Sarau em Língua Inglesa na Cultura- Um tributo aos anos 60-70
Sarau em Língua Inglesa na Cultura
Data: 13 de março de 2008 -5ª feira
Horário: 19:30
Local: Livraria Cultura Shopping Bourbon Country
UM TRIBUTO AOS ANOS 60-70!
O Sarau em língua inglesa na Cultura ingressa em seu 5° ano de atividades ininterrupas e seus coordenadores decidiram resgatar a memória das inesquecíveis décadas de 60 e70. Um dos temas discutidos é o do legado que foi deixado para os nossos jovens: os movimentos pacifistas? a contracultura? os Direitos Civis? O que efetivamente mudou desde então? O que deve ser resgatado? O que precisamos ainda fazer?
A conclamação para a participação no Sarau do dia 13 de março fala por si só:
“O Sarau em Língua Inglesa na Cultura, presta uma homenagem aos protagonistas daqueles movimentos que construíram uma parte rica de nossa história: a abertura de novos caminhos/estradas para que as novas gerações os cruzassem, demarcando novos olhares, refletindo sobre o passado, construindo novas trilhas. Venha relembrar conosco eventos marcantes que tiveram como referência figuras como Bob Dylan, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, as manifestações de 68 em Paris, entre outros. Participe, traga suas contribuições, declame, debata, exercite enfim sua auto-expressão em língua inglesa neste evento único, num espaço ímpar como é o espaço cultural da Cultura!”
A qualificação da equipe coordenadora garante a qualidade do evento:
-Profa. Ana Maria Kessler Rocha (UFRGS)
-Profa. Maria da Graça Gomes Paiva (UFRGS)
-Kleber Gyrtlack (UFRGS)
Ficção científica tupiniquim
Quando um leigo no assunto toma “Os melhores contos brasileiros de ficção científica” (Devir Livraria, 200 páginas, organizado por Roberto Causo) na mão a primeira reação é de espanto. Ficção científica brasileira? Existe isso? A surpresa é bem natural. Uma história que envolva enredos típicos de uma civilização tecnologicamente mais avançada difere radicalmente dos pressupostos que formam a auto-imagem nacional: abismo de classes, sexo desenfreado, analfabetismo e primarismos de todos os gêneros – imagem que, aliás, nos faz grande mal fora do país. Mesmo que a indúsitra brasileira bata recordes, mesmo que o nosso PIB seja um dos 10 maiores do mundo, mesmo com trem-bala, chips e informática, continuamos nos enxergando como uma terra primitiva. Somos o país de muitas coisas, mas defintiviamente não o da ficção científica.
Daí a surpresa de, numa coletânea como esta, constar o nome de Machado de Assis com o conto “O Imortal”, mostrando que o gênero existia já no século XIX. Outros nomes, como Jerônimo Monteiro, talvez não sejam totalmente ignorados pelo grande público. Já novidades, como Ricardo Teixeira, autor de “A Nuvem”, são inteiramente desconhecidos. Vale notar que a temática dos contos reflete os problemas e inquietações da época em que foram escritos, como é muito comum nesse tipo de literatura: os contos “O Último Artilheiro” e “A Espingarda”, dos anos 60, tratam da realidade de um mundo pós-guerra nuclear, algo que, naquela época, parecia iminente; já “Meu Sósia”, de 1938, aborda a questão do duplo, praticamente uma obsessão na literatura da primeira metade do século passado, e “O Imortal” de Machado critica o cientificismo dominante no pensando de sua época.
Onde encontrar:
www.devir.net
(11) 2127 8787
A goiabeira da minha rua
Na minha rua tem uma goiabeira, que fica em frente a minha janela. E como sabemos, a goiabeira é generosa na produção de seus frutos. É muito divertido e agradável ver da janela os passantes colhendo os frutos da árvore. E quem teve oportunidade de comer fruta diretamente do pé sabe que é outro sabor,talvez por agregar o prazer de colher com o de comer.
Não sei quem plantou a goiabeira, ou se ela simplesmente nasceu, mas ela é muito popular e apreciada. E fico pensando se não seria uma boa idéia o plantio também de árvores frutíferas em ruas das cidades.
Grande Michel Alves!
Com o empate em 0×0 entre Juventude e Linhares/ES, a definição da vaga para a próxima fase da Copa do Brasil foi através da cobrança de pênaltis, quando brilhou a estrela de Michel Alves, goleiro do Juventude. Ele simplesmente salvou o orgulho da torcida alvi verde de Caxias do Sul. Na primeira série de pênaltis o Juventude errou duas cobranças e o Linhares não havia errado nenhuma. A impressão era que tudo estava consumado,de que o Juventude definitivamente abria mão de ser um clube grande e optava pela melancólica situação de ser motivo de chacota ou piedade. Nesse momento Michel Alves resolveu agir e defendeu duas cobranças, empatando tudo novamente.Ele simplesmente salvou o orgulho da torcida alvi verde de Caxias do Sul. Na segunda série, além de defender uma cobrança, deu-se ao luxo de marcar. Juventude passa de fase em noite de Michel Alves.
Na próxima fase, enfrentará o vencedor do confronto ABC X Madureira , que se realizará em 05/03 em Natal/RN.
Luto
Os integrantes desse blog estão de luto. Luto é uma palavra que usamos para designar essa sensação de vazio que fica em nós após a partida de alguém que amamos. E ela abrange o que sentimos pela pessoa que parte desta vida e o que sentimos pelos que ficam. A dor dos outros também nos atinge e nos sensibiliza. E se algum efeito positivo se pode obter de situações de luto acreditamos que seja justamente essa sensação de humanidade – a compreensão de nossa finitude, de nossa limitação, mas também de nossa capacidade para dar e receber solidariedade.
Deixamos aqui nossos agradecimentos pelos que nos confortaram e, especialmente, confortaram nosso pai com sua presença ou palavras nesse momento tão sofrido da partida de sua mãe, nossa avó.
Para quem gosta de videogame e mora em São Paulo
Uma excelente notícia: será realizado no mês de março, em São Paulo, um Campeonato Oficial de Super Smash Bros. Brawl, para Nintendo Wii. O evento visa promover o mega-sucesso internacional da Nintendo, que já vendeu quase 10 milhões de unidades em suas duas versões anteriores.
Será realizado no dia 15 de março, na sede da Latamel na Avenida Paulista, 2300 – Piso Pilotis. Para inscrever-se no torneio, há uma condição: realizar a compra do jogo em uma das lojas participantes. Não há restrição de idade.
Os prêmios serão:
1º lugar – Uma TV de plasma de 42´ polegadas.
2º lugar – Dois jogos e acessório “Zapper” (transforma o controle de Wii em uma pistola)
3º lugar - Um jogo e um “Zapper”
Informações: (11) 6847-4875
E o jogador mais cai-cai do Brasil é…
Não, não é Valdívia. Nem Nilmar (esse quando cai, se vai). Nem Luciano Marreta ou Beausejour. O jogador mais cai-cai do Brasil segundo 20 árbitros nacionais (cuja maioria resolveu responder anonimamente) é Dagoberto, do São Paulo.
O jogador contratado no ano passado, vindo do Atlético Paranaense ainda nem sequer deslanchou no tricolou paulista e já possui a fama que todo boleiro detesta. Espera-se que tenha futebol para passar por cima.
Amy Winehouse – cabelo rosa

