PERSPECTIVA

Estatísticas do atacante André Luís Leite

Partidas no ano: 30

Gols: 1

Abaixo, partidas em que foi o destaque do time:

-

-

-

Abaixo, vídeos de suas melhores jogadas pelo Grêmio:

-

-

-

Novembro 30, 2008 Publicado por F Rules | Alívio Cômico, Esportes | | 3 Comentários

Goleiro Fernando Henrique

Vamos mandar mensagens para este profissional do futebol brasileiro!

Não fosse o FRANGO ABISSAL que levou na partida contra o São Paulo, até mereceria elogios!

Novembro 30, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 3 Comentários

Child Stars – Antes e Depois (parte 1)

child-stars

Novembro 28, 2008 Publicado por blogperspectiva | Mundo pop | , , , , , , , , , | Sem comentários ainda

Há três anos o futebol mudava

A torcida prometeu que jamais seriam esquecidos os heróis que não se resignaram ante às adversidades. Este post é um cumprimento de promessa. O texto é desnecessário. As imagens falam sozinhas.

26/11, o Dia da Garra Gremista

a

A escalação do Grêmio no jogo:

Galatto, Patrício, Domingos, Pereira, Escalona, Nunes, Sandro, Marcelo, Marcel (Anderson), Ricardinho (Lucas), Lipatin (Marcelo Oliveira)

E o treinador era Mano Menezes. Bons tempos.

E aqui o pôster, retirado diretamente do Blog Grêmio Imortal 1903.

Novembro 26, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 4 Comentários

Média de público do Brasileirão 2008 até a 36ª rodada

sa

Média do campeonato:16.556 pagantes por jogo

Novembro 26, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

Vitória 4 x 2 Grêmio

Victor – Salvou em alguns lances, mas é difícil ser milagroso o tempo inteiro.

Amaral – Nem possui tanta culpa, haja visto que é evidente que um jogador de marcação deslocado sofra dificuldades. Sua expulsão tem o dedo de Celso Roth e Héber Roberto Lopes.

Jean – Algumas falhas de marcação e completamente perdido após a expulsão de Amaral.

Réver – Excelente até a expulsão de Amaral. Após, atrapalhou-se com a inferioridade numérica.

Souza – Deve pensar onde amarrou seu bode. Voluntarioso e com talento, é um oásis em meio a tantos perebas. Mas, mesmo assim, poderia jogar mais – Celso Roth.

R. Carioca – Perdeu um gol inacreditável que poderia ter liquidado a partida no primeiro tempo. Ou seja, precisa aprimorar URGENTEMENTE suas finalizações.

W. Magrão – Errou muitos passes e lançamentos durante a partida. Teve méritos na disposição…até a expulsão de Amaral. Precisa de técnica.

Tcheco – Excelente no primeiro tempo, caiu de produção no segundo – pela impressão, devido ao calor escaldante. Até na previsão do tempo Celso Roth levou ferro no jogo.

Helder – Uma nulidade absoluta. Não sabe fazer nada.

Reinaldo – Atacante de talento e frágil.

Marcel – Ruim, mas com ele o time tem alguma coisa no ataque. Superior a concorrentes como Perea, mas talvez devesse ceder espaço para Richard Morales.

Paulo Sérgio – Haha.

Ortemán – Hoho.

André Luís – Hehe!

Novembro 24, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 1 Comentário

Ninguém pode ser tão imbecil

Imagine-se, caro leitor, que é um treinador de futebol. Sua atividade consiste, única e exclusivamente, em armar uma equipe, escolher os melhores jogadores, dar-lhes tarefas para cumprir e fazer com que elas sejam executadas da melhor maneira possível. Faz somente isso em sua vida. Não lhe é exigida competência em outra atividade.

Pois bem. Imagine então, estimadíssimo leitor, que o seu time jogue com três zagueiros. Três: dois zagueiros laterais e um central, que faz as vezes de líbero. E tem três zagueiros no seu grupo, jogadores acostumados com o ofício desde o início da carreira e estão se destacando nos últimos jogos. Pode usar o esquema da maneira correta sem problema algum. Diante disso, caro leitor, você pensaria em colocar um volante no lugar de um dos zagueiros? Pensaria? De modo algum: isso seria um contra-senso, um atentado à lógica, uma carência brutal de inteligência. Ninguém faz uma coisa dessas. E você não seria o idiota que faria isso, leitor. Eu sei e você também sabe disso.

PORÉM, imagine então que, impelido por forças maiores, supra-materais, metafísicas, cósmicas ou simplesmente terríveis, como disse o presidente Jânio Quadros quando da sua renúncia, você escale um volante de 1m75cm no lugar de um dos zagueiros. É obrigado a fazer isso contra a sua vontade, por motivos que nem deve explicar na entrevista pois ninguém acreditará. Pagamento de promessa, sabe-se lá. Tudo bem, a vida tem dessas coisas. Já dizia o inspiradíssimo Chorão: às vezes faço o que quero, às vezes faço o que tenho que fazer. Três na zaga, dois zagueiros e um volante. Tudo bem.

Eis que o jogo começa e o seu time, caro leitor, faz 1 a 0 com um gol contra. Dos últimos 12 gols do seu time, 12 foram de jogadas não trabalhadas, isto é, bolas respingadas na área, chutes desviados por zagueiros, morrinhos artilheiros, todo o imponderável, o estranho e o extraordinário. Há problemas no ataque, portanto. É mais do que evidente e todos já notaram, e você, amigo leitor, como ser humano racional que é, também já notou. Mesmo assim, o seu time consegue criar várias chances de gol diante da evidente fragilidade do adversário. Perde todas elas, uma a uma. Os atacantes do seu time ficam cara a cara com o goleiro adversário incontáveis vezes e não fazem um só gol. Não é nada de inesperado, afinal, você, como ser humano dotado de intelecto altamente desenvolvido e polegar opositor, já cansou de perceber isso. Qualquer um perceberia isso. Qualquer idiota. E você, é claro, não é um idiota.

No entanto, leitor, você mais uma vez não substitui ninguém. Pensa em fazer isso, é claro – você, eu repito, não é um idiota – mas não faz. Por quê? Só pode ser, de novo, por algo que não se pode explicar racionalmente, algo que não é permitido expor em palavras. Um anjo do mal sussurra em seu ouvido uma ordem terminativa e você, como mero mortal, acata-a bovinamente. E essa mesma ordem diz que você não deve substituit, de maneira alguma, aquele volante que você colocou na zaga. Mesmo que ele tome um amarelo e dê claros sinais de que será expulso em breve. Você não muda nada. Não pode mudar.

Termina o primeiro tempo e começa o segundo. O time, por alguma razão que você desconhece,começa o jogo de maneira apática. Parece covarde, com medo de chegar à frente. Algumas mentes mais maldosas – elas sempre existem, leitor, pode crer – começam a pensar, nesses primeiros minutos, que você está satisfeito com o magro resultado de 1 x 0 construído no primeiro tempo com um gol contra. É claro que eles estão errados, leitor, só podem estar errados. Ninguém seria tão estúpido de recuar o time quando o adversário é claramente frágil e está prestes a tomar mais gols se for pressionado. Ninguém faria isso, leitor, nem o mais demente dos energúmenos, nem o mais incapaz dos apedeutas, nem o mais tristemente tapado dos ignorantes. Impossível sequer pensar nisso. Mas o time está recuado, leitor, claramente recuado. E, como todo time recuado antes do tempo, toma um gol idiota logo no início do jogo. É fatalidade, claro. Pode acontecer um empate desses num Íbis x Real Madrid, porquê não aconteceria aqui?

Bem, está 1 x 1 e o jogo conta 10 minutos do segundo tempo. O volante que você foi obrigado (friso o “obrigado”, pois nenhuma pessoa racional pensaria em escalá-lo por opção) a colocar na zaga tem amarelo, o ataque que você escalou está com seríssimos problemas e você tem que vencer o jogo a qualquer custo para tentar ser campeão. No banco de reservas, há um centroavante de 1m97cm, forte como um touro, experiente, ex-jogador da seleção do seu país, uma copa do mundo no currículo, de pé, implorando para entrar em campo. Ele fica ao seu lado orientando os jogadores, gritando, dando palavras de apoio em um portunhol tosco, porém sincero, típico de quem quer mesmo ajudar. É bonito ver isso, leitor, e você, que não é um idiota, um retardado mental, um imbecil, um estúpido, percebe isso claramente. É preciso colocar esse jogador e fazê-lo rápido, de preferência no lugar daquele volante fora de posição que está implorando a Deus, aos anjos do céu e da terra para ser expulso do jogo. Você sabe muito bem que isso não tarda a acontecer, leitor. Você precisa colocar o centroavante de quase dois metros de altura. É preciso. É necessário. É imperioso.

Mas você NÃO o coloca.

Bem, leitor, você não o coloca em campo. É isso: o volante continua em campo, distribuindo botinadas a torto e a direito, empurrando os atacantes do time adversário, cuspindo na cara do juiz, urinando na bandeirinha de escanteio e fazendo careta para o técnico adversário – e você não coloca o centroavante. Mas é claro que você vai colocá-lo em campo, não é, leitor? Está mais do que óbvio. Nada vai impedí-lo. Nada. Pessoas inteligentes como você tomariam essa atitude, e rápido, para tentar salvar o jogo. E você certamente faria isso em breve , só que…..

