PERSPECTIVA

Kit para utilizar orelhões – máscara e luvas

Nesta primeira década do século 21 é quase impossível encontrar-se um brasileiro nos grandes centros urbanos que não esteja portando um celular. Com isso a utilização de telefones públicos certamente deve ter diminuído. No entanto, continuam sendo indispensáveis, seja por razões econômicas( custo mais barato) seja pelo eventual esquecimento do celular ou pela falta de bateria do mesmo. Mas coitado de quem necessita recorrer aos ” orelhôes” especificamente em Canoas/RS. É repugnante a sujeira dos telefones públicos no centro da cidade. Como tivemos a necessidade de utilizar um deles hoje e estavamos sem o kit de sobrevivência alertamos aos leitores, especialmente aqueles que tiverem que circular pelo centro de Canoas, que carreguem consigo sempre máscaras e luvas pois eventualmente poderão necessitar utilizar orelhões. E repito: é repugnante.

A Brasil Telecom deveria envergonhar-se do estado dos aparelhos e providenciar melhorias, mas já que não se envergonha seria o caso da ANATEL estimular esse comportamento.

Junho 30, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral | | 1 Comentário

*Apontamentos do GRE-NAL: não mexo uma palha daqui!

*Eugenio Brauner

Ontem a minha mãe passou o final da tarde inteiro dizendo: “Se vocês tiverem um treco, eu não mexo uma palha daqui!”. O Victor batia um tiro de meta e já dava um frio na barriga: perigo de gol. O Paulo Sérgio pegava na bola: perigo de gol. O Roger fazia uma mulisqueta aqui para cair acolá: perigo de gol. Porque clássico é assim, basta o adversário estar com a bola que o gol parece estar quase cristalizado. Resta a minha mãe ficar dizendo que a gente vai ter um troço.

O GRE-NAL de ontem foi pelejado. Eu estava com saudades do vermelho contrastando com o azul, com os carrinhos faiscantes, os dedos na cara, o bolinho desaforado em volta do árbitro, os cânticos provocantes das torcidas, dos discursos flamejantes (e imbecis!) dos narradores ao gritar gol e do escore minguado. Porque GRE-NAL com goleada é coisa rara: é mais fácil aquela sua vizinha gostosa do apartamento de cima ir até a sua casa e pedir uma “xicrinha” de açúcar, vestida só de camisolinha transparente, do que chover gols no clássico.

O Inter surpreendeu a todos ontem. Teve consistência defensiva – o que não vinha acontecendo nos últimos jogos – e volume de jogo, como discursa o seu treinador Tite. Havia o brilho nos olhos dos atletas colorados, indignação e caráter, como prega o bom pastor.

Taison foi uma grata surpresa, que eu fiquei até com pena do Paulo Sérgio. Sorondo e Índio não deixaram Perentería e Marcel Cone jogar, assim como Edinho e Guiñazu foram verdadeiros rotweillers da defesa. Marcão Lentidão e o Lateral Direito Que Nunca Consigo Lembrar O Nome não comprometeram. O Alex fez a burocracia de sempre: carimbava a bola aqui e despachava ela ali, como um bom funcionário público. Nilmar foi a correria em pessoa, o guri parece que tem asas nos pés, quem o diga Pereirão e o Léo. Foi de Nilmar a jogada da partida: meteu no meio das pernas do Rever, que, não satisfeito, abraçou-se na bandeirinha. E falando em jogada da partida, devo dar a menção honrosa ao Roger Secco. Foi lindo o “duplo twist carpado a quinta potência” que ele deu no meio de campo. Olho no rapaz Sr. Oleg Ostapenko, ele daria um bom substituto da Daiane dos Santos! Magrão, a meu ver, foi o melhor colorado em campo: deu carrinho, cavou faltas, cadenciou o jogo na hora certa, bateu boca e enfiou o dedo na cara do artilheiro do Grêmio no campeonato – com quatro gols de pênalti, o que mostra o poderio do ataque tricolor, exemplificado “exemplarmente” no jogo de ontem.

Não falarei aqui do Renan, pois vou ser grosseiro com o pobre moçoilo de olhos verdosos que o Denardin acha tão lindo. Tem é que multar o cara em 50% do salário e colocar ele na terceira reserva por um bom tempo. Ou melhor, como disse o cobrador do ônibus hoje pela manhã, “ele que vá jogar na seleção de Dunga, que o castigo estará de bom tamanho”.

Resta-nos ainda os clássicos pela sul-americana e pelo segundo turno do nacionalzão. Como diz o Galvão: Haja coração amigo! Só espero que a minha mãe não cumpra a promessa. O meu irmão que o diga.

*Eugênio Brauner apresenta, com rara competência, a visão colorada neste blog que recebeu o nome de Perspectiva por crer firmemente que, se a perspectiva é real, exige multiplicidade. Aliás, é só por causa disso que este texto está publicado num reduto marcadamente gremista.

Tudo que  Eugenio Brauner publicou no Perspectiva

Junho 30, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 1 Comentário

Rodrigo e o goleiro

Junho 30, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | 1 Comentário

Gre-Nal, 1 X 1 no Olímpico

Victor – Muito bem na partida, evitou que o Grêmio levasse mais gols

Leo – Perdido em campo, não conseguiu segurar as investidas de ataque do Inter

Pereira – O melhor da zaga no jogo, ganhou todos os combates contra Nilmar

Rever – Levou um drible fulminante do Nilmar no segudo tempo, mas teve bons apoios no ataque apesar de alguns chutes tristes.

P. Sérgio – Horroroso.

E. Costa – Partida tenebrosa, despediu-se melancolicamente, fazendo faltas desnecessárias, umas delas que originou o gol do Inter.

W. Magrão – Péssimo, não pode ser titular. Lutou bastante mas faltou qualidade.

Roger – Mais uma vez o melhor jogador do Grêmio em campo. Duramente marcado, conseguia alcançar espaços.

Helder – Razoável na partida, o Inter não atacou pelo seu lado.

Perea- Horrível. Não tabelava, não insinuava, não driblava, não chutava.

Marcel – Um verdadeiro cone. Sempre atrasado e sem movimentação. Lutou, mas assim como W. Magrão, faltou qualidade.

R. Carioca – Céus, como que ele começou na reserva do W. Magrão? Jogou pouco mais de 15 minutos e o time teve outra cara.

R. Mendes – Este é um caso a parte. O teor deste comentário seria outro caso não tratasse da pessoa de R. Mendes e da sorte em que ele teve em sofrer o pênalti. Por isso, me abstenho.

Soares – Fez uma partida como todas as outras. Ou seja, não tocou na bola e não foi localizado em campo em momento algum.

Celso Roth – Errou imensamente colocando W. Magrão em campo no lugar do promissor Rafael Carioca, fazendo o time não ter consistência nenhuma e ficar sem possibilidades de criação. Parece que os aplausos de sábado não fizeram bem para a cabeça do treinador. Vejam bem, não se trata de um treinador qualquer: é o Celso Roth, amigos.

Junho 30, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 3 Comentários

Roger tem de dar explicações!

O absurdo praticado por Roger no jogo contra o Atlético Paranaense, clube do coração do paranaense Procurador-Geral do STJD, Dr. Paulo Schmitt, teve consequências. O atleta deverá prestar esclarecimentos ao STJD.

Ofensiva e abusiva a comemoração após marcar três gols contra o Atlético-PR. Isso não se faz Roger, respeite os sentimentos do Procurador-Geral. Três gols! E ainda comemorando com os gestos característicos daquela insuportável torcida que cantou o jogo todo, atordoando os pobres paranaenses.

Ora essa! Vai ter de se explicar para, da próxima vez, pensar melhor antes de marcar contra o Atlético-PR.

Junho 28, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Falar é prata, silenciar é ouro

A Rede Bandeirantes está transmitindo a festa de Parintins. Maravilhosa oportunidade para que assistamos ao espetáculo de cores e som que é realizado. Da minha parte fiquei empolgada, pois confesso nunca haver assistido nada sobre a festa  E mais empolgada fiquei assistindo as imagens na televisão. Realmente parece ser uma festa maravilhosa. O público é um espetáculo à parte, de fazer inveja ao Sambódromo no Rio de Janeiro. Pena que não posso conferir como gostaria, pois o apresentador Datena impede que ouçamos as músicas e entremos no clima proposto. Não para de falar um segundo sequer, ficando o som da festa como fundo para sua apresentação. Lamentável e irritante. Não se conforma em apenas passar as indispensáveis informações de forma discreta e rápida. Fala ou manda que outros falem o tempo todo.

Continuarei assistindo porque é lindo demais, mas é uma pena a falta de sensibilidade de quem não para de falar enquanto o espetáculo acontece. Será que passa pela sua cabeça que realmente queiramos ouvi-lo?

Junho 28, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral | | 2 Comentários

Ártico ficará sem gelo pela primeira vez na história

Todos esperamos que os cientistas estejam errados.

Leia aqui:

Junho 28, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Geral | | 1 Comentário

Os alemães e o futebol

O grande centroavante inglês Gary Lineker, artilheiro da copa de 1986, costumava dizer que o futebol é um esporte em que onze homens disputam uma bola e os alemães vencem ao final. Sabia do que falava: Lineker jogou as copas do México e da Itália e viu a seleção alemã chegar a ambas as finais, vencendo uma e eliminando a sua Inglaterra numa semifinal em que a talentosa geração inglesa de Paul Gascoigne, Peter Shilton, David Platt, Chris Waddle, John Barnes e o próprio Gary Lineker massacrou o ferrolho germânico durante todos os 90 minutos e acabou perdendo nos pênaltis. Jogadores ingleses choraram em campo, hooligans brigaram fora dele, foi decretado feriado nacional em Londres e consta que até a rainha soltou um comedido “oh, shit” quando viu a sua seleção perder por pouco a chance de ir à final.Nada disso foi importante. Nada disso foi registrável. O que ficou para a história foi a vitória alemã por 1 x 1. Sim, uma vitória por 1 x 1 – melhor do que isso, diriam os alemães, só vencer por 0 x 0.

