PERSPECTIVA

Estou de luto

Pelo quero-quero no jogo do Coritiba contra o Palmeiras =[

Maio 13, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | Não Há Comentários

Concerto em homenagem ao Dia das Mães na PUCRS

O próximo domingo é dedicado às mães e a Orquestra Filarmônica da PUCRS realizará concerto para homenageá-las, no Centro de Eventos da Universidade, prédio 41 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre), com inicio previsto para as 16 horas.

A regência será de Frederico Gerling Junior e durante o concerto serão executadas obras de Beethoven, Bizet, Gounod, Donizetti, Dolores Duran, Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Além da orquestra haverá a participação do Ballet Concerto, Tangos Show e Cia de Dança Tracy e Alexandre, além dos solistas Alicia Cecotti, de Buenos Aires, Adriana de Almeida e Marcello Vannucci.

www.pucrs.br/icm

Fonte: ASCOM -PUCRS

Maio 7, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | Não Há Comentários

Analisando o futuro

“Sobre a ausência dos grandes títulos na biografia de Celso Roth, convém lembrar que Abel Braga tinha idênticos vazios no seu currículo. Era gozado, até, pelos vice-campeonatos que ‘conquistara’. De repente, com o respaldo de um qualificado grupo de jogadores e boas condições de trabalho, ergueu os troféus mais valorizados no futebol mundial. Ninguém deve ser governado pelo passado”

Wianey Carlet na Zero Hora de hoje

O sr. Wianey Carlet lança agora uma nova maneira de se avaliar o trabalho de um profissional: a análise futura. Como acredita que o currículo de um técnico não seja um critério válido para a sua contratação, talvez o ideal seria contratar uma vidente para prever o sucesso do treinador. A idéia não deixa de ser revolucionária, mas é desnecessária no caso de Celso Roth: sem vidente, búzios, tarô, bola de cristal ou sonhos reveladores já é possível saber muito bem o que vai acontecer com o time que é treinado por ele.

Abril 14, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | Não Há Comentários

100 anos de Bette Davis

Hoje é dia de homenagear uma das maiores atrizes do século passado. Nascida no dia 5 de abril de 1908 em Lowell, Massachutess, Ruth Elizabeth Davis foi criada por sua mãe, tendo em vista que seu pai abandonou a família quando tinha apenas 10 anos.

Em 1926, após assistir a peça “The Wild Duck”, decidiu definitvamente pela carreira de atriz. Mais precisamente, que “precisava” ser atriz. Disse Bette, a respeito da peça, anos depois:

“Antes da peça começar, eu queria ser atriz. Ao final, eu tinha que ser uma atriz… exatamente como Peg Entwistle”.

Não foi fácil a caminhada de Bette até o estrelato. Ao tentar entrar para a famosa escola de teatro de Eva LeGalliene foi recusada pela própria. Segundo as palavras equivocadas de Eva, Bette Davis era uma meninca frívola, sem intenções sinceras com o teatro. Mais tarde foi aceita na escola de teatro de John Murray.

Após o término de seus estudos Bette foi aceita na companhia de teatro de George Cukor, onde atuou em alguns papéis, sendo demitida pouco tempo depois. Antes de chegar a Hollywood, ainda teve a oportunidade de estrelar a peça que a estimulou a ser atriz, “The Wild Duck”, e estreou na Brodway em 1929, na peça “Broken Dishes”. E então começou sua caminhada rumo ao sucesso.

Um caçador de talentos, impressionado com a atuação de Bette Davis, a convidou para um teste em Hollywood. Em 1930 Bette chegava a Hollywood. Os executivos da Universal, apesar de não terem se impressionado com a jovem atriz, assinaram com ela um contrato de curto prazo. Em 1931 Bette fez sua estréia no cinema, ao lado de Humprey Bogart, no filme “The Bad Sister”. Vale ressaltar que nenhum dos dois era famoso na época.

Após quase um ano sem emplacar nenhum sucesso a Universal decidiu não renovar o contrato com Bette Davis. Desapontada, a atriz estava decidida a abandonar Hollywood e se dedicar somente ao teatro. O responsável por impedir que Bette desistisse foi George Arliss, um antigo professor de interpretação. Arliss convenceu a Warner Bros a contratá-la para um filme que estava produzindo, “The man who played God”. Graças a ele o cinema não foi privado do talento de Bette Davis.

Assim, em 1932, Bette assinou um contrato de cinco anos com a Warner. 1932 também foi o ano de seu primeiro casamento. Porém, a sucessão de filmes pouco expressivos incomodava tanto o estúdio quanto a atriz. Em 1934 Bette acabou convencendo os executivos da Warner a emprestá-la para RKO Pictures, onde ela participou do filme Escravos do Desejo, estrelado por Leslie Howard (o Ashley Wilkes de “…E o vento levou). O filme foi sucesso de público e crítica. A interpretação de Bette foi aclamada, tendo sido considerada pela revista Life como, provavelmente, a melhor interpretação de uma atriz americana registrada em filme. Todavia, não foi suficiente para que a Academia a indicasse ao Oscar, o que motivou manifestações, lideradas por Norma Shearer, para que Bette fosse nomeada. A Academia acabou cedendo à pressão, permitindo que nomes que não estivessem entre os nomeados também pudessem receber votos. Mesmo não tendo vencido (a vencedora acabou sendo Claudette Colbert) causou polêmica, algo que se tornaria corriqueiro no decorrer de sua carreira.

Começava ali a trajetória de sucesso de Bette Davis. No ano seguinte recebeu seu primeiro Oscar, devidamente indicada, pelo papel principal do filme Perigosa. Em 1936 estrelou A floresta petrificada, outro filme de sucesso, ao lado de Leslie Howard e Humphrey Bogart.

Porém, o sucesso e respeito perante a crítica não foram suficientes para que Bette se mantivesse afastada de produções medíocres. Insatisfeita, em 1937 abandonou a Warner para estrelar alguns filmes na Inglaterra. Após intensa batalha judicial ficou decidido que Davis deveria honrar seus compromissos com a Warner.

Provavelmente, o abandono de Bette serviu para abrir os olhos da Warner que, a partir de então, colocou-a apenas em produções de bom nível. Em 1938 recebeu seu segundo Oscar pelo papel principal de Jezebel. A partir de então a atriz emplacou um sucesso atrás do outro. Passou a figurar na lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood e por cinco anos consecutivos foi indicada ao oscar de melhor atriz, recorde que persiste até hoje. O sucesso era gigantesco. Neste mesmo Bette se separou de seu primeiro marido.

No adentrar da década de Bette Davis era a atriz mais rentável da Warner Bros. A Carta, de 1940, foi considerado o melhor filme do ano e lhe rendeu outra indicação ao Oscar. Em 1941 casou-se novamente e em 1942 se tornou a primeira mulher a presidir a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (presidência que viria durar apenas dois meses devido às propostas radicais da atriz) . Naquele mesmo ano foi indicada novamente ao Oscar pelo filme Pérfida, sua última parceria com o diretor William Wyler.

Após o início da guerra, Bette começou a se dedicar por causas de auxílio aos combatentes. Fez de tudo: vendeu bônus de guerra, apoiou John Garfield na abertura de um clube chamado “Hollywood Canteen”, que tinha como objetivo oferecer alimentos e entreter os combatentes. Bette se dizia orgulhosa por ter feito parte do projeto.

Em 1944 participou de Vaidosa e, curiosamente, durante as filmagens deste filme foi extremamente criticada por seu excesso de egocentrismo. Ainda assim foi indicada novamente ao Oscar.

Sua carreira continuou estável durante a década de 40. Ao final da década teve alguns filmes mal recebidos pela crítica, o que dava a impressão de que sua trajetória estava em declínio.

Porém, em 1950 recebeu o script de A Malvada. Foi amor à primeira vista. Descrito pela atriz como o melhor script que já tinha lido em toda sua carreira, tratava-se de uma história comum em Hollywood, baseada em traição de falsidade. Durante esta produção Bette conheceu Gary Merrill, que viria a ser seu marido.

