PERSPECTIVA

Parque Getúlio Vargas após o “dilúvio”


As intensas chuvas que castigaram o Rio Grande do Sul desde o domingo, 27 de julho, criaram uma paisagem inusitada no Parque Getúlio Vargas em Canoas. A chamada ‘pista pequena’ de caminhadas, que circunda o campo de futebol ficou quase que totalmente tomada pelas águas. O gramado que leva à ‘pista grande’ teve boa parte de suas dimensões inundadas chamando a atenção inclusive dos patos que habitam o parque.

O Blog Perspectiva foi até o parque conferir o efeito das chuvas e registrou em fotos:

A “pista pequena” ficou intransitável

Em volta  do campo de futebol.

Reparem que o arame que cerca o campo de futebol está sendo substituído. Alguns dizem que esta é a verdadeira causa das chuvas torrenciais.

Pode parecer mentira, mas quem conhece sabe que existe um banco perto desta placa. O lago tradicional fica à esquerda.Agora tem concorrente.

O que era um gramado onde os canoenses sentam durante os finais de semana ou jogam futebol com as crianças transformou-se em lago. Os patinhos aproveitam a diversidade de locais para nadar.

Julho 31, 2008 Publicado por F Rules | Ecologia, Geral | | 1 Comentário

A volta do Peñarol

O Blog Perspectiva registra com alegria o retorno de um dos times mais tradicionais da América ao maior torneio do nosso continente. Pentacampeão da América, Tricampeão Mundial, berço de vários craques do futebol, o Club Atletico Peñarol volta a ocupar o lugar que lhe é de direito. Cliquem aqui para mais informações.

Julho 31, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Média de Público do Brasileirão 2008 até a 15ª rodada

Média do campeonato: 15.356 pagantes por jogo

Julho 29, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | 16 Comentários

Final de Libertadores 83 – uma visão diferente

*O texto abaixo é uma obra de ficção. Ou melhor: apenas parte dele. A parte verdadeira da história todos os gremistas conhecem.

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O jornalista inglês Lewis Phillips, conhecido colaborador da tradicional revista esportiva Four Lines, recém-publicado na Inglaterra sob o título Travelling for Football (L.I.E. Publications, 171 dólares) escreveu o que abaixo segue em seu diário. A obra completa soma quatro volumes e reúne mais vinte mil páginas dos diários das viagens de “Big Phil” – apelido dado em função de sua grande estatura – como repórter internacional por mais de trinta anos. Big Phil esteve em praticamente todos os países onde se joga futebol, trazendo para os leitores britânicos matérias detalhadas e em primeira mão acerca de equipes sobre as quais jamais ouviriam falar não fosse por ele. Trata-se de um prato cheio para os fãs do bom jornalismo esportivo. Este longo excerto do diário era um esboço de uma matéria para a Four Lines, que infelizmente não foi publicada.

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Porto Alegre, 29 de julho de 1983 – 4 horas da manhã


Saímos de Buenos Aires por volta das 7 da manhã deste dia 28 de julho e aterrissamos em Porto Alegre pouco mais de uma hora depois. Creio que esta é uma das poucas viagens rápidas que é possível fazer na América do Sul, onde é preciso passar horas e horas dentro de um avião para ir de uma província a outra dentro de um mesmo país. Por ser uma viagem rápida, não há nenhuma mudança notável do ponto de vista geográfico: as mesmas planícies infinitas e de terras extremamente férteis que encontrei na Argentina e no Uruguai existem neste Estado brasileiro, cujos habitantes se chamam “gaúchos”, termo indígena que, antigamente, designava os ladrões de gado. Não sei se isto é motivo de orgulho ou de vergonha para o povo desta cidade e confesso que ainda não tive coragem de perguntar a nenhum deles, uma vez que estes “gaúchos” são conhecidos entre os brasileiros como gente de temperamento quente e um tanto belicoso.

O fato é que esta cidade agraciada com a honra de sediar a final do torneio continental de clubes da América do Sul, a Taça Libertadores da América, tem uma característica um tanto curiosa. Logo que desembarcamos e fomos ao hotel, no centro da cidade, notamos que, apesar da baixa temperatura do inverno austral – lembre-se: no Hemisfério Sul, as estações do ano são trocadas -, as pessoas na rua vestem-se muito pobremente, com camisas e blusões finos que provavelmente não são capazes de protegê-las do frio. Além disso, em nenhuma das lojas há calefação e é praticamente impossível encontrar lareiras nas casas. Quando perguntei a um taxista qual o porquê disto, ele respondeu-me de pronto: “Sentir frio é coisa de fresco e aqui é terra de macho”, lascando uma interjeição que é comum ouvir por aqui no final das frases: “chae“. Ainda não descobri o que significa, mas sempre é pronunciada com bastante energia. Parece que os gaúchos estão mesmo empenhados em mostrar aos estrangeiros o quanto são homens e não parece saudável duvidar disto.

É nesta cidade empenhada em mostrar sua virilidade que será disputada a final daquele que é, provavelmente, o torneio de futebol mais viril do mundo. A Taça Libertadores da América, criada em 1960 como uma espécie de resposta latino-americana à nossa Copa dos Campeões, é ainda pouco conhecida entre nós e, na verdade, não é algo que a maioria dos ingleses vá apreciar. Em cada edição do torneio é possível escrever um relatório de árbitros comprados, doping, violência dentro e fora de campo, truculência da polícia e toda sorte de barbaridades que não são mais do que um reflexo do estado de semi-barbárie em que vivem os sul-americanos. Para dar um exemplo claro: imaginem uma partida disputada num país em guerra, onde os torcedores, colados ao campo, jogam toda sorte de objetos na equipe adversária, onde os próprios jogadores agridem vergonhosamente seus oponentes e até mesmo o árbitro da partida, que chega ao cúmulo de ter de pedir aos visitantes que não vençam o jogo sob pena de não voltarem vivos para casa . Não conseguem imaginar? Pois nem eu conseguia, até ver uma coisa dessas com meus próprios olhos. E, curiosamente, um dos protagonistas deste triste espetáculo era o time desta cidade que disputa a final: o Grêmio Football Portoalegrense.

A contenda se deu durante a minha estadia em Buenos Aires, há mais ou menos um mês. Fiquei sabendo que uma das partidas da semifinal da Libertadores seria disputada na cidade vizinha de La Plata, entre o Estudiantes local e uma equipe brasileira. Quando ouvi o nome “Estudiantes” imediatamente me veio à mente aquela noite em Old Trafford, há quinze anos, quando meu pai me levou para ver o segundo jogo do Mundial de Clubes entre eles e o meu Manchester United. Confesso que nunca fiquei tão revoltado em toda a minha vida. Nossos jogadores foram literalmente trucidados e, educados no nosso espírito de fair play, não sabiam responder à altura. Lembro que George Best e Denis Law não conseguiam parar de pé sem que algum argentino lhes viesse atingir. No fim, o Estudiantes empatou por 1 a 1 – havia ganho por 1 a 0 em La Plata, num jogo que, segundo diziam, fora ainda mais violento que o de Manchester – e sagrou-se campeão diante da nossa torcida. Lembrei imediatamente desta última imagem, dos jogadores do Estudiantes rindo da nossa cara dentro de campo e eu morto de vontade de entrar no gramado para dar-lhes uma lição. Decidi então que era meu dever assistir esse jogo – e na torcida do adversário.

Na hora esqueci, é claro, todos os perigos que rondam o fato de ser inglês na Argentina de hoje. Acho que os argentinos não estão muito felizes com o fato de que sua querida ilhazinha antártica voltou para as nossas mãos e, por via das dúvidas, sempre disse, quando lá estive, que era alemão. Mais de uma ouvi “ahhhh, ainda bem. Pensei que fosse inglês.”

Mesmo assim, lá fui eu. Não queria torcer pela equipe brasileira e sim contra o maldito Estudiantes -tanto é que só fui saber qual era o adversário na hora de comprar o ingresso. Nunca tinha ouvido falar deste tal de Grêmio. Do Brasil conhecia, como todos da minha geração, o grande Santos de Pelé, além do Flamengo, é claro, que trucidou o Liverpool há dois anos com os craques Zico e Júnior no time. Ouvi falar também do rival do Grêmio, o Internacional, equipe de onde saiu o grande Falcão e onde jogou o chileno Elias Figueroa. Deste Grêmio, nunca. Porém, como se tratava do futebol brasileiro, sabia que deveria esperar uma equipe muito técnica, habilidosa, com jogadores dribladores e também alguns problemas defensivos.

Mal sabia eu que estava diante de uma das maiores surpresas da minha vida. Naquela noite gelada em La Plata, enquanto eu escapava do frio, dos pedaços de madeira atirados pela torcida do Estudiantes nos poucos gremistas que lá estavam e do gás lacrimogênio da polícia argentina, tive o prazer de conhecer uma das equipes mais bravas, aguerridas e lutadoras que eu já vi. Envergando uma curiosa porém bela e harmônica combinação de listas azuis, pretas e brancas, o Grêmio jamais demonstrou ter o menor resquício de temor ou sequer de reverência perante o adversário, mesmo com todas as ameaças dentro e fora do jogo, mesmo com as agressões que resultaram em quatro expulsões para o Estudiantes, mesmo com os apelos do juiz uruguaio – agredido com pedradas durante o jogo – para que deixassem os argentinos virar o jogo. A partida terminou 3 a 3 porque os Grêmio apesar de estarem vencendo por 3 x 1, queriam voltar vivos para casa e cederam o empate para um Estudiantes com apenas sete homens em campo. Não fosse assim seria uma vitória acachapante de um futebol que eu jamais associaria com o Brasil e sequer com a cidade onde jogou o Rei de Roma Falcão. Esqueçam a cadência, os dribles fáceis, a elegância que vimos na Seleção Brasileira da última Copa do Mundo. O finalista da Libertadores da América é um time veloz, com dois verdadeiros foguetes nas pontas – Tarciso e uma jovem revelação chamada Renato Portaluppi -, lançados por um meia habilidoso – Tita – e um segundo volante com pulmão e senso coletivo – Osvaldo – que ajudam na marcação quando a equipe não tem a bola. Atrás deles um volante chamado China, que protege toda a defesa,formada por Baidek e a estrela uruguaia Hugo de León, capitão da Celeste Olímpica. Chama a atenção a entrega dos jogadores durante o jogo: inúmeras vezes pude ver o ponta Renato voltar para a defesa a fim de ajudar na marcação e até dar carrinhos. O time usa muito o contra-ataque que, puxado com grande velocidade, surpreende o adversário em poucos segundos. Taticamente lembra a seleção da Itália, mas é diferente. O time do Grêmio é bem organizado, tem força física, tem velocidade, mas sobretudo, tem sangue nos olhos. E um sangue fervente.

Depois de passar por essa epopéia futebolística, decidi que meu próximo passo era a cidade de Montevidéu, capital do Uruguai, para acompanhar esta equipe e seu fascinante espírito de jogo na grande final contra o nosso conhecido Club Atlético Peñarol, uma das maiores equipes do mundo, tetracampeão da América e tricampeão do mundo. Se os europeus se dessem ao trabalho de vir a este recanto esquecido do mundo cobrir a final do torneio – e até teriam boas razões para tanto, já que, custe-nos a aceitar ou não, os maiores craques do futebol mundial jogam aqui – provavelmente ilustrariam os suplementos esportivos de seus jornais com a seguinte chamada de capa: “Peñarol chega a outra final”. É natural. Não faz sentido lembrar de uma equipe que ninguém conhece. O Peñarol tem Fernando Morena, um dos maiores centroavantes do mundo. Tem Venancio Ramos, titular absoluto da seleção uruguaia, jogador habilidoso e muito veloz. Tem Mario Saralegui, Nelson Gutierrez e Montelongo. Tem, enfim, praticamente o mesmo time que arrasou o nosso Aston Villa na final do último Campeonato Mundial de Clubes. É, portanto, nosso conhecido e digno do nosso respeito. Do Grêmio, nem nós, nem o resto do mundo sabe de alguma coisa.

Infelizmente, não pude comparecer à capital uruguaia. Fiquei parado na aduana argentina durante mais de cinco horas, dando explicações à polícia das razões pelas quais um cidadão inglês estaria na Argentina logo depois de uma guerra entre as duas nações. Desta vez, minha idéia de fazer-me passar por alemão não adiantou. Fiquei sabendo, porém, que o jogo terminou 1 a 1, com o Peñarol pressionando durante o jogo inteiro e o Grêmio se defendendo bravamente. Seria um prenúncio do jogo de volta, em Porto Alegre?