Amy, na foto com uma deslumbrada fã (qualquer semelhança de visual certamente não é mera coincidência) , radicalizou com um cabelo pink. Os brincos rivalizam com o cabelo no quesito ” chamar atenção”. Mas Amy é Amy e dela se espera e se aceita tudo.
São Lorenzo impede Saja de treinar
Impressionante a “birra” do treinador do San Lorenzo com o goleiro Saja. O jornal Ole do dia 23 de fevereiro, às vésperas da derrota do time de Ramon Diaz para o River Plate por 2×0, veicula notícia de que Saja é impedido de treinar com os profissionais do clube. O jornal chama Saja de ” o personagem número um dos rechaçados” e mostra que o goleiro compareceu ao treino do San Lorenzo acompanhado de testemunha que registrou a ordem do treinador “Acá no podés estar. Andá a ver a Mamberto”. Saja apresentou-se no treino dos juvenis : “Señor Mamberto, Ramón Díaz me dijo que venga a entrenarme acá, pero yo no lo haré con chicos amateurs. Me voy a cambiar”. E foi embora.
Quando o Grêmio jogou contra o Boca Juniors o primeiro jogo da final da Libertadores de 2007, treinou no estádio do San Lorenzo e Saja fez questão de mostrar ao grupo de atletas as instalações do Nuevo Gasometro. Mostrava muita satisfação em estar ali e fazia questão de exteriorizar seu respeito pelo clube.
Com este clima desrespeitoso para com este atleta, que sempre destacou seu apreço e reconhecimento pelo clube, não é de se estranhar a posição do San Lorenzo no Clausura, onde ocupa o último lugar e o terceiro lugar no grupo da Libertadores.
http://www.ole.clarin.com/notas/2008/02/23/futbollocal/01613694.html
Mensagens para Eduardo da Silva
O site do Arsenal disponibiliza um e-mail para envio de mensagens para o Eduardo. Na seleção de mensagens tem votos de recuperação de todas partes do mundo. Não consta mensagens do Brasil. Talvez fosse o caso de inundarmos o e-mail de mensagens:
Deve constar no assunto do e-mail: Message for Eduardo.
O texto acredito que seria bom se fosse em inglês, mas se não tiver como, que seja em português.
Fonte:
Média de público da dupla Gre-Nal no Gauchão 2008
Atualizado em 16 de março de 2008
Grêmio
-
15 de Novembro- 9.672
-
Sta. Cruz – 8.658
-
Novo Hamburgo- 16.542
-
Esportivo – 13.881
-
Ulbra – 14.803
-
Caxias- 16.380
TOTAL 79.936- pagantes
Média 13.322
Inter
-
Veranópolis-14.709
-
Juventude- 16.123
-
Guarani- 17.096
-
São Luiz- 17.798
-
Brasil- 28.248 -
-
S. José-13.396-
TOTAL 93.974-pagantes
Média 17.895
Ainda há o que melhorar.
Para quem tem Xbox, Ps2, GC, 360, Ps3 ou Wii
Recomendo a todos os donos destes consoles o jogo Lego Star Wars. No caso dos três primeiros console, a saga completa está dividida em dois lançamentos, e nos de nova geração, compilado em uma única mídia.
O jogo é incrivelmente cativante e divertido. Todo o universo Star Wars está em…formato de Lego! Isso mesmo! Os personagens, cenários e até as pistolas são formados com peças do jogo que vendeu milhões de unidades, e quase tudo é interativo, ou seja, pode-se montado, quebrado ou removido com o uso da “Força”, um dos temas da Série mais famosa da história do cinema.
O jogo não é curto. Necessita de um pouco de paciência para terminá-lo. Mas acreditem: vale a pena.
Veja você…
Ora, vejam. E não é que Raul Castro, contrariando todas as expectativas, foi eleito presidente de Cuba?
Ah, só um detalhe: Fidel Castro – agora relegado à humilhante categoria de “irmão do Raul” – foi eleito deputado. Sim, senhores. Como diria o gringo Radicci, “Dio non zoga, ma fiscalidza”. Hasta la victoria, siempre!

Generalíssimo Raulzito: “Dale Cuba, daleoooo”
Oscar 2008 – Destaques do tapete vermelho

Marion Cotillard vestindo Jean Paul Gaultier.
Concorre como melhor atriz por Piaf: Um Hino ao amor
Simplesmente deslumbrante, o vestido mais bonito do tapete vermelho
.






Seqüência da lesão de Eduardo da Silva
A lesão em Eduardo da Silva, ocasionada pela atitude criminosa do jogador Taylor, do Birmingham provocou até o momento mais de 70 comentários indignados nesse blog. A razão dessa indignação nos parece ser pelo fato de que, quando as pessoas visualizam as consequências recriminam com mais vigor o agir que as provocou. Sem as imagens não existe o choque, não ocorre a comoção.E esta comoção, infelizmente, é necessária para que a violência não seja estimulada, e sim, pelo contrário, seja repudiada.Os torcedores que gritam: “pega” “racha” “quebra” na maioria das vezes não dimensionam os efeitos que esse tipo de comportamento pode ocasionar.
Abaixo, a seqüência do lance:






Me sinto “impune”
Entrevista com a atriz Juliana Didone,publicada no jornal Zero Hora, a respeito da campanha promovida pela empresa de comunicação RBS contra a violência no trânsito. Transcrevemos uma das respostas da atriz e o respectivo link onde está inserida:
Kzuka – Juliana, o teu slogan pra campanha é sobre os caras que correm demais, feito loucos, já tiveste algumas experiências ruins assim?
Juliana Didone – Já sim e é desesperador. A pessoa que tá dirigindo, muitas vezes perde a noção do perigo e você se sente impune, sem poder fazer nada. Na ocasião, eu dei escândalo e falei que se ele não diminuísse eu saltaria no próximo sinal vermelho.
Impune… Que coisa…
27ª rodada do Campeonato Inglês
23/02
Newcastle United 1 X 5 Manchester United - Cristiano Ronaldo(21)Rooney(8)Saha(5)
Birmingham City 2 X 2 Arsenal - Mc Fadden (3) Walcott(2)
Fulham 0 X 1West Ham United- Solano(3)
Portsmouth 1 X 0 Sunderland- Defoe(3)
Liverpool 3 X 2 Middlesbrough- Torres (15) Downing(5)Tuncay
Wigan Athletic 2 X 0 Derby County- Scharner(4)Valencia
24/02 às 9h30m
Reading FC 1 X 2 Aston Villa - Shorey(3) Young(4) Harewood(3)
24/02 às 12h
Blackburn Rovers 4 X 1 Bolton Wanderers -McCarthy (8), Bentley(6), Pedersen, Davies
25/02 às 17h
Manchester City 0 X 2 Everton
19/03 às 17h
Tottenham HotspursX Chelsea
CLASSIFICAÇÃO
1° Arsenal-64 pontos
2° Manchester United - 61 pontos
3°Chelsea - 55 pontos
4° Everton- 50 pontos
5°pontosLiverpool- 47 pontos
6° Aston Villa- 44 pontos
7° Portsmouth- 44 pontos
ARTILHEIROS
Cristiano Ronaldo- Manchester United (21)
Adebayor- Arsenal (19)
Fernando Torres-Liverpool (15)
Mwaruwari- Portsmouth/Manchester City (12)
Keane- Tottenham Hotspurs(12)
Santa Cruz-Blackburn Rovers(11)
Tevez – Manchester United (11)
Diário de Liverpool – Lucas é destaque no site inglês
O volante Lucas, que desperta saudades nos gremistas, foi destaque do site do Liverpool FC, na sessão News Story.
O link da matéria:
http://www.liverpoolfc.tv/news/drilldown/N158931080222-1150.htm
Conferência Mundial de Cidades – Palestra de Rosa Estaba
Já referimos aqui neste blog a palestra de Rosa Estaba, geógrafa venezuelana que alertou a todos para a “stalinização” administrativa que o governo Chávez vem promovendo na Venezuela.
http://perspectivabr.wordpress.com/2008/02/14/conferencia-mundial-de-cidades/
Após a palestra, solicitamos à professora Rosa que nos enviasse uma cópia de sua palestra para disponibilizarmos aos nossos leitores interessados no tema. Fomos atendidos com muita gentileza.
Deixamos, assim, o link com o arquivo da palestra aqui:
conferencia_mundial_desarrollo_de_ciudades-porto-alegre.doc

