PERSPECTIVA

O que Fábio Santos tem contra o Grêmio?

Porquê Fábio Santos odeia tanto o Grêmio? O que o impele a ter tamanha sofreguidão em desmoralizar, em demolir, em avacalhar, em humilhar, em aniquilar o nosso querido Tricolor?

Porque Fábio Santos quer entupir as goleiras de Vítor com gols originados dos buracos do lado esquerdo da defesa ? Que benefícios aufere Fábio Santos em deixar o adversário passar livre, leve e solto, como um falcão maltês a cruzar o Mediterrâneo? Qual a graça que vê Fábio Santos em perder a bola sempre que aproxima do ataque adversário e deixar os pobres Adilson e Túlio desesperados para evitar o sinistro acontecimento do gol?

Qual a origem daquele eterno sorriso na face de Fábio  Santos sempre que erra um cruzamento? Será demoníaco?Que taras pérfidas e doentias passam pela cabeça do sr. Fábio Santos ao ver o oponente aproximar-se do lado esquerdo do campo? De onde vem tal sanha de desgraça e destruição, de morte e aniquilação?

Em suma: o quê Fábio Santos tem contra o Grêmio?

Julho 31, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 3 Comentários

ZERO HORA e TCHECO – Meias verdades

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Ao abrir o jornal pela manhã, como faço todos os dias, me chamou a atenção, na página 40, o seguinte parágrafo:

“Tcheco está em baixa com parte da torcida do Grêmio. Está no ar o site saitcheco.com, em que o capitão do time é aconselhado a se aposentar.”

Há dois dias eu estava lendo os tópicos da comunidade do Grêmio no orkut e me deparei com um que propagandeava a criação deste site. Naquele dia, posso afirmar que aproximadamente 90% das manifestações no tópico foram de indignação pela criação do site. Lembro-me, também, que naquela oportunidade a enquete já contava com 70% de votos contra a saída do Tcheco. Hoje, ao ingressar novamente no site, movida pela indignação que senti ao ler o comentário maldoso feito pela Zero Hora, constava que 74% do total de, até o momento, 5259 votos, afirmam que nunca querem que o Tcheco saia.

Não satisfeita, fui ler os comentários. Tive dificuldades pra encontrar algum que esteja de acordo com os fundadores do site. Aliás, colarei aqui algumas das manifestações que li por lá:

Lucas disse:
Ridículo,o Tcheco é e está sendo muito importante pro time
Rozeli Levandoski disse:
Tcheco pode não ser nenhum craque, mas é o que dá sustentação ao time TRICOLOR e segura todas as barras, as dificuldades, e também vibra com o sucesso do nosso time… GRÊMIO. #Fica Tcheco
LEANDRO DALLAGO disse:
Ridicula essa idéia, posso respeitar opiniões mas exageros não tem como. O Tcheco não está em sua melhor fase mas de longe é um dos mais importantes jogadores do Grêmio, um cara que se identifica com a camiseta e se depender de minha opinião fica para o ano que vem.
Caetano disse:
A maior resposta a essa idiotice de site que você criou, é a sua própria pesquisa, que demonstra que o Tcheco tem mais de 70% de aprovação:
Antes que seja tarde 14% (643 votos)
Hoje 11% (488 votos)
Amanhã 2% (111 votos)
Nunca 73% (3350 votos)
Juliano Schroeder disse:
O Tcheco é um dos maiores gremistas em atividade no futebol. É sério, é habilidoso, é líder.
Tcheco é o cara.
Alvaro Lacerda disse:
A imensa maioria quer o Tcheco, 73% da tua pesquisa, pára com essa palhaçada de site meu velho e vai pro campo torcer!!!

Vacaria disse:

Bacana esse site. Se o Tcheco chegar a conferir, vai perceber que a imensa maioria gosta, reconhece e quer ele vestindo o manto tricolor. Um jeito criativo de mostrar pra ele que a torcida também o considera um “bonitinho”.

Mas os jornalistas sabem que isso não chega ao grande público. Eles sabem de tudo isso. Sabem que a grande maioria da torcida não tem tempo de acompanhar os comentários lá postados. Os formadores de opinião sabem do poder que têm nas mãos. Sabem que a simples menção em um jornal de grande circulação quase que transforma em verdade universal o desejo daquela minoria que quase nem aparece nos comentários  postados no site.Uma “verdade” é  criada.

É sabido que é possível criar um site sobre qualquer coisa. Também é possível propagandear este site no orkut. Se o exibicionista, mesmo sendo criticado pela maioria dos leitores da postagem feita no orkut (como no caso concreto), tiver alguma ligação com a grande imprensa, ou, se tiver a sorte de que um jornalista menos preocupado em analisar a fundo o que publica ler a postagem, terá seus 15 minutos de fama. A vítima sofrerá as consequências do afã exibicionista do autor do site.

Qual o objetivo do jornalista? Não sei. Poderia até especular a respeito, elaborar hipóteses, etc. No entanto, isso seria uma atitude irresponsável. Seria criar verdades sem ter conhecimento exato dos fatos. Esse papel irresponsável eu deixo para os autores da nota publicada em Zero Hora. Na nota publicada a  única verdade é que foi criado um site por alguém. Sequer sabemos se integra a torcida do Grêmio como afirma a nota de Zero Hora. Lamentável.

Pelo jeito o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão tem a sua razão de ser.

Julho 29, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes, Tcheco | | 7 Comentários

Contos de F. Scott Fitzgerald

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O filme O Estranho Caso de Benjamin Button, de David Fincher, tem quase três horas de duração. O conto O Curioso Caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald (1896 -1940), tem exatas trinta páginas. A coletânea de contos em que ele aparece, O curioso caso de Benjamin Button e outras histórias da Era do Jazz (José Olympio, tradução de Brenno Silveira), não chega a trezentas páginas, que seria um tamanho compatível com o tempo de duração da adaptação. Só por aí já podemos ter uma ideia do que foi o trabalho do roteirista em dilatar o tempo da narrativa, inserindo detalhes que o conto não traz ou o faz de maneira implícita ou superficial. Apesar do cuidado de Fitzgerald com o estilo – clássico, sem os experimentalismos típicos dos seus contemporâneos – o conto felizmente permite essa expansão, dado o grande período de tempo transcorrido nas trinta páginas em que o escritor nos conta a história do homem que nasceu com aparência de velho e foi rejuvenescendo com o passar dos anos.

A narrativa é um dos trunfos de Fitzgerald. Assim como o nosso Machado de Assis, foi jornalista e aprendeu a arte da concisão, duramente trabalhada pelas rigorosíssimas exigências de espaço dos jornais. Também como Machado, gosta de conversar com o leitor como quem convida um amigo para tomar chá na varanda, o que é outro provável resquício do cronista e jornalista. E, como se tudo isso não bastasse, o autor de O Grande Gatsby é também muito machadiano em sua visão irônica da sociedade (sobretudo a alta sociedade), em seu pessimismo incoercível e na latente ternura pela incapacidade dos homens de sua época supostamente feliz – os anos 20 nos EUA, a “Era do Jazz” – em serem felizes. Só isso – ou tudo isso – já justifica a leitura atenta destes contos.

