*Depois me cobrem!
Eugenio Brauner*
O Brasileiro 2008 está começando. São 20 equipes na busca do Eldorado! Teremos craques e pernas-de-pau desfilando qualidade e ruindade pelos verdes campos do nosso lindo país tropical durante os próximos sete meses, enquanto a gurizada se tapeia atrás da figurinha carimbada!
Faço aqui, de memória, sem nenhum apoio estatístico ou guia do campeonato, um prognóstico para o Campeonato Brasileiro 2008.
Atlético/MG: depois do que eu vi ontem… Petkovic, Danilinho, Vinícius e Almir. Luta para fugir da guilhotina!
Atlético/PR: o importante, agora, é cobrar os 15 mil das rádios. Quem sabe uma viagem pela Sul-americana em 2009?
Botafogo: se o Cuca e sua trupe não chorar até que dá para fazer bonito. Quem sabe uma viagem pela Sul-americana em 2009?
Coritiba: com o Keirrison indo para o Palmeirison, não sei de nadison. Luta para fugir da guilhotina!
Cruzeiro: se o Adilson Baptista continuar a escalar o time conforme o adversário a coisa vai complicar. Rumo à Copa prometida!
Figueirense: se livrou do Tuta e isso já faz com que o time não tenha mais chances de rebaixamaneto. Não fede nem cheira!
Flamengo: está parecendo o Maguila. Só não pode acusar o golpe. Rumo à Copa prometida!
Fluminense: ainda tenho as minhas dúvidas, mas o plantel é de qualidade. É esperar para ver. Vai se engalfinhar pelo título!
Goiás: o que dizer de um time que toma cinco do Coringão e depois mais três do Itumbiara, gols de Caíco e Basílio. Luta para fugir da guilhotina!
Grêmio: se não melhorar a coisa vai ficar preta. Não fede nem cheira!
Inter: se o Abel não surtar com os seus esquemas táticos (o 4-1-5 ou 3-0-7) as chances coloradas aumentam. Vai se engalfinhar pelo título!
Ipatinga: não deu tempo nem de esquentar o banco. Já caiu!
Náutico: vai melhorar muito com o Roger agora. Luta para fugir da guilhotina!
Palmeiras: tem time e, principalmente, o melhor treinador do Brasil. Vai se engalfinhar pelo título!
Portuguesa: Jesus Christian salvará? É o segundo time de todo o gremista… lá joga o Patrício. Luta para fugir da guilhotina!
Santos: é um grande ponto de interrogação de cabeça para baixo. Quem sabe uma viagem pela Sul-americana em 2009?
São Paulo: não vem jogando nada e quero só ver quando o Imperador for embora. Vai se engalfinhar pelo título!
Sport: é só algum time paulista oferecer 50 centavos que o Nelsinho Baptista sai correndo. É o quarto time de todo o gremista pelo simples fato de Sandro “Bate em todo mundo” Goiano desfilar o seu futebol na Ilha. Quem sabe uma viagem pela Sul-americana em 2009?
Vasco: só sei que nada sei. Não fede nem cheira!
Vitória: é o terceiro time de todo gremista. Campeão baiano com O Mancini no comando. Não fede nem cheira.
*Eugenio Brauner não é nenhum Walter Mercado, é apenas Eugenio Brauner.E colorado,muito colorado.
Amy passeando em Londres
A Amy é assim: de vez em quando faz uns barracos, grita que é uma lenda, vai presa. Na outra semana tá tranqüila, passeando calmamente pelas ruas de Londres.

Vendetta ou Os imperdoáveis
Eugenio Brauner*
Dez anos atrás. Eu estava presente no “dia das camisetas queimadas”. Inter zero, Juventude quatro. Tomei um banho de bola, com direito ao Maurílio me mandar calar a boca, um banho de chuva, perdi-me do meu irmão que ficou com o dinheiro e as passagens do ônibus no bolso das calças. Resultado: uma caminhada do Beira-Rio até em casa – ali ao lado do Shopping Total – remoendo o resultado sob uma garoa fina e gelada.
Mas ontem foi tudo diferente. Não me perdi, nem tomei banho de bola. Chovia? Só lembro de uma chuva de gols. Um ciclone no Rio Grande do Sul? Era Fernandão, só podia ser.
Porque, nos meus 26 anos, eu nunca vi um time querer humilhar tanto um adversário. Nunca. E foi isso que aconteceu na tarde de ontem. Qualquer time que faz quatro ou cinco, reduz a marcha e começa a tocar a bola de lado, fazer firulas e praga e tal. Mas o Colorado não – ainda mais quando se trata de um jogo contra o Juventude! E qualquer torcedor sabe que o mais humilhante do futebol são as goleadas e não as embaixadinhas ou os chapeuzinhos, não são mulisquetas ou patuscadas. Futebol é gol. E quanto mais, melhor.
O Inter foi implacável como um William Munny, de Os Imperdoáveis.
Ontem foi a vendetta dos colorados. Demorou dez anos para tanto. Ficamos com aquilo guardado, crescendo a cada jogo e a cada comentário do Wianey ou do Hiltor falando da touca e das leis de Murphy. E a sabedoria é mesmo popular quando diz que a vingança é um prato que se come frio, porque até mesmo Clemer, ou melhor, o Chicão dos rachões pré-jogo, fez gol. De pênalti. Com direito a cavadinha e tudo. Como um tiro de misericórdia, como se tudo estivesse planejado entre Abel e seus comandados, à Godfather.
Arrisco dizer que melhor do que ter ganho o “Entreveiro Pampeano”, como diz o Cláudio Cabral, foi a forma como o Inter sobrepujou o adversário esmeraldino: sem dó, nem piedade, como um sádico. Não houve nem ajudinha do juiz – para os tricolores não envaretarem, como o ocorrido contra o Paraná.
Foi na bola, na vontade, na sede de vingança de todos nós colorados.
Ah, a alma lavada!
* Eugenio Brauner é campeão gaúcho e não usa touca.
Parabéns aos campeões
Parabéns Vagner Mancini- campeão baiano de 2008
Parabéns Sandro Goiano- campeão pernambucano de 2008
Parabéns Diego Souza-campeão paulista de 2008
Parabéns Gavilan- campeão carioca de 2008
Nova camisa do Grêmio
Mais um ano que a Puma estraga a camisa Tricolor. Eu imaginava que era impossível repetirem o fiasco de 2007, quando lançaram uma camisa Tricolor cheia de “novidades”, com listras pretas mais finas que as azuis e um tecido repuxado, claramente de segunda linha. Mas esse ano a Puma se superou. Como se não bastasse terem mantido as listras pretas mais finas (que, sinceramente, parecem mais grenás do que pretas) , inventaram uma faixa azul nas costas, logo abaixo do número. A numeração é ridícula, feita com um amontoado de bolinhas (sim, esta é a única maneira que encontro pra descrever aquilo).
