Grêmio 2 x 1 Vasco da Gama
Victor – Teve relativa falha no gol, onde errou na saída, espalmando para frente e ficando vulnerável na hora da conclusão.
Réver – Quase perfeito: acertou todos os desarmes mas deixou Alan Kardec livre no gol. No entanto, foi o único dos zagueiros que tentou o desarme aéreo no lance.
Pereira – Bem nos combates e em quase todos os lances aéreos – quase porque ficou imóvel no lance do gol vascaíno.
Léo – Participativo, correu os 90 minutos. Por ser o zagueiro gremista mais deficiente no jogo aéreo, não foi o maior culpado no lance.
P. Sérgio – Alternou bons e maus momentos, como sempre. Saiu com dores na coxa no segundo tempo.
R. Carioca – Não fez mau jogo, mas precisa ser mais efetivo nas jogadas. Por vezes segura demais a bola e atrasa a equipe.
Tcheco – O melhor do Grêmio. Tcheco marcou, armou e atacou com qualidade, dando até uma bronca em Tita, no segundo tempo que reclamava de um suposto não fair-play do Grêmio. Capitão absoluto da equipe.
Souza – Lutou o jogo inteiro e foi eficiente, embora possa render mais. Precisa chutar mais a gol.
A. Pico – Protagonizou lances bisonhos e não esteve nem perto do seu melhor momento. Precisa levar outro choque.
Perea – Perdeu um gol assustadoramente fácil no início e justificou algumas críticas feitas, só que fez um trabalho interessante de pivô enquanto esteve em campo. Não é titular absoluto.
Marcel – Conquistou a confiança do torcedor fazendo partidas de muito esforço e participação ofensiva. Deu um cruzamento formidável para o primeiro gol, de Soares, e aproveitou a única oportunidade que teve fazendo o gol da vitória.
Soares – Entrou no lugar de Perea, lesionado. E valeu pelo seu segundo tempo, onde fez um gol. Mas continua com o velho problema de desaparecer em alguns momentos.
A. Luís – Vejam só, até que não foi nota zero hoje! Cascão acertou alguns dribles (!!!!) e correu bastante. Claro, isso não é o suficiente para um jogador de nível Grêmio, mas é o André Luís né pessoal.
Helder – Entrou no segundo tempo e fez o cruzamento para o segundo gol do Grêmio. Mas não é o suficiente para se afirmar como o titular da lateral-esquerda.
Grêmio x Vasco – Ato falho na Globo.com?
Tudo indica que o autor desta reportagem:
“Vasco conta com torcida rival para deixar o Grêmio pressionado no Olímpico”
esqueceu de mudar o link na hora de publicá-la:
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Vasco/0,,MUL742329-9877,00-VASCO+ACHA+QUE+OLIMPICO+EH+MINEIRAO.html
Grêmio quer Richard Morales
Especula-se que às vésperas do fechamento da janela de meio de ano o Grêmio acena com a possibilidade de contratar o centroavante uruguaio Richard Morales, do Nacional de Montevidéu. Trata-se de um jogador de 1,96m de altura e conhecido pelo seu jogo aéreo e força física – na parte técnica, nem tanto. Seria o último reforço do tricolor para o campeonato brasileiro com um contrato de quatro meses de duração. Ou seja, disputa o Brasileiro e vai embora.
El Chengue Morales tem 33 anos, é ídolo e maior salário do combalido Nacional e possui vencimentos de 25 mil dólares mensais. Completamente acessível a qualquer clube brasileiro, portanto. A questão que precisa ser avaliada no entanto é a da duração do contrato. Por ser um jogador de contato físico, é provável que no campeonato nacional Richard Morales tenha dificuldades de adaptação, já que as arbitragens não aprovam jogos de futebol com menos de 80 minutos de bola parada. Seria um jogador interessante em uma eventual classificação para a Libertadores da América do próximo ano – só que aí esbarraria no contrato curto.
A eventual contratação é interessante para o Grêmio se visarmos o longo prazo, disputando o torneio continental. O jogador é experiente e conhece as “manhas” dos adversários, podendo transmitir confiança para a equipe. Resta saber se seria interessante também para o Brasileirão, onde contatos de corpo não são permitidos e 90% das jogadas aéreas são perigos de gol. Justamente as especialidades do Chengue Morales…
PCC no comando?
Os recentes acontecimentos estão mostrando que, no Brasil, qualquer teoria da conspiração não é maluquice.
O mais interessante e curioso disto tudo é que essas notícias, que em outros países seriam objeto de intenso debate, aqui são absolutamente esquecidas.
Sobre Grêmio 2 x 2 Internacional
Não há o que avaliar muita coisa dos jogadores do Grêmio a não ser deixar claro que Rudnei, Jean e André Luís não possuem as mínimas condições de seguirem no grupo do Grêmio. Perea segue facilmente de titular caso Souza não seja destacado para a função pela incapacidade de seus reservas.
E o Inter, mesmo que doa aos colorados, é o time de grandes nomes e um jogador só (com possibilidades de crescimento de Daniel Carvalho ainda): Nilmar, que consegue se destacar em um conjunto pouco entrosado. Falta bastante para o Inter mostrar todo o seu potencial.
Grupos da UEFA Champions League / Copa dos Campeões da Europa 2008 / 2009
Grupo A
Chelsea FC – ING
AS Roma – ITA
Bordeaux – FRA
Cluj – ROM
Grupo B
FC Internazionale – ITA
Werder Bremen – ALE
Panathinaikos – GRE
Anorthosis Famagusta – CHIPRE
Grupo C
FC Barcelona – ESP
Sporting CP – POR
Basel – SUI
Shakhtar Donetsk – UCR
Grupo D
Liverpool FC – ING
PSV – HOL
Olympique Marseille – FRA
Atlético de Madrid – ESP
Grupo E
Manchester United FC – ING
Villareal CF – ESP
Celtic – ESC
Aalborg – DIN
Grupo F
O. Lyonnais – FRA
FC Bayern Munique – ALE
Steaua Bucareste – ROM
Fiorentina – ITA
Grupo G
Arsenal FC – ING
FC Porto – POR
Fenerbahçe SK – TUR
Dynamo Kiev – UCR
Grupo H
Real Madrid FC – ESP
Juventus – ITA
Zenit St. Petersburg – RUS
BATE Borisov – B.RUS
O nosso patriarca e o deles
Os EUA são uma nação de múltiplas faces. Ao contrário do que sua imagem estereotipada pode passar, os americanos guardam diferenças internas absurdamente grandes e até antagônicas, seja no aspecto cultural seja no econômico ou no político, onde convivem – também ao contrário do que normalmente se diz – desde os esquerdistas mais ferrenhos até os conservadores. Desta disputa eterna entre pontos de vista antagônicos não escapam nem os grandes mitos da História americana, como John Kennedy, Ronald Reagan, Franklin Roosevelt e Abraham Lincoln, fustigados por ataques periódicos e sujeitos a altos e baixos. conforme as tendências dominantes Neste país tão variado, há, entretanto, uma unanimidade, – alguém, porém, que todo americano, de direita ou de esquerda, liberal ou conservador, cristão ou agnóstico, negro ou branco, admire sinceramente e pelas mais diversas razões: a figura de Thomas Jefferson. É o mais proeminente dos Founding Fathers americanos, o maior presidente que o país já teve, grande humanista do século XVIII, mestre inspirador da democracia americana e dos regimes democráticos que os americanos incentivam mundo afora e, acima de tudo isso, um exemplo de ser humano para todos os seus compatriotas. Os esquerdistas o lêem como um precursor da social-democracia, preocupado que era com a distribuição equitativa de renda e com o fim das classes sociais. Os direitistas vêm nele um conservador que guiava sua vida por valores atemporais e até religiosos. Até anarquistas encontram subsídios nos textos de Jefferson, que versam sobre temas tão díspares quanto botânica e filosofia política, fruto da sua conhecida vastidão de interesses. O jornalista I.F. Stone, socialista convicto, dizia que inspirava-se mais em Jefferson do que em Karl Marx. Quando John Kennedy recebeu uma comissão de quarenta e nove vencedores do PrêmIo Nobel na Casa Branca, quis fazer um elogio aos visitantes e declarou que aquela era a maior reunião de talento e conhecimento que já se havia reunido na Casa Branca – exceto quando Thomas Jefferson jantava ali sozinho.