Onde encontrar

Julho 29, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

E se Obama fosse brasileiro?

Como todos sabemos, Obama é ídolo mundial. Em sua campanha, foi capa da Rolling Stones, da TIME e da Newsweek. Eleito, protagonizou uma série de trabalhos tido como impossíveis: aplaudido de pé no Oriente Médio, discursou para centenas de milhares na Alemanha e, para desviar os holofotes, apontou Lula como o maior político do mundo enquanto saía de fininho no canto. Aliás, no país de Lula, Obama é saudado por todas as correntes de esquerda e só estamos esperando a campanha eleitoral começar para ouvirmos falar num “Obama brasileiro”. Gostamos de Obama: é mestiço como nós, simpático como nós, sorridente como nós e boa praça como poucos de nós conseguem ser. A verdade é que Obama é um dos nossos – ou melhor: gostaríamos que ele fosse.

Na semana passada, dia 17, Obama fez um discurso exaltadíssimo na NAACP, a maior organização de direitos civis dos EUA, onde militou e formou-se como político. Dirigiu suas palavras ao público negro, que ele tão bem conhece e do qual ele é, a um tempo, o membro mais relevante e um estranho no ninho, mulato num país de brancos e negros sem meio-tons. Falou o que sempre se fala em situações como essa: da história trágica da escravidão, das suas visitas à África, da discriminação que continua a existir nos EUA e do seu trabalho para combatê-la. Mas, sobretudo, Obama falou o seguinte:

“Ninguém escreveu seu destino para vocês (….) Seu destino está nas suas mãos e vocês não devem esquecer isso. Isso é o que eu tenho a ensinar a todas as nossas crianças! Não há desculpas! Não há desculpas!”

Obama falou mais:

“Coloquem o Xbox de lado e ponham suas crianças para dormir em uma hora razoável”"

E, como se não bastasse:

“Eles podem pensar que têm um bom arremesso ou uma bela voz, mas nossos filhos não podem todos ser LeBron ou Lil Wayne. Eu quero que eles queiram ser cientistas e engenheiros, médicos e professores, não apenas jogadores e rappers. Eu quero que eles queiram chegar à Suprema Corte. Eu quero que eles sejam presidentes dos Estados Unidos da América”.

Para muitos de nós, esse último parágrafo talvez pareça algo chocante. Confesso que não consigo imaginar  um político brasileiro – e ainda mais um presidente da República – proferindo um discurso desses ao grande público nos dias de hoje.  No mesmo momento seria acusado de preconceito, de menorizar os afro-descendentes, os jogadores, os rappers e, mais  do que isso, de fazer vista grossa à influência das condições sócio-econômicas na formação de uma pessoa. Quando Obama conclama os negros a acreditarem em si mesmos, a estudarem, a quererem vencer na vida, a deixarem o discurso vitimista e fácil, ele apela para um princípio fundador dos Estados Unidos da América: o da autonomia individual. Todo e qualquer indivíduo está livre para ser o que quiser, e não serão os preconceitos dos outros que lhe impedirão de alcançar seus objetivos e muito menos as amarras psicológicas que prendem alguém à sua condição social. Se Obama fosse brasileiro, seria acusado de dar argumentos para os opositores das cotas raciais e, portanto, conivente com um racismo institucionalizado, dito cordial. Se Obama fosse brasileiro, seria acusado a discriminar rappers e jogadores e, por tabela, discriminar os próprios negros. Se Obama fosse brasileiro, teria receios de ferir certas suscetibilidades, de parecer – ora vejam! – um racista.

Pensando bem, Obama não é um dos nossos.

Julho 27, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Política | | Sem comentários ainda

Operação mãos limpas e a gripe

Normalmente lemos matérias sobre doenças que afetam populações inteiras e nos sentimos penalizados, porém as coisas acontecem longe de nós e então logo as esquecemos. Com a gripe que está assustando ao mundo e, desta vez também a nós, é diferente. Ela exige que tomemos precauções básicas para tentar evitar o contágio. Precauções que  deveriam ser rotineiras SEMPRE , independente do tipo de gripe que circula por aí,mas normalmente não são seguidas pela maioria de nós.

OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS

Uma dessas precauções é LAVAR AS MÃOS. Lavar as mãos como elas merecem ser lavadas, de forma completa, isto é, palma e dorso, com vagar e não aquela passadinha de água rápida. Imaginemos que uma pessoa espirrou, lançou vírus da gripe em suas mãos e após isso, tocou no corrimão da escada rolante do lindo shopping onde fomos fazer compras, ou no botão do elevador, no pacote que recebemos, ou na maçaneta da porta de algum lugar. Basta tocarmos em uma dessas superfícies já contaminadas pelo vírus e, após inadvertidamente, tocarmos nos nossos olhos, ou em nossa boca. Pronto,  o contágio está feito.

Portanto, lavemos as mãos com  a percepção de que  estamos tirando delas  a sujeira que outros deixaram em algum corrimão por aí.

Então, vamos tomar como hábito: NUNCA colocar a mão na boca ou nos olhos sem antes lavá-la cuidadosamente. E lembrem-se: O nariz também é porta de entrada para vírus. Também nunca é demais lembrar para NUNCA nos alimentarmos sem lavar as mãos com cuidado. Ao chegarmos da rua em casa devemos como primeira providência lavar as mãos.

TOSSES E ESPIRROS

Logicamente não podemos evitar que as pessoas espirrem ou tussam perto de nós. O risco de contágio sempre existirá, mas pelo menos parte dele diminui com nossas mãos limpas.  E aqui vai um recadinho a quem estiver com gripe ou um simples resfriado. É no mínimo deselegante forçar aos demais ao convívio com quem está transmitindo doença. Independente de gripe A ou comum considero que o lugar de quem é transmissor de algum vírus não é e nunca foi  lugares públicos e fechados. Agora, ainda mais, acabam causando constrangimento e medo. Evitemos isso. E mais, quem detém cargos de comando não tem o direito de forçar seus subordinados ao convívio face a hierarquia. Então, do chefe ao subalterno o lugar de doente é em casa ou em casos extremos no hospital.

gripe

Agradecemos a Rosa Albuquerque , da assessoria da presidência da Empresa Pública de Transportes e Circulação de Porto Alegre-  EPTC , o envio da tabela acima que nos possibilita auxiliarmos na divulgação de orientações sobre a doença que apavora o mundo.

A sonegação de medicamentos e as estatísticas

Tempo de vida do vírus

O vírus permanece  vivo por 24 a 48 horas no plástico e aço inoxidável, 8 a 12 horas nas roupas, papel e tecido e nas mãos por até cinco  minutos.

Julho 22, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Geral | | 1 Comentário

Cartas de Burckhardt

burckhardt

O suíço Jakob Burckhardt (1818-1897) passou para a história como o típico erudito solitário, austeramente dedicado aos seus elevados afazeres e desligado do impuro mundo exterior. Isso foi, ao menos em parte, verdade: homem de hábitos simples, morador do segundo andar de uma casa de comércio durante a maior parte de sua vida, quase que inteiramente dedicado à sua cadeira de História da Arte na Universidade da Basiléia, Burckhardt contemplou com a sua época com a preocupação de um apaixonado pelos valores perenes da civilização européua diante da derrocada geral trazida pelo populismo, o capitalismo industrial e o igualitarismo.