Após o sucesso estrondoso de A Malvada a carreira de Bette Davis começou a entrar em declínio. Seu casamento com Garry Merril acabou no final da década. Em 1962 fez o filme que lhe rendeu a última indicação ao Oscar, “O que terá acontecido com Baby Jane?”, ao lado de sua desafeta Joan Crawford. A interpretação de ambas atrizes impressionou os críticos. Em 1964 o diretor Robert Aldrich pensou em reunir novamente as duas atrizes no filme “Com a maldde na Alma”, mas Crawford recusou-se, alegando estar doente. Sendo assim, Olivia de Havilland foi convidada para o papel.

No decorrer década apareceu em filmes sem muita expressão. Em 1977 tornou-se a primeira mulher a receber prêmio do Instituto de Cinema Norte-Americano, pelo conjunto de sua obra. O prêmio acabaria por lhe render diversas propostas de trabalho. Em 1979 venceu o Emmy por sua atuação no filme para Tv Strangers: The Story of a Mother and Daughter. Viria a ser indicada ao Emmy novamente em 1980.

Na década de 80 a artiz foi homenageada na música de Kim Carnes, Bette Davis Eyes. Seguiu trabalhando até o final de sua vida. Seu último filme data de 1989, ano de sua morte. Nunca se aposentou, cumprindo a promessa que havia feito anos antes:

I will not retire while I’ve still got my legs and my make-up box.

Bette Davis foi uma mulher de personalidade forte, cujas atitudes deixavam transparecer o que realmente pensava. Apesar de ter feito parte do rol de astros de Hollywood, nunca deixou de falar o que achava daquele mundo. É considerada uma das primeiras grandes divas do cinema. Egocentrismo para alguns, excesso de confiança para outros, o fato é que o “estilo Bette Davis de ser” até hoje cativa e atrai admiradores.

Abril 5, 2008 Escrito por Madame Y | Cinema | | Não Há Comentários

Bárbaros em Porto Alegre?

Uma definição comum da palavra “bárbaro” é a de um ser que não tem o respeito como uma regra de comportamento. Associamos os bárbaros com depredação gratuita, típica de quem não sabe o que e porque está fazendo. Pessoas que não refreiam seus impulsos, não compreendem a civilização que as cerca e que, por isso, vingam-se dela através da violência, seja contra o indivíduo, seja contra o coletivo.

Não pode ser outra, portanto, a definição dessas pessoas que, todos os dias, praticam atos de vandalismo que fazem inveja aos seguidores de Átila, o Huno. Em Porto Alegre, então, temos uma situação calamitosa. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação( EPTC) somente nos três primeiros meses deste ano já foram gastos R$ 68 mil na reposição de semáforos, cabos de alimentação elétrica, luminárias e placas, furtados principalmente em paradas dos corredores de ônibus. Ao todo já foram substituídos 94 semáforos para pedestres, até a segunda quinzena de março.

No corredor de ônibus da Av. Protásio Alves foram furtados 2 mil metros de cabos de alimentação elétrica e 100 luminárias completas. No corredor de ônibus da Av. Farrapos os atos de vandalismo resultaram no furto de mil metros de cabos e 50 luminárias completas.
Em todo o ano passado sumiram nada menos do que onze semáforos para pedestres. Em 2008, em cerca de noventa dias, foram furtados 94 equipamentos, provavelmente para para serem vendidos como sucata.

Alguém, algum dia, fará a conta do prejuízo que o erário público acumulou por causa desse tipo de furto. Quantas casas populares poderiam ter sido construídas, quantas ruas asfaltadas, quantos prédios recuperados. Mas nem isso sensibilizará os bárbaros. Eles continuarão a atuar impunemente e com a desculpa esfarrapada, mas lamentavelmente  estimulada por alguns grupos  políticos, de que só são bárbaros porque a sociedade os tornou assim.

Denuncie o vandalismo : Fone 118 (EPTC) ou 190 (Segurança Pública).

Março 29, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | Não Há Comentários

Bette Davis e Hollywood

O fato de Bette usufruir de sua condição de estrela de Hollywood não a impedia de fazer comentários sarcásticos a respeito da futilidade daquele mundo. Tampouco a fazia poupar críticas a seus companheiros de profissão.

Bette debochava da fama e dos famosos. Fazia piada com as atrizes da época e não tinha medo de dizer que possuía inimigos em Hollywood. Falava de maneira franca, não se importando se estava desagradando quem quer que fosse. Vejamos então duas frases que resumem bem este estilo de Bette Davis.

“As atuações nas festas de Hollywood eram melhores do que as que apareciam nas telas.”

“There was more good acting at Hollywood parties than ever appeared on the screen.”

 

“Eu nunca saí com outras atrizes.As conversas delas costumavam me entediar terrivelmente.”

“I never did pal around with actresses. Their talk usually bored me to tears.”

Março 20, 2008 Escrito por Madame Y | Cinema | | Não Há Comentários

Tríduo Pascal

Tríduo, na liturgia da Igreja  é o espaço de três dias dedicados a celebrações e preces especiais. Inicia nesta quinta-Feira o Tríduo Pascal, que é o ponto alto de todo o ano litúrgico, sendo celebradas a Paixão, morte e ressureição de Jesus Cristo. Na Quinta-Feira Santa três óleos são abençoados pelo Bispo responsável por cada diocese : o óleo dos catecúmenos(batismo), do crisma e dos enfermos.

A utilização dos óleos remonta à antigüidade, quando o azeite de oliveira era considerado como capaz de curar doenças. No livro de Gêneses (28,1 8) é relatado que Jacó, filho de Isaac e neto de Abraão, durante uma viagem, deitando-se no caminho e usando uma pedra como travesseiro, sonhou com uma escada que levava aos Céus e no qual aparecia Deus, que lhe prometia uma decendência numerosa e abençoada. Ao despertar, Jacó, exclamando que o lugar era a casa de Deus e a porta do Céu, derramou óleo sobre a pedra, consagrando-a ao Senhor. Da mesma forma o livro do Êxodo (40,9) nos relata que Moisés recebeu ordem do Senhor para ungir com óleo o tabernáculo para que ele se tornasse uma coisa Santa, como  morada de Deus. A Bíblia também nos relata, no Livro de Samuel, que após a unção com óleo realizada em David o Espírito do Senhor apoderou-se dele (I, Sm, 16,13).

O Evangelho de Lucas traz a passagem em que o Bom Samaritano ameniza os sofrimentos do homem encontrado no caminho, colocando em suas feridas azeite e vinho. (Lc, 10,34) . É a imagem da misericórdia. (LC,10,34).

CRISTO em grego significa ungido. Ungido por Deus. Seus seguidores são cristãos,são    ungidos.(Então, com este embasamento, a Igreja utiliza o óleo em nome de Cristo, como referência simbólica à graça e ao seu dispensador, o Espírito Santo.

“Com óleo terreno o corpo é ungido; com o Espírito Santo e vivificador a alma é santificada” São Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja.

O Tríduo Pascal inicia com a celebração da Ceia do Senhor, no início da noite da Quinta-Feira Santa. Nesta celebração são recordadas a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. A cerimônia do lava-pés é um convite a que a Igreja, imitando o exemplo de humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que lavou os pés dos Apóstolos na última Ceia, também o imite na humildade.

Na Sexta Feira Santa não há celebração eucarística, não há consagração de hóstias. A celebração da Paixão do Senhor, com adoração da Cruz e Comunhão, é realizada às 15h, em uma recordação da morte de Cristo na cruz. As hóstias distribuídas são as consagradas na Quinta-Feira Santa.

 A celebração da vigília Pascal na noite de sábado, realizada de maneira solene e festiva, é o ponto central do ano litúrgico. Inicia com a benção do fogo e a celebração da luz. A escuridão reinante é quebrada com a entrada do fogo que acende o Círio Pascal, símbolo de Cristo, luz do mundo. Este fogo é retirado de um braseiro .Simboliza que Cristo saiu da rocha, do túmulo da morte para a vida. O fogo é símbolo de Cristo.O sacerdote traça uma cruz no círio pascal.Em cada ponta da cruz coloca grãos de incenso, representando as cinco chagas de Jesus. Acima da cruz escreve a primeira letra do alfabeto grego(Alfa)) e abaixo a última (Ômega),os algarismos do ano em curso, significando Jesus como Senhor do tempo, da história, ” o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim”, como está no Livro do Apocalipse(Ap 22,13).