A previsão do tempo para Porto Alegre em 28 de julho de 1983 apontava uma noite fria e úmida. O Estádio Olímpico Monumental estava com o gramado maltratado, cheio de buracos, pedaços de terra à vista, vários nacos de grama arrancados pelas disputas das partidas anteriores. O estádio não tinha grandes confortos: sentava-se nas escadas de cimento ou,simplesmente, ficava-se de pé, se o clube por acaso vendesse mais ingressos do que o comportado. Nada de muito agradável para uma noite fria como aquela. Mesmo assim, o Estádio Olímpico computou aproximadamente 80 mil pessoas para assistir à final da Taça Libertadores da América entre o time da casa e o Club Atlético Peñarol. 80 mil pessoas vindas de todo o Estado dispostas a passar frio, sentar no cimento gelado (ou ficar de pé), beber refrigerante sem gás, café frio, fraco e fedorento ou uísque paraguaio (o menu incluía também salgadinhos com prazo de validade vencido, balas a preços exorbitantes e sorvete derretido) e, possivelmente, sair de lá com uma derrota. Mais: num jogo em que o time da casa podia ser tudo, menos o favorito.

Nada disso parecia importar. Nas minhas andanças pelos arredores do Estádio – agora já podia me identificar como inglês – e em partes da cidade não vejo nenhum semblante que não esteja satisfeito, mesmo compartilhando alguns poucos metros quadrados com dezenas de pessoas de variados odores. Ninguém me pareceu angustiado, nervoso com o futuro resultado. Ninguém esfregava as mãos de frio ou de preocupação. Ninguém roía as unhas. Ao que parecia, simplesmente estar naquela final já era um prêmio sem tamanho. E é emocionante a maneira como estes torcedores do Grêmio se comportam no Estádio. Bandeiras tremulam, cânticos ensaiados são entoados por toda a platéia e uma senso geral de vibração e paixão fazem os orgulhosos torcedores do Liverpool, auto-intitulados os melhores do mundo, parecerem um coro de crianças na igreja.

E então o Grêmio entra em campo. Espocam fogos de artifício, o belo e melodioso hino do clube toca nos alto falantes – obra de Lupicínio Rodrigues, um dos mais conhecidos músicos do Brasil -, o torcedor vibra loucamente. Momento inesquecível. O jogo começa como eu esperava: o Peñarol, como boa equipe técnica do Rio da Prata, faz um jogo de muita inteligência tática, ditando o ritmo conforme as suas necessidades e marcando com força. O problema é segurar o ímpeto tresloucado do Grêmio que pode lembrar tudo menos o futebol, ao menos aquele que é praticado por pessoas normais: os jogadores parecem não respeitar o próprio físico, entrando em divididas suicidas e jogando-se em cima da bola como se fossem feitos de metal duro. Os jogadores do Peñarol respondem com o tradicional jogo sujo rioplatense, colocando o cotovelo onde não devem e o bico da chuteira em locais estratégicos do corpo do adversário. Querem, com isso, intimidar o adversário, apelar para uma terapia pavloviana de reflexos condicionados ao melhor estilo Admirável Mundo Novo. Isto talvez funcione com a maior parte das equipes – aliás, funcionou contra o Manchester United e também contra o Celtic, na final da Interncontinental de 1967 com o Racing argentino, provavelmente a mais violenta de todos os tempos. Não com o Grêmio. Tanto é que a equipe marca primeiro aos 10 minutos, numa saída pela esquerda que acaba no gol de Caio, levando o estádio ao delírio e os jogadores ao êxtase. Dá para ver nos rostos deles a incredulidade por estarem batendo o atual campeão do mundo e a alegria pela recompensa de tanta bravura.

O jogo recomeça. Se o Peñarol é cirúrgico em suas entradas violentas, como um torturador experiente, o Grêmio é como um jovem guerreiro cheio de fúria que entra na batalha e não sente os talhos que recebe. O time uruguaio também é técnico e habilidoso, provavelmente até mais que os brasileiros, e tenta a todo custo cadenciar o jogo para segurar o ímpeto enlouquecido do Grêmio. Durante todo o primeiro tempo o domínio é dos brasileiros, que fecham o meio e usam muito as suas poderosas jogadas pelas laterais do campo. Há boas chances de lado a lado e muita emoção.

No segundo tempo, o Peñarol volta melhor e consegue sufocar um pouco do ímpeto do Grêmio, que lhe cede terreno e permite que Venâncio Ramos e o brasileiro Jair dominem as ações de ataque. O time perde oportunidades até que, aos 25 minutos, um cruzamento para a área encontra Fernando Morena livre para cabecear e marcar o gol. O 1 a 1 esfria os ânimos de qualquer equipe, principalmente num jogo em que esta equipe é o claro coadjuvante ousando desafiar o grande e poderoso adversário. O resultado força um terceiro jogo em Buenos Aires, praticamente ao lado de Montevidéu – ou seja, o Peñarol jogaria em casa. Mas o Grêmio não pode permitir que isso aconteça. Aos 32,o talentoso ponta Renato – um jogador que seguramente terá um grande futuro pela frente – chama os zagueiros do Peñarol para a linha de fundo de ataque. Cercado, ele deveria fazer o que qualquer jogador inteligente faria: cavar um escanteio. É o que provavelmente espera toda a defesa do Peñarol, incluindo seus marcadores. Só que Renato consegue, milagrosamente, dar um “balão” para a grande área, na esperança de que alguma alma abençoada lá esteja para conferir. E lá estava, sim, alguém: o centroavante César, que substituira Caio no intervalo e, num lampejo de antevisão, estava correndo para a área a fim de receber a bola. César chegou no quadrilátero no exato momento em que a bola descia. Jogou-se em direção ao gol no exato momento em que ela alcançava a altura da sua cabeça. Não lhe importava o que ia acontecer com seu corpo, se ia bater na baliza, se ia se chocar com outro adversário, se algum uruguaio colocaria o pé para que ele caísse – nada disso. César doou seu corpo para a vitória e foi premiado: saiu ileso depois do lance e campeão da América depois do jogo.

Os dez minutos finais foram eletrizantes. O leão ferido Peñarol não podia aceitar que uma equipe daquelas lhe tirasse o título e jogou-se todo para a frente. Aos 44 minutos, o zagueiro De León tira uma bola em cima da linha. Aos 46, Venancio Ramos agride o goleiro Mazaropi, do Grêmio, e é expulso, provocando uma confusão generalizada – o que não poderia faltar, em se tratando de um jogo como este – onde Renato também é expulso. Os segundos finais concentram emoções em pouco espaço, que explodem como fogos de artifício quando o juiz dá o jogo por terminado e o Grêmio é campeão da Taça Libertadores da América de 1983.

Agora são quatro horas da manhã. Só agora cheguei no meu quarto de hotel e ainda não tomei banho e creio que não vou conseguir dormir. As imagens dos últimos dias – e, principalmente, destas últimas horas – estão para sempre gravadas na minha memória de amante do futebol e, mais do que isso, amante de todas as grandes vitórias da humanidade. Pois, se o Grêmio venceu este jogo e este campeonato pelos grandes jogadores que tem (apesar de pouco conhecidos), é mais certo ainda que o venceu pelas suas virtudes humanas, comuns aos grandes líderes, os grandes guerreiros, os grandes mestres e também às grandes equipes de futebol. Amanhã sigo para São Paulo e tomo meu avião de volta para minha segura casa européia em Manchester, longe dessa agitação, desse barulho, desta anarquia movida a paixões que caracteriza o futebol e tudo o que vem desta parte do mundo. E sou obrigado a reconhecer que faço isso com muita pena.

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Julho 28, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 3 Comentários

O Grêmio e eu – 25 anos de história

Eu poderia ser considerado um torcedor “modinha”. Afinal, somente iniciei minha trajetória gremista no ano da conquista da América. No entanto, dadas as circunstâncias que levaram a que somente a partir de 1983 passasse a ser tricolor, me considero “pé quente”.

Apresento aos leitores o folder comemorativao da conquista da Libertadores com dedicatória do presidente Fábio Koff, “O Grande”, e de César, o autor do gol, que humildemente manifestava ao então bebê de cinco meses a intenção de que fosse lembrado por ele através daquela foto (como se o seu feito pudesse ser esquecido). Posteriormente, foram obtidos os autógrafos de Paulo César Magalhães, Paulo Roberto e Renato.

A mensagem do folder evidencia a certeza da diretoria do Grêmio pela conquista do Mundial: “Parabéns, você é Campeão da América e será Campeão do Mundo”.

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Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Julho 28, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 1 Comentário

Grêmio 1 x 1 Palmeiras

Victor – Seguro como sempre, ainda acertou o canto no pênalti.

W. Thiego – Excelente partida. Rápido e com bons cruzamentos na área.

Pereira – Mostrou liderança, mas deve parar com esta troca de passes de zaga a zaga, é perigoso demais.

Réver – Saiu menos pro jogo do que costuma e foi bom, já que não comprometeu.

Felipe – É o lateral direito futuro ao natural. Mostrou qualidade demais e por falta de prática errou o gol na cabeçada logo no início.

W. Magrão – Foi aquém do que estava jogando nas últimas partidas. Na marcação esteve bem, mas sua presença no ataque foi ruim.

R. Carioca – Tem qualidade e técnica muito elevadas. Fez um jogo excelente apesar de alguns exageros que assustam.

Tcheco – Um dos que teoricamente mais sofreriam com o gramado cheio d´água, fez um bom jogo. Errou mais cruzamentos do que costuma mas mesmo assim foi acima da média neste quesito. Acredito que ele tenha que arriscar mais chutes de fora da área.

A. Pico – Chega a ser ultrajante como ele é superior aos demais laterais esquerdos que o Grêmio tem. E isso que ele é destro! É habilidoso e muito forte e ensinou Perea a fazer um gol que havia perdido um minuto atrás.

Perea – Boa movimentação e vontade, mas….quase-gol. A partida em si merece elogios, mas é preocupante a quantidade de gols “feitos” que perde.

Marcel – Serve para duas coisas: bola aérea e cavar faltas. E faz muito bem, só no primeiro tempo foram umas dez sofridas.

Reinaldo – Mal jogou, cavou um escanteio só.

Celso Roth – Aplaudido no início da partida, Celso Roth esteve de parabéns na tarde de domingo. Não recuou o time no fim da partida – ao contrário, avançou colocando atacante no lugar de zagueiro – e acertou escalando Felipe na vaga de P. Sérgio. O Efeito Roth ainda não surtiu efeito.

Julho 27, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 1 Comentário

“A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”, de Friedrich Engels

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Friedrich Engels em 1862

O jovem alemão Friedrich Engels estava com a vida feita. Rico, bem-nascido numa das mais prósperas famílias de Bremen, cultíssimo – já na adolescência escrevia poemas e aprendeu vários idiomas – e de boa aparência, foi designado pelo seu pai para cuidar dos negócios da família em Manchester, na Inglaterra. Não era um cargo qualquer: era nada menos do que a “oficina do mundo”, a cidade das chaminés e das máquinas que abastecia o mundo industrializado com tudo o que ele necessitava. Abrir um escritório em Manchester representava mais, na época, do que hoje abrir um em Nova York, Los Angeles ou Chicago. Era, para ser mais direto, o tipo de emprego que qualquer pai zeloso gostaria de dar para o filhão. E para lá se foi o jovem Engels, armado com algumas garrafas de vinho do Porto, várias cartas das namoradas, seus melhores ternos e, é claro, livros – muitos livros: de Hegel, Feuerbach, Bruno Bauer, Moses Hess, Max Stirner e todos os grandes nomes da maior glória que sua pátria fragmentada e oprimida podia ostentar naqueles tempos: a filosofia alemã.

E não qualquer filosofia. Uma filosofia crítica, crente no poder da razão humana, pronta para sair das modorrentas páginas dos compêndios,agarrar o leitor pelo pescoço e convencê-lo, às sacudidas, de que ficar ali parado não ajudava nada a mudar um mundo cuja principal característica era a contínua transformação,o contínuo devir, a contínua e incessante luta de opostos. Era preciso participar. E o século XIX, época da Revolução Industrial, do progresso técnico sem limites, do aumento desmedido de riquezas, oferecia uma oportunidade ímpar para um jovem como ele tomar parte do comboio da História. Engels e seus amigos – entre os quais contava um judeu meio raivoso chamado Karl Marx – logo perceberam que o progresso gerava uma imensa massa de despossuídos como nunca a humanidade havia visto antes. Descobrir qual o papel dela dentro da História era a principal preocupação de jovens ele. Ir a Manchester, o coração do capitalismo do século XIX, tinha um sentido todo especial para o jovem de Bremen e também para seu pai. Só que ele nem desconfiava, mas o garotão Friedrich, por trás dos belos ternos, do sorriso fácil e encantador, dos bons modos de gentleman e do ar um tanto dândi, escondia um socialista revolucionário.