Ouvindo Piaf
Para começar bem o dia, uma música maravilhosa na voz da igualmente maravilhosa Edith Piaf.
Grêmio – Um recomeço
O Blog Perspectiva vem fazendo duras críticas a Paulo Pelaipe e às decisões tomadas pelo dirigente, por sua postura arrogante e, em nosso entendimento, por não possuir o preparo necessário para exercer cargo de importância em um clube do tamanho do Grêmio.
Hoje, todavia, tentamos esquecer as atitudes de Pelaipe e, sendo assim, buscamos juntar forças para torcer e renovar as expectativas em um ano que até agora não mostrou a que veio.
Discordamos da atitude de Pelaipe, que certamente cometeu erro na questão Mancini. Ou errou no momento da contratação ou errou no momento da demissão. Porém, Pelaipe não é sinônimo de Grêmio e temos ciência de que sua estadia é passageira, ao contrário de nosso amor e paixão pelo clube. Em nome disso, o Blog Perspectiva torce pelo sucesso de Celso Roth no Olímpico.
“O futuro do pensamento brasileiro”, de Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho é, provavelmente, o nome mais influente da cultura brasileira contemporânea. Poucos se atrevem a afirmá-lo por causa das muitas restrições que provoca na casta intelectual no poder. Dizer-se admirador de Olavo de Carvalho é pedir para ser chamado de fascista, “direitoso”, carola, elitista e outros termos relacionados, além de amargar um melancólico exílio do mundo cultural brasileiro. Mesmo assim, sua influência perdura e se espalha: quando Reinaldo Azevedo, Percival Puggina, os integrantes do Wunderblogs e muitos outros falam de tradição, repúdio ao coletivismo e respeito pelo legado clássico estão emulando, consciente ou inconscientemente, as lições do pensador paulista, lições estas que já atravessam o Atlântico: o português João Pereira Coutinho, articulista da Folha de S. Paulo, volta e meia fala algum autor que Olavo ajudou a divulgar no Brasil.
O Futuro do Pensamento Brasileiro (É Realizações) foi lançado um ano depois de O Imbecil Coletivo, a obra mais conhecida e polêmica de Olavo de Carvalho. Infelizmente, seu impacto não foi tão grande quanto o da antecessora. É natural: em vez da sátira franca de O Imbecil Coletivo, aqui Olavo se debruça diante da miséria cultural reinante no Brasil e, ao sondar suas origens, pergunta se há, de fato, algo de decente produzido neste país em 500 anos de história. A resposta é afirmativa: há, segundo Olavo, um legado cultura brasileiro a ser aproveitado lá fora e cultivado aqui dentro, mas ameaçado pelo esquerdismo primário, que condena ao limbo quem ousa dizer que a obra de Fernando Pessoa é um pouco mais valiosa que a de Jamelão. Dada a crescente força deste último grupo, Olavo adverte que, se tivesse escrito o livro hoje, colocaria o título no condicional. Daqui a alguns anos, talvez nem isso seja possível.
Onde encontrar:
(11) 5572 5363
Aqui, a história é outra
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/02/17/ult4332u664.jhtm
Trope de Elite foi premiado em Berlim. Ganhou o Urso de Prata, a maior honraria do festival de cinema daquela cidade. Não ganhou o troféu de melhor filme estrangeiro, tido por muitos como uma espécie de prêmio de consolação para os pé-rapados do Terceiro Mundo: foi o melhor dentre todos, incluindo europeus e americanos. Foi o campeão geral. Sem afagos, mimos, condescendência ou peninha da platéia. Pior: sem sequer apresentar uma tradução decente. A cópia da película com as legendas em inglês sumiu e uma moça foi escalada às pressas para fazer uma tradução simultânea, que incluiu, entre outras pérolas, um”ask to quit” para o célebre “Pede pra sair!” do Capitão Nascimento. O filme tinha tudo para virar piada. Não virou.
Hector Babenco não precisa de legendas para ver Tropa de Elite. Assistiu o filme no original, num cinema bem perto de você. Ou comprou uma cópia pirata, num camelô ainda mais próximo. Ouviu “Pede pra sair!” diversas vezes, assim como “O senhor é um fanfarrão!”, e não “You´re a buffon”, opção da pobre moça no calor do momento. Ouviu “Nunca serão”, e não “Never will be”. Ouviu “Pega o saco”, e não “Bring the plastic bag”, talvez a mais confusa (e engraçada) de todas as traduções. Ouviu macho com voz de macho e fêmea com voz de fêmea. Tudo perfeitinho, tudo maravilhoso. Don Babenco era da comissão encarregada de selecionar o filme brasileiro para o Oscar. Não escolheu Tropa de Elite: escolheu O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger. Assim justificou sua opção: “Tropa de Elite não para em pé. Usa demasiadamente a narração em off, em detrimento da imagem”. Da voz dos personagens, nada falou. Ainda bem. Algo de bom o filme deve ter.
O ano em que meus pais saíram de férias, o nosso escolhido, não foi indicado pela Academia de Hollywood para o prêmio de melhor filme estrangeiro, mas isso não importa. O que importa é que, mais uma vez, nossa classe artística demonstrou que não se curva diante dessas imposições mercadológicas, dessas megaproduções, desses filmes popularescos que os desdentados adoram. Ah, os europeus também? Danem-se. Nossa crítica mostrou a eles que está muito à frente. Que é mais observadora. Que é mais sutil. Que vê nuances e aspectos ocultos que aqueles alemãezinhos simplórios, primos desses colonos de Ivoti e Morro Reuter, formados naquelas universidades de meia tigela, comedores de chucrute, bebedores de cerveja e, sobretudo, horrorosamente cintura-duras, não conseguem ver. Afinal, nenhum deles, ao que parece, viu o mesmo que Hector Babenco com seu finíssimo olhar de cineasta experiente e profundo estudioso da sétima arte. Aliás, ouvi dizer, não sei onde, que Tropa de Elite pode concorrer ao Oscar no ano que vem. Mas, dessa vez, não na categoria de filme estrangeiro, e sim de Melhor Filme (assim, em maiúscula), como em Berlim. Não dependerá, portanto, de pré-seleção brasileira. Bom, se quiserem escolhê-lo o problema deles. Nossos rígidos critérios naõ aprovam qualquer um. Tropa de Elite é filmezinho para festivalzeco de europeu fresco e americano gorducho comedor de McDonalds. Aqui, companheiro, essas coisas não se criam. Aqui, a história é outra.
Linkrelacionado:
http://perspectivabr.wordpress.com/2007/11/29/o-pior-dos-7-pecados-capitais/
Ronaldinho – resposta às críticas
Ronaldinho Gaúcho está respondendo em campo às críticas que chegavam ao absurdo de considerá-lo acabado como jogador. Uma ótima partida contra o glorioso campeão de 67 , para calar a boca dos críticos precipitados, inclusive conterrâneos.
O que é incontestável é que o Barcelona e sua ridícula torcida demonstraram não merecer o grande jogador que é Ronaldinho Gaúcho.
Show dos Bhoys
A torcida do Celtic mostra porque é (auto) denominada “The best fans in the world”. O Celtic Park – apelidado “La Celtiquera” - treme com o apoio massivo dos torcedores, entoando velhas canções irlandesas a plenos pulmões. Simplesmente emocionante. Sem dúvida, uma das melhores – senão a melhor – torcidas da Europa, talvez do mundo.
Cabe ressaltar que o Celtic também tem torcedores no Sul do Brasil. Todos eles reúnem-se num pub na cidade de Canoas, na Região Metropolitana, para apoiar seu time querido. Denomina-se essa torcida “Geral do Celtic”.
Os bhoys gaúchos emocionaram-se com a Celtiqueira em peso cantando ”You´ll never walk alone” no intervalo. E, sem pudor, acompanharam a plenos pulmões.
Pena que a defesa do Celtic não corresponda. Um fiasco!Nãosabe sair jogando.Lamentável.
Celtic x Barcelona

Nakamura é um dos destaques da equipe escocesa
O Celtic protagoniza mais um grande jogo na Liga dos Campeões. Agora o adversário é o Barcelona, no Celtic Park. O jogo será às 16h45min, com transmissão da ESPN Brasil.
Arroio Dilúvio – falta de consciência ambiental

