O Playstation acabou com o mercado de videogames no Brasil
O mercado de videogames brasileiro após o Playstation acabou. Não é frase de saudosista maroto nem nada, é a realidade. A Geração Playstation além de acabar com determinados jogos conseguiu destruir qualquer base que o Brasil possuía em seu mercado de consoles.
O PlayStation foi um divisor de águas, um marco negativo para o mercado brasileiro de videogames. Antes do PlayStation, havia uma certa representação no Brasil, depois dele, esse mercado que já não era nada muito notável, deixou de existir totalmente. Locadoras fecharam e lojas especializadas também. Restaram os camelôs e os sites de torrents para que fosse saciada a vontade e o desejo de ter trinta jogos de uma vez.
O Playstation está abarrotado de jogos que envelheceram mal. Eu não sou dos que me importo apenas com gráficos, vejam bem, mas é intragável jogar games em que a tentativa é ser perfeito para enganar os consumidores a comprá-lo e na verdade são grandes drogas. Levei mais de meia hora para me acostumar e me conformar com Resident Evil para o Playstation neste último final de semana, enquanto quando jogo Nintendo 64 (seu concorrente na época) não sofro com isso. Qual seria o motivo? A Nintendo não tentou de forma baixa lançar um console para de qualquer forma dominar o mercado. O Playstation com seus gráficos poligonais quadradões que eram grandes porcarias e que só vendiam bem porque não tinha nada melhor disponível ficou sugando o público para si de forma covarde. E não tinha concorrentes em gráficos poligonais, porque no campo dos gráficos bitmap o Sega Saturn dava uma surra.
Não estou negando a qualidade de muitos dos milhares de jogos do Playstation nem ousando retirar seu mérito de várias inovações, mas sim lamentando o que esta Geração Playstation fez com o nosso mercado de videogames. E é por isso que posto este texto. Para deixar claro que o PlayStation e seus gráficos poligonais extremamente datados foram um dos maiores baluartes da pirataria no Brasil.
Créditos também para o usuário do Fórum Uol Jogos “Jake Malloy”, de onde peguei alguns dos dados para escrever este texto.
Nenhum comentário ainda.