Corta para a Copa de 82, oito anos antes. Alemanha e França jogavam a semifinal. Platini, Battiston, Tresor, Bats e Giresse de um lado, Schumacher, Breitner, Rummenigge, Kaltz e Magath de outro. Os franceses jogavam um futebol altamente técnico, porém não muito objetivo: faltava-lhes um centroavante matador, coisa que sobrava na Alemanha do grandalhão Hrubesch e de Karl-Heinz Rumennigge. No tempo normal, 1 a 1, com banho de bola dos franceses. Chega a prorrogação e a França aparentemente liquida o jogo no primeiro tempo: dois gols, um de Trésor e o outro de Giresse, destroem a defesa alemã e dão à torcida francesa a quase certeza de que chegar à final é apenas uma questão de tempo, e é bom que assim seja, porque eles estão esgotados depois de tanto baile nos germânicos. O treinador alemão resolve tentar um milagre: coloca Rummenigge em campo, mesmo lesionado. O segundo tempo começa e os alemães tocam a bola. Tranquilamente. Breitner para Kaltz, Kaltz para Littbarski, este para Kaltz de novo, como se nada tivesse acontecido. Como se nada estivesse acontecendo. Como se tivessem a certeza de que virar aquele jogo era questão de tempo. E foi o que aconteceu: o recém-escalado Rummenigge diminuiu e Fischer empatou quase no fim. Os franceses, exaustos, não acreditavam. Vieram os pênatis. Os alemães erram dois e os franceses acertam dois. A vitória francesa é, de novo, quase certa. Só que a Alemanha tem o gélido Schumacher no gol, que durante o jogo mandara Battiston para o hospital com uma voadora e nem pedira desculpas. Schumacher faz o impossível: defende três pênaltis, os alemães acertam os outros três e a Alemanha, inacreditavelmente, vai para a final. Sem dar espetáculo. Sem provocar sorrisos. Sem sorrir. Sem jogar futebol – apenas vencendo.

Corta para a Euro 96, quando os alemães fizeram Paul Gascoigne chorar pela desclassificação da sua Inglaterra – onde mesmo? – nos pênaltis. Ou para a copa de 1974, quando eles fizeram exatamente o que tinham que fazer para anular a Laranja Mecânica de Johan Cruyff. Ou para a copa de 70, quando – de novo! – viraram um jogo contra a então campeã Inglaterra nos últimos minutos, de 3 a 2 para 4 a 3. Ou para 1954, quando venceram a Hungria de Puskas ainda cicatrizando as feridas da Segunda Guerra. Ou para 2002, quando faziam uma Copa do Mundo simplesmente medonha e, sem muito alarde, chegaram à final contra o Brasil. São necessárias umas dez câmeras diferentes para focar todos os momentos em que os alemães acabam vencendo no fim sem que sejam favoritos ou levados com a devida consideração. É o que está acontecendo agora nesta Eurocopa, em que eles se classificaram para as oitavas de final em segundo lugar do grupo e sob a ameaça da eliminação até o último jogo. A seleção portuguesa de Luis Felipe Scolari joga num estilo mais brasileiro do que a própria seleção do Brasil. Levou 3 x 1. A Turquia jogava melhor e perdia gols. A Alemanha jogava pior e não os perdeu: Schweinsteiger fez 3 x 2 faltando segundos para o fim da partida.

A maneira como os alemães encaram o futebol é, muitos dirão, simplesmente uma decorrência da maneira como eles encaram a própria vida. Os ingleses, seus primos de sangue, fazem muitas piadas sobre os “Krauts” e a sua mania de organização, a obsessão pela ordem, o senso de dever e o orgulho nacional, que chegam a ser impressionantes até mesmo para britânicos. Quem mora no Sul do Brasil não precisa ir longe para entender o que significa a ética de trabalho alemã e como ela funciona, e quem é brasileiro está sabendo agora, com um senhor chamado Bledorn Verri no comando da Seleção, o que ela é capaz de fazer com soi-disant futebol mais alegre do planeta. É difícil encontrar algum fã de futebol que aprecie a maneira como eles jogam, que ache essa combinação de força física, velocidade, muita disciplina e concentração total mais adequada ao “beautiful game” do que à linha de montagem da Volkswagen. É mais difícil ainda achar alguém que não os tema.

Para mim, síntese do que é o estilo alemão de jogar chama-se Michael Ballack. É um meio-campista enorme, forte e lento como uma lesma. Fecha espaços e, mesmo devagar, percorre o campo todo, mas dificilmente driblaria uma tartaruga. Seu grande trunfo é o petardo de pé direito que, se bem encaixado, nenhum goleiro do mundo é capaz de segurar. Contra a Áustria, os alemães jogavam uma partida bisonha contra uma seleção frágil e nervosa. Podiam passar fiasco. Mas houve uma falta, e Ballack foi bater esta falta. Fez o estritamente necessário. Essa mania de vencer por 1 x 0 pode parecer coisa de time pequeno, de jogadores ruins que não são capazes de fazer mais. Ora, uma seleção que deu Beckenbauer, Maier, Magath, Overath, Matthaeus, Klinsmann, Voller e tantos outros não pode ser chamado de pequena. Os alemães ganham por 1 x 0 (ou por 0 x 0) porque não vêem razão para ganharem por mais. Esta é a diferença entre eles e as equipes ruins que ganham por 1 a 0. Estas últimas fazem de tudo para fazer muitos gols e só conseguem fazer um. Os alemães conseguem fazer muitos gols, mas se esforçam para fazer o que é necessário. Uma questão de convicção – e de convicções os alemães entendem.

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Junho 27, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 1 Comentário

Lendas japonesas

Nestas comemorações do centenário da imigração japonesa para o Brasil muito se falou da presença nipônica na culinária, nos esportes, na ciência e na cultura pop, mas quase nada das tradições folclóricas como as lendas e os contos populares. É até compreensível, uma vez que, nestas áreas, não notamos grandes reverberações japonesas no Brasil, ao contrário dos alemães, por exemplo, que introduziram sua rica tradição em histórias infantis com fundo moral por todo o país. Permaneceram, porém, vivas entre os 1,5 milhões de descendentes de japoneses no Brasil.

Lendas trazidas pelos imigrantes do Japão (Devir Livraria, 127 páginas-R$ 32,00) é mais do que uma coletânea destas lendas, algumas delas mais do que milenares, para apresentar ao leitor brasileiro. É uma verdadeira releitura por parte do seu autor, Cláudio Seto, conhecido artista gráfico de larga passagem pelo meio quadrinístico nacional e grande divulgador da cultura japonesa no Brasil. Sato adaptou os textos e fez as ilustrações, que, se não seguem o padrão típico dos desenhos japoneses, amoldaram-se perfeitamente ao conteúdo do livro. Estas lendas pertencem a um rico patrimônio cultural que já soma mais de dois milênios e conjuga a arte, a moral e a religião de um povo que, como poucos, merece agradecimento dos brasileiros pelos grandes serviços prestados ao País que lhes acolheu.

Onde encontrar:

www.devir.com.br

(11) 2127 8787

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Junho 26, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Triste e bela cena

Foto retirada do Jornal Zero Hora

Emocionantemente belas as fotos que circulam nos jornais de hoje mostrando o abraço de Lula em Fernando Henrique Cardoso por ocasião do velório de Ruth Cardoso. As diferenças políticas do atual presidente da República com o anterior ficaram em segundo plano diante do luto de FHC pela morte de sua esposa.

Aliás, a presença de Ruth junto à presidência da República foi fator de orgulho e engrandecimento de todos os brasileiros, que enxergavam nela credibilidade, dignidade e reserva moral.

Quando tomamos conhecimento de que a camareira do Palácio do Planalto pediu ao presidente Lula que a levasse até São Paulo para participar do velório (eis que trabalhara com Ruth durante o período da presidência de Fernando Henrique), constatamos que a imagem positiva da esposa do ex-presidente que provocou manifestações em toda a imprensa mundial era condizente com o seu comportamento privado.

Fernando Henrique perdeu sua esposa, e o Brasil perdeu uma grande e importante figura.

Junho 26, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral, Política | | Sem comentários ainda

Porto Alegre e Pelotas: noite de sábado

*Eugenio Brauner

Passava de carro pela Ipiranga, quando vi as luzes do campo de futebol da PUC acessas. Eu vinha de uma festinha de aniversário – aquelas de criança, com cachorrinhos, docinhos, cerveja e toda a gama de acepipes que abrilhantam tais festas – e ia para a incerteza clássica das noites de sábado.

Como já estou ficando velho – e nada melhor que a falta de vergonha que a idade nos proporciona – resolvi estacionar o carro e ver o qual era o furdunço que ali se realizava. Abro um parêntese para dizer que o preço do estacionamento é um absurdo, fico imaginando o valor das mensalidades…

O que estaria acontecendo?

E se fosse um campeonato colegial de atletismo?

Ou se fosse uma aula de “Fundamentos do Salto em Distância à Luz da Teoria Pós-Munteanu” da faculdade?

Arrisquei. E me dei bem, porque era um jogo de futebol. E me dei melhor ainda, porque era Porto Alegre versus Pelotas, válido pela primeira rodada do octogonal final do Gauchão Série B.

A torcida áureo-cerúlea compareceu em peso ao Complexo Esportivo da PUC/RS. Eram – e eu sou péssimo nisso – uns quinhentos torcedores do Pelotas e quatro do Porto Alegre: a namorada do meio-campista Tuta, os dois sobrinhos do camisa 8 Bibi e o motorista do ônibus da delegação.

Subindo os degraus da arquibancada – por sinal, o estádio é muito bonito e o gramado parece o do Villa Park, de Londres – dei de cara com ele, o cara que me botou para dormir cedo em várias noites dos anos 90: Jardel. Esse mesmo. O Jardel ex-Karen Matzenbacher estava ali prestigiando a peleia.

– Estou aqui, mas estou pensando no jogo de amanhã (o gre-nal do showball). Tenho a certeza de que vamos fazer uma grande apresentação e que a torcida tricolor pode esperar o maior empenho do grupo…

O Porto Alegre entrou em campo com uma jaqueta amarelo-limão, aos moldes do Palmeiras, Chelsea, Arsenal ou Barcelona. Aliás, o Porto Alegre é de propriedade dos Assis Moreira, o que me leva a crer que a camiseta era refugo do Barcelona mesmo.

A partida foi pegada no meio de campo, um chove-não-molha-e-nem-seca. O Porto Alegre com a posse de bola, mas sem ser incisivo, parecendo guri novo em puteiro. Quem assustava era o Pelotas, com os intermináveis Cássio (goleiro), Aládio (zagueiro), Rodrigo Gasolina (atacante, meia, volante e auxiliar técnico) e Sandro Sotilli (atacante) desfilando os cabelos brancos no gramado.