Engels chegou a Manchester em 1842 interessado tanto nas condições que levaram a Inglaterra à dianteira do mundo capitalista quanto no destino que este mundo deixava para a classe trabalhadora, assunto de primeira ordem no seu círculo intelectual. Só que falar do povo pobre era uma coisa. Outra bem diferente era vê-los ao vivo. E não deve ter sido agradável a experiência do menino bem alimentado ao ver in loco aquela gente maltrapilha, homens, mulheres e crianças sujos de graxa e pó, magros, de olhos afundados e pele ressecada pelo frio e pela desnutrição perambulando pelas ruas dos distritos mais pobres das metrópoles. Na sua Alemanha natal, bem menos industrializada, o pobre viva no campo, em suas casinhas estilo enxaimel, cercada por agradáveis jardins e uma pequena horta onde a família trabalhava durante o ano de acordo com as suas possibilidades físicas. O lavrador alemão – assim como o artesão, o carpinteiro e o tecelão -t rabalhava e via o resultado do seu trabalho em suas mãos, ou, no máximo, nas mãos do patrão. Lá viviam, sim, alguns operários pobres, que ele havia visto de longe em uma ou outra visita à fábrica do pai. Mas nada comparável àquele povo extenuado, abrutalhado pelas 14 horas diárias de trabalho ininterrupto que ele via na avançadíssima Inglaterra. E o pior é que não podia fazer muito por eles, já que esta gente que tanto lhe repugnava era nada menos do que os seus empregados – ou seja, por mais pesada que fosse a sua consciência, era preciso tocar a firma. O fraco estômago do rico jovem da Renânia tinha de aguentar aquelas barbaridades durante o dia de trabalho. Mas só durante o dia. Quando o expediente acabava, Engels tomava uma charrete para sua casa num bairro rico de Manchester, sentava na escrivaninha, molhava a pena na tina e começava a escrever, indignado, aquilo que viria a ser o seu primeiro livro: “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra” , publicado agora no Brasil pela editora Boitempo.

Manifestação operária em Londres. Foto de 1848

Não foi uma tarefa fácil. Apesar do ardor de jovem rico e sensível que via a pobreza extrema pela primeira vez – algo facilmente perceptível pelo tom indignado que Engels emprega na maior parte do texto -, a confecção do livro exigiu dele um pouco mais do que o senso de justiça, a arguta observação empírica e a retórica de grande escritor. Em sua escrivaninha, ao lado do tinteiro e da pena, pousavam dezenas de relatórios de inspetores de fábricas, denúncias de instituições de caridade, recortes de reportagens de jornais ingleses, anuários estatísticos e trabalhos de pesquisa social então incipientes, porém muito úteis como fonte de pesquisa. É bem provável que Engels fosse, naquela altura, o dono da mais rica documentação sobre a exploração dos trabalhadores ingleses de toda a Grã-Bretanha, complementada pelas suas próprias observações pessoais sobre o estado dos bairros proletários das principais cidades do país. E dessas observações “A situação da classes trabalhadoras na Inglaterra” está cheio. Se há um momento em que as qualidades de Engels como escritor e jornalista aparecem claramente é quando ele fala das cidades e das paisagens rurais inglesas, como neste trecho:

“A área lanígera do West Riding, no Yorkshire, é encantadora: uma sucessão de verdes colinas, cujas elevações se tornam mais e mais abruptas na direção oeste até culminarem na crista escarpada de Blackstone Edge, divisória entre o mar da Irlanda e o mar do Norte. O vale do Aire, onde se situa Leeds, e o do Calder, percorrido pela ferrovia Manchester-Leeds, contam-se entre os mais sugestivos da Inglaterra, semeados por fábricas, vilas e cidades; as casas cinzentas de pedra, limpas e atraentes, comparadas às construções de tijolos cobertos de fuligem do Lancashire, são graciosas à vista. ”

Este é um momento especialmente agradável do livro. Engels gentilmente convida o leitor para viajar pela Merry Old England de céu cinzento e terra verdejante, conhecer suas metrópoles e suas cidadezinhas, as ruas principais, passear por elas e, quando quase nos sentimos capazes de respirar o agradável ar dos parques e das praças, ele nos joga no chão com apontamentos indignados sobre a miséria dos bairros pobres, a desnutrição, as mortes pela fome e as vidas gastas diante das máquinas. Quando chega a hora de descrever as condições de vida dos trabalhadores, Engels dá, na maior parte das vezes, voz aos jornais, revistas e relatórios. Quando fala do que viu nas fábricas em suas andanças pela Inglaterra, não consegue conter a revolta interior e proclama, em altos brados, “que deverá explodir uma revolução diante da qual a primeira Revolução Francesa e 1794 serão uma brincadeira de crianças”.

Casa de trabalhadores irlandeses

Não deixa de ser curioso. Engels viveu o suficiente para ver que aquele país então francamente revolucionário de 1842 se transformaria no povo mais pequeno-burguês do planeta, preferindo os confortos do capitalismo moderado às refulgentes palavras dos socialistas – que, por sinal, usufruíam e ainda usufruem de boa parte destes confortos. Na introdução da obra, o pensador alemão descreve assim os trabalhadores ingleses antes da Revolução Industrial: “ganhavam para suprir suas necessidades e dispunham de tempo para um trabalho sadio no seu jardim ou em seu campo, trabalho que para eles era uma forma de descanso; e podiam, ainda, com seus vizinhos, participar de passatempos e distrações“. O progresso roubou-lhes tudo isso. Ora, o que eles queriam era, apenas, voltar a ter essa vida – com alguns reparos, alguns ganhos advindos do desenvolvimento tecnológico, algumas facilidades urbanas, mas, essencialmente, esta vida – que é a que têm hoje, passado século e meio de discursos, palanques, reuniões canceladas pela polícia, prisões de seus líderes e a conclusão, com a chegada do líder operário James Keir Hardie ao parlamento, no fim do século XIX, de que era melhor deixar essa coisa de revolução de lado e garantir o dinheiro do pint de cerveja e dos ingressos para os jogos do Liverpool e do Manchester United. Os operários ingleses, que Engels e depois seu amigo Marx tanto louvariam e enxergariam como células das revoluções do porvir, acabariam por serem os primeiros a renegarem definitivamente o marxismo.

Não podemos culpá-los. O marxismo – que é o que Engels defende, mesmo sem, na época, ter tido maiores encontros com Karl Marx – tem pressupostos pelo menos duvidosos e promete um resultado nada a animador. Afirma que todas as criações do espírito humano são decorrência direta ou indireta da estrutura econômica da sociedade em que vivem e que a consciência humana é, direta ou indiretamente, produto dessa mesma estrutura, dando pouco espaço para bobagens pequeno-burguesas como gênio individual ou livre-iniciativa. Por outro lado, promete um futuro de ditadura e opressão, onde os soi-disant proletários tomarão as rédeas dos destinos da Humanidade. Não faltam bons motivos para os trabalhadores preferirem o jogo do seu time preferido à ditadura do proletariado, assim como não faltam bons motivos para os intelectuais não levarem as palavras de Marx e Engels a sério. Pouco adiantaram os avisos de um Lúkacs, que, preocupado com as generalizações que via os críticos do marxismo fazerem, diferenciava esta forma de marxismo, que ele chamava de “vulgar”, do verdadeiro marxismo ortodoxo, que nada tinha de determinista e mecânico como seus críticos queriam fazer crer: já em 1940, Edmund Wilson mandava essa diferenciação às favas ao dizer, secamente, que todo marxismo é vulgar. E não é difícil concordar com ele. Por mais que Lukács diga que a estrutura econômica não é o que determina diretamente as criações do espírito, o fato é que os seus próprios ensaios sobre literatura dão verdadeiras aulas de economia e vinculam tanto a obra quanto a biografia do escritor às circunstâncias de época. Por mais que um Nelson Werneck Sodré concorde com Lúkacs, ele escreveu uma História da Literatura Brasileira onde sabemos, com detalhes, os números da importação de escravos para a Bahia e não lemos um só poema de Gregório de Matos Guerra. Por mais que todos eles pensem que o marxismo é muito mais aberto e refinado do que o mau entendedor pensa, que não é bem assim essa história de determinismo econômico, que isso não passa de manobra dos pensadores burgueses (como se o termo “pensadores burugueses” já não fosse interpretação mecânica a partir da economia…..), a grande verdade que a base da necessidade econômica, em última instância, acaba sempre por preponderar no desenvolvimento político,jurídico, filosófico, religioso e literário, mesmo que estes reajam sobre aquela e vice-versa e que haja uma ação recíproca. E isto foi dito por ninguém menos do que o próprio Engels, numa carta escrita, ironicamente, para refutar a idéia de que o materialismo histórico era determinista.

A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra traz em germe esta idéia central do marxismo. Para Engels, tudo o que os operários – e os burgueses – pensam e a maneira como agem decorre única e exclusivamente da situação social em que se encontram. Isto é discutível? Provavelmente. Mas discutamos, então: qual a melhor maneira para analisar corretamente aquela época? Não parece claro que, quando se trata da classe dos totalmente despossuídos, dos semi-escravizados, dos que têm de contar os últimos pence para comprar pão preto para a família esfomeada, as condições econômicas não são a causa prepoderante do seu comportamento? E que tudo o que eles falem, pensem e façam deriva,drireta ou indiretamente, de uma situação-limite onde o lado econômico prepondera? E mais: que, quando uma sociedade,como a da Inglaterra de 1842, é claramente constituída de duas classes com interesses diametralmente diferentes, não estamos falando de uma luta de classes de fato? Difícil contradizer. Pois, por tudo de mau que temos para dizer do marxismo – e não só dele, é bom que se lembre – é certo que não podemos nunca mais esquecer da importância dos meios de produção e as condições concretas da existência para o estudo de uma época, lição que grandes como Max Weber, Karl Mannheim, Benedetto Croce e tantos outros não-marxistas souberam receber e plasmar em novos contornos. Ou até mesmo marxistas declarados,como Benjamin, Adorno e o ainda vivo Hobsbawm, para quem A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra era nada menos que “um marco na história do capitalismo” e “uma obra-prima”. E não é de outra maneira que devemos saudá-lo hoje: como um grande livro de historiador, um relato pulsante de um momento decisivo e uma denúncia que permanece, porque muitas das causas que a motivaram ainda estão presentes. Temos o privilégio de ler um documento escrito por alguém que não só viveu aquela época como trabalhou para mudá-la radicalmente. E , no fim das contas, foi o que este jovem rico, culto e de boa aparência conseguiu: mudar radicalmente o mundo. Mesmo que não da maneira como chegou a imaginar.

Onde encontrar:

www.boitempoeditorial.com

(11) 3875 7250

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Julho 26, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Ciências Humanas | | 5 Comentários

Pay-per-view – fonte de irritação

Uma das grandes vantagens da TV por assinatura é a possibilidade de assistirmos todos jogos de nosso time do coração sem dependermos da boa vontade das emissoras. Contrata-se a transmissão do campeonato brasileiro na espectativa de assistir aos jogos em canal especialmente destinado para isso, com transmissão iniciando minutos antes das partidas e com cobertura do final da mesma, entrevistas com atletas, imagens da torcida e todo aquele pós-jogo.

No entanto, a emissora responsável desconsidera totalmente o assinante e constantemente mescla a transmissão do jogo com momentos de partidas que ocorrem simultaneamente e que também são objeto de transmissão em outro canal. Imaginam, baseados no nada, que os torcedores do Grêmio, como foi o caso nesta quinta, prefiram assistir as entrevistas dos jogadores do Palmeiras do que as do seu time que acabara de vencer o Figueirense por 7x 1. Desimporta se a partida estava sendo transmitida pela Sportv. Continua sendo uma partida do Grêmio, que seus torcedores pagaram para ver através do Sócio Premiere.

Julho 25, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes, Geral | | 2 Comentários

Figueirense 1 x 7 Grêmio

Victor – O melhor goleiro do Brasil, duas ótimas defesas.

Jean – Difícil de crer, mas jogou bem e inclusive salvou um gol.

Pereira – Não errou nenhuma vez e segue com sua estratégia no ataque de jogar um companheiro seu no adversário para conseguir cabecear.

W. Thiego – Excelente partida. Curioso ver que sem o Léo não existem ataques pela direita.

Paulo Sérgio – Meio a meio na partida. Participou de bons lances, lutou muito e deu assistências, mas cometeu um pênalti bizarro. Está fora da próxima partida contra o Palmeiras.

R. Carioca – Muito bem em campo surpreendendo na marcação apesar de não ser um jogador de ‘corpo’.

W. Magrão – Ótima partida. Assim como no jogo contra o Cruzeiro, mostrou muita qualidade no ataque e na defesa. Nem parece o mesmo jogador de 2007 e do primeiro semestre de 2008.

