pingo. Nós levamos o Emerson. Cumprimos a missão e o conduzimos de volta, deixando com ele, ao chegarmos no Olímpico, o símbolo de nossa equipe, uma “vaquinha”.

Emerson com a equipe

À esquerda, o goleiro Murilo. No meio, o volante Pingo, capitão do Grêmio em 1994. À frente, atendendo um torcedor, o atacante Fabinho. Atrás, de costas, Emerson e, à direita, o zagueiro Agnaldo.

À direita, Agnaldo. No meio, Fabinho. À esquerda, Pingo.
Gostamos do jeito amável e humilde daquele jogador. E combinamos que no jogo do Grêmio no domingo contra o Guarani de Campinas,levaríamos uma faixa para agradecer a ele. E fizemos isso.
Deve ter sido constrangedor para Emerson ter de olhar para a Social do Olímpico e ver uma faixa com uma vaca com os dizeres: “Valeu Emerson!” Mas para nós foi um momento especialíssimo.
Depois disso, os adolescentes que éramos ficaram fãs de carteirinha. Lesão de Emerson( perna quebrada pelo zagueiro do Brasil de Pelotas) nos levou ao Olímpico para animá-lo com um cartão de aniversário. Aliás muito fácil de novo. Subimos e fomos até o alojamento dele, após perguntarmos a Vagner Mancini (jogador do tricolor na época) onde o Emerson ficava. Sem problemas. Bons tempos.
Quando foi campeão com a seleção Sub-20 nós no aeroporto para recebê-lo.
Em 98 Emerson foi chamado para o lugar de Romário, cortado da seleção nas vésperas da Copa. Já era jogador do Bayern Leverkusen. Fomos a um evento realizado no Banco do Brasil, em Porto Alegre, e qual não foi nossa surpresa quando Emerson não só nos reconheceu, como afirmou que ainda guardava a vaquinha que havíamos lhe dado 4 anos antes (temos uma cópia da mesma). Conversou conosco e nos entregou uma foto autografada, que reproduzimos nesta página.


