PERSPECTIVA

Sem olhos em Gaza

“Sem olhos em Gaza,no moinho com os escravos”: assim o poeta inglês John Milton descreve Sansão, o herói bíblico, no capítulo “Sansão , o que agoniza”, do livro “O Paraíso Reconquistado”. Ali Sansão está preso, trabalhando como escravo num moinho, cegado pelos filisteus após a traição pela sua amada Dalila. A cegueira é uma desgraça, sem dúvida, mas não tão grande quanto outra que ele assim descreve: “Estar cego e entre inimigos é ainda pior do que as correntes”.

Sansão foi cegado para pagar por um crime e colocado como escravo de forma humilhante. Só isto já é suficiente para despertar a nossa indignação de Ocidentais civilizados. O que dizer então de um povo que, sem ter cometido crime algum a não ser muito simplesmente existir, foi colocado sob ferros num cubículo onde mal podem se locomover e, quando alguns malucos entram em desespero e cometem crimes (aliás condenáveis), este povo ainda é bombardeado, assassinado cruelmente, destruído?

Quisera os palestinos estarem na situação de Sansão. Pelo menos saberiam a razão pela qual estão ali, presos, sob ferros, sem olhos em Gaza.

janeiro 3, 2009 Posted by | Política | Deixe um comentário

Gaza – chega de massacre

Recebemos  email do ex-deputado Cezar Busatto conclamando a mobilização pelo cessar fogo em Gaza, dando término ao massacre perpetrado contra o povo palestino.

A pertinência da causa e a reconhecida honorabilidade do remetente nos levaram a, sem pestanejar, assinar virtualmente o documento. Aliás, se dúvidas houvessem, bastaria uma rápida olhada nas páginas da revista Veja desta semana para que imediatamente buscássemos formas de manifestar repúdio contra os crimes que estão sendo praticados por Israel na Faixa de Gaza.

Abaixo reproduzimos o texto que circula pela rede e o link onde pode-se manifestar apoio à mobilização pelo cessar fogo.

Caros amigos,

Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito.

É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional.

Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado emergencial e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece:

Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária.

Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir.

Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz.

Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência.

Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: ); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.

janeiro 3, 2009 Posted by | Geral | 1 comentário

Honestidade

Véspera de Natal, lojas cheias com  funcionários extremamente cansados e altamente propensos a cometer erros.

Na longa fila do caixa uma senhora estava na minha frente e quando chegou sua vez de ser atendida impugnou o valor cobrado pela “caixa” argumentando ser inferior ao que havia previamente somado. Constatado o equívoco, com omissão de uma mercadoria que já estava na sacola pronta para ser entregue.Após isso, discretamente a senhora retirou-se da loja, sem alardear sua honestidade. Ficou evidente que aquele comportamente faz parte de seu cotidiano.

E fiquei refletindo sobre esses milhões de honestos anônimos que não avisam a mídia sobre seu comportamento pois certamente tem a consciência de que fazem simplesmente sua obrigação.

dezembro 30, 2008 Posted by | Geral | Deixe um comentário

Desculpas dos perdedores de Winning Eleven

Créditos para o Orkut.