O volante é expulso. Puxa.

Puxa. Que lástima, como diria o Linus do “Peanuts”. Que coisa chata, leitor. O volante foi expulso. É, ele foi expulso. Seu time está com dez jogadores em campo e precisa ganhar, sendo que está estranhamente recuado e sem poder ofensivo. A coisa começa a ficar um pouquinho complicada, não acha, leitor? Ora, é claro que você acha. Já notou isso. Já percebeu claramente que é uma estupidez continuar com o time do jeito que está. É preciso aumentar o poder ofensivo rápido, pois só a vitória interessa e o adversário é fraquíssimo. Mesmo com dez em campo, é hora, mais do que nunca, de fazer uma substituição que dê mais chances de gol ao seu time. E é exatamente isso que você, meu inteligentíssimo leitor, fará agora. Vai tirar um volante de contenção e vai colocar o centroavante de dois metros de altura, prontinho para meter o coco na próxima bola que cruzar a área do adversário.

Sai a bola para lateral. A substituição será feita. O volante de contenção sai e……

Entra um lateral-direito.

……………..

Um lateral-direito. E não qualquer lateral, é aquele que, você e toda a torcida sabem, é reconhecidamente ruim. Não acerta um passe e está sempre fora de posição. Mas ele entra mesmo assim e com a pecha de salvador da pátria, de craque pronto para desequilibrar. Mas ele não é esse jogador, leitor. O jogador para fazer o gol salvador é o centroavante gigante que está sentadinho no banco, emburrado, tristinho com o fato de que estava pronto para entrar mas não vai. Não entrou e não vai entrar. Quem entrou foi o lateral. Isso é burrice, não acha, leitor?

Ops, desculpe. Isso SERIA burrice. E não apenas burrice. Seria uma das burrices mais burramente burras que a história humana já registrou. Uma das imbecilidades mais imbecilmente imbecis que já passou pela terra. Uma das idiotas mais idiotamente idiotas que olhos de Deus e dos homens já viram. Uma coisa tão incrivelmente estúpida que NINGUÉM, eu digo, NINGUÉM faria em sã consciência e por sua própria vontade. Mas isto não é burrice, pelo simples fato de que você não fez isso por querer , leitor. Você não quis, realmente, colocar esse lateral horroroso numa situação dessas. Você foi impelido a isso. Foi obrigado a isso. Foi coagido por forças externas, as tais “forças terríveis” do Jânio Quadros. Coisa sobrenatural, do outro mundo, tipo mula sem cabeça, saci pererê e sereia. Aliás, leitor, se você disser que foi um sacizinho bem preto, pulando num pé e sorrindo aquele sorriso safado que obrigou você a fazer isso, eu até entendo, leitor, e não vou chamá-lo de mentiroso. Eu aceito plenamente essa desculpa. É muito  mais  factível crer nisso do que crer que alguém colocou esse lateral em campo porque realmente acredita que ele vá resolver alguma coisa.

E o lateral entra em campo. E, obviamente, erra vários passes, sai fora do lugar, deixa buracões e arma contra-ataques do adversário. Quando isso acontece, leitor, o adversário cria chances. Muitas chances. Em uma das chances, pode sair gol, como você sabe perfeitamente, já que não é – não canso de repetir – um idiota, um estúpido, um retardado. E o que acontece, então? Um gol. Deles. 2 x 1. A coisa fica bem feia, leitor. E fica mais feia logo depois: 3 x 1. E, quando você acha que o fundo do poço chegou, ele afunda ainda mais: 4 x 1. Nesse momento, as cobras estão te olhando de cima e rindo da sua cara, do mesmo jeito que o saci pererê supracitado riu de você, leitor. Com um riso maléfico. Um riso diabólico. Um riso verdadeiramente mau.

Bem, leitor, a coisa já está praticamente liquidada. Tanta coisa ruim aconteceu hoje! Você precisava vencer, estava vencendo, e agora está perdendo de goleada. Coisa bem ruim, leitor. Bem ruim mesmo. Já tem até gente sugerindo que o time não gaste mais as passagens da viagem para jogar lá no interior de Minas. O jogo está próximo do fim. A goleada já é certa. Não é preciso substituir mais ninguém. Mas você ainda tem mais uma substituição , leitor, e quer usá-la. Chama um jogador do banco. Ele tira o uniforme. Começa a aquecer. Será o centroavante grandalhão, para tentar, pelo menos, diminuir o tamanho do fiasco?

Não.

É um volante de contenção.

E não apenas isso: um PÉSSIMO volante de contenção.

Não precisa nem pensar em se explicar, leitor. Não é preciso mesmo. Nós entendemos perfeitamente: foi coisa sobrenatural. Você jamais faria uma coisa dessas por sua própria vontade. Colocar um volante qando seu time está perdendo de quatro a um, sendo que precisava vencer, é rir da cara da torcida, leitor. É ridicularizá-la. É colocá-la abaixo do…..bom, deixa pra lá. É pisar em cima da cara de alguém e rodar. É maldade. É coisa de gente muito, mas muito ruim. Ultrapassa, e muito, o estágio da mera burrice. E, como eu disse, você não fez isso por querer, leitor. Jamais faria isso. Não é uma pessoa ruim, é um bom cidadão. Quem fez você fazer uma barbaridade dessas foi a boa e velha força sobrenatural. Porque o que aconteceu hoje, leitor, nenhuma pessoa faria. Ninguém seria capaz de tal coisa. Ninguém, leitor, NINGUÉM pode ser tão imbecil.


Qualquer semelhança com fatos e pessoas reais não passa de mera coincidência.

Ele precisa sair

Novembro 23, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 22 Comentários

Tarde para assistir TV

Não marquem compromissos nesta tarde. Nenhum almoço deve ultrapassar as 16 horas. Amarrem as crianças em casa porque HOJE AMIGOS, não é dia de parquinho. A RBS TV transmite, às 17 horas o jogo mais importante do Grêmio neste ano. O Vitória, de V. Mancini, é o único time capaz de tirar pontos dos gaúchos nesta reta final – perdoem-me os torcedores do Atlético Mineiro e os do Ipa…não, esses nem se preocupem em aparecer aqui! – e é justamente na mesma rodada em que o São Paulo enfrenta o Vasco da Gama no ‘Caldeirão da Colina’ São Januário.

Os dois jogos ocorrerão simultaneamente. Em virtude disto, solicito aos amigos e conhecidos que não realizem telefonemas para o telefone de nossa casa ou nossos celulares durante a tarde deste domingo. Não temos interesse em atendê-los. Nada do que tiverem a nos dizer poderá nos interessar realmente. Gostaríamos de simplesmente ficarmos em frente à televisão assistindo a rodada do Brasileirão.

Novembro 23, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 1 Comentário

Time de Paulo César Magalhães disputa final da Copa Lupi Martins

O que motivou integrantes deste blog a ir  no domingo pela manhã a Novo Hamburgo assistir a semi final da Copa Lupi Martins certamente foi o fato de que o time adversário do anfitrião tem como gerente de futebol o nosso querido campeão mundial Paulo César Magalhães. Chegamos ao Novo Estádio e imediatamente desistimos do propósito original que era comprar ingresso e adentrar nas arquibancadas. O tórrido sol que castigava os ousados torcedores que se aventuraram a enfrentá-lo não teria esta oportunidade com os integrantes deste blog. Fomos em busca de locais mais amenos,sendo brindados com o gratuito camarote alternativo. No chamado barrancão os torcedores instalaram-se em volta de um velho sofá estratégicamente colocado no local.  Ali, em meio a reclamações pelo alto preço dos ingressos e pelo fato do horário forçar o público a ficar exposto aos raios emitidos pelo sol em horário que  a unanimidade dos especialistas alerta ser nocivo, torciam pelo Novo Hamburgo.  Os visitantes foram neutralizados pelo clima reinante. Era  difícil torcer contra o time dos companheiros de “camarote,” principalmente pelo fato de que o papo rolava de forma muito agradável, com considerações sobre os times protagonistas e, claro, sobre a rodada do  Brasileirão de hoje á tarde. Em campo, o Novo Hamburgo não soube superar o desafio de reverter a situação negativa na qual o resultado adverso do primeiro jogo (2×1) lhe colocara. Além disso, convenhamos que cobrar R$15,00 oferecendo em troca acomodações sob o sol do meio-dia não é atitude condizente com quem precisa vencer o jogo. Coisas da falta de sensibilidade de quem conduz o futebol brasileiro. Torcida é acessório  que não precisa de agrado.

Enfim, o time de Gravataí passou para a final da Copa Lupi Martins ( nome de traz  grandes momentos do rádio esportivo gaúcho à memória dos mais velhos) apresentando um futebol estritamente dentro do que seria necessário para cumprir o que exigia o regulamento da competição. Disputa o título com o Pelotas, sendo que o primeiro jogo será na quinta-feira, dia 27/11 às 16 horas no estádio Vieirão em Gravataí. Ingressos a R$10,00( não sócios) e R$5,00(sócios). Mulheres e crianças não pagam.