Toneladas de entulhos que poderiam ser reciclados são perdidos pela falta de consciência da população
Foto: Ricardo Giusti / PMPA
Imaginemos uma casa onde alguns dos moradores ficassem encarregados de realizar a limpeza da sujeira resultante da presença de pessoas no local. Logicamente que a existência de encarregados específicos para limpar não autoriza aos demais moradores a provocarem mais sujeira do que aquela previsível. Os moradores não iriam jogar copos, telefones , garrafas no vaso sanitário, por exemplo, apenas porque teria quem limpasse para eles.
Então por que quando se trata da cidade onde moram, as pessoas tem um comportamento condizente com o de bárbaros, ou o que imaginamos seria o comportamento de um bárbaro?
As fotos divulgadas pelo DMLU por ocasião da mais recente limpeza realizada no Arroio Dilúvio em Porto Alegre nos fazem sentir vergonha por integrarmos um povo tão desprovido de consciência ambiental. Durante 45 dias, dez funcionários municipais trabalharam retirando 76 toneladas de detritos do leito do arroio. E detritos que, na sua maioria, poderiam ser reciclados ou reaproveitados. No entanto, tiveram que ser enviados ao aterro sanitário, por estarem contaminados.
Um imenso desperdício de mão de obra, material e tempo em função do descaso de parcela da população. Quanto poderia reverter em benefício daqueles que trabalham com material reciclado, tirando dali seu sustento, com as toneladas de material jogadas no Dilúvio? Sem contar o fato do imenso dano ambiental causado e o aspecto visual terrível.
Cada um de nós pode auxiliar nessa verdadeira missão. Além de não praticar este crime ambiental, que tem como consequência o que a foto acima nos mostra, deve procurar conscientizar outras pessoas. Não adianta esperar pelos outros, cada um pode fazer uma pequena parte que seja para essa construção de consciência ambiental.
Copa dos Campeões – Oitavas de final – 1ª rodada
Inicia hoje a primeira rodada das oitavas de final da Copa dos Campeões. As partidas de ida ocorrerão hoje(19/02) e amanhã(20/02), enquanto as partidas de volta estão previstas para 4 e 5 de março.Todas clubes contam com jogadores brasileiros em seus quadros, com exceção do glorioso campeão de 67.
19/02- 16h45m
Schalke 04 1 x 0 Porto
Olympiakos 0 x 0 Chelsea
Roma 1 x 1 Real Madrid
Liverpool 2 x 0 Inter
20/02/08 16:45
Fenerbahçe 3 x 2 Sevilla
Arsenal 0 x 0Milan
O. Lyon 0 x 0 Manchester United
Celtic 2 x 3 Barcelona
GOLEADORES:
Messi - Barcelona 6
Cristiano Ronaldo- Manchester United- 5
Gerrard - Liverpool -5
Van Nistelrooy - Real Madrid 4
Drogba- Chelsea- 4
Ibrahimovic - Inter -4
Inzaghi- Milan- 4
Kanouté- Sevilla- 4
Liedson- Sporting – 4
Luis Fabiano -Sevilla -4
Pandev - Lazio 4
Robinho - Real Madrid 4
Kinder Ovo para recolher o lixo
Quem circula pelo centro de Porto Alegre já percebeu os novos cestos coletores de lixo instalados pelo DMLU – Departamento Municipal de Limpeza Urbana. Os cestos foram confeccionados em aço galvanizado, na chamativa cor laranja e são fixados na calçada como forma de evitar ação dos vandalos e ladrões. Incrível, mas roubam até as latas de lixo. Na Annes Dias, reparei em um novo cesto coletor dos 400 que foram colocados no centro (fiquei satisfeita em observar que estava cheio) e ao lado dele a estrutura onde estava o antigo. Só a estrutura porque o cesto coletor já deve ter novo “dono”. É bonito o novo cesto, parece aquele brinquedo que vem dentro de um ovo de Páscoa muito popular entre as crianças.
A previsão do DMLU é instalar 8.000 novos cestos coletores em dez meses. O investimento foi de cerca de 1 milhão de reais. Vai valer a pena, porque a cidade ficará mais bonita e certamente mais limpa se os cestos forem utilizados como percebi na Annes Dias.

Foto: Ricardo Giusti / PMPA

Foto: Divulgação / PMPA
Porto Alegre – a anti-Cidade dos Tocos
Que Porto Alegre constitue uma reação à Cidade dos Tocos os integrantes deste blog já haviam percebido sem necessitar de nenhum tipo de propaganda oficial ou midiática. A simples observação das ruas da capital dos gaúchos evidencia essa posição oposta ao padrão que observamos em outras cidades. A partir disto, e o consequente encantamento pela esperança que representou a crescente presença do verde, surgiu a vontade de destacar este agir que corresponde àquilo que sonhamos para todas as cidades.
E passamos a prestar mais atenção ao trabalho da SMAM. E descobrimos que ela, além do plantio compensatório, que é aquele que ocorre quando houve corte de árvores ,tem como meta o plantio de dez mil novas mudas de árvores nativas por ano. Plantio de verdade e não para fazer de conta, porque plantar uma árvore não é simplesmente abrir um buraco no chão e deixar uma muda ali. As mudas plantadas pela SMAM são cultivadas por um período de três a quatro anos , com um mínimo de dois metros de altura, em condições de se desenvolverem. Depois do plantio é realizado o indispensável acompanhamento, no sentido de que fiquem bem seguras , amparadas com estacas e regadas periódicamente.
A população é estimulada a engajar-se nesse esforço de preservar e ampliar o verde na capital através do programa ”Adote uma Árvore”.
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smam/default.php?p_secao=82
A SMAM informa que as principais avenidas como Bento Gonçalves, Protásio Alves, João Pessoa, Juca Batista, Benjamimn Constant, entre outras,foram projetadas para não ter árvores.E esta informação condiz com o que nossos olhos estavam acostumados a assistir. Agora está sendo furado o concreto dos canteiros centrais dessas avenidas e árvores são ali plantadas.
Além disso, a Secretaria está exigindo que no mínimo 20% da área de um empreendimento seja destinada à conservação da vegetação como reserva legal urbana. Essa medida diminui os alagamentos, pois aumenta a extensão de solo que absorve a água das chuvas, cria novas áreas verdes nos espaços privados e melhora o clima.
Em relação à poluição visual, em 2007, a Smam recolheu cerca de 80 mil veículos de divulgação irregulares. Além disso, foi firmado o Termo de Ajustamento de Conduta, inédito no país, em agosto do ano passado, que está possibilitando a regularização de 1.663 pontos de divulgação, entre front lights e outdoors, o que representa 96% do mercado de mídia exterior na cidade.
Enfim, as informações que obtivemos apenas confirmam o que nossos olhos de cidadãos isentos haviam constatado. No entanto, foi alvissareiro constatar que esta evidente melhoria não é fruto do acaso ou de ações pontuais. Faz parte de um projeto, de uma idéia, de um olhar realmente comprometidos com o meio ambiente.
Novo personagem da Turma da Mônica
Descobri há pouco tempo que a Turma da Mônica ganhou um novo personagem: o português António (assim mesmo, com o acentro grave no “o”) Alfacinha, apresentado como o “miúdo luso” na capa da primeira revistinha que participou:

Li a primeira história em que o garoto (ou miúdo) participa. Ele aparece como o irmão mais novo do Manezinho, que, como o nome já indica, também é português. Alfacinha causa muita confusão entre os outros membros da turminha por utilizar palavras típicas do português lusitano, como “porreiro” e “gajo”. Nisso consiste, aliás, a principal finalidade da criação do personagem: mostrar as diferenças entre o nosso português e o deles.
A proposta parece interessante. Devemos, no entanto, prestar atenção em algumas características do novo personagem:
- Alfacinha diz a todo momento “ó pá” e “ora pois”, quase como se fossem sinais gráficos. Ainda que sejam expressões tipicamente portuguesas, como todos sabem, duvido que eles as utilizem com essa frequência.
- O pai de Alfacinha é padeiro, tem bigodões, é baixinho e gorducho. Sua mãe é uma dona de casa, também gorducha. São o Joaquim e a Maria, é escusado dizer.
- Alfacinha parece um tanto ingênuo e bobinho, e as outras crianças da turminha não parecem tão ingênuas e bobinhas……(mas isso pode ser explicado pelo fato de ser ainda muito pequeno).
- Quando Alfacinha se apaixona pela Mônica, resolve presenteá-la com pastéis de Santa Clara e bolinhos de bacalhau. Só faltou o azeite, o vinho do Porto e um CD do Roberto Leal….
- Sendo uma criança, Alfacinha não tem bigodes. Em compensação, tem um cabelo em forma de um farfalhudo bigodão de fazer inveja ao Felipão, para ficarmos numa referência (quase) portuguesa.
Diante disso, seria fácil perceber no Alfacinha um fundo de gozação aos portugueses, do nível das piadas que habitualmente contamos.
Prefiro, no entanto, enxergar as coisas de outra maneira: sendo uma história para crianças, a Turma da Mônica precisa apelar um pouco para o estereótipo e para as simplificações a fim de que o seu público leitor compreenda o sentido geral do que é proposto. É preciso que o espanhol use roupa de toureiro, que o italiano goste de macarrão e tarantella, que o gaúcho use bombachas, que o mineiro use roupa de caipira e coma pão de queijo e, por fim, que o português tenha aquilo que a figura característica do português traz.
Além disso, é importante ressaltar que em momento algum o Alfacinha parece ridículo. Participa de situações engraçadas – afinal, é para isso que está numa história em quadrinhos – mas não ofende a ninguém com isso. E é o que deve predominar em relações bi-nacionais, ainda mais em se tratando de um país tão próximo.
Parque Getúlio Vargas – Toque de recolher
Com o término do horário de verão ficou mais reduzido o lapso temporal que os usuários de parques tem para realizar seus exercícios de fim de tarde. O que eram habituados a caminhar no horário das 19 às 20horas em plena luz do dia agora são alcançados pela noite antes de concluir a caminhada. Em Canoas/RS no Parque Municipal Getúlio Vargas, não teria problema, eis que são muitos os caminhantes e certamente permaneceriam na pista, fosse a mesma iluminada. Mas não é. Inexplicavelmente não é iluminada a pista do parque E não é iluminada apesar de haver postes e lâmpadas para tal. Não é iluminada apenas e tão sómente porque não são ligadas as lâmpadas. Aliás, nem se entende o porque de existirem se não são ligadas nunca.
Efeito prático desse desleixo: as pessoas retiram-se do parque tão logo começa a escurecer, quando poderiam usufuruir do mesmo por mais algum tempo. Fica inviabilizada a prática de exercícios para aqueles que só podem estar no parque após as 19horas (o que até semana passada , devido ao horário de verão, era dia claro).
Hoje está implantado um verdadeiro toque de recolher.
Pena que não exista a mínima sensibilidade para com as necessidades da população e seu bem estar, mesmo quando o atendimento dessas necessidades não exija nada mais do que apertar um botão para ligar lâmpadas.
Schiavi em campo, pelo Newell´s Old Boys
Passa neste momento no SporTV a partida entre Newell´s Old Boys x River Plate, pelo Campeonato Argentino. É VT, mas para quem quer assistir futebol com jogadores como Ariel Ortega, Loco Abreu, Carrizo e o que motivou-me a fazer o texto, Rolando Schiavi, vale a pena.
Faz grande partida (ao menos até agora, 25 minutos do 2º tempo) tendo sofrido um pênalti e desarmado todas as jogadas.
Vale lembrar que Schiavi saiu do Grêmio em 2007 após fazer 9 partidas em seqüência como titular, não ter perdido nenhuma e levado 2 gols nestes jogos. O Gre-Nal disputado no Beira Rio foi sua melhor partida, tendo recebido elogios de toda crítica e de torcedores.Sua ausência ainda não foi suprida.
Dica de diversão
Para quem está com tempo livre e não quer gastar (muito) dinheiro:
Adquira um Nintendo 64 e jogue seus clássicos inesquecíveis, como Conker´s Bad Fur Day, The Legend of Zelda (os dois) e 007 Golden Eye. Este último, de preferência, com mais 3 amigos.
Sensacional.
Conferência Mundial de Cidades – Aprendizado sobre meio ambiente

