Criança de oito anos é aprovada em vestibular para Direito. E daí?
Uma criança de oito anos foi aprovada em um exame vestibular para o curso de Direito. Esse fato obviamente causou repercussão em todo país. Compreensível por ser uma situação no mínimo inusitada e contrariar os referenciais que temos a respeito dos processos seletivos. A palavra vestibular nos remete a provas difíceis, onde aprovação é sinônimo de capacidade. Este quadro é verdadeiro para o ingresso em algumas universidades. No entanto, já não é assim na grande maioria das instituições que têm surgido no Brasil nos últimos anos. Considerando que o vestibular tem unicamente a finalidade de selecionar os que tiverem melhor desempenho para ocupar vagas limitadas, é óbvio que, se existirem mais vagas, a exigência de performance será menor. Nesse caso não deve causar espanto o fato da criança ter sido aprovada: existindo vagas, com toda certeza todos inscritos serão aprovados, bastando haver realizado a prova.
O que causa estranheza para nós não é ter ocorrido a aprovação e sequer a “matrícula”. Esta chamada matrícula é apenas o pagamento da primeira parcela, prática comum em várias universidades. O aluno paga a primeira parcela e comparece para fazer sua matrícula, apresentando os documentos comprobatórios , dentre eles o de conclusão do Ensino Médio. Por óbvio que alguém que saiba antecipadamente não preencher os requisitos para efetivar a matrícula não pagará a parcela.
O fato de que este menino tenha sido aprovado não constitui motivo para toda essa repercussão. Ouso afirmar que milhares de crianças que eventualmente realizassem a prova também lograriam aprovação. Isso porque a prova não é seletiva de fato, apenas de nome. Existem as vagas, inexistem razões para reprovar alguém. Todos são aprovados.
O que intriga é o fato de alguém inscrever uma criança em vestibular que, sabe-se, não irá avaliar capacidade. Isso sim é preocupante. Estranho é a exposição a que está sendo submetida a criança. Causa estranheza também a insistência em efetivar a matrícula, sabendo-se antecipadamente que não é legalmente permitido. E e impossível não ter a consciência de que seria absurdo compelir uma criança a ingressar em uma universidade.
Enfim, de toda essa situação a única coisa que me parece efetivamente surpreendente e até revoltante é o uso que se está fazendo de uma criança inocente para fins que não parecem muito claros, mas que certamente redundarão em consequências nocivas para a formação do menino.

Não vejo problema nenhum um jovem de qualquer idade fazer vestibular, pois tem muitos deles capacitados para isso. Em vez de se dar “CAMISINHAS” para eles por que não esportes e estudos e se tem capacidades de entrar na Faculdade que se dê la na faculdade tosos os recursos para os mesmos. Afinal não querem meter-los na cadeia com esse idade ?
na minha opinião acho que tem problem sim!pela lei o certo é que ao temino do ensino médio é que tem condições de vazer um vestibular.Uma criança de oito(08)anos ainda não cursou nem o ensino fundamental.obs:a exigência que teve nesse vestibular será que vai ter quando ele tiver idade suficiente?Consertea ele ficará em destaque mais lembre -se tudo tem seu tempo
[...] do mais, vamos comparar as provas de vestibulares de faculdades privadas com provas do Enem? Não é nenhuma novidade que as universidades privadas fazem vestibulares com [...]
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