PERSPECTIVA

Grêmio - Verdades, Mentiras e desculpas esfarrapadas

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Analisemos, em tópicos, o Grêmio que foi eliminado precocemente do Gauchão.

-Grêmio não contou com muitos jogadores que atuaram em Caxias

Verdade. Porém, é também uma desculpa esfarrapada.

Em Caxias o Grêmio teve uma atuação ridícula, talvez quase tão ridícula quanto a de ontem. O Juventude teve diversas chances de ganhar a partida no jogo realizado no estádio Centenário.

É desculpa esfarrapada afirmar que as ausências de jogadores como, por exemplo, Reinaldo e André Luis, comprometeram o desempenho tricolor. Como se Reinaldo e André Luis fossem essenciais ao time. Como se fosse cabível que a ausências de tais jogadores fosse considerada decisiva para o massacre ocorrido ontem.

O grupo é ruim, assim como o time titular. Somado a isso, a maneira ridícula como Celso Roth arma o esquema e acontece o inevitável: apresentações ridículas, covardes e sem fibra.

Nunes culpado?

Mentira e desculpa esfarrapada.

Nunes é o bode expiatório. Como se Nunes fosse o responsável pela patética partida do Grêmio. Nunes que, segundo Celso Roth, deve ser o primeiro volante porque Eduardo Costa é SEGUNDO volante. Entende tudo o nosso treinador.

Nunes não deveria ter sido escalado. Mas afirmar que Nunes é o culpado pela derrota é ser simplista demais.

Comentários de Pelaipe, Roth e Odone na ZH

É rir para não chorar.

Roth: Se eu corro risco de demissão com apenas duas derrotas e quase 80% de aproveitamento? Acho que a direção pode responder melhor.

80% de aproveitamento. Em um campeonato de pontos corridos isso seria fantástico. Porém, parece que Roth esquece que de nada adianta ganhar (com apresentações em sua maioria ridículas ) de Novo Hamburgo, Caxias e Santa Cruz se, chegando às quartas de final do Campeonato Gaúcho, do qual somos bi-campeões, não conseguimos nem sequer jogar de maneira decente contra o Juventude.

Odone:Não há crise aqui. Vamos fazer uma oração, um serviço para não perdermos mais jogadores.

Crise? Que crise? Ser eliminado nas quartas-de-final do Gauchão, tomando 3 gols em casa? Não, isso não é crise. A culpa é do azar. É mais fácil culpar o azar.

Pelaipe: A pergunta sobre troca de treinador é ridícula. Roth tem capacidade e vai dar a volta por cima. É sério, trabalhador. Mancini saiu porque, com ele, poderíamos ter sido eliminados ainda antes. Não posso falar do que vai acontecer depois de quarta. Não tenho bola de cristal.

Analisemos esta pérola por partes:

“A pergunta sobre troca de treinador é ridícula”

Não, Pelaipe: ridículo é ser eliminado nas quartas de final do campeonato gaúcho, tomando três gols do Juventude em casa. Ridículo é ver Eduardo Costa jogando ao lado de Nunes, uma escalação covarde e ineficaz. Ridículo é ter Hidalgo no elenco. Ridículo é lamentar as ausências de jogadores que, ano passado ou retrasado, não serviriam nem para reservas dos gandulas do Olímpico.

“Roth tem capacidade e vai dar a volta por cima”

Roth tem capacidade? Para quê, exatamente? Em qual etapa de sua carreira Celso Roth foi considerado um treinador de “capacidade”? Ele já se mostrou capaz de afundar times e sair pela porta dos fundos. Se é a isso que Pelaipe se refere….

“Mancini saiu porque, com ele, poderíamos ter sido eliminados ainda antes.”

Pelaipe é o rei dos “achismos” e das declarações sem fundamento lógico. Ele apenas fala, sem compromisso com os fatos. Mancini não havia perdido uma só partida e não dispunha de vários jogadores que hoje Celso Roth tem em mãos. Roger estava recém voltando a jogar. Perea também. Mancini começou o Gauchão com Peter, André Luis e Tadeu. E começou bem. Baseado em quê Pelaipe afirma que Mancini teria ido pior que Roth?

“Não posso falar do que vai acontecer depois de quarta. Não tenho bola de cristal.”

Ao mesmo tempo que diz ter demitido um treinador porque com ele “poderíamos ter sido eliminados antes”, Pelaipe fala que não tem bola de cristal. Ora, mas então o que o fez pensar que com Mancini teríamos ido pior ainda? Que teríamos caído ainda na fase de classificação, antes das quartas-de-final? O desempenho o fez imaginar isso? Acredito que não, afinal, o time estava invicto e praticamente encaminhado para a próxima fase.

