Paulo Odone e suas “pérolas”
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Paulo Odone elogiou Celso Roth nesta sexta-feira. Vamos por partes:
- As referências que tenho do Celso são sempre boas. O Eurico Miranda (presidente do Vasco) me parabenizou pela contratação dele. O presidente do Palmeiras (Affonso Della Monica Netto) me disse que ele era o melhor treinador que passou por lá - afirma Odone.
É deboche, presidente?
Celso Roth é o melhor treinador que passou pela Palmeiras? Melhor que o Felipão? E, realmente, sua passagem pelo Vasco foi excelente: de “quase-classificado-para-a-Libertadores” para “quase-rebaixado“.
Só pode ser piada.
- Ele tem, lá do passado, essa imagem de turrão, mas hoje é muito mais aberto - comenta.
Não é o fato de ele ser “turrão” que nos preocupa.
- Se os torcedores, naquele momento, tivessem apoiado o treinador, eu estranharia. Precisamos lembrar que o Felipão também passou por isso. E o mesmo aconteceu com o Mano. Não dá para tomar uma decisão em cima da reação da torcida - diz Odone.
Odone, por favor, tenha dignidade. Pare de utilizar os nomes de Luís Felipe e Mano Menezes. Felipão e Mano foram vencedores. Pare de banalizar a história do Grêmio, utilizando-a para que sirvam de distração, na tentativa de que a torcida volte a ficar esperançosa. Os sucessos obtidos por Luís Felipe e Mano não são indicativo de que Celso Roth vá prosperar. Ademais, Celso Roth já provou sua incompetência outras vezes, em outras equipes. Ele não é um técnico desconhecido, que busca seu espaço, muito pelo contrário: é reconhecido nacionalmente por sua incapacidade de ganhar títulos.
Chega de comparar qualquer um com Felipão, ou com a trajetória de Felipão. Chega de dizer frases de estilo “o time de 95 também foi montado com baixos recursos”. Chega de falar que também, no início, a torcida era contra Mano Menezes. Chega de utilizar o passado para justificar os erros atuais.
O Grêmio de 2008 está assim porque a direção errou. É inadmissível que isso tenha ocorrido em um clube do porte do Grêmio, atual time vice-campeão da América, bi-campeão do Estado, que havia vendido Lucas, Carlos Eduardo e Cássio em 2007. Um clube com 50 mil sócios. A direção, e ninguém mais, fez crescer uma crise que não deveria existir, através de investimentos mal-feitos e de uma operação desmanche que não deixou pedra-sobre-pedra no Olímpico. Agiu como se o Grêmio fosse um daqueles clubes pequenos, que deve se desfazer de todos os bons jogadores ao final da temporada, aproveitando a valorização oriunda de um sucesso eventual.
Espera-se que a partir de agora a direção gremista admita seus erros e os conserte, antes que seja tarde demais.
Excelente texto. A omissão é a marca registrada dessa administração. Paulo Odone me surpreente pela falta de respeito à torcida e pela má administração do dinheiro gremista.
Em suas entrevistas, cita a situação financeira caótica vivida pelo Grêmio, como se a culpa fosse da torcida.
Parabéns pelo texto, falo tudo…
Espero q criem vergonha na cara e chamem jogador a nivel do Grêmio
Falou tudo mesmo.Como pode se desfazer de todos aqueles jogadores bons do ano passado? E olha a formação de agora?! Inacreditável.
Ontem eu estava ouvindos alguns audios dos jogos da Libertadores do ano passado. Exercito espartano, muitas vitórias, muita garra..Parecem que tão esquecendo a grandiosidade do Grêmio.
Não temos um elenco capaz o suficiente de se manter nas primeiras posições do Brasileirão. Espero que eles vejam isso cedo e não lá no final do ano!