Mercedes Sosa – la esperanza, la luz y la alegria
O ano era 1980 e éramos jovens. O continente estava imerso em regimes que não condiziam com o espírito de liberdade que existia dentro de nós. Era a época da união daqueles que não concordavam com o regime militar em um bloco de oposição chamado MDB e, dentro desse partido, um grupo de forte atuação na sociedade era o Setor Jovem. Nele militávamos e acreditávamos na possibilidade de contribuirmos para um mundo melhor, e, com essa crença, agíamos, iniciando pelo nosso quintal cercado pela repressão.
Esse era nosso espírito em 1980, quando éramos jovens. E com esse espírito fomos ao Gigantinho em Porto Alegre, assistir Mercedes Sosa cantar as músicas que refletiam exatamente o que sentíamos e o que vivenciávamos. Recordando o passado hoje, quando não somos mais jovens, custo a acreditar que não tínhamos medo das consequências de afrontar o autoritarismo que reinava. Por isso, tivemos o privilégio de participar de um show antológico.
Nunca esquecerei do bombo leguero tocado por Mercedes quando cantava La Carta, de Violeta Parra
E a letra da música, a força do bombo, o clima que se instalou no Gigantinho, a quase catarse coletiva devem ter gerado irritação em algum daqueles que não suportam manifestações de espíritos livres. E uma bomba de gás foi jogada no Ginásio. Fugimos todos, correndo com medo? Não, afinal éramos admiradores de alguém que cantava ‘Me gustam los estudiantes’. Um minuto depois Mercedes começou a tocar o bombo com muita força e quem lá estava certamente nunca esquecerá o momento que vivemos cantando com La Negra.
E agora, ouvindo o maravilhoso LP duplo A arte de Mercedes Sosa , faço minha homenagem a uma grande artista que tanto influenciou toda uma geração, todo um continente e cujas canções sempre conseguiram e ainda conseguem me empolgar. As ditaduras passaram mas o canto de Mercedes continua atual.
Mercedes não se cala.
A volta de Amy Winehouse aos palcos
Surpreendendo a todos os que estavam presentes no V Festival, Amy Winehouse fez seu retorno aos palcos, depois de uma temporada de férias infindáveis no Caribe.
A cantora se juntou ao grupo The Specials para um medley de 2 músicas : “You´re wondering now” e “Ghost Town” - a 1ª já foi gravada como cover pela cantora.
Aos que esperam ansiosamente pelo 3º album da cantora, uma boa notícia : Amy já se juntou ao produtor Salaam Remi e foi para Miami dar início às gravações do seu novo cd.
Lupicínio no Sarau
O programa Sarau capitaneado por Chico Pinheiro um mineiro nascido no Rio Grande do Sul é uma das melhores produções da televisão brasileira.A última edição teve como tema a obra e a vida do nosso Lupicínio Rodrigues, quando o cartunista Chico Caruso, as cantora Eduarda Fadini , Teresa Cristina e a cantora a triz Inez Viana interpretaram informalmente canções do boêmio portoalegrense.
Os participantes do programa cantaram parte do hino do Grêmio sob expressa contrariedade do atleticano Chico Pinheiro.
Vale a pena assistir a reprise do programa e a continuação também enfocando Lupi.
HORÁRIO
Dom 01:30, 08:30, 16:05
Ter 05:05
Qui 18:30
Sábado (8/8): 21h30m-
“Mucho gracias and obrigado”
Do blog de Noel Gallagher (indicado pelo leitor Vitor Hugo Zorzi, fã de primeira hora do Oasis):
Falo agora diretamente para vocês, povo da América do Sul. Vocês foram maravilhosos. Foi um privilégio tocar para vocês. As memórias dessa nossa pequena turnê ficarão comigo por muito tempo. Mucho gracias e obrigado.Hasta luego.
Nós é que agradecemos, Noel e ficamos esperançosos com o “hasta luego”. E felizes por saber que Porto Alegre fez diferença na maneira como a banda encarou a turnê. Os posts mostram isso.
Noite de celebração ao rock´n roll
Créditos da foto: Mauricio Rezende Pereira
A fila para a entrada do show do Oasis daria orgulho ao velho Winston Churchill. Segundo o velho estadista britânico, mesmo que um dia a Inglaterra perecer, os tesouros culturais do Império Britânico continuariam vivos para testemunhar a grandeza da nação. Pois o que víamos ali ao lado do Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, num ameno e nublado fim de de outono gaúcho, era um verdadeiro cortejo de gente que estaria disposta, se perguntada, a defender essa legado. O cortejo de anglófilos incluía a presença bandeiras do Reino Unido e da Inglaterra em diferentes tamanhos, faces pintadas com as cores da Grã-Bretanha, cabelos cortados à brit poppers, arremedos de chavs e muitas camisetas do English Team (incluindo uma retrô da copa de 66, a 9 de Bobby Charlton) e de clubes de futebol da Premier League, sobretudo dos quatro grandes: Arsenal, Manchester United, Liverpool e Chelsea. O engraçado é que muitos daqueles fãs talvez não saibam que os irmãos Gallagher, nascidos e criados em Manchester, não torcem para o time de Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Carlitos Tevez, mas sim pelo Manchester City, menos rico e muito menos conhecido que o rival. Só dentro do ginásio foi possível ver uma ou outra camisa do City. E muitas, muitas bandeiras. O Gigantinho transformou-se numa miniatura de Wembley nesta noite de terça-feira.
E não foi só lá. Há uma semana, a banda tocou em Caracas, na Venezuela, no início da turnê sul-americana e o que se viu nas filas em volta do local do show foi exatamente a mesma coisa, mesmo num país onde tudo o que tem a ver com o estrangeiro vem sendo escorraçado. O que o Oasis leva de inglês para o mundo não é apenas o sotaque característico de sua Manchester natal (incompreensível até mesmo para muitos londrinos) mas um conjunto de atitudes em relação ao resto do mundo e ao próximo que caracteristicamente sempre se identificou com eles. E estas características ficaram claramente demonstradas no show desta noite.
O escolhido para aquecer os instrumentos do Oasis foi a banda gaúcha Cachorro Grande, e não por acaso. Fundado na mesma tradição de rock britânico do Oasis – The Who, Rolling Stones, The Jam e, principalmente, os Beatles – o grupo portoalegrense é daqueles que nunca deixam de cumprir o que prometem. As roupas estilizadas emulam o final dos anos 60 e é isso que eles dão ao público: rock sessentista, com guitarras distorcidas à Stooges (provavelmente a única referência americana que eles têm) e temáticas tipicamente mod. Goste-se deles ou não, o fato é que o Cachorro Grande executa à perfeição o que se propõe – até o cover de Helter Skelter, dos Beatles, encerrando a noite, foi simplesmente perfeito,com direito a Beto Bruno transformando o cabo do microfone em um laço, à Roger Daltrey.
O Oasis entrou logo depois e também cumpriu tudo o que prometeu, como sempre. Pode-se acusá-los de tudo, menos de incompetência. As vezes em que os shows do Oasis não são tudo o que se espera só ocorrem por falta de interação público-banda, o que definitivamente não ocorreu ontem à noite. A postura sóbria e sobranceira de Liam Gallagher à frente do microfone, encarando o público enlouquecido pelos seus ídolos, era volta e meia quebrada por palmas sinceras do cantor para a platéia e uma ou outra palavra dirigida a eles. Em se tratando de Oasis, isto é muito, mas muito mesmo. Eles nunca trocam palavra com o público. Com seus poucos e calculados gestos, Liam Gallagher deu uma verdadeira aula de como ter os fãs na mão, agradecendo na medida certa e dando a atenção calculada para compor o quadro de gentleness que permeou toda a apresentação do Oasis. A porra-louquice começou e acabou no show do Cachorro Grande. Liam é a propria definição de carisma que resiste a toda postura antipática.
Com Noel nao é tanto assim. Mais velho, de cabeça baixa, é até melhor cantor do que Liam – o momento apoteótico do show, a execução de Don´t Look Back In Anger, o confirma – mas não resta a menor dúvida de que o Oasis, ao menos ao vivo, depende miseravelmente da presença do seu irmãozinho. Comparando com o futebol – uma paixão dos Gallagher transferida para os fãs, que se comportam como torcedores -, é como se Noel fosse o meia-armador-faz-tudo em campo e Liam fosse o artilheiro carismático que faz acrobacias para a torcida quando marca um gol. Ambos são necessários para o fim que se propõe.
O show do Oasis durou 1h40min. O da Cachorro Grande, por volta de 1 hora. Não ouvimos em nenhum deles algum apoio para salvar a África, o Timor Leste ou até mesmo a favela mais próxima. Não ouvimos discursos dos Gallagher sobre conscientização ambiental ou política. O Oasis não quer mudar o mundo dessa forma. Aliás, não quer mudar o mundo de maneira algum. É apenas um ótimo grupo de rock – muito longe dos seus heróis, os Beatles, e provavelmente não integra o panteão roqueiro de todos os tempos. O Oasis não está pensando nisso. Está pensando em cumprir o que se propõe a fazer – e isso eles fazem com poucos.
15 anos sem Kurt Cobain
Na entrada de Aberdeen, cidadezinha do noroeste dos EUA, há uma placa que recepciona os visitantes com os seguintes dizeres: “Come as you are” (venha como você é). Alguns visitantes incautos talvez possam pensar que ela é um aviso para o forasteiro com segundas intenções. Talvez pudesse ser assim. É certo que Aberdeen é uma cidade pequena, e, como as cidades pequenas – e, ainda mais, as cidades pequenas dos EUA – é cheia de pessoas que vêm até você e mostram-se claramente, como elas de fato são, sem cinismos nem duas caras. Mas a placa não está lá por causa disso. Está lá por causa da música composta por seu filho mais ilustre, Kurt Cobain, cujos versos incluíam uma demonstração cabal de frontalidade: “And I swear that I don’t have a gun” – eu juro que não trago uma arma.
Kurt Cobain foi uma criança tímida e um adolescente inseguro, presa fácil das más companhias. Filho de família desestruturada – conta-se inclusive que sofreu abusos por parte do padrasto – nunca teve a necessária formação para resolver os problemas que a vida (e,em especial, a vida de celebridade) impinge a todos nós. Nunca lhe disseram para cuidar com quem andasse, para não confiar cegamente nos estranhos e nem lhe deram qualquer exemplo prático de que este tipo de conduta dava certo. Nunca lhe deram lição alguma. Nunca lhe deram ajuda alguma, nunca lhe protegeram – nunca lhe deram as armas necessarias para enfrentar o que qualquer um de nós, bons e respeitáveis cidadãos, enfrentamos bem armados todos os dias. E vivemos bem armados, cada vez que abrimos a boca ou que emprestamos um ouvido a outros. Kurt Cobain encarou o nosso mundo de peito aberto. Sem armas nem armaduras, recebeu cada um dos golpes e dos tiros que o inimigo lhe desferiu. Incapaz de, na solidão, encarar as cicatrizes que lhe cobriam o corpo e a alma, refugiou-se nas drogas e no álcool, sem saber que também eles eram responsáveis por muitas destas cicatrizes, e , há exatos 15 anos, encontrou sossego da única maneira que pessoas como ele podem sossegar.
Oasis em Porto Alegre
Quando no ano passado foi anunciada a vinda da banda norte-americana R.E.M. para Porto Alegre, os fãs comemoraram. Trata-se de uma das maiores bandas da história do rock e com uma capacidade invulgar de cativar todas as faixas de idades. Previa-se que os ingressos para o show no Gigantinho ou Pepsi On Stage fossem esgotados rapidamente. Mas, contrariando todas as previsões, o palco escolhido para o show foi o estádio Passo D´Areia, do São José, clube pequenino da capital – ou se preferirem, no Zequinha Stadium.
O espanto foi geral. Nos últimos anos Porto Alegre havia sido palco de muitos bons shows, mas todos em casas menores: a capacidade do Gigantinho é de 13~14 mil pessoas e do Pepsi On Stage é de 6 mil pessoas – e mesmo assim alguns não lotaram. Trazer uma banda que não estava propriamente em seu auge para fazer o maior show da miniturnê brasileira foi uma aposta perigosa da organização. Mais: foi um teste para Porto Alegre. Aquele show determinaria se a capital gaúcha estaria apta a receber shows deste porte. Chegado o dia do espetáculo, mais de 15 mil pessoas assistiram ao excelente concerto do R.E.M. dos cerca de quase 18 mil ingressos colocados à venda. No vestibular de sua própria capacidade, Porto Alegre foi aprovada. E as conseqüências – positivas, diga-se de passagem – começam a aparecer com força neste ano.
A confirmação do show do Oasis em Porto Alegre para o próximo 12 de maio mostra que a cidade já não é mais vista como apenas mais uma no rol das escolhidas pelas grandes produções. Pelo contrário: o Gigantinho, palco escolhido para o evento, tem mais capacidade de público que o Citibank Hall que abrigará os britânicos na apresentação em São Paulo. Ou seja, Porto Alegre está sendo considerada pelos organizadores do evento como um dos expoentes de público musical no país. Nas três oportunidades em que veio ao Brasil (sendo uma delas o Rock in Rio 3 onde a banda tocou para o maior público de sua história, cerca de 200 mil pessoas) jamais Porto Alegre foi cogitada para receber o espetáculo. Menos mal para os fãs que agora terão a oportunidade de ver de perto a banda que liderou o movimento britpop na metade dos anos 90.
O Oasis vem ao Brasil promover seu mais recente lançamento, Dig Out Your Soul. Os ingressos para o show em Porto Alegre já estão no seu segundo lote e a expectativa é que esgotem rapidamente. Não há quem discorde de que é o espetáculo do ano na esfera musical – friso musical porque o espetáculo do ano em Porto Alegre será o título continental do Grêmio, o maior clube da cidade – e este blog sugere que quem queira assistir vá comprar seu ingresso rapidamente, para evitar que olhem para trás com raiva e fiquem a se remoer por ter deixado passar a chance de assistir esta que foi uma das maiores bandas dos anos 90.
DICAS PARA QUEM VAI AO SHOW:
- Não use camisas do Manchester United pensando que está abalando: apesar de serem da cidade de Manchester, os Irmãos Gallagher são supporters do Manchester City, o rival dos Red Devils
- Não leve a sério as “brigas” no palco dos integrantes: faz parte da interação – ou o que eles imaginam ser interagir – com a platéia
- Não solte gritinhos histéricos quando Don´t Look Back in Anger for cantada. Ou em Wonderwall. Ou em Masterplan. Ou em Songbird. Para ser mais honesto, não solte gritinhos histéricos. OK???
- Beba água. O Gigantinho tem o dom de se transformar em um forno mesmo com a temperatura externa lembrando um inverno glacial.
- Estejam com os ouvidos atentos. Liam é beberrão e este será o último show na turnê brasileira. Ou seja, a chance da voz do Gallagher vocalista estar avariada é considerável.
- CHEERS
BLUES DA ENCRUZILHADA *
*Maurício Rezende Pereira