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Na procissão com o círio as pessoas acendem suas velas , simbolizando o recebimento da luz  de Cristo.

 

Fonte:

Significação dos símbolos cristãos-Urbano Zilles- EDIPUCRS

Março 20, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | 1 Comentário

Bette Davis x Joan Crawford

A frase de hoje está relacionada ao famoso relacionamento entre Joan Crawford e Bette Davis. Não era mistério em Hollywood que Bette odiava Joan e que a recíproca era verdadeira. Durante as filmagens de “O que terá acontecido com Baby Jane?” Bette instalou no set uma máquina da Coca Cola visando única e exclusivamente provocar Joan, que era viúva do dono da Pepsi.

Destacamos então duas frases ditas por Bette sobre sua desafeta:

   “She has slept with every male star at MGM except Lassie.”"

“Ela já dormiu com todos os astros da MGM, exceto a Lassie.” 

“Why am I so good at playing bitches? I think it’s because I’m not a bitch. Maybe that’s why Miss Crawford always play ladies.”

“Por que sou tão boa intepretando vilãs? Talvez porque eu não seja uma vilã. Talvez por isso a Sra.Crawford sempre interprete damas.”

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Março 19, 2008 Escrito por Madame Y | Cinema | | Não Há Comentários

Bette Davis - Eu nunca estarei abaixo do título

Bette Davis era uma mulher de personalidade forte. Não tinha interesse em agradar quem quer que fosse e falava o que bem entendia, quando achasse que lhe convinha. Talvez tenha sido a precursora do que hoje chamamos de “diva”. Sabia de seu potencial e não era modesta.

Sendo assim, não é de se espantar que tenha dito a seguinte frase:

“Eu nunca estarei abaixo do título”

I will never be below the title.

Após o logo do estúdio era o nome de Bette que aparecia em primeiro na tela do cinema. Não o título do filme, tampouco os diretores. A primeira coisa que se lia era “Bette Davis in” e aí sim aparecia o nome filme. Nos posters de divulgação não era diferente: acima, no topo, o nome de Bette Davis. Abaixo, o nome do filme.

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Era como se fosse o filme um felizardo, um sortudo, que devia agradecer por poder contar com a presença da grande Bette Davis em seus créditos iniciais.

Março 18, 2008 Escrito por Madame Y | Cinema | | Não Há Comentários

Frases de Bette Davis

Hoje começaremos a prestar nossas homenagens a Bette Davis. Dia 05 de abril a atriz completaria 100 anos, e tal data não poderia passar despercebida por nós, amantes do cinema e admiradores da grande atriz que foi Bette Davis.

Até o dia 05 de abril postaremos frases  daquela que nasceu Ruth Elizabeth Davis, uma mulher de personalidade forte e marcante, que foi imortalizada por diversas atuações brilhantes ao longo de mais de 50 anos de carreira.

Gary era o típico “machão”, mas nenhum dos meus maridos foi homem o suficiente para se tornar o Sr. Bette Davis. (sobre Gary Merrill, seu 4ºmarido)

Gary was a macho man, but none of my husbands was ever man enough to become Mr. Bette Davis (on Gary Merrill, her fourth husband)


Março 17, 2008 Escrito por Madame Y | Cinema | | Não Há Comentários

A touca verde - Vol. II

 

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O carrossel emperrou?

 

Março 13, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | 3 Comentários

Acessibilidade total é avaliada em Porto Alegre

       A Prefeitura de  Porto Alegre e a PUCRS firmaram convênio para que as condições gerais de acessibilidade do município sejam alvo de pesquisa a partir de março de 2008. O trabalho será realizado pelos  núcleos de pesquisa em acessibilidade e mobilidade urbana da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Serão catalogados passeios públicos, mobiliários e equipamentos – como bancas de revistas, orelhões e lixeiras – travessias de pedestres, sistemas viários e de informação, que incluem estacionamentos e semáforos.Mais abrangente que ações voltadas a pessoas com deficiência, o conceito de acessibilidade total contempla as diversas formas de locomoção por perfis que incluem crianças, gestantes, idosos e pessoas obesas, entre outros.Cerca de 30 alunos participarão do projeto,  com orientação de professores e os resultados obtidos serão utilizados pelo poder público para melhorar a circulação da cidade.

Boa iniciativa.

Fonte:Assessoria de Comunicação Social - ASCOM-Pucrs

Março 4, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | 1 Comentário

Eduardo Costa x Paulo Pelaipe

Eduardo Costa é conhecido por sua postura abertamente gremista, dentro e fora de campo. É um jogador com a alma e a cara do Grêmio, um atleta que, ano passado, fez questão de voltar ao Olímpico. Fala sempre francamente, sem medo de agradar A, B ou C e sempre se manifestando em prol do seu time do coração.

Sua manifestação acerca da saída do técnico Vagner Mancini não podia ser diferente. Segue abaixo a transcrição da entrevista concedida por Eduardo Costa à Rádio Gaúcha:

– Fomos os últimos a saber. É uma situação que realmente não nos agrada, porque estávamos no começo do trabalho. Além do mais, bem ou mal, os resultados estavam chegando. Agora é ter paciência, o futebol nos reserva essas coisas, que nem sempre é gratificante para nós jogadores. Se tem algum responsável por  talvez a equipe não estar jogando o futebol que agrade a todos, acho que somos todos nós – declarou Costa.

Eduardo Costa seguiu a linha que lhe tornou um dos atuais ídolos da torcida. Uma postura franca, aberta, que faz com que a torcida se identifique com ele. Porém, parece que nem todos entendem o que é ser gremista e o que é defender as cores do clube do coração.

Paulo Pelaipe manifestou-se sobre a declaração de Eduardo Costa.

– Dirigente é que comanda a equipe, jogador exerce sua função jogando bola. Eu não discuto, jogador é funcionário do clube e como funcionário, acata a decisão da direção. Aqui no Grêmio tem hierarquia e tem comando – reiterou.

Eduardo Costa ousou manifestar-se contra uma atitude tomada pelo onipotente Pelaipe. Ousou falar a verdade. Ousou ser gremista. Pelaipe, que se julga há algum tempo todo-poderoso dentro do clube, não pensou duas vezes na resposta.

Cada vez que Paulo Pelaipe é contrariado toda sua arrogância, destempero, desqualificação e despreparo vêm à tona. Pelaipe não tem jogo de cintura para comandar um clube como o Grêmio. Não tem gabarito para ser a voz mais forte dentro do Olímpico. 

Mancini, há dias, vinha reclamando da falta de grupo e da dificuldade em montar um time competitivo com as peças que lhe haviam sido disponibilizadas. Eduardo Costa, assim como Mancini, ousou questionar uma atitude da direção, ousou contrariar Paulo Pelaipe. Será Eduardo o próximo a sair do Grêmio?

Fevereiro 15, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | 12 Comentários

Grêmio - Nova postura

Chamou a atenção a diferença de postura dos jogadores do Grêmio no jogo contra o Novo Hamburgo. O time está claramente mais confiante e atrevido em suas jogadas de ataque.

Essa mudança repentina tem um nome: Roger. Contrariando algumas expectativas negativas, o jogador mostra-se empenhado em desempenhar a função de articular que tanto fez falta ao time nos jogos anteriores. Prova que a torcida tinha toda a razão ao exigir da direção um nome de peso. Com um referencial destes, o time sente-se superior ao adversário antes mesmo do jogo começar, o que não estava acontecendo nas últimas partidas. E o fraco adversário também percebe isso.  Era uma irritante aparente  igualdade em campo entre desiguais. As coisas parecem estar voltando ao seu devido lugar.

