Santarém e a final da Série D
A decisão da Série D do Campeonato Brasileiro irá acontecer hoje à tarde a partir das 18h30m no estádio Jader Barbalho em Santarém no Pará,entre São Raimundo de Santarém e Macaé -RJ. A vantagem é do Macaé que venceu a primeira partida por 3×2 e precisa apenas de um empate para conquistar o primeiro título de campeão da Série D, mas o fator local pode ser um diferencial importante. E quanto a isso notícias vindas do Norte nos mostram que os santarenos torcedores do clube da pantera negra estão dispostos a fazer sua parte e ajudar o São Raimundo a fazer história como o primeiro clube do Pará a conquistar um Campeonato Brasileiro.
Lamentavelmente apenas 15.000 torcedores poderão estar presentes, eis que o estádio Jader Barbalho ainda tem capacidade reduzida visto não estar concluído. Certamente o desempenho do São Raimundo nesse ano será fator que contribuirá para que haja mais investimentos para o desenvolvimento do futebol na região.
Enfim, aguardemos a decisão que será difícil para o dono da casa eis que o time *macaense mostrou que tem garra, pois que mesmo jogando sem apoio de torcida e realizando constantes e cansativos deslocamentos( até para jogar em “casa”) chegou à final.
Links relacionados
Tabela do Campeonato Brasileiro de Clubes- Série D
Série Clubes Brasileiros- São Raimundo
São Raimundo e Michel- investimento com resultado
* alteração feita graças a colaboração de Alexandre Barreto Berwanger.
Dona Emília Sustentável – homenagem a uma mulher de valor
Hoje recebi a notícia do falecimento de Emília Neves Ataídes uma amiga que tinha 90 anos de idade e dedicava seu tempo ao trabalho social que desenvolvia com idosos em Canoas/RS, no bairo Mathias Velho. Impressionava o fato de que sendo a mais velha de todos parecia ser a mais jovem tamanha a disposição com que se dedicava ao trabalho e as tarefas em prol da preservação ambiental.
Como homenagem a esta mulher de valor, um modelo a ser seguido, e cuja ausência fará muita falta à comunidade onde vivia, postamos aqui o teaser do documentário Dona Emília Sustentável feito pelo seu neto Rubiélson Ataídes Medeiros que cursa Cinema.
Maitê Proença e companheiras: falta de classe
O programa Saia Justa tem entre suas integrantes mulheres que tiveram destaque nas atividades nas quais se dedicaram. Ali assistimos debates entre a ex-modelo Betty Lago, que foi uma mulher de invulgar beleza; a atriz Maitê Proença, que também foi bela e razoável intérprete; a jornalista Mônica Valdvogel; e a professora da Unisinos, Márcia Tiburi. Como pode-se, perceber é uma mescla interessante. E estas mulheres debatem, criticam e opinam com um tom definitivo sobre os mais variados assuntos. Espera-se, portanto,de quem a tudo e todos critica, uma postura condizente.
E por isso nos causa constrangimento o vídeo da visita de Maitê Proença a Portugal. Trata-se de uma mulher madura , assumindo um comportamento que seria ridículo até mesmo se partisse de uma adolescente. Com um tom de voz que beira ao patético( apenas não mais patético que a postura que assume mais tarde quando pede desculpas pelo ocorrido) Maitê se põe a ridicularizar os portugueses e seus hábitos, desrespeitando até mesmo mortos ilustres com piadinhas no interior de um mosteiro.
Diz que Salazar governou Portugal por 20 anos ( foram quase 40 anos) e teve o despudor de apresentar um vídeo onde cospe em uma fonte . A cena desrespeitosa e atentatória a qualquer senso estético provocou risos frenéticos nas senhoras que compõem o programa, como pode-se constatar pelo vídeo.Acharam engraçado ver alguém cuspindo na fonte portuguesa, após debochar acintosamente do país.
Outro vídeo mostra o pedido de desculpas da atriz, que afirma ser uma típica e brincalhona brasileira.No entanto pior a emenda que o soneto, porque o vídeo de desculpas que Maitê gravou consegue a proeza de achincalhar com baianos e cariocas, chamados de indolentes e malandros. Lamentável.
O Saia Justa ficou reduzido a um programa onde mulheres sem grande qualificação e sem respeito às mais elementares regras de convivência reunem-se para conversar. Apenas isso. Há quem goste.
Clique aqui para ver o vídeo da retratação
Clique aqui para ver o vídeo do programa Saia Justa
Tudo isto é fado
No último dia 06 de outubro completou-se uma década da morte de Amália Rodrigues, a maior cantora portuguesa e Rainha do Fado.
Como grande fã , posto aqui alguns vídeos.
Dia das crianças no Olímpico
O sol que espantou as nuvens de chuva neste feriado nos animou a um pequeno passeio até o Olímpico, para assistirmos ao treino do Grêmio neste momento não tão tranquilo para nosso clube do coração. E assim, às 15h30m , estávamos postados em frente ao campo suplementar. E estava muito bom, mesmo com as ausências de Tcheco e Maxi Lopez. Assistimos com satisfação aos bons cruzamentos de Souza (todos precisos), às boas defesas do goleiro reserva , vimos William Magrão voltando a treinar e Renato Cajá nos enchendo de esperança com boa atuação. Tudo normal, em meio a uma pequena multidão composta em sua maioria por famílias que escolheram o treino como uma das opções de lazer para levar suas crianças no dia a elas dedicado. Lindo de ver os pequenos fardados, comprando na Grêmio Mania e sendo estimulados a apoiar o tricolor. Como diziam os antigos ” é de pequenino que se torce o pepino”. No entanto, esses pais não esperavam que seus filhos recebessem um presente grego de um dos jogadores do clube que amam. O jovem William Thiego aparentemente não suporta sequer vislumbre de crítica à sua atuação como jogador. Após uma jogada que podemos qualificar como bisonha, em que conseguiu, em treino de conclusão, dar um chute por cima do travessão de dentro da pequena área, um torcedor, um pouco afastado de onde estavámos, cometeu o desatino, a ousadia, o crime de lesa pátria de achar graça na bisonha jogada. Apenas isso. O torcedor riu do erro infantil de Thiego, o que convenhamos é absolutamente normal. O jovem ficou tomado de fúria e, desconsiderando todos os presentes que não externaram o que pensavam e, pior que isso, desconsiderando as crianças presentes ,foi se afastando sem dar as costas enquanto gritava impropérios: “Vai tomar no….seu filho da….” E imediatamente foi se queixar ao treinador. Lamentável, quase vergonhoso.
Atônitos com a atitude absolutamente descontrolada de quem escolheu profissão em que sua atuação é analisada com paixão e seus ganhos resultam diretamente dessa paixão do torcedor, tivemos o desprazer de sermos punid0s pela comissão técnica que, imediatamente, retirou o time do setor onde treinava e passou a realizar os trabalhos no outro lado do campo. A atitude absurda do jogador foi referendada pela Comissão Técnica e a torcida, que tem ajudado a evitar que a péssima campanha fora de casa leve o clube a uma situação calamitosa, foi punida.
Thiego, que tem péssimas atuações, ainda teve a capacidade de fazer um desserviço ao clube, gerando mágoa na torcida em um dia significativo.
O torcedor não falou nada de mais e mesmo tivesse falado o jogador não tinha o direito de agredir a todos nós que ali estávamos com um palavreado que evidencia destempero.
Saímos da grade do suplementar nos sentindo humilhados, mas mesmo assim fomos fazer compras na Grêmio Mania. Nosso amor não é abalado por atitude de um jogador que demonstrou não se importar absolutamente com sua torcida e sequer com o clube que lhe paga os salários. Afinal, a quem interessa causar irritação no torcedor que, apesar dos péssimos resultados de 2009, ainda comparece aos treinos e apoia incondicionalmente o time durante os jogos?
No entanto, um fato positivo fez com o dia não ficasse totalmente prejudicado pela irritação que Thiego nos causou : assistimos Lúcio concedendo autógrafos aos torcedores ao fim do treino.
Gentil e atencioso, o excelente lateral ficou disponível para os gremistas por um bom período de tempo, exatamente a mesma atitude que tinha quando por aqui chegou em 2007. Saiu do carro, bateu fotos, assinou camisetas, conversou com os torcedores.Quando nos aproximamos, já havia entrado na veículo, mas dele saiu novamente ante a solicitação de fotos. Seu rosto sofrido que evidencia com clareza os momentos difíceis pelos quais passou em 2007/2008 tem sempre um sorriso cordial para sua torcida.
Nesse Dia das Criança nós tivemos oportunidade assistir comportamento díspares de duas pessoas que optaram pela mesma profissão. Uma delas demonstra que sabe exatamente o valor de siginificar algo e age de acordo com isso. O outro mostra que talvez não saiba e, se sabe, não se importa.
Média de público dos semifinalistas na série D do Campeonato Brasileiro/2009
A média de público na série D do Campeonato Brasileiro de 2009 revela dados interessantes na medida em que o campeão absoluto de público e renda o Santa Cruz com média de 38.216 pagantes ) não figura entre os classificados para a fase semifinal e também não alcançou vaga para o acesso à Série B em 2010.
A posição dos semifinalistas na média de público considerando-se os 38 clubes participantes da Série D é a seguinte:
3º lugar
Média de 5.738 pagantes
13º lugar
Chapecoense
1.713 pagantes
22º lugar-
845 pagantes
36º lugar
Macaé
245 pagantes
Mercedes Sosa – la esperanza, la luz y la alegria
O ano era 1980 e éramos jovens. O continente estava imerso em regimes que não condiziam com o espírito de liberdade que existia dentro de nós. Era a época da união daqueles que não concordavam com o regime militar em um bloco de oposição chamado MDB e, dentro desse partido, um grupo de forte atuação na sociedade era o Setor Jovem. Nele militávamos e acreditávamos na possibilidade de contribuirmos para um mundo melhor, e, com essa crença, agíamos, iniciando pelo nosso quintal cercado pela repressão.
Esse era nosso espírito em 1980, quando éramos jovens. E com esse espírito fomos ao Gigantinho em Porto Alegre, assistir Mercedes Sosa cantar as músicas que refletiam exatamente o que sentíamos e o que vivenciávamos. Recordando o passado hoje, quando não somos mais jovens, custo a acreditar que não tínhamos medo das consequências de afrontar o autoritarismo que reinava. Por isso, tivemos o privilégio de participar de um show antológico.