Nestas Cartas (Topbooks, 416 páginas), vemos quão freqüentes eram estas preocupações na cabeça do autor da monumental A Cultura do Renascimento na Itália. Dirigidas a vários interlocutores – dentre os quais ninguém menos do que Friedrich Nietzsche, amigo do historiador – , Burckhardt discorre nelas sobre a sua concepção de história (outra preocupação freqüente), sobre a ascensão dos governos democráticos (entendidos aqui no seu pior aspecto, ou seja, demagógicos) na Europa e a massificação da cultura, além de muitas, muitas opiniões sobre arte, cultura e tudo o que diz respeito ao sacerdócio deste autodenominado “monge secular”.

Onde encontrar:

www.topbooks.com.br

(21) 2233 8718

Julho 21, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

19 de julho- Dia do Futebol

gol maxiFonte GremioNet

A data de fundação do Sport Club Rio Grande, na cidade de Rio Grande/RS, o  clube mais antigo do Brasil , é utilizada para homenagear o futebol.

Neste 19 de julho de 2009, foi disputado, no estádio Olímpico em Porto Alegre, pelo centésimo ano, um GreNal que foi uma verdadeira homenagem ao futebol.

souza e tchecoFonte
souzaFonte
souca caFonte
Souza homenageou o primeiro GreNal

Julho 19, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | Sem comentários ainda

Série Clubes Brasileiros – São Raimundo – Santarém

O São Raimundo, de Santarém-PA, disputa Campeonato Brasileiro da Série D.Os habitantes do sul deste imenso país praticamente não conhecem a maioria dos participantes da  série D, desconhecimento que pretendemos diminuir com esta postagem sobre o time de Santarém , “A Pérola do Tapajós” que fica a mais de 1000Km da capital do estado do Pará, a oeste, em uma região que pretende a criação de um novo estado(Tapajós).

A cidade tem 22.887 km², com uma população aproximada de 275.000 pessoas.

rio tapajós e amazonasRios Tapajós e Amazonas em Santarem

Foto: Ronaldo Ferreira

igrejaIgreja de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Santarém

vitoriaVitória Régia

colosso

Colosso do Tapajós

Fonte da foto

O alvi-negro santareno,vice-campeão paraense, que tem uma pantera negra como símbolo foi fundado em 09 de janeiro de 1944 . Como curiosidade o fato de que o nome original do time era São Brás, mas na hora da inscrição para a primeira partida um dos dirigentes a fez em nome de São Raimundo. A camisa alvi negra que hoje utiliza somente foi adotada a partir de 1950, até então o uniforme era totalmente branco.

Seu estádio Dr. Everaldo Martins (O Panterão)  que leva o nome de médico, desportista e político que foi prefeito de Santarém em duas portunidades é utilizado apenas para treinos e jogos não-oficiais.

Os jogos oficiais da Pantera Negra Santarena são realizados no estádio  estadual Jader Barbalho, o Barbalhão ou Colosso de Tapajós, sobre cuja capacidade divergem o clube (15.000) e a Federação Paraense de Futebol (19.124) . Foi inaugurado em 1987 pelo então  governador do Pará Jader Barbalho.
Na primeira partida oficial, o clássico Rai-Fran( São Raimundo e São Francisco) que terminou empatado em 1 a 1. Nas penalidades, o Leão Azul santareno levou a melhor, 4 a 2, e levou o troféu  que levava o nome do estádio.

O São Francisco, tradicional rival do São Raimundo vive momentos difíceis, e tenta apoio de sua torcida para elaborar formas de reerguer-se. No entanto, a rivalidade persiste. Uma das torcidas organizadas do São Raimundo, os Loucos Alvinegros, criou uma camisa alusiva  ao clássico.

Camisa_RAIFRAN_2009_AZUL frenteFonte

O técnico do São Raimundo é Arthur Oliveira e o time conta com  Labilá, Souza, Preto Marabá, Marabá, Ceará, Dudu, Beto, Trindade, Ciro, Déo Curuça,Hallace e Felipe Bragança.

Moscote_SaoRaimundo_Esporte_Clube-Pantera

MascoteUniformes_e_Simbolo-SaoRaimundoE.C

Uma curiosidade a respeito da torcida do São Raimundo é o fato de que existe uma conclamação da direção para que a mesma efetivamente apoie o clube, comparecendo ao estádio. Comparando os preços praticados com os do líder da série A o Atlético Mineiro  ou com o campeão de público da série D entendo que teremos uma idéia da razão que faz  os torcedores santarenses permanecerem em casa ao invés de irem ao Colosso. A média do preço dos ingressos do Atlético Mineiro é 14 reais, do Santa Cruz é de 5,6 reais, enquanto que a média dos preços praticados pelo São Raimundo é de 13 reais.

Site oficial

Hino

Maior comunidade no Orkut

Torcidas organizadas: Loucos Alvinegros, Mancha Negra, Garra Alvinegra, Fúria Alvinegra, a Nação.

Links  relacionados:

Tabela do Campeonato Brasileiro de Clubes- Série D

São Raimundo e Michel – investimento de resultado

Santarém e a final da Série D

Julho 19, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Clubes Brasileiros, Esportes | | 27 Comentários

Luz em agosto

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Considerado por muitos como o melhor livro de William Faulkner, Luz em Agosto é uma espécie de suma da obra do escritor do Mississipi. Nas 44 páginas desta bela edição da Cosac Naiffy, encontramos todos os prinncipais elementos que fizeram de Faulkner um dos maiores nomes da literatura do sécul XX e, possivelmente o melhor romancista americano: a narrativa contada sob várias perspectivas, a sobreposição de histórias, os fluxos de consciência, a questão racial (tema candente, em se tratando de Sul dos EUA), os personagens dilacerados moral e fisicamente, dentre várias outras características não só de Faulkner como de todo um estilo, o chamado “Southern Gothic”, espécie de transposição inusitada do gótico do frio e sombrio Norte Europeu para o quente e úmido Sul dos EUA.

Luz em Agosto apresenta três histórias cujo centro está em Joe Christmas, branco mas com sangue negro (algo pelo menos inusitado, em se tratando da região), um típico marginalizado de Faulkner. Assim como Lena Grove, uma jovem grávida que sai do Alabama em direção ao Tennessee em busca do pai de seu filho, e o reverendo Hightower, afastado de suas funções devido a uma desgraça pessoal. O assassinato de uma ex-amante de Christmas será o ponto de contato entre essas pobres criaturas, habitantes do trágico mundo que Faulkner criou. À imagem e semelhança do nosso.

Onde encontrar:

www.cosacnaify.com.br

(11) 3823 6599

Julho 18, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Alerta ambiental no RS

A data de 17 de julho é destinada, no calendário das efemérides , para celebrar a Proteção das Florestas.Por ironico que possa parecer no dia anterior foi protocolado na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul anteprojeto que sugere a atualização do Código Ambiental.