1> Também, tu é viciado…
2> Po, o meu uniforme tá confundindo…
3> Essa bola confunde com o campo…
4> Tu tem video-game e pode joga todo dia, eu não.
5> Faz um tempão que eu não jogo…..
6> Esse controle tá com defeito…
7> Esses jogador são uns merda, não fazem nada direito
8> Porra fulano (jogador do time) como é que tu me perde um gol desse!!
9> Teu time é bem mais forte que o meu!!
10> Gol cagado.
11> Não gosto de jogar essa merda.
12> Tu edito os jogadores.
13> Porra… tu faz manha né.
14> Não to inspirado hoje…
15> O sol bateu na minha cara.
16> Arrumei meu time mal.
17> O P1 sempre ganha.
18> Aff, o analógico tava ligado.
19> O Play é teu…
20> Essa TV é uma merda.
21> O juíz é ladrão.
22> Tu pago o juíz.
23> Lá vem tu bota essas “manha”.[enquanto tu tá ajeitando o time antes do jogo ou durante]
24> Goleiro viado, filho da puta, frangueiro.
25> Zaga de merda.
26> To de zuera, deixei tu ganha…
27> As setinha do meu time vieram zuada.
28> Peguei o time errado.
29> Essa câmera é horrível.
30> Esse teu jogo é diferente do meu, é impossível faze gol.
31> Os jogador não correm.
32> Essa minha dupla é uma merda. 33> O botão tava emperrado.
34> Machuquei meu dedo ontem, não ta dando pra joga direito.
35> É que eu jogava FIFA, dai os botão eram diferente.
36> Também né, com o play aceitando o drible “raio X” fica fácil.
37> Aff, os teus zagueiro correm o dobro dos meus atacante.
38> Tá muito barulhento aqui, não consigo me concentra.
39> Tu tá de frente pra Tv, eu to todo torto aqui.
40> Não sei joga com narração.
41> Só sei joga no PC.
42> Não jogo com controle, só de teclado.
43> Sim né, tu fica apertando “START” toda hora.
44> Aff, 5 minutos? Só jogo com 10.
45> Mal encostei no cara e já é falta![após uma voadora de dois pés na cabeça]
46> Eu apertei pra esse lado mas o goleiro foi pro outro![num pênalti]
47> Tu fica mudando o cobrador toda hora.
48> Aff, tu só faz essa jogada.
49> Quando sair essa minha urucabaca a gente joga.
50> Também né, com 1 expulso é impossível ganha um jogo.
51> Eu to de visita na tua casa e ainda pego o pior controle? Aff!
52> Deu sorte.
53> To com sono.
54> Tu só joga com esse cara, passa porra!
55> Peguei esse time podre só pra fica zuando.[jogando com o barcelona]
56> Tava impedido!
57> Putz, esqueci de ajeita meu time.
58> Aff, não vale marcação né.
59> Não sei joga com chuva.
60> Tava com vontade de ir no banheiro.
61> O jogo ta desatualizado!
62> Fora de casa eu sempre perco.
63> Sem torcida não dá.
64> Tá, vo começa a joga agora.

dezembro 30, 2008 Posted by | Alívio Cômico | 2 Comentários

O Perea do Milan

O balanço de 2008 do clube italiano Milan mostra que o principal goleador do time é também o mais novo: o brasileiro Alexandre Pato, de 19 anos, que marcou 17 gols. A informação é da agência de notícias italiana ?Ansa?.

Atrás de Pato aparecem Kaká (15 gols), Inzaghi (14 gols) e Ronaldinho Gaúcho (9 gols), segundo os dados publicados no balanço anual do site do Milan.

O clube informou também que desde janeiro deste ano, quando Pato começou a se apresentar oficialmente nas partidas do Milan, o brasileiro jogou 2.560 minutos, o que garante uma média superior a um gol a cada duas partidas completas.

O Milan disputou 50 partidas oficiais em 2008, das quais venceu 28, empatou 11 e perdeu 11. Ao todo, foram 87 gols marcados contra 54 gols sofridos.

globoesporte.com

dezembro 30, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Herrera voltando para o Grêmio

Especula-se na imprensa gaúcha a volta do argentino Germán Herrera ao Grêmio, onde jogou e foi muito bem sucedido no ano de 2006. Para quem não lembra, apesar dos esforços de Paulo Odone e do apelo da torcida, o jogador não pôde ficar para a disputa da Libertadores de 2007 porque o Grêmio não conseguiu competir com Real Sociedad e o Euro em alta. Saiu Herrera e desde então o Grêmio não teve um atacante que agradou os olhos da torcida.

A volta do atacante significaria muitas coisas positivas. A primeira é que se tudo correr bem, Edixon Perea não passaria de auxílio moral ao grupo. Em segundo lugar, seria um acréscimo de qualidade a um ataque colocado sobre dúvidas: Alex Mineiro, contratação de impacto, teve uma queda brutal de rendimento no fim da temporada. E a terceira é de que se trata de um pequeno ídolo da torcida.