A torcida do Pelotas foi um show à parte. Cânticos parecidos com os da Geral do Grêmio, não deixavam ninguém sentir frio. Barras azuis e amarelas, panos dependurados pelos alambrados (chamou-me atenção um que dizia: se te amar é pecado, que me espere o inferno) coloriam a noite gelada. Rolou até uma mini-avalanche quando o Rudi foi às redes no segundo tempo.

Final: vitória do Lobão pelo escore mínimo e a conclusão de que um time centenário tem que estar na elite. É a paixão que leva 500 torcedores a vencerem os 256 quilômetros que separam Porto Alegre e Pelotas, em uma noite que o termômetro marcava 6 graus, para assistir um jogo de segunda divisão que, inclusive, foi televisionado para todo o Rio Grande do Sul.

O Porto Alegre, assim como o J. Malucelli, o Pão de Açúcar e os demais times de empresários, que visam apenas formar e vender jogadores, tem é que sucumbir perante a força de um São Paulo, de Rio Grande, ou de um Guarany, de Bagé. Se quiserem investir, que façam na BOVESPA, em postos de gasolina ou em escolinhas de futebol. Não se metam com gente grande.

*Eugenio Brauner é professor, literato militante e presidente do Movimento Pelotas Uber Alles, dedicado à recuperação futebolística da gloriosa cidade do Sul do Estado.

Tudo que  Eugenio Brauner publicou no Perspectiva

Junho 25, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes, Literatura | | 5 Comentários

Porto Alegre busca uso racional da água II

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou hoje o projeto de lei do vereador Beto Moesch, que determina a captação, armazenamento e utilização da água da chuva e das águas servidas (da pia, do chuveiro, do tanque, etc.) para serviços de limpeza, manutenção de jardins e descarga de vasos sanitários.

Boa notícia.

Porto Alegre busca uso racional da água

Junho 25, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | 2 Comentários

Igreja São Luís Gonzaga/ Canoas-RS é tema de livro

No dia 2 de julho, às 15 horas, no Calçadão de Canoas-RS, está prevista sessão de autógrafos do livro ” Igreja Matriz São Luís Gonzaga” da escritora Leila da Silveira. A obra foi lançada o ano passado e estará no stand da Fundação Cultural de Canoas,durante a 24ª Feira do Livro da cidade.

Junho 25, 2008 Publicado por blogperspectiva | Literatura | | Sem comentários ainda

Porto Alegre busca uso racional da água

O desperdício da água da chuva é uma questão que sempre me preocupou. Simplesmente não acreditava que não houvesse medidas que possibilitassem o aproveitamento dessa água. E por isso fiquei entusiasmada com a notícia de que na capital dos gaúchos já existe iniciativa nesse sentido. O projeto do vereador Beto Moesch, que será votado nesta quarta-feira (25/06) prevê a captação, armazenamento e utilização da água da chuva e das águas servidas (da pia, do chuveiro, do tanque, etc.) para serviços de limpeza, manutenção de jardins e descarga de vasos sanitários.

Se o projeto for aprovado a água da chuva será captada na cobertura dos imóveis e encaminhada a uma cisterna ou tanque para ser utilizada em atividades que não necessitem do uso de água potável, tais como a lavagem de roupas, vidros, calçadas, pisos, veículos e a irrigação de hortas e jardins.

As águas servidas serão captadas, direcionadas através de encanamento próprio e utilizadas nas descargas de vasos sanitários. A proposta também estabelece que as águas dos lagos artificiais e chafarizes de parques, praças e jardins serão provenientes de ações de reaproveitamento.

Espero que o projeto seja aprovado e que a idéia se espalhe como gesto concreto em prol do meio ambiente.

Junho 24, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | 1 Comentário

Palestinos refugiados no Brasil pedem transferência de país

Saídos diretamente de um abrigo para refugiados na Jordânia, os palestinos querem sair do Brasil. Os nativos estão saindo em bandos quando tem uma chance e nem os refugiados desejam o abrigo oferecido. Mas que situação.

Para mais informações: Cliquem aqui.

Junho 24, 2008 Publicado por F Rules | Geral, Política | | Sem comentários ainda

Uma linda canção

Junho 24, 2008 Publicado por Madame Li Li | Música | | Sem comentários ainda

Grêmio 3 x 0 Atlético-PR

Victor – Top 3 goleiros no Brasil

Jean – Não comprometeu, mas não deve ser titular

Pereira – REALMENTE voltou a ser o xerife de 2005

Rever – Continua bem, dando opção até mesmo ofensiva

P. Sérgio – Inacreditável. Fez uma partida excelente, com lances CEREBRAIS, ora vejam

W. Magrão – Não fez boa atuação e não deve ser titular

R. Carioca – Jogou um pouco mais que W. Magrão. Deve aprimorar os chutes

Roger – CraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraqueCraque

Helder – O Grêmio tem lateral esquerdo. Basta dizer isso.

Perea – Movimentou-se bem, com lances inteligentes

Marcel – Faltou cérebro em muitos lances, mas dá uma “referência” ao time

E. Costa – Fez algumas faltas depois de entrar

Soares – Quase chegou perto de tocar na bola

Felipe – Tocou na bola duas vezes. E só

Celso Roth – O seu 3-5-2 realmente está tendo sucesso, é o único esquema que o Grêmio pode aplicar neste momento. Errou apenas ao manter Roger em campo após a última substituição, colocando em risco a participação do craque bossa nova no Gre-Nal.

Junho 23, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 2 Comentários

Rússia x Holanda

Dia de assistir ao melhor centro-avante do mundo: Ruud Van Nilsteroy.

Junho 21, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Hino do País de Gales

Sem nenhum motivo particular, deixamos o leitor com a letra e a música de um dos hinos mais bonitos do mundo.


Vídeo

Tradução aproximada para o portuguÊs:

Ó terra dos meus ancestrais, ó terra do meu amor
Querida mãe de renomados poetas e menestréis
De grandes guerreiros e grandes patriotas
Que pela liberdade derramaram seu sangue

Terra, terra querida
Enquanto o mar proteger-nos
Deixai viver a nossa Antiga Lingua*

Velha e montanhosa Gales, paraíso dos poetas
Cada vale, cada cume é belo a meus olhos
Charmoso é o murmúrio das tuas belezas, dos teus rios,
tuas montanhas, para mim

Se o inimigo esmaga minha terra sob seus pés
A velha língua dos galeses ainda viverá
Nossa musa não pode ser morta pela suja mão dos traidores
Nem a melodia das nossas harpas

*o galês, idioma celta falado por aproximadamente 30% da população galesa

Junho 21, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Música | | Sem comentários ainda

O que fazer com os tibetanos?

Quem é leitor de Tin Tin sabe onde fica o Tibete. Uma das historinhas mais famosas do jornalista belga e seu cachorrinho Milu se passa naquele exótico país asiático perdido entre as montanhas do Himalaia. É uma das poucas aventuras de Tin Tin em que não ele não encontra inimigos: o único motivo pelo qual ele resolve se embrenhar no Tibete é a busca pelo seu amigo Chang, tripulante de um avião que caiu nas montanhas. Tin Tin passeia pelo país e conhece um povo pacífico, religioso, amigo da natureza e tradicional, como os europeus imaginam que sejam todos os asiáticos – até mesmo os chineses, que dão todos os motivos para que os outros pensem que eles não são pacíficos, religiosos, amigos da natureza e tradicionais.

O livro foi um sucesso em todo o mundo e não demorou a chegar à própria China. Lá, porém, teve que acrescentar uma pequena palavra no título: em vez de “Tin Tin no Tibete”, os censores exigiram que o título mudasse para “Tin Tin no Tibete Chinês”, evitando assim mal entendidos entre os leitores da república dita popular. Se eles aprendem na escola que o Tibete foi salvo das garras da religião e do atraso pela bondosa intervenção do camarada Mao como é que esses ocidentais vão lá dizer que ele não é chinês? Que ele não tem nada a ver com a China? Que ele não abraçou a religião do proletariado, que não louva Lênin, Stalin e Mao, que acha que há um céu e ele não é vermelho? Que ele é, enfim, independente? Censura neles e não se fala mais nisso.

Lhasa, a capital do Tibete

É fácil calar qualquer coisa dentro da China, ainda mais em se tratando de tibetanos. Eles são muito poucos: somam apenas 5,4 milhões, esparramados por um território com mais de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho do Estado do Amazonas, em sua maioria composto por vales áridos e as montanhas geladas do Himalaia. Seu PIB é de 3,5 bilhão de dólares, a metade do da cidade de Canoas-RS. Mais da metade da sua população é analfabeta. Em tese, não deveria preocupar a ninguém. Mas preocupa – do contrário, os burocratas do Partido Comunista Chinês não teriam dado atenção a uma simples história em quadrinhos. A verdade é que esse povo analfabeto, pobre e atrasado é uma pedra no sapato da poderosa China do século XXI.

Os chineses têm boas razões para exigirem o Tibete para si. A oficial é a de que a região faz parte da China desde o século XIII e que é justo, portanto, que fique sob o comando de Pequim. Os tibetanos rebatem ao dizerem que nunca se misturaram com os chineses, tanto que falam outra língua. Discussão inútil, pois motivo verdadeiro é outro. O Tibete é pobre, mas rico em possibilidades. Seu solo seco e infértil esconde tesouros minerais especialmente importantes nesta época de escassez de recursos naturais e inflação mundial. Os tibetanos nunca se interessaram em perfurar o solo em busca de combustível para suas máquinas, pois nunca as tiveram. Os chineses têm feito esse serviço por eles, cortando boa parte do acidentado território do Teto do Mundo com ferrovias e rodovias. Afinal, conhecem bem o progresso e professam o progressismo desde que Mao deu o Grande Salto para a Frente, matando mais de 80 milhões de compatriotas pela fome e pela bala sob os aplausos da esquerda do mundo inteiro. Já os tibetanos não entendem o progresso, ainda que agora sejam obrigados a entendê-lo. E não é preciso lembrar da dificuldade que é pertencer a uma cultura fortemente religiosa num país comunista. Para subir de posto nos serviços públicos e ocupar cargos nas grandes empresas um cidadão chinês precisa ser filiado ao Partido Comunista, algo franqueado somente aos ateus declarados. Formar grupos e movimentos de reivindicaçãoé impossível. Pertencer à Câmara dos Representantes do Povo, o soi-disant Parlamento Chinês, nem pensar. Não é só isso: as crianças chinesas recebem doutrinação ideológica desde cedo.

