PERSPECTIVA

Um alento para as locadoras?

Nas décadas de 80 e 90 com o boom da indústria de videogames as principais cidades brasileiras (e também as menores) possuíam em larga quantidade as hoje nostálgicas locadoras de jogos de videogame, onde o aficcionado ia fazer sua ficha escrevendo em cima daquele papel carbono que por alguma mágica escreve em outra folha o que desenhamos na de cima. Nintendo e SEGA duelavam no Brasil representadas respectivamente pela Playtronic/Gradiente e Tectoy. O sucesso era tão contundente que o Master System, console de 8 bits da SEGA teve em nossa terra nacional um de seus melhores mercados em todo o planeta, coisa inimaginável em dias atuais.

Mas o foco são as locadoras. Elas cultivavam a paixão de uma juventude que assistia De Volta Para o Futuro e comia bolachas Tostines, cuja maior alegria era a chegada da sexta-feira para alugar um game por todo o final de semana. Tiveram seu auge na geração 16 bits (Super Nintendo x Mega Drive/Genesis) e resistiram com algum sofrimento até o Nintendo 64. Com o advento da  Geração Playstation e seus jogos piratinhas de baixa qualidade, poligonais e quadradões, as locadoras caíram em efeito torremoto restando a breve lembrança de um tempo bom que o jogo de videogame era apreciado em sua totalidade e não gravado em uma .iso para ser deixado de lado pouco tempo depois.

Mas como diz o ditado, “após aterrisar no fundo do poço e chafurdar no cocô não há como piorar”, e em São Paulo uma idéia (Yes, nós rejeitamos a  Reforma Ortográfica) inovadora está dando um alento às combalidas locadoras. Para resistir à Ameaça Pirata os lojistas estão locando jogos por mensalidades acessíveis ao invés de diárias um pouco caras. Como na nova geração  (Xbox 360 X Nintendo Wii x  Sony Playstation 3) existe um grande índice de gamers que usam apenas originais pelas vantagens no modo online – e também pela inexistência de opções no console da Sony – o ramo persiste e está ganhando novos adeptos. No Rio de Janeiro e em Curitiba a novidade foi espraiada e está em período de testes. Pode ser que não vingue e que seja apenas um sucesso efêmero, mas para quem se acostumou em ver na década atual a consolidação dos jogos Jack Sparrows não há como não se animar. É a perspectiva de algo melhor no futuro.

Abril 5, 2009 Publicado por F Rules | Informática, Jogos | | 3 Comentários

A razão dos jogos de videogames serem mais caros que os de PC no Brasil

Evidentemente quem joga videogame já deve ter ficado intrigado com os valores praticados no ramo aqui no Brasil. Já estamos acostumados com consoles custando mais de r$2000, jogos com preços acima de r$ 300 e acessórios que passam de duas centenas de reais. Faz parte do nosso cotidiano assim como dos americanos: sempre que passamos por uma loja e observamos o produto que nos interessa, entramos para buscar informações. A diferença é que eles, os malditos imperialistas, saem com uma sacola nas mãos com a mercadoria e nós saímos com a frase “eu só vim olhar” machucando a cabeça de tanto que repetimos.

Os lojistas aproveitam-se que é um mercado de grande apelo? Pode até ser. Mas a verdade dos altos preços praticados no ramo de videogames brasileiro está na alta tributação praticada pelo governo. O videogame lançado oficialmente aqui já sai com 100% de impostos diretamente. O curioso é que 25% deste percentual coresponde ao II (Imposto de Importação), que é uma taxação de defesa do Governo Federal para proteger o mercado nacional. Seria extremamente válido caso…existisse um mercado nacional de videogames. A Tec Toy ainda lança oficialmente o Mega Drive e o Master System, que existem há mais de vinte anos. O atraso é latente.

Mais intrigante ainda: as máquinas de videopoker (aquelas que encontramos em botecos de qualidade duvidosa) tem taxação total de 40%! Sim, isto mesmo. Estas máquinas que se alimentam da ingenuidade e da total tolice humana recebem taxação inferior aos jogos de videogame, um entretenimento quase sempre inocente e, se bem dosado, saudável.

Ah sim, e a razão pela qual os jogos de PC entram no Brasil com preços acessíveis: eles são incluídos no benefício para programas de computador do Governo no plano de inclusão digital. Por esta razão que encontramos Pro Evolution Soccer de PC custando 99 reais e logo ao lado a versão de Xbox 360 pela bagatela de 249 reais.

Para quem quer se horrorizar ainda mais: o repórter Theo Azevedo fez uma excelente reportagem para o site UOL JOGOS que detalha ainda mais o assunto. Quem quiser acessar, basta clicar aqui.

Março 28, 2009 Publicado por F Rules | Informática, Jogos | | 3 Comentários

O Playstation acabou com o mercado de videogames no Brasil

O mercado de videogames brasileiro após o Playstation acabou. Não é frase de saudosista maroto nem nada, é a realidade. A Geração Playstation além de acabar com determinados jogos conseguiu destruir qualquer base que o Brasil possuía em seu mercado de consoles.

O PlayStation foi um divisor de águas, um marco negativo para o mercado brasileiro de videogames. Antes do PlayStation, havia uma certa representação no Brasil, depois dele, esse mercado que já não era nada muito notável, deixou de existir totalmente. Locadoras fecharam e lojas especializadas também. Restaram os camelôs e os sites de torrents para que fosse saciada a vontade e o desejo de ter trinta jogos de uma vez.