No que tange  a nós, consideramos extremamente agradável assistir ao jogo de onde assistimos, em companhia de quem assistimos, tendo portunidade de efetivamente ouvir a voz das ruas.

fila

Fila para compra de ingressos

ca

Acomodafos no sofá, à sombra e com brisa amena  torcedores assistem ao jogo no camarote alternativo

ar

arr

jogo

Novembro 23, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

Grêmio na Bahia e culto às tradições

Sábado pela manhã  tomo meu café, leio meu jornal e escuto, vindo da casa ao lado , o som de  músicas regionais do Rio Grande do Sul. O Jornal informa que, seguindo o padrão que tem se repetido em todo o Brasil,   o Grêmio foi recepcionado em Salvador por dezenas de  torcedores. Uma baiana vestida de forma típica presenteia os visitantes daquele maravilhoso estado com fitinhas do Senhor do Bonfim. Quem já foi à Bahia sabe o clima especial que cerca a chegada do visitante, que já é convidado a sorrir desde o momento em que pisa a Boa Terra.

O som vindo da casa vizinha, que alegra a manhã de nosso sábado, evidencia o apreço que temos pelas tradições gaúchas. Sendo assim, porque não transmitir a nossos visitantes esse sentimento, como o fazem de forma tão calorosa os baianos?

Novembro 22, 2008 Publicado por Madame Li Li | Geral | | Sem comentários ainda

Média de público do Brasileirão 2008 até a 35ª rodada

med

Média do campeonato brasileiro 2008 :16.637

Novembro 22, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 1 Comentário

O Wunderteam

wunderteam438

O Wunderteam , Paul Meissner (1948)

A última Eurocopa não foi boa para as anfitriãs. Áustria e Suíça não conseguiram passar da primeira fase e nenhuma das duas mostrou um futebol particularmente inspirador. Da Suíça nem poderíamos esperar grande coisa: seleção tradicionalmente identificada com esquemas retranqueiros mais fechados que os seus célebres cofres de bancos, o máximo que poderia aspirar era chegar ao final da competição com três empates e garantir a honra de sair invicta, embora eliminada. Dos austríacos a maioria pensaria o mesmo. Porém, quem prestou atenção nas arquibancadas do Estádio Ernst Happel, onde a seleção alvinegra mandava seus jogos, notou uma grande faixa com a inscrição “Das Wunderteam” nas arquibancadas superiores. Quem não sabe alemão mas conhece algo de inglês sabe, por analogia, que “Wonder team” significa “O time das maravilhas”. Mas não havia maravilha alguma do lado austríaco. Havia, isso sim, muitos cruzamentos desordenados para a área, muitos passes errados e, sim, muito espírito de luta, mas nada que um time de bairro do Brasil não faria se jogasse contra o Real Madrid – nada , enfim, de encher os olhos. Nada maravilhoso. Mesmo assim, aquela faixa continuava lá, orgulhosamente estendida, para os adversários saberem quem estavam enfrentando.

O “Wunder” (maravilha, em alemão) presente na palavra bem se poderia referir não à seleção austríaca, mas ao país Áustria. Faltam linhas para citar todos os nomes que os austríacos legaram à cultura ocidental e sobram estatísticas positivas sobre as condições de vida daquela pequena nação encravada nos Alpes. O futebol não parece ser uma das áreas em que os austríacos mais se destacam, ainda mais se tivermos em mente o elevadíssimo nível que atingiram em outras. De Mahler a Kafka, de Freud a Robert Musil, os austríacos ilustres enchem uma enciclopédia inteira. A Áustria definitivamente não precisa do futebol para elevar sua auto-estima. Mas o “Wunder” ainda está lá – e precisamos descobrir o porquê.

Vamos conferir então pelos números. Quando é que a Aústria fez algo pelo futebol? O país participou de nove Copas do Mundo. Não participa de uma desde 1998. Retrocedemos o olhar a partir daí e vemos resultados medíocres – eliminações na 1a. fase – e uma ou outra campanha um pouco melhor – 7o. lugar em 1978, 8o. em 1982 – até que, lá por 1934, vemos um surpreendente 4o. lugar, um solitário bom resultado numa história de derrotas. Coloquemos a nossa lupa por ali, então, e descobrimos que a equipe austríaca daquele ano, comandada por Hugo Meisl, estava simplesmente encantando o mundo inteiro com um futebol coletivo, veloz, onde os onze jogadores participavam das jogadas de defesa e de ataque com idêntico vigor. Quatro décadas depois, esse tipo de futebol seria chamado de “futebol total”, e a seleção que o praticaria seria chamada de “Laranja Mecânica”, entrando para a história do futebol como um dos maiores times de todos os tempos. Naquela época, aquele futebol deu ao time que o praticou um nome mais singelo e, talvez por isso, mais belo, de “Wunderteam” – o time das maravilhas. Os austríacos dominaram o futebol dos anos 30. Quem viu aquele time jogar disse que pareciam uma grande orquestra, onde cada elemento tinha um papel determinado a cumprir regida pelo treinador Hugo Meisl – não sem motivo denominado “O Mozart do Futebol – e inspirada por um solista chamado Mathias Sindelar, “O Homem de Papel”, um rapaz magérrimo que, incapaz de dar um chute forte na bola, precisava conduzi-la pelo campo todo, tabelando pelos companheiros, até o gol adversário. Em sua brilhate história não faltou sequer um elemento de tragédia: recusando-se a vestir a camisa alemã após a anexação da Áustria por Hitler, morreu  no seu apartamento em 1939 em circunstâncias nunca esclarecidas. Sindelar virou um mito na luta contra o nazismo.

A trajetória de Sindelar foi mais ou menos a trajetória histórica da Áustria, nação-tampão entre o Oriente eslavófilo e islâmico e a cultura ocidental como hoje a conhecemos, destinada a resistir com toda ao acossar dos inimigos levantinos . A “missão européia da Áustria”, como a denominou Otto Maria Carpeaux em um escrito de juventude, era garantir a unidade católica do Ocidente diante dos inimigos que, naquela época, pareciam mais poderosos, como o comunismo, o nazismo, o fascismo e os materialismos de todos os tipos. Já haviam feito isso no passado: quando o Império Otomano parecia indestrutível e caminhava velozmente do Levante em direção à Europa, foi em Viena, do lado de fora dos seus muros, que eles finalmente capitularam, diante de um pequeno exército do Sacro Império Germânico. Não fossem os austríacos, provavelmente todo o Ocidente hoje seria islâmico. Não fossem os austríacos, provavelmente hoje não haveria Ocidente.

A bela homenagem que este torcedor austríaco deixou no youtube -clique  aqui – à seleção de seu país revela, ao mesmo tempo, um sentimento de saudade pelos bons tempos que se foram e um certo desdém diante dos ídolos fugazes do futebol de hoje. É o estranho proceder dos países que já foram grandes no futebol. Assumem diante do jogo atual a postura altiva dos antigos aristocratas falidos, que, mesmo sem dinheiro, mantém os brasões familiares e os títulos de nobreza. Os uruguaios não ganham nada há décadas e continuam chamando a sua seleção de Celeste Olímpica – competição da qual não participam há exatos oitenta anos – e crêem firmemente que podem vencer qualquer seleção do mundo em qualquer tempo. A Irlanda do Norte, outrora grande celeiro de futebol das Ilhas Britânicas com participações muito boas nos Mundiais nos anos 50 e 80, continua cantando “We´re Not Brazil, We´re Northern Ireland” nos gramados encharcados daquele país em guerra. Os austríacos, por sua vez, colocam trapos no estádio para todos lembrarem que, antes da ESPN, dos contratos milionários, das entrevistas cínicas, do jogo de resultados, das retrancas e dos falsos beijos nos distintivos, havia um futebol digno de ser elevado à categoria de arte e praticado por artistas que, como todo verdadeiro artista, não se curva ao dinheiro. Assim como Sindelar e seus compatriotas austríacos, que nunca se curvaram às demais formas de barbárie.

Novembro 21, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 1 Comentário

Movimento Defenda a Orla em Porto Alegre

O Vereador Beto Moesch nos envia a seguinte informação de alto interesse público:

Neste final de semana ocorrerão  manifestações organizada pelo “Movimento Defenda a Orla!” visando  veto do prefeito José Fogaça ao projeto que permite a construção de espigões na orla do Guaíba em Porto Alegre.

DATA: Sábado (22/11) e domingo (23/11) a partir das 10h

LOCAL: Em frente ao Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção em Porto Alegre.


Todos são convidados a comparecer e assinar o abaixo assinado em prol do veto do prefeito Fogaça.

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571

Novembro 21, 2008 Publicado por Madame Li Li | Ecologia | | Sem comentários ainda

Larguem o Grêmio de mão

A cada final de ano a mesma história. Mudam os personagens, alguns detalhes, mas o cerne da questão é o mesmo: a tentativa de vincular o Grêmio com atitudes criminosas.

O Grêmio não tem absolutamente nenhuma responsabilidade pelo que pessoas que torcem pela instituição fazem em sua vida privada. O ente estatal, através dos orgão competentes, que cumpra sua obrigação de investigar e punir exemplarmente. A diretoria do Grêmio não pode andar atrás de cada torcedor que sai do estádio monitorando o que ele faz.

Imaginem se o assassino da adolescente em Santo André (SP) tivesse colocado na janela  do banheiro do apartamento de sua vítima uma camisa do Grêmio em vez da camisa do São Paulo, como fez. Fariam um escarcéu atribuindo comportamento psicopata a todos os gremistas. Para a nossa sorte, era são-paulino – e ninguém pensou em vincular a instituição com o ato criminoso. Como, aliás, nem deveriam pensar.