Tcheco – É o líder do meio campo e capitão do time. Não foi sensacional o jogo inteiro mas tem uma precisão nos lançamentos, passes e cruzamentos para a área acima da média e muito. O lance que originou o terceiro gol foi de muita técnica.

A. Pico – É ainda afoito em alguns lances e não marca com perfeição, mas o lateral-direito na esquerda está se saindo muito bem.

Perea – Hoje foi irrepreensível. Perfeito o jogo todo, participou com vontade e não perdeu quase nenhuma chance. Três gols de talento. Uma pena ser tão instável.

Marcel – É um jogador por quem não tenho afeição, mas impossível não reconhecer sua importância hoje. Fez um trabalho de pivô sensacional e atraiu muito bem a marcação. Seu gol de cabeça foi por puros méritos de Tcheco e seu bom posicionamento.

Reinaldo – Impressionante. Entrou no meio do segundo tempo e fez três, TRÊS GOLS. Todos sabem que Reinaldo não é um grande craque, mas merece os aplausou pois aproveitou-se de toda a fragilidade do horrível time do Figueirense.

Makelele – Entrou mais uma vez bem e deu uma assistência. Pede passagem.

B. Telles – Mal participou mas quando tocou mostrou técnica. O Grêmio tem lateral desde 2006, mas faltava dar suporte. Ah, Hidalgo…

Julho 25, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

“Estrela da Vida Inteira”, de Manuel Bandeira em debate na PUCRS

No próximo dia 6 de agosto , das 17h30min às 19h30min a obra “Estrela da Vida Inteira”, de Manuel Bandeira, será tema do  encontro do projeto “Relendo a Literatura” da Faculdade de Letras da PUCRS.

O evento, destinado a estudantes e docentes de literatura, deverá ocorrer  no auditório do prédio 9, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre).Nas próximas edições serão estudados textos de Fernando Pessoa, Eça de Queirós e Milton Hatoum.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail:

relendoaliteratura@pucrs.br.

Julho 23, 2008 Publicado por Madame Li Li | Literatura | | Sem comentários ainda

*Mulisquetas, firulas e terras improdutivas: chamem o MST amigos!

*Eugênio Brauner

Fiquei comovido com as lágrimas do Robinho. Como fiquei. Mas não foi pelo patriotismo do atleta, em uma época que os jogadores abrem mão de jogar nas suas seleções: lembremos da esnobada de Ronaldinho “Mulisqueta” Gaúcho e Kaká “O Virgem” na Copa América do ano passado. Aliás, este é um fenômeno que não é ítinmo apenas do futebol. O basquete brasileiro sofre com isso. Não vamos a Pequim porque os Nenês e Leandrinhos que atuam na NBA deiaxram a seleção na mão, chupando dedo.

Mas deixemos o basquetebol de lado e falemos das lágrimas de Robinho.

Nunca fui e nunca serei fã desse jogador. È muita firula, pezinho passando sobre a bola, embaixadinhas ao melhor estilo foca adestrada do Sea World. O Robinho, na minha inútil opinião, é como as milhares de terras improdutivas do País.

Assim como ele, tivemos no futebol gaúcho, recentemente, dois jogadores que faziam a alegria dos locutores esportivos. Quem não lembra do Marcelinho “Ferro Elétrico”, pelo lado azul, e do Diego “Cai-Cai”, no lado vermelho? Deram a sua meia dúzia de dribles, levaram a torcida ao êxtase, fizeram com que o Daniel Oliveira e o Pedro Ernesto dessem “lindos” discursos na hora dos gols – aliás, dos pouquíssimos gols – que ambos fizeram. Apenas isso. O primeiro, não sei onde está jogando – a última lembrança que eu tenho dele é no São Caetano – e o segundo, descobri hoje, que está caindo lá pelas áreas da China – no Guangzhou Pharmaceutical, time que jogou hoje contra o Chelsea, na estréia do Felipão.

Robinho, Marcelinho e Diego são jogadores que nada acrescentam às suas equipes. Ficam lá pelas bordas do campo, jogando um carteado com os bandeirinhas e sendo nada decisivos para os seus clubes. Nada.

Será que Robinho sentiu mesmo o fato de não estar em Pequim na busca do inédito ouro? Porque hoje, assistindo à imagens do treino merengue, Robinho era pura risada, fazendo embaixadinhas e outras firulices com o balão de couro.

Eu confesso. Fiquei comovido com as lágrimas do Robinho. Fiquei mesmo. Porque era uma grande chance dele largar o Real e conseguir um empreguinho no Circo Imperial da China, lá precisa-se de malabaristas. As minhas madrugadas de agosto não serão as mesmas sem os gritos do Galvão: “pra cima deles RRRRRRRRobinho”!

* Eugênio Brauner é literato, coloradaço e inimigo declarado do futebol bailarino.

Julho 23, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Média de público do Brasileirão 2008 até a 12ª rodada

Entre parênteses, o número de jogos em casa.


Julho 21, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 5 Comentários

Grêmio x Cruzeiro – impressões de torcedores

A partida disputada ontem no Olímpico entre Grêmio e Cruzeiro tinha um componente especial: valia seis pontos pelo fato de estarem se enfrentando os dois times que disputavam a vice-liderança do campeonato. E a torcida do mandante entendeu perfeitamente esse momento. Nem mesmo os negativos prognósticos metereológicos- felizmente não condizentes com a realidade – impediram a presença de 31.000 gremistas que deram belíssima demonstração de como uma torcida pode ser significativa na atuação de um time. Mesmo prejudicados pela ausência dos bumbos, os torcedores superaram-se em entusiasmo.A torcida cantou o jogo inteiro e teve momentos em que o estádio tremia,tamanha a empolgação. E o time sentiu esse apoio e tentou corresponder. O que em muitos jogadores falta em qualidade sobrou em esforço e dedicação. Não que isso me crie ilusões exageradas ou me faça acreditar que esse time está bem. Longe disso, a dificuldade em concluir ficou evidente e é muito preocupante. Há falta de opções do meio campo, mas essa deve ser corrigida com as contratações de Souza e Orteman. E há, claro, o Efeito Roth, uma ameaça sempre presente e aterrorizante.

As palavras de André Krieger após o jogo, quando dedicou a vitória à torcida , atribuindo a ela o resultado, demonstram sensibilidade e respeito. E , a meu juízo, foram importantes pois considero quase desrespeitosas as constantes declarações de Celso Roth ,deixando implícito que o futebol é algo em que apenas o lado profissional interessa e que a torcida é fator menos importante. Se ouvíssemos apenas Roth deveríamos talvez nos sentir como animaizinhos amestrados batendo palminhas – ou deixar o futebol de lado.

Julho 20, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | Sem comentários ainda

Grêmio 1 x 0 Cruzeiro

Victor – Mal precisou jogar, mas nas poucas vezes em que foi exigido atuou com perfeição

Léo – Teve alguns bons desarmes, mas foi o menos competentes dos zagueiros. No primeiro tempo quase todos os ataques do Cruzeiro vinham pela direita – seu lado.

Pereira – Redimiu-se da última partida contra o Sport e foi soberano no jogo aéreo. Só faltou o seu tradicional potencial ofensivo.

Réver – Fez uma boa partida também, mesmo que continue fazendo algumas de suas costumeiras lambanças.

P. Sérgio – Não deve ser exagero dizer que foi a melhor partida da carreira do Paulo Sérgio. Além do belo gol de sem-pulo, não teve as usuais falhas bisonhas ou passes errados o tempo inteiro!

W. Magrão – Senhores, QUE PARTIDA! Desta vez não há o que contestar: marcou perfeitamente com boas antecipações e esteve razoavelmente bem presente ao ataque. Falhou apenas no segundo tempo na hora de uma conclusão a gol.

R. Carioca – Ficou abaixo do esperado. Demorou para entrar no jogo e teve alguns erros de exageros.

Tcheco – Apesar de ter sido excelente nos cruzamentos e na presença “box-to-box”, não foi brilhante o tempo inteiro. Falhou duas vezes em passes relativamente fáceis, mas mesmo assim fez um bom jogo.

A. Pico – É o nosso Anderson! Com dribles desconcertantes e gingados de corpo, a Formiga Atômica tricolor foi um dos expoentes do jogo e PASMEM: MARCOU BEM.

A. Luís – Pô, que chato. André Luís batalhou o tempo inteiro, corria e lutava, mas estava diante de seu grande problema: ele é muito ruim, gente. Teve um momento no segundo tempo que na substituição até ELE achava que sairia e se surpreendeu em ficar em campo (e errando mais ainda). Por pena, a torcida o aplaudiu na sua semi-volta olímpica.

Perea – Foi bem, muito esforçado e participativo, mas está difícil agüentar a sua síndrome de quase-gol. Um centroavante de seu preço e status não pode perder gols como o que ele perdeu no jogo.

W. Thiego – Substituiu Léo e foi superior. Pela direita não houveram mais ataques.

Makelele – Entrou muito bem na partida, justificando a sua contratação. Merece mais oportunidades.

Reinaldo – Tem habilidade e ginga, mas sem corpo. Reinaldo perdeu todas as trombadas com Espinoza. Sugiro feijão.

Celso Roth – Roth não teve erros nesta partida. Escolheu Anderson Pico para substituir Helder (embora EU acredite que ele deva jogar na direita) e o guri correspondeu. A posição em que Tcheco está jogando também é satisfatória. Mas o Efeito Roth ainda aterroriza.

Julho 20, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

ARROIO ARAÇÁ,um amigo em perigo

O Arroio Araçá é um curso d´água de Canoas/RS, que tem sido encarado e tratado como valão onde se depositam toda espécie de resíduos em suas águas. As fotos abaixo foram obtidas em seu perfil no Orkut Arroio Araçá – preciso de amigos .

A seleção de lixo por “catadores” às margens do arroio.

Quem por preguiça ou desleixo não faz a seleção de lixo e/ou não entrega para a coleta seletiva, está colaborando para este triste quadro de agressão ao ambiente. O que não serve para nós certamente também não serve para o Araçá.

Claro que os governantes também deveriam oportunizar coleta seletiva mais de uma vez por semana.

E vejam outras ” belas” fotos:

Espuma no arroio em 16/07/08

Comunidade do Araçá no Orkut:

Arroio Araçá- nosso rio guri

Julho 20, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | 1 Comentário

Nelson Mandela e o século XX

Nelson Mandela completa 90 anos neste dia 18 de julho. Sua saúde aparenta ser boa, apesar de alguns percalços ocasionais típicos da idade. Está lúcido e disposto, sendo frequentemente visto em eventos onde sua magna presença é requisitada. Seu rosto é conhecido e transformado em ícone pop. Todos o respeitam e querem o seu bem – ou quase todos, mas as exceções, por serem muito poucas e , normalmente, muito toscas, não nos interessam. O fato é que Mandela faz hoje o seu aniversário de 90 anos e parece firmemente disposto a completar outros tantos aniversários sob o olhar admirado e respeitoso do mundo civilizado.

A este olhar admirado e respeitoso nós nos juntamos sem reservas. Como poderia ser diferente? Mandela não é apenas o mais inteligente, o mais articulado, o mais justo e ponderado líder africano de todos os tempos. Não é apenas o homem que pôs fim ao mais asqueroso regime racista do século XX, que inspirou a luta pacífica dos negros em todo mundo, que proferiu as mais belas palavras contra o preconceito do branco para com o negro, do negro para com o branco e dentre os próprios negros, que transformou uma reivindicação étnica local num símboo da luta universal pelos direitos humanos e pela liberdade. Se fosse tudo isso já seria muito mais do que um homem comum pode aspirar. Mas Mandela foi além. No curto período entre a sua libertação da prisão onde viveu por três décadas e sua eleição como o primeiro presidente da África do Sul democrática, em 1994, ele colocou a última pá de cal na mais grandiosa e envergonhante era da história da humanidade: o século XX.