Opa amigos do blog, venho a vós novamente escrever sobre música (como de praxe). Dessa vez venho lhes apresentar com certeza um dos maiores musicos de todos os tempos, musico do delta blues, e inventor de novas tecnicas usadas por muitos até hoje.
Enfim, vamos logo com a breve historia de sua vida, que não posso esconder de meu caros amigos, que vem a ser um pouco misteriosa e um tanto curiosa.
Robert Leroy Johnson (ou somente Robert Johnson) foi um guitarrista e cantor de Blues, um dos melhores eu diria. Viveu razoavelmente pouco, de 1911(data não comprovada) até 1938, data de sua estranha morte, a qual falaremos a seguir.
Johnson escreveu somente 29 musicas, que até hoje são tocadas pelos maiores nomes da musica mundial como Eric Clapton.
Dizem os sussurros mais distantes, que Robert tenha conseguido sua incrível habilidade de tocar e cantar de maneira macabra e pouco ortodoxa, sim amigos, ele teria vendido a sua alma para o “coisa ruim”. Tal acordo teria sido feito na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, feito a pacto com o demo teria sucesso e grande carreira no blues, seria o melhor guitarrista que nascera em todos os tempos, mas com um preço, dali a algum tempo, depois de desfrutar dos louros da “fama”(convenhamos que fama em 29, era tocar em algum lugar sujo em alguma esquina empoeirada), ele teria de morrer e entregar sua alma.
Mas isso é somente uma lenda, dizem.
A versão mais aceita entre todos é a seguinte:
Em 1938, num bar chamado “Tree Forks” Johnson bebeu um copo de whisky envenenado com estricnina, preparado pelo dono do bar, esse que achava que Robert estava “flertando”com sua esposa. Sonny Boy Williamson, amigo de Jonson teria avisado sobre o whisky adulterado, mas ele não deu importância e bebeu mesmo assim. Robert se recuperou do envenenamento mas contraiu pneumonia e morrera três dias depois em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississipi. Muitas versões existem sobre sua morte, mas tudo é um mistério, pois, no seu certificado de óbito cita apenas “No Doctor” (Sem Médico) como causa da morte.