O gremista saiu do estádio sentindo-se grande de novo. Que persista este sentimento.

Fevereiro 9, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | 1 Comentário

Declaração de amor

O Grêmio é o time que eu amo. É o time que eu gostaria de voltar a jogar um dia”.  

Fernando Kaufmann, goleiro do Novo Hamburgo, no intervalo da partida do Grêmio contra o próprio Novo Hamburgo, hoje, no Estádio Olímpico.

Declaração expressa de amor ao adversário durante a partida é algo provavelmente inédito. Chegou a ser comovente ver e ouvir aquele jovem goleiro manifestar seu amor ao Grêmio.

O jogador de 22 anos já atuou no Guarani de Venâncio Aires, Brasil de Pelotas e no próprio Grêmio. Está no Novo Hamburgo desde o início do ano, vindo do Porto Alegre, da Segunda Divisão gaúcha.

Fevereiro 9, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | 2 Comentários

Charlize Theron em “Disque M para matar”

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Revista “Vanity Fair”

Fevereiro 8, 2008 Escrito por Madame Y | Mundo pop | | 1 Comentário

Que sinuca, Brasil!

Fevereiro 6, 2008 Escrito por Madame Y | Política | | 1 Comentário

Fevereiro com cara de março

O fato do carnaval ter acontecido no início de fevereiro, quase final de janeiro e a temperatura amena nas manhãs e tardes deixa esse período com cara de fim de verão. A luminosidade ainda não é aquela característica do início de outono, mas a impressão é de que está iniciando março.

Fevereiro 6, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | 1 Comentário

Indiana Jones - expectativa alimentada

A Paramount não está para brincadeiras na divulgação do esperado Indiana Jones no Reino da Caveira de Cristal, com estréia mundial prevista para maio de 2008. Logo à entrada dos principais cinemas é possível encontrar-se o material promocional do filme. Os fãs podem inclusive bater fotos com o chapéu e chicote de Indiana.

 

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Fevereiro 4, 2008 Escrito por Madame Y | Cinema | | 1 Comentário

Pra não dizer que não falei de flores

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A beleza das árvores acima está na Gal Salustiano em Canoas. E pensar que tem alguns que preferem cortá-las, deixar a calçada sem vegetação ou plantar aqueles que parecem ser a nova moda dos arquitetos: coqueiros ou palmeiras. Incompreensível.

 

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E esta? Graças ao bom gosto de moradores da Fernando Anatoli que tem a iniciativa do plantio e cuidados, somos brindados com estas imagens.

Fevereiro 3, 2008 Escrito por Madame Y | Ecologia | | 1 Comentário

25ª Rodada do campeonato inglês

02/02 -Arsenal 3 X 1 Manchester City - Adebayor (1 8) Eduardo da Silva(4) Gelson(1)

 

02/02 às 13h-

Wigan 1  X 0  West Ham United - Kilbane(1)

Tottenham Hotspurs 1  X  1 Manchester United- Berbatov(9) ( Tevez(11)

Blackburn Rovers 0 X 0 Everton

Blackburn Rovers  0  X  2 Bolton Wanderers-  Nolan(5) Helguson(1)

Birmingham 1 X 1 Derby County - Larson(1) Villa(1)

Portsmouth 1 X 1 Chelsea- Anelka(11)

02/02 às 15h15m

Liverpool 3 X 0 Sunderland- Lucas em campo. Aos  11m59 uma grande jogada de Lucas quase resulta em gol. Gerrard recua e Lucas avança fazendo boa dupla. Depois da partida contra Havant, quando marcou um belo gol, o Lucas passou da condição de reserva para entrar como titular ao lado de Gerrard. Torres(12)Gerrard(8)Crouch(2)

03/02 às 11h

Newcastle United  1 X 1 Middlesbrough - Owen(1) Huth(1)

03/02 às 14h

Fulham 2 X 1 Aston Villa

CLASSIFICAÇÃO

1° Arsenal-60 pontos

2° Manchester United -  58 pontos 

3°Chelsea - 54 pontos

4° Everton- 44 pontos

5° Liverpool- 43 pontos

6° Aston Villa- 41 pontos 

7° Manchester City- 41 pontos

ARTILHEIROS

Cristiano Ronaldo- Manchester United (19) 

 Adebayor- Arsenal (1 8)

Mwaruwari- Portsmouth (12)

Fernando Torres-Liverpool (12)

Keane- Tottenham Hotspurs(11)

Santa Cruz-Blackburn Rovers(11)

Anelka-Chelsea(11)

Tevez - Manchester United (11)

 

Próxima rodada 09/02 a partir das 10h45m

Fevereiro 2, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | 1 Comentário

A Publicidade e a Velocidade nas Estradas

Seguindo a linha de raciocínio iniciada no post anterior, resolvi refletir acerca de outro assunto relacionado: campanhas publicitárias de veículos.

Seja nos intervalos da programação da Tv, seja em páginas de revistas, a grande maioria das propagandas de automóveis utilizam a “liberdade” como tema. Engraçado é que alguns publicitários entendem que liberdade é sinônimo de alta velocidade e agressividade no volante. É comum assistirmos às propagandas, nas quais jovens dirigem o automóvel em estradas desertas, ou nas ruas de uma cidade cosmopolita, ouvindo música alta e proclamando a “liberdade” que o automóvel proporciona a seu motorista. Ainda, retratam o veículo como algo onipotente, indestrutível, poderoso. Esquecem a função real do automóvel, qual seja, transportar pessoas de um lugar ao outro com segurança.

Trata-se de uma mentira absurda e irresponsável. Esquecem os publicitários que basta uma batida em alta velocidade para o carro ser destruído, basta um pequeno descontrole do motorista para que sua vida (e a dos demais ocupantes do veículo) seja colocada em risco.

Claro, campanhas publicitárias não retratam, necessariamete, a realidade dos fatos. Buscam, muitas vezes, o mundo da fantasia e da ficção para chamar atenção ao produto divulgado. Todavia, quando esta fuga da realidade acaba por estimular comportamentos arriscados e perigosos se repetidos fora dos estúdios de gravação, então pode-se dizer que se trata de atitude irresponsável e, de certa forma, criminosa. 

Tenho 23 anos, não sou especialista em automóveis, tampouco entendida no assunto, mas talvez por isso mesmo minha visão sobre o assunto seja mais real, sem compromissos de agradar quem quer que seja. Mas me parece claro que as propagandas desvirtuam e mascaram a função principal do automóvel, bem como os perigos que a alta velocidade proporciona. Para ilustrar meu argumento seguem abaixo videos de campanhas publicitárias de alguns automóveis:

http://youtube.com/watch?v=SvfLhEhOTyk

http://youtube.com/watch?v=aJOkaUFd7eM

http://youtube.com/watch?v=PMpoBL5LZGM

As manobras praticadas nas propagandas não são realizadas impunementente na vida real. Podem parecer inocentes, até mesmo engraçadas, mas se repetidas pelo comprador do veículo podem vir a ser fatais. Prometem uma aventura possível. E aí que reside o perigo: por parecerem inocentes e possíveis, acabam criando esta ilusão. Ilusão que acaba quando o motorista perde a vida ao perder o controle do veículo. 

Há um tempo atrás ouvi na rádio uma frase atribuída a alguém da Volvo, se não me engano. Dizia a frase, mais ou menos assim:

 ”o automóvel foi criado para transportar as pessoas com segurança de um lugar ao outro. Qualquer outra função que lhe atribuem nada mais é do que uma projeção do ego do condutor”. 

É uma pena que os responsáveis pelas propagandas de alguns automóveis se aproveitem disso, estimulando estas outras “funções” do automóvel. Seduzem, prometendo aventura, liberdade  e diversão. O motorista acaba apaixonado pelo seu carro e por tudo que, imagina, possa fazer com ele. Enquanto isso, a cada dia que passa mais pessoas perdem entes queridos em acidentes de trânsito.

Fevereiro 2, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | 1 Comentário

O Carnaval fixa a data da Páscoa ou a Páscoa fixa a data do Carnaval?

