PERSPECTIVA

O Indiana Jones brasileiro

 

 

A busca pelo Eldorado e seus assemelhados tem sido, desde o século XVI, um sonho acalentado por muitos aventureiros do Velho Mundo. Um deles – e, talvez, o último deles – foi Percy Harrison Fawcett, coronel britânico que desapareceu em 1925 na Floresta Amazônica na busca de uma cidade perdida. A falta de notícias sobre Fawcett gerou uma série de especulações a seu respeito, transformando-o inclusive em matéria para o cinema: veio de sua história a inspiração para a saga de Indiana Jones.

Fawcett, de André Diniz Fernandes e Flávio Colin (Editora Devir, 40 páginas) é a adaptação da história do explorador britânico para os quadrinhos. O roteirista André Diniz Fernanes, porém, permite-se ter algumas liberdades criadoras, como narrar uma viagem de projeção astral de Fawcett durante o cativeiro entre os índios, onde ele toma contato com a cidade perdida que tanto procura. Trata-se de uma boa história, onde se sobressai o traço de Flávio Colin, um dos maiores desenhistas brasileiros, falecido em 2002. Aliás, Fawcett é um dos pontos altos de sua carreira: por ele, ganhou o prêmio Ângelo Agostini de melhor desenhista, em 2000. Um importante relançamento da Devir, uma das melhores editoras de quadrinhos do país.

 

Onde encontrar:

 

www.devir.com.br

(11) 21278787

dezembro 3, 2010 - Publicado por | Literatura

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