Imediatamente me vem à lembrança o e-mail que nos foi enviado pelo  Beto Moesch, vereador de Porto Alegre e intransigente defensor do meio ambiente. A mensagem é um alerta ambiental , pedindo máxima vigilância de quem se importa com o assunto em relação à intenção manifesta no anteprojeto, visto que a proposta revoga importantes avanços conquistados pela sociedade gaúcha após anos de análises e diálogo. Ela altera não apenas dispositivos relacionados à produção rural, mas também às demais atividades econômicas. Da mesma forma, propõe mudanças que se refletirão em impactos graves para a zona urbana, em virtude de modificações na proteção de encostas e topos de morros e na beira dos recursos hídricos. Segundo a Moesch, a minuta do projeto demonstra atraso em relação ao que existe em termos de proteção ambiental no estado. Prevista a redução da  a área mínima para a preservação das matas ciliares  de 30 metros para 5 metros; passa-se a permitir a propaganda de produtos que possam fazer mal à saúde e ao meio ambiente; o acesso da população às informações sobre os danos causados à biodiversidade será suprimido; a proteção do entorno das reservas ecológicas (unidades de conservação) será retirada.

A proposta revoga as seguintes leis: -

Lei 9.519, de 21 de janeiro de 1992, que institui o Código Florestal do Rio Grande do Sul e dá outras providências;

Lei 11.520, de 3 de agosto de 2000, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e dá outras providências;

- Lei 10.330, de 27 de dezembro de 1994, que dispõe sobre a organização do Sistema Estadual de Proteção Ambiental, a elaboração, implementação e controle da política ambiental do Estado e dá outras providências;

- Lei 9.474, de 20 de dezembro de 1991, que dispõe sobre a preservação do solo agrícola e adota outras providências;

- Lei 12.115, de 6 de julho de 2004, que altera dispositivos do Código Florestal do Estado do Rio Grande do Sulrelativos ao regramento do corte e ao conceito de capoeira;

- Lei 10.350, de 30 de dezembro de 1994, que institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos;

- Lei 9.921, de 27 de julho de 1993, que dispõe sobre a gestão dos resíduos sólidos.

Beto Moesch alerta sobre o fato de que o O Código Estadual do Meio Ambiente, alvo da iniciativa de alteração, foi protocolado em dezembro de 1994, após quatro anos de muitas reuniões, audiências públicas e seminários, com a participação de todos os segmentos da sociedade. O projeto de lei em questão, ao contrário, foi elaborado em somente 70 dias.

A defesa do meio ambiente, a defesa de nosso espaço de vida, não permite que nos ” desliguemos”. As tentativas de fazer valer o interesse econômico sobre o bem maior da vida estarão sempre acontecendo.

Julho 17, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Ecologia | | Sem comentários ainda

Capa do Olé

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Julho 17, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | Sem comentários ainda

Juan Sebastián Verón

Julho 16, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 2 Comentários

Carta a um amigo europeu

Prezado John,

Escrevo aqui momentos antes do principal acontecimento do ano. Já imaginas qual é, decerto. Lembro de ter comentado contigo em uma tarde de café qualquer quão importante é, neste lado do mundo, um jogo de futebol, importante ao ponto de nem saber se pode ser mesmo chamado de “jogo”.  Jogo é diversão, é brincadeira, tem um começo e um fim que não se transmitem para o mundo exterior a ele. Uma final de Libertadores, como sabes, não é bem assim. Sei que vocês aí recebem notícias meio aterrorizantes sobre o que é o futebol neste canto esquecido do mundo e de tudo o que o cerca – aliás, eu diria que qualquer coisa aqui parece aterrorizante a vocês, não é? – e acredito que até achem interessante.

Mas, como eu dizia, o futebol numa Libertadores da América não é um jogo. Um jogo, como eu também disse antes, é uma brincadeira. Assim como meninos brincam de soldadinhos de chumbo, vocês brincam de guerra no futebol. Vocês aí na Europa brincam de repetir as pelejas do passado, transformando o gramado em uma guerra metafórica num tempo em que as velhas batalhas de capa e espada já não existem aí. Aí, o futebol é um espetáculo, algo como as cavalhadas do Maranhão, no Norte do Brasil, em que são representadas as guerras entre mouros e cristãos. Aqui, não. Há algo de terrivelmente sério numa Libertadores da América. Há algo de profundamente vital, essencial, humano num jogo deste torneio. Num jogo aí na Europa, numa cavalhada no Maranhão, numa peça de teatro, num filme sobre a Segunda Guerra temos garantias de que, acabado o espetáculo, sairemos são e salvos para o conforto de nossas casas. Façamos uma comparação: quem ganha o campeonato europeu, ganha a Liga dos Campeões, título um tanto insípido, cujo nome pouco significa. Quem vence o torneio da América do Sul recebe uma taça que homenageia os homens que tiraram os nossos povos do jugo dos europeus – de vocês – e colocaram o nosso próprio destino em nossas mãos. Quem vence uma Libertadores recebe uma taça cheia de ressentimento, dor, passado desgraçado. Uma taça cheia de sangue – do nosso sangue.

Lembro de ter visto certa vez um documentário sobre um antigo jogo dos maias, semelhante ao futebol,  que tinha um significado ritual, religioso, onde o vencedor era obrigado a sacrificar-se a um deus de nome impronunciável. O jogo, se bem me lembro, tinha algo a ver com a representação da criação do mundo. Nesse sentido específico, há um jogo, sim, na Libertadores. Um jogo sério – o que, como eu disse antes, não é propriamente jogo – mas antes um ritual que, como todo ritual, reproduz simbolicamente uma situação. Jogar a Libertadores é repetir a aventura dos espanhóis e portugueses por estas terras que nunca deixaram de ser totalmente selvagens. Os estádios têm auras míticas, são encobertos por névoas, espíritos dos índios mortos pelos conquistadores (que não são os teus, mas sim os meus ancestrais, por mais que nos custe admitir), dos conquistadores abatidos pela doença e pelas feras reais e imaginárias, dos imigrantes enganados por falsas promessas de fazer uma América bem diferente daquela com a qual sonharam. Quem joga uma Libertadores da América sobe aos Andes com o Basco Aguirre e enfrenta a cólera dos deuses andinos, furiosos por terem sido acordados de seu torpor forçado: lá em cima, o Sporting Cristal, o Nacional de Medellin, o Millionarios de Bogotá, o Bolívar e o Blooming são sacerdotes de uma estranha magia que rouba o ar do visitante e o deixa abatido para a decapitação (Sim, João, não há leis contra jogar na altitude, todos sabem que faz mal, que prejudica os pulmões, que põe em risco a vida do atleta, mas não interessa: é preciso cumprir o ritual). Lá de cima, pode mirar outro desafio terrível, a cidade de Cali, caliente e úmida como são as cidades da planície na Colômbia, verdadeiro inferno verde do América – nome altissonante e elucidativo -, quatro vezes vice-campeão do torneio, que enverga uma camisa vermelha assustadora

