Tcheco e Saja - uma nova esperança
A história do Grêmio é marcada pela existência de ídolos imortais. Renato Portaluppi, Dinho, Danrlei, dentre outros, são os homens que ajudaram a construir esta história. Jogadores que hoje em dia são, também, sinônimo de Grêmio. Retrataram, cada um em sua época, um espírito que marcou gerações e que ajuda a servir de base para moldar o conceito de “ser Grêmio”.
É interessante perceber que o tempo é o maior responsável por dar às coisas seu devido valor. É ele que, a medida que passa, faz com que, quando nos confrontamos com uma realidade dura e severa, nos sintamos muitas vezes saudosos de uma época a qual talvez não tenhamos dado o devido valor.
Nos recém chegados buscamos, ininterruptamente, identificar algum jogador que alie qualidade e retrate este espírito. Alguém que seja “a cara do Grêmio”. É engraçado, mas quem me vem à cabeça é Roger. Um dos poucos que parece ter vestido a camisa de verdade, que parece comprometido.
No ano de 2007 muitos dos jogadores que atuaram no Grêmio assumiram a camisa como segunda pele. Era como se, novamente, os jogadores enxergassem a camisa do clube não só como uniforme de trabalho, mas sim algo que já pertencia a eles, algo que os movia, muito mais do que qualquer outra coisa. Saja e Tcheco faziam parte desse grupo. Olhar o Tcheco em campo era olhar o Grêmio. Nele se identificava vontade de vencer, inquietação com as injustiças, ligação com a torcida e amor ao clube. Tcheco nem havia saído e já se mostrava disposto a voltar.
Saja pode nos ajudar a sair do fosso
Situação semelhante ocorreu com Saja. Até hoje, quando vejo a camisa preta, é como se estivesse vendo Saja no gol. O goleiro que, a cada gol feito pelo time, vibrava como se tivesse sido marcado por ele. Que após vitórias inesquecíveis corria em direção às arquibancadas e jogava a camisa aos torcedores. Que chegou apaixonado pelo San Lorenzo mas, ao sair, já era totalmente gremista. Saja, como Tcheco, saiu prometendo voltar. Mal deixou Porto Alegre e já estava com saudades.
É este tipo de ligação, de identificação, essa sintonia perfeito que faz com que a torcida por um clube valha a pena. É perceber que aquela camisa é capaz de inspirar o jogador a querer pertencer ao seleto rol de imortais. É o sentimento que se tem ao perceber que o jogador que veste a camisa do Grêmio É o próprio Grêmio. É o clube, personificado na forma de 11 atletas. É a camisa do clube, sendo honrada e respeitada, sendo vestida como se fosse um manto.
Para jogar no Grêmio não basta apenas treinar diariamente e jogar as partidas de maneira burocrática. Tem que haver comprometimento com o clube, e não apenas com ambições pessoais. Para jogar no Grêmio é preciso que a camisa seja como uma extensão da pele do jogador, é necessário que o torcedor perceba isso.
As recentes notícias veiculando possibilidade de Saja e Tcheco retornarem ao Grêmio nos reacende a esperança de que, com eles, além das inegáveis qualidades em campo, retorne aquele espírito positivo e vibrante de 2007, aquele comprometimento com o tricolor e sua torcida. Nesse momento difícil seria como uma luz no fim do tunel.


O Réver disse que é gremista desde pequenininho quando jogava bola no pátio do colégio!
Portanto, ele vai comer a grama do Olímpico!
È um dos melhores textos que eu li sobre o Imortal Tricolor, ele relata o que significava ter o Tcheco e o Saja com o manto tricolor pois junto com Sandro e Lucas eram os jogadores que mais se identificavam com a torcida.
Ceeeeertoo!
Acho que em breve Saja volta! E o Tcheco é só esperar um pouco, eles não vão nos deixar na mão.
http://futebolistasroxas.wordpress.com
Belo texto.
pena que nosso diretor de futebol continua sendo uma anta…
dispensou os dois hoje… disse que nao sao necessarios!!!!!!