E, por favor, não venham dizer que isso é “cornetear o manto” e que “compra quem quer”. Ora, todos os gremistas que se prezem deveriam querer comprar a camisa. Devem ser punidos por seu fanatismo, vendo-se forçados a adquirir uma camisa com um modelo ridículo?(isso que ainda nem vimos o tecido utilizado) E, como consumidores, possuem direito de se manifestar contra a imposição deste modelo, que, por sinal, a Puma usa em todos os uniformes que fabrica.
Inaceitável é ficar quieto, sem reclamar, enquanto a Puma impõe esse padrão horroroso na camisa do Grêmio.
Obs. Sejamos justos: a nova camisa branca é muito bonita.
Manchester na final
E o Manchester United eliminou o Barcelona. Depois de um primeiro jogo completamente desigual a favor do Barcelona, o Manchester conseguiu neutralizar os espanhóis e com um gol aos 14 minutos, em um chute espetacular de Paul Scholes, definiu a partida.
Com uma escalação para lá de esquisita, o Manchester entrou em campo como em Barcelona: sem criatividade. Até que Zambrotta errou e a bola sobrou para os pés do rocket launcher inglês.
Mesmo com Messi inspirado, não houve como reagir. O Barcelona ressente-se demais do seu camisa 10. O sonho do Tri foi adiado - para os espanhóis, já que o Man Utd segue.
Amanhã tem Chelsea x Liverpool.
Jardel, coragem e dignidade
Jardel, ex-centroavante do Grêmio, deu uma entrevista exclusiva para o Esporte Espetacular neste domingo, na qual falou em como o uso de drogas, especificamente de cocaína, prejudicou sua carreira.
Foi emocionante, principalmente para os gremistas que puderam perceber que o carinho que sentem pelo atacante é correspondido. O atacante deixa claro que a cocaína surgiu após um período que envolveu sua separação e a depressão oriunda disso. Com más companhias, Jardel foi alvo fácil do sedutor mundo das drogas. Nota-se na voz de Jardel uma certa nostalgia, adicionada de tristeza: tristeza por ter trilhado este caminho, nostalgia ao lembrar dos bons momentos pelos quais passou. É evidente a infelicidade de Jardel por ter se deixado iludir em um momento de fraqueza por algo que é feito, justamente, para seduzir e enganar.
Jardel deixou claro que o que ele fez não serve de exemplo para ninguém. As drogas, muito mais do que diminuir seu rendimento, lhe deixaram enfraquecido e sem confiança. Diz que agora é diferente, e que pretende mudar, voltar atrás, recuperar o tempo perdido. E que os atos que cometeu não servem de exemplo para ninguém.
Que a mensagem de Jardel seja ouvida, fazendo calar aqueles que consideram modelo de liberdade fazer apologia às drogas. O atleta teve a coragem de escancarar suas mazelas dando, agora sim, um grande exemplo ao mostrar que as drogas longe de significarem liberdade, constituem-se numa prisão e em submissão. Coragem não é cantar apologia às drogas, e sim admitir publicamente o erro cometido e pedir que seu exemplo não seja seguido. Isso é coragem e evidencia grandeza e dignidade.
Força, Jardel.
A Síndrome dos Anos 90
por Eugenio Brauner*
A bola mal havia rolado na grama, uma ou duas bicas daqui, um levantamento acolá e pronto. O volante Jonas é abalroado pelo trem-expresso Índio e sai do estádio de ambulância rumo ao hospital.
Os jogadores colorados, impressionados com o lance ou acometidos pela “Síndrome dos Anos 90″ param em campo e o Paraná chegou ao gol.
Quarenta mil corações apertados, porque diante dos olhos de qualquer torcedor colorado, mesmo daqueles que gritavam feito malucos “vamo Inter! Vamo Inter!”, passavam velhos filmes. Não que eles tenham saído em massa do estádio para irem ao Cinemark. Não foi isso. Foram os Remos, Londrinas, Cearás e Paulistas que vieram à tona.
Porque qualquer torcedor nascido nos anos 80 e que começou a gostar de futebol nos idos 1990 – pelo menos a entender – estava acostumado com os Gerônimos, Grizzos, Mixiricas, Josués Mendonça e Magnuns que marcavam gols no colorado pela Copa do Brasil a torto e a direito. Fábio Luís seria apenas mais um na lista.
Este torcedor também estava acostumado a não se classificar por uma vitória que não acontecia, um ponto ou um gol no saldo que não tinha. E, pior – infinitamente pior –, via o sucesso do rival.
Mas o filme que (re)começava não era esse. Logo em seguida o gol de Andrezinho e a torcida podia gritar a plenos pulmões: “adeus Bragantinos e Josués! Adeus!” No Gigante o espírito era o de 2006. “Olá São Paulo e Barcelona, América e Mundo!”
Acredito que a tamanha repercussão do jogo de quarta-feira tenha sido por isso: pela “Síndrome dos Anos 90″, por um time que sempre fazia fiasco diante dos pequenos, que não virava e revirava jogos, que aceitava, enfim, o resultado adverso com naturalidade.
Tenho pena dos tricolores, mas nós, COLORADOS, passamos por isso e sobrevivemos. Talvez tenha sido essa doença que tenha forjado o caráter e a alma colorada de agora e que nos deixa em êxtase desde quarta-feira.
Inter - na superação!
O desempenho colorado no jogo contra o Paraná que o levou para as quartas-de-finais da Copa do Brasil evidencia um time que demonstra capacidade invejável de superar adversidades. Necessitando de uma vitória com tres gols de diferença , foi surpreendido aos 3 minutos de jogo com abertura do placar pelo Paraná. Não se acovardou e fez valer sua supremacia técnica, vencendo o jogo por 5 x 1 .
Não vimos o jogo, em virtude da absurda decisão da empresa que detém o monopólio das transmissões, impedindo a venda de pacotes dos jogos da Copa do Brasil. Como não vimos, não emitimos opinião. No entanto, o resultado fala por si mesmo e não é preciso ter assistido o jogo para constatar a capacidade dos colorados - capacidade esta que, inclusive, lembra muito a conhecida garra de um certo clube que ora passa por momentos complicados.
Leo e Perea brigam em treino do Grêmio
Que fase. Mediocridade, falta de harmonia, desunião e barraco. Alguém sabe qual é a profundidade do poço?
São Jorge, padroeiro dos guerreiros
“São Jorge matando o Dragão”, relevo em mármore de Donatello, Museu del Bargello, Florença-Itália
.
Eu pediria para ser campeão da Copa do Brasil e da Série B (do Campeonato Brasileiro)”
Herrera, atacante do Corinthians, quando lhe perguntaram o que pediria para São Jorge, padroeiro do time paulista, neste 23 de abril.
São Jorge é um dos santos mais populares da Igreja e, talvez por isso, um dos mais requisitados para o cargo de padroeiro. Além do Timão, o guerreiro nascido na Capadócia (região da atual Turquia ) abençoa a Catalunha, a Inglaterra, a Lituânia, a Geórgia, Moscou, Gênova, várias ordens militares e instituições do mundo inteiro. Mas será que é apenas o grande número de fiéis que dá a São Jorge toda essa importância, digamos, institucional?