O Blog Perspectiva APROVA a contratação de Germán Herrera. E nossos leitores bem sabem, esta aprovação não é pouca coisa.

dezembro 30, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

O Natal do velho Dickens

Neste dia em que armamos nossos pinheiros num canto da sala,decoramo-los com bolinhas e bonequinhos, armamos um presépio ao seu pé e desejamos uns aos outros o melhor que podemos imaginar peço que o leitor faça um pequeno exercício mental e imagine, por um momento, uma época em que nada disso existia. Uma época em que a comemoração do dia do nascimento do menino Jesus não envolvia sorrisos, abraços em família, brindes e grandes jantares em longas mesas, de onde, à meia-noite, saem as crianças em disparada em direção à árvore para procurar os seus presentinhos daquele ano. Difícil, não é? Fomos – a maioria de nós, pelo menos – criados para acreditar que o Natal é isto e que o espírito natalino, além de existir, consiste nesta reunião de pessoas dispostas a desejar umas às outras dias e vidas melhores. Imaginamos, então, que isto tem sido assim nos últimos dois milênios e que os primeiros cristãos, por viverem em um local onde não havia pinheiros, faziam suas arvorezinhas de Natal com oliveiras e seus presépios com bonecos de argila retirada das praias do Mediterrâneo. Imaginamos com tanta certeza que é impossível imaginar outra coisa. Não dá, hoje, para pensar em Natal sem esses pequenos detalhes.

Porém, este Natal sem pinheiros, presépios, sorrisos e presentinhos existiu e não faz tanto tempo assim. Era uma festa sóbria, bonita, talvez, mas sem grandes encantos ou grandes expectativas por parte das crianças e menos ainda dos adultos, que comemoravam a chegada do Deus que se fez homem por amor a nós e que morreu para nos salvar com o respeito compungido de quem agradece uma vida de sacrifício. A Páscoa, que lembrava a crucificação, tinha o mesmo clima um tanto soturno. É claro que os homens desejavam um Feliz Natal uns aos outros e que os melhores sentimentos cristãos eram lembrados, mas este “Feliz Natal” talvez não quisesse dizer o mesmo que as atuais “Boas Festas”, mesmo porque não havia propriamente uma festa relacionada à data. As ruas não se enchiam de enfeites. As portas das casas não ostentavam coroas. As lojas não contratavam Papais Noéis para oferecem balas às crianças e os pobres pais não colocavam barbas nem roupas vermelhas para darem presentes aos filhinhos. A noite do dia 24 de dezembro era passada com um jantar especial, talvez uma oração e depois cama. Sem muita história. Sem muita magia.

O senhor Charles Dickens, nascido em Portsmouth, em 1812, passou muitos natais assim. Ou melhor: passou muitos natais bem piores do que estes. Desde os 14 anos de trabalhar, e trabalhar duro, para poder sobreviver na Inglaterra dos começos da Revolução Industrial, quando leis trabalhistas, sindicatos, medidas de proteção social e outras cositas más não eram sequer sonhadas pelos trabalhadores. Seus natais eram cheios de incertezas, dívidas não pagas, dinheiro faltando e perspectiva de um ano nada agradável. Quando chegou à idade adulta, Dickens começou a escrever para jornais e publicou alguns romances, elogiados pela crítica mas sem grande sucesso comercial. Ser escritor já era, desde aquela época, ofício para quem tem outro emprego. As histórias de Dickens criticavam a situação humilhante em que viviam os trabalhadores da Inglaterra, a fria indiferença dos habitantes das grandes urbes para com o próximo em necessidade e todas as coisas que o nascente capitalismo moderno fazia com as pessoas. Eram em boa parte autobiográficas e não deixavam de ser uma libertação de demônios com os quais o escritor teve de conviver desde pequeno, mas também resultavam da observação arguta sobre a condição de vida da maioria dos seus compatriotas. Era uma quase obsessão para Dickens, o tema da pobreza. Até que, em 1843, resolveu aparentemente deixar esse tema de lado e investir em outro. Lançou Canção de Natal, seu livro mais conhecido.