Nunca esquecerei do bombo leguero tocado por Mercedes quando cantava La Carta, de Violeta Parra
E a letra da música, a força do bombo, o clima que se instalou no Gigantinho, a quase catarse coletiva devem ter gerado irritação em algum daqueles que não suportam manifestações de espíritos livres. E uma bomba de gás foi jogada no Ginásio. Fugimos todos, correndo com medo? Não, afinal éramos admiradores de alguém que cantava ‘Me gustam los estudiantes’. Um minuto depois Mercedes começou a tocar o bombo com muita força e quem lá estava certamente nunca esquecerá o momento que vivemos cantando com La Negra.
E agora, ouvindo o maravilhoso LP duplo A arte de Mercedes Sosa , faço minha homenagem a uma grande artista que tanto influenciou toda uma geração, todo um continente e cujas canções sempre conseguiram e ainda conseguem me empolgar. As ditaduras passaram mas o canto de Mercedes continua atual.
Mercedes não se cala.
*A Guerra dos Farrapos, segundo Dona Picucha
* Dona Picucha Terra Fagundes, personagem de O Continente, primeiro volume da trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo , contou esta história nas páginas 284/289 do romance.
Dona Picucha Terra Fagundes, conte alguma coisa da sua vida.
Pra contar não tenho muito. Mas sou filha do velho Horácio Terra, negociante no Rio Pardo. Me casei muito menina com um tropeiro de Caçapava. Quem me escolheu marido foi meu pai sem pedir minha opinião. Quando vi, estava noiva. O moço vinha uma vez por semana, mas ficava na sala proseando com o velho. Eu mal tinha licença pra espiar pela fresta da porta. E fomos muito felizes, graças a Deus Nosso Senhor.
Onde está seu marido?
Enterrado em chão castelhano. Morreu na Cisplatina.
Dona Picucha, quantos filhos teve?
Fui bem como a mulita. Tive uma ninhada de sete machos.
E os sete se criaram?
Com o leite destes peitos.
Deram muito trabalho?
Nem tanto. Só sinto não ter tido mais sete.
Me perdoe a curiosidade, mas quantos anos a senhora tem?
Sessenta e seis na cacunda.
Quem vê a senhora não diz.
É muita bondade sua, sei que estou um caco velho. Mas não vá embora ainda. Quero que prove meus bolinhos de polvilho e um licorzinho de butiá. Quem sabe aceita um mate? Só lhe peço que não repare, pois isto é casa de pobre.
Dona Picucha Terra Fagundes, toda vestida de preto, pele de marfim, olhos de noz-moscada, buço cerrado, verruga no queixo, xale xadrez e chinelas de ourelo.
Dona Picucha Fagundes, uma coisa vou dizer: quem um dia entrou em vossa casa nunca mais há de esquecer seu cheiro de flor e pão quente o pintassilgo da gaiola os manjericões da janela os ratos que espiam nos buracos dos rodapés e que vós tratais como pessoas da família.
Quem passou pela vossa casa, ainda que viva cem anos, há de sempre recordar
vossas mãos ágeis que fazem renda de bilro
vossas mãos frescas e secas, boas para espremer queijo
vossas belas mãos afeitas a acariciar cabeças de filhos , netos e gatos lvossas ligeiras mãos que sabem curar feridas de gentes e bichos
vossas rapadurinhas de leite
vossos lençóis cheirando a alfazema
vossos chás caseiros
vossos óculos na ponta do nariz
vossas cantigas
vosso oratório onde sempre há velas acesas
e a vela solitária que às vezes acendeis no meio do pátio para o Negrinho do Pastoreio.
Quem um dia passou pela vossa casa há de guardar para sempre na memória
os causos que contais de Carlos Magno e os Doze Pares de França
os vossos fabulosos casos de assombrações e mistérios, princesas e fadas, lagoas brabas e salamancas.
Dona Picucha Terra Fagundes quem vos ensinou essas histórias e rezas e receitas, essas cantigas antigas e essas estranhas simpatias que tudo podem curar?
Depois da Guerra dos Farrapos dona Picucha não falou mais nas proezas de Carlos Magno e seus doze cavaleiros.
Esqueceu Rolando por Bento Gonçalves
Olivério por Antônio Neto
Reinaldo por Davi Canabarro
Flores Malão por Lima e Silva.
Entre, patrício, a casa é sua. Não faça cerimônia, tome assento e aceite um chimarrão.
Eu lhe conto como foi. Nunca vi guerra mais braba nem mais comprida.
Durou dez anos.
Está vendo aquele pessegueiro lá no fundo do quintal? Quando ele floresceu, em setembro de 35, chegou a notícia que o general Bento Gonçalves tinha dado o grito da Revolução. Um ano se passou, e eu estava ainda comendo compota dos pêssegos de 35 quando o general Neto proclamou a República Rio-Grandense.
Dei tudo que tinha prós Farrapos. Meus sete filhos. Meus sete cavalos.
Minhas sete vacas. Fiquei sozinha nesta casa com um gato e um pintassilgo. E Deus, naturalmente.
Quando eu não estava fazendo pão ou doce, fazia renda de bilro, porque estas mãos que vossuncê está vendo não sabem ficar sossegadas.
Sina de mulher é essa: ficar em casa esperando, enquanto os homens se vão em suas andanças.
Mas por que será que o tempo custa tanto a passar quando há guerra?
Decerto não pode andar ligeiro, tropeçando num morto a cada passo.
E por que às vezes o vento geme tanto que parece ferido?
Decerto porque viu muito horror no seu caminho.
Foi uma guerra tremenda. Durou dez anos. Bem dizia o compadre Quinzote.
Em todo o Continente não podia haver ninguém de lado, só os urubus, que pra eles carne de farroupilha era o mesmo que carne de cararnuru.
Vossuncê deve se lembrar de quando prenderam o general Bento Gonçalves.
Bento Gonçalves da Silva
Foi preso, foi desterrado,
Mas deixou o bravo Neto
Pra cumprir o tratado.
Quando me contaram que os imperiais tinham levado nosso general pra Bahia e metido ele no Forte do Mar, acendi uma vela pra Santo António, que tem honras de sargento, e lhe pedi que ajudasse o nosso chefe a fugir.
Santo António me atendeu, é santo mui cumpridor.
Um dia Bento Gonçalves pediu licença aos carcereiros pra tomar um banho de mar. Deram. Ele se atirou nas ondas e começou a bracear com vontade, e quando os guardas caíram em si nosso bravo presidente estava longe já entrando na canoa dum amigo, pois tudo era combinação. Veja só que homem ladino!
Depois, bem disfarçado, entrou num navio que descia cá prós mares do Sul, desembarcou em Santa Catarina, montou logo num cavalo e se tocou pró Continente.
Upa! Upa! meu bragado! Tenho pressa de chegar, vou assumir a presidência da República Rio-Grandense, e preciso muitas contas ajustar!
Depois de três dias de viagem batida chegou numa estância e gritou:
Ó de casa:
Apareceu uma velhinha.
Minha boa senhora, quero que me arranje um cavalo, que me alugue ou que me venda, o meu está mais morto que vivo, venho de longe, preciso chegar ao meu destino, é um caso de vida ou de morte.
A velhinha respondeu:
Vivo sozinha neste rancho, dei tudo que tinha prós Farrapos e o resto os imperiais levaram. Só me resta um cavalo, que faz todo o serviço da estância. Esse não vendo nem alugo, nem por ouro nem por prata nem por sangue de lagarta. Há só um ente no mundo pra levar o meu tordilho. É o homem que mais venero, e o que mais admiro: o general Bento Gonçalves.
Mas vá se servindo de mate, a chaleira está aí mesmo.
Pois foi uma guerra braba, que judiou com o Continente. Mas dela saímos limpos, passamos todas as provas, honramos o nosso povo.
Mas cá pra nós vou lhe dizer, do lado dos caramurus também havia muita gente boa, que todos eram do mesmo sangue.
E o tal de Bento Manuel Ribeiro? Ninguém entendia esse cristão. Um lia estava com os imperiais e no outro com os farroupilhas. Havia até quem dissesse que duma feita ele entrou na Salamanca do Jaraú e saiu de lá com o corpo fechado pra bala e arma branca.
O meu compadre Quinzote acredita nessas bruxarias. E eu as vezes também acho que alguma coisa deve haver…
O general Bento Manuel era valente, ligeiro e alarife. O povo até fez uns versos:
Pode um altivo humilhar-se,
Pode um teimoso ceder,
Pode um pobre enriquecer,
Pode um pagão batizar-se,
Pode um mouro ser cristão,
O arrependido salvar-se
Tudo pode ter perdão
Só o Bento Manuel, não.
Mas isso de perdoar é lá com Deus Nosso Senhor, que conhece melhor as pessoas.
Pois é como lhe digo. Os homens da Revolução eram feitos duma só peça.
Não sei se vossuncê se lembra do manifesto do presidente, do ano 38.
Tenho guardado o jornal que o meu filho me mandou da guerra. Leia onde ele marcou.
Éramos o braço direito e tão bem a parte mais vulnerável do Império.Agressor ou agredido o Governo nos fazia sempre marchar a sua frente:disparávamos o primeiro tiro de canhão, e eramos os últimos a recebê-lo. Longe do perigo dormião em profunda paz as de mais Províncias, em quanto nossas mulheres, nossos filhos e nossos bens, presa do inimigo, ou nos erão arrebatados, ou mortos, e muitas vezes trucidados cruelmente.
É preciso ter senhoria na cabeça pra escrever palavras assim.
Foi uma guerra mui séria, de ódios e durezas, ferro contra ferro, olho por olho, dente por dente.
Vossuncê deve estar lembrado que os republicanos deram alforria pra todos os negros que se alistaram nas suas forças. Os imperiais quando pegavam um desses negros mandavam dar-lhe uma sumanta de duzentos a mil açoites.
O governo farroupilha deita então um decreto, dizendo que dali por diante toda vez que os caramurus surrassem um negro farrapo eles tiravam a sorte entre os prisioneiros e passavam um oficial legalista pelas armas.
Vingança, sim senhor. Mas davam morte de homens e não castigo de cachorro.
Como o patrício está vendo, o respeito entrava na guerra.
Também, houve cada uma!