Já enfocamos o tema por aqui, mas parece que ciclicamente é necessário ressaltar isso. Portanto ,para não ficarmos nos repetindo, reprisamos o texto do ano passado – esperando não precisar faze-lo novamente no ano que vem.

Aqui

Novembro 19, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Geral | | 1 Comentário

Luto por Dallegrave

dsc_2062_m

Foto Gremio Net

O Blog Perspectiva parabeniza o presidente Paulo Odone e a diretoria do Grêmio pela atitude de respeito  ao determinar o hasteamento da bandeira do clube  meio-pau no Estádio Olímpico, como demonstração de pesar pelo falecimento de Arthur Dallegrave, ex-presidente do Sport Club InternacionaL

Um colorado apaixonado foi homenageado por apaixonados gremistas. Em comum o amor ao futebol, e o respeito pelos que comungam desse amor.

Novembro 18, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

Hino do Vasco da Gama

Subitamente senti vontade de postar o hino do C. R. Vasco da Gama, um dos clubes mais vencedores da história deste país e com feitos épicos como a final da Mercosul de 2000 (quem quiser saber, pergunte que digo). É um dos hinos de clube mais belos deste país, quiçá do mundo, composto pelo grande Lamartine Babo e acho que devo postar para todos celebrarem juntos.

Vamos todos cantar de coração
A Cruz de Malta é o meu pendão
Tu tens o nome de um heróico português
Vasco da Gama, a tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte e sul, norte e sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és o traço
De união Brasil-Portugal

Como forma de estímulo a este grande clube relembramos sua grandeza exaltada no primeiro hino:

Título: Hino Triunfal do Vasco da Gama
Intérprete: H. da Costa e Orfeão Portugal
Compositor: J. Ferreira da Silva
Acompanhamento: Orquestra Brunswick
Gravadora: Brunswick
Lançamento: Setembro 1930
Disco/Álbum: 10068
Lado/Faixa: Lado A
Rotações: 78 RPM
Coleção: José Ramos Tinhorão


O PRIMEIRO HINO OFICIAL DO VASCO
(Autor: Joaquim Barros Ferreira da Silva – 1918)

Clangoroso apregoa, altaneiro
O clarim estridente da fama
Que dos clubes do Rio de Janeiro
O invencível é o Vasco da Gama
Se vitórias já tem no passado
Glorias mil há de ter no porvir
O seu nome é por nós adorado
Como estrela no céu a fulgir!

Refrão:
Avante então
Que pra vencer
Sem discussão
Basta querer
Lutar, lutar
Os vascaínos
De terra e mar
Os paladinos

É mundial
A sua fama
Vasco da Gama
Não tem rival
Mais uma glória
Vai conquistar
Lutar, lutar
Para a vitória

Sobre os peitos leais, vascaínos
Brilha a Cruz gloriosa de Malta
Corações varonis, leoninos
Que o amor pelo Vasco inda exalta.

Quando o Vasco em qualquer desafio
Lança em campo o seu grito de guerra
Invencível, nervoso arrepio
Faz tremer o rival e a terra!

Fonte:

Novembro 17, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 6 Comentários

Grêmio 2 x 1 Coritiba

Victor – No gol que levou, fez o correto: espalmou para o lado. Mas o resto do time não cobriu. Boa partida.

Amaral – Um quebra galho razoável. Não falhou.

Heverton – Surpreende pela maturidade, zagueiro de presença e imposição.

Réver – Acertamos ao renovar o contrato por cinco anos.

Souza – Realmente deve atuar na ala-direita. Não fez partida igual a contra o Palmeiras, mas dá uma qualidade impressionante ao time.

R. Carioca – Como sempre, marcando com excelência. Ainda insisto que deve melhorar sua função ofensiva.

W. Magrão – Grossão, toscão….mas com uma função importantíssima, e que a cumpre: ligar a equipe ao ataque. Precisa voltar a chutar bem.

Tcheco – O gol foi sem querer, mais uma vez. Mas é de fato o símbolo e capitão da equipe com honras. Busca jogo e chama a responsabilidade para si.

Helder – Felizmente não está mais chamando a atenção nos jogos. Sua ruindade deixou de contaminar tudo e todos, e agora até que não atrapalha. Claro, foram apenas dois jogos assim, mas deixa os gremistas alegres pensar desta forma.

Reinaldo – Bom jogo. Até mesmo marcou a saída de bola adversária (!!!), coisa que jamais havia feito.

Marcel – Perde gols, é grosso, tecnicamente não é muito superior ao Pereirão…mas com ele o time tem referência ofensiva, ruim ou não. Jamais Perea no time.

Adilson – Mal tocou na bola.

Morales – Entrou com disposição e participou de boas jogadas.

A. Luís – HOHOHO

Novembro 17, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 2 Comentários

Porto Alegre – Guapuruvus e civilidade

guapuA cúpula da Catedral Metropolitana ornamentada pelo colorido da árvore

guac2b4pu2

.

gu

Schizolobium parahyba forma um tapete nas calçadas em frente ao Palácio Piratini


dsc01180

Dispensador de sacos plástico para recolher cocô de cachorros

.

ggg.

freeO Guapuruvu ameniza a feia paisagem da estrada que conduz de POA à Canoas. Lamentavelmente é uma exceção.

Novembro 16, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | Sem comentários ainda

Feira do Livro II

Não tinhamos intenção de visitar a Feira do Livro neste final de semana, mas, como todos os apaixonados, inventamos desculpas para estar perto de quem nos cativou. E assim nos dirigimos á capital dos gaúchos em busca de uma camiseta da Feira .

Logo na chegada tivemos a satisfação de encontrar Jairo Jorge, o prefeito eleito de Canoas (RS). Foi altamente gratificante saber que o responsável pela condução da cidade nos próximos anos tem apreço por livros. Não deixa de ser uma esperança para uma cidade tão carente na área cultural.

prefeito2

Jairo Jorge, prefeito eleito de Canoas (RS)

Encontramos por lá também Peninha, o historiador mais gremista do Brasil. Vibrante de simpatia e muito solícito, não negava autógrafos nem pedidos de fotos por parte dos fãs.

pePeninha

No pavilhão de autógrafos, o Senador Paulo Paim, com a obra O Canto dos Pássaros nas manhãs do Brasil, tinha a sessão mais concorrida do horário. O livro é um registro de algumas das atividades do senador como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal.

senador

Senador Paim

Novembro 15, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Geral, Literatura | | 2 Comentários

Feira do Livro

Em mais um dia de peregrinação na Feira do Livro de Porto Alegre, que se encerra neste final de semana, constatamos que as fontes que existem no laguinho artificial da praça estão funcionando. Há alguns anos era triste olhar o local, com o laguinho seco e entulhado de lixo.  Atualmente a água é limpa e as fontes ligadas proporcionam um ambiente muito agradável.

Um fato chamou nossa atenção. Estranhamos existir na banca de ofertas de uma livraria especializada em livros usados , oferecidas por R$5,00 , duas obras com registro catalográfico de biblioteca. No caso, da biblioteca do Colégio Vera Cruz de Porto Alegre. Acreditamos que a escola realizou a venda dos exemplares para o  “sebo”,mas seria mais adequado que fosse retirada a etiqueta pois não causa uma boa  impressão ver livros  com registro em uma biblioteca expostos à venda. Quanto mais não seja por banalizar a oferta de venda de exemplares com registro, não gerando mais surpresa, o que facilitaria ação daqueles que gostam de surrupiar livros de bibliotecas.

feira-151

feira-152

feira-1541

Novembro 15, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Geral, Literatura | | Sem comentários ainda

Michael Stipe e a música do coração

mi

Foto: rem.hq.com

Aqui entrevista no Jornal da Globo

Aqui matéria no Estadão

Aqui:Abril

Site oficial

Novembro 12, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Mundo pop, Música | | Sem comentários ainda

Proteção ambiental em Porto Alegre

A proteção ambiental exige medidas preventivas que o poder público deve tomar e que muitas vezes não ocorrem por falta de previsão orçamentária . Por isso é  altamente relevante a iniciativa do vereador Beto Moesch, apresentando  cinco emendas à proposta orçamentária da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, a qual fixa receitas e despesas para 2009 e contém o Orçamento de Investimentos das empresas públicas municipais.

Geralmente a degradação  é fruto da inércia, incompetência ou má intenção dos homens públicos, com grau idêntico de dano concreto. É da maior  importância para a qualidade de vida de uma cidade a presença de representantes populares  interessados na  preservação ambiental.Beto Moesch deveria servir de exemplo.


Emendas :

- Destinação de R$ 37 mil para a esterilização de cães e gatos, tendo por objetivo evitar a superpopulação e o abandono de animais. O serviço, que será gratuito e voltado à população de baixa renda, deve ocorrer em convênio com a Faculdade de Veterinária de Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs);

- Destinação de R$ 3 milhões ao reassentamento de famílias de baixa renda instaladas irregularmente em Áreas de Preservação Permanente (APPs). As invasões em APPs resultam em graves danos ambientais e em sérios riscos para a população;

- Destinação de R$ 500 mil à construção da sede administrativa e operacional da Zonal Sul da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A unidade presta serviços de arborização urbana e conservação e revitalização de praças em 44 bairros da cidade.