Nada disso é capaz de abalar as velhas crenças. A imensa maioria dos tibetanos professa o budismo, quase sempre às escondidas, sob o olhar atento dos guardas chineses a passear pelas tortuosas ruas de Lhasa, a capital da província. Os monges são tolerados, desde que fiquem onde estão – nos mosteiros. Se resolvem sair e pedir por absurdos como liberdade de expressão recebem o destino comum a todos os que têm coragem de pedir isso nos regimes comunistas. Não sabemos quantos monges morreram nos últimos anos em confrontos com a polícia: o governo chinês não divulga o número. Mas sabemos que não são poucos. Quem não morreu, como o próprio Dalai Lama, foi obrigado a fugir do país.

Templo budista

O Ocidente, é claro,não ignora nada disso. A pasta “Tibete” ocupa um espaço no arquivo das causas globais, que acessamos – principalmente europeus e norte-americanos – quando nossa consciência pesa sem sabermos direito porquê. O Tibete tem lá seus defensores, normalmente colocados na vala-comum dos ecologistas, bichos-grilo, defensores da liberação das drogas, Hare Krishnas e todos os chatos que, de tão chatos, parecem engraçados. E recebem a devida atenção da opinião pública, com passeatas, boicotes e tudo o mais. A indignação é muita, mas o concreto é pouco.  A ONU, estranhamente, não se interessa. Os EUA, apesar de toda a retórica sobre os valores americanos, são dos que mais investem (e lucram) na China e não querem cutucar o dragão com vara curta. A União Européia nem pensa muito nisso e resolve dizer que o Tibete é mesmo parte da China e ponto final, sendo que também é forte investidora no país. Não é lícito exigir que os grandes líderes do mundo ajam contra o seu próprio dinheiro. Seria esperar demais deles.

Essa falta de interesse talvez se explique por motivos que passam desapercebidos à primeira mirada. Os tibetanos não são simpáticos aos chineses, mas provavelmente também não seriam simpáticos aos Ocidentais. Seu pais nunca foi uma democracia liberal, nunca teve liberdade de culto, não aprovou nunca o casamento gay, não faz doações para o Greenpeace e não consta que esteja muito interessado nas consequências do aquecimento global. O Ocidente que eles conhecem é a doutrina marxista – temperada com uma boa dose de coletivismo asiático, é verdade – que os chineses lhes impingiram e os russos apoiaram, além de vícios típicos da decadência cultural de nossa época, como as drogas e a massificação cultural. Uma vez que abandonem a madrasta China ficarão livres e perdidos num mundo que não lhes é menos estranho do que o chinês (e que, aliás, guarda com ele algumas semelhanças insuspeitas que demonstram ser a presença européia e americana por lá algo mais do que obra do acaso). Será mesmo que os tibetanos estariam interessados em substituir a violência totalitária maoísta pelo globalismo reducionista, o laicismo e a americanização forçada? Será que querem substituir Mao, Stalin e Pol Pot por Foucault, Adorno, Kelsen e Freud? Não sei. É uma questão de escolher qual será o agressor e em que nível se dará a agressão. E é por isso que esta questão tibetana é muito mais do que o destino de um povo perdido nas montanhas da Ásia Central. É uma questão que nos obriga a olhar, com consternação, não só para o Tibete mas para nós mesmos, para esta nossa civilização que inicia o século XXI e se mostra mais afim aos princípios da China revolucionária do que o velhos e sempre citados valores judaico-cristãos que supostamente descendemos. A velha querela entre Ocidente e Oriente parece morta,e bem morta. Talvez pela primeira vez na História os Leste e o Oeste estão unidos para criar um admirável mundo novo – um mundo que não saberá o que fazer com gente como os tibetanos.

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Junho 20, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Política | | Sem comentários ainda

Câmara de Vereadores de Porto Alegre homenageia 200 anos de nascimento do Mal. Osorio

A Cãmara de Vereadores de Porto Alegre realizará no dia 24 de junho às 18 horas sessão solene em comemoração ao 200º aniversário de nascimento do Mal.Osorio.O vereador Bernardino Vendruscolo,que foi escolhido como orador da sessão solene, é autor de um poema em homenagem ao patrono da Arma de Cavalaria do Exército brasileiro que reproduzimos abaixo:

Marechal Osorio

Forjado ainda piazito
No laboratório da Campanha
Fez quando menino
Sua primeira façanha
II
Iniciou o manuseio das armas
Ombriado com seu pai, que o ensinou
Nos entreveiros das peleias
Jamais vacilou
III
Manoel Luis Osorio, Marquês do Herval
No decênio heróico iniciou Republicano e terminou Imperial
Na vida amou eternamente sua Pátria
Nas guerras foi o primeiro de seu tempo
IV
Soldado da linha de frente
Osório defendeu sua gente
Homem determinado e combatente
Vindo da cepa Riograndense
V
Temido pelos inimigos
Respeitado pelos superiores
Adorado pelos subordinados
Em combate nunca deu costado
VI
Cavaleiro das guerras
Nos combates de montaria
Defensor de sua terra
Nas linhas de sesmaria
VII
Guerreiro de cavalaria
Nas cargas de combate
Centauro de montaria
Não ficou na estrebaria
VIII
Batizado a fogo em Montevidéu
Sobreviveu no combate do Sarandi
Brigou em Rosário / Ituzaingó
Ferido em Avaí
IX
Fez tremular a bandeira em Humaitá
Marchou em Tuiuti
De trincheira em trincheira
Demarcou o Brasil
X
No comando da estrela guia
Fez-se chefe da cavalaria
Lutou por amor e ideal
Lema de uma vida
XI
Na luz dos canhões e da arma branca
De espada em punho bradou, sem temer
É fácil comandar homens livres
Basta mostrar-lhes o caminho do dever

Bernardino Vendruscolo

Junho 19, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral | | 1 Comentário

Seleção – acabou o encanto

Há não muito tempo atrás, a Seleção Brasileira de futebol era como que um símbolo da pátria. Dia de jogo da seleção era dia especial para a grande maioria dos brasileiros, mesmo aqueles que, com o mau humor característico de quem coloca ideologia política acima de tudo, torciam contra por acreditarem que o escrete canarinho estaria a serviço dos governantes do momento. Era grande nossa identificação com a seleção, o carinho para com os atletas, dos quais sabiamos todo nome, modo de jogar, bem como história pessoal. Já havia o profissionalismo como agora, interesses de empresários, de clubes, até mesmo políticos. No entanto não era apenas isso que importava. Infelizmente, como o que nos é dado perceber, não se pode dizer o mesmo dos tempos atuais.

Hoje temos uma Seleção Brasileira composta exclusivamente por “estrangeiros” que falam o português com sotaque, sem identificação com a torcida. Temos uma seleção que nunca joga em território nacional a não ser quando obrigada (eliminatórias e Copa América). E, nesses casos, praticado um preço excludente. Temos um técnico que claramente está mais interessado em fazer marketing do que em montar um elenco condizente com nossas tradições. Dunga, claramente, vê as transmissões como vitrine (impossível esquecer a camisa escandalosa usada pelo técnico naquele jogo contra Portugal). Aliás, o que nos mantém é justamente isso: tradição. Porque evidente que não somos mais o melhor futebol do mundo, não temos mais os melhores jogadores do mundo e o respeito que impunhamos está cada vez menor. É o legítimo caso de matar a ” galinha dos ovos de ouro” o que a CBF está fazendo com aquilo que, um dia, foi o orgulho maior de nosso povo. E, nesse sentido, a Seleção continua sendo um símbolo da pátria. Essa Seleção estrangeira escancara as mazelas do Brasil, em que o maior sonho de seus filhos é ir para fora do país (mesmo que seja para lavar pratos na Espanha).

A falta de empatia da torcida com os atletas da seleção brasileira é tão grande que apenas um jogador recebeu aplausos ontem à noite: Messi.

Junho 19, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

Mas nem da Argentina!

Nós temos a consciência de que o “bicho tá pegando” para o lado do Brasil nos últimos tempos em alguns momentos. Um deles é quando não conseguimos vencer nem mais a Argentina de Burdisso e Coloccini, que no jogo de ontem parecia implorar aos céus para que o Brasil vencesse a partida. Riquelme esteve irreconhecível, Messi teve poucos bons momentos e J. Cruz não mostrou por quê é titular da Inter de Milão. Mas estes argentinos ladinos se esqueceram de um pequeno detalhe: a Seleção Brasileira também estava jogando com a excelente metodologia do “não quero vencer”, em que o time joga sem consistência tática nenhuma e mais de 90% dos jogadores atuam na posição de ex-atleta. Dunga está tendo um papel fundamental na formação deste esquema, em que Mineiro e Gilberto Silva já estão quase que constrangidos por estarem no escrete canarinho e o ataque é “queimado” jogo após jogo por culpa do meio-campo sem orientação que não abastece o setor.

O Governo de Minas Gerais e a CBF prepararam para a noite desta quarta-feira um espetáculo secundário para o evento. Shows musicais e efeitos visuais encantaram a torcida. Mas quem iria imaginar que o futebol fosse ficar em segundo plano, tamanha a safadeza da Seleção Brasileira, que com exceção de raros lampejos de grande vontade (em especial de J. Baptista e PASMEM, Diego), era mais válido tirar uma soneca durante o jogo para cantar com as bandas mineiras no intervalo. Aliás, se algum leitor do Blog puder me passar um motivo sequer para que Brasil x Argentina fosse disputado PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA no Mineirão, ficarei grato.

A decepção maior fica por conta de Dunga, que ignora o fato de que a seleção precisa de renovação. Mineiro, Gilberto Silva, Gilbert, nenhum deles está, atualmente, em condições de defender a seleção. Dunga conseguiu a proeza de, em dois anos, não formar base tanto para a próxima Copa como para as Olimpíadas. Os jogadores de idade olímpica são simplesmente ignorados pelo “treinador”. Aliás, talvez a relação de atletas convocados não seja tão ruim. Só que na próxima convocação, Dunga talvez devesse chamar brasileiros como Luxemburgo, Mano Menezes, Lori Sandri ou qualquer outro que ao menos exerça o cargo de treinador. Esta sim é a principal lacuna da Seleção brasileira.