Não é preciso falar muito da história. Canção de Natal teve nada menos do que 200 adaptações para o cinema, incontáveis versões em quadrinhos e figura na lista de qualquer biblioteca infantil que se preze. Foi traduzido para quase todas as línguas conhecidas. O tema do Natal caiu muito bem para a época, que começava a comemorar comercialmente a data. Caiu tão bem que o livro de Dickens fez um sucesso gigantesco, como provavelmente nunca um outro livro havia feito na Inglaterra: o mercado consumidor livreiro não existia antes do século XIX e nem as edições com tantas tiragens, fruto direto da ocupação maciça das cidades registrada na época. Dickens aproveitou bem o momento – mas o momento tambem se aproveitou bem de Dickens. Mesmo nestas latitudes meridionais, onde o Natal é a época do calor e não da neve, a comemoração do Norte da Europa penetrou através da leitura de A Canção de Natal. Tão lido foi A Canção de Natal que, a partir de então, a data virou sinônimo daquilo que sempre deveria ter sido – um ritual de passagem.De repente, todos nós passamos a ser Velhos Scrooges que, visitados por três espíritos de Natal, somos convocados a mudar radicalmente de vida antes que seja tarde demais. A generosidade do velho sovina depois de ver que sua vida estava sendo gasta com preocupações mundanas é expressa nos presentes que, uma vez por ano, os pais dão aos filhos e os jantares que as famílias dão umas às outras, comemorando alegremente o momento. Talvez algo do aspecto formalmente religioso se tenha perdido com isto. Nem todos rezam ao pé da árvore e são poucos os que vão à missa após as comemorações. Dickens tirou um pouco de religião do Natal com sua historinha para embalar sonhos de crianças. Mas colocou em nosso coração a idéia profundamente cristã de que o dia 25 de dezembro é capaz de mudar a vida de qualquer pessoa porque foi este dia que mudou para sempre a história da Humanidade.

dezembro 24, 2008 Posted by | Literatura | Deixe um comentário

Madonna no Brasil – vídeos

Abaixo, alguns vídeos postados por pessoas que foram aos shows da cantora.

You Must Love Me – SP, 18.12.2008

Like a Virgin – SP, 18.12.2008

Give it to me – RJ, 15.12.2008

Like a prayer – RJ, 15.12.2008

Vogue – SP, 20.12.2008

You must love me (passagem de som) – SP, 21.12.2008

Don’t cry for me São Paulo (passagem de som) – SP, 21.12.2008

Volta logo, Madonna! :)

dezembro 22, 2008 Posted by | Mundo pop | Deixe um comentário

Dia diferente no Banco

Ter de ir a uma agência bancária 2ª feira pela manhã faz o cidadão mentalizar antecipadamente que irá ter de enfrentar momentos tediosos, sem nada que proporcione satisfação. Assim iniciei minha semana natalina. No entanto, tive a ventura de escolher a agência Boqueirão/Canoas  da Caixa Econômica Federal, que completou dois anos no dia 21 passado. Para minha  surpresa, quando ingressei no local, às 11 horas em ponto, funcionários e clientes cantavam o “Parabéns a você”  e um imenso bolo azul nos aguardava servido inicialmente  pela gerente da agência e depois por outros funcionários. Todos recebemos fatias companhado por chá. Era bonito de ver a expressão das crianças que ali estavam, recebendo o bolo azul.

A comemoração realizada da maneira informal, desprensiosa mas sincera,  fez com que o ambiente no local ficasse leve.Os clientes iniciaram a semana de uma maneira boa. Percebia-se nas pessoas o resultado da gentileza recebida. Porque o fundamental era isso, a maneira como a comemoração foi feita.

Sensibilidade, mesmo no exercício de uma das tarefas onde menos se espera encontrar esta qualidade, foi o que a gerente Clair demonstrou frustrando minhas previsões de um início de semana tedioso dentro de uma agência bancária. Que o exemplo frutifique.

dezembro 22, 2008 Posted by | Geral | 1 comentário

Participações em Libertadores de Brasileiros

Tempo de ausência dos clubes brasileiros (calculados apenas os que já participaram e o tempo em que deixaram de disputar)