Desce quase quatro mil metros e enfrenta o temível estádio Defensores del Chaco, localizado em meio ao desolador Chaco paraguaio, longe de Deus e dos homens civilizados, onde os inimigos do Cerro Porteño e do Olímpia recebem a dura vingança do povo paraguaio esmagado por uma guerra covarde; pega uma barca no Rio Paraguai, desce pelo rio Paraná e chega ao Rio da Prata, onde no passado aportaram miseráveis de todo o mundo em busca de pão em uma Argentina cheia de trigo e de vinho, mas também cheia de governantes corruptos e desalmados; alguns deles amontoaram-se em casebres miseráveis nas proximidades do rio e, junto a bolivianos, paraguaios e “cabecitas negras” do Norte argentino, recepcionam com paus e pedras, bumbos e bandeiras, voz e coração, aos inimigos do Club Atlético Boca Juniors. Há clubes que se localizam nos bairros: La Boca é o único bairro que é localizado no terreno do Boca Juniors, válvula de escape para os dramas, as frustrações e as desgraças dos pobres moradores dos arrabaldes de Buenos Aires. Ali perto, em La Plata, um pouco mais ao sul, situa-se o Estudiantes de La Plata, mestre incomparável na arte de torturar o adversário – fisicamente, é claro, aos pontapés, aos cotovelaços, aos furos de agulhas escondidas nas meias. Tantas pauladas sofreram os ingleses do Manchester United na final do Mundial de 1968 que reuniram os demais clubes europeus e decidiram, de uma vez por todas, que naquele continente de incivilizados não jogariam nunca mais.

Do outro lado do Rio da Prata, dois velhos gigantes aguardam cansados, quase adormecidos. São o Peñarol e o Nacional. Autênticos guerreiros, cheios de cicatrizes, com olhar melancólico de tanto olhar para o sul ártico do mundo, de tanto lutar por sua independência de dois gigantes vizinhos, os dois não assustam muito ao visitante desavisado. São clubes pobres de um país pequeno e pobre. Teoricamente, vencer um clube uruguaio é tarefa fácil.  Quase todos pensam assim. O  Brasil achou isso em 1950.

Aliás, bem lembrado: subindo os pampas uruguaios pelo Norte penetra-se no continente Brasil. Ali os demônios que o peregrino enfrenta são outros, talvez ainda mais traiçoeiros. A simpatia e a bonomia inata dos brasileiros revela uma aqui uma face desconhecida e cruel. O Cruzeiro de Minas Gerais, terror dos argentinos e uruguaios, apelidado La Bestia Negra, joga seusadversários num campo imenso e cheio de armadilhas preparadas pelos escravos e pelos portugueses para quem se aventurar a tentar profanar o ouro inesgotável de suas Minas; o sorridente Rio de Janeiro despeja uma gargalhada malévola no Maracanã colorido pelo vermelho e pelo negro, as cores de Exu, o demônio da umbanda; já em São Paulo, cidade arrogante e poderosa, construída por uma raça de homens altivos e industriosos – os bandeirantes -, a cidade de todas as indústrias humanas, impõe-se o São Paulo Futebol Clube ao seu visitante com o dedo em riste e o olhar fime e desafiador. Em Porto Alegre, despertar a fúria do Grêmio de Porto Alegre  – o mais furioso de todos os nossos clubes – é despertar o furor do velho gaúcho defensor das fronteiras do Império contra o inimigo castelhano e convidá-lo para uma peleia de faca na mão ao som ribombante dos tambores da enlouquecida torcida do Imortal Tricolor.

Isso parece entretenimento, não é, João? Parece que dá uma certa graça ao torneio. De fato, achamos isso mesmo. Não creio que, para a gente, cadeiras almofadadas, lugares numerados, limpeza impecável nos banheiros e a presença efetiva – e não apenas simbólica – da polícia seja algo atrativo, desejado, esperado. Tudo isso transformará a nossa Libertadores em apenas mais um jogo, mais uma diversão, mais uma brincadeira. Pedir para que façamos isso é o mesmo que pedir a um católico que retire a comunhão da missa: sem o corpo de Cristo, a celebração não tem sentido. Sem o nosso corpo – exposto, maltratado, arriscado, sujo, enlameado – a Libertadores não existe e aqueles encontros de dois clubes passarão a ser meras partidas de um torneio qualquer como essa Liga dos Campeões. A Libertadores da América repete as contradições deste lado contraditório da América. A Libertadores da América é a confirmação do epíteto de que o futebol é como a vida. A Libertadores da América é, sim, como a vida – a nossa vida.

Sim, eu sei que escrevi muito. Fico por aqui.

Lembranças a ti e à família.

Um jogo é uma brincadeira. Assim como meninos brincam de soldadinhos de chumbo, vocês brincam de guerra no futebol. Vocês aí na Europa brincam de repetir as guerras do passado, transformando o gramado em uma guerra metafórica num tempo em que as velhas batalhas de capa e espada já não existem aí.Aí, o futebol é um espetáculo. Aqui, não.Há algo de terrivelmente sério numa Libertadores da América.

Jogar a Libertadores é repetir a aventura dos espanhóis e portugueses por estas terras que nunca deixaram de ser totalmente selvagens, que

Julho 16, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes | | 1 Comentário

Os Cobra Coral e o Santa Cruz

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Fonte da foto

O Santa Cruz de Recife iniciou  sua jornada na série D do Campeonato Brasileiro com uma extraordinária participação de seu torcedor. O Estádio do Arruda em Recife registrou o maior público da rodada de futebol no final de semana em todo país. A Nação Coral  certamente foi a imensa maioria dos 45007 torcedores pagantes no Arruda no último sábado quando Santa Cruz e Central empataram em dois gols. O segundo maior público da rodada foi domingo no jogo entre Grêmio e Corinthians, no estádio Olímpico, com 30.070 pagantes.

O Santa Cruz conseguiu reunir em um único jogo como mandante mais torcedores do que o  líder em média de público na série A. O Atlético Mineiro tem a média de 32627 torcedores presentes nos quatro jogos em que foi mandante.

A apaixonada Nação Coral está demonstrando determinação em auxiliar seu time do coração a sair da incômoda situação em que está colocado. A exemplo dos tricolores  baianos que jamais deixaram o EC Bahia sozinho nas agruras da série C, os ” cobra coral”  certamente farão diferença nas partidas disputadas no Mundão do Arruda.

A Série D promete.

Tabela e resultados da Série D/2009

Julho 13, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | 4 Comentários

Grêmio x Corinthians – impressões de uma torcedora

Nesta tarde de domingo, o Olímpico contou com um público de 33 mil pessoas. O que, no meu ponto de vista, é quase perfeito , porque na casa dos trinta mil a torcida sempre é mais vibrante, sem aquela superlotação característica de jogos decisivos. Excesso de público quase sempre traz junto diminuição de entusiasmo.  O jogo iniciou da forma que eu esperava, com a torcida saudando respeitosamente  a Mano Menezes, o técnico a quem devemos  a restauração de nosso orgulho como torcedores, eis que nos tirou das profundezas da série B para a disputa da final de uma Libertadores.  Cantamos com muita emoção o “Mano Menezes /  Dá-lhe Mano Menezes” puxado pela Geral no ritmo de “Guantanamera”. E, ao final do jogo a comprovação de que o sentimento de apreço é recíproco, o que aliás já ficava evidente a cada encontro do torcedor com o técnico, nos idos de 2007.


– Eu vi a torcida do Grêmio ter essa atitude diversas vezes quando eu trabalhava aqui com profissionais que tiveram alguma participação e ficaram na história do Grêmio.
Eu sinto na mesma proporção pela torcida do Grêmio o que ela sente por mim .