Depois crescemos e passamos a ser menos efusivos. Hoje, seguimos acompanhando pelos jornais e pela televisão a evolução da carreira de Emerson. E nos sentimos felizes por lembrar que aquele guri tão atencioso e humilde se tornou um dos meias mais respeitados da Europa.
Tendo em vista que o momento atual do Grêmio está deixando a torcida apreensiva com o ano que está por vir, achamos que vale a pena relembrar momentos como o descrito acima, quando o Grêmio era nada mais do que um clube, voltado apenas para seu objetivo maior: fazer um bom time. Era próximo de seus torcedores, uma situação que se refletia tanto em campo como fora dele, com jogadores identificados, que permaneciam por mais de um ano e conquistavam os títulos que a nação tricolor tanto aprecia.
Recomendação de programa para sábado à noite
Hoje à noite na ESPN Brasil o programa Bola da Vez, às 21 horas, entrevistará o técnico do Fluminense e ídolo máximo da torcida do Grêmio, Renato Portaluppi.
Imperdível
Liverpool x Newcastle – Lucas titular
Rodada da Premier League.No jogo Liverpool X Newcastle a participação de Lucas como titular, jogando como primeiro volante. E muito à vontade. Aos 27m, numa cobrança de falta,Lucas reclamou da barreira que ficou desatenta, espertamente rolou a bola rapidamente para Gerrard que cobrou e fez o gol.
Aos 44m, Fernando Torres conseguiu deixar de fazer um gol imperdível.No primeiro minuto do segundo tempo, em cobrança de escanteio de Gerrard, gol de Kuyt.
Aos 14m( ou 59m) Fernando Torres desperdiçou uma chance de gol, dentro da área, chutando para fora.
Aos 16m(61) o mesmo Fernando Torres , em lance belíssimo, driblou o zagueiro, mas o New Castle foi salvo pelo goleiro Given.
Lucas está muito bem no jogo.
Jogada ensaiada de Gerrard e Babel, aos 20m(65) culminou com o gol de Babel.
Aos 22m(67) Fernando Torres desperdiça mais uma oportunidade. “Fominha”?
Aos 23m(68) novamente. Em passe de Gerrard, Fernando Torres conseguiu perder o gol, estando cara a cara com o goleiro.Aos 26(71) “furou”.
Aos 27m(71), bola maravilhosa de Gerrard para Babel, que chutou cruzado mas foi para fora. Joga muito este Gerrard!
Aos 35m(79) Gerrard é substituído para entrada de Crouch.Como seria de esperar-se , saiu abaixo de aplausos.
Aos 40m(82) o goleiro Reina salvou uma cabeçada de Viduka. Aliás, o lance mais perigoso do Newcastle em toda partida.
Aos 47m(91) gol de Viduka, impedido.
Lucas foi perfeito na marcação e competente no ataque, quando participou nos lances. Errou sómente um passe em toda partida, aliás repetindo o que fazia no Grêmio( snif).
Público de 52.307 pessoas no St. James Park.
Um recado tricolor (para os tricolores)
O que fez estes blogueiros do Sul do país terem se interessado tanto com os destinos de um clube do Nordeste , na série C do Campeonato Brasileiro?Afinal o clube baiano não esta incluído entre aqueles pelos quais tínhamos especial apreço. Era, para nós, apenas mais um grande clube brasileiro.
E refletindo chegamos à conclusão de que encontramos no comportamento de sua torcida aspectos que nos levaram a identificação. O entusiasmo e paixão , a união em torno de um objetivo, superando eventuais dissenções internas e, como era de se esperar, análise racional de seu time , nos lembraram o comportamento de uma outra torcida tricolor de 2005 para cá.
A torcida do Grêmio sabe que foram fundamentais o seu apoio incondicional, sua presença constante, sua associação em massa, aquisição de material oficial do clube( nunca se viu tanta camisa do Grêmio pelas ruas como nos últimos dois anos) para que o clube , recém saído da série B, chegasse ao vice- campeonato da Libertadores sem grandes investimentos em plantel.
Não há dúvida de que aqueles momentos de união coletiva em torno de um objetivo – ou até mesmo de uma idéia -, ficarão para sempre na memória de todos os gremistas. A espécie de catarse coletiva que representou a disputa pela Libertadores não será esquecida tão cedo. A jovem torcida tricolor parecia predestinada a estabelecer uma nova forma de participação na vida de um clube. E não me refiro apenas à parcela da torcida que se congregou sob a denominação Geral do Grêmio. Ela foi consequência deste espírito que falamos acima. E funcionou como elemento de motivação e congraçamento em torno da nova idéia de Grêmio . Até mesmo aqueles frequentadores da Social do Grêmio, tradicionalmente mais comedidos em suas manifestações , se incorporaram a este movimento novo e espontâneo. Momentos lindos , momentos de emoção em que a vida parecia adquirir um novo significado. O Grêmio era o centro das atenções destes milhares de torcedores. Eles integravam um grupamento humano unido em torno de uma idéia. E esta gente fez todo tipo de esforços no sentido de tornar esta idéia uma realidade. O quadro social passou de 3.000 pessoas em 2005 para 53.000 em 2007. As bilheterias do Olímpico proporcionaram a terceira maior arrecadação do campeonato, dado significativo se considerarmos a capacidade de 48.000 para 70.000 do segundo clube maior arrecadador e 90.000 do primeiro. E, além disso, a compra maciça de material esportivo do clube.
No entanto, a sensação que tenho é que este mesmo torcedor hoje sente-se como que no limbo de uma torcida, se dá para usar esta comparação. O fato de uma provável impossbilidade de participar da Libertadores do ano que vem é fator agravante, mas não acredito seja o principal para esta sensação. Ela vem crescendo durante o ano, com a venda de jogadores importantes, aquisição de outros sem qualificação, e culmina agora com as notícias veiculadas na grande imprensa de que o balanço financeiro do clube apresenta déficit, que a folha de pagamento de jogadores é quase a mesma do rival Internacional, que conta no plantel com jogadores de muito maior prestígio e projeta time competitivo para 2008. Além de grande parte dos torcedores não conseguirem encontrar os mesmos resultados matemáticos que aqueles apresentados nos jornais, realizando cálculo elementares, o fato de que se chega ao final do ano sem time, sem treinador definido e sem conquistar vaga no torneio mais importante gera para este torcedor a quase sensação de que chegou ao limite do que poderia fazer para ajudar seu clube e nada adiantou.
Em termos de Grêmio fala-se mais hoje em empreendimentos do que em time. Como se uma torcida fosse motivada pelo barulho dos caixas e o tilintar das moedas. Fosse por isso, a GM e a Microsoft teriam torcidas organizadas e lotariam estádios. Torcedor quer time, quer ver futebol, quer jogadores. Empreendimentos não são capazes de provocar paixão, sacrifícios. O que faz isso é um clube.
E aqui vai um recado para a torcida do Bahia. Aproveitem este momento, esta sensação de serem partícipes de uma caminhada em direção a algo maior. São sentimentos maravilhosos para um torcedor. Seu clube precisa dele, ele é parte do clube, e não importa que ele esteja na série C. Sua participação, seu esforço, serão decisivos. Mas já avisamos: é horrorosa a sensação de que este apreço, este amor, valem menos, para algumas pessoas, do que mastodontes de concreto movidos a milhões de dólares.
E.C. BAHIA- Campeão de Público no Brasil
Faltando duas rodadas para o término do Campeonato Brasileiro pode-se afirmar que o E.C. Bahia é campeão de média de público no Brasil em 2007. Isso porque,com a venda de todos ingressos para a partida Bahia X Vila Nova a ser realizado domingo no estádio da Fonte Nova o tricolor baiano alcançará a média de 40.400 pessoas por jogo.
Mesmo que o Maracanã receba um público de 100.000 pessoas no domingo quando o Flamengo enfrenta o Atlético-PR, hipótese absurda, que utilizamos apenas como demonstrativo do fato consumado, a média do rubro-negro passaria a 40.100.
Impressionante a participação do torcedor do Esquadrão que segue rigorosamente a letra de seu hino. Ninguém os venceu em vibração.
Série C do Brasileirão – 12ª Rodada
Resultados da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, com exceção de Nacional/PA e Barras/PI, que foi adiado por problemas de energia elétrica no estádio.
Resultados:
Bahia-BA 3 x 0 ABC-RN
Atlético-GO 3 x 2 Vila Nova-GO
Bragantino-SP 1 x 0 CRAC-GO
Classificação
1º Bahia-BA 23
2ºBragantino-SP 23
3º ABC-RN 20
4º CRAC-GO 18
5º Vila Nova-GO 19
6º Atlético-GO 18
7º Barras-PI 7
8º Nacional-PB 2
Faltam duas rodadas:
25/11/2007
Bragantino/SP x Barras/PI
Bahia/BA x Vila Nova/GO
Atlético/GO x ABC/RN
Nacional/PB x CRAC/GO
‘28/11/2007
Barras/PI x Atlético/GO
CRAC/GO x Bahia/BA
Vila Nova/GO x Nacional/PB
ABC/RN x Bragantino/SP
Alfie Allen