Não é qualquer homem que é capaz de terminar com um século inteiro. Mandela está em companhia de poucos: Mikhail Gorbatchev, João Paulo II, Helmut Kohl….quem mais? São aqueles homens que põem fim a certas condições – um regime político, uma disputa ideológica – que se destacam e constituem, para as gerações vindouras, o símbolo de um século. É certo que nenhum destes homens age sozinho, que nenhum começa ou acaba algo sem boas companhias. No caso de Mandela, ele próprio admitiu que deve muito a Mahatma Ghandi e que, sem os outros movimentos de libertação da África – alguns deles não muito respeitáveis,aliás – ele dificilmente teria feito muita coisa. Mas foi dele o golpe final num dos males que, como o comunismo, o nazismo e demais dissidências, marcaram os cem anos que nos precedem: o colonialismo. O apartheid sul-africano era o último resquício de uma doutrina aplicada em toda a África até mais ou menos a década de 40 (e na maior parte dela há até uns 30 anos), sem qualquer chiadeira da comunidade internacional, que considerava a exploração ilimitada da colônia pela metrópole – incluindo aí a separação entre europeus e nativos, com vantagens para os primeiros – algo perfeitamente legítimo e saudado até por grandes como Rudyard Kipling como um dever civilizatório do homem branco. Sem ser o único país onde houve apartheid, a África do Sul foi, entretanto, o lugar onde ele parecia mais evidente, talvez por se tratar de um país anglófono, relativamente industrializado e com significativa presença de população branca, ao contrário dos seus vizinhos. O colonialismo foi, no decorrer dos anos, morrendo pouco a pouco na Ásia e na África e, quando Mandela foi solto , em 1990, ele já era moribundo. O apartheid era o seu último suspiro. Por causa dele, o líder Nelson Mandela foi preso durante três décadas. Por causa dele tornou-se mito, guiando e inspirando o seu povo mesmo detrás das grades. E pelas suas mãos ele encontrou seu fim.

Depois de 1998, quando saiu da presidência de seu país, Mandela retirou-se da política oficial e passou a viver de acordo com a sua condição de personalidade histórica. Sua grande tarefa já havia terminado e, com ele, foi embora o século em que ele viveu e cuja história ajudou a escrever. O homem que vemos hoje completar 90 anos não está aí para fazer coisas novas. Está aí para observar este século XXI que começou em 2001, com a queda das torres gêmeas, para lamentar o recrudescimento do racismo e da xenofobia na Europa, para notar, consternado, que seus discípulos do CNA (Congresso Nacional Africano, partido anti-racista que ele ajudou a formar) nem sempre aprenderam bem as suas valiosas lições de tolerância e humanidade. Está aí também para ser ouvido, mas sobre o que os outros fazem e farão. Para servir de exemplo, inclusive de como um homem pode chegar aos 90 anos com a serena certeza do dever cumprido. Porque a voz de Nelson Mandela, que ouvimos com dificuldade atrás de seu forte sotaque de negro sul-africano e de sua garganta gasta pela idade, é nada menos do que a voz, viva e pulsante, do mais pulsante de todos os séculos da História.

Leia mais: Nelson Mandela is a hero, not a saint - um artigo do jornal britânico The Guardian sobre a complexa personalidade de Mandela

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Julho 18, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Política | | Sem comentários ainda

Coringa

Depois de assistir à atuação de Heath Ledger como Coringa em Batman- O cavaleiro das trevas acredito que nunca mais assistiremos o personagem ser interpretado sem lembrarmos desse filme. Estupenda performance em um filme obrigatório.

Julho 18, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Cinema | | Sem comentários ainda

René Girard sobre o relativismo

Entrevista do pensador francês sobre o relativismo cultural e religioso e suas consequências:

http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=194859

Julho 17, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Ciências Humanas | | Sem comentários ainda

Blog de Geoffrey Chaucer

http://houseoffame.blogspot.com/

Será este o limite da criatividade dos blogueiros?

Julho 17, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Alívio Cômico, Literatura | | Sem comentários ainda

*Balzac, inveja e Balzac: pequenas tessituras

*Eugenio Brauner

Garanto que o meu leitor já ouviu falar de Honoré de Balzac. Este mesmo: o escritor francês, grande representante da – direi assim, para regozijo dos meus críticos – escola realista, autor da fabulosa – e não menos volumosa – Comédia Humana e que, reza a lenda, passava 15 horas do seu dia escrevendo e bebendo café.

Fico imaginando o gordinho Balzac, caminhando pelos arredores da Sorbonne, no Faubourg Saint-Germain, em Chaussé d’Antin, no demi-monde dos bulevares, todo cheio de graça, faceiro, pimpão, desfilando o seu orgulho de ser Honoré de Balzac, autor de Ilusões Perdidas, a meu ver, o maior romance da literatura francesa.

Vivendo em uma época de transição, pois novas técnicas de imprensa surgiam e o capitalismo que nascia no horizonte do mundo das letras fez com que a produção de livros se tornasse um grande negócio. E Balzac, aproveitando-se do momento, tentou – e conseguiu? – ser um escritor profissional e ascender socialmente através da sua profissão. É esta ascensão social que encontramos no novo romance que se estabelecia. Eis o motivo do sucesso de Balzac, a grosso modo.

Claro que a crítica não pode se calar diante deste case. Balzac foi duramente criticado. Mas criticado mesmo. Foi então que, em uma bela tarde de sol, na varanda da casa de um amigo editor, no Palais Royal, ele sentenciou, enquanto cofiava o bigodinho:

– É tão natural destruir o que não se pode construir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja.

Lembrei-me disso hoje pela manhã, quando navegava pela web. Como amante do futebol do interior – em especial, da outrora portentosa Zona Sul – entro nos sites dos times do interior, freqüento blogs temáticos e fóruns e fico espantado com a quantidade de xingamentos que torcedores dos clubes da “desenvolvida” Caxias do Sul desferem contra os “nanicos” times de Pelotas. Por quê?

A dupla Ca-Ju é muito mais endinheirada. Tem bons patrocínios. Bons estádios – com destaque, óbvio, para o Alfredo Jaconi. Jogam campeonatos interessantes. Então, por que seus torcedores se preocupam tanto com a dupla BRA-PEL?

O Juventude nunca conseguiu fazer uma média de cinco dígitos de torcedores na primeira divisão do NACIONALZÃO. O Caxias, atualmente disputando a SÉRIE C, coloca 2.ooo almas a muito custo no Centenário.

Ontem, na Boca do Lobo, tinha 5.000 fiéis lobos incentivando o time na SÉRIE B DO RURALITO.

Os xavantes, não fazem por menos: tem a segunda maior média de público na SÉRIE C – perdem apenas para o tradicional Santa Cruz-PE.

Onde a dupla BRA-PEL vai, centenas de torcedores vão atrás, em uma verdadeira romaria. Lembremos da recente invasão áureo-cerúlea no Complexo Esportivo da PUC-RS. E para o Paraná, onde o Brasil jogará domingo contra a J. Malucelli, já tem uma dúzia de ônibus lotados.

Acho que é este o motivo da inveja de grenás e esmeraldinos. A paixão de duas torcidas que não abandonam os seus clubes. Falta poderio econômico para a Zona Sul, esquecida e maltratada pelos governos, dar o pulo do gato e resgatar o seu passado. Uma terra cheia de história e de futebol: São Paulo, Rio Grande, Grêmio Bagé, Guarany-BA, 14 de Julho, Grêmio Santanense, Farroupilha, Brasil e Pelotas. Caxienses e papos não precisam se preocupar, pois a hegemonia do futebol da Serra não está correndo perigo. Ainda.

Realmente, Balzac tinha razão!

Tudo que  Eugenio Brauner publicou no Perspectiva

Julho 17, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 6 Comentários

Sport 2 x 2 Grêmio

Victor – Não falhou nos gols, mas assustou em algumas saídas de gol.

Léo – Um zagueiro comum. Não teve grandes erros nem acertos. Como não sabe cabecear, não teve culpa nos gols.

Pereira – Foi medonho. Deixou Durval cabecear com facilidade no primeiro gol e no segundo fez contra. Sua pior partida no ano pelo Grêmio, uma ruindade assustadora.

Réver – Discreto, embora não tenha feito grande partida também.

P. Sérgio – É até surpreendente como ele pode errar tanto. Os lances dele são tão burros que parecem propositais. No primeiro tempo conseguiu errar três vezes na mesma jogada.

W. Magrão – Fez um bonito gol e por isso merece algum aplauso. Mas é limitado demais na técnica e arte de jogar futebol.

R. Carioca – Outro que não fez grande partida apesar de não ter comprometido tanto. Pode render bem mais pela sua técnica.

Tcheco – Decepcionou, embora seja muito difícil para um jogador de seu estilo jogar com companheiros tão burros. Foi excelente nos cruzamentos, mas falhou em algumas jogadas bobas e poderia ter aparecido mais.

Helder – Não parece o mesmo jogador que começou o brasileirão. Mostra declínio ao invés de evolução.

A. Luís – …

Marcel – Fez um bom jogo para os padrões Marcel. Foi menos vergalito do que costuma e participou imensamente dos dois gols do Grêmio.

W. Thiego – Entrou para substituir Réver e não fez coisa nenhuma. Uma partida para esquecer.

R. Mendes – Fez um gol de oportunismo. E…só.

A. Pico – Mal tocou na bola.

Celso Roth (lembrado pelo leitor Felipe) – Celso Roth repetiu o esquema 3-5-2 que parece ter saturado no Grêmio pela fragilidade da defesa e queda (ainda maior) do rendimento dos laterais. O resultado é que o Grêmio sempre joga feio e chato, fazendo partidas melancólicas com resultados bons demais para a realidade. Não entendo o motivo pelo qual nunca escala Amaral (que foi pedido por ele mesmo) e as poucas oportunidades de Makelele.

Julho 17, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 3 Comentários

*Atravessando o samba ou Que time chato!

* Eugenio Brauner

Hoje, lendo as notícias na internet, lembrei de dois grandes amigos. O Cadu e o Daniel. Dois faixas, companheiros de churrascos e botecos da Lima e Silva.

Somos um trio de amigos, mas confesso que eles são muito mais amigos entre si. Vai ver que é pelos motivos de torcerem para as mesmas cores, morarem no mesmo condomínio ou fazerem o mesmo curso na mesma universidade. Quem sabe.

O fato é que outro dia estávamos passando ali na Otávio Rocha e o Cadu olhou babando para um tênis exposto uma loja de calçados. Um tênis cinza, brilhoso, com mais molas e amortecedores que o meu carro. “É este aí que eu vou comprar”, e apontou, todo cheio de orgulho, o dedo para a vitrine. “Só tenho que esperar receber o salário”. O Daniel elogiou o pisante. Mas não bastou elogiar. Na sexta-feira seguinte ele me aparece lá no Chalé da Praça XV com os ditos cujos, todo pimpão. O Cadu ficou pê da vida, disse que aquilo era sacanagem e coisa e tal. “Mas agora eu já paguei”, respondeu o Daniel, cuspindo o caroço da azeitona.

No fim de semana que passou fizemos um churrasco. Vazio, lingüiça do bola extra-forte, salada de batata, Polar e tudo que se tem direito. Conversávamos sobre a vinda do Orteman, se ele seria como um Julio dos Santos, quando tocou um celular. Under Pressure, do Queen, era o toque. É o do Cadu, pensei, ligando alguns fatos. Porque ele tinha nos confessado seu amor a esta música outro dia – lembrava-lhe a Fabi, uma coleguinha sua do trabalho. Ledo engano: o celular que tocava era o do Daniel.

Encontrei-me com os dois ontem a tarde no café da Casa de Cultura. O Daniel vestia uma camiseta sem tirar nem pôr igual a do Cadu. “Comprei anteontem”, disse o primeiro. “Eu comprei ontem”, disse o segundo, “Mas falei que queria comprá-la desde o mês passado”, completou, enquanto mexia o seu capuccino. “Imaginei”, falei eu.

Como disse anteriormente, lembrei-me dos amigos quando li na internet sobre o interesse do São Paulo em contar com D’Alessandro no seu plantel. E Lembrei-me mais ainda, quando escutei no rádio que o tricolor paulista gostaria de contar com os serviços futebolísticos do Daniel Carvalho. Coincidência ou não, também interesse do Inter. Só de cabeça, sem pesquisa alguma – e o leitor pode me ajudar –, lembro que o São Paulo já se atravessou nas contratações coloradas do Jota Wagner, do Miranda, do André Lima. Eu só fui acreditar que o Souza era do Grêmio quando este vestiu a camiseta tricolor, porque, até então, fiquei imaginando um engravatado do São Paulo seqüestrando/aliciando o jogador em algum aeroporto. Que time chato! Se o Daniel não fosse meu amigo, bem que ele podia ser são-paulino.

Tudo que  Eugenio Brauner publicou no Perspectiva

Julho 16, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes, Geral | | 1 Comentário

Ainda na rede balança seu último gol, Ronaldo

Ao ler as notícias a respeito de Ronaldo Nazário qualquer pessoa que tenha o mínimo de sensibilidade fica tomada de melancolia. A imagem do jogador, aos 32 anos de idade, sua expressão facial, seu olhar tristonho, aliados ao seu deplorável aspecto físico tornam difícil para todos aqueles que já torceram por ele (praticamente todo o planeta) acreditarem em uma recuperação. A impressão que passa é que Ronaldo perdeu o entusiasmo próprio dos jovens e encara a vida e as situações com o conformismo de alguém que não busca nada mais.