- Destinação de R$ 100 mil para a construção de escadaria, implantação de equipamentos de praça e plantio de árvores na rua Mata Bacelar, entre as ruas Cel. Bordini e Xavier Ferreira. Com a abertura da via, em função das obras do Conduto Forçado Álvaro Chaves, a comunidade reivindica a criação de uma área de lazer no local a fim de combater a insegurança.

– Destinação de R$ R$ 800 mil à ampliação do serviço de manejo da arborização de Porto Alegre (mais recursos humanos e materiais para a poda corretiva de árvores).

Novembro 11, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | Sem comentários ainda

Canoas- devastação ideológica?

A cidade de Canoas/RS teve, especialmente nos últimos anos, imensos prejuízos ambientais face ao descaso da administração municipal com a natureza. Cortes indiscriminados feitos por particulares ou pela pela própria municipalidade nos levaram a denominar Canoas de Cidade dos Tocos. Registramos por aqui várias agressões ao meio ambiente.

A eleição de novo grupo político para administrar a cidade nos enche de esperanças de que este quadro seja modificado. No entanto, os atuais administradores públicos de Canoas resolveram aproveitar o tempo que ainda lhes resta para  utilizar o poder político com o fim de contribuir   para a degradação ambiental da cidade, como a matéria publicada no jornal O Timoneiro nos demonstra.

Agredir ao meio ambiente parece ser uma uma questão de honra para os administradores municipais de Canoas.

Novembro 11, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Cidade dos Tocos | | 1 Comentário

Domingo na Feira

O domingo na Feira do Livro foi marcado pela maciça presença de gremistas. As razões são por demais conhecidas.

feira-089

Nas bancas

feira-098

Circulando

feira-087Tornando o domingo ainda mais doce

car

Sorrindo.

Os sorrisos de Carlos e Cíntia representam bem o sentimento dos gremistas neste domingo


zir

Opa! Um rubro-negro neste post eminentemente gremista? Ziraldo e sua simpatia desfilavam tranquilamente pela Feira. Sempre afável e gentil, o maravilhoso criador do Maluquinho – que não gosta de ser chamado de “Senhor” – posou para fotos, autografou livros e saiu calmamente pela Caldas Junior enchendo do discreto charme da cultura a noite que recém caira em Porto Alegre. Estará amanhã, segunda-feira, na Praça de Autógrafos a partir das 17 horas.

Novembro 10, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Geral, Literatura | | Sem comentários ainda

Palmeiras usou o poder de veto

E o Palmeiras vetou a presença em campo de Paulo Sérgio, no jogo deste domingo,obrigando o Grêmio a escalar Souza na ala direita. Boa estratégia.

Novembro 10, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | Sem comentários ainda

Palmeiras 0 x 1 Grêmio

Victor – Excelente quando exigido. No fim do jogo fez o correto espalmando para o lado o forte chute do Palmeiras.

Heverton – Muito bem na zaga, grata surpresa. O melhor zagueiro revelado pelo Grêmio nos últimos dois anos – isso que só jogou hoje!

Jean – Melhor partida dele pelo Grêmio. Sua expulsão foi uma pena.

Amaral – Falhou algumas vezes, mas não foi calamitoso – com exceção de seus lançamentos.

Souza – Brilhante, jogou o que deve jogar sempre. Nunca mais Paulo Sérgio Cruzador Mortal.

R. Carioca – Melhor no segundo tempo do que no primeiro, provou que faz falta à equipe.

W. Magrão – Tecnicamente é grotesco: conduz a bola com a canela e parece que vai trupicando. Mas tem sua função tática de ligar o meio ao ataque e a realizou bem nesta tarde.

Tcheco – Voltou a jogar bem – e não pelo seu gol sem querer -, mostrando que merece todo o prestígio que os torcedores depositam nele. Tem brios.

Helder – Sabem que ele até foi mal? Nem foi tenebroso! Claro, errou todos seus cruzamentos (ou 99% deles), até aí normal. Mas fez uma partida ruim, fiquei satisfeito!

Reinaldo – Fazia boa partida até se machucar. Não fosse tão frágil…

Marcel – Os torcedores certamente vão criticar a atuação de Marcel ‘El Vergalito’ e teriam razões para isso caso apenas assistissem o “Lance Final: Melhores Momentos”. Perdeu gols que até Perea faria (ok, é brincadeira). Mas sua participação em campo foi determinante para o bom jogo do Grêmio e JAMAIS deve ser reserva de Pere(b)a.

André Luís – Mesma coisa que Helder.

Adilson – Jogou pouco, mas fez bonito. Ganhou as três jogadas de Lenny.

Orteman – Aterrorizou a todos quando entrou devido a seu passado. Mas não foi mal.

Novembro 9, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | Sem comentários ainda

Tcheco – ele se importa

A diferença que faz um jogador que se importa com o sentimento da torcida. Entende, aceita as críticas construtivas e tenta mudar  o que precisa ser mudado. Por isso Tcheco é indispensável. Ele representa o espírito que a torcida gosta de ver no Grêmio. É provavelmente um dos últimos jogadores (que atuam no Brasil) a demonstrar um real comprometimento com o clube e que tem afinidade com o torcedor.

Novembro 9, 2008 Publicado por Madame Li Li | Esportes, Tcheco | | 1 Comentário

Os tempos e sua voz

livro_1

Há muito tempo não lemos poesia. O mundo de hoje não o permite e não só pelo tempo que as futilidades nos roubam dos precisosos dias de vida. Não lemos poesia porque elas não parecem ter algo a nos dizer. Não achamos necessário desvendar os jogos verbais dos poemas, compreender as metáforas, degustar cada palavra como se fosse uma iguaria preparada por um chef talentoso. Nem sequer a musicalidade, ingrediente indispensável até à poesia mais popular, já não nos importa. Assim como o famoso “eu lírico” do poeta, que nos parece hoje de uma proximidade bem desagradável.

Neste sentido, o livro de Eliana Couto Triska, Os Tempos e sua voz, não parece ter a melhor das sortes em termos de público. É lamentável vaticinar um destino como esse para uma obra recém-lançada, mas não vejo alternativa. Ela tem o incontornável defeito de trabalhar a palavra na época da crise da palavra, como nos lembra um assustado George Steiner. Comete todos os equívocos: cuida da métrica e da musicalidade, deixa transbordar o eu, cede à inovação formal sem excessos, busca, enfim, o belo. É, em uma palavra, poesia – da melhor qualidade, para aqueles que souberem ouvir a voz de Eliane que já na epígrafe mostra a que veio:

No lar univérsico,

correntes de forças exóticas

traçam linhas vibratórias

que alcançam bordas,

limites não nomeados,

algo além da imaginação.

Nela ou fora dela, em qualquer ponto

há encontros…

P.S.: A autora  está autografando o livro na 54ª Feira do Livro, no dia 10 de novembro, 2ª -feira, às 17 horas, na Sala Oeste do Santander Cultural.

Onde encontrar:
Fenix21@terra.com.br

Novembro 9, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | 4 Comentários

R.E.M: os EUA que aprendemos a gostar

msdeaton5

Final de tarde às margens do Mississipi

Quando Michael Stipe fez questão de saudar a eleição de Barack Obama como um acontecimento único na história dos EUA falava com muito mais propriedade e conhecimento de causa do que se o Offspring, os Strokes ou o Bruce Springsteen. Não porque ele é socialmente mais engajado do que eles, ou mais consciente, ou mais bonzinho. É até provável que Springsteen tenha uma imagem de salvador da pátria preocupado como a classe trabalhadora – o apelido “The Boss” não é de graça – muito mais consolidada do que Stipe e seus companheiros do R.E.M., até porque passou a vida investindo nela.  Mas com absoluta certeza, quando Stipe fala que a chegada de um negro à presidência dos EUA é um acontecimento histórico o faz com a convicção de quem sabe do que está falando. De quem sente isso no fundo do coração. De quem, como bom filho do Sul dos EUA, sabe o que é ser um negro por lá e em que posição eles estão perante os brancos.

Quando o R.E.M nasceu, em 1980, a segregação racial estava presente na memória de qualquer sulista adulto. Antes de 1964, quando foi aprovado o Ato dos Direitos Civis, qualquer cidade da Geórgia ou do Mississipi (ou do Alabama, ou da Lousiana, ou da Carolina do Sul) tinha seus bares e ônibus para brancos e para negros, e não é preciso dizer qual dos dois era o mais pobre, mais sujo e mais decadente. A Klu Klux Klan era uma realidade bem próxima e capaz de interferir diretamente até mesmo na política da região. Ao mesmo tempo, era próxima a presença, ora lado a lado, ora mestiçada, das duas etnias, característica principal da cultura do Sul dos EUA e, especialmente, da Geórgia onde surgiu o R.E.M. Qualquer assunto que circunde questões como raça e cor são especialmente relevantes para um sulista. Quando um presidente negro é eleito, portanto, trata-se de uma situação de mudança essencial de paradigmas. Uma verdadeira revolução. Uma nova esperança.