Johnson certamente não inventou o blues, mas foi muito importante para algumas modificações no modo de tocá-lo, empregou mais técnicas, riffs mais elaborados e maior ênfase nas cordas graves para ditar um ritmo na música. Existe uma linha direta entre o delta blues de Johnson e o rock n’rool que viria a fazer tanto sucesso.
Bom, demônios e anjos de lado, esse é o resumo da vida de um dos maiores músicos do mundo, acreditem na versão que quiserem, ou preferirem, mas por favor nada de sair vendendo sua alma por encruzilhadas pelo mundo.
Abraços!!
Crossroad Blues : http://br.youtube.com/watch?v=Yd60nI4sa9A&feature=related
Mauricio Rezende
* Maurício Rezende Pereira já colaborou anteriormente no Perspectiva. Estuda Engenharia Mecânica, aprecia quadrinhos e o bom e velho Blues. No momento, recupera-se de uma lesão que o afasta do convívio social mas o aproxima de nosso leitor. Desejamos melhoras!
Oasis em Porto Alegre?
Um grande produtor de eventos daqui garante: as chances de Porto Alegre receber neste semestre um show do OASIS são de 50% – Quer dizer, algo tipo “definitely maybe”… A banda inglesa se apresentaria no dia 12 de maio, em local a ser definido.
O mesmo empresário ainda assegura que a banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher vai tocar naquela mesma semana em Curitiba, no dia 15 – “99% certo”, afirma ele.
Mas não adianta ir conferir lá no site do grupo porque nada disso ainda foi confirmado oficialmente. Por enquanto, a turnê do disco Dig Out your Soul só tem datas divulgadas na Europa Ocidental, no Japão, na China, na Coreia do Sul e na África do Sul.
Leia também:
Lady Gaga = Donatella Versace

E então?
Lady Gaga – Antes e Depois

A cantora Lady Gaga antes de ser uma franjuda platinada já teve seus momentos franjuda morenete xD
Nessa época ela já “causava ” com sua amiga e parceira Lady Starlight, nas noites agitadas de Nova York.
Agora, com o lançamento do seu álbum “The Fame” , com os singles “Just Dance” , “Beautiful, Dirty , Rich” e “Poker Face”, a cantora aderiu a um visual a la “Donatella Versace” – a semelhança entre as duas é incrível – mas as roupas ousadas e originais continuam as mesmas.
Lady Gaga – Poker Face
Alceu Valença solta o verbo
“Eles são absolutamente negociantes. A fuleiragem music vai destruir o Brasil lá fora, porque o axé destruiu a imagem de música de qualidade que se tinha do Brasil. Existia na Europa a boa música brasileira. Só iam para Europa os tampas de crush, Caetano, Chico, Gil, Milton. O besta aqui foi muitas vezes. Tinha um tipo de público do cacete. Aí, quando entrou o axé, a fuleiragem, sabe qual o público desta música? Quenga. A fuleiragem aconteceu, mas será que sãos os músicos que fazem a música? Quem faz é o cara não gosta de música, mas sabe trabalhar a coisa, contrata uns caras, o jabaculê come por todos os lados, mas não se faz arte”.
Dá pra discordar?
Quem quiser ler o resto clica aqui.
Cajun
Qualquer visitante que atravessasse os EUA de cabo a rabo no início do século XX diria que aquele imenso país nada mais era do que uma reunião de pequenas nações reunidos por força das armas, mais ou menos como a China ou a Rússia. Não parecia haver grande identidade interna entre as dezenas de estados e territórios que compunham o país. O termo “Estados Unidos da América do Norte” não significava nada: tratava-se de um país sem nome, um aglomerado de tradições e pequenas nações crescendo paralelamente umas às outras com comunicação ocasional e superficial.
Na Pensilvânia, a maior parte da população falava alemão. No Nordeste do Canadá falava-se o gaélico. Na Flórida, em partes do Texas e no Sul da Califórnia, o espanhol. Nas ilhas da costa sudeste, o “gullah”, língua africana próxima do iorubá. Nos estados do velho Sul, então, a situação era praticamente insustentável: num raio de cinquenta quilômetros o viajante poderia passar por vilarejos onde se falasse o inglês dos “rednecks”, o espanhol, o alemão, o inglês falado pelos negros (que só eles mesmos entendiam) e o cajun.
E o que era esse cajun? Primeiro, é preciso falar um pouco da origem do termo. “Cajun” é a corruptela inglesa de “Acadian”, termo utilizado para denominar os franco-canadenses expulsos da região de Acadia, Norte do Canadá, e emigrados para a Louisiana para fugir da perseguição do governo britânico. Lá encontraram uma já grande comunidade francófona (boa parte do Sul dos EUA foi colonizada por franceses) e se adaptaram facilmente ao local, que também contava com uma enorme população negra. Com eles, trouxeram violões, banjos, acordeões, violinos e triângulos e uma das tradições musicais mais interessantes e menos conhecidas do mundo: a da França, mais precisamente do Norte Francês (Bretanha e Normandia), de raízes celtas e germânicas, como as do Norte de Portugal e da Espanha, da Escócia e da Irlanda. Boa parte do que conhecemos hoje como música americana se deve à contribuição “cajun”. Quem quiser, pode conferir nestes vídeos abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=WTO7pyo_Hnk
http://www.youtube.com/watch?v=YPHNuaR0a2s&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I
http://www.youtube.com/watch?v=pGvci6EsFj8&feature=related
R.E.M: os EUA que aprendemos a gostar
Final de tarde às margens do Mississipi
Quando Michael Stipe fez questão de saudar a eleição de Barack Obama como um acontecimento único na história dos EUA falava com muito mais propriedade e conhecimento de causa do que se o Offspring, os Strokes ou o Bruce Springsteen. Não porque ele é socialmente mais engajado do que eles, ou mais consciente, ou mais bonzinho. É até provável que Springsteen tenha uma imagem de salvador da pátria preocupado como a classe trabalhadora – o apelido “The Boss” não é de graça – muito mais consolidada do que Stipe e seus companheiros do R.E.M., até porque passou a vida investindo nela. Mas com absoluta certeza, quando Stipe fala que a chegada de um negro à presidência dos EUA é um acontecimento histórico o faz com a convicção de quem sabe do que está falando. De quem sente isso no fundo do coração. De quem, como bom filho do Sul dos EUA, sabe o que é ser um negro por lá e em que posição eles estão perante os brancos.
Quando o R.E.M nasceu, em 1980, a segregação racial estava presente na memória de qualquer sulista adulto. Antes de 1964, quando foi aprovado o Ato dos Direitos Civis, qualquer cidade da Geórgia ou do Mississipi (ou do Alabama, ou da Lousiana, ou da Carolina do Sul) tinha seus bares e ônibus para brancos e para negros, e não é preciso dizer qual dos dois era o mais pobre, mais sujo e mais decadente. A Klu Klux Klan era uma realidade bem próxima e capaz de interferir diretamente até mesmo na política da região. Ao mesmo tempo, era próxima a presença, ora lado a lado, ora mestiçada, das duas etnias, característica principal da cultura do Sul dos EUA e, especialmente, da Geórgia onde surgiu o R.E.M. Qualquer assunto que circunde questões como raça e cor são especialmente relevantes para um sulista. Quando um presidente negro é eleito, portanto, trata-se de uma situação de mudança essencial de paradigmas. Uma verdadeira revolução. Uma nova esperança.
E não foi por acaso que o show do R.E.M no Chile terminou com “I Believe” (“Eu acredito”). Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck parecem estar firmemente crentes de que algo no seu país está prestes a mudar de verdade. Que Obama é o marco de um novo tempo, não só de relações raciais internas, mas da relação conturbada dos EUA com o resto do mundo. Um presidente negro, sorridente, com ar de ex-jogador de basquete e com sobrenome não-inglês é muito mais agradável aos olhos e ouvidos do Terceiro Mundo do que um brancarrão sisudo que parece sequer saber o nome da capital do nosso país. Um presidente destes fala não só aos negros de todo o mundo, mas aos não-americanos do mundo – até porque ele próprio tem muito pouco a ver com a imagem que foi comumente associada aos seus compatriotas. George W. Bush vem do mesmo Sul de Michael Stipe e representa tudo o que ele e a banda não gostam. Obama não é do Sul, mas sua fala projeta-se fundo no coração de um sulista. É por isso tudo que o R.E.M está tão entusiasmado com o que está acontecendo.

A banda que saúda Obama nasceu em Athens, na africaníssima Geórgia. Sua música inclassificável – descrita ora como rock alternativo, ora como pós-punk, ora como art-rock – está profundamente inpregnada das tradições folk de sua região natal, sem, no entanto, definir-se abertamente como um grupo regional como o Lynyrd Skynyrd. O guitarrista Peter Buck não tem o menor receio de trocar sua guitarra pelo banjo, enquanto o baixista Mike Mills larga o baixo e senta-ao piano e o vocalista Michael Stipe volta e meia se arrisca na gaita de boca, como fez no show em Porto Alegre. Ao mesmo tempo, a postura de palco do R.E.M. é claramente rocker: Michael Stipe pula, grita e gesticula o máximo que pode, ao contrário dos estáticos rednecks* barbudos. O R.E.M está pronto para os grandes espetáculos nos grandes centros longes das plantações de algodão, dos rednecks, dos niggas e daquele sotaque característico (que, aliás,nenhum dos membros da banda tem) , mas seus pés são bem fincados no Deep Old South de onde vieram.
Querer fazer parte da tradição dos EUA meridional não é pouco. Se há uma região que representa o verdadeiro pulmão cultural do Grande Irmão do Norte é esta. De lá vieram Johnny Cash e Elvis Presley, John Lee Hooker e B.B. King, Mark Twain e T.S. Eliot, William Faulkner e Tennessee Williams. De lá veio a inspiração para o judeu nortista chamado Robert Zimmermann converter-se no cantor folk Bob Dylan e para o inglês branquelo Eric Clapton transformar-se num dos maiores nomes do blues. Lá, no Mississipi, o filho de imigrantes alemães Charles Schulz pôs seus personagens Snoopy e Charlie Brown para viver e lá, na Geórgia de Michael Stipe, foi filmado E o Vento Levou, que levou para todos os cantos do mundo a mitologia do Sul, suas paisagens e seus tipos mais comuns. Estes tipos – o negro oprimido, a donzela, o pregador cristão, o cavaleiro-peregrino, o cantor-menestrel – serviram de base para que escritores como Tennesse Williams, Truman Capote, Flanery O´Conner e, principalmente, William Faulkner criassem uma nova e rica tendência da literatura americana, o “Southern Gothic”, onde estas antigas figuras são colocadas num fundo sombrio e grotesco, típico do romance gótico do Norte da Europa, mas com negros, casas de madeira, pais de santo e pântanos no lugar de servos, castelos, magos e florestas de pinheiros. Como no gótico europeu, as histórias são cheias de maldições, encontros aterradores, segredos guardados a sete chaves que subitamente vêm à tona e toda a sorte de situações estranhas perfeitamente amoldadas ao pesadíssimo ar úmido da beira do Mississipi. Não se trata, portanto, de louvar cegamente a tradição sulista e tentar fazer o passado reviver, e sim de aproveitá-lo como material para novos contornos. O “Southern Gothic” tem ramificações nas artes plásticas e no cinema; o R.E.M é o seu representante na música.