Créditos para Kamarao, do Fórum Uol Jogos

[41 anos] Náutico (1968-atualmente)
[25 anos] Bahia (1964-1989)
[23 anos] Bangu (1986-atualmente)
[23 anos] Botafogo (1973-1996)
[23 anos] Fluminense (1985-2008)
[21 anos] Guarani (1988-atualmente)
[21 anos] Sport (1988-2009)
[19 anos] Atlético Mineiro (1981-2000)
[19 anos] Santos (1965-1984 e 1984-2004)
[18 anos] Coritiba (1986-2004)
[17 anos] Criciúma (1992-atualmente)
[17 anos] Cruzeiro (1977-1994)
[15 anos] Palmeiras (1979-1994)
[14 anos] Corinthians (1977-1991)
[13 anos] Internacional (1993-2006)
[10 anos] São Paulo (1994-2004)
[09 anos] Flamengo (1993-2002)
[09 anos] Juventude (2000-atualmente)
[08 anos] Vasco (1990-1998 e 2001-atualmente)
[06 anos] Grêmio (1984-1990)
[06 anos] Paysandu (2003-atualmente)
[05 anos] São Caetano (2004-atualmente)
[04 anos] Atlético Paranaense (2005-atualmente)
[04 anos] Santo André (2005-atualmente)
[03 anos] Goiás (2006-atualmente)
[03 anos] Paulista (2006-atualmente)
[02 anos] Paraná (2007-atualmente)

Número de participações (já 2009)

[14] Palmeiras
[14] São Paulo
[12] Grêmio
[11] Cruzeiro
[10] Santos
[09] Flamengo
[07] Corinthians
[07] Internacional
[07] Vasco
[04] Atlético-MG
[03] Atlético-PR
[03] Bahia
[03] Botafogo
[03] Fluminense
[03] Guarani
[03] São Caetano
[02] Coritiba
[02] Sport
[01] Bangu
[01] Criciúma
[01] Goiás
[01] Juventude
[01] Náutico
[01] Paysandu
[01] Paulista
[01] Paraná
[01] Santo André

dezembro 22, 2008 Posted by | Esportes | 10 Comentários

Cajun

Qualquer visitante que atravessasse os EUA de cabo a rabo no início do século XX diria que aquele imenso país nada mais era do que uma reunião de pequenas nações reunidos por força das armas, mais ou menos como a China ou a Rússia. Não parecia haver grande identidade interna entre as dezenas de estados e territórios que compunham o país. O termo “Estados Unidos da América do Norte” não significava nada: tratava-se de um país sem nome, um aglomerado de tradições e pequenas nações crescendo paralelamente umas às outras com comunicação ocasional e superficial.

Na Pensilvânia, a maior parte da população falava alemão. No Nordeste do Canadá falava-se o gaélico. Na Flórida, em partes do Texas e no Sul da Califórnia, o espanhol. Nas ilhas da costa sudeste, o “gullah”, língua africana próxima do iorubá. Nos estados do velho Sul, então, a situação era praticamente insustentável: num raio de cinquenta quilômetros o viajante poderia passar por vilarejos onde se falasse o inglês dos “rednecks”, o espanhol, o alemão, o inglês falado pelos negros (que só eles mesmos entendiam) e o cajun.

E o que era esse cajun? Primeiro, é preciso falar um pouco da origem do termo. “Cajun” é a corruptela inglesa de “Acadian”, termo utilizado para denominar os franco-canadenses expulsos da região de Acadia, Norte do Canadá, e emigrados para a Louisiana para fugir da perseguição do governo britânico. Lá encontraram uma já grande comunidade francófona (boa parte do Sul dos EUA foi colonizada por franceses) e se adaptaram facilmente ao local, que também contava com uma enorme população negra. Com eles, trouxeram violões, banjos, acordeões, violinos e triângulos e uma das tradições musicais mais interessantes e menos conhecidas do mundo: a da França, mais precisamente do Norte Francês (Bretanha e Normandia), de raízes celtas e germânicas, como as do Norte de Portugal e da Espanha, da Escócia e da Irlanda. Boa parte do que conhecemos hoje como música americana se deve à contribuição “cajun”. Quem quiser, pode conferir nestes vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=WTO7pyo_Hnk

http://www.youtube.com/watch?v=YPHNuaR0a2s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I

http://www.youtube.com/watch?v=pGvci6EsFj8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=1LwJy2TOWgs&feature=related

dezembro 20, 2008 Posted by | Música | 1 comentário

Tabelas das oitavas-de-final da UEFA Champions League

24 de fevereiro
Chelsea x Juventus
Panathinaikos x Villarreal
Bayern de Munique x Sporting
Atlético de Madri x Porto
Lyon x Barcelona
Real Madrid x Liverpool
Arsenal x Roma
Inter de Milão x Manchester United