Esse é o irmãozinho da Lilly Allen , que a inspirou na música “Alfie ” .
Aqui vai a “adorável” letra :
AlfieOoooooh, tadinha de mim
Meu irmão menor está no seu quarto fumando erva,
Eu falo pra ele que ele tem que acordar porque são quase três e meia
Ele não pode ser incomodado porque está alto de THC.
Eu pergunto pra ele muito gentilmente se ele gostaria de uma xícara de chá,
Mas eu não consigo nem vê-lo pois o quarto está todo esfumaçado,
Não entendo como alguém pode ver tanta TV,
Meu irmãozinho Alfie como eu gostaria que você pudesse ver.
(Refrão)
Ooh Eu só falo porque eu me importo,
Então por favor, você pode parar de puxar meu cabelo?
Agora, agora não precisa xingar,
por favor não se desespere meu querido “meu irmão”.
Ooh Alfie acorde é um lindo novo dia,
Eu simplesmente posso sentar e ver sua vida sendo desperdiçada
Você precisa arranjar um trabalho por que as contas precisam ser pagas.
Levanta sua bunda preguiçosa,
Alfie por favor use seu cérebro
Com certeza deve ter umas paredes lá fora pra você ir pichar,
Eu me sinto culpada por levar você pra o caminho errado,
Agora como diabos você algum dia espera transar com alguém?
Quando só o que você faz é ficar jogando seus jogos de computador?
Ooh irmãozinho por favor pare de fazer isso,
Estou tentando ajudar você, então por favor pare de ser um escroto.
Chegou a hora de você e eu sentarmos e termos uma conversinha,
Só olhe nos meus olhos e tire esse seu boné estúpido.
(Refrão)
Por favor não se desespere,
Por favor não se desespere
Meu Irmão!
“DANÇANDO GIBRAN”
A dançarina
“Um dia, veio à corte do Príncipe de Birkasha, uma dançarina e seus músicos. …e ela foi aceita na corte…e ela dançou a música da flauta, da cítara e do alaúde.Ela dançou a dança das chamas e do fogo, a dança das espadas e das lanças; e ela dançou a dança das flores ao vento.
Ao terminar, virou-se para o príncipe e fez uma reverência. Ele então, pediu-lhe que viesse mais perto e perguntou-lhe: ‘Linda mulher, filha da graça e do encantamento, de onde vem tua arte e como é que comandas todos os elementos em seus ritmos e versos.A dançarina aproximou-se, e curvando-se diante do príncipe disse:‘Majestade, respostas eu não tenho às vossas perguntas.
Somente isso eu sei:
a alma do filósofo vive em sua cabeça, a alma do poeta vive em seu coração, a alma do cantor vive em sua garganta, mas a alma da dançarina habita em todo o seu corpo.”
Khalil Gibran
Gibran Khalil Gibran continua despertando interesse no Ocidente que ele tanto admirava. O poeta libanês que representava bem a mescla das duas culturas será tema de um espetáculo em que isso estará presente.
“Dançando Gibran”, que a Companhia Macktub apresenta neste domingo, dia 25 às 20:30hs no Teatro Bruno Kiefer em Porto Alegre na Casa de Cultura Mário Quintana, com direção de Nurah Said Said, trará a dança oriental executada por artistas ocidentais , juntamente com poemas de Gibran .
A dança do ventre iniciou como manifestação religiosa no Egito. As sacerdotisas reverenciavam Isis, a deusa da fertilidade. Com a presença árabe na região a dança disseminou-se pelo mundo, através dos mercadores. Hoje , pelo menos no Ocidente , na maior parte dos casos é manifestação artística , sem vinculação religiosa. Entretanto existem danças em que claramente está presente o simbolismo religioso como a dança dos sete véus e a dança do Templo que homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus .
A dança do ventre popularizou-se no Brasil principalmente depois da novela ” O Clone” onde a personagem Jade ( Giovanna Antonelli) conseguiu repassar ao grande público toda a beleza e sensualidade que esta dança transmite. E considero que uma grande virtude da dança do ventre é que a mulher assume que tem um corpo diferente do corpo do homem, valorizando essa diferença. São mulheres, com corpo de mulher. O que parece óbvio, mas se considerarmos os padrões impostos nos últimos anos com corpos andróginos apresentados como referencial de beleza o que parece óbvio as vezes deixa de ser, de acordo com as preferências de quem impõe modismos.
Acho que será um bonito e enriquecedor espetáculo.
O vídeo abaixo é interessante porque mostra a Bellydance no ano de 1955, mais clássica e diferente da tendência tribal que se observa na atualidade, em que fica evidente a mescla de culturas.
http://www.youtube.com/watch?v=2BpwDsJVgk0
A Inglaterra, os treinadores e a crise da camisa 10
Os apreciadores do futebol inglês – dentre os quais se inclui este que vos escreve - estão profundamente decepcionados. Sim, a eliminação da Inglaterra nas eliminatórias da Euro 2008 é um dos motivos, mas não é único. Até porque a decepção vem de mais tempo. A derrota do English Team no jogo de hoje por 3 x 2 para a Croácia - em pleno Wembley, é bom lembrar – é apenas o ato final de uma história triste que vem se desenrolando há muito tempo no futebol das ilhas.
Comecemos falando do jogo de ontem. A seleção treinada por Steve McLaren começou no seu 4-4-2 característico, com duas linhas de quatro muito bem definidas e dois jogadores de área na frente. Este é um esquema normalmente utilizado por equipes que têm jogadores tecnicamente fracos, fisicamente muito fortes e precisam garantir resultado, roubando a bola rapidamente e jogando no contra-ataque. Pode até funcionar bem e levar a algum título, como a seleção alemã de futebol feminino comprovou neste ano.
Alguns desinformados talvez pensem que este esquema funcione perfeitamente no futebol inglês, tido ainda por muitos como duro e até meio bruto. Em alguns times, sim. Mas não na seleção. Contrariando todos os clichês que normalmente se empregam para caracterizar o futebol das ilhas, os jogadores ingleses de hoje são técnicos, inteligentes, aplicadíssimos taticamente e habilidosos; talvez não haja seleção alguma no mundo com meio-campistas tão talentosos quanto a Inglaterra. O problema é que o senhor McLaren parece não saber disso – e aí começa a explicação do desastre inglês.