Durante a partida confesso que me pegava olhando com carinho para Ronaldo, o lendário camisa 9 do Corinthians a quem nunca havia visto jogar ao vivo. Mesmo sendo sombra do que foi, ainda carrega consigo a aura do grande craque. Mesmo como adversário e mesmo sendo provocado, tenho certeza de que a maioria fica contente em saber que voltou a jogar.

Mas como é mimado o Ronaldo. Reclama de qualquer jogada dando a impressão de que vai sair de campo dizendo um mal-humorado “não jogo mais”. E tem várias chances para dizer isso: o Grêmio não o deixa jogar. Com Thiego fixo como lateral-direito recuado, André Santos não pode avançar ao ataque e a bola não chega a Ronalddo. No meio, Adilson e Tulio são dois leões prontos para caçar a bola onde ela esteja e, se não der para caça-la, vai mesmo no adversário. Um pouco à frente, o maestro Tcheco comanda a sinfonia tricolor movimentando-se entre as duas intermediárias para armar jogadas, defender e atacar. O Grêmio não pára um instante, não deixa espaços e ataca com vigor por todos os lados. O Corinthians não tem chances. Ronaldo não tem chance. Só lhe resta reclamar de cara emburrada e assistir, de longe, ao show do time de Paulo Autuori nesta bela tarde de domingo.

Julho 13, 2009 Publicado por Miss Lou Lou | Esportes | | 2 Comentários

Michael Jackson (1958-2009)

Lembro muito bem da primeira vez em que ouvi falar em Michael Jackson. Foi em 1992. Na época, a MTV ainda engatinhava num Brasil de hiperinflação, desestruturação política e atraso generalizado em relação ao resto do mundo. Só podia assistir os videoclipes dos grandes nomes do momento quem tivesse uma antena com opção para UHF (nunca soube direito o que isso queria dizer) capaz de sintonizar o canal 24 da emissora de Luis Thunderbird, Marina Person e (na época) Zeca Camargo. Ali, o Brasil periférico e (ainda mais) bagunçado de 1992, o Brasil de Collor, de PC Farias, dos raríssimos shows internacionais, sem novidades da informática e da tecnologia podia assistir, embasbacado, às novidades da música pop das quais os adolescentes só ouviam falar através de revistas como a Bizz ou do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo. E crianças, como eu, que não liam essas coisas, nem isso tinham.

Desenhado este quadro, o leitor pode imaginar a impressão causada neste articulista ao entrar na casa de um primo agraciado com a antena, com a MTV e com os videoclipes. TV ligada, tarde chuvosa, todos sentados na sala esperando o clipe que viria a seguir. A música chamava-se “Black or White” e quem a cantava atendia pelo nome de Michael Jackson. Foi a primeira de muitas vezes que ouvi falar daquele nome em 1992 e nos anos seguintes. Com toda a sinceridade, eu mentiria se dissesse que aquela música me arrebatou logo da primeira vez. Mas eu mentiria também se dissesse que não senti nada.

Os anos passaram e ouvi o nome de Michael Jackson muitas outras vezes, para o bem e para o mal. O Brasil abriu-se cada vez mais para o mundo, os shows começaram a ficar mais frequentes, a MTV deixou de ser algo para poucos, surgiram outras revistas de música, outros canais de TV e outras maneiras de se ter acesso ao melhor do pop mundial. Eu próprio passei a acompanhar o pop e tive meus ídolos, como todos os que acompanham o mundo do entretenimento. Ouvi muitas críticas ao trabalho de Michael Jackson, e concordei com algumas delas, assim como concordei com alguns elogios. Três décadas de carreira sempre trazem altos e baixos, em nível pessoal ou artístico. Nem todos, porém,podem dizer que alcançam locais tão distantes do centro do mundo como a cidade de Canoas, no Brasil de 1992, e, mais do que isso, deixam a sua imagem na memória de um menino desinteressado pelo pop, pela música e por tudo o que a cerca. E que – quem sabe? – talvez por isso tenha passado a se interessar por tudo.

Acho que isso resume bem o que foi a trajetória de Michael Jackson.

Julho 7, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Mundo pop | | Sem comentários ainda

*Maiores públicos da Copa do Brasil-1989/2009

MAIORES PÚBLICOS DA COPA DO BRASIL.

1) Botafogo 0 x 0 Juventude, 101.581, 27/06/1999
2) Flamengo 2 x 2 Grêmio, 95.125, 22/05/1997
3) Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, 85.841, 27/06/2000
4) Cruzeiro 0 x 0 Flamengo, 84.414, 05/06/1996
5) Corinthians, 1 x 3 Grêmio, 80.000, 17/06/2001
6) Cruzeiro 3 x 1 Flamengo, 79.614, 11/06/2003
7) Internacional 1 x 1 Grêmio, 76.207, 17/11/1992
8 ) Flamengo 2 x 1 Cruzeiro, 72.760, 08/06/2003.
9) Vasco 1 x 1 Corinthians, 72.183 , 27/05/2009.
10) Flamengo 0 x 2 Santo André, 71.988, 30/06/2004.
11) Cruzeiro 2 x 1 Grêmio, 70.723, 03/06/1993.
12) Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras, 68.763, 14/06/1996.
13) Fluminense 2 x 2 Corinthians, 68.158 , 20/05/2009.
14) Corinthians 2 x 1 Brasiliense, 65.727, 08/05/2002.
15) Fluminense 1 x 1 Figueirense, 64.669 , 30/05/2007.
16) Corinthians 3 x 1 Sport, 64.186 , 05/06/2008.
17) Botafogo 3 x 1 Figueirense, 64.114, 23/05/2007.
18) Grêmio 2 x 1 Sport, 62.807, 02/09/1989.
19) Corinthians 2 x 1 Botafogo, 62.030 , 28/05/2008.
20) Cruzeiro 1 x 0 Palmeiras, 61.814, 26/05/2007.
21) Grêmio 1 x 0 Flamengo, 58.205 , 31/05/1995.
22) Internacional 1 x 1 Flamengo, 57.596, 17/04/1997.
23) Grêmio 1 x 1 Internacional, 55.425, 06/11/1992.
24) Ceará 2 x 5 Palmeiras, 55.227, 15/04/1997.
25) Ceará 2 x 0 Atlético-MG, 55.000, 18/05/2005.
26) Ceará 1 x 1 Flamengo, 55.000, 20/04/2005.
27) Ceará 0 x 0 Grêmio, 53.915, 07/08/1994.
28) Grêmio 2 x 0 São Paulo, 53.797 , 12/05/1995.
29) Flamengo 0 x 0 Internacional, 53.479, 13/05/2009.
30) Vitória 3 x 3 Grêmio, 52.229, 03/05/1997.
31) Ceará 1 x 4 Fluminense, 51.137, 01/06/2005.
32) Grêmio 1 x 1 Corinthians, 50.965 , 15/05/1997.
33) Corinthians 4 x 0 Goiás, 50.733, 30/04/2008.
34) Flamengo 2 x 0 Vitória-BA, 50.344, 01/06/2004.
35) Grêmio 2 x 2 Corinthians, 50.313, 10/06/2001.