Os farroupilhas precisaram levar sua frota por mar. Vai então José Garibaldi inventou de carregar dois navios em cima de carretas puxadas por duzentas juntas de bois. Coisa igual nunca se viu, dês que o mundo é mundo. E assim aqueles dois barcos fizeram léguas por terra do Capivari até o mar.
Montado no seu cavalo Garibaldi é o capitão. Nas verdes ondas do campo A sua rédea é o timão.
Foi por esse tempo que os Farrapos tomaram a vila da Laguna, onde por sinal nasceu a minha avó materna. Garibaldi foi por água, Canabarro foi por terra. E acabaram proclamando a tal República Juliana.
Também foi por esse tempo que Garibaldi conheceu Anita.
E agora me dê licença de falar na minha gente.
Um dia um capitão farrapo, de espada na cinta, lenço republicano no pescoço, bateu na minha porta, tirou o chapéu e entrou.
Venho da parte do general Canabarro. Tenho o pesar de lhe comunicar que seu filho o tenente Crescendo morreu em ação como um bravo. O general me pediu que lhe desse os seus pêsames.
Fiquei tonta, meio cega, mas fiz força pra não chorar. Porque essas coisas, como tantas outras, a gente deve fazer quando está sozinha.
Diga ao general Davi que lhe fico muito obrigada.
E como não tinha mais que dizer, perguntei ao capitão:
Aceita um amargo? Ou uma guampa de leite?
E depois que ele foi embora, peguei na renda de bilro, porque estas mãos que vossuncê está vendo não sabem ficar sossegadas. Mas ai! este coração de velha é que ficou sem sossego, e não encontrei pra ele outro trabalho senão pensar nos ausentes.
E o tempo continuava a andar num tranco lento de boi lerdo. Entrava inverno, saía inverno. E a guerra nada de acabar.
Notícias foram chegando.
Batalha do Taquari. Nessa perdi dois filhos.
Cerro dos Porongos. O general Canabarro foi pegado de surpresa: mais três filhos meus que se foram.
O sétimo morreu no Poncho Verde.
Depois veio a paz, com honras pros dois lados.
Mas a flor do Continente se perdeu.
Os campos ficaram desertos, as mulheres de luto, casas viraram tapera, cidades empobreceram, cemitérios cresceram, os urubus engordaram, e muita gente até hoje passa necessidade por causa dessa guerra e os que antes não tinham nada, depois dela ficaram com menos.
E agora aqui está a velha Picucha Terra Fagundes, esperando a chamada de Deus.
Ah! Ia me esquecendo de lhe dizer que tenho sete netos, todos homens.
Quando vejo eles, que já estão grandotes, sinto um calafrio pensando noutra guerra.
Por falar nisso, vossuncê acha fundamento nos boatos que andam correndo que vai haver outro barulho com os castelhanos?
Deus queira que seja mentira, mais uma guerra ninguém agüenta.
Mas vá tomando o seu mate Quem sabe aceita uns bolinhos? Não faça cerimônia, a casa é sua.
E agora se me dá licença, vou voltar à minha renda, porque estas mãos que vossuncê está vendo não sabem ficar sossegadas.
Dona Picucha Terra Fagundes, toda vestida de preto, pele de marfim, olho, de noz-moscada, buço cerrado, verruga no queixo, xale xadrez e chinelas de ourelo.
Belchior, a imprensa e a coerência
O episódio envolvendo o “desaparecimento” de Belchior que ocupou as manchetes no Brasil inteiro e culminou com a ‘descoberta’ do cantor/compositor no Uruguai por parte de uma emissora de Tv é algo que me levou a refletir sobre algumas coisas.
Uma delas é o atual momento da imprensa brasileira. O fato de um programa de uma grande emissora fazer as vezes de oficial de justiça e sair à cata de um suposto devedor é, para dizer o mínimo, quase deprimente. Agrega-se a isto o fato de, ao encontrar o suposto desaparecido, achar-se no direito de questioná-lo sobre seus problemas financeiros. Qual o objetivo disso? O que nos interessa saber se Belchior tem dívidas com carros que comprou em S. Paulo ou se paga ou não pensão à ex-mulher?
A busca ainda tinha a sua razão de ser quando o objetivo era encontrar um artista desaparecido. Eventualmente poderia ter ocorrido algo trágico envolvendo Belchior. No momento em que constatou-se que ele simplesmente estava exercendo o direito de ir e vir, forçosamente deveria acabar a cobertura jornalística sobre o assunto.
Questionado sobre os motivos pelos quais teria “fugido” (dívidas, segundo a Imprensa), Belchior foi direto:
“Eu não vou responder. Eu não tenho menor interesse na vida privada de nenhuma pessoa, sabe? Nada, em nada”, disse.
Foi também coerente consigo mesmo. Há três décadas, Belchior cantava:
“Saia do meu caminho
Eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida a minha vida
Han! Han!
Não preciso que me digam
De que lado nasce o sol
Porque bate lá meu coração”
Hoje diz a mesma coisa. Nos anos 70, Belchior era, ao lado de outros, perseguido pela ditadura. Hoje é cercado pela imprensa e vigiado de perto por policiais e advogados. Qual a saída? Refugiar-se no interior de um pequeno país latino-americano para fazer o que se espera dele: cantar. É isso que os fãs de Belchior querem ouvir e não explicações sobre a maneira de Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes conduzir a sua vida. Até porque todos sabemos que, do homem que cantou esta canção não podemos esperar que conduza a sua passagem por este mundo como grande parcela de nós – talvez obrigados – conduzimos.
A volta de Amy Winehouse aos palcos
Surpreendendo a todos os que estavam presentes no V Festival, Amy Winehouse fez seu retorno aos palcos, depois de uma temporada de férias infindáveis no Caribe.
A cantora se juntou ao grupo The Specials para um medley de 2 músicas : “You´re wondering now” e “Ghost Town” - a 1ª já foi gravada como cover pela cantora.
Aos que esperam ansiosamente pelo 3º album da cantora, uma boa notícia : Amy já se juntou ao produtor Salaam Remi e foi para Miami dar início às gravações do seu novo cd.
Rolando Schiavi – o Homem-Libertadores
Schiavi saindo do treino no Olímpico, em 2007
Quando o juiz apitou o final de Nacional 1 x 2 Estudiantes, em Montevidéu, o zagueiro argentino Rolando Schiavi se encaminhava para contar a sua quarta final de Libertadores. Foram duas com o Boca Juniors (2003 e 2004), uma com o Grêmio (2007) e agora mais uma com o Estudiantes. Ganhou dois títulos (em 2001 e 2003) e vai em busca do terceiro junto com seus companheiro de clube, dentre os quais conta o meio-campista Juan Sebastian Verón, da Seleção Argentina.
Schiavi está prestes a alcançar um recorde: o de jogador em atividade que mais disputou finais de Libertadores. Segundo estatísticas da revista Conmebol, quem detém o título de maior numero de participações em finais de Libertadores é o argentino Francisco Sá, disputando 15 partidas entre Independiente e Boca Juniors. A questão é que, na época de Francisco Sá, as finais de Libertadores eram disputadas em três partidas, em vez das duas de hoje, o que causa uma distorção entre os números atuais e os de antigamente.Dentre os jogadores em atividade, porém, não restam dúvidas de que Schiavi é o líder junto ao jogador Júnior, ex- São Paulo e Palmeiras e atualmente no Atlético Mineiro.
Quem assistiu ao jogo Estudiantes x Nacional, válido pela semifinal, pôde comprovar que as qualidades que fizeram de Schiavi um dos líderes do Boca Juniors na primeira metade dos anos 2000 continuam lá: a segurança nas jogadas áereas, o senso de posicionamento, a força física descomunal, o comprometimento com a equipe – quando estava no Grêmio, em 2007, jogou suas últimas partidas com a mesma gana de um iniciante, mesmo sabendo que já seria transferido para o Newells Old Boys- , e a simplicidade de zagueirão que não tem medo de chutar a bola para lateral quando é necessário. Ou seja, Schiavi, aos 36 anos, continua tão Schiavi quanto sempre foi. Inclusive na fome por títulos.
Polícia em BH – omissão e mídia
Onibus com torcedores do Grêmio é apedrejado QUANDO CHEGAVA AO MINEIRÃO.
Fica a pergunta: onde estava quele grande contingente de policiais que mais tarde ficaram em volta do ônibus da delegação do Grêmio com intuito de buscar Maxi López quando criminosos perpetraram tentativa de dano físico nos torcedores do tricolor gaúcho?
Claro que no episódio do ônibus não haviam cameras de televisão em volta.
Souza é do Grêmio
A quarta-feira começou bem!
Foto tirada do site Ducker.
Cometi um erro, comprei no site da Lancôme
Compras pela Internet não faziam parte de meus hábitos. Não achava prazeroso e preferia utilizar lojas reais e delas sair com o produto. Além disso havia o receio de não ver cumprido o contrato, já que o pagamento antecipado deixa o comprador inteiramente à mercê do vendedor. No entanto, face ofertas de produtos fora de catálogo em lojas, minha desconfiança começou a ser abalada com algumas compras feitas no Mercado Livre, todas elas entregues nas condições e prazo combinados. Embalada por essa nova visão de como fazer compras, MissLouLou me estimulou a comprar em perfumarias virtuais, com o convincente argumento do preço mais atrativo. E novamente entregas realizadas estritamente dentro do combinado.
Desconfiança em compras virtuais diminuídas face a 100% de experiências positivas em outros sites me levaram a realizar pedido na página da Lancôme. Confesso que a marca deixou-me mais tranquila ainda. Se os vendedores desconhecidos do Mercado Livre e perfumarias sem nome consagrado por essas bandas foram corretíssimos o que se poderia esperar de uma marca com fama mundial? Ofertas boas estimularam ainda mais a realização da compra.