McLaren fez o seguinte: na linha de quatro que compõe o meio campo ele colocou Lampard, Gerrard, Barry e Joe Cole – isto é, três centromédios e um meia-atacante. Nenhum com função exclusivamente marcadora. Atrás, dois laterais que avançavam muito (Bridge e Richards) e dois zagueiros sempre desprotegidos, que ainda tinham o péssimo hábito de também ficar em linha. O resultado? Os croatas, rápidos no contra-ataque, pegaram a defesa inglesa desprevenida inúmeras vezes e, em duas oportunidades, marcaram dois gols logo no primeiro tempo. Os ingleses, quanto tinham a bola, davam balões para a área adversária, algo incrível quando se tem em mente a qualidade daqueles jogadores. Reflexo das orientações de McLaren, que gosta de ver seus jogadores se livrarem da bola o mais rápido possível.
No segundo tempo, Mc Laren deixou um pouco da teimosia de lado e colocou David Beckham em campo, mantendo a malfadada linha de quatro. É interessante como Beckham se tornou um jogador muito mais produtivo com o passar dos anos. Não some nunca do jogo, cumpre funções que nem seriam as suas (como marcar na linha de fundo e cobrar laterais) e, principalmente, faz o que nenhum jogador da seleção de Dunga, por exemplo, é capaz de fazer: organizar o jogo. Lançamentos de cinquenta metros no pé do companheiro, faltas cobradas milimetricamente e com um efeito que parece teleguiar a bola até o gol e cruzamentos perfeitos para o centroavante.
A partir daí o jogo mudou. Os ingleses continuaram anárquicos em campo, mas mostravam garra e muito espírito de luta. De um lançamento de Beckham saiu a jogada que levou ao pênalti em Bent (Lampard, apagadíssimo no jogo, cobrou e converteu) e de um cruzamento perfeito dele saiu o gol de Crouch, empatando a partida. O treinador McLaren comemorou, mas sem muita razão: apesar dele, a Inglaterra estava chegando à Eurocopa.
Só que os ingleses pararam, mais uma vez, nas bobagens táticas de McLaren. Num dos inúmeros buracos entre a linha de defesa e de meio-campo, o meiocampista croata Kovac recebeu a bola e chutou sem marcação no canto de Carson, fazendo o terceiro gol e decretando a eliminação inglesa. A torcida inglesa nunca vaia o English Team. Desta vez, vaiou.
O fracasso trará consequências duríssimas para o futuro do futebol mais tradicional do mundo. O que sobra para os multimilionários jogadores ingleses? Para eles, sobra o futuro: continuam sendo os grandes craques que sempre foram. Para McLaren, assim como para Eriksson, o técnico anterior, é que não resta nada. Ambos são o retrato de um estilo de futebol grosseiro que dominou nas ilhas britânicas por muito tempo e que parecia fadado a terminar quando assumiu Glen Hoodle, ex-meio-campista habilidoso, colocou David Beckham (então um estreante), Paul Gascoigne, Teddy Sheringham, Alan Shearer e o então menino Michael Owen no mesmo time e, na copa de 1998, mostrou ao mundo que os ingleses finalmente haviam aprendido a jogar com a mesma elegância que mostravam no dia a dia. Falava-se então da renovação do futebol britânico, que acompanhava a renovação política promovida por Tony Blair, a renovação musical do brit-pop e até o cinema. A velha Inglaterra havia ficado para trás. Só que a dupla Eriksson-McLaren se encarregou de fazer com que, pelo menos no futebol, a tradição prevalecesse.
Num certo sentido, David Beckham é o símbolo dessa renovação. Seu estilo de jogo nunca foi nada britânico. É um jogador lento, não é alto nem forte, não é marcador e joga no espaço entre as duas intermediárias, onde os torcedores ingleses se acostumaram a olhar para cima em busca da bola. Beckham prefere o passe, a armação e o lançamento. Como Riquelme. Como Gérson, Sócrates, Falcão, Recoba. Como os grandes meia-armadores da história. Dunga disse numa entrevista que o futebol de hoje produz meia-atacantes, que chegam na àrea adversária, ou volantes de contenção. O camisa 10, que joga entre esses dois, está morrendo, assim como morreram os pontas. Riquelme é o representante sul-americano dessa estirpe. Beckham, até onde eu me lembre, é o único representante europeu (até ano passado, dividia o posto com Zidane e Luis Figo). Talvez seja por isso que tenha ficado fora da seleção do treinador McLaren, o representante europeu de uma estirpe da qual Dunga é o representante sul-americano. Pelo menos Dunga está vencendo. Até que precise, como McLaren, chamar um verdadeiro camisa 10 às pressas.
Bahia – Noite de decisão
A disputa pela vaga na série C do Campeonato Brasileiro está acirrada. Faltam três rodadas para o final da competição e seis clubes têm condições de alcançar a sonhada classificação.
Na liderança da tabela está o ABC de Natal/RN, com o mesmo número de pontos do Bahia porém com uma vitória a mais. Nesta quinta- feira, às 20h30m , pela 12ª rodada, os dois se enfrentam no estádio da Fonte Nova. O time potiguar tem uma média de público de 8.907 pagantes em seu estádio em 13 jogos, e o Bahia, campeão de média de público do Brasil, tem 37.152 pagantes, em 12 jogos. E certamente vai bater seu próprio recorde. Os jogos na Fonte Nova já renderam R$ 3.891.857,00 até agora, contra R$ 1.432.996,00 dos jogos realizado no Frasqueirão.
Aliás, os ingressos já foram todos vendidos em um processo que, segundo notícias da Boa Terra, testou mais uma vez a resistência do fiel torcedor do Esquadrão. Pelo que consta, os cambistas agiram livremente, como é regra neste lamentável quadro do futebol brasileiro onde o respeito ao torcedor é apenas letra morta.
O jogo deverá ser disputadíssimo. No site oficial do Bahia a conclamação: “Avise seus amigos e parentes e leve sua bandeira! “ Pelo retrospecto do torcedor nem precisava o chamamento
As esperanças dos torcedores baianos e potiguares estão depositadas nos pés de seus artilheiros Nonato ( o julgamento pelo STJD, devido à expulsão no jogo contra o Nacional-B, sómente ocorrerá na semana que vem) e Wallyson. Aliás, foi Wallyson quem marcou dois dos quatro gols que o ABC fez contra o Bahia no último confronto, em Natal.
O jogo promete com mais um espetáculo da torcida do clube baiano. Para os que acompanham de longe resta torcer para que os comandados de Arturzinho saibam aproveitar este alento , entender este momento e tenham a garra necessária para fazer com que o Bahia reencontre seu caminho.
…E o vento levou (…Gone with the wind)