A reverência parece exagerada, mas é bem justa. Os EUA devem mesmo muito a Jefferson. A idéia de república federada, absolutamente inovadora para a época, é criação sua. A noção do “American exceptionalism” – a de que os Estados Unidos são um país diferenciado dos outros – também é dele. Seu horror à sociedade dividida por classes, típica da Europa de então, gerou um senso de igualitarismo feroz até hoje entranhado nas profundezas da sociedade americana que muitos visitantes europeus confundiam – e ainda confundem – com plebeísmo mediocrizante. Por outro lado, defendeu ardorosamente os princípios da liberdade individual e da livre-associação, duas das maiores marcas dos EUA desde sempre, como forma de equilibrar a balança e impedir que a democracia americana degenerasse em demagogia, como previu Aristóteles. Por tudo isso, Thomas Jefferson não é somente um grande personagem histórico como é absolutamente atual. Quando alguém resolve defender a liberação das armas de fogo imediatamente lembra que ele era a defendia. Quando um grupo nazista resolve fazer uma manifestação nas ruas de Washington, o advogado lembra do que ele disse a respeito da liberdade de opinião. Invocar seu nome numa discussão é um poderoso argumento de autoridade, algo como um católico citar Tomás de Aquino ou um comunista citar Marx num discussão entre pares – e os pares são, neste caso, todos os americanos.
A tudo isto nós, brasileiros, olhamos com aquele velha mistura de admiração e inveja que nos acomete quando comparamos o Brasil aos EUA. Nos é inevitável a comparação: é um país gigantesco, multiétnico, culturalmente variado, cheio de recursos naturais e, acima de tudo, jovem, vigoroso e contente consigo mesmo, como nós gostaríamos que o nosso fosse. Quando assistimos aos filmes que se passam na Califórnia, no Alabama, na Lousianna, no Tenessee, no Texas ou na Flórida vemos cenas que poderiam perfeitamente ser filmadas aqui. As ruas, porém, são mais limpas, os carros parecem mais novos, e sempre que algum nome ligado à fundação da república americana é citado faz-se um silêncio de respeito. Essa reverência pelos nossos maiores antepassados não existe. Não lemos o que os grandes brasileiros do passado escreveram, não imitamos suas atitudes, não tomamos suas palavras em consideração. Deve ser por isso que um homem como José Bonifácio de Andrada e Silva seja ainda um desconhecido para muitos brasileiros, mesmo cultos.
Ou nem tanto. Com certeza há ruas em várias cidades homenageando ao Patriarca da Independência e muitos sabem da importância de sua figura para a História do Brasil. Nada além disso. Se José Bonifácio, fosse lido por aqui, poderiamos, seguindo a nossa tradição de compararar-nos com os EUA, chamá-lo deo nosso Thomas Jefferson. Não creio que suas obras completas tenham sido publicadas alguma vez no Brasil. Se foram, caíram em esquecimento. Pode-se dizer, sem medo de errar, que José Bonifácio não representou praticamente nada para a formação do pensamento político brasileiro.
Alguém dirá: e daí? O que nos valeria a leitura das obras de um provável pseudo-pensador bacharelesco do Brasil antigo, bom em retórica e péssimo em filosofia? Sim, pois os pares de José Bonifácio eram pouco mais do que isso – quando não eram exatamente isso – e foram, com toda a justiça, esquecidos até mesmo das melhores enciclopédias. A questão é que José Bonifácio não era um deles. Além de cientista brilhante – era membro da Academia de Ciências de Coimbra e publicou trabalhos sobre botânica e geologia- foi um escritor prolífico de tratados e ensaios, sobra temas que, vistos hoje, causam espanto pela sua atualidade. José Bonifácio foi quase contemporâneo de Thomas Jefferson, mas não há mostras claras de que se tenha inspirado nele para alguma coisa. Não poderia esperar, talvez, que os braisleiros acabariam por tomar Jefferson como modelo – e modelo naquilo que Bonifácio tinha muito mais a mostrar.
Difícil de acreditar? Vejamos, então. No seu ensaio “A Escravidão e a Formação Nacional”, José Bonifácio diz o seguinte:
“É preciso que cessem de uma vez os roubos, incendios e guerra que fomentamos entre os selvagens da Africa. É preciso que não venham mais a nossos portos milhares e milhares de negros, que morriam abafados no porão dos nossos navios”
Até aqui, Bonifácio é louvável como defensor dos direitos do homem num país escravocrata. Um homem corajoso e valoroso, como tantos outros em sua época. Porém, é no trecho a seguir que encontramos um Bonifácio que vai além disso – um visionário destacado de seu tempo e precursor de idéias que, no Brasil, só seriam admitidas na década de 30 do século XX:
“é tempo que vamos acabando até os últimos vestígios da escravidão entre nós, para que venhamos a formar uma nação homogênea, sem o que nunca seremos verdadeiramente livres, respeitáveis e felizes… cuidemos, pois, desde já em combinar sabiamente tantos elementos discordes e contrários, e sem amalgamar tantos metais diversos, para que saia um todo homogêneo e compacto”
Em outras palavras, temos aí nada menos do que um defensor da mestiçagem racial, numa época em que raça era um fator importante de diferenciação em todo o mundo. O negro, no Brasil, devia amalgamar-se ao branco, para produzir uma etnia nova, diferente e tipicamente brasileira. Como bom cientista que era, José Bonifácio decerto sabia que a mestiçagem, ao contrário do que pensava a maioria dos pensadores europeus de sua época, não era degenerativa. Aliás, como brasileiro vivendo em Portugal, sabia que a própria ex-metrópole (que ele admirava, respeitava e considerava para sempre amiga do Brasil) tinha uma população fortemente miscigenada com negros escravos e mouros, estes trazidos pelos árabes e os outros pelos grandes latifundiários do Sul do país. Não era, portanto, nada de tão novo na história da humanidade.
O anglo-saxão Jefferson provavelmente não tinha notícia disto e tratou o problema da escravidão negra em seu país desta forma:
“As duas raças – brancos e negros – ….. não podem viver sobre o mesm governo. Natureza, hábitos, opiniões criaram uma línha indelével de distinção entre elas”.
De acordo com o historiador Stephen Ambrose: “Jefferson, como todos os donos de escravo e outros momentos da sociedade americana branca, via os negros como inferiores, infantis, pouco confiáveis e, é claro, como propriedade. Jefferson, um gênio da política, não conseguiu ver maneira dos negros amricanos viveram em sociedade como homens livres.” A solução que ele apresentava era expulsa-los do país, como os espanhóis fizeram aos mouros.
Não ficou nisso o grande patriarca americano:
“O amalgamento entre brancos e negros produz uma degradação na qual nenhum amante do seu país e nem amante da excelência do caráter humano pode consentir inocentemente.”
Assim falou o mestre Jefferson e assim procederam seus diletos e esforçados alunos. De suas palavras saiu uma sociedade dividida, com um violento apartheid social baseado em raça que o mundo dito civilizado nada fez para minorar, onde até a década de 60 um negro não podia dividir um banco de ônibus de um branco e nem entrar nas universidades do Estado. Das palavras de José Bonifácio saiu um país miscigenado, onde a discriminação, após o fim da escravidão, jamais foi amparada por lei alguma e enfrentou forte oposição política e social.
Neste momento, em que notícias como essa são veiculadas e surgem a partir da importação malfeita de idéias e sentimentos alienígenas à formação cultural brasileira, é de se perguntar se não falta no peito daqueles mais afeitos à “defesa do interesse nacional” quando o assunto é economia um pouco mais de sentimento de brasilidade quando se toca em assuntos que não estão sujeitos às oscilações da Bovespa. A contínua separação entre negros e brancos por muros institucionais, levada a cabo sem pudor e sem reservas pelo atual governo, é um erro de que os americanos se ressentem e até mesmo George W. Bush, que, como bom americano (e republicano, ainda por cima), é devoto de Jefferson, já declarou que essas coisas não funcionaram e que o melhor é abandoná-las. Não teve coragem de contrariar o grande mestre em público. Nós fazemos o mesmo, só que com o mestre deles: o nosso mestre nós contrariamos sem problema nenhum.