Então dia 17 de junho concretizei a compra no site com a promessa de que no máximo em 4 dias úteis receberia as mercadorias. Normal: como nos outros sites e geralmente a entrega é feita antes do final do prazo. Foi indicado que acompanhasse pelo site o andamento do pedido. Assim, na sexta-feira, segundo dia do prazo, visitei o site em busca de informações, com a esperança de que o pedido fosse entregue no sábado. Estranhei que nada do que ali constava indicava movimentação, o pedido em si. Aquela voz interior mandou-me ligar para a Lancôme e obtive a informação de que ” um erro de sistema” impedira o repasse da ordem de entrega para o setor responsável, mas face ao meu telefonema isso seria feito. Imaginei que seria feito imediatamente, afinal nosso contrato tinha prazo para cumprimento. No entanto, no sábado ainda não se observava alteração no site, evidenciando que ainda não fora determinada expedição dos produtos. Nova ligação e recomendação de que aguardasse , eis que na segunda-feira seriam tomadas providências. Além disso, foi recomendado de que aguardasse, pois entrariam em contato, via correio eletrônico. Como silenciaram na segunda-feira e o site indicava a mesma situação liguei novamente e recebi novamente recomendação de que aguardasse.
Hoje, no prazo fatal para entrega dos produtos recebo um e-mail indicando a postagem de minha compra e o aviso de que poderá ser entregue no prazo máximo de quatro dias. Agem como se nada tivesse acontecido, como se a entrega estivesse dentro da normalidade. Situação anômala não gerou da parte da empresa vendedora nenhum tipo de ação especial para cumprir o contrato no prazo.
Além disso, imaginem tivesse eu quedado inerte. A situação permaneceria a mesma, diante da “falha do sistema” com a consumidora esperando uma mercadoria que nunca iria chegar.
Agora, mesmo com o número da postagem em mãos, minha confiança está abalada.
Estou esperando que chegue, mas sempre com a famosa “pulguinha atrás da orelha” diante dessa situação.
E empresa tem o desplante de mandar mensagem com o seguinte final:
Esperamos o seu retorno em breve para que você possa descobrir novos produtos, ofertas e se encantar com o universo de beleza e cuidados Lancôme.
Nunca mais e recomendo a todos que façam o mesmo. Não caiam na armadilha.
Direito e Arte
A excelente professora de Direito de Família e Sucessões,Juliana Ribeiro do Vale nos envia o link do site do escritório Pretto, Ribeiro do Vale onde exerce advocacia.
O recebimento da mensagem nos remete a lembrança do pai da mestra, engenheiro, pintor,professor, orquidófilo e aficcionado por fotografia. Chico do Vale, como é conhecido reside em em Minas Gerais e mantém um site onde sua arte pode ser apreciada. Vale a pena conferir.
O portão do parque
O Parque Municipal Getúlio Vargas em Canoas /RS é um dos locais destinatário de meu afeto. Amo o parque e sempre me revigorei caminhando por ali, sentindo o arzinho frio de fim de tarde nos dias amenos e a refrescante sensação provocada pelas árvores amigas nos quase intoleráveis dias de verão. Gosto da sensação de estar longe do burburinho urbano sabendo que estou perto das vantagens que ele proporciona. A sensação de informalidade de subir o pequeno barranco e entrar no parque já na pista de caminhada , pelo portãozinho lateral, sempre me foi prazeirosa. Fazia parte do “ritual” de fim de tarde. E sei perfeitamente que esse gostar não é exclusividade minha. A crescente frequência do parque demonstra isso.
Esse prazer foi quebrado no final de 2008 quando o parque foi cercado e o portãozinho fechado pelo medonho muro, sob o argumento de aumentar a segurança dos moradores do residencial ao lado. Como se resistentes cercas de arame e portão fechado à noite não resolvessem o problema de segurança de forma tão ou mais eficiente do que um muro que pode ser facilmente transposto por jovens com corpos leves.E cerca de arame não impediria a visão de quem circula pelo parque e/ou pelo residencial.
A harmonia foi quebrada. Parque de um lado e “gueto” de outro, assim ficamos.Imperando esse raciocínio segrecionista não existirão muros de concreto suficientes para atender a demanda. Mas essa é outra discussão. Quanto ao meu/nosso parque, ele foi brutalmente atingido pelo muro. A magia foi quebrada, a beleza diminuida e , além disso, o acesso dificultado.
Quando aqui postávamos e exaltávamos o parque esquecemos os poetas e seus alertas. Enfocávamos o parque Getúlio Vargas belo como ele era, imaginando que ele assim permaneceria. No entanto, passando por ali nesses dias me vinha à cabeça o que nos legaram a genialidade de autores do cancioneiro brasileiro.
Disse Cássia Eller :
“Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba…”
Disse Lulu Santos:
“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará”
ou Chico
“Quem não a conhece não pode mais ver pra crer e quem jamais a esquece não pode reconhecer.”
Passou. Aquela integração, aquele despojamento no limite certo faz parte do passado, com a presença do concreto do medonho muro.
A caminhada no parque visava o prazer e agora ele fora embora, ficando apenas saudosas recordações e, porque não dizer: irritação. Então, fiz o que aconselho fazer nessas circunstãncias: abandonei o local que provocava esses nocivos sentimentos.
Porém, nesse dia dedicado às mães, espírito elevado, saudade de uma senhora de cabelos brancos e riso franco amenizada pelo afeto que me cerca, resolvi vencer a preguiça matinal e fazer uma caminhada. Ao passar pelo parque olhei para onde existia o velho e amigo portãozinho que nos conduzia para dentro da pista de caminhada, a chamada pista pequena e…
ELE VOLTOU!
Com um novo visual, com um velho cadeado o mantendo fechado, mas na essência ele voltou, sinalizando a possibilidade de ser aberto novamente.
Falta só que seja aberto o cadeado que o mantém fechado.As “simpáticas” guardas do parque nada souberam informar. Vamos aguardar para que seja divulgado os horários de abertura e fechamento, porque não seria lícito imaginar que um portão fosse ser ali colocado para não ser aberto.
Senna

Primeiro de maio de 1994 tinha tudo para ser um dia em que nós, aficcionados por futebol e admiradores de Ayrton Senna teríamos diversão completa. Iniciava com a promessa de termos mais uma daquelas manhãs em que ser brasileiro era motivo de orgulho, momentos em que a nossa bandeira frequentava com regularidade os pódios pelo mundo afora. Televisão ligada, o “Tema da Vitória” como fundo e a Fórmula Um presente em nossas casas. Claro que a morte do piloto austríaco Roland Ratzemberger durante os treinos no sábado e o acidente com Rubinho na sexta-feira deixavam uma sensação negativa no ar, mas o astral positivo era tal que, mesmo quando Galvão Bueno relatou o acidente com nosso herói, confesso que nem me preocupei. Certamente não era nada de importante e logo ele sairia andando, como já acontecera em outras oportunidades como em 15 de junho de 1991, nos treinos para o GP do México após ficar embaixo do carro. A demora do atendimento e a retirada de Senna em um helicóptero foram sintomas de daquela vez algo estava errado. E os piores prognósticos foram confirmados quando foi anunciada a morte de nosso campeão.
Choramos nós como chorou o Brasil inteiro. Foi magoados, sentidos e machucados que nos dirigimos ao Olímpico naquela tarde de maio para assistir Grêmio x Juventude. O início do jogo já indicava o sentimento dominante , com o nome de Senna sendo gritado pelos presente. Os comentários dos torcedores indicavam que o pensamento de todos estava na Itália. O pensamento de todos estava com Senna.
Aliás, o que aconteceu naqueles dias foi uma das raras manifestações populares realmente espontâneas que assisti. A mídia foi aumentando os espaços para o assunto à medida em que os brasileiros iam dando claros sinais de que morrera alguém realmente querido. As cenas de comoção popular que os veículos jornalísticos levaram ao conhecimento do mundo inteiro representavam realmente o sentimento da nação. Foram dias em que o luto oficial decretado correspondia ao luto de que estávamos tomados.
A manifestação dos torcedores na apresentação da Seleção Brasileira, no dia 04 de maio em Santa Catarina, enfrentando a Islândia em jogo preparatório para a Copa de 94 foi uma clara demonstração do amor que tinhamos por Senna. Aliás, aquele jogo foi indicativo do nascimento de outro grande ídolo popular, com estupenda performance de um jovem com 17 anos, jogador do Cruzeiro chamado Ronaldo, que marcou seu primeiro gol pela Seleção. No maio em que perdemos o melhor do mundo estavamos ganhando, sem saber, um outro melhor do mundo.
Aqui
http://www.youtube.com/watch?v=lG5uiPMVtI8
“Ole, ole,olá, Senna, Senna” tornou-se um verdadeiro hino oficial a ser tristemente cantado em todos estádios brasileiros naqueles dias de maio de 1994.

Para nós e para grande parte dos brasileiros ficou a saudade daquelas manhãs de domingo, quando a vida parecia mais luminosa com o brilho de Ayrton Senna sendo repartido conosco e marcando uma geração com a sinalização de que era possível ter a reverência do mundo mesmo tendo nascido nesses trópicos. Um dos nossos colaboradores, FRules, tinha cinco anos em 1994 e já era um grande fã do piloto. Talvez por isso até hoje acorde a hora em que for preciso para acompanhar a Fórmula Um. Resquícios de uma infância marcada pela magia de Senna – e, assim como a dele, a de toda uma geração

Dia Mundial do Livro
No dia 23 de abril de 1616 faleceram Cervantes, Shakespeare e o peruano Garcilaso de la Vega. Também em 23 de abril nasceram Maurice Druon, o co-autor de “Le chant des partisans”, o hino da Resistência Francesa na 2ª Guerra Mundial( falecido aos 91 anos, no último dia 14 em Paris), o islandês K. Laxness (Prêmio Nobel em 1955) e Vladimir Nabokov (Lolita, Gogol). A data também marca o falecimento do catalão Josep Pla e do colombiano Manuel Mejía Vallejo. Evidente a importância do 23 de abril para a literatura.
A Conferência Geral da UNESCO , inspirada pela tradição dos livreiros da Catalunha que no dia 23 de abril, data do padroeiro São Jorge, presenteiam os compradores de livros com uma rosa (aqui) escolheu a data para comemorar o dia Mundial do Livro.

A cada ano uma cidade é escolhida como Capital Mundial do Livro. Este ano o título é conferido a Beirute. Para lembrar o evento, a EBCT emitiu um selo comemorativo na série RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS, que homenageia países e regiões do mundo. Quem quer saber mais clica aqui.

Comemorando a outorga, prevista solenidade de abertura das comemorações alusivas ao título “Beirute: Capital Mundial do Livro – 2009”, no dia 05/05/2009,às 20h30m, no Teatro SESI-São Paulo.