Nada representa melhor o Southern Gothic e as intenções do R.E.M como artistas do que a capa do seu primeiro disco, Murmur. Um pântano como há milhões na Geórgia coberto por um musgo branco que parece dar-lhe vida, que parece fazer-lhe sussurrar algo em nossos ouvidos – murmúrios. Já seu primeiro single indicava a tendência ao pôr nada menos do um gárgula da catedral de Notre Dame, símbolo máximo do gótico na arquitetura, mas é em Murmur que esse Sul sombrio e pesado aparece, sem citação expressa (como, aliás, é o costumeiro no caso do R.E.M), mas sim ao
. Sem levantarem a bandeira dos Confederados nem clamarem contra os ianques do Norte (já que, quando xingamos os ianques, não é deles, dos sulistas, que falamos), Michael Stipe traz desde então, um pouco deste Sul profundo, que é, ao fim e ao cabo, a América profunda, o coração onde a alma americana bate mais forte e se faz ouvir ao resto do mundo, muito mais do que Nova York, Los Angeles ou Miami.

A postura gentil de Mike Mills, de caneta na mão, educado e paciente com um grupo de fãs após o show de Porto Alegre, expressando-se nas duas ou três palavras que aprendeu do português, é a personificação da clássica figura do “Southern gentleman”, o melhor embaixador daquilo que é, para todos os que de fato amam a verdadeira cultura americana (e não os simplismos que nos enchem as rádios e fomentam preconceitos por parte dos nossos high brows), a imagem positiva e inspiradores dos Estados Unidos dos artistas que encheram os nossos olhos no cinema, que nos acompanharam em tardes de atenta leitura ou ressoaram fundo em nossa alma, que tornaram, enfim, nossa vida melhor e mais rica. É bem provável que Obama não seja esse salvador que Michael Stipe e seus amigos pensam que é, e é possível que ele acabe fazendo coisas piores do que o seu antecessor fez. No fim, nada disso vai importar. No fim, mesmo que os manda-chuvas de Washington estraguem tudo e façam o mundo inteiro odiá-los, ainda restará o R.E.M e tudo o que ele representa. No fim, Obama e seus seguidores é que teriam de saudar o R.E.M: é por causa de gente como eles, e não dos sorrisos do candidato democrata, que algumas pessoas ainda respeitam os EUA.
*Redneck (pescoco-vermelho), termo para caracterizar o descendente de colonizadores britânicos do sul dos EUA, cuja pele branquela avermelhada diante do sul subtropical da região. Acabou como sinônimo de “caipira” para todos os americanos.
*AC/DC – a volta
*Maurício Rezende
Lançamento: 2008
Gênero musical: Hard Rock
Faixas:
1. Rock N’ Roll Train – 4:21
2. Skies on Fire – 3:34
3. Big Jack – 3:57
4. Anything Goes – 3:22
5. War Machine – 3:09
6. Smash N’ Grab – 4:06
7. Spoilin’ for a Fight – 3:17
8. Wheels – 3:28
9. Decibel – 3:34
10. Stormy May Day – 3:10
11. She Likes Rock N’ Roll – 3:53
12. Money Made – 4:15
13. Rock N’ Roll Dream – 4:41
14. Rocking All the Way – 3:22
15. Black Ice – 3:25
Video da musica Rock n roll train
AC/DC no seu mais novo Cd, Black Ice, mostra que ainda é a mesma velha banda de Hard Rock das antigas na Austrália, com boas músicas para se ouvir “na estrada”. Como todos sabem, a banda continua com seu som meio oitentista e segue os mesmo padrões tipo: riff de guitarra, voz gritante e rasgada, refrão, solo de guitarra, novamente o riff de guitarra e volta a voz rasgada, provável motivo pelo sucesso da banda desde sempre.
Black Ice como todos os Cds da banda, deve ser ouvido num bar jogando sinuca ou num carro viajando para qualquer lugar. A banda continua a mesma, o som continua o mesmo, pra que mudar o modo como se deve ouvi-lo?
Não me julgue erradamente quando falo que é a mesma banda, as mesmas músicas, o mesmo tudo. AC/DC é bom justamente por isso, por não mudar e por fazer o mesmo bom som, assim alegrando dos seus fãs mais xiitas aos seus novos ouvintes.O velho Angus ainda tem muito boa criatividade para fazer belos solos e riffs que todos seres humanos que um dia tocaram um violão ou guitarra sempre vão querer tocar.
A musica Rock N´ Roll Train já está no primeiro lugar nas paradas americanas,o Cd já vendeu aproximadamente cinco milhoes de cópias e está no topo dos mais vendidos em muitos países.
Black Ice é o primeiro trabalho de inéditas do AC/DC desde 2000, quando chegou às lojas Stiff Upper Lip.
*O autor é Maurício Rezende,estudante de engenharia e aficcionado por música.
Tudo o que Maurício Rezende publicou está aqui
Christina Aguilera – Greatests Hits Promos
O novo álbum da Sra. Aguilera Bratman sai dia 11 de novembro , trazendo um compilado de seus maiores sucessos desde o inicio de sua carreira (1999).
Pelo visto ela vai trazer mudanças no visual – estilo Barbarella- e deixar um pouco de lado o estilo “vintage” de Back to Basics, assumindo um lado mais divertido e dançante, levando em conta o novo single “Keeps gettin´Better”.
Leadbelly
Há 120 anos morria Hullie William Leadbetter, conhecido como Leadbelly. Considerado o mestre da guitarra de doze cordas e um dos precursores do rock´n roll, inspirou desde Chuck Berry até Kurt Cobain, que dedicou-lhe uma versão de sua “Where did you sleep last night?” no acústico do Nirvana.