Chora a Geral do Celtic
Base das músicas da torcida não-organizada ‘Geral do Celtic’, Evander Sno está de saída do clube escocês. O “Negão Sno” como era conhecido pelos bhoys de Glasgow assinou contrato com o Ajax, de Amsterdã por três temporadas, e irá regressar ao futebol de seu país.
“- Fico muito triste por sair do clube mais venceder de UEFA Champions League na história, o Celtic, campeão de 1967, ainda mais por ter tanta empatia com os torcedores. Quando a Celtiqueira pulsava aos gritos de ‘…E ninguém pára….o Negão Snoooo’ eu me sentia diferente, com mais ânimo para jogar. Espero que no Ajax eu tenha tanto sucesso quanto no Celtão”, afirmou Evander Sno em lágrimas enquanto os torcedores se despediam aos cantos Glasgow Prestwick, aeroporto da cidade.
Nakamura, o “Tsunami das Highlands” lamentou a saída do colega, que para ele “era mais que um amigo, era um amigão. Sno sabia a diferença entre ser amigo e amigão”.
Negão Sno sai do Celtic com dois títulos escoceses, um título moral da UCL (o de 2006~2007, quando após duas partidas brilhantes contra o AC Milan o Celtic foi desclassificado nas oitavas-de-final com erros da arbitragem) e marcado por um bonito pênalti que cometeu em um jogo clássico da cidade contra o Rangers.
Burocratas não suportam ver povo feliz
O campo de futebol do Parque Municipal Getúlio Vargas em Canoas (RS) até pouco tempo atrás estava com a tela de arame esburacada, permitindo o acesso ao local em vários pontos. Os dois portões de acesso também estavam destruídos. A falta de telas adequadas tornava a prática desportiva perigosa, pois a bola poderia facilmente atingir algum caminhante da pista em volta. O “gramado” é péssimo, mas com alguma frequência times realizam jogos e diariamente viamos pessoas aproveitando as goleiras para darem chutes e pais com filhos pequenos jogando por ali. O campo de futebol,apesar da ausência de telas adequadas e de um gramado que possibilite a prática do futebol em condições minimamente adequadas, pelo menos cumpria a finalidade de poder ser utilizado por todos. As pessoas ficavam felizes podendo chegar no parque e, informalmente, “bater uma bolinha”. Por vários anos foi assim, com livre utilização, mas com o risco decorrente da falta de telas de proteção.
Neste mês de agosto, a tela em volta do campo de futebol foi consertada e parecia que o local poderia ser utilizado com segurança. Ficamos contentes e até referimos o fato por aqui. Ingenuidade da nossa parte, imaginarmos que , com a segurança que as telas proporcionam impedindo que a bola de ultrapasse os limites do campo poderiamos utilizar ou ver ser utilizado o campo de futebol. Agora os portões ficam fechados e acabou a possibilidade de pessoas jogando informalmente. Obtivemos a informação junto aos funcionários que cuidam da parte administrativa do parque de que é possível agendar horário e utilizar o campo. Se o horário prevbiamente marcado for para após as 17 horas os guardas ficariam encarregados de entregar e recolher as chaves. Quando recebemos a informação percebemos que os encarregados de administrar o parque consideram absolutamente correto este posicionamento, enfatizando que basta agendar préviamente e a utilização do campo é livre. O que as cabeças burocratas não compreendem é que a população não sabe disso e além disso nem sempre a disposição para jogar bola faz parte de um planejamento prévio. No verão anoitece após as 20 horas. Quantos canoenses chegam ao parque quando ainda em funcionamento o setor burocrático? A imensa maioria de frequentadores chega ao local após as 18 horas . Qual o problema em deixar o campo livre? O perigo de ser utilizado? Sim,porque depois do conserto da tela nunca mais vimos o local ser utilizado. Acreditamos que no final de semana times joguem por ali, mas é uma lástima que durante dias e dias permaneça fechado. Ressalte-se que o “gramado” é péssimo, não necessitando ser protegido,cheio de pedras e poças de água.
Na cidade da péssima qualidade de vida é assim. Mesmo dispondo de um local maravilhoso como o parque Getúlio Vargas encontram maneiras para dificultar sua utilização.


Escolas cariocas terão aula de educação sexual com funk
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL733760-5606,00.html
“Secretaria estadual de Educação está desenvolvendo um programa no qual os jovens possam abordar temas como doenças sexualmente transmissíveis e uso de preservativos, usando o gênero musical que eles mais curtem.”
Como é que ficam os jovens cariocas que gostam de rock? E de música clássica? E de jazz?
Náutico 1 x 1 Grêmio
Victor – Assustou em uma jogada em que não segurou firme e quase cedeu escanteio, mas logo após fez milagre. Não teve culpa no gol.
Léo – Boa partida, pelo lado dele não houve ataques. Desarmou bem.
Pereira – Um dos piores no jogo, no lance do gol não afastou a bola e esteve inseguro o tempo inteiro.
Réver – Fez o gol de empate e isso já lhe dá credibilidade. Na zaga não foi mal também.
P. Sérgio – Retomou neste jogo seu rumo de partidas horríveis, errando todos os cruzamentos e defendendo mal.
R. Carioca – O pior do jogo. Esteve ausente o tempo inteiro não marcando e não atacando. Não tocou na bola mais que cinco vezes.
W. Magrão – Marcou com alguma consistência mas atacou muito mal. Seus chutes foram medonhos.
Tcheco – Outro que não fez grande partida, mas ao menos no que diz respeito à cruzamentos e conduções de bola não se pode negar que foi eficaz.
A. Pico – Muito mal em campo, não deu suporte algum ao ataque e errou cruzamentos. Precisa de um “choque”.
Perea – Deveria ter tido o patriotismo de ir para a Seleção Colombiana. Seria uma grande notícia para…o Grêmio. Horroroso em campo com falsos empenhos de dar uma corridinha em direção ao goleiro e soltar pulinhos histéricos quando discorda da arbitragem. A contratação mais decepcionante da temporada e estou disposto a discutir sobre isso.
Marcel – Fez o possível tendo em vista que atuou do lado de um jogador da Cordilheira dos Andes. Lutou o jogo todo.
Souza – Não que tenha entrado mal, mas espera-se mais dele em campo. Precisa partir mais para cima.
A. Luiz – Freud deve ter deixado alguma explicação póstuma sobre a contratação deste jogador pelo Grêmio em 2008. Atacante de nível Série J do campeonato angolano.
Makelele – Pouco participou.
Celso Roth – Precisa urgentemente rever – e não estou falando do zagueiro – o posicionamente e postura em campo. A maldição do Efeito Roth está assustando de verdade e sua demora em substituir quando todos já haviam percebido a inoperância em campo fez todos gelarem. Perea não é titular absoluto.
Brasil é ouro no vôlei feminino!

Da esquerda para a direita: Jaqueline, Sassá, Fabiana, Valesquinha, Thaísa, Paula Pequeno, Mari, Carol, Walewska, Fabi e Fofão.
A seleção brasileira de vôlei feminino conquistou na manhã deste sábado a inédita medalha de ouro, em partida realidade contra a seleção dos EUA. O jogo acabou em 3×1 e confirmou o favoritismo da seleção brasileira que, até então, não havia perdido um só set nas Olimpíadas de Pequim.
O ouro em Pequim coroou o trabalho bem feito que há muito vem sendo realizado no vôlei feminino nacional. Lembro-me de quando comecei a acompanhar a seleção, nas Olimpíadas de 1996, ocasião na qual o time comandado por Ana Mozer, Márcia Fu e Cia. A partida contra Cuba, na semi-final, terminou em pancadaria, e com derrota da seleção, que acabou conquistando a medalha de bronze.