Junho 19, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Plano Trienal e as Reformas de Base

Após o governo de Juscelino Kubitschek o país estava em uma situação conflituosa. A subida inflacionária decorrente da má orientação do país na produção de oferta e demanda gerada principalmente pela condição precária que se encontrava o meio de produção agrícola e as contradições entre a escolha do país de tentar conciliar um plano nos moldes do Nacional-Desenvolvimento e a abertura para a injeção de capital estrangeiro na indústria acabaram por gerar uma crise nacional. O presidente brasileiro nesta situação era Jânio Quadros, que tentava agradar os apoiadores dos dois “caminhos”: o de abertura estrangeira e os nacionalistas. Jânio acreditava que a inflação poderia ser contida com o arrocho no salário mínimo, o que o deixou sem o apoio do povo. A indefinição entre o apoio a qualquer um dos caminhos isolou-o de qualquer um dos grupos; a rejeição era tanta que não restou alternativa a não ser a renúncia, já que nem sua tentativa de golpe gerou resultado.

Assumiu João Goulart, seu vice-presidente. O cenário econômico não melhorou: o Produto Interno Bruto nacional caiu drasticamente; o crescimento industrial recuou e a taxa de inflação foi às alturas. As contradições já previstas no governo de Juscelino Kubitschek (conflituando o plano de Nacional-Desenvolvimento com a abertura ao mercado externo) levaram o país a uma crise incomensurável. A contradição ocorreu pelos princípios básicos de cada um dos modelos: para que houvesse um Nacional-Desenvolvimento era necessário um controle nacional sobre a economia e fortalecimento dos setores populares; a abertura ao capital gerava uma divisão do controle com as empresas estrangeiras e uma maior concentração de renda.

O cenário formado era o seguinte: uma explosão inflacionária descontrolada; queda da taxa de lucro na economia; um desinteresse na expansão de negócios ou formação de novos. As empresas de fora montadas no país começaram a diminuir seus investimentos no país e enviar uma enorme parte de suas receitas para o exterior. A remessa para fora superava e muito o investimento direto, levando o país a uma perda de dinheiro inacreditável. A redução da atividade econômica e a crise foram inevitáveis.

A forma como João Goulart achou para tentar enfrentar a crise que assolava o país foi o lançamento do Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. Só que o Plano foi a síntese do que vinha acontecendo desde os tempos de Juscelino: ele seguia a idéia de uma linha entre o nacionalismo e a abertura de capital. Sem o apoio de nenhuma das classes, acabou sendo esquecido.

A idéia que conseguiu colocar em prática foi a reformulação de alguns setores, a chamada Reforma de Base. A Reforma tinha como comissão de frente a Lei de Remessa de Lucros (que determinava a cota de dinheiro que as empresas poderiam enviar a seus países de origem), o fim da Instrução 113 (que favorecia o desenvolvimento estrangeiro de empresas no país e prejudicava a Indústria de Bens de Capital brasileiras), a implantação da Eletrobrás (que incorporaria todo o setor de energia elétrica no Brasil), e proteções ao trabalhador brasileiro (concedeu um aumento de 100% no salário mínimo, estendeu os direitos trabalhistas e instituiu o 13º salário). Jango assim buscou recuperar o modelo de governo de Getúlio Vargas, e chamou seu projeto de Reformas de Base de “Caminho Brasileiro”. Também incentivou a desapropriação de terras ociosas valorizadas, o que gerou repercussão nos Estados Unidos. A resposta foi imediata: em Washington foi aprovada uma cláusula que previa represálias a quem nacionalizasse bens de empresas e firmas norte-americanas sem que houvesse uma compensação justa. Como o resultado da Lei não foi o esperado, o governo dos Estados Unidos bloqueou o crédito externo ao Brasil e começava a questionar a forma de administração brasileira.

A rusga, além de atrapalhar o relacionamento externo brasileiro, não permitiu a Goulart sequer colocar suas idéias no campo prático: o Golpe Militar de 64 o tirou da presidência. O argumento de que o Brasil estaria se tornando uma república sindicalista fortemente ligada à União Soviética foi um dos motivos para a deposição. Sabendo que a situação era adversa, João Goulart tentou aprovar o Estado de Sítio nacional, para destituir do cargo os governadores de Rio de Janeiro e São Paulo, que participariam da conspiração que o tirou de cena. A recusa em aprovar o Sítio nacional deixou evidente que a saída seria inevitável: o Congresso já não estava mais com ele.

O apoio dos brasileiros envolvidos na deposição de João Goulart e no golpe de 64 não deve ser entendido como uma afirmação de que o país estava apoiando a completa abertura ao investimento de capital estrangeiro. Na realidade, o que queriam era evitar que o país se alinhasse com o União Soviética, idéia que foi largamente difundida no país. Portanto, a ação dos brasileiros envolvidos pode ser entendida, na realidade, como uma defesa aos interesses do país, sendo ingênua ou não.

O apoio dos Estados Unidos ao golpe já era evidente na época, já que o ato privilegiava o que os americanos queriam colocar em prática no país. A ação da imprensa brasileira no caso foi extremamente importante para o ocorrido também: O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã e Diário de Notícias foram alguns dos principais jornais em circulação que estamparam em suas páginas incentivos a queda do presidente. O clima tornou-se insustentável, tornando o golpe uma realidade já esperada.

A presença americana na composição do golpe foi comprovada com a constatação de telegramas entre a embaixada do Estados Unidos e o Departamento de Estado que indicam a participação estrangeira na composição das idéias que acabaram por formular o esquema do golpe de 1964.

Junho 18, 2008 Publicado por F Rules | Geral, Política | | 2 Comentários

Cabañas faz o drible do Sonic

Sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=P74Rn_d1hJY&eurl=
Créditos para o usuário Carnicero, do Fórum Uol Jogos.

Junho 17, 2008 Publicado por F Rules | Alívio Cômico, Esportes | | 1 Comentário

Tábua de plástico

Recebi este vídeo e, como achei genial posto aqui

Junho 16, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | Sem comentários ainda

Goiás (0) x (3) Grêmio, minha visão

VICTOR – Sensacional

LEO – No geral foi bem, com apenas uma falha grave em que deixou a bola seguir para Iarley. Expulsão controversa.

JEAN – Cometeu alguns erros capitais, consertados por Victor. Entende-se a reserva.

RÉVER – Não foi sua melhor partida, mas vai justificando a contratação.

P. SÉRGIO – Não foi mal. O empenho de sempre neste jogo superou eventuais limitações técnicas.

W. MAGRÃO – Doeu de ruim.

ROGER – Outro bom jogo. Com ele, esperamos lances diferentes, que estragam a marcação adversária. Temo por um cartão seu contra o Atlético Paranaense, que o tiraria do Gre-Nal.

R. CARIOCA – Razoável, ainda em processo de crescimento no time. Não faz o suficiente ainda para ser titular absoluto.

HELDER – Bom jogo. O clone do Wellingshow está superando todas as expectativas.

REINALDO – Possui o dom de desaparecer dos jogos. Isto ele faz muito bem.

MARCEL – Estou estupefato. Dois gols do Marcel e uma boa partida. Não é comum.

RUDNEI – Entrou para retrancar o time no primeiro tempo (Celso Roth…) e não foi mal no jogo.

THIEGO – Escapou do calabouço em que estava preso desde o ano passado e fez um GOLAZZO.

Junho 15, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 1 Comentário

Seleção brasileira é sinônimo de desrespeito

Sim, amigos. Isso mesmo. Enquanto assistimos Roque Santa Cruz e Cabañas comemorarem seus gols com uma tremenda paixão por sua pátria no jogo contra o Brasil, temos que agüentar a Seleção “água de salsicha” escalada por Dunga, o cordeirinho da CBF. O Brasil já não tem mais identidade nem apoio popular: assistimos aos jogos na Globo apenas por assistir, sem que haja uma empatia entre a torcida e o time. Mas não era de se esperar o contrário de um selecionado CLARAMENTE envolvido em apenas crescimentos individuais sem amor à camisa.

A cara do Brasil é a cara de Ricardo Teixeira, e isso já resume a obra. Com um dirigente que tem a CORAGEM de retirar o apoio financeiro aos clubes da Série C, condenando-os à futura inexistência, não pode-se esperar que a Seleção tenha outra face. Ora, para que servem os amistosos no exterior, fontes de fortuna incomensuráveis? Os patrocínios de distribuição de material esportivo não pagam o suficiente? A exposição de refrigerantes em entrevistas do “técnico” não rende o necessário? Será que todas estas rendas que a Confederação Brasileira de Futebol têm não são capazes de auxiliar os combalidos e não tão pequenos clubes que amargam na terceira divisão nacional, custeando as viagens como era feito até o ano passado?

É por isso que não há como a Seleção Brasileira possuir outra cara, outra postura. Os olhos são o reflexo da alma e a Seleção reflete Ricardo Teixeira.

Junho 15, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Jamelão

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u412486.shtml

Neste sábado, às 14 horas, morreu Jamelão. Não é preciso lembrar da sua maestria, do seu notório mau humor – segundo Chico Buarque, o melhor mau humor do Brasil -, da sua voz potente, do seu amor incondicional ao universo do samba. Qualquer coisa que se diga de Jamelão é chover no molhado, e muitos, em suas despedidas do grande músico carioca caíram nisso.

Como gaúchos e gremistas, os membros do blog Perspectiva querem aqui lembrar de outra faceta de Jamelão.

Certa vez, um grupo de jornalistas gaúchos encontrou o  grande cantor  em um bar de São Paulo e, como bons tietes, resolveram tirar uma foto. Jamelão aceitou, mas impôs uma condição:

- Quero que vocês me digam qual é a melhor música de Lupicínio Rodrigues!

Os fãs citavam todas as principais: Felicidade, Vingança, Nervos de Aço e outras. Jamelão só abanava a cabeça.

-Nenhuma delas!

Desistiram. Perguntaram ao mestre qual era:

- A melhor – disse ele – é Até a Pé Nós Iremos!

E explicou o vascaino Jamelão. Disse que Lupicínio era seu amigo de longa data e que transmitiu-lhe o amor pelo Grêmio.

Prestamos aqui nossa homenagem a este ícone do samba, que nos fazia esperar pelo desfile da Mangueira para assistir suas performances.