Uma indagação bastante comum é se o carnaval determina a data da Páscoa ou, ao contrário, é a festa que celebra a nova aliança de Deus com os homens , a festa maior da cristandade, que fixa a data da festa pagã.

Importante salientar que a Páscoa cristã, que é aquela que celebramos, não é a mesma referida na Bíblia. A festa da Páscoa que consta nas Escrituras era uma festa nacional dos judeus quando recordavam a história de sua libertação no Egito e a aliança firmada com Deus no Monte Sinai(Ex 11,4s e 12,6) . Comiam um cordeiro escolhido entre os melhores do rebanho, ervas e pão ázimo (o que se chama no Brasil de “pão árabe”). A celebração era realizada à noite. Até hoje a páscoa judaica (Pessach) é celebrada 163 dias antes do início do ano  judaico. A data não coincide coma da páscoa cristã. Jesus Cristo celebrou a páscoa judaica. Foi nesse período que instituiu a Eucaristia. 

A data da  páscoa cristã foi fixada pelo Concílio de Nicéia (325 d.C.) convocado pelo imperador Contantino. O Concílio decidiu que a páscoa cristã deveria ser comemorada na primeira lua cheia após o equinócio da primavera no hemisfério Norte.

Mas o que seria equinócio da primavera? Ele ocorre em setembro no hemisfério sul e em março no hemisfério norte e se caracteriza pelo número de horas de sol exatamente igual ao número de horas de escuridão durante o dia. No hemisfério sul, a Páscoa ocorre no equinócio de outono, estação inversa à da primavera no Norte do planeta.

Fica então a pergunta: se a Igreja fixou a data do Carnaval, ele seria uma festa católica? Não. É que o carnaval já existia então e era chamado de februalia, uma festa pagã realizada em fevereiro. Como a Igreja estabelecera no Sínodo de Benevento(1091), que os cristãos deveriam jejuar de carne durante os 40 dias antes da Páscoa, a exemplo de Jesus, que jejuou por 40 dias no deserto. Foi então instituida a Quaresma, que terminaria na páscoa e iniciaria na quarta-feira de cinzas, quando os cristãos seriam marcados com cinzas na texta, em referência ao compromisso de conversão. A quarta-feira de cinzas acontece 46 dias antes do domingo de Páscoa.

 Hoje este período de jejum é solicitado apenas  na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa.

Então, como os cristãos iam passar quarenta dias em abstinência de carne, a festa pagã passou a chamar-se carnaval, derivado de “carne vale”. A extensão interpretaiva da palavra foi a mais ampla possível.

Então é isso. A Páscoa marca a data do Carnaval e a primeira  lua cheia da primavera no hemisfério norte marca a data da Páscoa.Esta ano, como sabemos a Páscoa ocorrerá no dia 23 de março. O período pascal continua com a Ascensão do Senhor, em uma quinta-feira, quarenta dias após o domingo de Páscoa e encerra com  a festa de Pentescostes , dez dias após. Então, Pentecostes, como etimologicamente pode-se constatar, é celebrado cinquenta dias após a Páscoa.

O Carnaval somente é carnaval quando ocorre 47 dias antes da Páscoa. Se alterada a data, a festa poderá ser chamada de qualquer coisa menos  de carnaval, tendo em vista a sua filiação ancestral com as tradições cristãs. Lembramos disto porque temos notícia de certas iniciativas por parte de alguns legisladores no sentido de alterar a forma de fixação da data do Carnaval, tornando-a uma festa de dia fixo. Será que, para satisfazer interesses de alguns, toda uma tradição e todo o simbolismo subjacente a ela deverão ser alterados? Impressionante a necessidade atual de romper com todas as tradições e costumes. O alcance dessas iniciativas pode ser muito maior do que aquele que é expressamente admitido. O carnaval, se invadir o período da quaresma, será também um desrespeito à história da cultura brasileira, que inclui, como a cultura popular de qualquer país, as celebrações ligadas à religião - por mais que isto soe desagradável a alguns adeptos de outros cultos.

 

Tópico relacionado:

http://perspectivabr.wordpress.com/2008/02/06/quarta-feira-de-cinzas-quaresma/

Fevereiro 2, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | 1 Comentário

A volta de Ronaldo

Que satisfação voltar a assistir Ronaldo Nazário, o último grande centroavante brasileiro!

Durante os 70m em que esteve em campo, no jogo Milan X Napoli, marcou dois gols, mostrou bom entrosamento com os companheiros e pareceu não sentir a lesão que o atormenta há anos.

Quem aprecia o bom futebol   ficou feliz.

A partida também marcou a estréia do jovem Alexandre Pato, que marcou um bonito gol.

Janeiro 13, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | Não Há Comentários

Kaka e o dízimo

A prática do dízimo é encarada como devolução a Deus de parcela a Ele consagrada do que cada um recebe. E está fundamentada na Bíblia que faz referência a isso em diversas passagens. É obrigação de todo fiel seguir os preceitos bíblicos .E aquele que é verdadeiramente fiel o faz tranquilamente, pela singela razão de que acredita.

A decisão de um juiz de Direito de intimar o jogador Kaka pelo fato do mesmo ter uma crença religiosa e, segundo estritamente os ditames da mesma, destina parte do fruto do seu trabalho como dízimo, gera bastante repercussão a nível mundial.

A instituição religiosa que é destinatária do dízimo milionário do jogador não é considerada ilegal, não está banida, seus templos continuam funcionando normalmente. Não se tem notícia de que seus cultos estejam proibidos. Sendo assim, certamente milhares de pessoas continuam praticando o dízimo, amparados pelo preceito constitucional da liberdade religiosa. Uma dessas pessoas é o jogador Kaka , que , seguindo os preceitos bíblicos como todos os outros fieis, faz a entrega de seu dízimo. Atitude digna de aplausos, pois convalida um comportamento modelar de um cidadão que foi agraciado com o talento e bens materiais e credita a Deus tudo que recebeu. Aliás Kaka é modelo como pessoa. Dele nunca se ouve falar em atitudes que sirvam de exemplo negativo para as milhões de pessoas que se deslumbram com seu futebol. Jamais se teve notícias de que estivesse envolvido em  noitadas, desperdiçando dinheiro e saúde.

 E para nós fica o questionamento: será que todos dizimistas da Igreja Renascer, que também destinam a mesma dez por cento de tudo quanto percebem  serão intimados? Ou apenas aquele dizimista que tem seu nome na mídia?

A investigação envolvendo a instituição e seus líderes não pode servir de base para constranger e limitar a prática religiosa de quem quer que seja. E desimporta se sejamos seguidores da mesma crença religiosa ou não, gostemos da instituição destinatária ou não. Investigue-se o que tiver que ser investigado mas não se cometa o desatino de constranger alguém simplesmente por ser praticante efetivo de uma religião.

Janeiro 13, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | 7 Comentários

22ª rodada do campeonato inglês

12/01 às 13h

West Ham United 2 X1 Fulham - Davies(4)    Ashton(5)  Ferdinand(2)

Aston Villa  3X 1 Reading FC- Carew(6)  Laursen(6) Harper(4)

Arsenal 1 X 1 Birmingham City-Adebayor (13) O Connor(1)

Chelsea  2X 0 Tottenham Hotspurs- Belletti(2) golaço! Estréia razoável do Anelka. Em um time que está usando Pizarro no ataque o Anelka é um bálsamo. Wright Philips (5) depois de uma bonita jogada de Joe Cole marca o segundo do Chelsea. Makelele volta ao Chelsea depois de lesão. Voltou bem. É bonita demais a camisa do Chelsea! Anelka quase faz um golaço aos 89. A bola enganou a todos, bateu no travessão e quicou fora.

Middlesbrough 1 X 1 Liverpool- Boateng- Fernando Torres (11)

Everton 1 X 0 Manchester City- Lescott(4)

Derby County 0 X 1  Wigan Athletic FC- Sibierski(4)- Derby não ganha de ninguém.