Já em 1999, a conquista do Pan Americano contra as cubanas deu nova esperança de ouro Olímpico no ano seguinte. A partida foi vencida por 3×2, em um jogo eletrizante, consagrando uma equipe que contava com Erika, Virna e Leila.
Porém, em 2000 novamente paramos nas semi-finais. E, novamente, contra nossas maiores rivais. Cuba acabaria por se sagrar Tri-Campeã Olímpica naquela ocasião, e o Brasil, novamente, voltaria com a medalha de bronze.
Em 2004, como todos devem se lembrar, a famosa semi-final contra a Rússia, na qual a seleção chegou a estar vencendo por 2×1, com 24×19 no 4º set, serviu para piorar ainda mais o estigma de que a seleção feminina “tremia” na hora da decisão.A derrota no Pan do Rio, em 2007, foi mais uma daquelas que serviram pra fazer crescer a desconfiança em relação à capacidade de decisão do time.
Qualidade não faltava. Nunca faltou. Há muitos anos a seleção feminina conta com jogadoras de alto nível, e a renovação, realizada de tempos em tempos, é feita de maneira gradual, de modo que, com o passar dos anos, aprendemos a conhecer cada uma das atletas. Conhecemos e sabemos que ali não falta qualidade.
Porém, o estigma permanecia. Nem a vitória no Gran Prix, semanas antes da Olimpíada, fez com que o medo de eventual derrota precoce nas Olimpíadas fosse embora. Afinal, no Gran Prix não há jogo decisivo, o que se conta naquele torneio é a campanha como um todo. O medo em relação à seleção feminina era, justamente, a respeito dos jogos decisivos. Aqueles nos quais se vê quem é vencedor e quem, de fato, “treme na base”.
E, para a alegria de todos, elas provaram que são, além de talentosas, capazes de superar pressão e desconfiança. Perderam apenas um set ao longo de todo o torneio e, na final, contra as americanas, mostraram-se capazes de, sim, fechar um jogo e, enfim, conquistar o tão sonhado ouro.
Parabéns à geração de ouro do vôlei feminino brasileiro!
Média de público do Brasileirão até a 21ª rodada

Média de público do campeonato: 15.224
Maurren Maggi é OURO!!!
Com a marca de 7m04cm a Maurren faturou a medalha de ouro no salto em distância. A russa Tatyana Lebedeva conseguiu 7m03cm no seu último salto, ficando com a prata.
Desde 1984 um atleta brasileiro não ganhava medalha de ouro nas provas de atletismo. O último havia sido Joaquim Cruz. Com a medalha, Maurren não só quebra o jejum de medalhas de ouro do país como, de quebra, torna-se a primeira mulher brasileira a subir no lugar mais alto do pódio no atletismo.
Parabéns Maurren!!!
1 ano de Blog Perspectiva
Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar
Antonio Machado
Antologia Poética:
Com o imortal poema de Antonio Machado o Blog Perspectiva iniciou suas atividades há um ano.
Este pequeno post vem lembrar deste caminho que fizemos ao caminhar, como é próprio de todos aqueles que começam algo novo.Nesse caminho se juntaram colaboradores, novos caminhantes que , pela qualidade dos seus textos, se tornaram imprescindíveis.

“O Caminho”, por Madame Y
Este blog reflete a visão de mundo de seus integrantes,o que nos agrada, o que nos desagrada, o que nos chama a atenção,sem pretensão de propagar verdades absolutas. Até porque uma perspectiva, para ser real,exige multiplicidade.
Sem temor de parecermos soberbos , que seria o primeiro passo para a decadência, ressaltamos que nossa visão de mundo chamou atenção de quase 450.000 pessoas, que é o número de acessos do blog. Elogios, críticas ácidas e até ofensas fizeram parte dos comentários que recebemos. Todos nos estimularam.
Esperamos continuar nessa caminhada.
Lobão solta o verbo
E diz VÁRIAS verdades que servem não só para o seu Rio de Janeiro.
Leia aqui:
“Tem que parar com essa coisa de ficar lambendo o saco de universitário marxista branquelo, essa coisa loser manos, petista, que virou maioria no Brasil. Porque o Brasil é o país da culpa católica, um país em que se valorizam as pessoas feias.”
Esperamos que não roubem os tênis de Maurren Maggi e Jadel Gregorio
Esperamos que não desapareçam os tênis de Maurren Maggi e Jadel Gregorio que disputam medalhas no atletismo. Nas Olimpíadas de Pequim, pelo que houve com Fabiana Murer , vale tudo. Na terra dos olhinhos fechados, não se pode piscar os olhos.
Grêmio x São Paulo – Impressões de uma torcedora
A chuva que cai intensamente lá fora me fez lembrar os momentos que vivemos ontem durante Grêmio x São Paulo, parcialmente imobilizados pelas “capa de chuva” feitas de plástico da pior qualidade possível, compradas a cinco reais a unidade nas imediações do Olímpico. Assim como nós, outros 40.251 torcedores enfrentaram as adversidades climáticas e as impostas pelos órgãos de segurança e compareceram ao estádio para apoiar o Grêmio.
Partida iniciada e chuva intensificada. Nossas capas de milésima qualidade revelaram-se extremamente úteis e nos sentimos privilegiados olhando para companheiros de torcida totalmente molhados. Na minha frente, um jovem de menos de 20 anos de vez em quando tirava o casaco com aparência de impermeável para torcer. E tremia, mas seguia firme, já que gremista não se micha. Ao lado, dois irmãos. Ela, com botas e capa, ele usando camisa do Grêmio, modelo 1998. Aliás, graças aos gritos “ameaçadores” do molhadíssimo rapaz, a equipe do PPV fechou o imenso guarda-chuva que obstaculizava nossa visão. E dê-lhe chuva. Aos 25 minutos os pés começaram a ficar encharcados, mas o frio era pequeno. No segundo tempo começou o vento gelado para completar o serviço que a chuva iniciara. E nós lá: congelados e molhados gritando: ‘O Grêmio vai sair campeão….”. No final do jogo chuvoso, a já tradicional “pingos de amor” foi a música que encerrou uma tarde eletrizante.
Olhando a janela e a chuva fico lamentando que não tenha novamente hoje jogo no Olímpico e me sinto orgulhosa de integrar a melhor torcida do Brasil, que realmente faz diferença no desempenho da equipe.
Fabiana Murer – prejuízo irreparável
A imagem da Fabiana sentada assistindo as outras atletas realizarem seus saltos após o devido relaxamento é muito irritante. Fabiana saltou os 4,65m após ter discutido com os organizadores, procurado seu material, e no auge da irritação se postado em frente à chinesa que iria saltar para tentar impedir seu salto. Era triste assistir a atleta impotente ante o inusitado da situação. Ela ficou pequena e certamente sentiu-se assim. Confesso que meus piores sentimentos ficam exacerbados ante o imediato efeito danoso do agir dos organizadores da prova. Em palavras simples: dá muita raiva.
E após assistir a entrevista da atleta para o canal SporTv meu instinto primitivo fica mais forte. Chorando , Fabiana contou que os organizadores colocaram todo material em um tubo, que ela qualifica de ” porcaria” ( e concordo) impedindo que fosse colocado nos tubos individuais que os atletas carregam. Fabiana teve seu material surrupiado e foi obrigada a saltar com uma vara inadequada para a altura, sem que seus apelos fossem considerados pela organização da prova. Simples assim.Escondem o material do atleta e fica como se nada tivesse acontecido.
Fabiana não se conteve e disse:” nunca mais volto para a China”.
Espero que Fabiana Murer receba toda solidariedade a quem tem direito ante esse desrespeito da organização chinesa.
Fabiana Murer enfrenta obstáculo inesperado
Enquanto Yelena Isinbayeva dorme esperando sua vez de saltar a brasileira Fabiana Murer tem de tentar superar um obstáculo a mais. Além da natural tensão pelo fato de estar na final olímpica, seu lado emocional foi sériamente balado com o sumiço de seu equipamento.A atleta teve de sair à cata , extremamente nervosa andando de um lado para outro,com a equipe responsável pela prova em volta como se fossem amadores. O prejuízo é imenso, com a perda da indispensável concentração que possibilita o salto sobre vara colocada a uma altura progressivamente superior ,mas vamos torcer para que nossa atleta supere esse inacreditável acontecimento.