Beto Moesch apresentou exemplos práticos de benefícios ao meio ambiente através do licenciamento ambiental
À primeira vista, Beto Moesch parece um estudante de jornalismo, artes ou letras. Trajando jaqueta e calças jeans, camiseta e tênis, ele destoa fortemente dos seus demais companheiros de mesa, todos trajados com terno, gravata e camisa. É o que seria de se esperar para uma palestra na Conferência Mundial de Desenvolvimento de Cidades, e ainda mais em se tratando de ninguém menos do que o Secretário Municipal de meio ambiente. A ocasião exige sobriedade e discrição. Só que alguém sóbrio e discreto não faria o que Beto Moesch fez em sua palestra “Zoneamento e licenciamento ambiental como instrumentos garantidores de uma cidade sustentável“, uma das últimas da Conferência, e, ouso dizer, uma das melhores .
E o que fez esse sujeito de jeans e tênis? Primeiro, avisou a todos que era um tipo dado a polêmicas, justamente para que ninguém se surpreendesse com o que ia dizer. Logo depois, fez jus à autoproclamada fama: percorreu a platéia com os olhos e, com voz de trovão, declamou: “esse auditório deveria estar lotado de servidores da SMAM e não há um só deles aqui!”. A seguir, vaticinou: “Esse é um dos problemas de quem luta pela defesa do Meio Ambiente: a falta de ousadia!”. E ousadia não falta a Beto Moesch, para criticar quem merece e resolver o que tem de ser resolvido. Quem agradece é a população de Porto Alegre: mudas de árvores por toda a cidade, canteiros recuperados, ruas arborizadíssimas e, como resultado, o título de capital mais arborizada do Brasil. Não é pouco, em se tratando de apenas uma legislatura.
Moesch inicia, então, a sua palestra. Com um linguajar simples, objetivo e direto, diz que o Codigo Estadual do Meio Ambiente completou 8 anos e mesmo assim, quando ele chegou na Secretaria Municipal do Ambiente, só falavam em Plano Diretor, como se o Código, aprovado a duras penas, não existisse . Segundo ele, as leis são instrumentos da proteção ambiental , como a licença ambiental , o zoneamento ambiental e, igualmente importantes. Encarar um instrumento como mais importante que o outro é desconhecer que todos integram um sistema só, que visa a proteção do meio ambiente. Quem fala em punir tão somente esquece que o sistema, para funcionar, precisa de educação, prevenção, penalização e punição. Só educação de nada adianta. Assim como apenas punir também não resolve nada. Lamentou ter que fazer essa reclamação e lembrou que a proteção do Meio Ambiente exige militância e coragem .
Por exemplo: se a legislação permite a construção de shoppings centers no molde dos que estão sendo construídos, não adianta ir às audiências publicas reclamar. Esta reclamação tem que ser feita na Câmara de Vereadores para mudar o plano diretor. Todos os instrumentos devem ser analisados.
A seguir, Moesch lembrou do grande instrumental que é o licenciamento ambiental. Através dele, é possivel para quem opera com o meio ambiente realizar os objetivos do sistema. Mas, ressalta ele, a preguiça muitas vezes impede que ele seja utilizado de forma correta. A lei não impede que, nos novos empreendimentos imobiliários, as árvores sejam retiradas. Entretanto, através do licenciamento ambiental, pode ser feita a exigência da reserva legal urbana, ou seja, que qualquer imóvel tenha pelo menos um pouco de verde.
No fim, presenciamos uma pequena e saudável disputa entre Moesch e o secretário do Meio Ambiente de Goiânia. Num determinado momento, Moesch pede desculpas ao colega goiano e afirma que Porto Alegre tem 1,5 milhões de árvores, quase uma para cada habitante. “É mais do que Goiânia”, lembrou Moesch, e continuou: “Mas é preciso mais! Muito mais! É preciso que a cidade inteira esteja dentro de uma floresta!”. Novamente, com voz de trovão. Novamente, com muitos gestos e cenho franzido. E, novamente, com entusiasmo, firmeza e profunda fé no que estava dizendo e no que ia fazer. Esta é, aliás, uma das grandes marcas da Conferência Mundial de Desenvolvimento das Cidades: em todas as palestras que assistimos, as pessoas pareciam realmente acreditar no que estavam dizendo. Não se tratava de demagogia populista, nem de palavra de ordem, discurso pronto e mediocridades afins: é pensamento firme traduzido em ação concreta.
E uma das idéias firmes que, se traduzida em ação concreta, pode resultar em benefícios concretos para a cidade é esta aqui, citada por Moesch e de autoria do prefeito Fogaça: “A cidade não pertence à prefeitura. Cuidar da cidade é tarefa de todos“. É uma conclamação ao verdadeiro espírito participativo, expresso em atitudes sérias e coerentes por parte de toda a população e não apenas do Estado super-poderoso e provedor. Essa é uma das principais lições que esta palestra – e este congresso - nos dão. Exortar o cidadão a fazer pressão nos governantes, a fiscalizar se as árvores plantadas estão em bom estado, se as ruas da cidade são arborizadas, enfim, se o que é seu está a ser bem cuidado. Com o mesmo zelo, a mesma firmeza e a mesma fé de Beto Moesch nas palavras que diz.
Governança Local – uma alternativa para as cidades
Uma das palestras mais concorridas da Conferência Mundial de Desenvolvimento das Cidades deu-se no Salão de Eventos do prédio 41 da PUC. Um trio de palestrantes, composto por Toni Proença, Mari Ivani Perusso e Cezar Busatto discorreu sobre o tema da Governança Solidária, uma das bandeiras que vêm defendendo como alternativa para o desenvolvimento das cidades.

A Governança Solidária Local pretende implementar a formação de comitês gestores em diversas regiões das cidades, compostos por muitos atores sociais, como a Prefeitura, Conselheiros do Orçamento Participativo, Poder Legislativo, Igrejas, escolas, ONGs e demais instituições. Trata-se de uma maneira de descentralizar a atuação do poder público, fazendo com que cada cidadão participe mais ativamente da construção da sociedade em que vive.