Primeiro, cabe perguntar o que um clube de futebol, nações, cidades e exércitos têm em comum. Resposta: a luta. Seja no campo de jogo ou no campo de batalha, jogadores e soldados recebem o nome de “guerreiros” por aqueles que torcem pelo seu sucesso. E São Jorge é o santo guerreiro por excelência, aquele que, mesmo nos piores momentos, jamais perde a fé na vitória. Não lhe faltou chance para provar isso. Soldado romano, erguido à condição de membro da corte numa época de violenta perseguição contra cristãos, Jorge fez defesa apaixonada do cristianismo diante dos seus próprios pares. Perguntado sobre o que era o cristianismo, Jorge respondeu: “É crer na Verdade”. Ao que um cônsul perguntou: “E o que é a verdade?”. E ele respondeu: “A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.”
Não é preciso dizer que, naquela época, quem fizesse semelhante defesa apaixonada do cristianismo era imediatamente morto. Não foi o caso de Jorge: primeiro, o imperador pediu que ele fizesse uma retratação pública. Não o fez. Depois, mandou torturá-lo de várias maneiras. Também não obteve sucesso. Aliás, conforme o processo de “persuasão” avançava, Jorge ganhou cada vez mais notoriedade e respeito por parte da população, - incluindo aí a própria mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Quando enfim foi degolado, no dia 23 de abril de 303, já era uma figura célebre pela sua resistência e fé incomuns.
A imagem clássica de São Jorge lutando contra o Dragão dá bem a noção da mensagem que São Jorge passou para a humanidade. Mesmo contra um adversário muito maior e armado apenas de uma lança, Jorge joga-se sobre ele com a confiança daqueles que nada temem porque têm ao seu lado um aliado indestrutível que jamais os abandona mesmo depois da morte. Como os georgianos, que homenagearam o santo dando-lhe o nome da pátria. Como os soldados ingleses nas cruzadas, que morreram com a cruz estampada na bandeira. Como os “sofredores” da torcida do Corinthians, que vêm o time rebaixado e humilhado mas mesmo assim lotam os estádios em todo o país. Como todos, enfim, que buscam um espelho de força e garra para as lutas que o homem é obrigado a enfrentar diariamente.
Direção do Grêmio - Quer ir para a Série B?
Na Zero Hora de hoje saiu a notícia de que, até agosto, a Direção do Grêmio não pretende contratar nenhum jogador de grande expressão. Por “grande expressão” entenda-se algum jogador que seja reconhecido, ao menos, por alguma qualidade técnica.
Krieger, para justificar esta falta de iniciativa, diz que é impossível tirar jogadores de clubes como Palmeiras e São Paulo. Interessante, tendo em vista que logo após o Grêmio perder para o Atlético-GO, especulou-se que Hugo estaria voltando. O Grêmio não quis, de acordo com o presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio. Vejamos algumas das notícias que veicularam na mídia sobre a possível volta de Hugo:
28/03/2008 Hugo já queria sair, explica Muricy
-Fizeram um barulho enorme por causa disso. Ele está pedindo para sair há algum tempo e o clube está deixando. Ele é um profissional correto, mas está querendo voltar para o Sul, a esposa é de lá. Quando não está contente tem que sair - resume o treinador.”
01/04/2008 Muricy confirma liberação de Hugo
- Conversamos com ele e eu disse que eu o liberaria para negociar com outro time, porque ele já não está mais feliz aqui. O Hugo até me agradeceu, porque disse que agindo assim eu o estaria ajudando. Mas ele tem um potencial enorme, é uma pena que não tenha dado certo
E, por fim, dia 18/04 Juvenal Juvêncio falou sobre a permanência de Hugo:
- Hugo foi afastado porque não estava feliz. Jogador que não tem alegria não joga. Ele queria ir para o Sul (o Grêmio tinha interesse), porque a mulher dele estava grávida. Ele pediu para sair, só que nada do ele estava esperando deu certo.
O São Paulo, conta o presidente, ficou esperando propostas. Mas elas não apareceram…
- O Grêmio não veio e nem o time da Coréia que ele estava esperando. Acho que a ficha dele caiu e ele mudou de idéia, passou a treinar bem. O Milton (Cruz, auxiliar técnico) disse que ele estava treinando com vontade e eu falei “bota ele para viajar pro Chile”. Foi isso o que aconteceu.
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O “Grêmio não veio”. Graças à inércia da direção gremista Hugo não foi contratado. Está mais do que claro que o atleta é considerado um estorvo no São Paulo, alguém que dificilmente será aproveitado e que, aparentemente, só ocupa lugar no grupo. No atual elenco do Grêmio, Hugo seria de grande valia. Mas a direção gremista não quis.
Além disso, Tcheco e Saja estavam se oferecendo para vir jogar aqui. Como se não bastasse terem formado um grupo medíocre, de jogadores sem qualidade e sem carisma, a direção do Grêmio ainda se dá ao luxo de negar a vinda destes dois atletas. Segundo Krieger “Tcheco não seria aproveitado” e “nós já temos um goleiro”. Ora, qualquer pessoa que entenda o mínimo de futebol sabe que em um grupo ridículo como esse do Grêmio um jogador como Tcheco seria um sopro de inteligência e visão de jogo em campo (ao lado de Roger que, certamente, se sentiria aliviado de ser não ser mais a única cabeça pensante do time). Ainda, qualquer criança que goste de futebol sabe que um clube de nível não tem apenas um goleiro.
Tcheco e Saja viriam, provavelmente, apenas pelo salário. Mas a direção não quer. A direção diz que não pode comprometer as finanças e o torcedor, irritado e frustrado, ainda tem que ouvir declarações como esta, de Celso Roth:
“-A torcida está frustradíssima com tudo e com todos, mas seria uma irresponsabilidade fazer qualquer coisa que atentasse contra o equilíbrio financeiro da instituição.”
Esse tipo de declaração além de irritar, ofende a inteligência do torcedor. Então trazer jogadores como Tcheco e Saja seria atentar contra o “equilíbrio financeiro da instituição”? Devemos aceitar, então, que o Grêmio, ao demitir um técnico como Mancini, forçando-se a pagar um milhão de multa ao mesmo, não é algo que comprometa as finanças? Devemos aceitar que trazer jogadores que não atuam há mais de 5 meses não é uma atitude temerária? Que formar um time de atletas fracos e trazer (e MANTER)um técnico reconhecidamente fracassado, o que culminou em não só uma, mas DUAS desclassificações, que fizeram com que o Grêmio deixasse de faturar R$6 milhões, nada disso é atitude irresponsável? São todas atitudes de direção competente, que sabe o que faz?