Fabiana Murer- prejuízo irreparável
Sobre Andrés D´Alessandro
Era noite de clássico em competição internacional, de um lado o atual líder do Brasileirão e de outro um dos clubes brasileiros mais vencedores desta corrente década. Do lado azul um certo desdém e escalação reserva para o jogo com direito a Rudinei na ala-direita; pelos colorados, equipe completa e estréia da contratação mais ousada dos últimos anos no futebol brasileiro: D´Alessandro, argentino de 27 anos que leva na bagagem um ouro olímpico em 2004 e passagens não tão exitosas pelo futebol europeu.
Mas quem é Andrés D´Alessandro? Revelado pelo River Plate de Buenos Aires, trata-se de um jogador que vive até hoje de um jogo de 2003. O argentino não fez o que se esperava em clube algum por onde passou depois de sua saída do clube mais vezes campeão nacional na Argentina: não se firmou no Wolfsburg; no Portsmouth foi esquecido e no Zaragoza ficou no banco de uma equipe que viria a ser rebaixada em ‘La Liga’. Na Seleção Argentina recebeu sua primeira convocação em 2001 e jamais se firmou. Em tempo: a equipe espanhola fez o possível para se livrar do jogador por questões de indisciplina, que perseguem a carreira do jogador. Pelo San Lorenzo, no primeiro semestre, disputou a Libertadores. Destacou-se em alguns jogos pontuais pela competição sul-americana como os confrontos pelas oitavas-de-final contra seu clube revelador e nas quartas, quando foram eliminados pela futura campeã LDU. No Campeonato Argentino foi barrado por má fase pelo treinador Ramón Díaz. Ou seja, a ‘incrível contratação’ do centenário do San Lorenzo de Almagro deixou o clube pela porta de trás e sem dar título algum.
Curiosamente o jogador chega a mais um centro de destaque do futebol como jóia e destaque de contratação para mais um centenário: o Internacional de Porto Alegre que completará 100 anos em 4 de abril de 2009 trouxe ‘El Cabezón’ como o presente para a torcida para as conquistas de todos os títulos que o clube disputará no ano das comemorações. Só que como devemos esperar isto de um jogador que, desde o confronto contra o Corinthians pela Copa Libertadores da América de 2003 não passa de uma jogada de marketing e decepção pós passagens por seus clubes? Talvez esta seja a razão para o Internacional ter também trazido Daniel Carvalho e seus mais de duzentos quilos: prevenção. Mas não seria uma tática mal pensada contratar um jogador que acumula fracassos apenas pelo seu nome? Especula-se que o jogador argentino receba mais de 300 mil reais mensais – fazendo com que seja um dos maiores vencimentos do futebol brasileiro -, valor que corresponde a quase um terço da folha salarial do bravo Grêmio líder do campeonato.
Quem torce pelo bom futebol também torce pelo sucesso de D´Alessandro. Ninguém discute sua capacidade técnica ou seu futebol. Só que quem torce pelo bom futebol sabe das dificuldades que este atleta encontra em se firmas nas equipes – justamente o mesmo problema de Gustavo Nery, também do Internacional. Talvez estejam aí as razões do insucesso do Inter no Campeonato Brasileiro de 2008: o clube contratou mas não abasteceu suas necessidades. Trouxe D´Alessandro mas segue sem lateral-direito (pagou 1,5 milhão de dólares em Bustos, um jogador que fracassou no rival); apostou em Nery como solução de problemas de uma função que o jogador não consegue cumprir desde que saiu das categorias de base. A impaciência da torcida é o reflexo esperado de resultados assim. O jeito é os colorados torcerem para D´Alessandro reencontrar seu futebol mesmo.
Grêmio 1 x 0 São Paulo
Victor – Nem trabalhou durante o jogo, só deu a segurança necessária nas saídas de gol.
Réver – Falhou um pouco no confronto aéreo contra os são-paulinos na intermediária, mas nada de comprometedor.
Pereira – Sensacional a partida, foi perfeito o jogo todo.
Léo – Estava bem no jogo até sua expulsão (que ainda não pude verificar se justa ou não)
P. Sérgio – Algumas falhas de posicionamento deixando o lado direito vazio, mas de resto não teve erros.
W. Magrão – Está jogando demais, é valente o tempo inteiro. Se voltar a chutar com qualidade, será quase perfeito.
R. Carioca – Excelente jogo, que técnica! Sai jogando com qualidade e desarma com perfeição.
Tcheco – Hoje não fez tantos cruzamentos bons como costuma, mas sua liderança contagia os companheiros, tanto que P. Sérgio e os dois volantes cresceram MUITO de produção desde sua chegada.
A. Pico – Voltou a jogar bem se arriscando no ataque. Não está falhando tanto na zaga.
Perea – Valeu pelo gol e sua luta durante o jogo, mas lhe falta uma técnica mais refinada. Foi guerreiro em campo.
Marcel – Ótima partida, batalhou o tempo inteiro com os zagueiro do São Paulo e Rogério Ceni. É titular absoluto.
Souza – Entrou bem com lances agudos. Excelente problema para Roth.
Reinaldo – Por centímetros não se consagra definitivamente como o Herrera de 2008.
Amaral – Me surpreendi com sua entrada e não foi mal. Lutou contra os são paulinos.
Daiane dos Santos – “pelo menos eu tentei”
Confesso que me vieram lágrimas aos olhos quando a nossa ginasta Daiane dos Santos ultrapassou os limites do tablado na execução de sua difícil série de exercícios. Ela que sempre nos emociona com sua incrível rapidez nos saltos e beleza nas apresentações é um exemplo, superando as dificuldades e contrariando aqueles que entendiam que “estava velha” chegando à final das Olimpíadas. Suas palavras ao “amável” técnico da equipe brasileira logo após ter realizado o exercício foi “ pelo menos eu tentei“.
A grande Daiane dos Santos , com seu talento, sua força, seu sorriso, sua perseverança, sua capacidade de superação e liderança é um exemplo para todos nós e especialmente para os jovens como ela. E, tentando , chegou à final olímpica.
Escola Municipal Paulo VI-Canoas-RS promove Feira do Livro
A Escola Municipal l Paulo VI realizará de 18 a 23 de agosto sua III Feira do Livro e I Feira Multidisciplinar. A Escola fica situada na av.Irineu Carvalho Braga, 2.781 , no bairro Fátima – Canoas/RS.
O panfleto de divulgação expõe a motivação dos organizadores :
A realização da Feira do Livro Escolar é de fundamental importância para facilitar o acesso ao livro e a sua circulação no meio escolar, democratizando a leitura, sendo que a programação cultural deverá tornar-se multiplicadora da promoção da leitura como fonte de prazer, conhecimento e cidadania. Assim como uma Feira Multidisciplinar proporciona a toda a comunidade escolar um envolvimento dentro dos espaços oferecidos e utilizados para a divulgação dos trabalhos produzidos pela unidades de ensino.
Este projeto é importante para divulgar as práticas educativas e encantadoras realizadas no cotidiano escolar, oportunizando a participação de todas as áreas de conhecimento. Dessa forma, observa-se a importância do livro, que é vital para o processo educativo, pois viabiliza o acesso a leituras condizentes com seu meio e com todas as suas diferenças
A promoção da leitura como fonte de prazer é um sonho dos integrantes deste blog e por isso a iniciativa da Escola Municipal Paulo VI nos enche de alegria e acreditamos deva ser estimulada e divulgada por todos aqueles que tem consciência da imensa diferença em termos de riqueza interior que existe entre quem teve desenvolvido o hábito da leitura e os que desconhecem esse prazer.
PROGRAMAÇÃO
18/08/08
14 horas – Abertura, Exposição de trabalhos e apresentações artísticas.
19/08/08
10 horas – Apresentação Grupo de Dança da E.M.E.F. Rio Grande do Sul.