E não foi por acaso que o show do R.E.M no Chile terminou com “I Believe” (“Eu acredito”). Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck parecem estar firmemente crentes de que algo no seu país está prestes a mudar de verdade. Que Obama é o marco de um novo tempo, não só de relações raciais internas, mas da relação conturbada dos EUA com o resto do mundo. Um presidente negro, sorridente, com ar de ex-jogador de basquete e com sobrenome não-inglês é muito mais agradável aos olhos e ouvidos do Terceiro Mundo do que um brancarrão sisudo que parece sequer saber o nome da capital do nosso país. Um presidente destes fala não só aos negros de todo o mundo, mas aos não-americanos do mundo – até porque ele próprio tem muito pouco a ver com a imagem que foi comumente associada aos seus compatriotas. George W. Bush vem do mesmo Sul de Michael Stipe e representa tudo o que ele e a banda não gostam. Obama não é do Sul, mas sua fala projeta-se fundo no coração de um sulista. É por isso tudo que o R.E.M está tão entusiasmado com o que está acontecendo.

245303_f2601

A banda que saúda Obama nasceu em Athens, na africaníssima Geórgia. Sua música inclassificável – descrita ora como rock alternativo, ora como pós-punk, ora como art-rock – está profundamente inpregnada das tradições folk de sua região natal, sem, no entanto, definir-se abertamente como um grupo regional como o Lynyrd Skynyrd. O guitarrista Peter Buck não tem o menor receio de trocar sua guitarra pelo banjo, enquanto o baixista Mike Mills larga o baixo e senta-ao piano e o vocalista Michael Stipe volta e meia se arrisca na gaita de boca, como fez no show em Porto Alegre. Ao mesmo tempo, a postura de palco do R.E.M. é claramente rocker: Michael Stipe pula, grita e gesticula o máximo que pode, ao contrário dos estáticos rednecks* barbudos. O R.E.M está pronto para os grandes espetáculos nos grandes centros longes das plantações de algodão, dos rednecks, dos niggas e daquele sotaque característico (que, aliás,nenhum dos membros da banda tem) , mas seus pés são bem fincados no Deep Old South de onde vieram.

Querer fazer parte da tradição dos EUA meridional não é pouco. Se há uma região que representa o verdadeiro pulmão cultural do Grande Irmão do Norte é esta. De lá vieram Johnny Cash e Elvis Presley, John Lee Hooker e B.B. King, Mark Twain e T.S. Eliot, William Faulkner e Tennessee Williams. De lá veio a inspiração para o judeu nortista chamado Robert Zimmermann converter-se no cantor folk Bob Dylan e para o inglês branquelo Eric Clapton transformar-se num dos maiores nomes do blues. Lá, no Mississipi, o filho de imigrantes alemães Charles Schulz pôs seus personagens Snoopy e Charlie Brown para viver e lá, na Geórgia de Michael Stipe, foi filmado E o Vento Levou, que levou para todos os cantos do mundo a mitologia do Sul, suas paisagens e seus tipos mais comuns. Estes tipos – o negro oprimido, a donzela, o pregador cristão, o cavaleiro-peregrino, o cantor-menestrel – serviram de base para que escritores como Tennesse Williams, Truman Capote, Flanery O´Conner e, principalmente, William Faulkner criassem uma nova e rica tendência da literatura americana, o “Southern Gothic”, onde estas antigas figuras são colocadas num fundo sombrio e grotesco, típico do romance gótico do Norte da Europa, mas com negros, casas de madeira, pais de santo e pântanos no lugar de servos, castelos, magos e florestas de pinheiros. Como no gótico europeu, as histórias são cheias de maldições, encontros aterradores, segredos guardados a sete chaves que subitamente vêm à tona e toda a sorte de situações estranhas perfeitamente amoldadas ao pesadíssimo ar úmido da beira do Mississipi. Não se trata, portanto, de louvar cegamente a tradição sulista e tentar fazer o passado reviver, e sim de aproveitá-lo como material para novos contornos. O “Southern Gothic” tem ramificações nas artes plásticas e no cinema; o R.E.M é o seu representante na música.

house-3-3ev_-3ev_0ev-bw

Nada representa melhor o Southern Gothic e as intenções do R.E.M como artistas do que a capa do seu primeiro disco, Murmur. Um pântano como há milhões na Geórgia coberto por um musgo branco que parece dar-lhe vida, que parece fazer-lhe sussurrar algo em nossos ouvidos – murmúrios. Já seu primeiro single indicava a tendência ao pôr nada menos do um gárgula da catedral de Notre Dame, símbolo máximo do gótico na arquitetura, mas é em Murmur que esse Sul sombrio e pesado aparece, sem citação expressa (como, aliás, é o costumeiro no caso do R.E.M), mas sim ao

. Sem levantarem a bandeira dos Confederados nem clamarem contra os ianques do Norte (já que, quando xingamos os ianques, não é deles, dos sulistas, que falamos), Michael Stipe traz desde então, um pouco deste Sul profundo, que é, ao fim e ao cabo, a América profunda, o coração onde a alma americana bate mais forte e se faz ouvir ao resto do mundo, muito mais do que Nova York, Los Angeles ou Miami.

rem_murmur0

A postura gentil de Mike Mills, de caneta na mão, educado e paciente com um grupo de fãs após o show de Porto Alegre, expressando-se nas duas ou três palavras que aprendeu do português, é a personificação da clássica figura do “Southern gentleman”, o melhor embaixador daquilo que é, para todos os que de fato amam a verdadeira cultura americana (e não os simplismos que nos enchem as rádios e fomentam preconceitos por parte dos nossos high brows), a imagem positiva e inspiradores dos Estados Unidos dos artistas que encheram os nossos olhos no cinema, que nos acompanharam em tardes de atenta leitura ou ressoaram fundo em nossa alma, que tornaram, enfim, nossa vida melhor e mais rica. É bem provável que Obama não seja esse salvador que Michael Stipe e seus amigos pensam que é, e é possível que ele acabe fazendo coisas piores do que o seu antecessor fez. No fim, nada disso vai importar. No fim, mesmo que os manda-chuvas de Washington estraguem tudo e façam o mundo inteiro odiá-los, ainda restará o R.E.M e tudo o que ele representa. No fim, Obama e seus seguidores é que teriam de saudar o R.E.M: é por causa de gente como eles, e não dos sorrisos do candidato democrata, que algumas pessoas ainda respeitam os EUA.

*Redneck (pescoco-vermelho), termo para caracterizar o descendente de colonizadores britânicos do sul dos EUA, cuja pele branquela avermelhada diante do sul subtropical da região. Acabou como sinônimo de “caipira” para todos os americanos.

Leia também: R.E.M em Porto Alegre

Novembro 9, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Mundo pop, Música | | Sem comentários ainda

R.E.M em Porto Alegre

rem1

Verão de 2001. O costumeiro e insuportável calor de Janeiro para quem tem de permanecer nas cidades distantes da brisa do mar. A temperatura e os insetos voadores me conduzem em busca do alívio proporcionado pelo ar condicionado. Como meu quarto é o lugar onde este alívio está presente é onde permaneço a maior parte do tempo em que estiver em casa. E foi de lá que ouvi os sons que indicavam que os demais parceiros desse blog assistiam ao Rock in Rio de 2001. Enquanto isso eu lia no meu quarto refrigerado. Nem aí para os roqueiros.

Ocorre que no outro dia a televisão reprisou os shows e fui convidada a assistir a performance de uma banda que trataram por “espetacular”. Como uma concessão generosa sentei-me na sala para acompanhá-lo no que seria a reprise do espetáculo da noite anterior. E então, como diria aquele narrador de futebol: Feito!!! Sim, porque é impossível ouvir Michael Stipe e companheiros e não ficar fã de carteirinha. Assisti ao show gravado no mínimo por cem vezes, até praticamente decorar cada gesto do vocalista daquela que reputo como sendo a melhor banda do mundo enquanto lamentava pelos anos perdidos em que deixei que REM acontecesse sem que eu ficasse sabendo. Além disso, restava a certeza de que NUNCA teria chance de assistir a um show da banda. Se em 20 anos de carreira nunca tinham estado do Brasil certamente não retornariam e se retornassem não seria para este paralelo 30.

Como compensação sobraram Cds, Lps, fitas, DVDs, revistas, jornais, que foram comprados ávidamente pela nova fã.

E agora, sete anos depois, a oportunidade de assistir REM ao vivo, com direito a autógrafo de Mike Mills no ticket, ao final do show.

O estádio Passo D´Areia, do São José ( sem essa de Zequinha Stadium nesse lado do mundo,por favor) à primeira vista não seria o local indicado para um show do REM. Pelo que tenho conhecimento inaugurou seu papel de anfitrião em eventos de grande porte com o espetáculo de ontem. Sob o prisma circulação de veículos o local é excelente, com acesso fácil e saída também fácil. O tumulto que seria no Beira- Rio ou Olímpico todos sabemos. No interior do estádio,só o que considerei inadequado foi a saída, pois o público de aproximadamente 15.000 pessoas, ficou comprimido em um único portão, ocasionando grande demora. Claro que a presença de um “clone” de Jesus Cristo nas arquibancadas provocando brincadeiras dos retirantes amenizou a lentidão. Fotografado, aplaudido, alvo de piadinhas o rapaz entrou no clima acenando, agradecendo com mesuras e,a pedido, beijando a namorada.

Claro que sempre sobram aspectos desagradáveis. Nesse show o único que encontrei para não dizer que só falei de flores foi o mau-humor do atendente da banca de objetos da banda. O jovem estava aparentemente muito contrariado por estar ali na pista perto do palco. Pois é. Será que é funcionário da Opinião Produtora?