Faz-me rir. A direção do Grêmio vem, dia após dia, tomando atitudes irreponsáveis. Estas atitudes irresponsáveis desmotivam a torcida. Um torcida desmotivada significa perda de sócios, perda de movimento no Olímpico e, conseqüentemente, perda de renda para o clube. Entendo que se pense com comedimento. Porém, a direção gremista não pensa com comedimento: a direção gremista pensa pequeno. Sob a desculpa de estar controlando os gastos o Grêmio gasta com jogadores medíocres e gasta com um técnico medíocre. Conseqüentemente, gasta e não ganha nada em troca, tendo em vista que é um dinheiro claramente “jogado fora”, em um grupo totalmente sem capacidade de dar retorno. Muito diferente de quando se investe em jogadores que são aparentemente “mais caros”, mas são capazes de fazer o clube andar pra frente, conquistando títulos e motivando a torcida.
Ao prometer reforços apenas a partir de agosto a diretoria do Grêmio praticamente admite que o objetivo doclube será apenas lutar para não cair. E olhe lá. Trata-se de um time sem técnico, sem fibra e sem carisma, incapaz de motivar a torcida. Torcida esta que, nos últimos anos, era o 12º jogador, levando, ao lado de Mano Menezes e de um grupo de jogadores totalmente comprometido, o Grêmio à conquistas inimagináveis, tendo em vista que em 2005 vivia o inferno da série B. Sem a torcida, sem jogadores capazes e sem uma direção que entenda o que o Grêmio precisa. Mas com Roth, com um grupo de jogadores fraco e com uma direção irresponsável. Alguém arrisca dizer aonde isso vai chegar?
Ps. este blog avisou o que estava por vir:
Grêmio 2007 - O fim de uma ilusão
Grêmio 2007 - Quem veio já foi
Sandro Goiano e William: o desrespeito confirmado
Que atitude rasteira, parte II
Celso Roth, o perfil de treinador que Paulo Pelaipe queria
Krieger e a Série B
Em entrevista à Rádio Gaúcha na noite desta sexta-feira, o novo diretor de futebol de futebol do Grêmio, André Krieger, deixou alguns assuntos bem esclarecidos para a torcida tricolor. Destacamos dentre eles:
-Estamos atentos ao mercado
Não se engane: essa frase foi, sim, proferida pelo diretor de futebol do Grêmio. Talvez ele tenha se inspirado em Vitório Pífero.
- [Sobre Tcheco]
“(…)Há a convicção de que por ora ele não seria aproveitado, não teria a utilização necessária. Trabalhamos com escassez de recursos e temos a expectativa de que o contratado venha efetivamente para jogar.”
Me preocupo em tentar entender como Krieger acredita que Tcheco não seria aproveitado no atual grupo do Grêmio. Duas possibilidades: falta de condições físicas ou falta de espaço devido à qualidade do plantel atual.
Vejamos:
Quanto à falta de condições físicas, seria até irônico imaginar-se que Krieger estaria vetando Tcheco por essa razão. Tcheco está atuando regularmente por seu clube, logo, tem condições físicas. A não ser que para o Grêmio a plenitude de condições físicas de um atleta seja um empecilho para sua contratação. Ou, ainda, talvez o Grêmio considere que um jogador está em plena forma quando o mesmo encontra-se há mais de 5 meses sem atuar, casos de Kelly, Rodrigo Mendes, Júlio dos Santos, Júnior dentre outros. Lembrando que de lá para cá mudou apenas o diretor de futebol. A direção continua a mesma e, provavelmente, mantém padrão no critério utilizado para a contratação de atletas. Critério este que descarta Tcheco, que está em forma e jogando por seu atual clube.
Caso Krieger acredite que Tcheco não jogaria por não haver espaço para ele devido à imensa qualidade do atual plantel, deixo aqui uma singela imagem:
[Sobre Saja]
“(…)Nós não pensamos em goleiro pois, na nossa ótica, temo já um goleiro que atenda as exigências. O Victor vem de lesão, mas já está reintegrado ao grupo e está treinando normalmente.”
É. O Victor se lesionou. Sabe-se lá se voltará em condições. O fato concreto é que o Grêmio tem, atualmente, apenas Victor como goleiro digno de ser titular. Afinal, ano passado o clube fez questão de se desfazer de Cássio. O retrospecto do Saja foi excelente. 59 jogos e 64 gols sofridos. Se formos levar em conta que o goleiro jogou com uma zaga desmantelada por boa parte do Campeonato Brasileiro antes da afirmação de Leo, perceberemos que Saja é digno de vestir a camisa do clube.
Todavia, Krieger parece não se preocupar com isso. Temos um, e apenas um goleiro. E para o diretor de futebol gremista isso basta.
[Sobre Celso Roth]
Nós trabalhamos em 99, tivemos até, na oportunidade, a satisfação de conquistar dois títulos, a Copa Sul e o Campeonato Gaúcho, e ali eu vi o método de trabalho do Celso e passei a, digamos, respeitá-lo como profissional. É um treinador trabalhador, sério, tem lá seus problemas, principalmente de relação interpessoal, tido e havido por alguns como turrão, antipático, seja lá o que for. Eu não estou aí para medir a simpatia de ninguém, eu quero que trabalhe e trabalhe bem, e a convicção de que ele trabalha, e trabalha BEM eu tenho. Muito embora eu tenha recebido carta branca do presidente, entendi que (mantendo Roth) estaria agindo, inclusive, de forma politicamente incorreta, mas estaria agindo de acordo com minhas convicções. [...]As pesquisas estão aí (que confirmam a intolerância dos gremistas com Celso Roth). Prefiro errar pela minha cabeça do que pela cabeça dos outros.
Krieger respeita Celso Roth. Krieger o acha um trabalhador e, pelo visto, acha que ele trabalha BEM. É sua convicção. Krieger acredita piamente que Celso Roth é bom treinador. Baseado em quê? Bom, isso já é um mistério. É sua convicção, como ele tanto gosta de repetir. E prefere errar por sua cabeça do que pela cabeça dos outros. Gremistas, lamentem: o tricolor está refém de um Diretor de Futebol que, além de não se importar com os apelos do torcedor, acredita no trabalho de Celso Roth.
- [Sobre reforços]
O nosso cálculo é um número de cinco contratações. (repórter pergunta se virão jogadores a nível de titularidade) A titularidade é relativa, pois se todos derem o retorno que a gente espera…quem sabe? Não podemos esquecer que alguns juniores que foram lançados recentemente pelo Celso estão se destacando. Enfim, o número é de cinco, a nossa idéia é que venham para jogar, para agregar. Agora se vão ser aproveitados como titulares ou não nós entregamos para o futuro.
Traduzindo:
-titularidade é relativa:
Provavelmente virão jogadores desconhecidos ou odiados por seus clubes de origem. Se dermos sorte terão nível para titularidade.
- Não podemos esquecer que alguns juniores que foram lançados recentemente pelo Celso estão se destacando:
Tentativa de se esquivar da pergunta sobre a titularidade, deixa implícito que Maylson e cia. servirão de base para a formação do time.
- enfim, o número é de cinco, a nossa idéia é que venham para jogar, para agregar. Agora, se vão ser aproveitados como titulares ou não nós deixamos para o futuro:
Resumindo: virão cinco jogadores, provavelmente cinco apostas e o futuro irá dizer se eles serão titulares ou não.