Exposição de trabalhos e apresentações artísticas
20/08/08
Concurso da melhor redação e do melhor desenho e Feira do Troca-troca.
21/08/08
Apresentação do Grupo de Dança da E.M.E.F. Paulo VI.
14 horas – Apresentação do teatro “Adeus Sarita” com o ator e escritor Alex Riegel
22/08/08
Apresentações artísticas e exposição de trabalhos.
23/08/08
Galeto da Escola.
Dois irmãos, dois heróis
A morte em serviço de dois irmãos integrantes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em um intervalo de menos de um mês, choca e entristece a todos nós. Ainda guardo com muitas clareza na memória as imagens que foram reproduzidas pela imprensa da jovem Michele chorando a morte do irmão Márcio Leandro Murussi Prestes, morto por tiros desferidos por criminoso. A notícia de seu falecimento em acidente de trânsito durante uma perseguição policial é daqueles acontecimentos que temos de aceitarr, apesar de faltar a suficiente compreensão para entender e por isso temos que ter fé em algo maior.
Em homenagem a estes dois irmãos, estes dois heróis, que tombaram em defesa da comunidade, postamos aqui o vídeo da canção La Muerte no es el final, que as Forças Armadas da Espanha adotaram para reverenciar os que tombaram em batalha. A mensagem de fé está claramente expressa logo na primeira estrofe, quando o cantor se dirige a Deus, lembrando da Vida Eterna prometida (tu nos dijiste que la muerte no es final del caminho).
Galvão Bueno é indispensável
Podem criticar a vontade mas considero a presença de Galvão na narração das Olimpíadas indispensável. Suporto sem trocar de canal,até as pequenas telas que a Globo coloca no ar ,para proporcionar a quem não tem tv por assinatura apreciar modalidades simultâneas, porque não abro mão da narração de Galvão. Com ele a transmissão tem graça.Continua sendo o melhor.
Usain Bolt -o homem mais rápido do mundo
Sensacional a corrida do Jamaicano. E também sensacional a maneira descontraída e simpática com a qual ele comemorou a vitória. Antes da prova demonstrava alegria depois então foi uma festa. E gratificante saber que conquistou a glória sem renegar seu país como fizeram outros corredores que foram campeõs olimpícos após naturalização, como Ben Johnson , Donovan Bailey e Linford Christie. Tenho certeza de que a vitória teve um outro sabor para o corredor que honrou seu país.
Dorival Caymmi – doçura baiana
Um dos ensaios mais luminosos de Gilberto Freyre chama-se “baianidade”. Curiosamente, trata-se de um trabalho sobre o Rio Grande do Sul, terra que o mestre pernambucano conhecia profundamente e muito melhor do que a imensa maioria dos gaúchos, sobretudo os de hoje. Ali Freyre dizia que os gaúchos de Rio Grande, de Pelotas, de Porto Alegre, de Viamão, de Rio Pardo, de Santa Maria e de tantas outras cidades são, inequivocamente, baianos. Um olhar rápido e superficial talvez enxergue aí uma refinada brincadeira, um paradoxo digno dos melhores momentos de um Chesterton. Só que Freyre, como todos os grandes pensadores, não é leitura para olhares rápidos, e talvez por isso sua obra seja até hoje alvo de tantos preconceitos.
O fato é que as ruas tortas que sobem e descem morros, a predominância do barroco na arquitetura, os sobrados, as igrejas, os doces, a mescla afro-portuguesa característica do Leste não só do Rio Grande mas de todo o Brasil, a força do sincretismo religioso, o gosto pela praia e pela vida noturna, o sotaque cantado, a gentileza e a tranquilidade de comportamento que deplora certa sobranceria castelhana e até mesmo um certo desleixo fazem desta região onde floresceu o melhor da cultura rio-grandense um resquício inequívoco desta “baianidade” do Rio Grande antigo, que é a mesma do Brasil antigo. Se Freyre tivesse conhecido melhor o nosso litoral talvez enxergasse nos nativos de Capão da Canoa, de Tramandaí, de Torres e também da cidade do Rio Grande semelhanças insuspeitas com os marinheiros do seu Nordeste.
O blog Perspectiva, nascido e criado neste Rio Grande oriental, registra aqui o falecimento de um dos nossos irmãos de cultura, caminhante de ruas tortas com ladrilhos e sobrados que sobem e descem morros, de igrejas banhadas em ouro, de moleques de todas as cores e, pairando sobre tudo isso, a tão decantada magia do lugar chamado Bahia.
A melhor homenagem que podemos fazer é relembrar algumas das canções do grande Dorival Caymmi, que fizeram parte da vida de gerações de brasileiros.
O charme dos recordistas – Yelena Isinbayeva
As provas do atletismo são sensacionais para assistir. E ontem a prova de salto com vara teve um elemtno a mais, além da possibilidade de assistir grandes atletas. Nosso objetivo era torcer para Fabiana Murer, nossa representante, que conseguiu a classificação de uma forma muito tranquila, saltando 4,50m, iniciando com 4,40m. No entanto, impossível deixar de registrara participação da russa Yelena Isinbayeva. A grande favorita protagonizou momentos divertidos. Enquanto as demais atletas tentavam conseguir classificação, a russa dormia á sombra de uma barraca. Quando a vara estava em 4,50, ela calmamente levantou, calmamente dirigiu-se ao local da prova, trocou de roupa e pediu que levantassem para 4,60,saltou , passou com muita folga e garantiu a primeira colocação. Então, mandou beijinhos para o público e para o mundo, embalou seu material e foi embora.
O charme dos grandes campeões é um fator a mais nos jogos olimpícos.
Cesar Cielo conquista o primeiro ouro para o Brasil
O primeiro ouro conquistado pelo Brasil nesta Olimpíada e o primeiro da natação em todos os tempos foi comemorado de forma muito emocionada pelo atleta responsável pela façanha. O nadador César Cielo Filho não conteve as lágrimas após nadar de forma espetacular os 50m nado livre e conquistar o primeiro lugar, com um tempo de recorde olímpico de 21s30. Ao invés da frieza de muitos competidores uma explosão de genuína alegria. Considero um privilégio ter assistido a prova e testemunhado um momento tão especial.
A medalha conquistada proporcionou momentos inusitados com quebras de protocolo após entrega de medalhas, com comitiva de brasileiros invadindo a área das piscinas para abraçar Cielo. Até Gustavo Borges foi ao encontro do campeão olímpico, para o total desespero das pobres chinesinhas responsáveis pela condução (rápida) dos atletas. Desta vez o costumeiro gesto das mãozinhas estendidas indicando o caminho e “sutilmente” apressando os atletas foi ignorado pela horda de brasileiros. Achei maravilhoso essa mudança na monotonia organizada, porque podemos até fingir que mudamos, mas continuamos brasileiros, com todas conotações que a palavra representa em termos de falta de apreço por formalismo.
Certamente foi o pódio mais emocionante até o momento,com direito a lágrimas ao ouvir o hino( maravilhoso momento) e declaração de incentivo aos brasileiros:”acreditem sempre, porque tudo é possível”
Parabéns César Cielo Filho!
Michael Phelps não é brasileiro, SporTV
Acredito que seria interessante que alguém esclarecesse aos narradores da SporTV que. por mais respeito e admiração que nos desperte a performance de Michael Phelps, a razão principal pela qual a maior parte dos brasileiros assiste às competições é para torcer para nossos atletas. Chega a ser quase ofensivo ver um narrador vibrar de modo tresloucado quando o nadador americano conquista sua sexta medalha de ouro, enquanto o nosso Thiago Pereira lutava bravamente para conquistar uma tímida medalhinha de bronze – que aliás, acabou não obtendo.
Não se está aqui querendo que seja ignorada a estupenda participação do nadador americano. Mas vibrar com ela quando um competidor brasileiro está na piscina é um evidente exagero que, tenho certeza, contraria o sentimento da grande maioria do público.