Para demitir Mancini a “Bola de cristal” serviu. Ele “poderia” ter sido pior, muito embora se mantinha invicto com um time pior do que o que Celso Roth tem em mãos. Era possível, segundo Pelaipe, que com Mancini, subitamente, começássemos a perder todos os jogos a ponto de não ficarmos nem entre os quatro primeiros da fase classificatória. Então, baseado nesse achismo, nesta “bola de cristal”, a direção do Grêmio o demitiu. Demissão que, frise-se, nos custou pelo menos, 1 milhão de reais.

Agora, após duas partidas patéticas, nas quais Roth demonstrou sua incapacidade como treinador, Pelaipe acredita ser “ridículo” questionar a saída do técnico, dizendo não ter bola de cristal para saber o que ocorrerá quarta feira.

Ora, não precisa ter “Bola de cristal” para saber que, se seguir do jeito que está, o Grêmio não tem condições de prosperar na Copa do Brasil.

Roth e a retranca burra

Celso Roth é um treinador covarde. Isso não é novidade para ninguém. Quando um clube o contrata sabe exatamente o que está trazendo: um técnico incompetente que “amarela” nas horas decisivas.

Todavia, desta vez Celso Roth se superou. Tudo começou em Caxias, quando resolveu jogar com o time, a seu entender, “fechado”. No entendimento de Celso Roth, um time que joga fechado, se resguardando, não é aquele cujos jogadores, cada qual na sua função, correm e preenchem os espaços, não dando chances ao adversário. Segundo Roth, um time “fechado”, ou melhor, retrancado, é aquele com Nunes, Eduardo Costa e mais qualquer um de 3º volante - o volante “nada”.

Se Roth jogasse Winning Eleven colocaria 10 zagueiros em campo, jurando estar armando uma retranca intransponível.

O resultado prático dessa falsa retranca elaborada pelo treinador no jogo de ontem (e até mesmo no jogo de Caxias) é um time que não sabe marcar, tampouco consegue atacar. Joga com um terceiro volante que ninguém sabe onde fica. É possível passar o jogo inteiro sem saber aonde está esse terceiro volante, sem saber qual exatamente é a função dele.

O volante “nada”

É o terceiro volante inventado por Celso Roth. Rudinei, Maylson, seja lá quem for, o volante “nada” é aquele que, como diz o nome, não faz nada. Para o time ele não serve, tendo em vista que não tabela, não joga com os companheiros e não marca. Individualmente, de vez em quando, tenta driblar dois ou três, jogada típica de jogo de final de semana e não de uma equipe que treina diariamente.

Maylson jogou em qual posição?

Quem souber responder exatamente em qual posição Maylson jogou e qual foi sua função ganha uma camiseta com a cara de Roth e Pelaipe estampadas.

Léo, “baita zagueiro”

Ano passado Léo parecia ser um zagueiro promissor. Seu rendimento se desenvolveu porque, ao seu lado, estava William, um zagueiro experiente e competente, que de certa forma lhe dava segurança e o auxiliava a manter a serenidade.

Este ano Leo foi elevado ao posto de “super zagueiro”. Aquele que joga de forma elegante. Aquele que sobe para o ataque. Aquele que desarma com facilidade. Aquele que sai jogando com qualidade.

Não estou duvidando das qualidades de Leo: acho que com acompanhamento e serenidade ele tem tudo para se tornar um bom zagueiro. Porém, parece que os elogios e a falta de experiência a seu lado fizeram com que o zagueiro ficasse mais preocupado em corresponder às expectativas. Leo tenta “sair jogando” em momentos nos quais deveria dar chutão. Falha em diversos lances e parece ter esquecido o que fazer quando a bola é alçada na área.

Eduardo Costa

Talvez seja o esquema. Talvez seja o posicionamento. Talvez seja a falta de motivação. O fato é que desde o início do ano Eduardo Costa parece ter desaprendido a jogar. Não tem mobilidade, não acerta passes e não desarma. Parece uma máquina de fazer faltas.

Roger

Um dos poucos que se salvam. Roger, ao mesmo tempo que não perdia o foco e buscava jogar objetivamente, dava carrinhos e corria o campo todo.

Conclusão

O que concluir a respeito deste fiasco? Nada. Era uma morte anunciada. Contratações mal feitas, Celso Roth de técnico e direção que se nega a analisar seus próprios erros resultam nisso.

Talvez a eliminação precoce sirva para algo. Talvez tenha ajudado a desmascarar a série de equívocos cometidos desde o final do ano passado. Tomara que o vexame faça com que a direção do Grêmio aprenda com seus erros. Um pouco de auto-crítica e de humildade fazem bem e ajudam a crescer e a ir para frente. Quem fica insistindo no mesmo erro, culpando terceiros ou até mesmo o sobrenatural, dá cada dia mais um passo em direção ao fracasso.

Abril 7, 2008 Escrito por blogperspectiva | Esportes | | 4 Comentários