11 de março
Juventus x Chelsea
Villarreal x Panathinaikos
Sporting c Bayern de Munique
Porto x Atlético de Madri
Barcelona x Lyon
Liverpool x Real Madrid
Roma x Arsenal
Manchester United x Inter de Milão

dezembro 19, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

Betty Lago e Madonna

Em outubro deste ano a atriz Betty Lago comentou no programa “Saia Justa” sobre sua  ida ao show de Madonna em NY. Vamos, então, comentar alguns trechos do que foi dito pela atriz, que nem esperou o show chegar ao Brasil para assisti-lo :

“Madonna é uma burocrata da música” (…)”Na terceira música você fala ‘posso ir embora'”

Impressiona o fato de alguém que, aparentemente, sentiu-se TÃO entediada ao assistir o espetáculo, garantiu sua presença no show que será realizado logo mais no Rio de Janeiro. Betty Lago deve, realmente, ser uma pessoa facilmente “entediável”, afinal, se dar o luxo gastar mais de R$100,00 para REVER um show que, segundo a própria, se esgota logo na terceira música? Se o show de Madonna (para Betty Lago)  é um tédio, a vida da atriz fora dele deve ser ainda mais tediosa.

(quando perguntada se gosta de Madonna) “Se eu gosto? Eu acho ela uma artista interessante. Se ano que vem ela tocar lá de novo eu vou, porque você vai ao Madison Square Garden, você encontra um monte de gente interessante, você sai na rua e está em NY.”

Querida Betty, não precisa fazer este imenso sacrifício para desfrutar de NY. Você pode, simplesmente, ir à cidade, sem necessidade de gastar dinheiro em um show tão burocrático.

(quando Maitê Proença fala que quem vai assistir Madonna verá novidade) “não, você não verá novidade. (…) Não vai te chocar. Não é mais, já era.”

A atriz afirma, com convicção, que Madonna não tem mais capacidade para chocar. Fica a dúvida: Madonna que se tornou entediante e previsível? Ou foi Betty Lago que, sem perceber, tornou-se incapaz de se chocar e impressionar com um show pop?

O que me parece é que a atriz se tornou rabugenta demais para, pura e simplesmente,  se divertir em um show.

Cara Betty, não há problema algum em somente aproveitar um show, viu? Não é necessário fazer análises profundas ou desdenhar para soar “cool”. Não precisa ter vergonha de admitir que você é fã da Madonna.

dezembro 14, 2008 Posted by | Mundo pop | 2 Comentários

Entrevista de Kroeff em Zero Hora

O novo presidente do Grêmio, Fernando Kroeff, concedeu sua primeira entrevista como tal neste domingo, para o jornal gaúcho Zero Hora. Entre tantas frases que proferiu, destaco uma:

“Não quebrarei o Grêmio para me consagrar. Tem dirigentes que fazem isso. Não faço de jeito nenhum porque sou gremista de verdade. Sei que é preciso ousar um pouco, senão não ganha nada. Ousarei na altura do limite.

Certo, Duda. Não deve fazer isto de forma alguma, assim como Cacalo, um dos seus maiores cabos eleitorais, fez com o Grêmio no fim da década de 90. Felizmente foste tu quem assumiu o Grêmio e não aceitará que façam com o clube o que dirigentes como Cacalo fizeram porque a administração do clube cabe a ti.

dezembro 14, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Como é chato dezembro

Em termos de futebol. Fim de semana chega e nada de jogo. Quarta de noite, filme ruim na Globo. Durante a semana os comentaristas, coitados, ficam divagando sobre os boatos ridículos que criam nos clubes.

É chato o mês de dezembro para os aficcionados por futebol.

dezembro 14, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

ATO DE ALERTA NO CALÇADÃO DE CANOAS

O  Projeto Arroio Araçá convida os interessados na preservação do meio ambiente em Canoas/RS para que participem amanhã , sexta-feira -12/12,das 13:00h às 18:00h e sábado 13/12- das 09:00h às 12:00h de  ATO DE ALERTA no Calçadão de Canoas. O objetivo é alertar sobre as condições ambientais da cidade e  em prol da adoção urgente de políticas públicas concretas e eficazes para preservação do que ainda resta.

Segundo os organizadores “O Arroio Araçá é o símbolo dessa luta, pois nasce na Fazenda Guajuviras e sofreu com o desmatamento da área,atravessa a cidade recebendo nosso esgotoe sua foz é no Arroio das Garças,onde a poucos metros acima se encontra o ponto de coleta d´água da CORSAN.”