Filmes que são vistos e revistos. Filmes que inspiram comportamentos. Filmes cujas cenas são repetidas, muitas vezes praticamente sem variantes em outros filmes. Filmes cujas trilhas sonoras são imediatamente reconhecidas. Enfim, filmes inesquecíveis. Esta a proposta destes amantes de cinema para uma nova Série neste blog. E começamos com “…E o vento levou”, o típico filme para o qual é válido o epíteto “eterno”. O início do filme, o som, a música e as cores já seduzem o espectador. Legítimo caso de amor à primeira vista.
O diretor Victor Fleming estava em um momento de grande inspiração naquele ano de 1939, já que , além de “…E o vento levou” dirigiu ” …O mágico de Oz”. Não foi por acaso que a Academia de Hollywood distinguiu o filme com dez Oscars, um deles para Hattie McDaniel, a inesquecível Mammy e a primeira atriz negra a receber o prêmio. Além disso, ganhou de melhor filme, sendo o primeiro feito originalmente a cores- e convenhamos que cores, melhor diretor, melhor atriz( Vivian Leight), melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor edição e melhor roteiro. Tudo isso quer dizer alguma coisa.A abertura já nos coloca no clima proposto. Impossível não se emocionar com a frase inicial, uma prévia do que estava por vir: a destruição do mundo de cavalheiros e damas apresentado no início do filme.
“There was a land of Cavaliers and Cotton Fields called the Old South. Here in this pretty world, Gallantry took its last bow. Here was the last ever to be seen of Knights and their Ladies Fair, of Master and of Slave. Look for it only in books, for it is no more than a dream remembered, a Civilization Gone with the Wind…”
Curiosamente, foi a destruição deste mundo que proporcionou a Scarlett se tornar a mulher forte e decidida, que inspirou gerações mundo afora. Antes da guerra, era uma menina sulista mimada, infantil e irresponsável, cujo único interesse era flertar com os rapazes da região e tentar conquistar o coração de Ashley Wilkes. A partir do momento em que o mundo a sua volta começa a ruir, Scarlett se vê forçada a abandonar seus antigos hábitos em nome de sua sobrevivência e daqueles ao seu redor, que mesmo a criticando dependem de sua força e determinação. Assume a responsabilidade de gerenciar o que restou de sua família. Gradativamente, a menina mimada vai dando lugar à Scharlett O’Hara, que não se abate em momentos de dificuldade e que sempre encontra solução para os ( muitos) problemas que surgem.
Seu novo padrão comportamental se faz notar em cenas como a que ela confeciona um vestido a partir de uma cortina. Ouquando ela atira, sem dó, no ianque que invade Tara.Fria, inconformada e destemida: esta é Scarlett O’ Hara.A cena na qual afirma que jamais passará fome novamente é uma das mais impactantes do filme. Passa a assumir a postura que vinha sendo moldada desde o início da guerra: o abandono das atitude da mimada sulista e aceitação de sua verdadeira personalidade.