Além disso,também em São Paulo, a Exposição “Beirute: Capital Mundial do Livro – 2009”, de 6 a 17 de maio, das 9 às 20 horas, no Espaço FIESP, com entrada franca . O evento terá uma mostra de fotos de pontos históricos e culturais de Beirute.Além disso, obras de artistas plásticos onde Beirute é o tema.
Que comparecer à exposição poderá visualizar ainda documentos históricos, jornais, revistas, livros de autores brasileiros, libaneses e descendentes, entre eles Gibran Khalil Gibran, Amin Maalouf, Raduan Nassar, Milton Hatoum, Paulo Coelho (serão expostos seus livros publicados em Beirute), Antonio Houaiss, Evanildo Bechara e Aziz Ab’Saber.
Fonte : Unesco
As aparências enganam
No dia dedicado a voz recebemos do leitor Alexandre Berwanger este vídeo.
Impressionante
Assembléia de SC não aprendeu nada com as tragédias
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou na noite de terça-feira (31) um novo Código Ambiental que diminui a área de preservação determinada pelo Código Florestal Brasileiro. Entre as principais mudanças está a redução da área de proteção das matas ciliares, às margens dos rios, de 30 para 5 metros. No caso das nascentes fluviais, a área cai de 50 para 10 metros. O novo Código foi aprovado por 31 deputados dos 38 presentes no plenário. Os agricultores vibraram com a aprovação do Projeto de Lei 238/2008, que seguirá agora para o governador do Estado Luiz Henrique da Silveira, que deve sancionar a legislação em 30 dias. Em um de seus dispositivos está prevista a remuneração, por parte do poder público, de agricultores que desenvolverem e executarem projetos que possam preservar o meio ambiente. Os agricultores também vão contar com a gratuidade dos licenciamentos ambientais, além de usufruírem de um fundo de compensação ambiental, a ser criado pelo governo. Para o ambientalista e biólogo Juliano Albano, o projeto de lei foi aprovado sem conteúdo ambiental. “É um desrespeito com as leis federais. Foi aprovado sem critério e de forma irresponsável. As gerações futuras é que sofrerão com o que foi decidido aqui”, protestou, dizendo que o Código é inconstitucional. Relator do projeto, o deputado Romildo Titon (PMDB), rebateu: “Fizemos inúmeras consultas à Ordem dos Advogados do Brasil e estamos muito à vontade, mas nada impede que lá na frente possamos reformulá-lo”, afirmou o parlamentar governista. O território catarinense conta com 41% de mata e 168 mil hectares de matas ciliares. (Fonte: Júlio Castro/ Estadão Online)
Pergunta-se: será que essa postura tem algum sentido quando estamos falando de um Estado que sofreu recentemente com catástrofes climáticas, as quais, para muitos, são causadas justamente por atitudes como esta?
Uma biblioteca no lugar de um boteco
Neste sábado pela manhã fomos ao parque Getúlio Vargas em Canoas/RS conferir o Prefeitura na Rua, programa promovido pela administração municipal com a presença do prefeito, vice-prefeita e secretários nos bairros da cidade. O programa tem o objetivo de ouvir as reivindicações da população transmitidas diretamente aos setores responsáveis. A iniciativa de ir ao encontro da população nos pareceu extremamente interessante, pois nada como ver e ouvir para realmente sentir as necessidades da comunidade. Assim, esperavamos um evento positivo, sinalizador de mudança de postura no trato com a população.
Não estávamos preparados, no entanto, para a agradável surpresa que nos esperava já na entrada do parque. Ao lado do prédio do SEMPA existia um local destinado venda de bebidas, na verdade um boteco, que ultimamente sequer aberto estava. Um lugar feio e nada edificante, chegando a ser ofensivo face a beleza do espaço onde estava localizado, em meio aoverde do parque. Pois bem, o antigo bar virou uma mini biblioteca. A BiblioParque foi inaugurada hoje, com a presença do prefeito Jairo Jorge. Não deixa de ser sintomático: onde antes havia um boteco, com tudo o que um boteco traz, abriu-se uma biblioteca, com tudo o que de positivo, iluminador e semeador ela traz.
Estantes com bons exemplares que tem capacidade de atender ao gosto literário de um público diversificado.
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Os artesãos locais também participam do Prefeitura na Rua, expondo seus trabalhos. Existe um movimento propondo um feira livre nos moldes do Brique da Redenção. Idéia excelente.
Com relação ao Prefeitura na Rua ficamos satisfeitos com a forma como os cidadãos são atendidos. Sob um toldo e suportando estoicamente um calor de muitos graus, o prefeito Jairo Jorge e a vice Bete Colombo atendiam com muita solicitude aos canoenses. Ao lado, representantes das secretarias municipais também solicitamente ouviam e anotavam as postulações para encaminhamento.Percebe-se muita vontade de acertar no encaminhamento de solução para os problemas de Canoas e isso já representa muito face ao que observamos nos últimos anos na cidade.
Bete Colombo e Jairo Jorge atendem aos canoenses
Richard Dawkins é tema de palestra na PUCRS
O projeto Fé e Cultura reinicia nesta terça-feira, 17 de março, com a palestra “Richard Dawkins: a desafiante negação de Deus em O Delírio de Deus. Temos respostas?”. Participam os professores Jorge Campos, da Faculdade de Letras, e Érico Hammes, da Faculdade de Teologia. O evento ocorre a partir das 17h45min, no auditório do prédio 9, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre). A entrada é franca. Informações adicionais pelo e-mail feecultura@pucrs.br
Tcheco responde na globo.com
Pra quem não foi formado no clube até que o capitão sabe bastante da história do Grêmio.
Clique aqui e veja o vídeo.
Pelé – com um “pai” desses…
O ex-jogador Pelé sempre foi considerado ” pai” do atacante Robinho e afirma publicamente que o considera “cria” sua. Com as recentes notícias envolvendo o nome de Robinho em acusação de estupro, que ele nega, o maior nome do futebol mundial apressou-se em prestar declarações à imprensa lamentando o ocorrido e as repercussões negativas que trará a reputação dos atletas brasileiros no exterior.
“O Robinho é cria nossa, foi lançado com a gente. Enquanto estava comigo e com o Manoel Maria (ex-ponta-direita do Santos que trabalhou com Pelé na base), escutava os nossos conselhos. Agora é mais difícil falar com ele, mas coisas como essas me deixam tristes” ” Isso que aconteceu com o Robinho, com o Adriano e com o Ronaldo fecha as portas para os atletas brasileiros” Fonte
Bem, considerando o que o “pai” de Robinho declara não restam dúvidas da culpa do jogador, mesmo que ele negue peremptoriamente haver cometido o crime de extupro. Pelé associa fatos inquestionáveis como o ocorrido com Adriano e Ronaldo com as acusações contra Robinho.
Da minha parte prefiro considerar que não existe culpa por ter havido uma acusação. No meu ponto de vista Robinho é inocente até que provem o contrário.
Pele me fez lembrar o que declarou alguns anos atrás o eterno Romário: “Pelé calado é um poeta”.
Grêmio – Torcida cerceada?
O site do Grêmio publicou solicitação para que os torcedores permaneçam sentados na Social do estádio Olímpico em nome do “convívio harmônico”, como medida educativa.
É uma das coisas mais ridículas que um dirigente pode solicitar ao torcedor. Traduzindo: não torçam com entusiasmo, não se empolguem, deixem isso para quem entra pelos portões 10,13 e 16. A atual direção parece pretender reviver a amorfa Social de décadas passadas. Ora, façam-me o favor. Quem frequenta a Social tem todo direito de torcer da maneira que lhe aprouver. Além disso caros dirigentes,em jogos decisivos claramente a Social fica tomada por mais torcedores do que os “assentos” disponíveis. Como consequência, pessoas em pé junto às muretas obstaculizam a visão dos que sentam no primeiro lance da escadaria e assim obrigam a que fiquem em pé, gerando o efeito cascata.
Cuidem da segurança no Olímpico deixando o acesso das saídas livres em jogos decisivos . Cuidem para que seja disponibilizada água para a torcida e não aconteça o que ocorreu na final da Libertadores, em que, para molhar a garganta e seguir em pé incentivando o time,tivemos que tomar um café de procedência duvidosa. Cuidem para que o bar da Social tenha mais higiene e limpeza em vez do mar de lama em que se transforma durante as partidas. Cuidem dos SANITÁRIOS DA SOCIAL.Enfim, cuidem do que lhes compete e nos deixem torcer pelo Grêmio da maneira entusiasmada com a qual o tiramos da segunda divisão (em que a incompetência de alguns dirigentes de sucessivas gestões o colocou) e o levamos a disputar a Libertadores. Estávamos então tendo conduta qualificada como destituída de educação? Em nome do “convívio harmônico”, para atender aos desejos de alguns que têm influência junto a diretoria, a maioria que deseja torcer da maneira entusiasmadamente divertida como vem fazendo há pelo menos três anos deve retornar ao padrão Social/Museu ou Social/Teatro ?
A direção deve resolver a questão de idosos e portadores de deficiência, eventualmente facilitando o acesso dos mesmos às cadeiras que permenecem com sobras de lugares. O que não pode é querer cercear a maioria de torcer como lhe aprouver e, fundamentalmente, de forma a favorecer ao Grêmio. Compreendam que o Grêmio não é propriedade de diretorias de momento, tenha a linhagem que tiverem. Aliás, nos maus momentos, em que muitos abandonaram o barco, essa torcida que agora é publicamente repreendida por ousar torcer de forma empolgada permaneceu leal ao clube.
Dirigente de clube de futebol solicitando publicamente, em nome do clube, como medida educativa, que os sócios torçam como assistentes de partidas de tênis do início do século passado.
Como diria o velho gaúcho: morro e não vejo tudo.
Busatto e Canoas
O blog Vida Democrática do ex-deputado Cezar Busatto publica artigo Porque Vou Colaborar Com O Governo E A Cidade De Canoas. A leitura do que foi postado evidencia vontade de somar esforços para buscar construir, superando tradicionais mesquinharias e pequenezas que impedem a construção de uma sociedade melhor. Vale a pena ler o que ali foi postado.