- [Sobre a segunda divisão]
Garanto que não. Primeiro vamos dar ao Celso condições para ele desenvolver o trabalho. Caso as coisas não evoluam nunca é tarde para repensar.
Vejamos: Celso Roth nos eliminou de duas competições. E, mesmo assim, Krieger o manteve como técnico. Ainda não é hora de mudar.
Aparentemente, o “nunca é tarde” de Krieger ocorre quando o time estiver lá embaixo, brigando para não cair.
-”Estamos trabalhando muito para montar uma equipe de futebol. Idealizamos um modelo, e o jogadores que estamos procurando são jogadores que estão dentro deste modelo. Este é o perfil.”
Há mais de uma semana fomos desclassificados da Copa do Brasil. Desde então foram especulados Hugo, Tcheco e Saja, todos prontamente descartados por Krieger.
Amaral, do Vasco, foi especulado. Krieger confirma as negociações. Então, aparentemente, o modelo , o perfil buscado pelo Grêmio é um no qual Amaral se encaixa? Amaral está dentro deste modelo de time?
Temo pelo futuro.
-“Moldamos um modelo e estamos em busca de jogadores dentro deste modelo. Esperamos a abertuda do outro mercado para, então, buscar aquele toque de qualidade. [...] Não vamos correr risco de cair. Entramos no campeonato brasileiro com objetivo de ser Campeão e no minímo uma vaga para a Libertadores.”
Cair para a série B não deveria, jamais, ser preocupação de uma torcida que há menos de um ano quase conquistou a América. Que há um ano via seu time ser bi-campeão gaúcho.
Como esse time e esse treinador o Grêmio não terá chances de ir para a Libertadores. E certamente não é a vinda de Amaral que mudará isso. O que o Grêmio precisa agora é de jogadores que vistam a camisa, mas estes, aparentemente, não servem para o Grêmio de Krieger.
Krieger ainda confirmou que Amaral está sendo sondado. Abaixo, alguns comentários de torcedores vascaínos sobre a saída de Amaral, na comunidade do clube no Orkut. Percebam o “desespero” dos vascaínos.
“FIQUE UM BOM TEMPO POR LÁ”
“Adeus, Aleluia e 1st Page!”"
“ALELUIA!!!!!!!
“REDUÇÃO DE 100% DE INFARTES EM VASCAÍNOS!!”
“boa sorte amaral
que vc possa fazer no gremio o que fez pelo vasco, ituano e paulista
OU SEJAA, NADAAA”
” Que você e o Celso Roth oficializem logo essa união e sejam felizes para sempre LONGE DO VASCO.”
” O Roth realmente odeia o Grêmio”
“coitados do gremistas…hahah”
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É triste perceber que a direção gremista continua insistindo em transformar o clube em motivo de piada.
Tcheco e Saja - uma nova esperança
A história do Grêmio é marcada pela existência de ídolos imortais. Renato Portaluppi, Dinho, Danrlei, dentre outros, são os homens que ajudaram a construir esta história. Jogadores que hoje em dia são, também, sinônimo de Grêmio. Retrataram, cada um em sua época, um espírito que marcou gerações e que ajuda a servir de base para moldar o conceito de “ser Grêmio”.
É interessante perceber que o tempo é o maior responsável por dar às coisas seu devido valor. É ele que, a medida que passa, faz com que, quando nos confrontamos com uma realidade dura e severa, nos sintamos muitas vezes saudosos de uma época a qual talvez não tenhamos dado o devido valor.
Nos recém chegados buscamos, ininterruptamente, identificar algum jogador que alie qualidade e retrate este espírito. Alguém que seja “a cara do Grêmio”. É engraçado, mas quem me vem à cabeça é Roger. Um dos poucos que parece ter vestido a camisa de verdade, que parece comprometido.
No ano de 2007 muitos dos jogadores que atuaram no Grêmio assumiram a camisa como segunda pele. Era como se, novamente, os jogadores enxergassem a camisa do clube não só como uniforme de trabalho, mas sim algo que já pertencia a eles, algo que os movia, muito mais do que qualquer outra coisa. Saja e Tcheco faziam parte desse grupo. Olhar o Tcheco em campo era olhar o Grêmio. Nele se identificava vontade de vencer, inquietação com as injustiças, ligação com a torcida e amor ao clube. Tcheco nem havia saído e já se mostrava disposto a voltar.
Saja pode nos ajudar a sair do fosso
Situação semelhante ocorreu com Saja. Até hoje, quando vejo a camisa preta, é como se estivesse vendo Saja no gol. O goleiro que, a cada gol feito pelo time, vibrava como se tivesse sido marcado por ele. Que após vitórias inesquecíveis corria em direção às arquibancadas e jogava a camisa aos torcedores. Que chegou apaixonado pelo San Lorenzo mas, ao sair, já era totalmente gremista. Saja, como Tcheco, saiu prometendo voltar. Mal deixou Porto Alegre e já estava com saudades.
É este tipo de ligação, de identificação, essa sintonia perfeito que faz com que a torcida por um clube valha a pena. É perceber que aquela camisa é capaz de inspirar o jogador a querer pertencer ao seleto rol de imortais. É o sentimento que se tem ao perceber que o jogador que veste a camisa do Grêmio É o próprio Grêmio. É o clube, personificado na forma de 11 atletas. É a camisa do clube, sendo honrada e respeitada, sendo vestida como se fosse um manto.
Para jogar no Grêmio não basta apenas treinar diariamente e jogar as partidas de maneira burocrática. Tem que haver comprometimento com o clube, e não apenas com ambições pessoais. Para jogar no Grêmio é preciso que a camisa seja como uma extensão da pele do jogador, é necessário que o torcedor perceba isso.
As recentes notícias veiculando possibilidade de Saja e Tcheco retornarem ao Grêmio nos reacende a esperança de que, com eles, além das inegáveis qualidades em campo, retorne aquele espírito positivo e vibrante de 2007, aquele comprometimento com o tricolor e sua torcida. Nesse momento difícil seria como uma luz no fim do tunel.
Paulo Odone e suas “pérolas”
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Paulo Odone elogiou Celso Roth nesta sexta-feira. Vamos por partes:
- As referências que tenho do Celso são sempre boas. O Eurico Miranda (presidente do Vasco) me parabenizou pela contratação dele. O presidente do Palmeiras (Affonso Della Monica Netto) me disse que ele era o melhor treinador que passou por lá - afirma Odone.
É deboche, presidente?
Celso Roth é o melhor treinador que passou pela Palmeiras? Melhor que o Felipão? E, realmente, sua passagem pelo Vasco foi excelente: de “quase-classificado-para-a-Libertadores” para “quase-rebaixado“.
Só pode ser piada.
- Ele tem, lá do passado, essa imagem de turrão, mas hoje é muito mais aberto - comenta.
Não é o fato de ele ser “turrão” que nos preocupa.