As tristes ginastas brasileiras
Um aspecto da apresentação da equipe brasileira de ginástica artística que me chamou atenção foi a expressão tristonha da maior parte de suas integrantes. Com exceção de Daiane dos Santos , as meninas apresentavam desde o início da competição um olhar mais próximo de quem estivesse representando uma tragédia do que de esportistas realizando o sonho de estarem uma Olimpíada. Era visível a diferença entre nossas atletas e as de outras equipes. Enquanto as brasileiras apresentavam um olhar triste, as demais ginastas demonstravam a normal tensão produzida pelas circunstâncias. Não considero normal que ginastas de altíssimo nível como Jade, Laís e companheiras apresentem ar de tristeza quando disputam uma competição onde a simples participação já é uma vitória.
Não sei as razões que conduzem a um ar de tristeza e sofrimento destes, mas o mau-humor e a aparente falta de carinho do técnico da equipe brasileira para com as atletas contrastava com o tratamento que se percebia dispensado às demais competidoras pelas respectiva equipes técnicas. Talvez aí esteja uma explicação – e é lamentável que assim seja. Por mais fortes que sejam as cobranças e por maior que seja a dor nos treinamentos e apresentações, tristeza e esporte são coisas que definitivamente não combinam. A dor física que acompanha todo o desportista não conduz a olhares tristonhos como os que vimos nas nossas jovens ginastas.
Britney OK Magazine e MTV VMA
Depois de dois anos ouvindo, lendo e assistindo as mais diversas notícias negativas sobre Britney Spears, parece que teremos uma folga das peripécias desimportantes da cantora americana.
Britney , pelo visto, está disposta a dar um novo rumo a carreira. Essa semana foram divulgadas vinhetas do VMA 2008 em que ela aparece -BEM mais magra ,arrumada e bonita – acompanhada de Russell Brand, o apresentador do evento esse ano. Além disso deu sua 1° entrevista em 2 anos para a revista OK Magazine, mostrando-se otimista e feliz , posando para fotos fofas com os filhos Sean e Jayden.
Britney promete álbum novo para início de 2009 e dá uma pista de como será a levada do disco :
“Acho que é um disco um pouco mais urbano. Todos os dias, me sento diante do piano e escrevo, este é meu melhor trabalho”.
Internacional 1 x 1 Grêmio
Clemer – Falhou em saídas de gol e bolas agarradas. Parece que o Inter não fez bom negócio ao vender Renan.
Índio – Seguro como costuma ser, só não teve a tradicional presença forte no ataque.
Sorondo – Mais uma vez saiu machucado de campo. Um excelente jogador que sofre constantemente com lesões. O Blog Perspectiva deseja-lhe sorte.
Bolívar – Não apareceu muito no jogo e fez um lance criminoso no segundo tempo.
W. Monteiro – Definitivamente o Inter precisa de um lateral-direito. Não me entendam mal: W. Monteiro tem lá seu valor….jogando como volante. O Inter pagou mais de u$ 1 milhão em Bustos no início da temporada em uma negociação ao nível do Grêmio contratando Hidalgo.
Guiñazu – Excelente partida, desarmou com facilidade e ainda sofreu o pênalti. Jogador com nível internacional.
Edinho – Fraco, caiu de produção demais nesta temporada. Talvez tivesse sido melhor o Inter liberá-lo quando teve a oportunidade.
D´Alessandro – Claro, era sua estréia e não devemos exigir demais de um jogador que não jogava havia algum tempo. Mas não mostrou brilho em momento algum, apenas algumas boas conduções de bola.
G. Nery – Não fez muito mais que Marcão, execrado pela torcida, vinha fazendo nos jogos. Segue com ele a mesma justificativa de D´Alessandro.
D. Carvalho – O melhor do Inter. Criava lances com certa facilidade diante dos marcadores do Grêmio, mesmo visivelmente fora de forma. O gol premiou sua boa partida.
Adriano – Muito mal, nem parece o jogador que fez um excelente Brasileirão em 2007. Não mostrou a velocidade que o marcou e nem a qualidade na definição de jogadas.
Marcão – Entrou na zaga e pouco apareceu, já que o Grêmio mal atacou.
Rosinei – Outro que pouco apareceu no jogo. Seu lance de maior destaque foi quando levou uma bordoada na cabeça.
L. Carlos – Concluiu uma vez a gol, mas pouco tempo teve para jogar.
M. Gröhe – Surpreendeu fazendo um grande jogo, falhou apenas em uma saída de gol.
Jean – Horroroso, horroroso. Não sabe desmarcar.
Thiego – Pouco jogou e saiu lesionado.
Léo – Hoje fez um bom jogo, com um gol IDÊNTICO ao do Pedro Jr. em 2006. Não falhou nos desarmes.
Rudnei – Na lateral-direita. Não preciso dizer mais.
Amaral – Muito fraco no jogo, não ‘mordia’ na marcação, que deveria ser sua maior qualidade.
Makelele – Guerreiro o jogo todo, agradou pela disposição e entrega na partida.
Souza – Definitivamente não joga na posição de Tcheco.
Helder – Fraco, bem fraco. Não evoluiu seu futebol.
A. Luís – É complicado jogar com reservas, mas A. Luís já é sacanagem. Este cidadão é ruim demais.
Reinaldo – Fez um jogo razoável, sem preguiças e com disposição. Faltou-lhe parceria.
Soares – Fez o habitual: nada. Gostaria de saber como consegue entrar em campo e NUNCA tocar na bola.
Adilson – Saído diretamente do calabouço, Adilson provou que merece, ao menos de vez em quando, ter contato com o futebol. Marcou com disposição e não fez “invencionices”, justamente o que o tirou da equipe no início do ano.
Réver – Jogou menos de um minuto.
Média de público do Brasileirão 2008 até a 19ª rodada / fim do primeiro turno

Entre parênteses, o número de jogos em casa de cada clube.
Para inglês ver?
Uma expressão que minha avó usava era ” para inglês ver” quando se referia a situações em que algo era feito apenas para aparentar alguma coisa. Uma das explicações para a expressão é que teria origem em uma visita feita por um príncipe inglês a Portugal. O parque que fora construído pelo local por onde ele passaria não pode ser concluído, apenas uma bela fachada . O aspecto de um lindo parque era ilusório, era apenas para o inglês ver.
Os chineses , pelo que parece, são os mestres mundiais nesta arte.
Tiago Camilo – judô garante mais uma medalha
A conquista da medalha de bronze pelo judoca gaúcho e gremista, Tiago Camilo o coloca na categoria seleta dos lutadores brasileiros que conquistaram por duas vezes medalhas olímpicas. Tiago que em 2000 havia conquistado medalha de prata acompanha Aurélio Miguel (ouro em Seul-1988 e bronze em Atlanta-1996) e Leandro Guilheiro( bronze em Atenas-2004 e este ano).
Camilo teve sua meta de alcançar o ouro olímpico atrapalhada pela lesão sofrida no dedo esquerdo que deve ter influenciado em sua derrota na luta das quartas de final com o alemão Ole Bishof.Conquistou o bronze com dores, o que aproxima sua conquista com as de seu time do coração.
Parabéns Tiago Camilo, brasileiro e gremista.
Concorrência desleal na natação?
Não, não estamos falando especificamente de Michael Phelps. Ocorre que chama atenção nesta Olimpíada a sucessiva quebra de recordes que os nadadores têm protagonizado. Atletas de altíssimo nível quebram os recordes olimpícos de outros atletas de altíssimo nível. No entanto também chama atenção o fato de que os atletas atuais utilizam recursos tecnológicos que não estavam disponíveis há alguns anos atrás. Os novos maiôs diminuem o atrito com a água e com isso facilitam a performance dos atletas.Como a quebra de recordes ocorre por milésimos de segundo, isso faz muita diferença.
E aí fica a dúvida: como seria sem os maiôs que melhoram o desempenho?
Certamente não ocorreria essa constante quebra de recordes , com a banalização típica dos tempos em que vivemos.
Grêmio desanima o mascote do Atlético Mineiro
Com os créditos ao usuário Kamarao, do Fórum Uol Jogos.

Atlético Mineiro 0 x 4 Grêmio
Victor – Sensacional, sensacional. Operou milagres em campo. É de longe o melhor goleiro do Brasileirão.
Rever – Discreto, mal precisou aparecer no jogo.