Comovente também o relacionamento de Scarlett com Melanie. Inicialmente, a personagem de Olívia de Havilland era, por assim dizer, a rival de Scarlett, pois era noiva de Ashley Wilkes. Todavia, Melanie não tinha noção de que Scarlett a via desta maneira, pelo contrário: a futura Sra. Wilkes gostava do jeito de Scarlett, tão diferente do seu. Scarlett, por outro lado, tinha desprezo pelo jeito calmo e pacífico de Melanie. No desenrolar da trama, Melanie, já casada com Ashley, passa a ter problemas de saúde, devido à gravidez e Scarlett passa, gradualmente, a se tornar sua companheira. Começa a cuidar de Melanie, a zelar por sua segurança e saúde, colocando, muitas vezes, sua própria vida em risco. Mas engana-se quem pensa que Scarlett passou a gostar de Melanie: muito pelo contrário. Apesar do companheirismo, a filha do Sr. O’hara seguia desprezando a fraqueza da “rival”, apenas se dando conta do valor de sua amizade quando Melanie estava prestes a falecer.

Rhett Butler, personagem de Clark Gable, era compatível com Scarlett, seu parceiro, companheiro de trapaças e de idéias. Não tinha vergonha de fazer o que fosse necessário para sobreviver em tempos como aqueles. Scarlett o criticava por ser desta maneira. O criticava hipocritamente, visto que ela, em condições semelhantes, agiria da mesma forma que ele. Rhett era apaixonado por Scarlett e conseguiu casar-se com ela através de uma proposta que seria, financeiramente, vantajosa para ambos. Entretanto, Scarlett negava-se a aceitar que aquela vida com Rhett poderia vir a lhe proporcionar felicidade (felicidade esta que, que de fato, estava acontecendo). Não se deixava libertar da figura presente de Ashley Wilkes, que ela conservava em mente como símbolo de perfeição. O relacionamento de Scarlett e Rhett é arrebatador, o amor negado, do permanente desencontro, que acaba por desaguar em ressentimento e mágoa.

Ao longo do filme Scarlett seguia acreditando que seu lugar era ao lado de Ashley. Rhett Butler, o canalha encantador vivido por Clark Gable, tentava, de todas as formas, abrir os seus olhos. Ashley jamais seria o que ela precisava: ela estava apaixonada por uma idéia, por um sonho, não pelo homem de verdade. Ashley também sabia que Scarlett nunca seria a mulher certa para ela. Ashley assevera, no início do filme:
” How could help loving you- you who have all the passion for life that I lack? But that kind of love isn´t enought to make a successful marriage for two people who are as different as we are”.
Ashley sabia que incompatibilidade não gera felicidade. Talvez este tenha sido o grande erro de Scarlett ao longo do filme: idealizar a felicidade em um homem que não existia, em um personagem perfeito que ela mesma criara, personificado na figura de Ashley Wilkes. Apenas ao vislumbrar um momento de fraqueza de Ashely (já no final do filme) é que Scarlett parece se dar conta de que jamais o conhecera de verdade. Parece perceber que, esse tempo todo, endeusava um homem que, de fato, não existia.