Chamou atenção durante a palestra, a riqueza dos argumentos apresentados, expostos de maneira muito clara para a platéia,até mesmo aquela parte que não tem preparo especial no tema. Depois, o grande entusiasmo do secretário Cezar Busatto, um dos principais formuladores dessa forma de governar, ao explanar suas teses. Demonstra ser um apaixonado pela idéia e a convicção de que este é o melhor caminho para sanar as imensas dificuldades que o nosso país enfrenta na administração das cidades. Sua colega de palestra, Mari Ivani Perusso, mostrou perfeita sintonia com a proposta, demonstrando grande conhecimento do tema e facilidade quase didática para explicá-lo à platéia. Evidenciou ter a prática da governança solidária local e talvez por isso tenha facilidade para expor a idéia. E Toni Proença alia o compromisso com a proposta da governança com uma grande facilidade de comunicação.
Todos esses fatores ajudaram que a palestra transcorresse leve e fácilmente assimilável. E isso não é pouca coisa.
Eduardo Costa x Paulo Pelaipe
Eduardo Costa é conhecido por sua postura abertamente gremista, dentro e fora de campo. É um jogador com a alma e a cara do Grêmio, um atleta que, ano passado, fez questão de voltar ao Olímpico. Fala sempre francamente, sem medo de agradar A, B ou C e sempre se manifestando em prol do seu time do coração.
Sua manifestação acerca da saída do técnico Vagner Mancini não podia ser diferente. Segue abaixo a transcrição da entrevista concedida por Eduardo Costa à Rádio Gaúcha:
– Fomos os últimos a saber. É uma situação que realmente não nos agrada, porque estávamos no começo do trabalho. Além do mais, bem ou mal, os resultados estavam chegando. Agora é ter paciência, o futebol nos reserva essas coisas, que nem sempre é gratificante para nós jogadores. Se tem algum responsável por talvez a equipe não estar jogando o futebol que agrade a todos, acho que somos todos nós – declarou Costa.
Eduardo Costa seguiu a linha que lhe tornou um dos atuais ídolos da torcida. Uma postura franca, aberta, que faz com que a torcida se identifique com ele. Porém, parece que nem todos entendem o que é ser gremista e o que é defender as cores do clube do coração.
Paulo Pelaipe manifestou-se sobre a declaração de Eduardo Costa.
– Dirigente é que comanda a equipe, jogador exerce sua função jogando bola. Eu não discuto, jogador é funcionário do clube e como funcionário, acata a decisão da direção. Aqui no Grêmio tem hierarquia e tem comando – reiterou.
Eduardo Costa ousou manifestar-se contra uma atitude tomada pelo onipotente Pelaipe. Ousou falar a verdade. Ousou ser gremista. Pelaipe, que se julga há algum tempo todo-poderoso dentro do clube, não pensou duas vezes na resposta.
Cada vez que Paulo Pelaipe é contrariado toda sua arrogância, destempero, desqualificação e despreparo vêm à tona. Pelaipe não tem jogo de cintura para comandar um clube como o Grêmio. Não tem gabarito para ser a voz mais forte dentro do Olímpico.
Mancini, há dias, vinha reclamando da falta de grupo e da dificuldade em montar um time competitivo com as peças que lhe haviam sido disponibilizadas. Eduardo Costa, assim como Mancini, ousou questionar uma atitude da direção, ousou contrariar Paulo Pelaipe. Será Eduardo o próximo a sair do Grêmio?
Mais Pelaipe no Perspectiva aqui
Motoboys – choque necessário

No segundo dia da Conferencia Mundial sobre Desenvolvimento das Cidades assistimos a palestra “A Morte vem Sobre Rodas”, dedicada ao tema dos motoboys no RS e do seu impacto na violencia do trânsito. Em princípio, parece um tema espinhoso, árido, cheio de estatísticas e discussões jurídicas, restrito a uns poucos especialistas na área de segurança pública. Assim seria, não fosse a notável habilidade do vereador Cláudio Sebenelo em conduzir a palestra. Entremeando reflexões de caráter filosófico e análise criteriosa dos números da violência, fez uma apresentação rica, bem organizada e, poderíamos dizer, chocante.
A palestra começou com alguns dados impressionantes. Por exempo, do ano passado para cá, as mortes no trânsito aumentaram 23%. Mais de 90% dos motoristas nunca fizeram curso de direção defensiva, 35% têm apenas o 1o. grau completo, 23% não têm habilitação e, mais estarrecedor do que tudo, nada menos do que 20% dos homicídios praticados em POA têm o uso de motocicletas. Sebenelo relaciona esses números ao índice de desemprego presente na Região Metropolitana de Porto Alegre, que atinge mais de 250 mil pessoas.
O momento mais interessante das palestra se deu na descrição dos aspectos psicológicos que levam à morte de tantas pessoas. Sebenelo procede com a clássica distinção entre os conceitos gregos, interpretados por Freud, de Eros (referente à vida, ao crescimento, à construção) e o de Tanatos (referente à destruição e à morte). Essas duas entidades estão presentes no espírito humano e uma predomina sobre a outra dependendo da situação. O Eros conduz ao amor; Tanatos, à violência.
Sebenelo chama a atenção então para uma característica da cultura contemporânea , que é a presença de Tanatos sob a máscara de Eros. Sob a aparência da busca pelo eterno prazer, pela eterna diversão, pela vivificante alegria, está o caminho traçado em direção à morte e à destruição. É o que se vê no consumo de drogas, nos excessos comportamentais e, no caso do trânsito, no culto à velocidade, símbolo de poder e modernidade.
Quando uma sociedade é fanática pelo desejo, frustra-se com tudo, pois não pode alcançar tudo o que quer. A tristeza domina o seu comportamento. Não há mais a tristeza do indivíduo, mas sim a tristeza, a depressão, em nível coletivo: a violência. E esta se manifesta de diversas formas, inclusive no trânsito. São as pessoas de mente cansada diante do volante. São os insatisfeitos, os estressados, os nervosos – todos potenciais causadores de acidentes.
Um pouco antes do final, o vereador radicalizou: mostrou slides de pessoas mortas em acidentes de trânsito. Foi chocante. Não temos tais fotos aqui. Se as tivéssemos, também radicalizaríamos, mostrando a barbaridade que ocorreu para evitar as barbaridades vindouras. Infelizmente, às vezes, só o choque para mudar a realidade em que vivemos.
Vale lembrar, ainda, o pronunciamento do vereador potiguar Dilson Fontes, de Caicó, acerca do mesmo problema em sua terra natal. Informou o vereador que Caicó conta 70.000 habitantes e tem “apenas” mil motoboys. Tudo por causa do desemprego, que empurra, lá como cá, as pessoas para esta profissão, muitas vezes sem a qualificação necessária.
Chocante, cruenta, quase desagradável aos olhos e ouvidos a explanação do vereador Claúdio Sebenello sobre o problema das motocicletas nas vias urbanas brasileiras. Tão chocante e cruenta como a realidade . E por isso mesmo foi uma palestra tão importante e esclarecedora.
Deixamos aqui o link para quem quiser acessá-la na íntegra (desde já, agradecemos à assessoria do vereador, que a disponibilizou em arquivo Excel):
Prefeitura de Porto Alegre é modelo de consciência ecológica
Transcrevo notícia do Site Oficial da Prefeitura de Porto Alegre:
“Smam construirá banco de sementes neste ano
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) deverá iniciar em breve a construção do banco de sementes. A obra será possível devido a convênio com o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) a partir de um projeto relativo à recuperação das nascentes do Arroio Dilúvio e seus afluentes que prevê o recebimento de R$ 500 mil, com R$ 230 mil de contrapartida da prefeitura.
O projeto foi elaborado em 2005 pelo biólogo Rodrigo da Cunha e envolve a Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), os departamentos de Esgotos Pluviais (DEP) e de Água e Esgotos (Dmae), a Prefeitura de Viamão e a Emater. A iniciativa atende à necessidade de se ter um local em condições de assepsia, manipulação e armazenamento de sementes. “As instalações serão construídas com a finalidade de implantação de um centro de referência na manipulação e armazenamento de sementes”, explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch, acrescentando que a construção do banco de sementes aumentará a produção, permitindo atingir o plantio de 100 mil mudas em 30 meses, conforme o projeto.
O banco de sementes será construído no Viveiro Municipal, de acordo com as diretrizes do projeto para Recuperação das Nascentes do Arroio Dilúvio e seus Afluentes. Será um prédio de alvenaria, com câmaras frias para armazenamento das sementes e locais próprios para germinação, com aproveitamento da água da chuva para regar as mudas.”
Um trabalho exemplar. Quem circula por Porto Alegre certamente já percebeu as milhares de mudas de árvores plantadas por toda a cidade. Espécies nativas, não as tenebrosas palmeiras e coqueiros que mais lembravam Cuba, plantadas na década passada. Que sirva de exemplo para todas as cidades e capitais do Brasil.
Pergunta ao Paulo Pelaipe
A pergunta que não quer calar é: como fica o contrato que o Grêmio tinha com Vagner Mancini? Afinal, impossível que Mancini tenha saído da Arábia, um local conhecido por pagar altos salários, e vindo para cá sem nenhuma garantia. O Grêmio pagou 500 mil dólares para trazer o técnico. Agora sabe-se lá até quando seguirá pagando o salário e eventual multa pela quebra de contrato.
É assim que se geram as dívidas que a direção Gremista tanto afirma combater. Atitudes irresponsáveis tomadas por dirigentes incompetentes e despreparados. Por trás da arrogância e da prepotência de Paulo Pelaipe está um dirigente sem condições de assumir qualquer função de poder em um clube da grandeza do Grêmio. Os “esqueletos” que o Dr. Túlio Macedo reclamou que a cada armário aberto aparecem são fruto disso. Pelo visto, a direção gremista está se encarregando de que outros esqueletos apareçam no armário de outros no futuro. Mas a conta quem paga são os mesmos: os sócios gremistas.
Instantâneos da Conferência – II