Pereira – Pouco apareceu também, apenas no jogo aéreo.
Léo – Fez alguns bons desarmes, mas seu lado da defesa é sempre o mais vulnerável.
P. Sérgio – Uma ótima partida. Competente na zaga e presente no ataque, fez excelentes cruzamentos.
W. Magrão – Cada vez se afirma mais. Já o critiquei muito e queimei a língua. Fez um gol sem querer, é verdade, mas foi a premiação pelo seu empenho.
R. Carioca – Um pouco inferior aos seus melhores jogos da temporada, ainda com o problema de exagerar nas jogadas. Nos desarmes, excelente.
Tcheco – Estava meio ‘mole’ no primeiro tempo mas acordou na segunda etapa, mesmo que inferior à sua capacidade. Sempre preciso nos passes e comandando o meio-campo com sua indiscutível liderança, foi coroado com um gol na cobrança de pênalti.
A. Pico – Cometeu um pequeno exagero no segundo tempo na linha de defesa que poderia ter culminado em gol. Pode jogar melhor do que foi.
Perea – É, não sabe fazer gols, domina a bola com uma certa tosquice…mas cavou um pênalti
e posicionou-se um pouco melhor que nos outros jogos.
Marcel – Tecnicamente, Marcel não é muito superior ao Pereira. Só que está tendo um empenho e dedicação que fazem dele o titular absoluto do ataque. A assistência para o gol de W. Magrão foi fabulosa.
Souza – Está pedindo passagem na equipe. Jogou 15 minutos e participou muito bem do jogo. O típico bom problema para o treinador.
Reinaldo – 15 minutos, 2 gols. Sabe colocar a bola dentro das redes. Merece chance de titular.
Amaral – Nem tocou na bola.
A abertura das Olimpíadas e os chineses
Impressionou a todos a beleza da abertura da Olimpíada de Beijing, seus fogos e sua pirotecnia. Foi tudo muito bonito e muito chamativo. Aos olhos mais cuidadosos, porém, nada impressionou mais do que os seres humanos ali envolvidos: as belas coreografias executadas à perfeição não sairão tão cedo da mente daqueles que puderam acompanhar a cerimônia. Houve um momento em que Galvão Bueno desafiou o espectador a adivinhar se uma das apresentações era obra de humanos ou de máquinas. Eis que, logo depois, saltaram jovens de dentro das caixas, como se batessem no peito e dissessem que não precisavam de engrenagens nem de alta tecnologia para entreter o público.
É claro que os chineses não fizeram isso porque são pobrezinhos, até porque não são: têm tecnologia para dar e vender e muito dinheiro em caixa, além de apoio irrestrito do governo. Fizeram porque sabem que os ocidentais dificilmente poderiam realizar um espetáculo tão bonito contando apenas com seus próprios corpos. O público não ficou atrás. Aplaudiu quando precisava aplaudir e apoiou todas as delegações, inclusive as de países tradicionalmente rivais da China – aliás, justamente nestas delegações é que os aplausos pareciam mais calorosos. Ficou claro que a assistência tinha um papel a cumprir além de meramente ver a abertura: devia participar do grande esforço coletivo da Nação para mostrar-se ao mundo como um país civilizado e honrado. Tanto é que a Veja de semanas atrás noticiou os cursos para ensinar os chineses a torcerem inclusive pelos adversários, contribuindo para o espetáculo. Ou melhor: contribuindo para a China.
Contribuir para a China é algo que os chineses sabem fazer muito bem pelo simples fato de que, no passado, foi só isso que fizeram. Uma das páginas mais conhecidas de Hegel é a parte da sua Filosofia da História em que descreve a evolução da idéia de liberdade entre os povos. Para Hegel, só o homem europeu moderno – e, sobretudo, o germânico moderno – desenvolveu plenamente a noção de que todos os homens são livres. Antes dele, os povos da Antiguidade Clássica – romanos e gregos – diziam que apenas uma parte deles é livre, ainda que a idéia de liberdade para todos já estivesse em germe. Já a antiga civilização chinesa, segundo Hegel, não concebia a idéia de liberdade senão para uma só pessoa: o Imperador. O chinês só valia alguma coisa como parte de uma coletividade que se movia em bloco para uma só direção e pelas mãos de um sábio governante. Como invidíduo, como pessoa, nada valia.
O tempo passou e a velha China é hoje apenas uma vaga lembrança. A Revolução Cultural maoísta destruiu casas antigas, papiros valiosos, obras de arte e tudo o que cheirasse a tradição e passado. Além disso, instigou os jovens a não respeitarem nada que seus pais antes respeitavam: o lema “É justo rebelar-se” virou bordão da moda e até hoje inspira alguns pseudo-chinesinhos do lado de baixo do Equador. A China tradicional, dizem alguns, está morta. Será? Daremos a palavra a ninguém menos que o próprio Mao Tsé Tung: “A história multimilenar do povo chinês tem regras de desenvolvimento que lhe são próprias, tem suas próprias características e ricos valores que também lhe são próprios. A China de hoje é um desenvolvimento da China história. Não mutilamos a história. Ao contrário: sintetizamos e conservamos o valioso patrimônio da nossa herança, de Confúcio a Sun Yatsen”. O Grande Timoneiro sabia do que falava. Como todos os maiores líderes comunistas, Mao sabia que era impossível acabar por completo com a tradição para impor o regime comunista. Sabia, como todos eles, que um dos objetivos finais do comunismo, isto é, criar um novo homem ao fazer uma nova sociedade, era uma lorota das mais mal contadas: o tão decantado “novo homem” nada mais seria do que o antigo sob ferros. No caso dos chineses, o “valioso patrimônio” a que Mao se referia era a ausência da idéia de individualidade e liberdade. Os chineses obedeceram e obedecem ao Secretário-Geral do Partido Comunista com a mesma devoção, a mesma subserviência e a mesma consciência de que nada valem com que serviam aos velhos mandarins. É por isso que o governo força milhões de pessoas a sair do campo para as cidades e vice-versa e ninguém pensa em reclamar. É por isso que o governo manda matar quem bem entender e ninguém pensa em reclamar. É por isso que – amarga ironia – num país onde o marxismo é doutrina oficial a acumulação de mais-valia seja absurdamente alta, com operários trabalhando 17 horas por dia em condições subumanas e por salários ridiculamente baixos sem sequer pensarem em reclamar. E é também por isso que a sincronia dos movimentos na coreografia era tão perfeita, tão bem executada, tão incrivelmente natural, como se eles nascessem fazendo aquilo, como se, todos juntos, eles fossem uma só entidade. Porque a China precisa deles e eles, para existirem de fato, precisam fazer parte dela. O chinês de antigamente construiu a Muralha da China, cidades belíssimas e jóias artísticas e conheceu o respeito e a glória por tudo isso.O chinês de hoje tem uma abertura maravilhosa de Jogos Olímpicos e conhece a glória por tê-la realizado. Mas continua sem conhecer a liberdade.
As 12 maiores folhas salariais da Série A
FOLHA SALARIAL:

Retirado do site: http://papodehomem.com.br
Em Porto Alegre, aproveitamento da água da chuva agora é lei
Em Porto Alegre foi sancionada a lei que institui o Programa de Conservação, Uso Racional e Reaproveitamento das Águas nas Edificações, de autoria do vereador Beto Moesch . As novas construções deverão captar, armazenar e utilizar a água da chuva e as águas servidas para serviços de limpeza, manutenção de jardins e descarga de vasos sanitários. Além disso, serão instalados hidrômetros individuais para medição do volume de água consumido nos condomínios. Também foi estabelecido o uso de bacias sanitárias com volume reduzido de descarga, chuveiros e lavatórios com volumes fixos de liberação de água e torneiras com arejadores. Estima-se que a instalação de hidrômetros individualizados reduza o consumo em cerca de 20%. O reaproveitamento da água da chuva e das águas servidas, por sua vez, diminui em aproximadamente 50% a demanda por água potável.
O que já escrevemos sobre o tema:
Porto Alegre busca uso racional da água
Porto Alegre busca uso racional da água II


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