O garoto alegre do início da carreira deu lugar a um jovem adulto com aspecto amargurado e depressivo, talvez em consequência das lesões que o tem atormentado. Não sei, e somente quem convive com o jogador teria condições de opinar sobre as razões de tal quadro sem ficar no terreno das especulações.

Para o observador à distancia, a tristeza da letra da belíssima canção interpretada por Moacyr Franco, em homenagem a Garrincha, infelizmente também parece refletir a situação vivida por Ronaldo.

Balada n° 7

Moacyr Franco – Homenagem a Garrincha

Sua ilusão entra em campo no estádio vazio,
Uma torcida de sonhos aplaude talvez,
O velho atleta recorda as jogadas felizes,
Mata a saudade no peito driblando a emoção.

Hoje outros craques repetem as suas jogadas,
Ainda na rede balança seu último gol,
Mas pela vida impedido parou,
E para sempre o jogo acabou,
Suas pernas cansadas correram pro nada,
E o time do tempo ganhou.

Cadê você, cadê você, você passou,
O que era doce, o que não era se acabou,
Cadê você, cadê você, você passou,
No vídeo tape do sonho, a história gravou.

Ergue os seus braços e corre outra vez no gramado,
Que eu vou carregando esse sonho e lembrando o passado,
No campeonato da recordação faz distintivo do seu coração,

Que as jornadas da vida, são bolas de sonho

Que o craque do tempo chutou.

Último gol de Ronaldo

Julho 15, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes, Geral | | 1 Comentário

A Vigésima-Quinta Hora, de Virgil Gheorgiu

Pouco se sabe da Romênia no Ocidente e menos ainda neste cantinho mal afamado chamado Brasil. A etimologia nos remete a uma origem latina presente no radical “Rom”, o mesmo de “Roma”, “romanos” e “romance”. Abrimos um livro de história e descobrimos que, de fato, os romanos lá estiveram, primeiro sob as ordens de Roma, do ano 10 até o 410, e depois sob as de Bizâncio, até 1456. São, portanto, quatorze séculos de civilização latina, mais do que a maior parte dos países ocidentais. Concluímos que o radical “rom”, de romanos, é também o de romenos – aliás, desde o século VII, quando foi utilizado pela primeira vez. Por fim, desdobramos um mapa-múndi e direcionamos nossos olhos para o Leste Europeu, onde o nome do pequeno país aparece. Então nos damos conta de que este pequeno país latino está cercado por alemães, húngaros e vários povos eslavos, os quais o separam, por pouco, da Turquia e dos países do Oriente Médio. E foi neste país latino, circundado por vizinhos que circunstâncias históricas transforaram ora em aliados, ora em inimigos ou dominadores, que produziu o maior romance – ou o maior testemunho – acerca da barbárie que esteve perto de destruir toda a civilização que a Romênia carrega em seu nome: este romance é “A Vigésima-Quinta Hora”, de Virghil Gheorgiu.

Na epígrafe da edição portuguesa – traduzida por ninguém menos do que Vitorino Nemésio – há uma citação de Toynbee que diz o seguinte: “a história, como drama, é como o romance – filha da mitologia. Escrever a história é, também, fazer ficção: selecionam-se fatos, enfatiza-se alguns deles, interpreta-se outros. A “Ilíada” pode contar a história da Guerra de Tróis e “Guerra e Paz”, a das invasões napoleônicas na Rússia; a história da Segunda Guerra e de seus efeitos produzidos na alma dos homens, é o que – também – nos conta Virghil Gheorgiu, o romeno Virghil Gheorgiu, habitante de um país cristão e latino cercado por inimigos. Cristão e latino, isto é, ocidental – só que o Ocidente já esqueceu o que é ser cristão e latino. Na Europa Oriental, entretanto, o legado se conservou, fortalecido pela dura resistência ao avanço dos turcos otomoanos – uma resistência, antes de tudo, interior: mesmo após terem sido conquistados pelo Império Otomano, os romenos não abandonaram o cristianismo. Que diferença dos seus vizinhos, tão facilmente convertidos às religiões materialistas inventadas depois do Iluminismo, como adolescentes imaturos às ordens de uma nova gangue!

O termo “gangue” cabe bem aqui. Pois o nazismo, o fascismo e o comunismo têm o mesmo poder de atração dos gângsters; seduzem pela violência injustificada, pela lei do mais forte, pelo assassíno em nome da causa – e um assassínio desses, amparado por uma causa sem sentido, e, também ele, sem sentido. Diante dessas gangues, os romenos não capitularam. Romenos como Johann Moritz, o personagem central de “A Vigésima Quinta-Hora”. Moritz vive numa pequena aldeia da Transilvânia, interior da Romênia. Seu único desejo, como todo aldeão romeno, é manter sua casa, casar com a mulher amada, ter uma boa família e seguir os 10 mandamentos. Nada mais do que isso. Aparentemente, não há nada de errado com Moritz. O seu problema foi ter vivido durante a Segunda Guerra Mundial sendo quem é – um cidadão comum que não empunhava bandeira alguma. Sem manifestar qualquer simpatia por causas maiores, Moritz é sucessivamente perseguido por nazistas, comunistas e democratas ocidentais, acusado de judaísmo (por ser amigo de judeus), reacionarismo (por ser cristão) e comunismo (por ter o azar de ter sido preso junto com eles). Ele não entende praticamente nada do que está acontecendo à sua volta – e, mesmo assim, jamais, em momento algum, deixa de ser quem é. Intuitivamente. Sem levantar bandeiras, sem proclamar nada, sem autoproclamar-se nada. Moritz é apenas um indivídio solitário oprimido entre mundos que não o compreendem e que ele não compreende. Assim como a própria Romênia, país latino entre não-latinos, pobre entre europeus ricos e corajosamente cristão entre ateus.

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Julho 15, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | 1 Comentário

Momento inusitado no jogo do Flamengo

Observem o que acontece com Íbson, camisa 7 do Flamengo, aos 2 minutos e 11 segundos.

Clique aqui

Julho 14, 2008 Publicado por F Rules | Alívio Cômico, Esportes | | Sem comentários ainda

Torcedor do Celtic no Olímpico

Em plena saída do estádio Olímpico, após a vitória contra a Portuguesa, vimos de relance algo que nos pareceu ser o símbolo da força do Campeão de 67. Após exasperantes tentativas para vencer a multidão conseguimos registrar a presença do orgulhoso torcedor dos bhoys, provável integrante da Geral do Celtic, descrita aqui em outro post:

Julho 14, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Grêmio 2 x 1 Portuguesa

Victor – Sensacional, como sempre

Réver – Algumas lambanças que precisam ser corrigidas com urgência. O jogador mostra qualidades, mas falha mais do que poderia.

Pereira – Não foi seu melhor dia na zaga do Grêmio, mas mesmo assim foi o zagueiro que melhor atuou. Teve alguns erros de passes bobos e foi driblado com certa facilidade no gol da Portuguesa, mas esteve praticamente intransponível nos 90 minutos de jogo. É de longe o melhor zagueiro do time.

Léo – É definitivamente o Alexandre Pato gremista. Cria completa para ser vendido, jogou horrorosamente mal hoje falhando absurdamente no primeiro gol. Não tem corpo para marcar, cabeceia mal, é lerdo e desarma com pouca qualidade. Falta muito para ter condições de ser chamado de jogador “pronto”

P. Sérgio – Correm notícias de que está indo até Oz para pedir ao Mágico um cérebro. E está correto, porque definitivamente é o que lhe falta.

R. Carioca – Boa partida, apesar de não ser um “volantão” de marcação. Tem boa saída de jogo e técnica, embora também não esteja “pronto”.

Tcheco – “Oh Capitan, My Capitan”. Este sim é um jogador de liderança, e é o capitão moral da equipe. Voltou como se nunca tivesse saído, mostrando a mesma classe e precisão em passes e cruzamentos. Não é o suficiente para substituir toda a qualidade de Roger, mas atenua o problema de uma equipe desprovida de cérebros.

R. Mendes – É difícil avaliá-lo. Rodrigo Mendes alterna centenas de vezes em uma mesma partida. Empolga em alguns momentos fazendo a torcida acreditar que está voltando a ser aquele jogador diferenciado e depois sucumbe transformando-se em um atleta que está jogando por caridade. Ainda confio nele, mas está complicado.

Helder – Bem no primeiro tempo e ausente no segundo. É necessário que estudem este problema, que não é inédito com este jogador.

A. Luís – Um atacante muito ruim. Não é necessário escrever mais que isso. Fora, André Luís.

Marcel – Certo, fez os dois gols. Só que Marcel está se caracterizando por não jogar absolutamente nada e “enganar com seus gols contra adversários ruins. Foi assim contra o Goiás e parece ter sido assim contra a Portuguesa. Mas apesar de tudo, o segundo gol foi um GOLAZZO.

Makelele – Possibilitou o esquema 4-4-2 e nisto foi positivo. Não teve grande presença em campo, apesar disto.

Soares – Como sempre, não fez nada. É importante estudar este fenômeno.

A. Pico – Continuo acreditando que ele é LATERAL DIREITO. DIREITO.

Julho 14, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 2 Comentários

Tcheco , Patrício e Gavilan

Tcheco fala sobre seu retorno ao Grêmio

Patrício e Gavilan

Preferia que os três estivessem no Grêmio. Patrício e Gavilan estarão no domingo no Olímpico na condição de adversários dos gremistas, mas certamente receberão da torcida manifestação de respeito e reconhecimento pela dedicação com que vestiram a camisa do tricolor gaúcho.

Julho 12, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | 1 Comentário

As flores de julho

As jovens acácias iludiram-se com os amenos dias de julho no inverno gaúcho e imaginaram que a Primavera estava chegando?

Não sei, o que importa é que proporcionam um lindo espetáculo que alegra os passantes e perfuma a rua.

Julho 12, 2008 Publicado por Madame Li Li | Ecologia | | Sem comentários ainda

Treino do Grêmio na volta de Tcheco

O trapo do Tcheco ficou pendurado durante o treino

O jogador símbolo de momentos especialíssimos para os gremistas está de volta ao tricolor gaúcho. Esta manhã, dezenas de torcedores acompanharam ao treino realizado no gramado principal do Olímpico e puderam constatar que Tcheco está em plena forma e bastante motivado para sua estréia no time de 2008. Bastante esperançosos, assistimos as jogadas que já estavamos acostumados em 2007, nas quais se percebe técnica e inteligência , algo raro nesta temporada. E após o treino aquela atitude com a qual Tcheco também nos acostumou: amabilidade e respeito com a torcida.

Torcida compareceu ao treino


Tcheco

O treino também foi marcado pela presença de Souza, que correu em volta do gramado. O jogador foi formalmente apresentado ao técnico Celso Roth e a toda comissão técnica. Através de pequenos gestos aparentemente rotineiros, foi possível constatar a vontade de Souza em voltar aos campos. O jogador em mais de uma oportunidade brincava com a bola mais próxima.

Souza se aclimatando

O treino também serviu para Celso Roth avaliar quem será o novo cobrador de pênaltis do Grêmio. Paulo Sérgio, Marcel , Tcheco e Rodrigo Mendes alternaram cobranças com Victor no gol. Por incrível que possa parecer o destaque ficou com Paulo Sérgio, que acertou todas cobranças com chutes no ângulo.

Paulo Sérgio foi destaque nas cobranças de pênalti


Tcheco e a torcida

Julho 12, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Terry Butcher provou que, pela Seleção, é preciso dar sangue

Ex-jogador da Seleção da Inglaterra, Terry Butcher (um nome adequado) foi um dos zagueiros driblados por Maradona naquele gol antológico na Copa de 1986. Também fez parte da “Invasão Inglesa” a que o Rangers foi submetido para tentar sair de uma crise – e que diga-se de passagem deu certo, já que os Huns acabaram conquistando cinco campeonatos em quatro anos.

Em 1989 a Seleção Inglesa enfrentava a Suécia pelas eliminatórias da Copa de 1990. Ao início da partida, Terry Butcher sofreu um leve corte na cabeça, que foi “curado” com bandagens. Mas o jogador que tinha como característica o jogo aéreo não deixou passar sequer uma cabeçada durante a partida, e suas bandagens ficaram assim:

Não se pode dizer que a Inglaterra não teve total entrega de seus jogadores. Terry Butcher é mais que um símbolo disto, e o resultado da partida fez justiça ao seu amor pela camisa (boa essa hein amigos). Os ingleses conquistaram o empate necessário para a classificação à Copa do Mundo de 1990, chegando até às semifinais com uma defesa formada por Terry Butcher, Mark Wright, Des Walker e Stuart Pearce.