12/01 às 15h15m

Manchester United  6×0 Newcastle United- 3 gols de Cristiano Ronaldo (16), 2 de Tevez (10) e 1 de Rio Ferdinand

13/01 às 11h30m

Sunderland  2X 0 Portsmouth- Richardson(2)

13/01 às 14h

Bolton Wanderers 1 X2 Blackburn Rovers 

 

CLASSIFICAÇÃO

1°Manchester United-51 pontos

2°Arsenal -  51 pontos 

3°Chelsea - 47 pontos

4° Everton- 39 pontos

5° Aston Villa- 39 pontos 

6° Manchester City- 39 pontos

7° Liverpool- 38 pontos 

ARTILHEIROS

Cristiano Ronaldo- Manchester United (16) 

 Adebayor- Arsenal (13)

Fernando Torres-Liverpool (11)

Anelka-Chelsea(10)

Keane- Tottenham Hotspurs(10)

Santa Cruz-Blackburn Rovers(10)

Tevez (10)

 

Próxima rodada 19/01 às 13h

Janeiro 12, 2008 Escrito por Madame Y | Esportes | | Não Há Comentários

Trânsito em Porto Alegre- Estatísticas de 2007

Notícias sobre  estatísticas a respeito de acidentes no trânsito geralmente são assustadoras e apresentam elevação no número de ocorrências e de vítimas. No entanto são necessárias, sendo uma das formas que os responsáveis pelo setor utilizam para procurar conscientizar a população da necessidade de cuidados na condução de veículos e na circulação pelas vias.

Uma exceção são os dados divulgados hoje pela  Empresa Pública de Transporte e Circulação( EPTC), de Porto Alegre.

Confirmando a tendência observada desde 2005, houve  redução no número de vítimas fatais em relação ao ano anterior, embora a  empresa ressalte que  esta diminuição não foi uma constante durante o ano. Um dos meses em que houve aumento no número de vítimas  foi o de  janeiro, o que serve de alerta para evitarmos que o mesmo ocorra em 2008.

O número de mortes por atropelamento   diminuiu no percentual de 16% comparativamente a 2006. No entanto, os acidentes com motos, que representam apenas 10% da frota portoalegrense, são responsáveis por 42% das vítimas fatais na capital gaúcha, o que representa um aumento de 19% em relação ao ano anterior.

É significativo o aumento do número de motos em circulação nas ruas , mesmo representando um percentual pequeno em relação aos demais veículos. Esperamos que as novas exigências com relação a equipamentos de proteção destes veículos ajude a diminuir estes índices.

A EPTC anuncia que irá intensificar atividades de educação para o trânsito, especialmente em relação às motos, além de prosseguir com ações voltadas para engenharia e fiscalização.

Os dados demonstram que as ações  da EPTC têm dados resultados positivos e esperamos que consigam vencer o verdadeiro desafio, que é inverter este doloroso aumento de perda de vidas em acidentes com motos. Continuamos a acreditar que esta luta somente será vencida com a colaboração da população para mudar a mentalidade em relação ao que verdadeiramente significa um veículo, ou seja, que eles existem única e exclusivamente para nos auxiliar a irmos de  um lugar para outro.

Quanto às autoridades responsáveis pela fiscalização no trânsito, é preciso que continue havendo uma postura intransigente de exigência ao cumprimento da lei. Esta postura causa  reações - todos odeiam agentes de trânsito, porque todos esperam que ocorra o “jeitinho”, a tolerância, quando são alvos da fiscalização. No entanto, a tolerância e aparente benevolência quando se trata de trânsito pode trazer consequências trágicas.  Então, esperamos que a fiscalização de trânsito continue sendo “antipática”, no sentido de não transigir com infrações, doa a quem doer. Isso pode fazer com que vidas sejam preservadas. Pode fazer com que menos pessoas virem estatísticas.    

 

Mais informações sobre estatísticas no site da EPTC:


http://www.eptc.com.br/Seguran%E7a_Viaria/Seguranca.ASP

Janeiro 3, 2008 Escrito por Madame Y | Geral | | Não Há Comentários

Chelsea X Liverpool - O público

Assistindo agora Chelsea x Liverpool , no estádio Stamford  Bridge pela Copa da Liga Inglesa, chama atenção a proximidade do público do campo de jogo. Sem nenhum tipo de tela de proteção os torcedores acompanham o jogo a poucos metros dos jogadores. Ao lembrarmos de  nossos estádios com fossos de proteção e  arame farpado, cabe a pergunta:Seriam os ingleses mais calmos e menos violentos do que os brasileiros?

Acho que não. Acredito que a diferença é que os estádios ingleses são programados para que os bons torcedores assistam aos jogos, não sendo penalizados pelo fato de existirem maus torcedores. Aqui é o contrário. Nivela-se por baixo e a imensa maioria de bons e ordeiros torcedores tem de suportar medidas de segurança e desconforto devido a existência de uma minoria baderneira. Na prática os corretos são punidos.

Os que saem da linha por lá sabem que serão efetivamente punidos, em alguns casos até mesmo com proibição perpétua de ingressar em um estádio. Havendo punição efetiva para atos que contrariem o comportamento civilizado, certamente não haverá mais necessidade de medidas extremas de proteção.

Dezembro 19, 2007 Escrito por Madame Y | Esportes | | Não Há Comentários

A Malvada (All about Eve)

Indicado a 14 Oscars (recorde igualado por Titanic em 199 8) tendo sido premiado com 6 estatuetas em 1951, incluindo melhor filme.

The minor awards, as you can see, have already been presented. Minor awards are for such as the writer and director - since their function is merely to construct a tower so that the world can applaud a light which flashes on top of it and no brighter light has ever dazzled the eye than Eve Harrington. Eve… but more of Eve, later. All about Eve, in fact.

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Essa chamada é o prenúncio do que o filme “A Malvada”, de 1950, pretende mostrar. O filme tem início com Eve, personagem de Anne Baxter recebendo o prêmio máximo como atriz de teatro. Trata-se de uma famosíssima atriz, com carreira decolando para Hollywood. A narração inicial leva-nos ao objeto do filme: Tudo sobre Eve. Sim, pois deste momento, no qual Eve atinge o auge de sua carreira como atriz, voltamos a algum tempo atrás, em uma espécie de Flashback, que nos dará ciência de quando onde e como tudo começou. Tudo sobre a trajetória de Eve.

Eve Harrington é uma garota ambiciosa, manipuladora e fria, mas ninguém percebe isso quando ela se aproxima de Margot Chaning, uma famosa e temperamental atriz de teatro interpretada pela magnífica Bette Davis. Eve se faz passar por uma fã ingênua, interessada e absolutamente prestativa, ganhando a simpatia de Margot, que acaba por contratá-la como sua auxiliar. A excessiva devoção de Eve e seu controle sobre os negócios de Margot não passam despercebidos, e esta começa a se sentir sufocada. Porém, todos ao redor não entendem o porquê da súbita intolerância de Margot com a dócil garota. Começam a se irritar com o humor de Margot e com seu estrelismo e, automaticamente, se voltam a favor de Eve.

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Margot estava certa. Eve nada mais era do que uma oportunista , cujo objetivo era sugar todo que pudesse tirar de positivo de sua convivência com Margot e, assim, se aproximar do mundo do entretenimento. E ela consegue. Manipulando as pessoas influentes que conheceu através de sua convivência com Margot, Eve torna-se atriz substituta da peça na qual a personagem de Bette Davis é a estrela e tem a chance de substituí-la em uma noite, através de uma armação arquitetada, ingenuamente, pela melhor amiga de Margot, Karen Richards, interpretada por Celeste Holm. Eve convoca a imprensa local para esta única apresentação e é aclamada, ao mesmo tempo que Addison DeWitt, colunista local de lígua ferina que, de certa forma, passa a apadrinhá-la, humilha Margot que, segundo ele, era “madura” demais para os papéis aos quais era escolhida.

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Uma curiosidade do filme é assistir a uma desconhecida Marilyn Monroe em um papel secundário de uma jovem atriz (na foto, entre Anne Baxter, Bette Davis e George Sanders).