Piano na Mangueira

Jamelão e Romário

Jamelão, o Mestre. Cantando, Falando ou Ralhando

Jamelão Ronda

Junho 15, 2008 Publicado por blogperspectiva | Geral | | Sem comentários ainda

Grêmio – Imortal e milagreiro

Para quem ainda duvida do poder do Imortal tricolor:

Clique aqui


Junho 13, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral | | Sem comentários ainda

Gremistas em dilema na Premier League

Oh, puxa. Para quem os gremistas torcerão?

Lucas no Liverpool.

Anderson no Manchester United.

Felipão no Chelsea. Sim, está confirmado.

Lembrando que Ronaldinho pode ir para o Manchester City.

Sem contar Gilberto no Tottenham.

E agora?

Junho 12, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 4 Comentários

Sport campeão

Confesso que não acreditava. O Sport fez uma excepcional campanha, derrotando os favoritos Palmeiras e Inter e o cheio de história Vasco da Gama. Só que perdeu a primeira fora em uma partida de autoridade do Corinthians. O gol marcado fora era alentador, mas parecia pouco para os pernambucanos conquistarem o título.

Mas não é que o campeão de 87 com asterisco levou a melhor? Jogando com força e vontade na Ilha do Retiro – que já é chamada de “Ilha de Lost – Sport não é Lost, mas caiu na ilha….ferrou!” – conquistou o caneco com uma falha absurda do excelente goleiro Felipe no segundo gol. Carlinhos Bala lutou o tempo inteiro e ajudou até mesmo na defesa, deixando claro para todos que o Sport não estava satisfeito só por ter chegado até a final.

Deu tudo errado para o Corinthians. A retranca não funcionou, a inexperiência falou mais alto, Felipe frangou e a burrice imperou em Wellington Saci (que substituiu Dentinho e foi expulso com dois minutos de participação no jogo). Acosta perdeu um gol inacreditável e o juiz não colaborou. O resultado é que o Corinthians chorou depois do jogo, como seus jogadores disseram que o Botafogo deveria ter feito. A terceira Lei de Newton estava correta.

Junho 12, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Árvores e ciclone extratropical

Reproduzimos abaixo o discurso proferido pelo Vereador Beto Moesch na 41ª sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre no dia 19 de maio de 2008. Por que o fazemos? Simplesmente porque o que ali está dito corresponde exatamente ao que gostaríamos de dizer a respeito das árvores nas cidades.

“ Nós ficamos muito satisfeitos quando pessoas físicas e jurídicas pedem o plantio de mudas de árvores, mudas que passam a ser adotadas espontaneamente. Porto Alegre é uma das metrópoles mais arborizadas do mundo, há muitos e muitos anos reconhecida como tal. Isso é fruto da sociedade porto-alegrense e não de um ou outro Governo.
Tenho ouvido muito aqui que nós deveríamos prestar esclarecimentos sobre o ciclone extratropical.

Somente hoje alguns municípios estão fazendo um balanço – estarrecedor! – do que ocorreu. Em primeiro lugar, foram mais de 20 horas de ventos de mais de cem quilômetros por hora, sem parar, com chuva torrencial.

Qual o aglomerado urbano conseguiria passar por um fenômeno sem precedentes como esse aqui na Cidade sem enfrentar seriíssimos problemas para todo cidadão, sem exceção?

O que as comunidades já, não digo acostumadas, porque é impossível acostumar-se com fenômenos como esse, fazem quando se anuncia um ciclone ou uma tormenta? Não saem, porque é quase um suicídio sair de casa perante um fenômeno desses, e as pessoas saíram. Aí muitas árvores caíram, assim como postes caíram, assim como letreiros caíram, assim como telhados, vidros, e assim por diante.

Quero dizer aqui que isso se comprova. As árvores são amortecedores de chuvas torrenciais e de ventos. Pobre da cidade que não tem árvores, porque os alagamentos são ainda maiores, a tragédia é ainda maior. Se uma árvore cai, é porque ela barrou o vento e não deixou que outra coisa caísse. Essa é a lei da física.

“Ah, mas as árvores precisam ser podadas”; “As árvores estão velhas”.

Por favor!

Não existem árvores velhas, existem árvores doentes. A árvore é um vegetal e, em geral, quanto mais velha, mais sadia, firme e rigorosa é; perguntem para os biólogos, engenheiros florestais e engenheiros agrônomos. Não existem árvores velhas, existem árvores sãs ou árvores doentes. Porque senão seria muito fácil: “Ah, depois de 50 anos, vamos cortar as árvores.” Pois, por exemplo, um jacarandá com 50 anos que não sofreu poda é muito mais vigoroso do que um jacarandá de dez anos de idade; uma figueira é muito mais vigorosa e forte com 500 anos do que com 20 anos. Perguntem para a natureza por que é isso. Isso não é uma lei humana, isso é da lei da natureza. Então, por favor, querer dizer que as árvores caíram porque não tiveram poda, muito antes pelo contrário. Se caíram, é porque sofreram podas irregulares, principalmente podas de raízes.

As árvores são os amortecedores das chuvas e dos ventos. Pois trago aqui os números. Já lhe passo a palavra, Ver. Ervino, grande parceiro nessa luta em defesa da natureza, e por isso faço questão de lhe dar um aparte, mas só quero mencionar os números antes. Vistorias técnicas realizadas ou por engenheiro agrônomo, ou por engenheiro florestal, ou por biólogo.

A cidade de Porto Alegre que, em 1982, esta Casa, passou a exigir a licença prévia do órgão competente para poda e corte de árvores, o que hoje está em Lei Federal. Mais uma vez, o pioneirismo desta Casa, do então ver. Luiz Vicente Dutra, hoje é Lei Federal: não se pode podar e cortar árvores sem autorização prévia. Por quê? Porque se não elas são mal podadas e aí elas caem, aí elas se tornam perigosas. O número de vistorias técnicas realizadas no ano de 2007 em árvores: 14.551 árvores vistoriadas, são mais de 200 vistorias por dia. Enquanto nós estamos aqui, ver. Ervino, estão vistoriando as árvores, com ou sem ciclone. Foi agora em nosso Governo? Não, sempre foi assim. Isso é da história desta cidade, que por amar as suas árvores, porque ama o seu povo criou a primeira Secretaria do Meio Ambiente do País, aprovada por esta Casa em 1976.

Até para colaborar com o debate, trago mais números: um campo de futebol tem um hectare, não fiz o cálculo aqui, mas em corte de grama e capina foram 34 milhões de metros quadrados realizados em 2007. São quantos “Maracanãs”? São quantos “Beira-Rios”? São quantos “Olímpicos”? Mais de 34 milhões de metros quadrados de capina e corte de grama nas nossas praças e nos nossos parques! A cidade que mais possui áreas verdes no Brasil, não só árvores. Uma cidade não precisa só de árvores, precisa de áreas verdes, praças e parques. São 578 praças e 173 gravadas no Plano Diretor, que não são praças urbanizadas, porque foram feitas em uma época em que não se exigia a execução da praça, do loteador, desde os anos 70 já é uma realidade, são leis aprovadas por esta Casa, pela sua história. Árvores podadas em vias públicas: 11.209! Onze mil podas corretivas, em 2007; remoção de árvores por vistoria, necessidade, remoção da SMAM, em 2007: 2.393 árvores retiradas; plantio, 10.095. Vamos entrar na quarta edição das 10.000 mudas de árvores nativas plantadas, sem falar das compensações ambientais obrigatórias.

Segundo os meteorologistas, o efeito ciclone, que já é muito forte, óbvio, mais de 100 km nesses casos que V. Exa. colocou, nos corredores, ele é potencializado – a lei da física -, o senhor, como engenheiro, sabe explicar melhor.

Eu quero só colocar, é claro, uma cidade que tem um milhão e quinhentas mil árvores em ruas e avenidas, sem falar das árvores em parques e praças, sem falar das árvores em terrenos particulares, em morros e arroios, é claro que sempre vai haver algumas que vão fugir (ao controle). Um milhão e quinhentas mil árvores em ruas e avenidas, sem falar das árvores em parques, praças, terrenos particulares, morros e arroios. Realmente é impressionante.É impressionante o que tem de árvores nesta cidade. Graças a Deus! E o ciclone teria sido muito mais nefasto se não fossem essas árvores.

E vejam os números de parques, que eu não tinha trazido ainda, aqueles números foram em ruas e avenidas. Então vejam, metros quadrados em praças: trinta e quatro milhões; se incluir os parques, acrescenta mais quatorze milhões. Então são cinqüenta milhões de metros quadrados, cinqüenta milhões com capina, com varrição! E por isso o Ervino lembrava dos garis da SMAM – tem os garis das ruas, que são do DMLU, e os garis de praças e parques, que são os garis da Secretaria Municipal do Meio Ambiente -, que fazem 50 milhões de metros quadrados de varrição, capina e corte de grama. E com este número de vistorias, pois, se foram podadas em ruas e avenidas 11 mil, em parques foram 2600. Portanto são 14 mil árvores podadas, corretivas, em 2007, e três mil cortadas também por correção.

Há o reconhecimento nosso, e a Câmara tem de reconhecer e colaborar nesse aspecto também, de que nós não temos, olha os números, mas esses números ainda não são suficientes. Eu vim aqui apenas mostrar que números impressionantes, deu-se um número de primeiro mundo, mas que são ainda insuficientes para atender a senhora que solicita às vezes uma vistoria e que demora a vir.

Esta Casa, sempre pioneira, aprovou, em 2002, a exigência de cabos ecológicos, que evitam a necessidade de poda, e mais, hoje, os jacarandás, tipuanas, que são árvores imensas, canafístulas, estão já sem precisarem ser podadas, porque a árvore cresce e deixa a fiação no meio; nenhuma dessas árvores teve problemas com o ciclone, estas que foram devidamente podadas e não mal podadas. Vamos continuar plantando cada vez mais árvores, quanto mais árvores, melhor. Cada vez mais; estamos plantando ainda muito pouco, porque o que protege a cidade são as árvores, e Porto Alegre é a cidade das árvores. ”

Junho 10, 2008 Publicado por blogperspectiva | Ecologia | | Sem comentários ainda

Média de Público da 5ª rodada do Brasileirão 2008

O Vitória não disponibilizou ao público os dados do jogo deste final de semana. Em breve atualizaremos.

Junho 10, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Festa de São Luís Gonzaga – Padroeiro de Canoas/RS

Junho 10, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral | | 2 Comentários

Gre-Nal na SulAmericana

Confirmado AGORA. Great Success.