Um ano sem cigarros

Fotos como essa levaram uma geração inteira a ser atraída pelo hábito de fumar. O cigarro era associado à beleza, charme e requinte. Confesso que esta foi a motivação da adolescente que fui , nos idos da década de setenta. Além de achar bonito fumar, pensava que, a cada cigarro que acendia, estava transgredindo conceitos antigos. Com o tempo passei a ser dependente.
Como meu corpo aparentemente aceitou o hóspede sem grandes restrições, segui fumando ininterruptamente por 36 anos. Ao subir lances de escadas notava que a respiração era difícil e ofegante, mas a fumante “esperta” driblava isso com paradas estratégicas entre andares.
O cheiro peculiar deixado após o fumo não era percebido pela viciada. Não era, portanto, um obstáculo para o vício continuar.
E segui com o hábito sem parar, de fumar pelo menos uma carteira diária de Hilton longo, Minister, Hilton curto e por fim o popular Carlton mesmo enfrentando toda sorte de resistências. Enfrentei inicialmente as tentativas persuasivas de meu pai que, dentro de sua perspectiva adoravelmente bem-humorada da vida, chegou ao ponto de colar cartazes nas paredes de seu escritório, na década de 80, anunciando ao mundo que sua filha havia deixado de fumar. Anos depois, enfrentei as manifestações não tão bem humoradas de filhos adolescentes enojados com o odor fétido com que eu impregnava a casa, sem o menor constrangimento. Enfrentei , até mesmo um pouco aborrecida, apelos e conselhos de amigos bem intencionados. Segui fumando e gostando muito até o dia 15 de janeiro de 2008, quando o médico Ricardo Billo da Silva, em consulta em emergência do hospital da Ulbra para tratar dor nas costas, conseguiu convencer-me por razões que não sei explicar, mesmo porque a dor aparentemente não tinha nada a ver com o hábito de fumar, como os exames demonstraram.
Parei e o que aconteceu depois é a razão principal desse post-testemunho. O que aconteceu depois não é contado pelos que apelam para que fumantes abandonem o vício. Deixar de fumar é encarado como algo que implica apenas força de vontade e “vergonha na cara”. Os ex-fumantes , na maioria das vezes, jactam-se de seu feito e passam a ser intolerantemente chatos com os fumantes. Deixar de fumar é apresentado como sendo entrada para um mundo maravilhoso. Nunca ouvi ou li nada que me preparasse para a verdadeira tortura física que é parar de fumar bem como para a necessidade de ter de enfrentar reações do sistema integrado que é nosso organismo. As reações emocionais eu sabia existirem porque são facilmente perceptíveis nos outros quando deixam de fumar. Mas as reações físicas somente são percebidas quando nossas ou se houver queixas alheias.
E porque entendo necessário alertar para as dificuldades enfrentadas por quem se dispõe a abandonar o cigarro? Talvez por desejar desestimular os candidato a ex-fumantes? Não, pelo contrário. Desejo que sejam bem sucedidos, enfrentando o inimigo com preparo para a batalha. O inimigo cigarro persiste em nosso organismo mesmo quando deixamos de tê-lo como companhia diária. Ele continua ali e pede mais companheiros. Pede não, exige, e não sendo atendido ataca com vigor. E o corpo sente com nervosismo, formigamentos no rosto, dores resultantes do endurecimento dos músculos pelo stress, palpitações, etc. Nada disso nos é alertado quando fazem campanhas para que deixemos de fumar. E por isso somos surpreendidos e capitulamos com tanta frequência.
Pois bem: passado um ano, a vontade de fumar persiste com vigor. O inimigo ainda é forte presença em meus pensamentos e meu corpo demonstra ainda sinais do quanto sente sua falta, mas resistirei. Não voltarei a fumar, pois subo escadas sem arfar, parei de tossir, minha pele melhorou, minha voz voltou a ser audível, não recendo mais a picumã e sinto mais energia.
Portanto, que os candidatos a deixar de fumar saibam que poderão haver reações variadas em seus corpos. E resistam, mesmo quando for forte a sensação de que estavam melhor nos tempos das tragadas constantes. Não estavam, apesar do inimigo fazer parecer que assim estivessem. Enquanto ele mina a nossa resistência, mascara nossos males e cria outros muito piores.
Um cristão falando como cristão
Renato Raffaele Martino é um Cardeal da Igreja Católica, assessor do Papa Bento XVI e preside o Conselho de Justiça e Paz do Vaticano.
O alto dignatário da Igreja manifestou-se sobre a situação do povo que vive na Faixa de Gaza, face a ofensiva israelense no local.
Disse o cardeal que Gaza parece um grande campo de concentração e “na Terra Santa assistimos a um massacre contínuo, em que a maior parte das pessoas não participa, acabando por pagar o ódio de poucos com a sua vida”.
O Cardeal, com sua manifestação, justifica a existência da instituição a qual está vinculado e demonstra a necessidade que esta seja forte e independente. Somente assim pode assumir publicamente posição de acordo com o que foi pregado por um nativo da região onde mais uma vez inocentes são martirizados.
Total de pontos ganhos nos pontos corridos (ou seja, desde 2003)
Créditos para o usuário Tirano, do Fórum Uol Jogos
1. São Paulo – 448 pontos
2. Santos – 406 pontos
3. Cruzeiro – 396 pontos
4. Inter – 394 pontos
5. Goiás – 364 pontos
6. Atlético/PR – 355 pontos
7. Flamengo – 352 pontos
8. Fluminense – 338 pontos
9. Figueirense – 335 pontos
10. Vasco – 317 pontos
11. Palmeiras – 316 pontos
12. Corinthians – 311 pontos
13. Grêmio – 286 pontos
14. Paraná – 281 pontos
15. Atlético/MG – 275 pontos
16. Botafogo – 269 pontos
17. Juventude – 266 pontos
18. Coritiba – 237 pontos
19. São Caetano – 215 pontos
20. Ponte Preta – 204 pontos
21. Vitória – 156 pontos
22. Paysandu – 146 pontos
23. Fortaleza – 142 pontos
24. Criciúma – 110 pontos
25. Guarani – 110 pontos
26. Sport – 103 pontos
27. Náutico – 93 pontos
28. Bahia – 46 pontos
29. Brasiliense – 41 pontos
30. Lusa – 38 pontos
31. Ipatinga – 35 pontos
32. Santa Cruz – 28 pontos
33. América – 17 pontos
Time de Paulo César Magalhães disputa final da Copa Lupi Martins
O que motivou integrantes deste blog a ir no domingo pela manhã a Novo Hamburgo assistir a semi final da Copa Lupi Martins certamente foi o fato de que o time adversário do anfitrião tem como gerente de futebol o nosso querido campeão mundial Paulo César Magalhães. Chegamos ao Novo Estádio e imediatamente desistimos do propósito original que era comprar ingresso e adentrar nas arquibancadas. O tórrido sol que castigava os ousados torcedores que se aventuraram a enfrentá-lo não teria esta oportunidade com os integrantes deste blog. Fomos em busca de locais mais amenos,sendo brindados com o gratuito camarote alternativo. No chamado barrancão os torcedores instalaram-se em volta de um velho sofá estratégicamente colocado no local. Ali, em meio a reclamações pelo alto preço dos ingressos e pelo fato do horário forçar o público a ficar exposto aos raios emitidos pelo sol em horário que a unanimidade dos especialistas alerta ser nocivo, torciam pelo Novo Hamburgo. Os visitantes foram neutralizados pelo clima reinante. Era difícil torcer contra o time dos companheiros de “camarote,” principalmente pelo fato de que o papo rolava de forma muito agradável, com considerações sobre os times protagonistas e, claro, sobre a rodada do Brasileirão de hoje á tarde. Em campo, o Novo Hamburgo não soube superar o desafio de reverter a situação negativa na qual o resultado adverso do primeiro jogo (2×1) lhe colocara. Além disso, convenhamos que cobrar R$15,00 oferecendo em troca acomodações sob o sol do meio-dia não é atitude condizente com quem precisa vencer o jogo. Coisas da falta de sensibilidade de quem conduz o futebol brasileiro. Torcida é acessório que não precisa de agrado.
Enfim, o time de Gravataí passou para a final da Copa Lupi Martins ( nome de traz grandes momentos do rádio esportivo gaúcho à memória dos mais velhos) apresentando um futebol estritamente dentro do que seria necessário para cumprir o que exigia o regulamento da competição. Disputa o título com o Pelotas, sendo que o primeiro jogo será na quinta-feira, dia 27/11 às 16 horas no estádio Vieirão em Gravataí. Ingressos a R$10,00( não sócios) e R$5,00(sócios). Mulheres e crianças não pagam.
No que tange a nós, consideramos extremamente agradável assistir ao jogo de onde assistimos, em companhia de quem assistimos, tendo portunidade de efetivamente ouvir a voz das ruas.
Fila para compra de ingressos
Acomodafos no sofá, à sombra e com brisa amena torcedores assistem ao jogo no camarote alternativo
Grêmio na Bahia e culto às tradições
Sábado pela manhã tomo meu café, leio meu jornal e escuto, vindo da casa ao lado , o som de músicas regionais do Rio Grande do Sul. O Jornal informa que, seguindo o padrão que tem se repetido em todo o Brasil, o Grêmio foi recepcionado em Salvador por dezenas de torcedores. Uma baiana vestida de forma típica presenteia os visitantes daquele maravilhoso estado com fitinhas do Senhor do Bonfim. Quem já foi à Bahia sabe o clima especial que cerca a chegada do visitante, que já é convidado a sorrir desde o momento em que pisa a Boa Terra.
O som vindo da casa vizinha, que alegra a manhã de nosso sábado, evidencia o apreço que temos pelas tradições gaúchas. Sendo assim, porque não transmitir a nossos visitantes esse sentimento, como o fazem de forma tão calorosa os baianos?
Movimento Defenda a Orla em Porto Alegre
O Vereador Beto Moesch nos envia a seguinte informação de alto interesse público:
Neste final de semana ocorrerão manifestações organizada pelo “Movimento Defenda a Orla!” visando veto do prefeito José Fogaça ao projeto que permite a construção de espigões na orla do Guaíba em Porto Alegre.
DATA: Sábado (22/11) e domingo (23/11) a partir das 10h
LOCAL: Em frente ao Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção em Porto Alegre.
Todos são convidados a comparecer e assinar o abaixo assinado em prol do veto do prefeito Fogaça.