Addison é um dos narradores do filme e é ele que desmascara Eve. Ele percebe desde o início que Eve na verdade queria tudo aquilo que fosse de Margot, sua fama, seu estilo de vida e, inclusive, seu noivo. Quando ela tenta roubar o marido de Karen, Lloyd Richards, um roteirista famoso de teatro, Addison a impede, revelando saber tudo sobre seu passado e que sabe das mentiras que contou afim de se aproximar de Margot. Addison, então, a chantageia: ela agora pertencia a ele.

Voltando à noite na qual a protagonista está recebendo o prêmio, tudo toma outro valor - agora, nós sabemos tudo sobre Eve. E quando ela volta a seu quarto de hotel e lá encontra uma fã, entendemos tudo. Uma fã que, como ela fazia com Margot, começa a adulá-la e a fazer suas vontades. E temos ao final do filme a cena na qual esta fã, no quarto de Eve, segura o vestido que a famosa atriz usara na premiação. Em frente ao espelho, começa a fazer de conta que está agradecendo aos aplausos da platéia, como Eve fizera uma vez com o vestido de Margot. A tomada final, na qual as imagens refletidas nos espelhos repetem a figura da garota obstinada inúmeras vezes, mostra que essa história se repete. Não se trata de um caso isolado, e sim de um acontecimento muito comum . Afinal, jogo de interesses, manipulação, egoísmo, mentiras e chantagens não são exclusividade do mundo do entretenimento.

Dezembro 13, 2007 Escrito por Madame Y | Cinema | | 1 Comentário

“O Mágico de Oz” - “The wizard of Oz”

 

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As lembranças mais remotas que guardo da infância aparecem como flashes na memória, como se o momento lembrado fosse um sonho, algo que acontecera com alguém muito parecido comigo. Essa sensação é fruto das mudanças que passamos e que fazem, gradativamente, com que nos distanciemos da criança que fomos um dia. Talvez por essa razão assistir a “O Mágico de Oz” seja tão reconfortante. O filme (datado de 1939 e assistido por mim de maneira amiúde durante a infância) une, em sua 1h30min de duração, o necessário para marcar a vida de crianças de todas as épocas: magia, diversão, encantamento, personagens carismáticos e uma história bela e cativante. Impossível não se deixar tocar pela mensagem de valorização ao lar e àqueles que nos amam.

Como mencionado em nosso post sobre …E o vento levou (cujo link encontra-se na barra ao lado),  Victor Fleming dirigiu, no mesmo ano, “O Mágico de Oz” e o filme sobre a saga de Scarlett O’Hara. Ecolhida em 1938 para o papel de Dorothy, Judy Garland quase foi substituída por Shirley Temple, atriz mirim de muita fama e até hoje reconhecida por muitos como a maior atriz infantil de todos os tempos. A Fox negou-se a liberar Temple e possibilitou que Garland fosse imortalizada no papel de Dorothy. O elenco do filme sofreria algumas alterações: Jack Haley substituiu Buddy Ebsen no papel do Homem de Lata, pois este era alérgico à tinta prateada utilizada. 

As cenas que se passam no Kansas foram filmadas em um tom pastel. Em Oz o colorido surge em technicholor (assim como …E o vento levou), e a magia do filme se acentua. Se hoje, passados mais de 60 anos da estréia, ainda nos encantamos com as cores e a alegria passada pelas cenas, é de se imaginar a comoção causada em 1939.

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Assistir a “O Mágico de Oz” é como um retorno à ingenuidade da infância. Nele podemos identificar a realidade fantástica tão explorada pelos filmes infantis hoje em dia. O cenário é de um mundo de sonhos. Os personagens também. Parece que nós também somos amigos do Espantalho, que podemos contar com o Homem de Lata ou que somos capazes de seguir a estrada de tijolos amarelos. A estrada que, à primeira vista parecia bela e agradável, também tem seus percalços, aos quais Dorothy consegue superar, a medida que vai encontrando seus novos amigos e se tornando confiante. Seu objetivo era voltar para seu lar e ela pretendia fazê-lo, superando os obstáculos do caminho, indo ao encontro do Mágico de Oz que, segundo os habitantes, seria capaz de lhe ajudar a voltar para casa.

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A valorização de sua casa e de seus familiares não é por acaso. Afinal, Dorothy os abandonara, fugindo, para impedir que Totó (seu cachorrinho) fosse sacrificado por ter, supostamente, atacado uma vizinha. A sua chegada a Oz se deu por este abandono. Arrependida, voltou correndo para casa, mas seus tios estavam abrigados (e preocupadíssimos com ela) do tufão. Enrtando em casa e percebendo que estava vazia, Dorothy bate a cabeça e desmaia, sendo levada(juntamente com a casa) pelo tufão que assolou o Kansas para o mundo mágico de Oz.

A Bruxa má do Oeste, interpretada por Margareth Hamilton, faz o que pode para deter Dorothy.  Dorothy chegou em Oz sua casa”aterrisou” em cima da Bruxa má do leste, irmã da Bruxa má do Oeste. A cena na qual as pernas da bruxa do leste se contraem e desaparecem em baixo da casa é marcante. Dorothy, então é agraciada pela Bruxa Boa com os sapatinho de ruby, objetos de desejo da Bruxa Má do Oeste, o que serviu de motivação para sua incessante perseguição.

 

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Mal sabia Dorothy (bem como seus fiéis amigos) que o Mágico não passava de uma fraude. Um charlatão que, assim como ela, estava preso naquele mundo. Após derrotar a bruxa má e se dar conta de que fora enganada Dorothy descobre a armação. Mas o Mágico, que tinha um balão, promete que lhe levará de volta ao Kansas. Todavia, na hora da partida Totó foge e faz com que Dorothy perca a viagem.

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A Bruxa boa logo surge, sugerindo que Dorothy bata os calcanhares e repita “Não há lugar como o lar”. Assim, apenas com seu desejo, Dorothy volta para o lar, onde ficamos sabendo que tudo não passara de um sonho, um delírio que ocorrera durante os momentos que Dorothy passou desacordada após bater a cabeça. Mas a mensagem aprendida persiste: não há lugar como o lar e por lar entende-se o local onde estão aqueles que nos amam e que queremos bem.

O filme permanece vivo, ignorando a passagem dos anos. E seu valor  aumenta, tendo em vista que os filmes infantis, que passam mensagens de amor e que, de certa forma, ajudam a moldar a personalidade das crianças, são cada vez mais raros. Hoje vemos as crianças entretidas com desenhos animados que mais destacam cenas de luta e guerra do que, propriamente, os valores essenciais para auxiliar a moldar o caráter. Pois bem se sabe que os filmes ajudam, e muito, no desenvolvimento e assimilação de certos valores, assim como os livros também o fazem. Alguns destes valores essenciais estão presentes em “O Mágico de Oz”. Um filme para todas as idades, pois é capaz tanto de encantar crianças quanto resgatar a criança que um dia fomos. Sem dúvida, um filme eterno.

 

 

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Dezembro 4, 2007 Escrito por Madame Y | Cinema | | 2 Comentários

Livro de Artista

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Novembro 22, 2007 Escrito por Madame Y | Arte | | Não Há Comentários

…E o vento levou (…Gone with the wind)

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Filmes que são vistos e revistos. Filmes que inspiram comportamentos. Filmes cujas cenas são repetidas, muitas vezes praticamente sem variantes em outros filmes. Filmes cujas trilhas sonoras são imediatamente reconhecidas. Enfim, filmes inesquecíveis. Esta a proposta destes amantes de cinema para uma nova Série neste blog. E começamos com “…E o vento levou”, o típico filme para o qual é válido o epíteto “eterno”. O início do filme, o som, a música e as cores já seduzem o espectador. Legítimo caso de amor à primeira vista.