Encontramos por lá o Luciano Calheiros,repórter da Sportv em Porto Alegre, que demonstra ter uma personalidade compatível com a profissão escolhida. Conquistou admiradores pela sua simpatia e amabilidade.

rem34

Fim de tarde e o público ocupando a pista

feira-055-redimensionado1Pista lotada

rem23aArquibancadas

Como tivemos dificuldades para sair do estádio demoramos para chegar ao local onde estava o carro. Casualmente este local era ao lado do portão de onde a banda sairia.Imaginamos que já teriam ido embora (aproximadamente 45 minutos haviam se passado do final do show), mas como algumas pessoas ali estavam resolvemos conferir. Então nós e mais umas vinte pessoas ficamos por ali, com a remota esperança de vermos os integrantes da banda de perto. De repente surge Mike Mills e dirige-se a uma van.Chamei-o, ele acenou, sorriu ,ignorou meu apelo e seguiu em direção ao veículo. No entanto, deve ter sido inspirado a ser justo e atender-me pois de repente saiu de trás da Van e foi até onde estavamos. Gentil e sorridente assinou tickets, catálogo da turnê , CD e só saiu após esgotar os pedidos. Desnecessário dizer que cativou a todos. Aliás já havia cativado quando apresentou-se com camiseta da Seleção Brasileira de 2006 (a 7 de Adriano) e solicitado uma bandeira do Brasil ao público, que levou consigo.

Michael não atendeu aos apelos de chegar até onde estavam os fãs e embarcou na Van, mas é compreensível pois depois de um show com aquela carga de energia, o vocalista certamente estava “moído”.

Enfim, tenho certeza de que aqueles que estiveram no Estádio do São José sairam satisfeitos por terem participado de um ótimo show de rock. Difícil é ter de “baixar o preço”, pois nível REM não é sempre.

Leia também: R.E.M os EUA que aprendemos a gostar

Novembro 7, 2008 Publicado por Madame Li Li | Mundo pop | | 5 Comentários

Albert Camus, 95 anos (1913 – 1960)

OBITUÁRIO – O ex-goleiro do Racing Universitaire de Argel, Albert Camus, completaria 95 anos no último  dia 7 de novembro. Sua brilhante carreira foi abreviada aos 17 anos, quando, devido a uma tuberculose, foi obrigado a pendurar as chuteiras.  Teve tempo suficiente, porém, para ajudar o Racing argelino a ser campeão da Copa Norte-Africana, em 1930. Desde então dedicou-se a outras atividades menos relevantes, vindo a falecer trinta anos depois, em 1960.

Eis aqui o uniforme utilizado pelo goleiro:

_41855878_camusshirt2031

rua_ecus

Distintivo do Racing de Argel

Leiam mais:

Novembro 7, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | Sem comentários ainda

Em tom de indignação

Os Irredutíveis, de Daniel Bensaid, foi publicado há quase oito anos, alguns meses antes do 11 de setembro. Seu objetivo era reacender a chama da indignação no desfibrado mundo pós-moderno, discutindo alternativas para recuperar a posição da esquerda oscilante entre a social-democracia transmutada em terceira via e os saudosos do stalinismo. Fez críticas ásperas à tendência, na época em vias de cristalizar-se, de aceitar como certas tanto a idéia de Fukuyama do fim da história quanto as pretensões anglo-americanas de exportar os princípios da democracia liberal de tradição inglesa para todos os recantos do mundo, reedição do antigo “white men´s burden” de Kipling. Bensaid percebia indícios claros de que essa idéia de que o mundo caminhava para o consenso sob os auspícios do imperialismo era uma farsa e não foi preciso esperar mais do que alguns meses para comprová-la.

Agora reeditado, Os Irredutíveis não perdeu a relevância porque as condições que o engendraram não mudaram essencialmente. O livro se baseia em cinco teoremas a partir dos quais um pensamento progressista adequado ao mundo moderno deverá surgir. Reafirma a irredutibilidade da política à ética, algo que Marx, bebendo em Maquiavel, já havia proclamado antes; discute fortemente a idéia de que o mercado traz mais benesses do que problemas; relembra, novamente, que o comunismo soviético e o seu fracasso não são impeditivos de novas tentativas de se fazer o comunismo; ataca a pós-modernidade e a idéia fragmentária; e reafirma, por fim, a boa e velha luta de classes e a sua perene atualidade. É marxista até a medula, com tudo o que isso tem de bom e de ruim. Seus acertos indiscutíveis, como quando analisa a mentira que é a tentativa de impor a todas as civilizações o liberal way of life ou quando ataca com veemência as maluquices pós-modernas, são parcialmente eclipsados por tentativas de nos fazer crer que o comunismo ainda vai dar certo. Equívoco na grandeza, grandioso no equívoco, como bem disse Raymond Aron acerca do marxismo. E, assim como a obra de Marx, Os Irredutíveis merece ser lido justamente por isso.

Onde encontrar:

www.boitempoeditorial.com.br
(11) 3875-7285


O autor, Daniel Bensaid, estará ministrando conferência na Feira do Livro de Porto Alegre nesta quarta-feira, dia 5 de novembro, às 19 horas. O evento se dará na Sala dos Jacarandás, no Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega).

Novembro 5, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Ciências Humanas | | Sem comentários ainda

Pôster da 54ª Feira do Livro

campanhaimpressameiapagina

O pôster da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre é uma obra muito inspirada.

Quando visitamos a  Banca de Lembranças da Feira o gentilíssimo atendente nos presenteou com o pôster que pode perfeitamente ser emoldurado e adornar bibliotecas ou qualquer local onde estejam os livros. O atendimento na banca é condizente com o clima reinante na Alfândega nesses dias iluminados em que o livro é o astro principal no centro da mui leal e valerosa. Atendimento de primeira ,onde a cortesia vai além da polidez contida e quase alcança o limiar de afetividade. Como resultado, o feliz frequentador gasta ali mais do que planejara. Foi o que fiz , mas não me arrependo e garbosamente ostento minha sacola que carrego atravessada no peito que veste a camiseta alusiva. Coisas de amante da Feira.

feira-0131

Novembro 4, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Literatura | | 1 Comentário

Grêmio 1 x 1 Figueirense

Victor – Mais uma vez impediu que levássemos mais gols.

Réver – O melhor zagueiro do elenco disparado. Merece vestir a camisa.

Léo – Saiu cedo o zagueiro que disputa com Jean a condição de pior da posição.

Thiego – Não apresentou a segurança que demonstrou em outros jogos.

Felipe – Apesar de ter jogado um pouco acima da média do time, não merece aplausos. Em diversos lances poderia ter simplificado para melhores resultados.

Amaral – Entrou em campo apenas para marcar, e não foi muito bem sucedido. Em várias oportunidades havia buracos no meio-campo. Jogador de confiança do GRANDE Celso Roth.

Makelele – Saído diretamente do calabouço onde Celso Roth o enclausurou, não foi mal. Aguerrido o tempo inteiro, provou que pode seguir na equipe.

Tcheco – Terrível. Acertou alguns lances fáceis mas estava mole em campo, parecia sem força de reação. Parece solitário no meio-campo.

Souza – Escalado na ala-esquerda inicialmente (Celso Roth…) demorou a aparecer no jogo. Mas não foi de todo mau: corajoso, arriscou chutes e foi para cima do Figueirense, por vezes sem companhia.

Perea – Atacante de $%#@$%#$. Era preferível (e muito) manter Jonas e mandar essa porcaria andina para Júpiter. Neste momento tenho sentimentos negativos ëm relação ao colombiano.

Reinaldo – Molóide e nada aguerrido. Fez o gol, é verdade, mas é pouco.

Paulo Sérgio – Ainda bem que entrou na partida. O jogo estava chato e irritante e somente Paulo Sérgio poderia alegra-lo. Com sua cara de compenetrado e seu futebol de várzea, levou a torcida ao delírio com seu mau posicionamento e seus passes errados. Mas serei justo: acertou algumas de suas sete mil tentativas, mas como os atacantes do Grêmio eram pregados no chão, ficou difícil até mesmo para Paulo Sérgio, o cruzador mortal.

Douglas Costa – Não ajudou em nada sua entrada. É possível que esteja sendo queimado. Celso Roth…

Marcel – Deveria ter iniciado a partida – não por suas qualidades, mas pela ineficácia de Perea.

Novembro 3, 2008 Publicado por F Rules | Esportes | | 3 Comentários

Apertem os cintos: a liderança sumiu!*

*Eugenio Brauner

Duvides de quem acredita no ditado que diz: o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas duvides mesmo, com todas as tuas forças, ainda mais quando a ameaça de chuvas e tempestades paira sobre a cabeça de um certo treinador de futebol.

Nem preciso dizer o nome do dito cujo, ainda mais quando escrevo para uma “massa” leitora acima da média, com o pensamento esclarecido e, principalmente, com uma predisposição de acreditar nas minhas palavras – lembrem-se que eu sou o cara mais xingado deste sítio.

Pois bem, Celso Roth, novamente, disputou um campeonato como um Nigell Mansel e finaliza-o como Aguri Suzuki. Novamente, porque, o raio já acertou a árvore colorada, no longínquo anos 90, quando os vermelhos de Sexy Roth se borraram perna a baixo na última curva, tal e qual Glock – ontem, em Interlagos – e a árvore cruz-maltina, no ano passado, com direito a liderança e tudo para depois arrefecer feito, desde sempre, o lentíssimo Barrichello.