Cézar Busatto, coordenador da Conferência foi muito cumprimentado pelos participantes e declarou que espera que “as cidades do século XXI sejam feitas de harmonia e amor”.

Mário Moncks, diretor do DMLU e Esdras Rubim. Entre uma palestra e outra avaliaram a Conferência.
Toni Proença, da Governança Solidária, entre dois participantes do evento. À direita, o popular Gaúcho da Copa.
Instantâneos da Conferência

Riograndenses do Sul e do Norte unidos em busca de soluções para os problemas envolvendo motoboys.

Intensa movimentação no saguão do pavilhão central

Ex-goleiro do Grêmio, Ademir Maria, entre o advogado Maurício Cruz e Sílvio da Fundação Gaúcha do Trabalho.

Som relaxante no burburinho dos corredores
Vagner Mancini sai do Grêmio
Mancini está fora do Grêmio.
Segundo a imprensa, o técnico Vágner Mancini deixou o Grêmio na tarde de hoje. O motivo seria eventual discussão do técnico com o dirigente Paulo Pelaipe.
Pelaipe ontem, após o jogo, deu a seguinte declaração:
- Saio decepcionado pela atuação da equipe – disse o dirigente, prometendo uma atitude para melhorar a equipe. –Não tapamos o sol com a peneira. Internamente, vamos conversar, porque precisamos melhorar a produção da equipe. Não adianta ter 70, 75% de aproveitamento com vitórias. Temos de olhar o todo, o desempenho da equipe dentro de campo. E hoje foi frustrante – disse o dirigente.
Paulo Pelaipe afirma estar decepcionado, frustrado com as atuações do time. Diz que de nada adianta vitórias se o desempenho do conjunto não for satisfatório.
Vejamos:
Segundo o Dicionário Aurélio, decepção significa “malogro de uma esperança; desilusão; desengano”. Já frustração significa “enganar a expectativa”.
Me pergunto quais expectativas Pelaipe tinha com o time que ele montou. Um time formado sem planejamento, com pré-temporada falha. Enquanto os demais clubes do país já no início de janeiro tinham seus principais jogadores contratados e integrados ao elenco (inclui-se aí o Corinthians, time que caiu para a Série B e que, por sinal, tem hoje William em seu elenco), o Grêmio fazia contratações às pressas, enquanto desfazia-se de praticamente todo o grupo da temporada passada.
Patrício foi dispensado, e a torcida imaginou que alguém melhor viria. Veio Paulo Sérgio. Pereira, ano passado, era um reserva utilizado só em último caso, quando não havia ninguém para cobrir a vaga. Era quase uma presença simbólica. Hoje, Pereira é titular. Trouxeram Jean, que provavelmente demorará um mês para entrar no ritmo. Roger ( frise-se, de excelente qualidade), que demorou um mês para estrear e deve vir a demorar mais um mês para estar em plena forma. Julio dos Santos, jogador que não atua há quase um ano. Sabe-se lá quando terá condições de estrear. Pelaipe deve imaginar que o ano começa apenas em março, tendo em vista a demora nas contratações e a incapacidade de trazer jogadores em boa qualidade física.
A partida de ontem foi vexatória. Ganhamos de 1×0 com atuações pífias de Paulo Sérgio, Pereira, William Magrão e o tão aclamado Perea (outro que demorou uma eternidade para estrear e que, provavelmente, demorará outra eternidade para ter ritmo de jogo). A deficiênciae a falta de qualidade foram evidente. Alguém tinha que ser culpado, alguém tinha que carregar nas costas, mascarando, assim, a incompetência e a falta de preparo de Paulo Pelaipe. O escolhido? Vagner Mancini.
Mancini que, ao chegar e ver o time ser desmontado aos poucos disse, com certa frustração, que imaginou que poderia contar com William e Diego Souza para a temporada. Entende, Pelaipe? É nestes casos que a palavra frustração deve ser utilizada. Quando esperanças são destruídas, quando expectativas são massacradas. Quando se tinha motivos para esperar momentos bons mas, por razões diversas, estes momentos não se concretizaram. Mancini tinha razão de se sentir frustrado. Pelaipe, nem tanto.
Um ano que já começou há um mês e meio para todos os grandes clubes do Brasil está começando só agora para o Grêmio. A saída de Mancini em pleno início de temporada, na tentativa de cobrir o real problema, é um ato típico de direções incompetentes, que tentam esconder sua falta de preparo pondo a culpa no treinador. Como se Mancini tivesse um imenso buffet a seu dispor e, por incompetência sua, não tenha conseguido fazer um jantar de primeira linha. Provavelmente, o motivo da discussão de Mancini com Paulo Pelaipe tenha sido justamente esta.
O Grêmio de 2008 não é um Grêmio reforçado com novas peças. Chama-se “reforço” todo acréscimo a uma estrutura que já estava formada. O caso é que não havia estrutura montada, visto que a direção foi incapaz de manter uma base de um ano para o outro. Agiram como times pequenos que, após uma temporada de sucesso, vendem todos os jogadores enquanto os mesmos estão valorizados e, na temporada seguinte, começam do zero. Resultado? Estamos recém em fevereiro e já temos o caso Wagner, jovem promessa das categorias de base, queimado, muito provavelmente porque não teve a seu lado um zagueiro experiente capaz de passar-lhe tranqüilidade, algo que Leo teve ano passado.
Pergunto, novamente, como já fiz em outros textos, qual a intenção de Paulo Pelaipe? Deseja ver o estádio jogado às moscas e um quadro social recheado de inadimplentes? É o que parece. Frases de efeito, mentiras, ilusões e dinheiro posto na lata do lixo: a isso se resume a atuação de Paulo Pelaipe nos últimos meses. Um dirigente que banaliza a palavras “imortalidade” e “raça”, utilizando-as para iludir e mascarar um time que, no momento, em nada se parece com o Grêmio que estamos acostumados a amar. Hoje, ao que tudo indica, apoiar Paulo Pelaipe e suas decisões não é sinônimo de apoiar o Grêmio.
Links relacionados:
Conferência Mundial de Cidades
A Conferência Mundial de Cidades, que está ocorrendo em Porto Alegre, no Centro de Eventos da Pucrs, desde o dia 13 até 16 do corrente, é tudo o que de bom se disse dela. É um evento muito bem organizado, bonito, frequentado por especialistas de alto nível de todo o mundo e um excelente cartão de visitas de Porto Alegre para o mundo. Mas ele é, sobretudo, isto que disse o Secretário Municipal dos Transportes, Luíz Afonso Senna:
- A conferência é, ao meu ver, um complemento e, mais do que isso, um estágio posterior ao do Fórum Social Mundial.. Primeiro, porque ele é mais aberto, abrange outras tendências que não apenas a esquerda, é, por assim dizer, mais holístico que o Fórum Social Mundial. Depois, enquanto o Fórum contemplava e discutia a sociedade como um todo, a Conferência concentra-se num tema mais específico, que é o da cidade, e propõe soluções mais concretas para problemas específicos de todos nós, já que antes de vivermos em sociedade vivemos em cidades. Por fim, é um aporte fundamental para a nossa cidade. É um evento internacional, transcende em muito as nossas fronteiras, traz especialistas importantes para cá e consolida nossa cidade como um local onde se realizam debates relevantes de nível mundial.
Esta é a melhor maneira de se definir a Conferência. Ao contrário do evento citado, estuturado em torno de uma idéia fixa, a Conferência tem como característica principal a pluralidade de opiniões e objetivo claro de resolver problemas concretos. Propõe, sim, soluções para uma questão específica – a das cidades – através do debate. Mas nunca – é bom frisar – o debate inútil, sem sentido, apoiado apenas no desejo infinito de debater e opinar. Todas as inúmeras palestras e comunicações do evento dedicam-se a propostas para a solução de problemas concretos.