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571
Luto por Dallegrave
Foto Gremio Net
O Blog Perspectiva parabeniza o presidente Paulo Odone e a diretoria do Grêmio pela atitude de respeito ao determinar o hasteamento da bandeira do clube meio-pau no Estádio Olímpico, como demonstração de pesar pelo falecimento de Arthur Dallegrave, ex-presidente do Sport Club InternacionaL
Um colorado apaixonado foi homenageado por apaixonados gremistas. Em comum o amor ao futebol, e o respeito pelos que comungam desse amor.
Tcheco – ele se importa
A diferença que faz um jogador que se importa com o sentimento da torcida. Entende, aceita as críticas construtivas e tenta mudar o que precisa ser mudado. Por isso Tcheco é indispensável. Ele representa o espírito que a torcida gosta de ver no Grêmio. É provavelmente um dos últimos jogadores (que atuam no Brasil) a demonstrar um real comprometimento com o clube e que tem afinidade com o torcedor.
R.E.M em Porto Alegre

Verão de 2001. O costumeiro e insuportável calor de Janeiro para quem tem de permanecer nas cidades distantes da brisa do mar. A temperatura e os insetos voadores me conduzem em busca do alívio proporcionado pelo ar condicionado. Como meu quarto é o lugar onde este alívio está presente é onde permaneço a maior parte do tempo em que estiver em casa. E foi de lá que ouvi os sons que indicavam que os demais parceiros desse blog assistiam ao Rock in Rio de 2001. Enquanto isso eu lia no meu quarto refrigerado. Nem aí para os roqueiros.
Ocorre que no outro dia a televisão reprisou os shows e fui convidada a assistir a performance de uma banda que trataram por “espetacular”. Como uma concessão generosa sentei-me na sala para acompanhá-lo no que seria a reprise do espetáculo da noite anterior. E então, como diria aquele narrador de futebol: Feito!!! Sim, porque é impossível ouvir Michael Stipe e companheiros e não ficar fã de carteirinha. Assisti ao show gravado no mínimo por cem vezes, até praticamente decorar cada gesto do vocalista daquela que reputo como sendo a melhor banda do mundo enquanto lamentava pelos anos perdidos em que deixei que REM acontecesse sem que eu ficasse sabendo. Além disso, restava a certeza de que NUNCA teria chance de assistir a um show da banda. Se em 20 anos de carreira nunca tinham estado do Brasil certamente não retornariam e se retornassem não seria para este paralelo 30.
Como compensação sobraram Cds, Lps, fitas, DVDs, revistas, jornais, que foram comprados ávidamente pela nova fã.
E agora, sete anos depois, a oportunidade de assistir REM ao vivo, com direito a autógrafo de Mike Mills no ticket, ao final do show.
O estádio Passo D´Areia, do São José ( sem essa de Zequinha Stadium nesse lado do mundo,por favor) à primeira vista não seria o local indicado para um show do REM. Pelo que tenho conhecimento inaugurou seu papel de anfitrião em eventos de grande porte com o espetáculo de ontem. Sob o prisma circulação de veículos o local é excelente, com acesso fácil e saída também fácil. O tumulto que seria no Beira- Rio ou Olímpico todos sabemos. No interior do estádio,só o que considerei inadequado foi a saída, pois o público de aproximadamente 15.000 pessoas, ficou comprimido em um único portão, ocasionando grande demora. Claro que a presença de um “clone” de Jesus Cristo nas arquibancadas provocando brincadeiras dos retirantes amenizou a lentidão. Fotografado, aplaudido, alvo de piadinhas o rapaz entrou no clima acenando, agradecendo com mesuras e,a pedido, beijando a namorada.
Claro que sempre sobram aspectos desagradáveis. Nesse show o único que encontrei para não dizer que só falei de flores foi o mau-humor do atendente da banca de objetos da banda. O jovem estava aparentemente muito contrariado por estar ali na pista perto do palco. Pois é. Será que é funcionário da Opinião Produtora?
Encontramos por lá o Luciano Calheiros,repórter da Sportv em Porto Alegre, que demonstra ter uma personalidade compatível com a profissão escolhida. Conquistou admiradores pela sua simpatia e amabilidade.
Fim de tarde e o público ocupando a pista
Como tivemos dificuldades para sair do estádio demoramos para chegar ao local onde estava o carro. Casualmente este local era ao lado do portão de onde a banda sairia.Imaginamos que já teriam ido embora (aproximadamente 45 minutos haviam se passado do final do show), mas como algumas pessoas ali estavam resolvemos conferir. Então nós e mais umas vinte pessoas ficamos por ali, com a remota esperança de vermos os integrantes da banda de perto. De repente surge Mike Mills e dirige-se a uma van.Chamei-o, ele acenou, sorriu ,ignorou meu apelo e seguiu em direção ao veículo. No entanto, deve ter sido inspirado a ser justo e atender-me pois de repente saiu de trás da Van e foi até onde estavamos. Gentil e sorridente assinou tickets, catálogo da turnê , CD e só saiu após esgotar os pedidos. Desnecessário dizer que cativou a todos. Aliás já havia cativado quando apresentou-se com camiseta da Seleção Brasileira de 2006 (a 7 de Adriano) e solicitado uma bandeira do Brasil ao público, que levou consigo.
Michael não atendeu aos apelos de chegar até onde estavam os fãs e embarcou na Van, mas é compreensível pois depois de um show com aquela carga de energia, o vocalista certamente estava “moído”.
Enfim, tenho certeza de que aqueles que estiveram no Estádio do São José sairam satisfeitos por terem participado de um ótimo show de rock. Difícil é ter de “baixar o preço”, pois nível REM não é sempre.
20 anos da Constituição Federal é tema de Ciclo de Debates na UFRJ
A Previdência e a Assistência Social foram os temas do segundo dia do Ciclo de Debates “20 anos da Constituição Federal – a luta pelos direitos sociais: conquistas e novos desafios”, promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O seminário comemorativo ocorreu no Salão Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura, no campus da Praia Vermelha.
Participaram do painel sobre a Previdência Social, que se iniciou às 9h, na terça-feira, dia 21, o ex-ministro da Previdência e Assistência Social (1985/1986), Waldir Pires, a professora da Universidade de São Paulo (USP), Amélia Cohn, o constituinte Jorge Uequed e o especialista em Seguridade Social, Celecino de Carvalho Filho. O moderador foi o jornalista, economista e professor da Universidade Federal da Paraíba, José Carlos Assis.
Jorge Uequed e Waldir Pires
Foto:Marco Fernandes
Seguro-desemprego
Jorge Uequed, que foi deputado constituinte, abordou em seu discurso a questão do seguro-desemprego. O ex-parlamentar recuperou a história da luta que teve de enfrentar no Congresso para que os direitos assegurados pela Carta de 1988 fossem de fato consagrados. O seguro desemprego, segundo Uequed, representa uma tentativa de eqüidade entre a garantia do capital e a garantia do trabalho.
Referindo-se ao momento atual de crise no mercado financeiro internacional, ele ressalta o quão fundamental é a proteção assegurada pelo Estado aos trabalhadores. Ele terminou a sua apresentação ressaltando a importância da luta em defesa da constituição “cidadã”. “Dificilmente teremos melhores”.
Leia aqui sobre o Ciclo de Debates na UFRJ
“Saneamento Básico” – loas tardias
Não assisti “Saneamento Básico” no cinema. Nesta cidade onde insistimos em manter nossa base esse tipo de filme não é apresentado no único cinema que há, o Cinemark. A rede decidiu que em Canoas somente devem ser exibidos filmes destinados a um único segmento. E o segmento em questão não aprecia filmes como este.
Faço esta confissão e assumo que minha omissão é identica a de muitos e por isso temos responsabilidade pelo injusto e minguado número de 190 mil espectadores do filme. E por que agora, mais de um ano passado de sua estréia nos cinemas resolvo enfocar o tema “Saneamento Básico”? Simples. Assisti ao filme somente ontem, em canal de tv . E após tê-lo assistido proclamo solenemente a importância. Os diálogos são interessantes e divertidos e são valorizados pela performance de Fernanda Torres, Wagner Moura, Lazaro Ramos, Camila Pitanga e Paulo José. É muito bom ver atores de altíssimo nível em cena. É muito bom ver um filme brasileiro com personagens tão bem elaborados. Em Saneamento Básico não está Fernanda e sim Marina, não enxerguei Camila e sim Cilene. O Wagner do Capitão Nascimento foi esquecido e fiquei assistindo apenas a Joaquim, o que prova a versatilidade do ator.
Como se diz naquele site de compra e venda de mercadorias : recomendo a todos.
Vozes do passado no Olímpico
As eleições do Grêmio tiveram um componente quase inusitado: a presença na “boca de urna” do maior nome vivo da história do clube: Fábio Koff. O ex-presidente bicampeão da América e campeão do mundo não se limitou a declarar seu voto, o que já seria altamente relevante para o resultado do pleito. Ele esteve presente no sábado junto às filas de votação, pedindo o voto para a chapa de Duda Kroeff a cada sócio. Claro que o ex-presidente tem direito de adotar esse tipo de postura, abrindo mão da posição quase patronal que tinha até então. No entanto, Koff era a unanimidade, o referencial, o nome sem restrições. Sua postura no sábado lhe retirou essa condição. Certamente ele sabia disso e assumiu essa perda, por razões que, acredito, lhe eram altamente relevantes.
A chapa eleita tornou-se devedora de um padrão acima da média. Na medida em que tirou um ícone da Nação Gremista assumiu a obrigação de ser quase perfeita em sua gestão. O problema é que não existe no passado dos integrantes da chapa nada que nos leve a crer que isso vá acontecer. Seus integrantes não foram perfeitos como condutores do Grêmio, antes pelo contrário. Kroeff, como vice de futebol de Cacalo e integrante da gestão Obino, cometeu grandes erros junto com seus companheiros. Cacalo e Obino foram presidentes que não tiveram gestões que engrandeceram o Grêmio. Mas a presença do passado com o candidato a presidente carregando o prestígio do grande patrono e o apoio escancarado do maior nome vivo da história do clube conduziram a uma vitória sobre a atual gestão, que, mesmo tendo cometido alguns equívocos, tem consigo grande mérito de, vindo lá do fundo do poço da Segunda Divisão, ter levado o Grêmio ao vice-campeonato da Libertadores da América. Nem mesmo a liderança do campeonato conseguiu suplantar a força do passado de glórias que os nomes acima elencados representam. Aliás, a Chapa Um “puxou” para si esta liderança, atribuindo os méritos a Krieger. Seria ele o responsável pela liderança do Grêmio.