No ano corrente, inclusive, ele já havia aprontado das suas quando os tricolores fizeram o gauchão espetacular, série de vitórias, goleadas sobre goleadas, invencibilidades mil – não queria nem saber de o olhar do índio era enviesado ou se a garrucha estava engatilhada, os Roth Boys iam na base pranchaço em riba de cada vivente que atravessava o caminho azul. Aí veio o Zuventude e barranqueou o mosqueteiro.

O que será que acontece com o treinador? Será ele como o Rubinho Barrichello? Pois toda vez que o Rubinho despontava na liderança de uma corrida, todos já esperavam um pneu furado, uma falta de combustível, uma quebra do motor. Celso Roth estraga o campeonato, pois fica até chato, previsível, pois é só um time do Roth pontear a tabela para um gaiato dizer que é questão de tempo para despencar na tábua de classificação. Definitivamente, o time de Sexy Roth não sairá campeón.

E o medo é tão grande que a direção tricolor, ontem, após o jogo, declarou estar receosa de perder a vaga na Copa Libertadores. Uma pena, até, porque se o campeonato tivesse mais umas dez rodadas o Grêmio veria o buraco da Segundona beirar os seus pés.

Quem sabe não seria uma boa? Se caísse, poderia ter mais um DVD, “Batalha dos Aflitos, o Retorno”.

*Esclarecemos aos leitores do blog Perspectiva que, em reunião de pauta, foi levantada por alguns dos integrantes a possibilidade de substituir o presente artigo por um poema de Camões. No entanto, os bons ventos trazidos pela Constituição de 1988 que ora aniversaria impediram tal prática. Assim, democraticamente, seguimos o mote que nos norteia nesta atividade. Mesmo que às vezes isso seja doloroso.

Tudo que o talentoso Eugenio Brauner, torcedor do clube da beira  do lago publicou no Perspectiva está aqui

Novembro 3, 2008 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 1 Comentário

54ª Feira do Livro – Perdemos o espetáculo do Ariano

feira

Início da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre e anunciada a presença de Ariano Suassuna com Nau: aula-espetáculo. Como assinantes de Zero Hora buscamos informações no jornal e descobrimos que seria dia 1 de novembro, às 20 horas no Teatro Sancho Pança, Armazém B do Cais do Porto.

Pois bem, após retirarmos “O Romance da Pedra do Reino” da prateleira nos dirigimos ao centro da capital dos gaúchos com a intenção de assistir à aula-espetáculo e com a tímida esperança de conseguirmos um autógrafo naquela que é, talvez, a obra mais relevante de Suassuna.

Chegando à Feira, que este ano parece melhor do que nunca, com um visual renovado em vários setores, nos dirigimos diretamente ao cais. Eram aproximadamente 19h30m. Chegaríamos cedo para aproveitar bem o clima que ronda esse tipo de acontecimento, como a chegada do escritor ao local, por exemplo. Quando visualizamos a imensa fila que estava formada em frente ao local, acendeu-se uma luzinha vermelha naquele lugarzinho de nosso cérebro que indica problemas.

Fila esperando pela aula-espetáculo de Ariano Suassuna

Obtivemos a informação de que para ingressar no teatro teria sido necessário que chegassemos mais cedo quando foram distribuídas senhas.Informado também de que no site da Feira constaria esta informação( de fato consta).

Assim perdemos a oportunida de assistirmos Ariano Suassuna, pela omissão de um detalhe fundamental na cobertura de Zero Hora, mas aprendemos a lição. A partir de agora somente buscaremos informações sobre os eventos da Feira do Livro no site da própria.

Como a visita à Feira sempre é válida, seguimos o velho dito popular : “tira o sangue da cara e vai de novo”. O contratempo não permitiria que arruinassemos um dia de visita a um evento que sempre fez parte de nossas vidas. Feira do Livro é sagrada.

Sagrado evoca espiritualidade. E eis que lá vem um personagem, ligado ao culto da espiritualidade e que é um símbolo desse evento maravilhoso. Com pressa, caminhando a passos largos,o simpático frei,  patrono da Feira de 2006. E sabem onde foi colocar-se essa figura ? Na fila, esperando sua vez para ingressar no teatro, de onde foi retirado pela organização que o conduziu, para dentro da sala. Esse agir aparentemente pequeno diz muito sobre a pessoa que é Frei Rovílio Costa.

Frei Rovílio Costa e sua humildade franciscana

Observando a fila dos que iriam assistir ao espetáculo , com uma certa inveja em nossos corações não franciscanos, visualizamos de forma meio opaca o que parecia ser uma uma camisa do Sport Recife.

Chegando perto constamos que realmente era uma camisa do Leão, vestida por um jovem conterrâneo de Ariano Suassuna, ao seu lado, uma senhora vestindo uma camiseta com a bandeira de Pernambuco e, ao lado dela, outro jovem com uma camiseta evocativa de Recife. A terra natal e a terra eleita , além do clube do coração do escritor, representados de forma singela. Bonita homenagem.


Nordestinos na aula-espetáculo de Ariano em Porto Alegre

Feira do Livro 2007

Novembro 2, 2008 Publicado por Miss Lou Lou | Literatura | | 3 Comentários

Patrulha racial

A servidora pública Rosane Brandão poderia imaginar qualquer coisa em sua vida, menos que, um dia, seria acusada de racismo. Afinal de contas,  casada com um negro, milita em movimentos sociais e, além disso, defende uma das bandeiras mais recentes dos movimentos afro-brasileiros: as cotas para negros nas universidades públicas. Seria mais ou menos o mesmo que acusar um sobrevivente do Holocausto de anti-semitismo ou um líder GLS de homofobia. Pois foi exatamente isso o que aconteceu a Rosane. Dito assim, pode parecer uma situação kafkiana, mas não é bem assim. N´O Processo de Kafka, o acusado nunca sabe os motivos pelos quais ele é um criminoso. No caso de Rosane, ela sabe, sim, a razão da acusação – e é justamente aí que reside o problema.

Na última edição do jornal da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas, Rosana publicou um artigo intitulado “A nova tendência da moda para os últimos anos”, onde a autora fala da maneira como a classe média brasileira estaria tratando as pessoas que ascenderam socialmente nos ultimos anos. Lá pelas tantas a autora diz o seguinte:”Inventaram agora que os negros fazem parte da sociedade. Esse povo que nunca se esforça o suficiente! Claro, sei que eles têm direitos desde a abolição. Mas a gente sabe que eles ficavam lá, na marginalidade, que sempre foi o lugar deles. Sempre tão conformadinhos! Volta e meia aparecia um para gritar por uma justiça qualquer.” E o tom segue o mesmo até o fim do artigo.

Se alguém me desse esse texto para ler e acrescentasse, logo depois, que eu não precisava levar a sério o que estava escrito porque era apenas uma ironia eu sentiria ganas de encher a cara do sujeito de tapas para deixar de ser besta e não me chamar de burro. Não é preciso ser um Swift para saber que se trata de uma maneira de satirizar o que considera como pensamento preconceituoso de parte da classe média brasileira assustada com a presença dos negros nas universidades após as cotas. Pessoalmente, discordo desse ponto de vista: as pessoas são contra as cotas não por serem racistas, mas porque querem oportunidades iguais. Mas a questão não é essa. O que chama a atenção é que Rosana foi acusada de racismo por escrever , de maneira irônica, um texto marcadamente anti-racista.

E o pior não é isso. Sabendo da queixa registrada, Rosane reuniu-se com dirigentes do movimento negro para explicar o óbvio. Não adiantou nada. Ela fez os esclarecimentos necessários e nós entendemos, mas o que fica é um texto publicado com notória escrita racista, por isso deixaremos a ação seguir seu caminho. Este episódio deve servir de lição para as pessoas lembrarem que ao escrever sobre os outros e suas marcas é preciso fazer isso com responsabilidade , disse Maritza Freitas, coordenadora do Movimento Negro de Pelotas, à Zero Hora de ontem. Em outras palavras, Rosane foi escolhida para mostrar ao mundo que qualquer coisa que seja escrita, com qualquer intenção, está sujeita a ser chamada de racista ou preconceituos se alguém, de algum movimento étnico, assim o decidir. Inclusive este mesmo texto que agora escrevemos. Para ser chamado de racista, basta que o cidadão escreva algo que a sra. Maritza não seja capaz de compreender.

Tal atitude denuncia duas coisas. Primeiro, a triste miséria intelectual de uma época em que a ironia precisa ser explicada e,mesmo depois de explicada, ainda é proibida. Segundo, a miséria moral de pessoas que jogam asquerosamente com a honra de alguém de acordo com as conveniências de momento, tomando-a como “exemplo” mesmo depois de reconhecer que suas intenções eram as melhores para a causa que defende. Vivêssemos em um país normal, a atitude da senhora Maritza Freitas e do movimento que representa seria motivo para vergonha da comunidade afro-descendente. Como estamos numa terra firmemente disposta a copiar integralmente todos os defeitos do american way of life (e nenhuma de suas inúmeras qualidades), sua atitude passará para a História como um momento grandioso de luta contra o racismo. Nem os defensores dos direitos dos negros, como Rosane, serão poupados. O fogo amigo da patrulha racial respingou nela desta vez. Se ela foi atingida por ser aliada, não quero nem imaginar o que sobra para quem não é da turma ou não segue a cartilha.

Novembro 2, 2008 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Política | | 2 Comentários