Georges Moustaki/ Rita Lee – Joseph
Voilà c'que c'est, mon vieux Joseph
Que d'avoir pris la plus jolie
Parmi les filles de Galilée,
Celle qu'on appelait Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Prendre Sarah ou Déborah
Et rien ne serait arrivé,
Mais tu as préféré Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Rester chez toi, tailler ton bois
Plutôt que d'aller t'exiler
Et te cacher avec Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Faire des petits avec Marie
Et leur apprendre ton métier
Comme ton père te l'avait appris.
Pourquoi a-t-il fallu, Joseph,
Que ton enfant, cet innocent,
Ait eu ces étranges idées
Qui ont tant fait pleurer Marie ?
Parfois je pense à toi, Joseph,
Mon pauvre ami, lorsque l'on rit
De toi qui n'avais demandé
Qu'à vivre heureux avec Marie.
Música sem rótulos
Uma vez consolidado um rótulo, tem início um movimento contrário, sustentado pelos atingidos pelo rótulo, para tentar mostrar que ele não é verdadeiro. No campo da música, isso se nota naquelas bandas que, sendo originárias de um determinado lugar já marcado por algum estilo específico, fazem de tudo para evitar pré-julgamentos sobre o que fazem. No caso do rock gaúcho, creio que isso ainda não esteja acontecendo. Não vejo nenhuma banda, pelo menos até agora, com a preocupação de lembrar aos demais que não é uma banda tipicamente gaúcha, que não faz letras pretensamente engraçadinhas, que não tem preocupação alguma em parecer retrô e que não força sotaque nenhum. A reação contrária normalmente acontece quando esse rótulo é visto como negativo, e isso, creio, ainda não acontece com o rock feito aqui. Há muita gente – muita gente mesmo – de fora do RS que acha o rock gaúcho o máximo. Eu não entendo a razão disso e algumas – só algumas – pessoas daqui também não, mas o sucesso existe e decorre da imagem excelente que o RS tem em outros Estados quando o assunto é cultura. E eu também não entendo a razão disso. Até porque não concordo.
Por isso, quando digo que os Renascentes não soam como uma banda gaúcha não é simplesmente atestar o fato de que eles não parecem se guiar pela cartilha de outros grupos que atravessaram o Mampituba e deram cara e voz ao “estilo gaúcho de fazer rock”. É, antes de tudo, um elogio à independência de Mr.Gambé (Baixo) Bob Serafini (Teclados) Mimo Ferreira (Percussão) Dionísio Monteiro ( Bateria) e João Forts (vocal e guitarras), seja esta independência resultado de uma preocupação em soar realmente diferente – o que decerto não é o caso – ou de, mui simplesmente, não dar importância para os já citados rótulos. Os Renascentes simplesmente fazem o som deles. Ponto. Não se ligam sequer a conceitos, a imagens cristalizadas que as bandas gaúchas adoram cultuar – são bem pouco gaúchos nisso também – e que, consequentemente, lhes garantem um público fiel e duradouro num determinado segmento de mercado. Isso talvez seja uma dificuldade para os Renascentes na hora de quererem vender o seu produto, mas isso já não é problema de quem, como nós, quer apenas escutar música. Cabe a nós apenas esperar que eles sigam em frente com isso – música.
E música é o que não falta. Dos mais variados estilos, tantos que uma primeira audição acaba enganando a quem quer escrever algo a respeito deles. Quando o vocalista João Forts gentilmente me passou o compacto Poema Seco, disponivel no MySpace da banda , pensei se tratar de uma banda com influências de psicodelia sessentista e rock alternativo do fim dos anos 80, muito competente para conjugar as duas coisas. Escrevi um texto sobre isso e publiquei. Depois, o mesmo João fez questão de me enviar outras canções da banda apenas para mostrar a grande bobagem que eu havia escrito. Talvez porque, conhecedor da aldeia, imaginei que estava diante de um outro conceito, não de um grupo de gente talentosa fazendo música de qualidade. Felizmente, estava enganado. Canções como “Todos os Nomes” e “Menina de lá” evocam influências de George Clinton e James Brown, ao passo que “Há uma Festa” mostra a presença da melhor MPB e “Raiar”, do pop rock que provavelmente tocará no rádio em breve. Ou não, porque as letras inteligentes da banda -assumidamente inspirada por José Saramago, Guimarães Rosa e Fernando Pessoa – talvez sejam outro empecilho. Novamente, isso não é problema de quem, como nós, quer apenas escutar a música dos Renascentes. Resta-nos a torcida para que tudo isso que eles têm de diferente, de original, de bom, não seja empecilho para que continuem. Eles não precisam do rock gaúcho, mas é bem provável que o rock gaúcho, para não virar pastiche de si mesmo, precise de gente como os Renascentes.
Te amarei, Senhor
Música que, suponho, 90% da população brasileira já ouviu:
Amy Winehouse – só não é fã quem não conhece
Quando Miss Lou Lou sistematicamente, escrevia posts falando aobre Amy Winehouse, tenho de admitir que eu não conseguia entender o porquê de tanta admiração. Afinal, até então, as músicas e o estilo único de Amy eram desconhecidos para mim. Posso afirmar que nunca iria, por livre e espontânea vontade, buscar me informar sobre os motivos pelos quais a cantora é tão aclamada, tanto pela mídia quanto pelos seus fãs.
Além disso não satisfaz meus padrões estéticos o visual da cantora. Somente não tentava boicotar os posts pela filosofia imperante no blog, expressa na frase de Julián Márias acima da contagem de acessos.
Pois quis o destino que, nesta manhã de domingo, 14/09, aniversário de Amy, eu estivesse passando pela sala de casa justamente no momento que Miss Lou Lou assistia a um show da cantora, transmitido pelo canal Multishow. Primeiro, ouvi a voz – e QUE voz. Depois vi quem era: a tão falada Amy Winehouse, cantando no palco de um festival, em 2007.
E quase instantaneamente fui cativada pelo carisma de Winehouse. Não consegui sair da sala Logicamente fui objeto de chacotas por parte de minhas companheiras de blog ( os companheiros permanecem irredutíveis oposicionistas, talvez porque nunca pararam para ouvir) pelo fato de ser uma fã novata, alterando substancialmente opiniões anteriormente exposta e com aquele comportamento típico, ou seja, aquele olhar extasiado ante algo ” novo”.
E, nessa condição, no dia se seu aniversário, externo meus votos de vida longa a Miss Winehouse.
Uma estréia promissora

Fabiana Vanoni estréia como diretora nesse espetáculo que integra o projeto Incubadora de Novos Coreógrafos, do grupo de dança Gaia.
O início da “ninhada” de Fabiana pode ser conferido nos dias 6 e 7 deste setembro, sendo que no sábado será ás 20h e domingo ás 19horas. Ingressos no local, no Teatro Nilton Filho, que fica na rua Grão Pará, 179- Menino Deus-Porto Alegre ao preço de R$10,00, com desconto para idosos, classe artística e estudantes.
NÃO SE PODE AMAR, GOZAR E SER FELIZ AO MESMO TEMPO é baseado na literatura e na vida de Nelson Rodrigues e fala no amor do homem, como o homem sofre por amor.
Pelos antecedentes dos artistas envolvidos o espetáculo promete.
Dorival Caymmi – doçura baiana
Um dos ensaios mais luminosos de Gilberto Freyre chama-se “baianidade”. Curiosamente, trata-se de um trabalho sobre o Rio Grande do Sul, terra que o mestre pernambucano conhecia profundamente e muito melhor do que a imensa maioria dos gaúchos, sobretudo os de hoje. Ali Freyre dizia que os gaúchos de Rio Grande, de Pelotas, de Porto Alegre, de Viamão, de Rio Pardo, de Santa Maria e de tantas outras cidades são, inequivocamente, baianos. Um olhar rápido e superficial talvez enxergue aí uma refinada brincadeira, um paradoxo digno dos melhores momentos de um Chesterton. Só que Freyre, como todos os grandes pensadores, não é leitura para olhares rápidos, e talvez por isso sua obra seja até hoje alvo de tantos preconceitos.
O fato é que as ruas tortas que sobem e descem morros, a predominância do barroco na arquitetura, os sobrados, as igrejas, os doces, a mescla afro-portuguesa característica do Leste não só do Rio Grande mas de todo o Brasil, a força do sincretismo religioso, o gosto pela praia e pela vida noturna, o sotaque cantado, a gentileza e a tranquilidade de comportamento que deplora certa sobranceria castelhana e até mesmo um certo desleixo fazem desta região onde floresceu o melhor da cultura rio-grandense um resquício inequívoco desta “baianidade” do Rio Grande antigo, que é a mesma do Brasil antigo. Se Freyre tivesse conhecido melhor o nosso litoral talvez enxergasse nos nativos de Capão da Canoa, de Tramandaí, de Torres e também da cidade do Rio Grande semelhanças insuspeitas com os marinheiros do seu Nordeste.
O blog Perspectiva, nascido e criado neste Rio Grande oriental, registra aqui o falecimento de um dos nossos irmãos de cultura, caminhante de ruas tortas com ladrilhos e sobrados que sobem e descem morros, de igrejas banhadas em ouro, de moleques de todas as cores e, pairando sobre tudo isso, a tão decantada magia do lugar chamado Bahia.
A melhor homenagem que podemos fazer é relembrar algumas das canções do grande Dorival Caymmi, que fizeram parte da vida de gerações de brasileiros.
Hino do País de Gales
Sem nenhum motivo particular, deixamos o leitor com a letra e a música de um dos hinos mais bonitos do mundo.
Tradução aproximada para o portuguÊs:
Ó terra dos meus ancestrais, ó terra do meu amor
Querida mãe de renomados poetas e menestréis
De grandes guerreiros e grandes patriotas
Que pela liberdade derramaram seu sangue
Terra, terra querida
Enquanto o mar proteger-nos
Deixai viver a nossa Antiga Lingua*
Velha e montanhosa Gales, paraíso dos poetas
Cada vale, cada cume é belo a meus olhos
Charmoso é o murmúrio das tuas belezas, dos teus rios,
tuas montanhas, para mim
Se o inimigo esmaga minha terra sob seus pés
A velha língua dos galeses ainda viverá
Nossa musa não pode ser morta pela suja mão dos traidores
Nem a melodia das nossas harpas
*o galês, idioma celta falado por aproximadamente 30% da população galesa
Morre Bo Diddley
Homenagem atrasada, erro nosso, estamos corrigindo-o.
Um dos pioneiros do rock´n roll dá adeus. Bo Diddley morreu sábado passado,dia 2, aos 79 anos, na Flórida, deixando seus milhões de fãs órfãos. Nesse séquito incluem-se artistas como Rolling Stones, U2, Buddy Holly, Elvis Costello e The Clash, todos seguidores declarados do grande mestre que ensinou o mundo a extrair ritmo e força de apenas três acordes.
Um vídeo de um dos maiores sucessos de Bo Diddley, “Who Do You Love”
Documentário sobre Ian Curtis