POR CLUBE MANDANTE :

1) Cruzeiro e Grêmio : 6
3) Ceará, Corinthians e Flamengo : 5
6) Botafogo, Fluminense e Internacional : 2
9) Vasco, Vitória : 1

POR ESTÁDIO :

1) Maracanã (RJ) : 10
2) Mineirão (MG) : 6
3)Olímpico (RS) : 6
4) Castelão (CE) : 5
Morumbi (SP) : 5
6) Beira-Rio (RS) : 2
7) Fonte Nova (BA) : 1

Fonte: Alexandre Magno Barreto Berwanger

Julho 7, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda

Não vai coisa nenhuma, Tcheco!

A leitura do blog de Cristian Bonatto neste sábado mostra bem o que uma derrota pode causar em cabecinhas menos preparadas. Em um post intitulado “Juntando os cacos”, o autor afirma o seguinte acerca do capitão gremista:

“Sua permanência no Olímpico não é mais possível pelo simbolismo que adquiriu de um time, uma atitude, uma postura e uma forma de comportamento que não podem continuar iguais. Tcheco tem a procuração para representar este Grêmio que urge mudança. O desgaste com a torcida parte daí. Imaginamos por duas vezes a foto de Tcheco ao lado das imagens de De Leon e Adílson levantando Libertadores e acabamos tendo que ouvir sempre dele os pedidos de desculpas pelos tantos “quase lá” deste Grêmio pós 2005.

Se foi a imagem das mortes na praia, também foi o símbolo do “como este time chegou até ela?”. Uns o mandarão seguir o caminho das sombras, a maioria vai oferecer a porta da frente”

O sr. Bonatto é estudante de publicidade. É possível notá-lo claramente pelas fotos que ilustram o blog. A primeira delas, a maior, é um vidro rachado. É uma das janelas do quadro social do Grêmio, atacada por torcedores irritados pelo tratamento desumando dado pela direção aos sócios antes do jogo da última quinta-feira. A segunda, ao lado, é uma prova indiscutível de falta de cavalheirismo e bons modos. O leitor do Blog Perspectiva há de reconhecê-la de pronto: é a foto do post Trapo do Tcheco, que registra o processo criativo da nossa querida Madame Y, desenhista, pintora e integrante deste blog, ao pintar um trapo em homenagem ao capitão gremista. O sr. Bonatto não faz referência de onde conseguiu a foto, não cita fonte e nem presta esclarecimentos. Em suma: não faz nada do que as regras básicas da boa convivência na Web costumam receitar.

A combinação das duas fotos tem um claro objetivo, como toda combinação de fotos preparada por um publicitário: mostrar que Tcheco é o epicentro da crise, a causa dos males da equipe, o símbolo de derrota, de um time perdedor, de uma época marcada pela falta de títulos. Tcheco traz consigo, em seus lançamentos precisos, em suas cobranças de faltas laterais e de escanteio salvadoras (o gol de Réver contra o Cruzeiro nasceu de uma delas), em sua doação em campo e em sua notável capacidade de organizar o meio campo uma espécie de maldição que contagia toda a equipe e afasta o Grêmio das conquistas. O Tcheco do sr. Bonatto é um anti-Midas, um tipo malquisto por Deus e pelos homens, um perseguido pela má sorte. Um verdadeiro inimigo público.

O sr. Bonatto é definitivo: “Sua permanência no Olímpico não é mais possível pelo simbolismo que adquiriu de um time, uma atitude, uma postura e uma forma de comportamento que não podem continuar iguais”.

Mais:

“Não. Não há nada definido neste sentido. Apenas especulações da imprensa e interpretações das palavras do próprio Tcheco. Mas já vou me despedindo do capitão. Não há como pensar em uma reformulação de verdade no time do Grêmio com a manutenção do Tcheco.”

O que sr. Bonatto pede é que mandemos esse símbolo de “um time, uma atitude, uma postura e uma forma de comportamento que não podem continuar iguais” embora de uma vez. Não explica de qual time, de qual atitude, de qual postura e de qual forma de comportamento está falando. Talvez se refira ao Tcheco que, no intervalo do jogo contra o Cruzeiro, quando tudo estava perdido, disse que iria jogar para lavar a honra da torcida; ou do Tcheco que recusou os milhões dos árabes e preferiu satisfazer o seu desejo (e o da torcida) de jogar no Grêmio; ou do Tcheco que aceitou vir para o Grêmio em 2006, quando recém saímos da Segundona e ninguém – repito: ninguém – queria vir jogar em um clube falido e com um ano muito pouco promissor; ou do Tcheco que garantiu pelo menos duas vezes, de forma decisiva, a classificação do Grêmio para as finais da Libertadores de 2007; ou do Tcheco que tantas vezes entrou em campo sem as devidas condições físicas, porque o Grêmio precisava dele; ou do Tcheco que foi  tantas vezes expulso porque, ao contrário de muitos, “profissionais”, ele não conseguiu controlar-se, não conseguiu ser profissional, não conseguiu manter-se frio diante do roubo descarado, da vigarice, da trama e dos inimigos do Grêmio. O Tcheco que fez tudo o que nós, cada um de nós, verdadeiros e apaixonados torcedores, faríamos no lugar dele. Deste Tcheco – diz o sr. Bonatto – não precisamos mais.

Diante de tanta sandice, tanta injustiça, tanta barbaridade escrita por alguém que tem o poderio das Organizações Globo a seu favor para dizer e fazer acontecer, talvez fosse fácil escrevermos um texto daqueles cheios de melancolia, de amargura, de indignação contra uma injustiça cometida. Seria fácil dizermos que o pobre Tcheco não merece receber em cima de si tantas asneiras ditas por um so-called gremista. Não o faremos. O post do Sr. Bonatto já é cheio de melancolia – de falsa melancolia, fabricada, de plástico, desvinculada da realidade e do momento – e não precisamos disso no momento. O sr. Bonatto talvez goste da saudável atividade de chorar no cantinho. O Grêmio – o meu Grêmio, o de Tcheco, o do Souza, o do Herrera e de tantos outros – não pode se dar este luxo. Temos um Brasileirão inteiro para ganhar – e para ganhar, é preciso confiança, espírito de grupo e senso coletivo, e não aquela busca por bodes expiatórios tão típica dos fracos em momentos de crise.

Fica, Tcheco.

Vai, Bonatto.  Por qualquer porta, dos fundos, da frente ou do porão. Mas vai.

Tcheco no Perspectiva

Julho 4, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Esportes, Tcheco | | 33 Comentários

Rolando Schiavi – o Homem-Libertadores

24-03-2007 5Schiavi saindo do treino no Olímpico, em 2007

Quando o juiz apitou o final de Nacional 1 x 2 Estudiantes, em Montevidéu, o zagueiro argentino Rolando Schiavi se encaminhava para contar a sua quarta final de Libertadores. Foram duas com o Boca Juniors (2003 e 2004), uma com o Grêmio (2007) e agora mais uma com o Estudiantes. Ganhou dois títulos (em 2001 e 2003) e vai em busca do terceiro junto com seus companheiro de clube, dentre os quais conta o meio-campista Juan Sebastian Verón, da Seleção Argentina.