Terry hoje é manager e trabalha na comissão técnica da Seleção da Escócia. Nada mais apropriado para um zagueiro que fez do jogo aéreo e da força física suas principais cartas nas partidas.

Julho 12, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 3 Comentários

John Lennon adolescente

Julho 11, 2008 Publicado por Madame Li Li | Mundo pop | | Sem comentários ainda

Que côsa!

Estava olhando as fotos do blog e deparei com esta que está acima. A foto levou-me à reflexão sobre os tempos em que vivemos. Pode até parecer parecer estranho que uma foto de um prédio histórico de uma universidade me leve a pensar em outras coisas. Talvez o normal fosse apenas levar à admiração pela beleza arquitetônica ou no máximo sobre a passagem do tempo. No entanto, posso enumerar pelo menos duas razões que conduzem a outro tipo de reflexão. A foto foi realizada através de câmera digital que desapareceu do gabinete onde digitamos os textos do blog. Este desaparecimento se deu, talvez coincidentemente, após visita de instalador de cabos para uso na internet. A sombrinha azul que Madame Li Li utiliza com tanto prazer – comprada na Grêmio Mania por preço somente aceito por ostentar o símbolo do Grêmio e preencher a exigência da compradora de ser produto oficial do clube – foi esquecida após uma visita em um prédio de luxo da cidade. A informação do porteiro foi de que embora tenha sido localizada e deixada na portaria foi levada por morador.

Uma foto, mas não é apenas uma foto.

A reflexão nos leva a repetir as palavras que são costumeiramente proferidas por amiga septuagenária, sem instrução formal: “Que côsa”!.


Julho 11, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Geral | | Sem comentários ainda

Olimpíadas 2008

clique aqui

e

aqui

Que lugar “adorável”.

Julho 11, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Geral | | 1 Comentário

Santos 1 x 1 Grêmio

Mais uma vez medonho.

Victor – Sensacional. É hoje o melhor goleiro do Brasil.

Thiego – Partida muito fraca, não marcou com competência e permitiu diversos ataques.

Léo – Uma piada chamá-lo de “craque” ou assemelhados. Cada vez mais se torna o Alexandre Pato gremista, por ser uma enganação de ordem maior. Falhou o jogo todo.

Réver – Fez um grande jogo, o único zagueiro que conseguia impedir os ataques santistas.

P. Sérgio – Surpreendentemente não foi horroroso. Claro, é o Paulo Sérgio: no segundo tempo foi ao lado esquerdo, na altura da linha de fundo santista e tentou chutar. O resultado foi óbvio: o fracasso completo e absoluto.

W. Magrão – Excelente, estupendo empresário. É o novo “volante nada” do Grêmio. Já era ruim na segunda função do meio-campo, e agora deslocado na primeira joga pior ainda. Não seria titular na segundona gaúcha.

R. Carioca – Fez um bom jogo individualmente. Mas como se trata de um jogador com certa técnica, foi prejudicado por jogar ao lado de podrões.

R. Mendes – Não consegue substituir nem 10% do Roger ainda, apesar do gol. Leva minha simpatia por sua história no Grêmio.

Helder – Um bom primeiro tempo, mas no segundo errou quase tudo. B. Telles deveria receber uma oportunidade.

Marcel – O “vergalito” continua com tudo. Já não bastasse ter sido uma enorme naba em 2007, Marcel continua provando que na ruindade ele não tem limites. É absolutamente nulo em campo. Perdeu uma chance incrível no segundo tempo. Só Freud explica o Grêmio trazê-lo de volta este ano.

Perea – Continua provando que a Cordilheira dos Andes é uma região que só traz desgraças ao Grêmio. Contratado a peso de ouro, Perea não seria capaz de disputar posição no meu time de futebol Gulliver do Flamengo de 96. Um dos piores do Grêmio.

A. Luís – Como sempre, inexplicável sua presença no banco e sua contratação no início do ano. Se bem que esta até podemos explicar, já que Paulo Pelaipe o trouxe, e como todos sabem, ele é uma das pessoas mais anti-Grêmio no mundo.

Jean – Entrou para substituir Réver, que se indispôs e foi o Jean de sempre: ruim.

Rudnei – Foi o alívio cômico do jogo. Rudnei apresenta uma garra entusiasmante, mas um futebol que nem o Dr. Alarico, médico do Grêmio desde sempre, apresentaria.

Celso Roth – Além de ser inexplicável Celso Roth ter permitido a saída de Jonas em favorecimento de A. Luís, Soares, Marcel e Perea, Celso Roth se nega a armar um time que possa ter potencial ofensivo. Sua predileção por P. Sérgio está queimando cada vez mais o jogador. Makelele não recebe oportunidades. E o que explica seu empenho para convencer que Amaral deveria ser contratado se o jogador nunca está relacionado?

Julho 10, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 3 Comentários

Média de público do Brasileirão de 2008 – Nona rodada

Em parênteses, o número de jogos de cada clube como mandante:

MÉDIA DE PÚBLICO DO CAMPEONATO: 13.740 PAGANTES POR JOGO

Julho 9, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Debate sobre obra de José Lins do Rego na PUCRS

A faculdade de Letras da PUCRS promove a terceira edição do projeto Relendo a Literatura. O próximo encontro ocorre na quarta-feira, dia 16 de julho, das 17h30min às 19h, no auditório do prédio 5 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre). Na ocasião ocorrerá debate sobre a obra Fogo Morto de José Lins do Rego, com participação da professora Valéria Moura Venturella .

A entrada é franca e as vagas são limitadas. Inscrições e informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail relendoaliteratura@pucrs.br.

Julho 9, 2008 Publicado por Madame Li Li | Literatura | | Sem comentários ainda

O retorno de Tcheco

Escutei na rádio Gaúcha a notícia de que o armador Tcheco poderá atuar pelo Grêmio já no próximo domingo. A notícia ameniza o vazio criado pela saída repentina de Roger. Logicamente também fica a sensação do que poderia ter sido caso tivesse havido oportunidade dos dois atuarem juntos. Certamente teríamos o melhor meio de campo do Brasil. Mas parece que este ano está destinado a que os gremistas não tenham razões para grandes comemorações. Uma boa notícia sempre vem acompanhada de algo negativo.

A volta efetiva de Tcheco representa um acréscimo de qualidade e inteligência a um time que está extremamente carente desses dois atributos. Logicamente não se pode esperar que Tcheco seja ” santo milagreiro” mas sua presença pelo menos reacende a esperança dos tricolores.

Um bom retorno ao capitão que tanto dignificou a camisa tricolor.

Julho 9, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

Países mais ricos aceitam diminuir emissão de poluentes

Leiam aqui.

Julho 9, 2008 Publicado por Madame Li Li | Ecologia, Política | | Sem comentários ainda

Anna Paula Magalhães Pereira foi destaque no brasileiro de atletismo

A atleta canoense Anna Paula Magalhães Pereira teve destacada participação no XVII Troféu Brasil de atletismo realizado em São Paulo no final de junho. A jovem de 21 anos, que integra a equipe da ULBRA/ SUZANO, conquistou duas medalhas de prata na competição: uma no lançamento de martelo com marca de 57,3 e outra na final da prova de Lançamento do Peso no dia 29 passado com a marca de 14,94.

Momento solene de recebimento de medalha

Descontração com o irmãoThiago, 24 anos,também atleta que atuou pelo Bahia, Vila Nova de Goiás e Internacional.


Mais sobre Anna Paula:

Uma família esportista

Julho 8, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 1 Comentário

Convocação da Seleção para as Olimpíadas

Ainda faltam cinco atletas, que serão anunciados no fim do mês.

Goleiros

Diego Alves (Almería)

Renan (Internacional)

Laterais

Rafinha (Schalke)

Ilsinho (Shakhtar Donetsk)

Marcelo (Real Madrid)

Zagueiros

Breno (Bayern de Munique)

Alex Silva (São Paulo)

Thiago Silva (Fluminense)

Meio-campistas

Anderson (Manchester United)

Lucas (Liverpool)

Ronaldinho Gaúcho (Barcelona)

Diego (Werder Bremen)

Hernanes (São Paulo)

Thiago Neves (Fluminense)

Atacantes

Alexandre Pato (Milan)

Jô (Manchester City)

Rafael Sobis (Bétis)

Robinho (Real Madrid)

Julho 8, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 1 Comentário

Botafogo x Time de Azul

Sim, time de azul. Porque Perea e cia. não podem representar o Grêmio. Quem conhece este blog sabe que as críticas não são aproveitadoras de momento. Uma equipe com Paulo Sérgio, W. Magrão, Perea, Rudinei e Jean de titulares não pode prosperar. Somando isto ao fato de que o treinador é Celso Roth que não se sabe por quais razões NUNCA escala Jonas ou Makelele, fica claro que o Grêmio está disputando uma das quatro vagas de baixo deste brasileirão. O que já era esperado, a julgar que com exceção de Roger o time não mostrava em campo absolutamente nada de diferente. A saída de Roger nos coloca de volta à medíocre realidade que sua presença mascarava. Aliás se os gremistas tem alguma razão para estarem magoados com Roger é apenas pelo fato de que ajudou a enganar a torcida com um time de terceira.

Os cânceres plantados por Paulo Pelaipe no início do ano continuam provando que não passavam de jogadas de empresários que consumiram milhões dos cofres do Grêmio. Perea (1.5 milhões de euros) e J. dos Santos (que já foi embora de graça e custou 1 milhão de dólares) são jogadores que vieram a peso de ouro e não renderam absolutamente nada. O mesmo time que contratou Perea esnobou Germán Herrera, que implorava por um contrato no início da temporada. Pois bem, o colombiano está aí com suas atuações patéticas e Herrera é destaque no Corinthians. E para agravar trouxeram de volta o péssimo centroavante Marcel, que acumula fracassos por onde passa. Queimando o dinheiro dos sócios dessa forma realmente fica emergencial e necessária a venda de “um ou dois atletas por temporada”.

Victor – Salvou em diversos lances mas frangou clamorosamente no segundo gol.

Jean – Horroroso.

Rever – Instável demais, alterna bons momentos com lambanças ridículas.

W. Thiego – O menos pior dos zagueiros.

P. Sérgio – A partida usual, burro e ruim.

W. Magrão – Correspondeu às expectativas, sendo tenebroso.

R. Carioca – Teve alguns bons passes, mas sucumbiu sem um cérebro ao seu lado.

R. Mendes – Um excelente substituto para Roger. Lerdo e velho, não fez absolutamente nada em campo. Exatamente o que se espera de um camisa 10 no Grêmio de Celsão Roth.

Helder – Substituiu Soares neste jogo na tarefa de não fazer nada e sequer ser focado pela câmera. Bom serviço!

Rudinei – Apareceu bastante no primeiro tempo ao reclamar diversas vezes com o juiz. Também fez uma falta no início do jogo. Um dos que mais apareceu, portanto.

Perea – Com a costumeira cara de gordinho safado, errou em todos os lances e resmungou bastante. Inútil, como todo jogador andino que atue abaixo dos 2 mil metros de altitude. Não é superior a jogadores como Agnaldo e Macedo, lendária dupla de ataque do Grêmio na década de 90.

Marcel – O “vergalito” da Gerdau. Alto e mangolão, se movimenta de um lado a outro como um debilóide sem rumo. Como sempre, não fez gols, o que o faz ter grandes chances de seguir titular do Grêmio.

Maylson – “*Dedos faiscando*”. Maylson é certamente um dos 5 piores jogadores da história do futebol. É algo do nível de Hidalgo. Conseguiu a proeza de ser enganado duas vezes pelo pique da bola, atrapalhar vários ataques, correr para o lado errado da jogada e fazer um Higuita invertido na bola. Ninguém sabe qual é a sua posição, mas ele está sempre ali, disponível e serelepe no banco disposto a estragar qualquer jogada ou chance de vitória. Sua missão: a destruição maciça do Grêmio. Ninguém pode negar que Maylson tem um objetivo na vida, e ele tenta cumprir.

Makelele – Apesar de errar em alguns lances, não se explica sua reserva. Titular já.

Celso Roth – Ah, Celso Roth. Ah! Além de escalar a retranca mais podre da face da Terra (3-6-1 com volantes que não marcam e só um meia ) deixou a disposição no banco só a nata do Grêmio. Por que B. Telles e Jonas não recebem oportunidades de sequer figurar entre os suplentes? O que faz A. Luís ser figurinha carimbada em todos os jogos?