http://cinema.uol.com.br/filmes/2008/06/05/joy_division.jhtm
O documentário “Joy Division” enfoca a história da banda inglesa que revolucionou a música pop no final dos anos 70 e início dos 80. O documentário destaca a belga Annik Honoré, amante do vocalista. Com entrevistas e depoimentos íntimos, o longa mostra como o grupo se reinventou como New Order após a perda de Ian, que se suicidou aos 23 anos.
O Joy Division durou apenas três anos e deixou apenas dois discos, sendo um deles, Closer, quase unanimemente aclamado como um dos maiores álbuns de rock da história. A estética da capa – reprodução de uma gravura de Gustave Doré para o A Divina Comédia, de Dante Alighieri -, a atmosfera sombria das músicas, as letras angustiadas do Curtis, leitor de Baudelaire, Rilke e Byron, foram marcas presentes em grande parte da música pop dos anos 80 e seguem até hoje de fonte de inspiração para bandas como Interpol, assumidos fãs do grupo de Manchester.
Aqui vão dois vídeos com músicas da banda:
http://www.youtube.com/watch?v=0We9d5J3BLQ
http://www.youtube.com/watch?v=K0dfd_L4tDk
E a versão da torcida do Manchester United, homenageando Ryan Giggs:
http://www.youtube.com/watch?v=_oa01GGlVA8
http://www.youtube.com/watch?v=o34Rcfe7oEg - torcedores cantando
Amy Winehouse passeando com mamãe
Ao que tudo indica, Amy Winehouse está reabilitada, sem necessidade de internação. As fotos abaixo mostram Amy passeando com sua mãe. Amy, que nas últimas semanas havia aparecido em público com o rosto marcado por feridas devido à doença de pele chamada “impetigo”, aparenta estar praticamente curada.



Amy Winehouse, Adele e Kate Nash juntas?
Amy Winehouse – continua a mesma
Amy Winehouse – Já saiu da clínica de reabilitação?
Amy Winehouse – Back to Rehab
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Pela quantia de (dizem) U$10.000 por semana, Amy Winehouse estaria se internando em uma clínica de reabilitação em Malibu. Amy, que já se internou outras vezes, busca novamente sossego e tranqüilidade. A cantora, que nos últimos dias apareceu em público com a pele marcada devido a uma doença chamada “impetigo” teria dificuldades de se manter afastada das drogas desde que seu marido, Blake Fielder, foi preso.
Torcemos pra que a Amy se recupere logo.

Veja também:
Amy Winehouse – Só não é fã quem não conhece
Amy Winehouse no Rock in Rio Lisboa
Amy Winehouse – turbante e roupa estranha
Amy Winehouse é presa (de novo!)
Amy Winehouse grava música para novo filme do 007
Amy Winehouse passeando com mamãe
Amy Winehouse, Adele e Kate Nash juntas?
Amy Winehouse – continua a mesma
Amy Winehouse, Adele e Kate Nash juntas?

4 Minutes to Save the World

Madonna se rende aos encantos do produtor do momento, Timbaland, que já criou hits como “Say it Right” da Nelly Furtado e “Wait a Minute” das Pussycat Dolls, e lança o 1° single de seu novo álbum que deve ser lançado em meados de maio.
A música , 4 Minutes to Save the World, é um dueto com Timberlake, que já é habitual parceiro de Timbaland em suas criações.
Ouvindo Piaf
Para começar bem o dia, uma música maravilhosa na voz da igualmente maravilhosa Edith Piaf.
A volta do B52´s

Depois de um hiato de 16 anos, o B52´s volta com um novo trabalho chamado “Funplex”.
E o Mika foi ao Grammy
Contrariando especulações de que não compareceria à cerimônia de premiação do Grammy, o cantor libanês Mika esteve presente em Los Angeles. Para alegria dos fãs do mundo inteiro, que vibraram com a presença do cantor que concorre na categoria música eletrônica com ”Love Today”. Vai ser uma parada difícil, pois todos os concorrentes da catagoria apresentam trabalhos de alto nível.
Vestindo camisa branca, colete preto e um cachecol de tecido leve, o cantor esbanjou simpatia falando sobre as razões que o levaram a escrever “ Love Today “.

Noite de Grammy

Hoje à noite será realizada a 50ª edição da cerimônia de entrega do Grammy em Los Angeles, o mais importante prêmio de música dos Estados Unidos, em 110 categorias diferentes, do gospel ao rock, do jazz à música clássica.
O campeão de indicações é Kanye West com o álbum “Graduation”, com oito indicações como «melhor álbum» e «melhor álbum rap». Amy Amy Winehouse, tem seis indicações com “Back to Black” (melhores gravação, álbum, canção, vocalista pop e vocalista feminina de pop do ano). Amy inicialmente teve recusado visto de entrada nos Estados Unidos, especula-se que pelo fato de ser uma notória usuária de drogas, o que evidencia mais uma vez a também notória hipocrisia norte-americana. Quando obteve a liberação anunciou que não iria comparecer à cerimônia apresentando-se através do sistema de vídeo conferência.
Melhor álbum de rock
“Daughtry” – Daughtry
“Echoes, Silence, Patience & Grace” – Foo Fighters
“Magic” – Bruce Springsteen
“Revival” – John Fogerty
“Sky Blue Sky” – Wilco
Melhor interpretaçào vocal feminina pop
“Candyman” – Christina Aguilera
“1234″ - Feist
“Big Girls Don’t Cry” – Fergie
“Say it Right” – Nelly Furtado
“Rahab” -Amy Winehouse”
Melhor interpretação vocal masculina pop
“Everything” – Michael Buble
“Belief” – John Mayer
“Dance Tonight” – Paul McCartney
“Amazing” – Seal
“What Goes Around … Comes Around” – Justin Timberlake
Gravação do ano
“Irreplaceable” – Beyoncé
“Rehab” – Amy Winehouse
“The Pretender” – Foo Fighters
“Umbrella” – Rihanna
“What Goes Around … Comes Around” – Justin Timberlake
Melhor álbum alternativo
“Alright, still” - Lilly Allen;
“Neon Bible” - Arcade Fire
“Volta ” – Bjork
“Wincing the night away ”- Shins
“Icky Thump” - White Stripes.
Melhor álbum pop
“Lost Highway”- Bon Jovi
«The Reminder»- de Feist,
«It Won’t Be Soon Before Long»- dos Maroon 5
«Memory Almost Full»- Paul McCartney
«Back to Black»- de Amy Winehouse.
Artista revelação
Feist
Ledisi
Paramore
Taylor Swift
Amy Winehouse
Album do ano
«Echoes, Silence, Patience & Grace», Foo Fighters
«These Days» Vince Gill
“River: The Joni Letters», Herbie Hancock
“Graduation” de Kanye West
“Back to Black», de Amy Winehouse.
Melhor álbum de world music
“Céu ” – Céu
«Gil Luminoso»- Gilberto Gil
«Momento» -Bebel Gilberto
“Djin Djin” – Angelique Kidjo
“An Ancient Muse” – Loreena McKennitt
Melhor álbum de rap
“Finding Forever” – Common
“Kingdom Come” – Jay-Z
“Hip Hop is Dead“ – Nas
“T.I vs T.I.P” – T.I
“Graduation” – Kanye West
Uma das atrações da noite é o dueto entre Tina Turner e Beyoncé e a presença de Aretha Franklin. Também previstas apresentações de Rihanna,Andrea Bocelli e Josh Groban, Eldar, Feist, Fergie e John Legend, Foo Fighters , Alicia Keys ( com Frank Sinatra), Kid Rock,Carrie Underwood.
Para apresentar os vencedores estão confirmadas as presenças de, entre outros, Tony Bennett, Nelly Furtado, Prince, Ringo Starr e Stevie Wonder, Chris Brown, Cher, Natalie Cole, Tom Hanks, Quincy Jones, Juanes, Solange Knowles, Cyndi Lauper,Ludacris e Taylor Swift.
VENCEDORES
Melhor cantora de R&B - Alicia Keys
Melhor Novo Artista - Amy Winehouse
*post editado com destaque para os vencedores
A música brasileira não existe
Isso mesmo que você leu. Não há música brasileira nem nunca houve. O mestre Tom Jobim dizia que a única música que importava era a do Brasil e a dos Estados Unidos. Sim, eu sei que é um senhor atrevimento discordar do Antônio Brasileiro, mas é que, depois de assistir os vídeos que passarei agora aos leitores, não posso segurar a seguinte frase, bombástica, retumbante, forte e absolutamente verdadeira: a música brasileira, da qual nós tanto nos orgulhamos, nada mais é do que música portuguesa. Simples assim.
E quem não acredita pode acessar os seguintes vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=IuVGzMne2ew&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=MIEqrP2Z8K4
http://www.youtube.com/watch?v=fhSwpwqvXrg
http://www.youtube.com/watch?v=nywtacv-UcA
http://www.youtube.com/watch?v=lvXbTqEsog4&feature=related
E depois comparar com estes aqui (divididos por região)
Rio Grande do Sul
http://www.youtube.com/watch?v=OQmi5xO4YQE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=UiVONifkFWg
Minas Gerais
http://www.youtube.com/watch?v=khFO0hyhYV0
Mato Grosso
http://www.youtube.com/watch?v=nuwPJMaO-_k
Pernambuco
http://www.youtube.com/watch?v=b2ahZtenH-E
Se as portas cerrarem
Se as Portas Cerrarem (Im nin’alu)
Se as portas dos generosos se cerrarem
As portas das Alturas nunca se trancam.
O Criador reina supremo sobre querubins
No seu espírito, todos serão elevados.
Shalom Shabazi – poeta
http://br.youtube.com/watch?v=O2xNTzlFSk0
http://br.youtube.com/watch?v=XSMl8SpT6p0&feature=related
Vídeos da cantora Ofra Haza , falecida em 2000. É lindíssimo.
Guitarras clássicas *
*Maurício Rezende