O diretor Victor Fleming estava em um momento de grande inspiração naquele ano de 1939, já que , além de “…E o vento levou” dirigiu ” …O mágico de Oz”. Não foi por acaso que a Academia de Hollywood distinguiu o filme com dez Oscars, um deles para Hattie McDaniel, a inesquecível Mammy e a primeira atriz negra a receber o prêmio. Além disso, ganhou de melhor filme, sendo o primeiro feito originalmente a cores- e convenhamos que cores, melhor diretor, melhor atriz( Vivian Leight), melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor edição e melhor roteiro. Tudo isso quer dizer alguma coisa.A abertura já nos coloca no clima proposto. Impossível não se emocionar com a frase inicial, uma prévia do que estava por vir: a destruição do mundo de cavalheiros e damas apresentado no início do filme.

There was a land of Cavaliers and Cotton Fields called the Old South. Here in this pretty world, Gallantry took its last bow. Here was the last ever to be seen of Knights and their Ladies Fair, of Master and of Slave. Look for it only in books, for it is no more than a dream remembered, a Civilization Gone with the Wind…”

Curiosamente, foi a destruição deste mundo que proporcionou a Scarlett se tornar a mulher forte e decidida, que inspirou gerações mundo afora. Antes da guerra, era uma menina sulista mimada, infantil e irresponsável, cujo único interesse era flertar com os rapazes da região e tentar conquistar o coração de Ashley Wilkes. A partir do momento em que o mundo a sua volta começa a ruir, Scarlett se vê forçada a abandonar  seus antigos hábitos em nome de sua sobrevivência e daqueles ao seu redor, que mesmo a criticando dependem de sua força e determinação. Assume a responsabilidade de gerenciar o que restou de sua família. Gradativamente, a menina mimada vai dando lugar à Scharlett O’Hara, que não se abate em momentos de dificuldade e que sempre encontra solução para os ( muitos) problemas que surgem.

Seu novo padrão comportamental se faz notar em cenas como a que ela confeciona um vestido a partir de uma cortina. Ouquando ela atira, sem dó, no ianque que invade Tara.Fria, inconformada e destemida: esta é Scarlett O’ Hara.A cena na qual afirma que jamais passará fome novamente é uma das mais impactantes do filme. Passa a assumir a postura que vinha sendo moldada desde o início da guerra: o abandono das atitude da mimada sulista e aceitação de sua verdadeira personalidade.

 

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Comovente também o relacionamento de Scarlett com Melanie. Inicialmente, a personagem de Olívia de Havilland era, por assim dizer, a rival de Scarlett, pois era noiva de Ashley Wilkes.  Todavia, Melanie não tinha noção de que Scarlett a via desta maneira, pelo contrário: a futura Sra. Wilkes gostava do jeito de Scarlett, tão diferente do seu. Scarlett, por outro lado, tinha desprezo pelo jeito calmo e pacífico de Melanie. No desenrolar da trama, Melanie, já casada com Ashley, passa a ter problemas de saúde, devido à gravidez e Scarlett passa, gradualmente, a se tornar sua companheira. Começa a cuidar de Melanie, a zelar por sua segurança e saúde, colocando, muitas vezes, sua própria vida em risco. Mas engana-se quem pensa que Scarlett passou a gostar de Melanie: muito pelo contrário. Apesar do companheirismo, a filha do Sr. O’hara seguia desprezando a fraqueza da “rival”, apenas se dando conta do valor de sua amizade quando Melanie estava prestes a falecer.

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Rhett Butler, personagem de Clark Gable, era compatível com Scarlett, seu parceiro, companheiro de trapaças e de idéias. Não tinha vergonha de fazer o que fosse necessário  para sobreviver em tempos como aqueles. Scarlett o  criticava por ser desta maneira. O criticava hipocritamente, visto que ela, em condições semelhantes, agiria da mesma forma que ele.  Rhett era apaixonado por Scarlett e conseguiu casar-se com ela através de uma proposta que seria, financeiramente, vantajosa para ambos. Entretanto, Scarlett negava-se a aceitar que aquela vida com Rhett poderia vir a lhe proporcionar felicidade (felicidade esta que, que de fato, estava acontecendo). Não se deixava libertar da figura presente de Ashley Wilkes, que ela conservava em mente como símbolo de perfeição. O relacionamento de Scarlett e Rhett é arrebatador, o amor negado, do permanente desencontro, que acaba por desaguar em ressentimento e mágoa.

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Ao longo do filme Scarlett seguia acreditando que seu lugar era ao lado de Ashley. Rhett Butler, o canalha encantador vivido por Clark Gable, tentava, de todas as formas, abrir os seus olhos. Ashley jamais seria o que ela precisava: ela estava apaixonada por uma idéia, por um sonho, não pelo homem de verdade. Ashley também sabia que Scarlett nunca seria a mulher certa para ela. Ashley assevera, no início do filme:

 ” How could help loving you- you who have all the passion for life that I lack? But that kind of love   isn´t enought to make a successful marriage for two people who are as different as we are”.

Ashley sabia que incompatibilidade não gera felicidade. Talvez este tenha sido o grande erro de Scarlett ao longo do filme: idealizar a felicidade em um homem que não existia, em um personagem perfeito que ela mesma criara, personificado na figura de Ashley Wilkes. Apenas ao vislumbrar um momento de fraqueza de Ashely (já no final do filme) é que Scarlett parece se dar conta de que jamais o conhecera de verdade. Parece perceber que, esse tempo todo, endeusava um homem que, de fato, não existia. 

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O relacionamento dos personagens tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, retratada com maestria. É difícil acreditar que tenha sido possível tamanha perfeição de cenário em 1939, quando nem se imaginava a existência dos recursos digitais que tanto auxiliam o cinema atual. 

“E o Vento Levou…” segue influenciando os cineastas. Basta prestar um pouco de atenção para visualizar cenas claramente inspiradas no clássico em diversos filmes. Até mesmo em filmes infantis. Basta analisar-se a cena de Aristogatas em que o cachorro Napoleão orgulhosamente afirma ser o chefe e determinar o momento em que ele e seu companheiro deveriam atacar com a que o feitor Big Sam diz para outro escravo que havia mandado o serviço parar: “Eu sou o feitor, eu digo quando é hora de parar”. 

Mais recentemente,o seriado Lost mostra claramente que “E o Vento levou…” ainda serve de base para inspirar relacionamentos. Kate , Saywer e Jack vivem um triângulo amoroso na série. Kate, impulsiva e partidária a agir conforme a situação manda,  idealiza em Jack, o médico respeitável,  a figura de perfeição que ela deveria querer, muito semelhante a maneira como Scarlett idealiza Ashley. Tem dificuldades em aceitar o que sente por Sawyer pois este, que é apaixonado por ela, tem padrão comportamental semelhante ao de Rhett, o trapaceiro encantador. Nota-se a influência, por exemplo, nestas duas cenas:

 Lost, episódio 07 da primeira temporada: 

SAWYER: So he’s a doctor, right? Yeah, ladies dig the doctors. Hell, give me a couple of band-aids, a bottle of peroxide, I could run this island, too. 

KATE: You’re actually comparing yourself to Jack? 

SAWYER: Difference between us ain’t that big, Sweetheart. 

E o vento levou… 

RHETT: (…) And I hope to see more of you when you’re free of the spell of the elegant Mr. Wilkes. He doesn’t strike me as half good enough for a girl of your…what was it…your passion of living? 

SCARLETT: How dare you? You aren’t fit to wipe his boot! 

 Percebe-se claramente a idealização das figuras de Ashley e de Jack. O endeusamento de personalidades incompatíveis e o desprezo por aquele que é semelhante a cada uma delas. Nota-se, enfim, a influência presente de “…E o vento levou”.

Inspirado no romance homônimo de Margarethe Mitchel, “…E o vento levou” é uma experiência cinematográfica inesquecível. Embalado pelo som maravilhoso de ”Tara`s Theme” o filme que parou o mundo em 1939 permanece sendo referência quando o assunto gira em torno da magia do cinema. Passam os anos, mudam os costumes e os valores e a história de Scarlett O’Hara e Rhett Butler segue atual, encantando e influenciando.

Novembro 21, 2007 Escrito por Madame Y | Cinema | |