O relacionamento dos personagens tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, retratada com maestria. É difícil acreditar que tenha sido possível tamanha perfeição de cenário em 1939, quando nem se imaginava a existência dos recursos digitais que tanto auxiliam o cinema atual.
“E o Vento Levou…” segue influenciando os cineastas. Basta prestar um pouco de atenção para visualizar cenas claramente inspiradas no clássico em diversos filmes. Até mesmo em filmes infantis. Basta analisar-se a cena de Aristogatas em que o cachorro Napoleão orgulhosamente afirma ser o chefe e determinar o momento em que ele e seu companheiro deveriam atacar com a que o feitor Big Sam diz para outro escravo que havia mandado o serviço parar: “Eu sou o feitor, eu digo quando é hora de parar”.
Mais recentemente,o seriado Lost mostra claramente que “E o Vento levou…” ainda serve de base para inspirar relacionamentos. Kate , Saywer e Jack vivem um triângulo amoroso na série. Kate, impulsiva e partidária a agir conforme a situação manda, idealiza em Jack, o médico respeitável, a figura de perfeição que ela deveria querer, muito semelhante a maneira como Scarlett idealiza Ashley. Tem dificuldades em aceitar o que sente por Sawyer pois este, que é apaixonado por ela, tem padrão comportamental semelhante ao de Rhett, o trapaceiro encantador. Nota-se a influência, por exemplo, nestas duas cenas:
Lost, episódio 07 da primeira temporada:
SAWYER: So he’s a doctor, right? Yeah, ladies dig the doctors. Hell, give me a couple of band-aids, a bottle of peroxide, I could run this island, too.
KATE: You’re actually comparing yourself to Jack?
SAWYER: Difference between us ain’t that big, Sweetheart.
E o vento levou…
RHETT: (…) And I hope to see more of you when you’re free of the spell of the elegant Mr. Wilkes. He doesn’t strike me as half good enough for a girl of your…what was it…your passion of living?
SCARLETT: How dare you? You aren’t fit to wipe his boot!
Percebe-se claramente a idealização das figuras de Ashley e de Jack. O endeusamento de personalidades incompatíveis e o desprezo por aquele que é semelhante a cada uma delas. Nota-se, enfim, a influência presente de “…E o vento levou”.
Inspirado no romance homônimo de Margarethe Mitchel, “…E o vento levou” é uma experiência cinematográfica inesquecível. Embalado pelo som maravilhoso de ”Tara`s Theme” o filme que parou o mundo em 1939 permanece sendo referência quando o assunto gira em torno da magia do cinema. Passam os anos, mudam os costumes e os valores e a história de Scarlett O’Hara e Rhett Butler segue atual, encantando e influenciando.
Distância da torcida nos estádios
VEJA MAIS ESTÁDIOS AQUI:
http://perspectivabr.wordpress.com/2008/04/04/distancia-em-metros-da-torcida-nos-estadios/
Estádio Olímpico:
Distância das laterais: 31 metros
Atrás do gol: 36 metros
Beira Rio:
Distância das laterais: 27 metros
Atrás do gol: 37 metros
Arena da Baixada:
Distância das laterais: 8 metros
Atrás do gol: 9 metros
Couto Pereira:
Distância das laterais: 7,5 metros
Atrás do gol: 28 metros
La Bombonera:
Distância das laterais: 9 metros
Atrás do gol: 9,5 metros
Monumental de Nuñez
Distância das laterais: 30 metros
Atrás do gol: 33 metros
Maracanã:
Distância das laterais: 23,5 metros
Atrás do gol: 24 metros
Morumbi:
Distância das laterais: 33,5 metros
Atrás do gol: 36 metros
Fonte Nova:
Distância das laterais: 36 metros
Atrás do gol: 38 metros
Mineirão:
Distância das laterais: 27 metros
Atrás do gol: 40 metros
Vila Belmiro:
Distância das laterais: 5 metros
Atrás do gol: 6 metros
Old Trafford:
Distância das laterais: 6metros
Atrás do gol: 5 metros
Ursinho Pimpão
Alguém sabe do Ursinho Pimpão?
Jogos Florais – A trova resiste
A trova define-se como um poema composto de quatro versos de sete sons (setissílabos), rimando o primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto. Assemelha-se ao haicai, pela concisão; porém é mais acessível ao público geral, pela sua musicalidade e simplicidade.Sua popularidade por aqui remonta a nossas origens. Em Portugal, as trovas eram muito populares, tendo como nomes exponenciais Gil Vicente e Camões. Consequência disso, a presença dela no Brasil, em todas escolas literárias de José de Anchieta a Manuel Bandeira.
O marco do movimento trovadoresco no Brasil, pode ser considerado como o ano de 1956, com lançamento de “Meus irmãos, os trovadores”, uma coletânea de duas mil trovas.Em 1959 foram lançados os Jogos Florais de Nova Friburgo.
Jogos Florais são uma manifestação cultural que remonta a antiguidade. Realizados na Primavera, envolvendo várias modalidades literárias, tinha como prêmio coroa de flores.
A XIX edição dos Jogos Florais de Porto Alegre , cujas festividades ocorreram no final de Outubro, ensejaram a publicação de livro onde constam as trovas vencedoras do concurso promovido pela União Brasileira de Trovadores. O tema do concurso nacional era nau e mastro e do concurso estadual cais e marujo.
Destacamos algumas das trovas referidas na publicação:
No mar revolto da vida,
mesmo sem ter o roteiro,
sei que não sou nau perdida
porque Deus é o timoneiro
Terezinha Diegues Brissola(SP)
O destino, comparando
a vida aos mares medonhos,
é nau pirata roubando
a nossa carga de sonhos!
Arlindo Tadeu Hagen(MG)
Sou irmão dos vendavais,
dos mares que naveguei,
deixando de cais, em cais,
amores…que consquistei.
Claúdio Derli Silveira(RS)
Sendo forte, sendo inquieta,
com requintes de magia,
a trova é o cais do poeta,
onde se amarra a poesia!
Flávio Roberto Stefani(RS)
Fontes:
http://www.ubtportoalegre.com.br/
XIX Jogos Florais de Porto Alegre-União Brasileira de Trovadores-ediPUCRS
Moto – apenas um veículo
A propaganda vincula moto com liberdade e até mesmo com o milenar sonho do homem: voar. Basta entrar nos sites das empresas fabricantes do veículo para constatar os apelos: “seja senhor de seu destino“, ”sua liberdade nunca foi tão longe“, “asas de liberdade“, “emoção, o caminho é por aqui” . O fabricante acentuando que o produto tem um design moderno e agressivo, lembrando motos de competições , ainda salienta que é ideal para o trabalho e passeio. Com o produto vem embutida uma idéia . E esta idéia vai para as ruas. O motociclista sente-se capaz de transpor obstáculos com seu pequeno meio de transporte. É o senhor da rua, ziguezagueando em meio aos congestionamentos. Na condução da moto passa a ser alguém especial. Foi-lhe prometido isto, por meio de eficaz propaganda.
A moto foi vista por muitas gerações como sinônimo de juventude, rebeldia, liberdade. E ainda é, de certa maneira. Muitos senhores de meia idade ainda olham para o veículo como símbolo de algo que pensam terem deixado para trás. E este sentimento é transmitido , mesmo que de forma insconsciente.
Impressionante os dados apresentados pela EPTC- Empresa Pública de Transporte e Circulação – referente aos acidentes de trânsito em P. Alegre nos período de janeiro a setembro de 2007. Se por um lado causa alívio a constatação de que houve redução de 11,63%no número de vítimas fatais em relação ao ano anterior, por outro é assustador constatar que 48% das 114 vítimas deste ano, são motociclistas, sendo que as motos representam apenas 10% de uma frota de 585 mil veículos.
A empresa, que conquistou o primeiro lugar no Prêmio Denatran de Educação para o Transito, projeta ações educativas para o mes de dezembro, além de blitz contra rachas . Evidentemente são ações importantes, mas concordo com Luiz Afonso dos Santos Senna, Secretário Municipal da Mobilidade Urbana, quando afirma : “ necessitamos do apoio de todos para alcançarmos os nossos objetivos, com mais segurança para motoristas e pedestres”.
No caso específico das motos, os esforços serão em vão se não mudar a postura de todos ante este meio de transporte.
Além dos elementos subjetivos apontados acima e mesmo sem ter dados que demonstrem o quantum no percentual apresentado envolve motociclistas em serviço, acredito que o sistema de tele-entrega onde o ” motoqueiro” recebe por produtividade também estimula uma condução alucinada pelas ruas da cidade. E nesse caso todos são responsáveis por este agir insano. O dono da empresa que contrata condicionando pagamento ao número de entregas , o usuário que reclama da demora e o entregador que despreza sua vida.
A consciência de que uma moto é apenas mais um meio de transporte e não um objeto que transformará alguém em um ser especial, o alerta de amigos e parentes sobre os riscos presentes em um veículo onde não existe nenhum tipo de proteção para os tripulantes, exigindo portanto cuidado redobrado, o respeito dos demais condutores – moto ocupa, sim, espaço físico nas vias, mesmo sendo pequena- são aliados indispensáveis para reduzir o índice apresentado pela EPTC.
Zidane x Ronaldo
Hoje à tarde , na cidade de Málaga (Espanha) foi realizado o jogo entre Amigos de Ronaldo X amigos de Zidane .Na qualidade de embaixadores de Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), organizaram mais um Jogo contra a Pobreza.
Foi anunciada a presença de Marta no time dos Amigos de Ronaldo, mas alegados problemas de saúde impediram sua participação. A ausência gerou frustração porque certamente todos querem assistir Marta jogando entre grandes nome do futebol masculino, para confirmar ou derrubar a tese de que “Marta é muito melhor que esses barbados”.
Zidane poderia muito bem continuar jogando. Em forma, jogando fácil, continua o mesmo. Por mais que nós brasileiros tenhamos por muito tempo sentido, digamos assim, um certo ressentimento contra o francês, por razões humanamente compreensíveis, não dá para negar que foi (e ainda é) um grande jogador. Aos 11 minutos, em cobrança de falta, onde a bola desviou e enganou Valdez, o primeiro gol dos amigos de Zidane, feito pelo próprio. Aos 42m, escanteio para o time dos Amigos do Zidane, Zidane chutou na trave e Roque Júnior pegou o rebote fazendo o gol. Saiu aplaudido de pé no meio do segundo tempo.
Quanto ao nosso querido Ronaldo Nazário, ele demonstra que precisa bastante trabalho físico para recuperar a forma. A camisa fora do calção não conseguiu disfarçar o excesso de peso. Aguentou até os 30m do primeiro tempo.
Michael Schumacher jogou no time de Ronaldo. E joga bem( esqueçamos o lance do gol perdido antes de sua substituição).
O retrospecto dos confrontos entre “Amigos de Ronaldo” e “Amigos de Zidane” favorece o Fenômeno. A primeira vez que os amigos de Zidane venceram o amistoso beneficente foi em março deste ano, na França. Nas outras três edições, houve um empate e duas vitórias do time de Ronaldo.
O empate de hoje (gols de Julio dos Santos e Negrero para o time de Ronaldo)manteve a vantagem .
Resultados da Eurocopa -17/11
17/11 Grp A Finland 2-1 Azerbaijan
17/11 Grp D Wales 2-2 Republic of Ireland
17/11 Grp G Bulgaria 1-0 Romania
17/11 Grp F Latvia 4-1 Liechtenstein
17/11 Grp C Moldova 3-0 Hungary
17/11 Grp E Andorra 0-2 Estonia
17/11 Grp B Scotland 1-2 Italy
17/11 Grp E Israel 2-1 Russia
17/11 Grp B Lithuania 2-0 Ukraine
17/11 Grp C Norway 1-2 Turkey
17/11 Grp E F.Y.R. Macedonia 2-0 Croatia
17/11 Grp D Germany 4-0 Cyprus
17/11 Grp G Albania 2-4 Belarus
17/11 Grp G Netherlands 1-0 Luxembourg
17/11 Grp D Czech Republic 3-1 Slovakia
17/11 Grp C Greece 5-0 Malta
17/11 Grp A Poland 2-0 Belgium
17/11 Grp F Northern Ireland 2-1 Denmark
17/11 Grp F Spain 3-0 Sweden
17/11 Grp A Portugal 1-0 Armenia
Gaturamo Bandeira