Junho 10, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 2 Comentários

FARC dizem que Uribe quer matar Chavez

Junho 10, 2008 Publicado por blogperspectiva | Alívio Cômico, Política | | Sem comentários ainda

Grêmio x Fluminense no pay-per-view – desrespeito

Recebemos informações, através do leitor Matheus, de que continua a prática desrespeitosa em relação ao torcedor que paga para assistir aos jogos de seu time do coração através da televisão por assinatura.

Apesar desse post ser mais antigo, eu não poderia perder a chance de comenta-lo, depois de justamente citar essa falta de respeito durante a transmissão de Grêmio X Fluminense …
Vários momentos cortaram para mostrar, principalmente, os lances do 3×1 da Portuguesa sobre o Internacional (mania de achar que gremista é viciado em secar os pobres rivais) e de outros jogos.
Se eu estou vendo o jogo do Grêmio no canal destinado ao Grêmio, eu não estou querendo ver lances de outros times.
Além disso, quase nem houve entrevistas pós-jogo, cortaram o sinal rapidinho hoje.
Uma vergonha esse Premiere (além de as vezes passar alguns jogos com péssima imagem).

http://perspectivabr.wordpress.com/2008/05/24/pay-per-view-desrespeito

Imagine-se a irritação de quem adquire o direito de assistir aos jogos de seu time quando, após bela vitória o sinal é rapidamente interrompido, privando o assinante dos acontecimentos pós-jogo que conferem mais graça ao espetáculo. Alguém precisa dizer aos responsáveis pelo canal por assinatura de que os amantes de futebol não apreciam apenas os momentos em que a bola rola.Tem todo um contexto, todo um clima em torno de cada partida que gostamos de assistir. O que para eles é apenas trabalho para nós é paixão, tanto que estamos dispostos a pagar a mais em nossa assinatura de televisão para assistir aos jogos.

Mas continuemos protestando, pode ser que mude ou talvez apenas mude quando acabar o monópolio.


Junho 9, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 2 Comentários

Viagem pelo mundo dos sonhos

O sonho é um tema recorrente na literatura do século XX. As obras de Proust, Joyce, Borges, Sábato e outros são marcadas por relatos oníricos que revelam desejos recalcados de seus personagens, resultado direto do surgimento da psicanálise e da interpretação freudiana dos sonhos. Algumas décadas depois, chegou a vez dos quadrinhos, com a publicação de Sandman, de Neil Gaiman.

A Editora Conrad, que vem publicando a coleção completa de Sandman no Brasil. O quinto livro da série Um Jogo de Você (200 páginas, R$ 59 ,conta a história de Bárbara, uma típica novaiorquina de classe média baixa: mora em um apartamento minúsculo, tem vizinhos excêntricos, diariamente tropeça com malucos de toda espécie e, como convém à classe média baixa, vive sem dinheiro. Trata-se, portanto, de mais uma figura anônima no caos da metrópole. Mas tudo muda quando Bárbara adormece: nos seus sonhos, ela é uma heroína que ajuda um grupo de amigos – composto por um papagaio, um rato e um macaco – a salvar um mundo fantástico das mãos de um poderoso gênio chamado Cuco.

Apesar de se parecer com um conto de fadas, a missão de Bárbara pode trazer conseqüências terríveis para ela e para todos que a cercam. Diversas referências a filosofia, religião, arte e literatura permeiam a narrativa, mostrando que a mitologia pessoal de Gaiman assenta-se num solo firmado pela tradição. Eis aí uma das razões da sua permanência como clássico dos quadrinhos.

Onde encontrar:

www.conradeditora.com.br

(11) 33466088

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Junho 9, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Muito barulho por pouca coisa ou Uma crise arquitetada

Os recentes acontecimentos envolvendo nomes do alto escalão do governo do estado do Rio Grande do Sul, mais especificamente o vice-governador Paulo Feijó e o chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, foram amplamente noticiados pela imprensa sem que, no entanto, ficasse claro para o leitor que não passa todo o seu tempo acompanhando as noticias qual foi afinal o motivo de tanto alvoroço. Alvoroço que deixava em quase êxtase o apresentador Claudio Britto, como que alucinado no afã de ouvir na inaudível gravação da conversa entre o vice-governador e o chefe da Casa Civil alguma frase que pudesse aumentar mais o nível de audiência. Como não conseguia ouvir, porque ninguém conseguia – nem mesmo os os deputados da CPI -, interpretava para os ouvintes. E interpretava de sua maneira, dando a conotação que convinha àqueles que pareciam querer “ver o circo pegar fogo”.

Ao ouvinte desavisado passava a impressão de que Cezar Busatto fora flagrado “com a boca na botija” pelo vice-governador, que, como autor da gravação, dava discursos inflamados em uma conversa particular. Representava , em suma.

O estardalhaço em torno do assunto não se justifica em se tratando de uma simples conversa.Todos nós, ao mantermos uma conversação, externamos concepções sobre acontecimentos, interpretamos realidades, até mesmo para ouvirmos o que o interlocutor tem a dizer sobre o assunto. Muitas vezes externamos o que seria lugar comum, no afã de que o outro nos convença do contrário. Isso é o normal. Conversas não são afirmativas definitivas e conclusivas, não são declarações públicas. São apenas troca de idéias. Por isso existem reuniões: para troca de idéias que poderão levar a tomada de decisões, estas sim publicizadas.

E, no caso concreto, fica evidente que a intenção era de que o vice-governador passasse a auxiliar na superação da crise política que prejudica o estado. Mas isso, pelo visto, não era de seu interesse. Achou melhor correr com uma fita em baixo do braço em direção à mídia. Questão de concepção do que é relevante.

Mas pelo ” carnaval” promovido parece que o chefe da Casa Civil cometeu grave crime.

No entanto, Busatto apenas externou ao vice-governador o quadro vigente para convencê-lo a se unir ao governo,para ajudar talvez a mudar um sistema de décadas. Governo ao qual Feijó pertence por integrar as chapa eleita nas eleições de 2006 e, como consequência disso, passar a ter a projeção que hoje desfruta.

Busatto ousou buscar o que qualificou de modus vivendi. Exigência que impera em todos setores da vida ( em colégios, paróquias, escritórios, rede de mercados,etc, ), ponderou que problemas estruturais já vinham de governos anteriores (como se ninguém soubesse disso, fato público e notório) e que os partidos politicos se mantém utilizando orgãos estatais ( alguém é tão hipócrita para negar que os cargos são partilhados a cada governo, em todos os estados do Brasil e também no governo Federal? Essa prática é própria de nosso sistema de governo e sem ela os governantes não teriam apoio parlamentar. Mas é mais fácil fingir que isso é algo que não existe. ) Busatto demonstrou que pretendia tentar tornar o Rio Grande governável, sem que Feijó continuasse fazendo o papel de ” boi corneta” como diziam os antigos. Pode ser acusado de ingênuo o ex-chefe da Casa Civil, por imaginar que os interesses maiores do povo gaúcho pudessem estar acima da ânsia de projeção pessoal de quem quer que seja.

Quem lê colunistas como Diogo Mainardi ou Elio Gaspari depara-se com denúncias – denúncias mesmo, contando coisas novas – muito mais graves todas as semanas. Por quê agora todos se escandalizam com algo que não é novidade? Escandalizam-se os hipócritas porque Busatto disse o que comumente é dito nas rodas de cafezinho. A diferença é que nem sempre arapucas são armadas. Agora fingem se escandalizar porque lhes interessa a crise criada. Simples assim.

Busatto expôs problemas estruturais , não afirmou que concordava com eles. Constatou que existem situações com as quais temos que conviver, até mesmo para tentar mudá-las.

Os “escandalizados” talvez leiam algo a mais do que foi dito. Interpretam de acordo com o que está em seu inconsciente ou de acordo com informações que tem ou pensam ter.

Interessante a rasteira atitude daquele que se propõe a ser governador do um estado. Se prosperar a atitude do vice-governador, a tônica a partir de agora, neste estado onde reuniões políticas sempre foram respeitadas para troca de impressões e crescimento, será corridas desenfreadas, em frenesi, às redações com gravações e livre interpretação de quem as divulgar, de acordo com os interesses do momento.

Antigamente, quando o machismo imperava, tachava-se esse tipo de atitude como própria de “comadres” que saíam a espalhar tudo que ouviam, deturpando metade do que fora dito. E por essa razão eram desprezadas e desconsideradas.

Esperamos que não ocorra a condução do Rio Grande do Sul por quem tem atitudes de “comadre”.

Junho 8, 2008 Publicado por blogperspectiva | Política | | 2 Comentários

Ele é gremista e ponto

Junho 8, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Morre Bo Diddley

Homenagem atrasada, erro nosso, estamos corrigindo-o.

Um dos pioneiros do rock´n roll dá adeus. Bo Diddley morreu sábado passado,dia 2, aos 79 anos, na Flórida, deixando seus milhões de fãs órfãos. Nesse séquito incluem-se artistas como Rolling Stones, U2, Buddy Holly, Elvis Costello e The Clash, todos seguidores declarados do grande mestre que ensinou o mundo a extrair ritmo e força de apenas três acordes.

Um vídeo de um dos maiores sucessos de Bo Diddley, “Who Do You Love”

http://www.youtube.com/watch?v=va6oxhH2ZcI

Junho 8, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Música | | Sem comentários ainda

Euro 2008 começa hoje

O maior campeonato continental do mundo começa hoje à tarde, às 13 horas, com o jogo Suíça x República Tcheca.

A tabela é a seguinte:

http://esportes.terra.com.br/futebol/eurocopa/2008/interna/0,,OI2871091-EI11396,00.html

Junho 7, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Documentário sobre Ian Curtis

http://cinema.uol.com.br/filmes/2008/06/05/joy_division.jhtm

O documentário “Joy Division” enfoca a história da banda inglesa que revolucionou a música pop no final dos anos 70 e início dos 80. O documentário destaca a belga Annik Honoré, amante do vocalista. Com entrevistas e depoimentos íntimos, o longa mostra como o grupo se reinventou como New Order após a perda de Ian, que se suicidou aos 23 anos.

O Joy Division durou apenas três anos e deixou apenas dois discos, sendo um deles, Closer, quase unanimemente aclamado como um dos maiores álbuns de rock da história. A estética da capa – reprodução de uma gravura de Gustave Doré para o A Divina Comédia, de Dante Alighieri -, a atmosfera sombria das músicas, as letras angustiadas do Curtis, leitor de Baudelaire, Rilke e Byron, foram marcas presentes em grande parte da música pop dos anos 80 e seguem até hoje de fonte de inspiração para bandas como Interpol, assumidos fãs do grupo de Manchester.