- Se os torcedores, naquele momento, tivessem apoiado o treinador, eu estranharia. Precisamos lembrar que o Felipão também passou por isso. E o mesmo aconteceu com o Mano. Não dá para tomar uma decisão em cima da reação da torcida - diz Odone.
Odone, por favor, tenha dignidade. Pare de utilizar os nomes de Luís Felipe e Mano Menezes. Felipão e Mano foram vencedores. Pare de banalizar a história do Grêmio, utilizando-a para que sirvam de distração, na tentativa de que a torcida volte a ficar esperançosa. Os sucessos obtidos por Luís Felipe e Mano não são indicativo de que Celso Roth vá prosperar. Ademais, Celso Roth já provou sua incompetência outras vezes, em outras equipes. Ele não é um técnico desconhecido, que busca seu espaço, muito pelo contrário: é reconhecido nacionalmente por sua incapacidade de ganhar títulos.
Chega de comparar qualquer um com Felipão, ou com a trajetória de Felipão. Chega de dizer frases de estilo “o time de 95 também foi montado com baixos recursos”. Chega de falar que também, no início, a torcida era contra Mano Menezes. Chega de utilizar o passado para justificar os erros atuais.
O Grêmio de 2008 está assim porque a direção errou. É inadmissível que isso tenha ocorrido em um clube do porte do Grêmio, atual time vice-campeão da América, bi-campeão do Estado, que havia vendido Lucas, Carlos Eduardo e Cássio em 2007. Um clube com 50 mil sócios. A direção, e ninguém mais, fez crescer uma crise que não deveria existir, através de investimentos mal-feitos e de uma operação desmanche que não deixou pedra-sobre-pedra no Olímpico. Agiu como se o Grêmio fosse um daqueles clubes pequenos, que deve se desfazer de todos os bons jogadores ao final da temporada, aproveitando a valorização oriunda de um sucesso eventual.
Espera-se que a partir de agora a direção gremista admita seus erros e os conserte, antes que seja tarde demais.
Aula magna na PUCRS com futuro presidente do STF
A Faculdade de Direito da PUCRS promove aula magna na próxima sexta-feira, 11 de abril, às 19h30min, tendo como convidado o futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Direitos fundamentais na jurisprudência do STF será o tema do encontro que ocorrerá no Centro de Eventos da Universidade, prédio 41 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A atividade tem entrada franca e também será transmitida on-line através de link disponível na página da Faculdade (www.pucrs.br/direito).
Em recente encontro na Câmara dos Deputados, o ministro disse que o Brasil vive um quadro de caos legislativo, o que contribui para entulhar de processos o Judiciário. Segundo ele, o emaranhado de leis existente no País faz com que ninguém saiba o que está em vigência. Crítico da profusão de medidas provisórias baixadas pelo Executivo, prega a regulamentação pelo Congresso do uso desse instrumento.
Também tem se manifestado sobre temas atuais da vida nacional, condenando, por exemplo, a prática de elaboração de dossiês contra adversários políticos: “Se de fato alguém pratica esta política de levantamento de dados para vazar com o intuito de formar dossiê é lamentável; se isso se pratica no âmbito do governo é lamentável. Acho que até não é uma prática condizente com o estado de direito democrático”.
Mendes critica ainda os excessos jurídicos, que obrigam o STF a reformar cerca de 60% das decisões relativas às prisões preventivas, com o atendimento de habeas corpus contra decisões de juízes de primeira instância, e a falta de fiscalização dos próprios juízes no acompanhamento das escutas telefônicas. “Muitas vezes, antes mesmo do juiz ter acesso ao conteúdo de escutas autorizadas judicialmente, ele vê o vazamento das escutas em jornais de grande circulação ou em emissoras de televisão de grande audiência”.
Caia, Pelaipe
Tenha dignidade.
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Analisemos, em tópicos, o Grêmio que foi eliminado precocemente do Gauchão.
-Grêmio não contou com muitos jogadores que atuaram em Caxias
Verdade. Porém, é também uma desculpa esfarrapada.
Em Caxias o Grêmio teve uma atuação ridícula, talvez quase tão ridícula quanto a de ontem. O Juventude teve diversas chances de ganhar a partida no jogo realizado no estádio Centenário.
É desculpa esfarrapada afirmar que as ausências de jogadores como, por exemplo, Reinaldo e André Luis, comprometeram o desempenho tricolor. Como se Reinaldo e André Luis fossem essenciais ao time. Como se fosse cabível que a ausências de tais jogadores fosse considerada decisiva para o massacre ocorrido ontem.
O grupo é ruim, assim como o time titular. Somado a isso, a maneira ridícula como Celso Roth arma o esquema e acontece o inevitável: apresentações ridículas, covardes e sem fibra.
Nunes culpado?
Mentira e desculpa esfarrapada.
Nunes é o bode expiatório. Como se Nunes fosse o responsável pela patética partida do Grêmio. Nunes que, segundo Celso Roth, deve ser o primeiro volante porque Eduardo Costa é SEGUNDO volante. Entende tudo o nosso treinador.
Nunes não deveria ter sido escalado. Mas afirmar que Nunes é o culpado pela derrota é ser simplista demais.
Comentários de Pelaipe, Roth e Odone na ZH
É rir para não chorar.
Roth: “Se eu corro risco de demissão com apenas duas derrotas e quase 80% de aproveitamento? Acho que a direção pode responder melhor.
80% de aproveitamento. Em um campeonato de pontos corridos isso seria fantástico. Porém, parece que Roth esquece que de nada adianta ganhar (com apresentações em sua maioria ridículas ) de Novo Hamburgo, Caxias e Santa Cruz se, chegando às quartas de final do Campeonato Gaúcho, do qual somos bi-campeões, não conseguimos nem sequer jogar de maneira decente contra o Juventude.
Odone:Não há crise aqui. Vamos fazer uma oração, um serviço para não perdermos mais jogadores.
Crise? Que crise? Ser eliminado nas quartas-de-final do Gauchão, tomando 3 gols em casa? Não, isso não é crise. A culpa é do azar. É mais fácil culpar o azar.
Pelaipe: A pergunta sobre troca de treinador é ridícula. Roth tem capacidade e vai dar a volta por cima. É sério, trabalhador. Mancini saiu porque, com ele, poderíamos ter sido eliminados ainda antes. Não posso falar do que vai acontecer depois de quarta. Não tenho bola de cristal.
Analisemos esta pérola por partes:
“A pergunta sobre troca de treinador é ridícula”
Não, Pelaipe: ridículo é ser eliminado nas quartas de final do campeonato gaúcho, tomando três gols do Juventude em casa. Ridículo é ver Eduardo Costa jogando ao lado de Nunes, uma escalação covarde e ineficaz. Ridículo é ter Hidalgo no elenco. Ridículo é lamentar as ausências de jogadores que, ano passado ou retrasado, não serviriam nem para reservas dos gandulas do Olímpico.