Schiavi  está prestes a alcançar  um recorde: o de jogador em atividade que mais disputou finais de Libertadores. Segundo estatísticas da revista Conmebol, quem detém o título de maior numero de participações em finais de Libertadores é o argentino Francisco Sá, disputando 15 partidas entre Independiente e Boca Juniors. A questão é que, na época de Francisco Sá, as finais de Libertadores eram disputadas em três partidas, em vez das duas de hoje, o que causa uma distorção entre os números atuais e os de antigamente.Dentre os jogadores em atividade, porém, não restam dúvidas de que Schiavi é o líder junto ao jogador Júnior, ex- São Paulo e Palmeiras  e atualmente no Atlético Mineiro.

Quem assistiu ao jogo Estudiantes x Nacional, válido pela semifinal, pôde comprovar que as qualidades que fizeram de Schiavi um dos líderes do Boca Juniors na primeira metade dos anos 2000 continuam lá: a segurança nas jogadas áereas, o senso de posicionamento, a força física descomunal, o comprometimento com a equipe – quando estava no Grêmio, em 2007, jogou suas últimas partidas com a mesma gana de um iniciante, mesmo sabendo que já seria transferido para o Newells  Old Boys- , e a simplicidade de zagueirão que não tem medo de chutar a bola para lateral quando é necessário. Ou seja, Schiavi, aos 36 anos, continua tão Schiavi quanto sempre foi. Inclusive na fome por títulos.

Julho 4, 2009 Publicado por Madame Li Li | Esportes | | Sem comentários ainda

PVC – “A torcida do Grêmio se sentiu acolhida”

Como se não bastasse a ESPN Brasil, através de seus comentaristas, falarem das declarações de Elicarlos contra Maxi Lopez como sendo verdade absoluta, mesmo não havendo prova alguma do ocorrido, Paulo Vinícius Coelh, agora a pouco, falou sobre a torcida racista do tricolor gaúcho.

Oportunisticamente, a mídia criou um caso de racismo envolvendo a torcida do Grêmio durante a partida de ontem. Criou, isto mesmo. Eu estava no estádio e não ouvi absolutamente nada. Mas era de se esperar que a mídia mentirosa e oportunista criasse um fato destes. A mídia, há tempo, esperava por uma oportunidade pra chamar a torcida gremista de racista.

PVC falou como se o estádio, em uníssono, tivesse chamado Elicarlos de macaco. Mentira. Isso não ocorreu. Manifestações isoladas, se é que ocorreram, não traduzem o que é “a torcida do Grêmio”. PVC, ao comentar o ‘fato’, falou sobre uma declaração do jogador Seedorf, que certa vez disse que “falar sobre racismo gera mais racismo”. Segundo PVC, foi isso que ocorreu ontem. Nas palavras do comentarista, “a torcida do Grêmio se sentiu acolhida pelos fatos ocorridos em Minas Gerais”. Isso mesmo. A torcida do Grêmio. Este bando de nazistas, racistas, antes das declarações de Elicarlos, se continham e não manifestavam todo seu racismo no estádio do time fascista do Grêmio. Agora, porém, é diferente. A torcida do Grêmio, nas palavras de PVC,” se sentiu acolhida”, e, assim, pôde manifestar toda sua fúria racista. A torcida do Grêmio, como um todo, todos os homens, mulheres e crianças brancos, negros, asitáticos, enfim, todos os 46 mil que estavam ontem no estádio com a única preocupação de apoiar o clube do coração.

PVC falou da “torcida do Grêmio”. Não de “alguns baderneiros”, ou de “uma parte pequena da torcida”. Falou da torcida do Grêmio, falou de mim, falou de ti, gremista, que foi ao jogo e nada fez. Para o comentarista Paulo Vinícius Coelho, a torcida do Grêmio, da qual faço parte, se sentiu acolhida pelo “episódio” envolvendo Maxi Lopez. Para o comentarista Paulo Vinícius Coelho (o mesmo que, diga-se de passagem, antes mesmo do jogo do Mineirão se referiu ao Cruzeiro, em ato falho, como ‘finalista’), a torcida do Grêmio é uma grande massa racista, que fica na espreita, esperando fatos como os gerados por Elicarlos para se sentir acolhida e manifestar seu ódio racial.Odioso preconceito

Julho 3, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | 3 Comentários

Discutindo a crise

criseA atual crise econômica pôs em discussão aquilo que há poucos meses era tido como indiscutível: o capitalismo. De uma hora para outra, o bom e velho neoliberalismo claudicou e, hoje, ninguém se atreve a defendê-lo em público. Livros empoeirados do velho Keynes – e do ainda mais velho Karl Marx – saíram do canto das prateleiras e passaram a ser relidos com o fervor de quem procura a cura para uma doença. Como costuma acontecer em momentos como esse, marxistas saíram da toca como formigas provocadas e passaram a picar as pernas de todo mundo com a velha e boa retórica do fim do capitalismo devido aos seus problemas internos. Alguns, porém, vão um pouco além da retórica. É o caso de Istvan Meszáros e seu A Crise Estrutural do Capital (Boitempo Editora, 136 páginas).

Como todos os livros de Meszaros, este é um livro marxista. Duramente marxista. Aliás, poucos dos pensadores modernos são tão irrenunciavelmente marxistas quanto Meszaros – e poucos são capazes de fazer análises tão inteligentes e refinadas do mundo de hoje como ele. Húngaro, ex-aluno de Gyorgy Lukács, Meszaros enxerga no mundo de hoje, e com excelentes argumentos, um momento crucial de crise no capitalismo. Além disso, acredita que é preciso apresentar uma alternativa a esse sistema condenado. Esta alternativa é, naturalmente, o comunismo. Todos sabem o que acontece  num regime comunista e todos sabem que devemos evitá-lo a todo custo. O problema é que comunistas como Meszáros, apesar disso tudo, não deixam de ter razão em muito do que dizem. O que fazemos com eles, então? Não sei. Mas sei que precisamos lê-los.

Onde encontrar: (11) 3875 7250
www.boitempo.com.

Julho 3, 2009 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Literatura | | Sem comentários ainda

Treino é jogo

A torcida do Grêmio mostrou que para ela, treino é jogo. Mais uma vez o time gremista teve o apoio e o carinho de seu torcedor em  momento que busca superação de dificuldades. Mais de três mil pessoas estiveram no Olímpico e a  Geral do Grêmio cantou os tradicionais cânticos de incentivo sob o embalo dos intrumentos. O clima reinante era de confiança e vontade de participar auxiliando o time. Os jogadores sentiram essa vibração. Observamos Maxi Lopez fazendo sinais de empolgação com o ritmo das canções. Aliás, Maxi foi muito aplaudido quando deixou o gramado em clara demonstração de apoio dos gremistas ao centroavante.

Ao final, os jogadores e Paulo Autuori agradeceram o apoio, aplaudindo os torcedores.

DSC02814Torcida entrando no estádio


DSC02815Torcedor com seus bumbos, suas bandeiras e sua esperança

DSC02816

DSC02819.

DSC02823.DSC02834DSC02835Apoio a Maxi Lopez

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DSC02829Jogadores aplaudem a torcida ao final do treino.

Julho 1, 2009 Publicado por blogperspectiva | Esportes | | Sem comentários ainda