Como gremistas nos resta esperar que a eleição , da forma como foi conduzida, não cause prejuízos irreparáveis ao Grêmio. Esperamos que a nova gestão fique “contaminada” pelo fator Koff e não repita no presente as imensas falhas que teve no passado.
Instantâneos da eleição no Grêmio – Parte um
As eleições para a presidência do Grêmio envolvem a disputa entre as chapas de Duda Kroeff com a Chapa Um- Grêmio Vencedor e e Antonio Vicente Martins com a Chapa 2- Grêmio de todos.
A festa democrática , a festa de quem senta na pedra, como afirma o panfleto do candidato Martins, levou ao Olímpico a movimentação típica de eleições, com direito a boca de urna e distribuição de camisetas e bonés. Enquanto lá estivemos, enfrentando a imensa fila de eleitores dispostos a influir nos destinos do clube pudemos observar que apesar de alguns mais empolgados puxarem gritos de apoio a seu candidato ou gritar o nome de apoiadores ilustres, no geral, o clima reinante era digno das tradições gremistas.
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Filas de votação
Presidente Paulo Odone, sempre cercado pelos jovens apoiadores da chapa dois.
Fábio Koff, O Grande, com apoiadores de Duda Kroeff
Gaúcho da Copa é presença constante na Social do Grêmio em dias de jogos . Hoje estava na fila de votação identificado com adesivo de Antonio Vicente Martins
Bar Preliminar e torcedores/eleitores
Cabe lembrar também a presença da Geral do Grêmio, que, com bumbos e
canções, tornou agradáveis os longos momentos de espera na fila .
Porto Alegre tem redução de vítimas fatais no trânsito
O primeiro trimestre de entrada em vigor da chamada Lei Seca no trânsito, já provocaram reflexos nas estatísticas.No período compreendido entre 19 de junho e 30 de setembro de 2008 houve uma redução de 8,41%no total de acidentes (6.537 a 7.137); menos 35% em vítimas fatais (26 a 40); menos 14,55% em feridos (2.055 a 2.405), comparativamente ao mesmo período de 2007.
Igualmente houve redução no número de atropelamentos: 349 a 479 (menos 27,14%).
Considerando-se todo o ano de 2008 até 30/9 com o mesmo período de 2007, houve menos 2,3% em acidentes (16.802 a 17.209); menos 2,80% em vítimas fatais (104 a 107); menos 11,5% em feridos (5.253 a 5.936(11,51%); e menos 19,69% em atropelamentos (881 a 1.097).
Os dados são da Coordenação de Informações e Estudos da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC).
Luiz Afonso Senna, Secretário Municipal da Mobilidade Urbana, atribui esta redução de índices a a diversos fatores:
“A colocação de câmeras nos principais cruzamentos da cidade, as ações de engenharia de tráfego e transporte, as atividades educativas e também de fiscalização representam fatores importantes para esta mudança de cultura no nosso trânsito”.
Romaria das Águas – entrega no Guaíba
A 15ª Romaria das Águas teve seu momento culminante no dia 12 de outubro, com encontro às margens do Guaíba.
Momento de entrega das águas limpas das nascentes de rios e arroios que formam o Guaíba, reunidas no Rito das Águas, representando o desejo e a esperança de reverter a situação de poluição de todos os mananciais.
Momento de religiosidade- com canto à Oxum
Jurandir Maciel participa de chat no clicRbs
Em conversa realizado no clicRBS o candidato a prefeito de Canoas/RS pelo PTB, Jurandir Maciel, respondeu a perguntas dos internautas sobre seus projetos de governo. A integrante do do Blog Perspectiva, Miss LouLou participou do encontro e não obteve resposta do candidato para nenhuma de suas quatro perguntas. Reproduzimos aqui as perguntas.
Pergunta 1:
Jurandir, não agüento mais o corte de árvores em Canoas, realizado pela administração que participaste. Tens algum projeto para o plantio de mudas como foi feito em Porto Alegre?
Jurandir: A pergunta não foi respondida
Pergunta dois:
O muro no Parque Getúlio Vargas gerou insatisfação de grande parte da população canoense. Qual sua opinião acerca do assunto?
Jurandir: A pergunta não foi respondida.
A mesma temática foi alvo de questionamento por outro participante do chat, de nome Fernando, que colocou a pergunta nos seguintes termos:
“Candidato, o Sr. vai manter o Muro que cerca o parque Getulio Vargas, tendo em vsita que foi sua administração que colocou?”
Jurandir: A administração não é minha. A colocação do muro não foi uma decisão minha como vice-prefeito. Fui contra o muro desde o começo. Eleito prefeito, vou procurar cercar com tela que dê condições de integração do parque com a comunidade acabando com este muro.
Pergunta três:
A zona central está muito abandonada e sem verde. Tem planos para ‘esverdear’ o centro?
Jurandir: A pergunta não foi respondida
Pergunta quatro:
Coleta seletiva. Uma vez por semana . Isso é pouco, temos de ficar com o lixo toda semana se quisermos ajudar a natureza. Vai mudar?
Jurandir: A pergunta não foi respondida
Jairo Jorge participa de chat no clicRbs
Em conversa realizado no clicRBS o candidato a prefeito de Canoas/RS pelo Bloco de Oposição Municipal( BOM), Jairo Jorge, respondeu a perguntas dos internautas sobre seus projetos de governo. Os integrantes do Blog Perspectiva, Miss Lou Lou e FRules, participaram do encontro e obtiveram respostas do candidato para suas quatro perguntas. Reproduzimos aqui as perguntas e respostas. Pretendemos amanhã também participar da conversa com Jurandir Maciel , o outro candidato à Prefeitura de Canoas.
Pergunta 1:(FRules)
Jairo, não agüento mais o corte de árvores por Canoas. Tens algum projeto para o plantio de mudas como foi feito em Porto Alegre?
Jairo Jorge :
Infelizmente Canoas é a capital do TOCO. É uma tristeza. Vamos mudar isso e vamos plantar árvores, vamos incentivar a população. Precisamos de mais parques e praças na cidade. Canoas precisa disso.
Pergunta dois: (FRules)
Jairo, o muro no Parque Getúlio Vargas gerou insatisfação de grande parte da população canoense. Qual sua opinião acerca do assunto?
Jairo Jorge:
Sou contra o muro, é um absurdo. Vamos colocar uma boa cerca, adequada, bonita, que não agrida o meio ambiente e o visual. O parque é lindo e colocaram um Muro de Berlim no parque.
Pergunta tres:(Miss LouLou)
A zona central está muito abandonada e sem verde. Tem planos para ‘esverdear’ o centro?
Jairo Jorge:
Vamos trabalhar nossas praças, vamos melhorar o centro da cidade com mais verde, tornar mais bonita nossa cidade. Eu tenho orgulho de ser canoense e amo minha cidade natal. Quero o melhor para Canoas.
Pergunta quatro:(Miss LouLou)
Coleta seletiva. Uma vez por semana . Isso é pouco, temos de ficar com o lixo toda semana se quisermos ajudar a natureza. Vai mudar?
Jairo Jorge:
Sim Lúcia, eu faço a coleta em casa. É dificil como está. Vamos buscar outras formas para incentivar as pessoas.
Patrícia Pillar- uma armadilha
No sábado passado, 11 de outubro, eu, que costumava (como muitos) proclamar com certo orgulho não assistir novela, caí na armadilha Patrícia Pillar. A televisão estava sintonizada na Globo (alguém certamente assistira ao Jornal) quando cheguei na sala disposta a procurar alguma coisa para assistir. O impulso inicial seria buscar os canais da televisão por assinatura. Seria, mas não foi: quando cheguei na sala, a cena da novela A Favorita era protagonizada por Patrícia Pillar. Nunca tive apreço especial ou rejeição pela atriz. Era-me indiferente. No entanto, a cena que estava no vídeo chamou minha atenção e fiquei assistindo. Foi meu erro, porque hoje tenho séria disposição de sintonizar a emissora onde estará sendo apresentada a novela.
O desempenho de Patrícia Pillar – que, com mais de 25 anos de uma carreira reconhecida e premiada , com participação em filmes importantes como Zuzu Angel e O quatrilho- como sua primeira vilã é tão convicente que se torna impossível ignorar a novela. A cena em que ela leva “um chega pra lá” do personagem Zé Bob ( Carmo Dalla Vecchia) é um exemplo de como Patrícia está bem como Flora. A reação ante a rejeição é perfeita.
Enfim, perdi o “status” de não-apreciadora de novelas, ora vejam só. Culpa da Patrícia Pillar.
Romaria das águas – 12 de outubro
Programação da Romaria das águas
10h – Chegada da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Parque Náutico em Porto Alegre, onde ocorrerá uma celebração ecumênica
12h – Peixe na taquara, no Parque Náutico
14h – Saída da procissão fluvial do Parque Náutico em direção à Prainha da Usina do Gasômetro. Simultaneamente, serão realizadas programações culturais das comunidades em palco montado na Usina
16h – Chegada da imagem de Nossa Senhora Aparecida na Prainha da Usina, celebração chamada de “Rito das Águas”, e logo após, previsto para as 17h, show de encerramento com Kako Xavier e a Tribo Maçambiqueira
Mais sobre a Romaria das Águas aqui
Georges Moustaki/ Rita Lee – Joseph
Voilà c'que c'est, mon vieux Joseph
Que d'avoir pris la plus jolie
Parmi les filles de Galilée,
Celle qu'on appelait Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Prendre Sarah ou Déborah
Et rien ne serait arrivé,
Mais tu as préféré Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Rester chez toi, tailler ton bois
Plutôt que d'aller t'exiler
Et te cacher avec Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Faire des petits avec Marie
Et leur apprendre ton métier
Comme ton père te l'avait appris.
Pourquoi a-t-il fallu, Joseph,
Que ton enfant, cet innocent,
Ait eu ces étranges idées
Qui ont tant fait pleurer Marie ?
Parfois je pense à toi, Joseph,
Mon pauvre ami, lorsque l'on rit
De toi qui n'avais demandé
Qu'à vivre heureux avec Marie.









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