Julho 6, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 2 Comentários

Rubens Barrichello leva a Honda e o Brasil ao pódio

Um pequeno post homenageando Rubinho Barrichello, que pilotando uma carroça na chuva conseguiu o feito de alcançar o pódio: ficou em terceiro lugar tendo largado em 16º. É sem dúvida um piloto diferenciado, que na sua única oportunidade em uma equipe de ponta foi prejudicado pela presença da panelinha em torno de Michael Schumacher.

Parabéns, Rubinho.

Julho 6, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

*Sem ninguém do outro lado fica mais fácil, não é mesmo primo?!

*Eugenio Brauner

Eu tenho um primo que é, como dizia a Vó Kika, boca grande. Bocudo mesmo, mas não no sentido fisionômico. Não. Meu primo fala demais, demais, demais.

Lembro-me de quinze anos atrás. Eu jogava basquete no União. Eu era ruim de doer, o décimo segundo jogador da equipe – minha função era servir os copinhos de água nos intervalos e interrupções das partidas. Meu primo jogava comigo. Ele era bom, pivô, camiseta 14 como a do Oscar, tênis Nike importado. Antes do jogo ele dizia:

– Hoje eu enterro uma! – e saía trincando os dentes, para voltar, vinte uma hora em meia depois, todo suado, sem cumprir a promessa.

– No próximo eu faço! – e assim passou a nossa vida de atleta. Pendurei o tênis e nunca vi o meu primo enterrar uma bola. Nem no Marinha ou no Parcão.

Com dezessete anos fomos fazer vestibular. Éramos concorrentes para o curso de Administração na UFRGS. Em um churrasco da família, eu lembro dele recitando inúmeras fórmulas matemáticas: eram catetos e senos e pis para tudo quanto era lado. Declamava – como se estivesse em um púlpito – datas históricas, orações coordenadas assindéticas, pseudofrutos e funções celulares, presidentes da república e números de massa atômica dos elementos da tabela periódica. “Este vai passar certo”, diziam as minhas tias. Ledo engano. Ele não passou. Nem eu, graças a Deus.

Meu primo seria um desses caras que diriam, com certeza, quando seu time estivesse na final da Libertadores: “Estamos a cinco metros da Libertadores, enquanto os outros estão a cinco mil quilômetros”. Ou ainda: “Se precisar fazer dois a gente faz, se precisar fazer três a gente faz”.

Meu primo não lembrava que na quadra de basquete tinham cinco jogadores adversários e que no vestibular sei lá quantas centenas concorriam pela nossa vaga. Esqueceram de avisar, também, o Renato Gaúcho e a toda a imprensa “faceira” esportiva que a LDU iria entrar em campo para disputar o troféu. Não seriam apenas onze tricolores em campo. Aliás, eu repito aqui a pergunta feita, por um gaiato-jornalista, ao capitão pó de arroz, em uma coletiva de imprensa na véspera do jogo:

– Luis Alberto, como é que você vai levantar a taça?

Pobre Renato. Pobre do meu primo!

*Eugenio Brauner, que não passou em Administração mas conseguiu passar (e se formar com muito brilho) em Letras, é colorado e um baita de um provocador.

Tudo que  Eugenio Brauner publicou no Perspectiva

Julho 4, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 2 Comentários

*Bruno Tolentino no caminho de Beatriz

*Astier Basílio

Aos teus pés se apresenta o último círculo.
A capela em que entram é uma neblina.
Há rumores com túnicas, onde os livros
são escritos à mão. O chão que pisas

Não permite sandálias, nem recibos.
Nenhuma réplica, ali não há galeria
as imagens são seu espelho e mito,
são vivos os vitrais nesta Sistina

Onde a idéia se faz em pedra e signo.
Entre incensos os pés de Deus caminham
como um vento a chamar cada escolhido.

Uma porta se sabe, outra advinha-se.
Cumprimentas os anjos em sua língua.
O teu nome é chamado. E o resto é abismo.

* Astier Basílio é poeta, escritor, jornalista e autor de “Eu sou mais veneno do que paisagem”, a ser lançado no fim do mês

Julho 4, 2008 Publicado por blogperspectiva | Literatura | | 1 Comentário

A vida exemplar de Eric Voegelin

Quem tem uma avó, uma tia ou até uma mãe em idade mais avançada com certeza conhece aqueles livrinhos de vida de santos. São muitas vezes as únicas leituras destas senhoras, que talvez nunca tenham tocado em um simples romance em toda a vidas. E nunca tocaram não porque lhes tenha faltado tempo ou dinheiro para comprá-los: não tocaram porque não viram razões para saber de algo que não aconteceu. Queriam saber de uma vida da qual pudesse tirar algum aprendizado, da qual pudessem tirar exemplos – uma vida exemplar. Como a vida dos santos.

Estas vidas exemplares já não são tão populares. A maioria nem crê que uma biografia possa ter um sentido prescritivo, uma orientação para a vida dos outros – até porque, para muitas dessas pessoas, nem existem prescrições, orientações ou valores para serem passados. As modernas biografias são pouco mais do que passatempos e talvez por isso o filósofo e sociólogo austro-americano Eric Voegelin tenha tido o cuidado de chamar a sua de Reflexões autobiográficas (É Realizações, 192 páginas, tradução de Maria Inês de Carvalho).

E fez bem em evitar a confusão. Porque a autobiografia deste grande pensador, autor de A Nova Ciência da Política e do monumental Order and History, não é mera reunião de fatos marcantes: é um belo e absolutamente necessário testemunho de uma existência voltada para o saber e orientada por sólidos princípios que nem a violência da perseguição nazista foi capaz de abalar. Para quem tem hoje os recursos ilimitados das comunicações, as garantias da democracia liberal e as certezas históricas acerca da barbaridade de certas ideologias, estas Reflexões Autobiográficas são um poderoso estimulante vindo de alguém que, privado de todas as facilidades desde a juventude, jamais deixou de lado uma vida que ele teria todos os motivos do mundo para abandonar. E, ao mesmo tempo, envergonham profundamente aqueles que, no mundo de hoje, ainda ousam acusar sintomas de preguiça intelectual.

Sem ser abertamente prescritiva, a biografia de Eric Voegelin é, para todos os verdadeiros estudantes, tão exemplar quanto eram as dos santos para as nossas tias e avós.

Onde encontrar:

www.erealizacoes.com.br

(11) 5572-5363

Tudo o que Celso Augusto Uequed Pitol publicou está aqui

Julho 3, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Ciências Humanas | | Sem comentários ainda

O filme mais caro da história do Brasil

Lula, o filho do Brasil, com orçamento de 12 milhões de reais – logicamente financiados pela Lei de Incentivo à Cultura, com dinheiro de Petrobrás e afins. Será lançado próximo de 2010…

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias R$ 3 milhões
Cidade de Deus R$7 milhões
Tropa de Elite R$ 10,5 milhões
Filme do Lula R$ 12 milhões (previsão inicial, deve aumentar)

Entendo.

Julho 2, 2008 Publicado por F Rules | Cinema, Geral | | Sem comentários ainda

*Touradas em Madri

*Eugenio Brauner

Em tudo que foi bolão de copa do mundo que participei, sempre cravei a Espanha entre os quatro primeiros. Sempre e, invariavelmente, dei-me mal. Quem é da minha geração deve lembrar de Zubzarreta, Michel, Butragueño, Hierro, Bakero, Guardiola, Ferrer, Luis Enrique, Caminero. Fica evidente que a Espanha nunca foi uma prodigiosa seleção em termos individuais, ainda mais quando seu grande craque fora o argentino Di Stéfano.

O fato é que a Fúria desta vez caminhou direitinho durante o certame. Não caiu nas oitavas-de-final, quartas-de-final (contra a Coréia do Sul, quem um dia imaginou isso?) e na primeira fase como ocorrera nas Copas de 2006, 2002 e 1998, respectivamente.

Portugal começou como a grande favorita, visto o desempenho na primeira fase e os berros do narrador da Record. Depois foi a vez da Holanda, encantando a todos com seu ofensivismo e “o melhor centroavante do mundo”, como dizem alguns. A Rússia surgiu como destaque após vencerem os Oranges, com a Mili Lacombe exaltando o belo futebol de Arshavin, mas tudo tinha sido apenas um lampejo. A Alemanha deu pinta quando eliminou os Tugas e a Turquia, mas a Nationalelf não manteve o desempenho na final, com o seu futebolzinho burocrático (e, muitas vezes, eficiente). A Itália deu indícios de “algo a mais” depois da vitória contra a França, mas, como dizem na minha terra, “chutar cachorro morto é fácil”.

A Espanha, ao contrário, manteve sempre o padrão de jogo. Teve consistência no meio campo, segurança na zaga e poderio ofensivo. David Villa foi uma grata surpresa, ainda mais com o peso de substituir o que-ri-di-nho Raúl, assim como Marcos Senna e Casillas foram essenciais para a campanha exitosa.

Iniesta (24 anos), Silva (22), Fábregas (21), Fernando “El Niño” Torres (24), Villa (26) e Xavi (o vovô da turma com 28 anos) são jogadores que tem, com excessão, dos dois últimos, fôlego para desfilarem as suas botas coloridas pelos gramados brasileiros, em 2014.

O treinador, Luis Aragonés, brigou com todos – chutou jornalistas, esmurrou torcedores, estapeou o Rei e mordeu a orelha da Rainha – e bancou a saída do camisa sete Merengue e a titularidade de Marcos Senna. Soube escolher os jogadores certos e manteve a estratégia de jogo mesmo nos piores momentos, como nas oitavas-de-final contra a Azurra. Na finalíssima, colocou Fábregas, mexeu aqui e ali no esquema de jogo e venceu a tradicional Alemanha com autoridade e sem risco algum.

Depois disso tudo só restou comemorar pelas ruas, abraçados às estátuas e Cervantes e Dali e, de canto de olho, admirar o belo colo das moçoilas de España.

Só uma curiosidade para o leitor. Apenas os times bascos, Real Sociedad e Athletic Bilbao, não saudaram o título europeu espanhol. Todos os demais fizeram alguma referência em seus sites.

Fica os parabéns aos espanhóis, seleção querida dos brasileiros, porque todos nós vamos às touradas de Madrid e quase nunca chegamos a tempo de ver Peri beijar Ceci.


*Eugênio Brauner, formado em Letras, professor , colorado , porto-alegrense de sangue pelotense tem 26 anos e mora em Porto Alegre.

Tudo que  Eugenio Brauner publicou no Perspectiva

Julho 2, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 1 Comentário

O Playstation acabou com o mercado de videogames no Brasil

O mercado de videogames brasileiro após o Playstation acabou. Não é frase de saudosista maroto nem nada, é a realidade. A Geração Playstation além de acabar com determinados jogos conseguiu destruir qualquer base que o Brasil possuía em seu mercado de consoles.

O PlayStation foi um divisor de águas, um marco negativo para o mercado brasileiro de videogames. Antes do PlayStation, havia uma certa representação no Brasil, depois dele, esse mercado que já não era nada muito notável, deixou de existir totalmente. Locadoras fecharam e lojas especializadas também. Restaram os camelôs e os sites de torrents para que fosse saciada a vontade e o desejo de ter trinta jogos de uma vez.

O Playstation está abarrotado de jogos que envelheceram mal. Eu não sou dos que me importo apenas com gráficos, vejam bem, mas é intragável jogar games em que a tentativa é ser perfeito para enganar os consumidores a comprá-lo e na verdade são grandes drogas. Levei mais de meia hora para me acostumar e me conformar com Resident Evil para o Playstation neste último final de semana, enquanto quando jogo Nintendo 64 (seu concorrente na época) não sofro com isso. Qual seria o motivo? A Nintendo não tentou de forma baixa lançar um console para de qualquer forma dominar o mercado. O Playstation com seus gráficos poligonais quadradões que eram grandes porcarias e que só vendiam bem porque não tinha nada melhor disponível ficou sugando o público para si de forma covarde. E não tinha concorrentes em gráficos poligonais, porque no campo dos gráficos bitmap o Sega Saturn dava uma surra.

Não estou negando a qualidade de muitos dos milhares de jogos do Playstation nem ousando retirar seu mérito de várias inovações, mas sim lamentando o que esta Geração Playstation fez com o nosso mercado de videogames. E é por isso que posto este texto. Para deixar claro que o PlayStation e seus gráficos poligonais extremamente datados foram um dos maiores baluartes da pirataria no Brasil.


Créditos também para o usuário do Fórum Uol Jogos “Jake Malloy”, de onde peguei alguns dos dados para escrever este texto.

Julho 2, 2008 Publicado por F Rules | Informática, Jogos | | Sem comentários ainda

Glastonbury 2008 – Amy, Jack White e Beyoncé

Foto de um momento curioso do Festival de Glastonbury.

Fonte : Blog Lúcio Ribeiro

Julho 2, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Mundo pop, Música | | 1 Comentário