“Roth tem capacidade e vai dar a volta por cima”
Roth tem capacidade? Para quê, exatamente? Em qual etapa de sua carreira Celso Roth foi considerado um treinador de “capacidade”? Ele já se mostrou capaz de afundar times e sair pela porta dos fundos. Se é a isso que Pelaipe se refere….
“Mancini saiu porque, com ele, poderíamos ter sido eliminados ainda antes.”
Pelaipe é o rei dos “achismos” e das declarações sem fundamento lógico. Ele apenas fala, sem compromisso com os fatos. Mancini não havia perdido uma só partida e não dispunha de vários jogadores que hoje Celso Roth tem em mãos. Roger estava recém voltando a jogar. Perea também. Mancini começou o Gauchão com Peter, André Luis e Tadeu. E começou bem. Baseado em quê Pelaipe afirma que Mancini teria ido pior que Roth?
“Não posso falar do que vai acontecer depois de quarta. Não tenho bola de cristal.”
Ao mesmo tempo que diz ter demitido um treinador porque com ele “poderíamos ter sido eliminados antes”, Pelaipe fala que não tem bola de cristal. Ora, mas então o que o fez pensar que com Mancini teríamos ido pior ainda? Que teríamos caído ainda na fase de classificação, antes das quartas-de-final? O desempenho o fez imaginar isso? Acredito que não, afinal, o time estava invicto e praticamente encaminhado para a próxima fase.
Para demitir Mancini a “Bola de cristal” serviu. Ele “poderia” ter sido pior, muito embora se mantinha invicto com um time pior do que o que Celso Roth tem em mãos. Era possível, segundo Pelaipe, que com Mancini, subitamente, começássemos a perder todos os jogos a ponto de não ficarmos nem entre os quatro primeiros da fase classificatória. Então, baseado nesse achismo, nesta “bola de cristal”, a direção do Grêmio o demitiu. Demissão que, frise-se, nos custou pelo menos, 1 milhão de reais.
Agora, após duas partidas patéticas, nas quais Roth demonstrou sua incapacidade como treinador, Pelaipe acredita ser “ridículo” questionar a saída do técnico, dizendo não ter bola de cristal para saber o que ocorrerá quarta feira.
Ora, não precisa ter “Bola de cristal” para saber que, se seguir do jeito que está, o Grêmio não tem condições de prosperar na Copa do Brasil.
Roth e a retranca burra
Celso Roth é um treinador covarde. Isso não é novidade para ninguém. Quando um clube o contrata sabe exatamente o que está trazendo: um técnico incompetente que “amarela” nas horas decisivas.
Todavia, desta vez Celso Roth se superou. Tudo começou em Caxias, quando resolveu jogar com o time, a seu entender, “fechado”. No entendimento de Celso Roth, um time que joga fechado, se resguardando, não é aquele cujos jogadores, cada qual na sua função, correm e preenchem os espaços, não dando chances ao adversário. Segundo Roth, um time “fechado”, ou melhor, retrancado, é aquele com Nunes, Eduardo Costa e mais qualquer um de 3º volante - o volante “nada”.
Se Roth jogasse Winning Eleven colocaria 10 zagueiros em campo, jurando estar armando uma retranca intransponível.
O resultado prático dessa falsa retranca elaborada pelo treinador no jogo de ontem (e até mesmo no jogo de Caxias) é um time que não sabe marcar, tampouco consegue atacar. Joga com um terceiro volante que ninguém sabe onde fica. É possível passar o jogo inteiro sem saber aonde está esse terceiro volante, sem saber qual exatamente é a função dele.
O volante “nada”
É o terceiro volante inventado por Celso Roth. Rudinei, Maylson, seja lá quem for, o volante “nada” é aquele que, como diz o nome, não faz nada. Para o time ele não serve, tendo em vista que não tabela, não joga com os companheiros e não marca. Individualmente, de vez em quando, tenta driblar dois ou três, jogada típica de jogo de final de semana e não de uma equipe que treina diariamente.
Maylson jogou em qual posição?
Quem souber responder exatamente em qual posição Maylson jogou e qual foi sua função ganha uma camiseta com a cara de Roth e Pelaipe estampadas.
Léo, “baita zagueiro”
Ano passado Léo parecia ser um zagueiro promissor. Seu rendimento se desenvolveu porque, ao seu lado, estava William, um zagueiro experiente e competente, que de certa forma lhe dava segurança e o auxiliava a manter a serenidade.
Este ano Leo foi elevado ao posto de “super zagueiro”. Aquele que joga de forma elegante. Aquele que sobe para o ataque. Aquele que desarma com facilidade. Aquele que sai jogando com qualidade.
Não estou duvidando das qualidades de Leo: acho que com acompanhamento e serenidade ele tem tudo para se tornar um bom zagueiro. Porém, parece que os elogios e a falta de experiência a seu lado fizeram com que o zagueiro ficasse mais preocupado em corresponder às expectativas. Leo tenta “sair jogando” em momentos nos quais deveria dar chutão. Falha em diversos lances e parece ter esquecido o que fazer quando a bola é alçada na área.
Eduardo Costa
Talvez seja o esquema. Talvez seja o posicionamento. Talvez seja a falta de motivação. O fato é que desde o início do ano Eduardo Costa parece ter desaprendido a jogar. Não tem mobilidade, não acerta passes e não desarma. Parece uma máquina de fazer faltas.
Roger
Um dos poucos que se salvam. Roger, ao mesmo tempo que não perdia o foco e buscava jogar objetivamente, dava carrinhos e corria o campo todo.
Conclusão
O que concluir a respeito deste fiasco? Nada. Era uma morte anunciada. Contratações mal feitas, Celso Roth de técnico e direção que se nega a analisar seus próprios erros resultam nisso.
Talvez a eliminação precoce sirva para algo. Talvez tenha ajudado a desmascarar a série de equívocos cometidos desde o final do ano passado. Tomara que o vexame faça com que a direção do Grêmio aprenda com seus erros. Um pouco de auto-crítica e de humildade fazem bem e ajudam a crescer e a ir para frente. Quem fica insistindo no mesmo erro, culpando terceiros ou até mesmo o sobrenatural, dá cada dia mais um passo em direção ao fracasso.
Amy Winehouse passeando com mamãe
Ao que tudo indica, Amy Winehouse está reabilitada, sem necessidade de internação. As fotos abaixo mostram Amy passeando com sua mãe. Amy, que nas últimas semanas havia aparecido em público com o rosto marcado por feridas devido à doença de pele chamada “impetigo”, aparenta estar praticamente curada.



Amy Winehouse, Adele e Kate Nash juntas?
Amy Winehouse - continua a mesma
Amy Winehouse - Já saiu da clínica de reabilitação?
Amy Winehouse - Back to Rehab
Pela quantia de (dizem) U$10.000 por semana, Amy Winehouse estaria se internando em uma clínica de reabilitação em Malibu. Amy, que já se internou outras vezes, busca novamente sossego e tranqüilidade. A cantora, que nos últimos dias apareceu em público com a pele marcada devido a uma doença chamada “impetigo” teria dificuldades de se manter afastada das drogas desde que seu marido, Blake Fielder, foi preso.