Les Paul
O modelo Gibson Les Paul é um dos mais conhecidos designs de guitarra elétrica de corpo sólido. Foi desenvolvido no começo dos anos 50 e se tornou um dos mais duradouros e populares modelos de instrumentos no mundo.
Uma das características marcantes deste espetacular modelo é sua sonoridade forte devido aos seus dois captadores do tipo humbucker, aliados à qualidade da madeira do corpo e braço no processo de confecção. Daí a preferência por este modelo para o “rock pesado”. Além de seu inconfundível timbre encorpado e aveludado, a Les Paul possui uma personalidade incomparável para os gêneros jazz e blues.
Para muitos guitarristas, independentemente do estilo musical, executar ao menos uma canção com uma Les Paul é garantia de glamour e bom gosto ou um complemento sonoro e visual a qualquer show.
Músicos que usam Les Paul:
Ace Frehley – Kiss
Jimmy Page – Led Zeppelin
Slash – ex-Guns N’ Roses, atual Velvet Revolver
Joe Perry- Aerosmith
Zakk Wylde – Ozzy Osbourne,
Noel Gallagher – Oasis
Muitas pessoas que iniciam a prática da guitarra sonham em adquirir uma Les Paul – lógico, quem em sã consciência não gostaria de ter o maior ícone do Rock n’ Roll?
Uma guitarra Les Paul significa mais que um simples instrumento musical. É um sonho,
de muitos, e por poucos realizados. Seu preço alto faz com que poucos possam ter uma Les Paul Gibson (a mais desejada das Les Paul), mas versões de outras marcas estão mais em conta como: Epiphone e Shelter.
*O autor é Maurício Rezende, aficcionado por música, leitor assíduo e colaborador do Blog Perspectiva. Seu recado para os leitores: “No próximo mês falarei sobre outro modelo de guitarra”.
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Edith Piaf – Sofrimento e arte

A reinauguração do Theatro São Pedro, em 1984, aconteceu com um espetáculo que certamente marcou a todos quantos o assistiram. Tive o privilégio de ser uma dessas pessoas. Os espectadores, já deslumbrados com a possibilidade de desfrutar do belíssimo São Pedro, entregue à população depois de nove anos de reforma, ainda foram brindados com um espetáculo inesquecível: a esplendorosa interpretação de Bibi Ferreira em Piaf.
Sentada na primeira fila tive uma visão privilegiada. E ainda guardo na retina a imagem de Bibi interpretando Piaf e tenho bem presente na memória as maravilhosas músicas cantadas por ela. Mais do que uma intérprete, Bibi parecia aos meus olhos a própria Piaf. E é com essa lembrança em mente que agora presto essa reverência a uma das maiores cantoras de todos os tempos que, se viva fosse, estaria neste exato dia completando 92 anos.
A 19 de dezembro de 1915, no bairro operário parisiense de Belleville, nascia Édith Giovanna Gassion. Sua infância foi pobre, até degradante, com uma mãe cantora frustrada que a abandonou com poucos anos de idade . Criada em um bordel pela avó, chegou a ficar cega por um tempo devido a doença ocular mal tratada. Perambulando com o pai acrobata, Edith teve uma vida marcada por tragédias. Perdeu a filha com poucos meses de idade, quando ela própria tinha 19 anos. Tão logo começou a carreira viu-se envolvida no escândalo da morte de seu descobridor Louis Lepleé, que foi assassinado. Leplée foi quem apelidou a cantora de “La Môme” (pardalzinho) em alusão à sua baixa estatura. Já com a carreira no auge apaixonou-se pelo pugilista Marcel Cerdan, que morreu em um acidente de avião quando iria encontrá-la, em New York. Sentindo-se culpada pela morte daquele que foi o grande amor de sua vida, Piaf refugiou-se nas drogas e no álcool.
A este sentimento de Piaf por Marcel devemos ” Hino ao amor”, uma das mais belas canções já produzidas.
Após a morte de Marcel, Edith teve vários relacionamentos amorosos, inclusive com o famoso cantor Charles Aznavour. As dores constantes devido ao reumatismo e acidentes de automóvel com seqüelas provocaram o aumento do uso de drogas que degradaram progressivamente o físico da cantora, culminando com sua morte em 10 de outubro de 1963.
Quem ouve Piaf sente todas as mazelas que atormentaram a grande artista: a vida marcada pela tragédia, o sofrimento moral e físico, a sensação de não pertencer a nada, de não ser amada, a consciência da falta de atrativos físicos,o medo da solidão. Sua alma apaixonada e sofrida, sofrida como só pode ser a alma de uma mulher quando conjuga inteligência e paixão com carência emocional, está toda expressa nas canções que talvez por isso mesmo atravessem gerações. O amor, a dor, a permanente luta atrás de um ideal de felicidade que lhe fugia, tudo isso podemos sentir de forma quase palpável.
Essa vida marcante só poderia ter sido objeto de um filme. Um hino ao amor (La Môme) estreou em todo mundo em 2007, com grande sucesso.
Enfim, adoro ouvir Edith Piaf e, como acredito que não sou a única, posto aqui esta homenagem singela a esta mulher extraordinária que cantou com muita convicção que não lamentava nada em sua vida . “Je ne regrette rien”.
Para ver e ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=2-sUzR71wpQ
http://www.youtube.com/watch?v=NjR5xFZxZK8&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=CqTLqRFKjAU
Recomendo o seguinte link para os que quiserem saber mais sobre Edith Piaf :
Os guerrilheiros do vinil
A última fábrica de discos de vinil do Brasil pediu socorro e foi atendida. A Polysom do Brasil, de Belford Roxo (RJ), será tombada como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Ministério da Cultura e poderá receber verbas da Lei Rouanet. Isso deve ajudar a reverter o quadro de decadência da empresa, atualmente com apenas 3 funcionários.
Hoje, o principal mercado da Polysom são os DJs. Depois vêm as bandas alternativas, que preferem lançar seus discos em vinil, porque, assim como alguns puristas, consideram que o CD piora a qualidade do som. Só que isso não garante retorno financeiro.
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=31103&more=1&c=1&pb=1
Aqui, um pedaço do processo de fabricação dos discos da Polysom:
http://www.youtube.com/watch?v=w1eKWSlvc1g
E aqui um pequeno documentário, em duas partes, sobre os apreciadores e vendedores dos antigos bolachões, que resistem bravamente ao avanço da música em formato digital:
CDs e músicas do ITUNES mais vendidos de 2007
CDS mais vendidos pelo ITUNES em 2007 :
1. Maroon 5 It Won’t Be Soon Before Long
2. Amy Winehouse Back To Black
3. Kanye West Graduation
4. Daughtry Daughtry
5. Colbie Caillat Coco
6. Linkin Park Minutes to Midnight
7. Various Artists High School Musical 2 (Original Soundtrack)
8. Timbaland Shock Value
9. John Mayer Continuum
10. Various Artists Hairspray (Soundtrack to the Motion Picture)
Singles mais vendidos pelo ITUNES em 2007 :
1. Fergie Big Girls Don’t Cry
http://br.youtube.com/watch?v=YnbBVWDtYm0
2. Gwen Stefani The Sweet Escape
http://br.youtube.com/watch?v=SMUOg7BebKE
3. Plain White T’s Hey There Delilah
http://br.youtube.com/watch?v=EbJtYqBYCV8
4. Avril Lavigne Girlfriend
http://br.youtube.com/watch?v=cQ25-glGRzI
5. Fergie Glamorous
http://br.youtube.com/watch?v=NOQvcMLll4E
6. Kanye West Stronger
http://br.youtube.com/watch?v=q_CrQllk1zU
7. Maroon 5 Makes Me Wonder
http://br.youtube.com/watch?v=sc5RHp6Tr6c
8. Akon Don’t Matter
http://br.youtube.com/watch?v=b3u65f4CRLk
9. Timbaland The Way I Are
http://br.youtube.com/watch?v=iWg3IMN_rhU
10. Shop Boyz Party Like a Rock Star
*Led Zeppelin…19 anos depois
*Maurício Rezende
O Led Zeppelin voltou a se reunir no palco depois de 19 anos, em um show histórico para 18 mil fãs na O2 Arena, em Londres. O vocalista Robert Plant, o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones foram acompanhados pelo baterista Jason Bonham, filho de John Bonham que morreu em 1980.
Houve um sorteio de 18 mil ingressos para mais ou menos 2 milhões de fãs.
Aos 59 anos, o vocalista demonstrou a energia do passado, andando de um lado para outro do palco. Jimmy Page também trouxe aos fãs a lembrança do auge da banda, em alguns momentos usando um arco de violino para tocar sua guitarra.
“Todas as músicas foram brilhantes. Eles ainda sabem como fazer um show depois de todos esses anos”, disse o fã Terence Baker, de 47 anos, ao final do show.
A última vez que o Led Zeppelin se apresentou com sua formação original foi em julho de 1980, em Berlim, dois meses antes da morte de Bonham.
Infelizmente, não era nascido na última vez que (sem dúvidas) uma das maiores bandas que este mundo já viu tocou pela última vez. Causou-me arrepios em ver o show da banda que só tive a oportunidade de ouvir ou olhar em vídeos antigos.
Alguns trechos do show do Led Zeppelin, apresentado na última segunda-feira, podem ser vistos pelo youtube (http://br.youtube.com/watch?v=ooCbC7ZW5GU). Certamente os mais antigos irão adorar tais imagens, afinal, vale a pena relembrar a banda que encantou gerações. Para os mais novos: olhem e divirtam-se, pois isso sim é música de verdade.
E preparem-se para voltar ao bom e velho Rock n’ Roll.
*Com muita satisfação publicamos o texto de nosso colaborador Maurício Rezende que faz o Perspectiva cada vez mais múltiplo, como é nosso objetivo.
Tudo o que Maurício Rezende publicou está aqui
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O retorno do vinil
Lembro muito bem de quando compramos o nosso primeiro aparelho de CD. Foi no Natal de 1994. Eu tinha apenas 11 anos. Naquela época ainda havia discos de vinil, mas o CD já era uma realidade, ainda que não para muitos. Diziam que o som era melhor, que não havia chiados e que era mais sensível, fácil de arranhar. Tudo isso eu confirmei quando escutei os primeiros CDs que meus pais compraram.
O vinil sumiu em poucos anos. Em 1996, quando comecei a comprar CDs por conta própria, já não se falava mais nos velhos bolachões, a não ser como recordação de época passada. Alguns amigos que tinham irmãos mais velhos falavam dos tais discos, e um que outro ainda mantinha o aparelho funcionando, mas eram raridade. Gostávamos de rock, principalmente rock clássico, e para formar uma discoteca respeitável, digna dos verdadeiros roqueiros, – lá por volta de , 1999, 2000, a moda era seguir o que diziam as listas de “100 maiores do século” – marchávamos com 25 reais toda semana, uma soma considerável para adolescentes sem renda fixa. Comprava-se CDs remasterizados do Led Zeppelin, The Who, The Clash, Black Sabbath, todas as velharias, além das novidades habituais. Nem cogitávamos comprar os LPs originais: não havia interesse nem os aparelhos daqueles que tinham irmãos mais velhos funcionavam.
Pois bem. Falando assim, parece que emulo o célebre dito de John Updike, suavemente saudoso, sobre a sua época de juventude: “Depois de tudo, nós nem desconfiávamos que éramos uma geração“. E não estaria longe da verdade se o fizesse. Nós, que nascemos no início dos anos 80, fomos, sim, algo como uma geração, pelo menos no que diz respeito à maneira como passamos a escutar música. Fomos a geração do CD. E digo “fomos” porque esta geração que começou há pouco tempo já está chegando ao fim. O CD já está virando peça de museu (este blog, aliás, já falou disso aqui). Ninguém mais compra as novidades: baixa-as da Internet, inescrupulosamente, e as armazena no seu computador. Ou escuta no Ipod. O CD agoniza e não dá mostras de que vai voltar a viver.
Se o CD já é quase peça de museu, o que sobra para o vinil? Uma figura nos livros de arqueologia? Nada disso. O vinil aproveita essa cambaleada do CD para ressuscitar aos mortos, subir aos céus e sentar-se à direita do consumidor todo-poderoso, que julga impiedosamente os vivos e os mortos. E é esse consumidor, feroz e exigente como o Deus do Antigo Testamento, que está promovendo o retorno do disco de vinil. Se ainda não se pode falar em uma volta triunfal, o fato é que o número de aficcionados pelas bolachas pretas aumenta a cada dia.
Em outro post, registramos que o último álbum de Paul Weller, ex-The Jam, vendeu em vinil quase o mesmo que em CD. Agora, temos o exemplo do White Stripes, cujo single “Icky Trump” vendeu mais de dez mil cópias em apenas dois dias. E os Smashing Pumpkins acenam com a possibilidade de lançarem seus próximos álbuns apenas em vinil. Na Inglaterra, as vendas dos discos de vinil cresceram 13% em comparação com o ano anterior. Não é uma avalanche, mas não há dúvida de que é sinal de alguma coisa. E o que será?