Aqui vão dois vídeos com músicas da banda:

http://www.youtube.com/watch?v=0We9d5J3BLQ

http://www.youtube.com/watch?v=K0dfd_L4tDk

E a versão da torcida do Manchester United, homenageando Ryan Giggs:

http://www.youtube.com/watch?v=_oa01GGlVA8

http://www.youtube.com/watch?v=o34Rcfe7oEg - torcedores cantando

Junho 7, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Mundo pop, Música | | 1 Comentário

Sobre as adaptações de livros para o cinema

Olá, amigos.

Com o lançamento de Crônicas de Nárnia no cinema, volta a discussão sobre as conversões de livros para o cinema e toda a polêmica que gira em mexer com os brios dos fãs da leitura em ver a obra jogada no vaso, quando produzida para o cinema. Foi assim com o último (em especial este, não que os outros tenham sido ótimos) Harry Potter, foi também com O Código da Vinci, e está sendo agora com a obra de C.S. Lewis.

Para quem leu o livro (como eu) deve ter percebido, que até pelo tamanho de cada um dos contos algumas coisas, talvez, passem um pouco mais rápido do que deveria. A adoração das crianças por Nárnia e por Aslam, por exemplo, fica um pouco, digamos…superficial, na forma como é adquirida. Mas no cinema extrapola o limite: a figura do Leão, que deveria ser nada menos que o Criador, chega a ser engraçada quando ele fala. Ele não passa a reverência que até Gandalf transmite em O Senhor dos Anéis (uma das melhores conversões já feitas dos livros para o cinema, sendo que está cheia de cortes em relação ao livro) ou a presença de cena que uma figura da sua magnitude deveria exalar.

As crianças (tremendamente mal escolhidas e sem CARISMA algum) não transmitem ao espectador que realmente sentem o amor que dizem sentir por Nárnia e o Leão. Inclusive no primeiro filme, a menininha Lúcia chora com os olhos rindo. Ou seja, má interpretação.

No caso do último Harry Potter, me senti ofendido. Um filme tenebroso, com atuações horrorosas e uma direção pior ainda. Dá a impressão de que o filme é passado na velocidade rápida dos VHS´s, tamanha a pouca profundidade nas cenas. Tudo é corrido, até mesmo a cena final com Dumbledore, ponto máximo do livro. O pior de todos os filmes baseados na série.

O que mais me entristece no caso das Crônicas de Nárnia é que provavelmente esta é a obra definitiva para o cinema – ou seja, não farão outras depois. Conseguiram queimar um grande livro, com a direção ruim e as escolhas de personagens.

Quem ler tudo, opine. Ou não opinem.

Junho 6, 2008 Publicado por F Rules | Cinema, Literatura, Mundo pop | | 2 Comentários

Hoje à noite tem jogo da Seleção Brasileira

Descobri há pouco que hoje à noite a Seleção Brasileira irá realizar um amistoso nos Estados Unidos, contra a Venezuela. Acho que isso carimba a percepção de todos de que o povo está distante do time nacional. E agora que descobri, encaro a partida apenas como uma programação para assistir enquanto tento “pegar no sono”, já que não sinto empolgação nenhuma, até por ser um amistoso contra a Venezuela.

A Seleção, não bastasse negar-se a jogar amistosos no Brasil, ainda realiza estes contra adversários poderosos como Venezuela e Canadá. E ainda sofreu para derrotar os canadenses, em uma prova copiosa de que os jogadores não mostram empenho para vestir a camisa amarelinha.

Somando isso tudo com convocações de G. Silva (reserva do Arsenal, em má fase técnica interminável), Diego Alves (convocado justamente quando precisa aparecer para transferir-se para um clube de maior expressão) e Maicon (que não tem nível para jogar na Seleção, apesar de eu gostar de sua força no futebol), torna-se impossível torcer com vigor pelo Brasil. Ainda mais lembrando os episódios anteriores do Dunga, que nem vale mais a pena citar…

BRASIL
Júlio César, Daniel Alves, Henrique, Luisão e Gilberto; Gilberto Silva, Elano e Anderson; Robinho, Alexandre Pato e Adriano.
Técnico: Dunga.

VENEZUELA
Vega, Chacón, Rey, Boada e Jonáy; Micky, Rincón, Arango e Rojas; Maldonado e Vargas.
Técnico: César Farias

Junho 6, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Média de público do Brasileirão – 4ª rodada

A média contabiliza apenas jogos pagantes, e o número em parênteses é o de partidas realizadas em casa.

Junho 6, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Los borrachos del tablón divertem-se com desclassificação do Boca

Junho 5, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

O dia em que Palermo perdeu a calma

A cara raivosa de Martin Palermo no fim do jogo, após uma dividida com Dario Conca, foi para mim a cena mais marcante deste jogo Fluminense 3 x 1 Boca. Aos 46 minutos do segundo tempo, vendo sua equipe irremediavelmente destroçada e sem qualquer chance de classificação, Palermo perdeu a bola para Conca, caiu, levantou e, do alto de seus quase 1m90, foi em direção ao minúsculo argentininho do Fluminense com dedo em riste e palavras que, em qualquer língua latina, têm o mesmo significado. Ia quebrar o pobre coitado: estava bufando de raiva, dentes cerrados, sentindo seu sangue siciliano ribombar nas veias e os olhos verdes enegrecerem de ódio ao indiozinho atrevido revelado pelo velho rival River Plate.

Palermo é o centroavante do Boca Juniors, um time tri-campeão do mundo e hexacampeão da América. E não somente um centroavante, mas sim o MAIOR centroavante da história do Boca Juniors, com quase 200 gols marcados e tantas faixas conquistadas que nem o seu gigantesco corpo é suficiente para comportá-las . Ora, não é dado ao maior centroavante da história deste clube o direito de perder a paciência com um metidinho a besta daqueles, ainda mais envergando uma camisa que ele, em suas incontáveis andanças por esta América Latina, nunca viu na vida. Um jogador do Boca não se abala com os adversários, com tradições, tabus, nomes grandiosos, gritos de apoio ou xingamentos. Um jogador do Boca não perde o controle nunca, mesmo quando precisa fazer dois gols em trinta segundos para classificar sua equipe à final da taça Libertadores. Um jogador do Boca toca a bola, recua o jogo, inverte, avança com dois homens pelas pontas, faz tabelas na frente da área sem errar, chuta a gol e marca, sem grande sobressaltos, sem chorar, quase burocraticamente. Um jogador do Boca é sempre frio,sempre confiante, sempre altivo. Um jogador do Boca nunca perde a calma – nem mesmo quando perde uma semifinalzinha de Libertadores.

O fato de que Palermo tenha perdido a calma é indício de que aconteceu algo de muito importante nesta noite de 4 de junho de 2008, no estádio Maracanã.

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Junho 5, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 8 Comentários

Confessando a ignorância*

Eugênio Brauner

Se eu não me engano, era Édipo quem falava para não confiarmos naquele que diz saber tudo, pois este tem apenas o vazio quando abre a boca.

Por que digo isso? Para confessar a minha ignorância, o meu não entendimento do futebol. Aliás, eu não sei como funciona a regra do impedimento ou qual a diferença do pênalti para falta e, muito menos, não sei o que é ala ou overlaping. Cruz-credo!

Depois que eu fiz um pequeno comentariozinho cheio de ironia, uma pequena provocação, fui acusado de não entender de futebol. Confesso, portanto, cheio de humildade: eu não entendo de futebol!

Por exemplo: eu sempre disse que tinha saudades do Saja – ele é o cara! – e que o Victor, o atual guarda-metas tricolor não valia nada. Sempre disse também, que o Eduardo Costa é o melhor volante do Brasil, que o Dunga é um louco em não convocá-lo para vestir a canarinho, e que o Perea é infinitamente melhor que o Rentería – “é um absurdo fazer tal comparação”, “isso é coisa de colorado recalcado”, diziam-me. E volto a afirmar com todas as letras: eu não entendo de futebol!

E vou além com os meus exemplos: sempre elogiei o Celso Roth, acho ele um baita treinador, vítima da imprensa – aliás, imprensa colorada esta! – e coisa e tal. Também sempre disse que o Grêmio tem um excelente time. Basta lembrarmos do Gauchão – da série invicta, dos golaços de falta do Paulo Sérgio, das apresentações do Roger, do Beckenbauer… – e que as derrotas para o Juventude e para o Atlético/GO foram apenas pedras “no meio do caminho”, como sentenciou Drummond. Fui eu quem sempre disse que o Grêmio é um dos favoritos ao título do NACIONALZÃO 2008 e da SULAMERICANA – por que não? – e a conseqüência imediata do último título é: Grêmio e Fluminense na decisão da RECOPA 2009, para alegria da hinchada tricolor, e nem vou dizer o porquê.

Porque eu não entendo de futebol.

Nem vou falar do Inter aqui. Não quero levantar polêmica entre os meus pares. Não quero falar do Abel, do mal posicionamento do Fernandão, que o Alex não é tudo isso. Deixo para uma próxima crônica. Aliás, Acredito até que perdi o meu tempo escrevendo esta: eu não entendo de futebol mesmo. Quem entende é o meu leitor, o apaixonado torcedor-leitor. Aquele mesmo que pediu a volta de Saja e que agora diz ser Victor o melhor goleiro do Brasil. Aquele torcedor-leitor que criticou o Roth, vaiou o seu nome no alto-falante e que agora bate palmas. Aquele mesmo torcedor que enalteceu os golos do Perea – quatro contra o Jaciara! – e que pede para entrar o Marcelo no time.

Sentencio cheio de ignorância. Fluminense campeão da RECOPA, festa na Goethe, na Lima e Silva, no Itaimbezinho, em Bento Gonçalves, nas Missões, na Praça do Avião. A geral cantando o hino tricolor. O Rio Grande do Sul e a América não é azul, é Renato Gaúcho. Eu não entendo de futebol!

*Eugênio Brauner é professor, escritor, colorado e ao contrário do que afirma, entende bastante de futebol.

O artigo de Eugênio é uma resposta à acusação de Felipe no post Mate este dragão, Fluminense.

Junho 4, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 2 Comentários