Torcemos pra que a Amy se recupere logo.

A Arena cinza do Grêmio
O estádio dos sonhos dos gremistas. A nova casa do tricolor, novo palco do Grêmio, aquele que substituirá o glorioso Olímpico Monumental. É assim que vem sendo tratada a arena gremista que, de acordo com decisão tomada na semana que passou, será construída no bairro Humaitá, em Porto Alegre.
Porém, deixemos a euforia de lado e analisemos o projeto apresentado ao público. Analisemos com um mínimo de senso crítico. O projeto é totalmente novo e, sendo assim, tinha tudo para ser, realmente, o estádio dos sonhos dos gremistas. Poderia ser algo de encher os olhos, predominantemente azul, com referências à história do Grêmio. Porém, o projeto que foi apresentado ao público não nos parece com isso. Não pudemos deixar de perceber a falta de graça, de beleza, de harmonia, de senso estético e de referências ao clube que será dono do local. A impressão que dá é que a nova arena tricolor será um estádio cinza cercado de concreto por todos os lados, com alguns toques de azul. Aliás, muito pouco, tendo em vista que será o estádio do Grêmio.
Imagino como vai ser em dias de sol forte. Caminhar num palco de concreto, sem graça, que parece ter sido planejado por alguém que não se importa em ser fiel às tradições do Grêmio. Torcida gremista, não se iluda achando que os painéis que aparecem ao redor do estádio serão compostos por fotos que relembrem a história do Grêmio: Eduardo Antonini já confirmou que aquele espaço será vendido a patrocinadores interessados.
Este projeto me faz esquecer que o Grêmio é um clube tricolor. Parece um projeto burocrático, um “concretão”, sem referências, feito sem gosto, sem estilo, sem supervisão de quem deveria se interessar por isso. Não enche os olhos. Ao olhar para o projeto o Grêmio não me passa automaticamente pela cabeça. Poderia ser o projeto de qualquer clube branco e azul (sendo que o azul não predomina).
Parece um desperdício de potencial. Um desperdício da chance de construir algo novo realmente grandioso, que enchesse os olhos dos gremistas. O Grêmio é um clube tricolor, azul, branco e preto. A torcida do Grêmio ama a história deste clube, ama seus ídolos. Deveria ser presenteada com um local à altura desse amor.
Torcedor gremista, não se deixe levar pela onda de entusiasmo que cega o olhar crítico. É isso que queremos? Um estádio cinza? Um estádio cinza, cercado de concreto por todos os lados? De todas as possibilidades para se fazer um local bonito, que realmente fizesse jus à nossa história, é correto que sejamos presenteados com algo que mais parece uma fábrica, um bloco de concreto, do que um complexo de um clube de futebol? Um local que, ao que tudo indica, será infernal em dias de sol, afinal, árvores não aparecem em momento algum no projeto.
O interior do shopping não foi apresentado. Tampouco o interior do estádio. Até agora a única coisa que se sabe é que a área na qual a torcida transitará será um bloco de concreto cinza e, pelas imagens da maquete virtual, o azul nada mais é do que uma cor secundária. É como se os responsáveis pelo projeto não tivessem interesse em construir algo com a cara do Grêmio.
Tentem esquecer a proximidade da arquibancada com o gramado: esta proximidade é básica em uma arena e, sendo assim, não é mérito de quem projetou o novo estádio. Imaginem caminhar neste concreto cinza, indo em direção a um estádio igualmente cinza, rodeado de placas de publicidade. Nem irei falar no que diz respeito ao interior do estádio: quero ainda ter a ilusão de que as cores estarão de acordo com a história e as tradições do Grêmio.
O projeto arena poderia unir o útil ao agradável. Poderia ser rentável ao clube e, ao mesmo tempo, retratar o amor que a torcida sente por ele, amor representado pelas cores do Grêmio, pela história do clube. Poderia, ao menos, deixar aparente que nós, torcedores, teremos prazer em ficar em volta do estádio, em caminhar em seus arredores (afinal, geralmente aqueles que fazem as maquetes se preocupam em deixá-las ainda mais bonitas e cuidadas do que o produto final, o que não parece ser o caso desta).
A impressão final que nos passa é de um projeto feito de maneira burocrática. Um local que tanto poderia ser do Grêmio quanto do Cruzeiro, do Chelsea ou de qualquer clube que tenha azul (ou, no caso, cinza) em suas cores. Um projeto feito por quem não se importa que a torcida caminhe em uma área de concreto em dia de sol forte. Um projeto feito por quem não conhece a história do Grêmio e pouco se importa em fazer referências a isso. Em suma: um projeto sem graça.


Recordar é viver: Dinho, Danrlei e Jardel - Os Três Mosqueteiros
Continuamos a série “Recordar é viver” com a foto que saiu na revista Placar de dezembro de 1995. Dinho, Danrlei e Jardel, no mês em que o Grêmio enfrentaria o Ajax pelo Mundial Interclubes.
Gauchão- Segunda fase
A SEGUNDA FASE do Gauchão será dividida em quatro chaves , no sistema mata-mata:
CHAVE 3-
1° da chave 1 x 4° da chave 2-
Grêmio x Juventude
Sábado 29/03 as 16h em Caxias
CHAVE 4-
1° da chave 2 X 4° da chave 1
Inter X Ulbra
Domingo 30/03 às 16h em Canoas
CHAVE 5-
2° da chave 1 X 3° da chave 2
Caxias x São José/PA
Sábado 29/03 as 20h30m em POA
CHAVE 6-
2° da chave 2 X 3° da chave 1
Inter/SM x Sapucaiense
Sábado 29/03 as16h em Sapucaia
As equipes vencedoras das chaves 3,4,5,6 passarão para a terceira fase do campeonato.
O mando de campo do 2° jogo da 2ª fase será da equipe de melhor retrospecto técnico na primeira fase.
Recordar é viver: Placar 1995 - Grêmio Campeão da América
Para ler a matéria basta clicar nas fotos.
Veja também
“O mundo contra o Grêmio, por Luís Felipe Scolari (Revista Placar, 1996)
Dinho, Danrlei e Jardel - Os Três Mosqueteiros
Páscoa
Este domingo representa a vitória da vida: um presente do mistério de Deus no coração limitado do mundo. A ressurreição, sem ser direito nosso, é preparada por nós. A cruz representa uma passagem da dolorosa Sexta-Feira Santa em que a perseverança em Cristo , carregando nossa cruz e buscando a santidade, nos levarão à vitória de uma manhã de Páscoa.
Entendido isso, todo o resto, ou seja, coelhinhos, ovinhos coloridos e chocolate de todos os tipos serão válidos e representativos da comemoração com sentido. Se não houver o entendimento do que a Páscoa realmente significa então ovos de chocolate passarão a ser apenas um doce como outro qualquer.

Blog Perspectiva espera que todos estejamos trilhando o caminho da compreensão do significado desta data.
Uma Feliz Páscoa para todos