As respostas variam. Sempre houve puristas que achavam que o vinil era tecnologicamente melhor que o CD. Eram sobretudo velhos roqueiros que odiaram as remasterizações dos seus discos preferidos, responsáveis, segundo eles, por erros de gravação e perda da qualidade dos instrumentos. De fato, nesse aspecto particular, o vinil tem uma certa vantagem sobre o CD, pelo menos o remasterizado. Eu, por exemplo, fiquei agradavelmente surpreso em ouvir o baixo das músicas de London Calling, do The Clash, quando comprei o disco de vinil. Até então, só conhecia o álbum remasterizado, onde se ouve mal a guitarra e o baixo não existe. Notei algo parecido nos discos do Led Zeppelin, do The Who e de outros dinossauros que resgatei nos últimos tempos: os originais em vinil eram sensivelmente melhores do que os CDs. Até para um ouvido pouco treinado como o meu é possível distinguir muito bem os instrumentos no vinil, e nem sempre no CD. Eliot Van Buskirk explica muito bem essas questões técnicas neste artigo que prevê a volta triunfal do vinil para breve.
Seria, porém, um exagero achar que o argumento tecnológico é o preponderante para quem compra vinil. Como o próprio Van Buskirk salienta, citando uma pessoa ligada ao ramo musical, “o tamanho da obra de arte, a divisão em lados, a qualidade sonora e, sobretudo, todo o envolvimento e trabalho que o ouvinte tem de dispender para escutar o disco, tudo isso faz com que o vinil seja a escolha daqueles que realmente se interessam por música”. Colocar o disco na cápsula, arrumar a agulha, sentar-se para, calmamente, escutar a música enquanto delicia-se com as figuras do encarte são um exercício que o mundo dessacralizado de hoje tornou quase mágico. A apreciação genuína de um momento lenta e cuidadosamente preparado é o que transforma o vinil em algo tão sedutor para os jovens. É fundamentalmente diferente ouvir Beatles no Ipod, enquanto se escova os dentes ou se sobe no ônibus, e tirar o Help do encarte, pousá-lo no aparelho e escolher cuidadosamente a faixa. Lembra o passado, uma época de proximidade física com as coisas e os homens, mais verdadeira e sincera.
Tudo isso vem junto com o disco que compramos em – é claro! – sebos empoeirados, redutos por excelência do saudosismo, e isso nos coloca uma dúvida: será que o retorno do vini é mesmo possível? Será que não é melhor para o próprio vinil e seus apreciadores que ele continue como uma alternativa charmosa (e baratíssima) para uma outra tecnologia de som, mais limpa e avançada? É bem possível que, se o vinil voltar, nós vamos acabar nos cansando dessas coisas enormes, que consomem tempo e paciência, que trazem poeira, que ocupam um espaço gigantesco da casa, que quebram e arranham fácil e que, por fim, fazem aquele ruído insuportável. E descobriremos que o problema não está nos discos de vinil, nos CDs ou nos Ipods, mas sim apenas em nós mesmos.
O fim do CD?
Quem costumava ir à loja de CDs do Bourbon Canoas em busca das últimas novidades vai se decepcionar. Não porque não há novidades ou porque a qualidade do material caiu; porque, simplesmente, não há CDs. Na prateleira destinada a eles podemos encontrar DVDs, microfones ou até fitas cassete. Nenhum CD. Nem os popularescos vendidos a R$ 5. Nada. No máximo os discos virgens. Pergunto ao funcionário responsável: é só aqui? “Não”, responde ele, “em todos os supermercados e shoppings da nossa rede não vendemos mais CDs”.
O cenário desolador da loja do Bourbon não é único. Em todo o mundo a venda de CDs vem caindo assustadoramente. Analistas prevêem que a venda mundial de CDs deve cair 16% até 2009. Atualmente, está em aproximadamente 25 bilhões de dólares – quase a metade dos 43 bilhões registrados em 1997. Quem acompanha as listas de mais vendidos nota que, a cada ano, os líderes vendem cada vez menos. Nos anos 80, Michael Jackson, Prince e Madonna vendiam dezenas de milhões com facilidade e até uma banda como The Clash vendeu 1,5 milhão de discos com o duplo London Calling. Hoje, é praticamente impossível um CD duplo vender tanto.
E, na Grã Bretanha, o inacreditável aconteceu: Paul Weller, ex-The Jam, vendeu 55,44% de seu último disco em CD e 38,56% em vinil.
Em breve, o Blog Perspectiva vai discorrer sobre um outro fenômeno, relacionado a este, dentro da indústria fonográfica: a volta do vinil.