O Gaturamo Bandeira, ou Bandeirinha é um pássaros muito bonito que vive em uma grande área de nosso território. Tem aproximadamente 10 cm e um canto suave, se alimentando de frutas silvestres. É uma bandeira viva pelos céus do Brasil.
Roger Federer como Rei Arthur

E hoje ele decidiu, pela quarta vez consecutiva, a final da Master Cup. Desta vez contra o espanhol David Ferrer. Adivinhem quem ganhou?
http://perspectivabr.wordpress.com/2007/09/09/ninguem-ganha-de-federer/
Bahia – Quase lá
A história do E. Clube Bahia começou em 1930 pelo amor ao futebol. Ameaçados de não poderem mais jogar porque os clubes onde atuavam não prosseguiram com a prática do esporte , no dia 8 de dezembro ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis, do Guarany e da Associação Atlética da Bahia, resolveram formar um novo clube.Com o slogan “nascido para vencer”, o Bahia foi fundado oficialmente em 1 de janeiro de 1931.
O Bahia conquistou o seu título mais importante de forma significativa no ano de 1959, derrotando o Santos em sua maior fase,quando conquistou a Taça Brasil (título equivalente ao Campeonato Brasileiro). Com esta conquista o clube foi o primeiro representante brasileiro na Libertadores da América.
Repetiu a façanha em 1988 com a conquista do brasileiro daquele ano derrotando o Internacional, título ainda não igualado por nenhum clube do Nordeste. E credenciou-se para sua terceira Libertadores.
Mas , a partir de 2004 o Esquadrão Tricolor iniciou um período amargo. Rebaixado para a série B do campeonato brasileiro, e como se para testar a fidelidade de seu torcedor, na sequência em 2005 para a série C.
Esta Série C, o “inferno” dos clubes, onde o que menos importa é o futebol - o título não é para ser lembrado- é encarada como uma passagem para a subida ao purgatório da série B. E aí entra novamente a questão de perspectiva. A temida série B para todos aqueles que estão entre os times considerados de elite do futebol brasileiro torna-se um cobiçado prêmio para quem enfrenta as agruras da “ terceirona” .
O clube que cair para a C torna-se esquecido, desimportante, sua trajetória deixa de ser acompanhada pelo resto do país. Não é mais encarado como um time de respeito, ninguém sabe os nomes dos seus jogadores. É visto como um amontoado de degredados. É como se não existisse mais.
A torcida do Bahia conseguiu modificar um pouco este olhar. Sua fidelidade ao clube de coração independentemente de qual campeonato ele esteja disputando, independentemente de concordar ou não com a diretoria de momento, conseguiu fazer com que a disputa pelo desprestigiado título da série C , ou mais ainda, a disputa pela vaga na série B, fosse acompanhada pelo Brasil inteiro. Se o desempenho do time não tem a capacidade de empolgar ninguém, a presença do torcedor tricolor na Fonte Nova deu à “terceirona” uma visibilidade que ela nunca teve.
E tenho certeza de que o Brasil inteiro (exceções regionais à parte) torce para que o Esquadrão Tricolor da Bahia retorne à elite do futebol brasileiro. A devoção de sua torcida, que dignifica o hino ,sendo a voz de alento ao time em qualquer circunstância, é algo que encanta a todos aficionados pelo futebol. Torcida de primeira que não merece estar suportando a “terceirona”.
Mas como bem disse um torcedor do Bahia na comunidade do Orkut dedicada ao tricolor baiano:
“ Trânsito parado, tudo engarrafado, carro buzinando, motorista xingando, ponteiro girando, horário atrasado, vaga armengada, guardador descarado, cambista sacana, ingresso mais caro, fila no portão, muita confusão, estádio acabado, tudo lotado, macho para caralho, fumaça de cigarro, bafo de pinga, fedor de catinga, amendoim estragado, churrasco de gato, picolé do Dique, fila no balcão, mais confusão, copo furado, cerveja quente, muro mijado, gente na frente, teto com goteira, diretoria de quinta, time de terceira.
Mas eu encaro !
Eu e mais de 60 mil.
Na maior alegria do Brasil !
Bora Bahêa “
E nós, aqui no extremo Sul do Brasil, nos unimos a este coro:
BORA BAHÊA !
Série C do Brasileirão – 11ª Rodada
Faltando quatro rodadas para o final do Campeonato Brasileiro da série C continua embolada a classificação.
O Bahia ganhou do Barras-PI e chega aos 20 pontos. Com a vitória do Vila Nova sobre o Bragantino, o clube paulista se manteve com 20 pontos. O ABC-RN, e Nacional-PB jogam às 21h30m, no estádio Frasqueirão em Natal. Se o ABC vencer assume a liderança, pelo número de vitórias.

Patty Schnyder – 14ª WTA

Apesar do rosto de adolescente, Patty Schnyder já tem quase 29 anos (faz aniversário dia 14 de dezembro) . Natural de Basel (a mesma cidade de Roger Federer ) , na Suíça, ela cresceu adorando ler , tocar piano e brincar com gatos. As partidas de tênis eram jogadas geralmente com seu irmão mais velho , Danny, em que ela fazia o papel de Stefan Edberg e ele o de André Agassi.
Não demorou muito para que se tornasse profissional, com quase 15 anos já havia conseguido esse feito. Com 20 anos, ela se envolveu com Rainer Harnecker, que logo se tornou seu técnico. De acorodo com seus pais, Iris e Willy, o relacionamento com ele fez com que Patty se afastasse da família e fizesse dietas estranhas, como beber litros e litros de sucos de frutas todos os dias. Com o fim desse relacionamento, ela acabou casando com Rainer Hofmann em 2003 , e desde então tem se dado muito bem , pulando da 23ª posição do ranking da WTA , para a atual 14 ª.
“L’ Étoile du soldat”

Uma parceria entre França, Alemanha e Afeganistão fez possível a criação de “L’ Étoile du soldat”.
A história se passa em 1984 e tem como personagem principal Nicolai, um jovem soviético de 20 anos que é chamado inesperadamente para servir em um país praticamente desconhecido para ele : o Afeganistão.
A guerra do Afeganistão começou em 1979 , quando o Exército Vermelho invadiu o país com a missão de derrubar o presidente Hafizullah Amin, considerado incapaz de controlar os “mujahideen” (guerreiros que lutam em defesa da fé islâmica). Em 1984, ano em que Nicolai foi recrutado, o contingente soviético já contava com mais de 250 mil homens.
Com poucos meses de batalha, e tomado pela violência, ele começa a odiar o inimigo.
Capturado pelos “mujahideen”, ele faz amizade com um tocador de “robab” (instrumento de cordas afegão) que salva sua vida e começa a conhecer o lado ,inimaginável para ele ,do inimigo.
Um ano e meio depois é libertado e conta sua história para um jornalista francês.
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