O Playstation está abarrotado de jogos que envelheceram mal. Eu não sou dos que me importo apenas com gráficos, vejam bem, mas é intragável jogar games em que a tentativa é ser perfeito para enganar os consumidores a comprá-lo e na verdade são grandes drogas. Levei mais de meia hora para me acostumar e me conformar com Resident Evil para o Playstation neste último final de semana, enquanto quando jogo Nintendo 64 (seu concorrente na época) não sofro com isso. Qual seria o motivo? A Nintendo não tentou de forma baixa lançar um console para de qualquer forma dominar o mercado. O Playstation com seus gráficos poligonais quadradões que eram grandes porcarias e que só vendiam bem porque não tinha nada melhor disponível ficou sugando o público para si de forma covarde. E não tinha concorrentes em gráficos poligonais, porque no campo dos gráficos bitmap o Sega Saturn dava uma surra.

Não estou negando a qualidade de muitos dos milhares de jogos do Playstation nem ousando retirar seu mérito de várias inovações, mas sim lamentando o que esta Geração Playstation fez com o nosso mercado de videogames. E é por isso que posto este texto. Para deixar claro que o PlayStation e seus gráficos poligonais extremamente datados foram um dos maiores baluartes da pirataria no Brasil.


Créditos também para o usuário do Fórum Uol Jogos “Jake Malloy”, de onde peguei alguns dos dados para escrever este texto.

Julho 2, 2008 Publicado por F Rules | Informática, Jogos | | Sem comentários ainda

A verdade nua e crua sobre a pirataria no Brasil

A pirataria no Brasil se baseia nos três pilares abaixo:

Preço + Facilidade + Apenas o interesse de consumir

Explicando cada um:

1 – Preço:

O povo consome produtos piratas porque seus preços são inferiores aos dos produtos oficiais. Além disso, no Brasil, os produtos piratas não são só mais baratos, são infinitamente mais acessíveis. Não adianta espernear, produto oficial mais acessível só se nossos ilustres governantes baixarem a carga inadmissível de impostos que pagamos e, para isso, vão ter que diminuir a roubalheira. É cruel, é desumano, é um roubo o cidadão comprar um DVD original de filme por 30 reais e pagar, só de imposto, quase 14 reais (45% do preço).

2 – Facilidade:

Só há dois modos de comprar um jogo oficial hoje no Brasil: 1 – Procurar um importador e pagar um preço muito superior ao cobrado no país de origem do produto; 2 – Fazer um cadastro no Ebay, pedir um cartão de crédito internacional (anuidade mais cara do que o cartão nacional), aprender inglês para se comunicar com os vendedores, pagar um valor alto de frete, torcer para não ser taxado em 60% pela Alfândega brasileira e, como se tudo isso já não bastasse, receber o produto duas a três semanas depois. Bom, pelo menos, se não houver taxação da Alfândega, o herói que enfrentar essa batalha hercúlea terá a satisfação de pagar o preço real do produto em sua origem.

Na banquinha de camelô que vende jogo pirata, basta chegar lá e comprar o jogo. Não precisa fazer cadastro, não precisa ter cartão internacional, nem nacional, não precisa falar inglês, não paga frete, não é taxado pela Alfândega, leva o jogo para casa na hora sem precisar esperar e, ainda por cima, paga-se MUITO menos do que o original.

3 – Apenas o interesse de consumir

Com exceção da capa e do manual, o jogo pirata, visto, ouvido e jogado, é idêntico ao jogo original. Jogo de videogame no Brasil é igual a um cachorro-quente ou um hambúrguer. O jogador brasileiro apenas consome o produto, não costuma reter os jogos, não coleciona, sequer sente prazer em ter uma coisa bonita e original em sua estante. Saiu um console novo e mais poderoso, vende-se o antigo por qualquer dinheiro junto com uma centena de tranqueiras piratas que custaram uma ninharia. Muitos proprietários de Xbox 360 nem mais sem importam de ficarem impossibilitados de acessar à rede multiplayer da Microsoft, o importante é apenas consumir o jogo. É dessa maneira rasteira e cretina que o jogador brasileiro atua. Jogou, saturou, vai para o limbo.

Essa é a verdade nua e crua da pirataria no Brasil, doa a quem doer.

Enquanto isso, alguns poucos heróis brasileiros resistem bravamente à moda brasileira do consumismo sem responsabilidade. Eles compram os produtos oficiais e rejeitam os similares pirateados, nem que para isso sejam obrigados a jogarem apenas um jogo novo por mês. Esses bravos companheiros merecem nosso carinho e nossa atenção, afinal de contas são eles que ajudam a impulsionar as molas da indústria do videogame. Já os consumidores de alternativos só gastam seu dinheiro com a indústria do entretenimento eletrônico uma vez a cada mudança de geração de consoles.

Dezembro 28, 2007 Publicado por F Rules | Geral, Informática, Jogos | | 1 Comentário

Perguntinha ao dono do Orkut

Essas novas cores são para induzir as pessoas a aceitar o Orkut pago no futuro?

Agosto 31, 2007 Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | Informática | | 46 Comentários