Infelizmente, esses belos ideais democráticos da Conferência são, às vezes, maculados pela presença daqueles que, justamente, seriam os principais beneficiados por ela: o público. É esta parte do evento que os organizadores não podem controlar, já que, por princípio, dele participam todas as tendências. E algumas delas participam apenas com o objetivo de fazer a única coisa que sabem fazer direito: propaganda.
Nada melhor para ilustrar todo o dito acima do que uma das palestras que a equipe do Blog Perspectiva presenciou.
A palestra chamava-se “Venezuela - La nueva geometria del Poder” e versava sobre as medidas tomadas por Hugo Chávez para centralizar o poder em Caracas e dividir o país em “misiones”, semelhantes aos sovietes russos, desrespeitando fronteiras antigas e baseando-se apenas nas necessidades econômicas de cada região. A palestrante Rosa Estaba, geógrafa e professora da Universidade Central da Venezuela, frisou bem essa semelhança e colocou em dúvida a própria sobrevivência democrática da Venezuela, dentre as muitas questões para o futuro que a atual administração Chávez deixará.

Finda a apresentação de meia hora, foi destinado um espaço para os questionamentos. Após uma ou duas perguntas sobre o tema abordado, respondidas sempre prontamente pela palestrante, foi a vez de Márcia Campos, presidente da Federação Internacional de Mulher, pedir a palavra. E quem esperava uma pergunta ouviu um gigantesco discurso pró-Chávez – rivalizando, aliás, com os discursos do próprio Chávez no que respeita ao tamanho -, lembrando o suposto apoio que o presidente venezuelano dá à causa feminista, a situação privilegiada da mulher na Venezuela, a luta pela libertação feminina e outros tópicos recorrentes. Educada e gentil, Rosa respondeu o que não tinha como ter resposta.
Mais uma ou duas perguntas - perguntas de verdade - e o mediador anuncia que o tempo está acabando. Serão assim feitas em bloco, para que a apresentadora as responda de uma só vez, dando pinceladas em cada um dos temas requeridos. Inscrevo-me para perguntar e, junto comigo, outras duas pessoas. Sou o segundo dos três. A primeira é uma senhora de cabelos brancos que, em espanhol duramente aprendido em Bagé, dispensa o tradutor simultâneo de Rosa Estaba e diz, entusiasmadíssima, que passou uma temporada em Caracas no ano passado. Relata, em voz alta e com vigor, que sentiu-se muito bem junto ao povo venezuelano, viu o alvorecer de uma revolução que mudará o país para sempre, criticou a mídia tendenciosa que só vê o lado ruim do Comandante Chavez e, por fim, clamou pela união dos povos latinoamericanos contra o imperialismo ianque, o FMI, os banqueiros internacionais e os demais inimigos de costume. No fim, não perguntou nada. Rosa Estaba ouviu tudo pacientemente, e com cara de quem precisa emprestar sua paciência diante daquele discurso.
Chega a minha vez de perguntar. Minha dúvida é simples: qual a posição do intelectual venezuelano diante de Chávez? Como ele reage à perda das liberdades civis, à crescente centralização do governo, ao desrespeito pelos mais básicos direitos humanos em seu país e, por fim, às palhaçadas internacionais do seu governante? Rosa responde que a grande maioria dos intelectuais venezuelanos é diretamente contrária a Chávez e desaprova seus métodos e suas idéias. Diz que há, sim, controle de informação, e que existem, sim, os preferidos do governo, mas que , apesar disso, vê algo de muito positivo na sociedade venezuelana atual: o sentimento de indignação e revolta contra Chávez, suas promessas não cumpridas e seu autoritarismo. Ressalta que uma empregada doméstica tem salário superior a o de uma professora universitária, tamanho foi o arrocho salaril promovido por Chavez contra a categoria, velha tátida adotada por ditadores que querem desestimular o pensamento crítico. Até mesmo a base popular do governo, um dos pilares de sustentação do governo, começa a se bandear para a oposição. Um otimismo que cativa até mesmo a nós, acostumados a ver em Chávez um símbolo do fracasso inevitável da América Latina.
Por fim, Rosa dirige-se à oradora que me antecedeu e diz, muito simplesmente: “Soy una opositora de todo imperialismo. Pero aprendi con mi mamá que no se entra en una pelea para perder, y si para ganar”. A tal oradora não ouviu, ou fingiu que não ouviu. Não importa: o fato de que ela tenha tido o direito de falar desgastadas frases de efeito e propaganda ideológica explícita sem sofrer agressões, sem ser tachada de agente disto ou daquilo, sem sofrer, enfim, com as frases de efeito e a propaganda ideológica da oposição, é um dos grandes trunfos desta Conferência e mostra quão avançada ela está.
Mais informações:
Vendas acumuladas de Wii passam as do Gamecube
Segundo o VGChartz, site que contabiliza vendas de consoles, o Wii já passou as vendas de seu antecessor, Gamecube.
A Nintendo ainda não se pronunciou.
O estudante de Direito e o frentista
As notícias sobre envolvimento de estudantes de direito em ocorrências policiais estão se tornando uma lamentável rotina. O mais recente é o caso de um estudante paulista que atropleou um frentista quando adentrou nas dependências de um posto de gasolina em alta velocidade. As imagens do atropelamento impressionam. Em primeiro plano aparece o frentista se aproximando da bomba de gasolina. Em seguida, o automóvel a uma grande velocidade o arrasta. O estudante de Direito que conduzia o veículo – onde foi encontrado tóxico - foi ouvido e liberado. Simples assim. O estudante de Direito é, presumivelmente um iniciante no conhecimento das leis do Brasil, adentra em um posto de gasolina com veículo em alta velocidade, atropela violentamente um frentista, em seu automóvel é encontrado tóxicos e ele é ouvido e liberado, pois o delegado responsável cumpriu o que preceitua a legislação que rege a matéria. Simples assim.
Cada vez fica mais evidente que o respeito às leis somente ocorre por parte daqueles que o fazem por convicção moral e não por receio de sua força repressora. Na medida em que convicção moral necessita de valores que não são mais transmitidos sequer nos locais onde costumavam sê-lo (escola, família, universidades, etc, etc), a situação não poderia ser diferente da atual. Valores sonegados, Estado fraco, legislação condescendente – uma tríade de ouro para fomentar o caos.
As imagens abaixo são fortes mas é importante que as vejamos para nos indignarmos e talvez então deixemos de aceitar esses fatos como normais. Eles não são normais. São evidência de uma sociedade doente, sem controle, sem limites, onde quem pode mais chora menos. E tudo isso sob a falsa aparência de evolução do conceito de cidadania. Chega de impunidade, chega de Estado forte somente para arrecadar.
SMAM – que belo exemplo!
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre realiza um trabalho de plantio de árvores na capital gaúcha digno de aplausos. Qualquer pessoa isenta , mesmo desinteressada da questão ambiental, percebe os resultados dos esforços desenvolvidos pela Secretaria. Novas mudas de árvores proliferam pela cidade.
Este exemplo deveria ser seguido pelas demais secretarias de meio ambiente do Brasil . A SMAM poderia espalhar mais placas indicativas de seu trabalho pela cidade, estimulando os prefeitos de outros municípios em visita a capital a seguirem seu belo exemplo. Em nome do bem maior que é o estímulo ao plantio de árvores, a pequena poluição visual causada por uma placa pode ser aceita.

Quem convive diariamente com os efeitos nocivos de lugares onde impera o espírito Cidade dos Tocos não pode deixar de enaltecer o agir da SMAM de Porto Alegre, que representa uma reação em defesa do meio ambiente.
A volta do B52´s

Depois de um hiato de 16 anos, o B52´s volta com um novo trabalho chamado “Funplex”.