A inércia permitiu que a situação ficasse como está atualmente, então é hora de tentar reverter o quadro de degradação ambiental da cidade.

dezembro 11, 2008 Posted by | Cidade dos Tocos, Ecologia | 1 comentário

Caem as chances do Grêmio na Libertadores 2009

Celso Roth renovou.

dezembro 11, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grêmio Campeão do Mundo – 25 anos

A história de como um clube gaúcho conquistou pela primeira vez o  título de Campeão do Mundo está contada no link abaixo.

Grêmio Campeão do Mundo – 1983

Parabéns, Grêmio Foot-Ball Portoalegrense pela passagem do Jubileu de Prata da conquista do Mundial Interclubes!

dezembro 11, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grêmio campeão do mundo – O adversário

Porto Alegre, 25 de outubro de 1983. Faltava pouco mais de um mês para o Grêmio enfrentar o Hamburgo pelo Mundial Interclubes. A Zero Hora daquele dia noticiava que o ponta-direita Renato Portaluppi, grande revelação do clube, titular da seleção brasileira com apenas 21 anos e destaque na conquista da taça Libertadores da América, ameaçava deixar o Olímpico por divergências com a direção. “Até dinheiro me devem”, dizia o jogador.

Felizmente,como todos sabemos, Renato não deixou o Olímpico, principalmente pela intervenção sempre sábia do presidente Fábio Koff, “O Grande”, que conversou com o jogador e acertou as coisas pouco antes do Mundial. Há poucos dias, numa entrevista à ESPN, Renato contou que o Grêmio havia lhe multado em 40% do salário. O jogador fez então uma proposta a Koff: se ele não fizesse nenhum gol no Mundial, aceitaria a multa. Se ele fizesse um gol, ganharia 40% de aumento. Se fizesse dois gols, ganharia 80%. O resultado todos sabemos. Renato ficaria mais três anos no clube, seria vice-campeão da América em 1984 e bi-campeão gaúcho em 85 e 86. E naquele dia 10 de dezembro de 1983, seria o principal nome do jogo.

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Quem nasceu em 1983, como eu, tinha sempre uma resposta que encerrava qualquer discussão com os colorados: “O Grêmio é campeão do mundo”. Quando o time caiu para a Segunda Divisão, em 1992, lembro de ouvir todo o tipo de piada dos primos colorados, campeões da Copa do Brasil no mesmo ano. Ingênuo, fiquei triste na hora e falei para o meu pai: “É, pai, acho que o Inter é mesmo melhor que o Grêmio”. Ao que ele respondeu: “Filho, o Inter nunca vai ser melhor do que o Grêmio”. “Por quê, pai?”. “Porque o Grêmio é campeão do mundo. E eles não”. Como por passe de mágica, o sorriso voltou ao rosto do menino gordinho de 9 anos. Então nós somos campeões do mundo? Como não há nada maior que ser campeão do mundo, então não tem mesmo como o Inter ser melhor que o Grêmio! E essa virou a minha resposta para as provocações vermelhas.

Mas aí vinha um primo colorado particularmente chato, seis anos mais velho, que dizia para o então menino de nove anos: “É, o Grêmio foi campeão do mundo porque jogou com o Hamburgo, um time horroroso que além de tudo foi para Tóquio com os reservas”. Ouvi essa mesma história trezentas vezes. No rádio, colorados históricos e histéricos a repetiam sempre. Creio que não há gremista que não a tenha escutado pelo menos uma vez na vida. Ela tem variações, como a de que a Juventus foi a legítima campeã da Europa de 1983 e que se recusou a disputar o Mundial, de que o Hamburgo foi para Tóquio no dia do jogo e nem treinou, que levou apenas 14 jogadores ou que nem levou os reservas, que tinham tomado todas na noite anterior e entraram de porre em campo, enfim – que o Grêmio jogou contra onze mortos e que só por isso foi campeão. Apesar da inveja óbvia, a dúvida permanecia: será mesmo que a final com o tal de Hamburgo foi mesmo uma marmelada?

Primeiro, é preciso lembrar da final da Copa dos Campeões de 1983, que levou o Hamburgo ao Mundial. Essa informação acaba com a tese de que a Juventus de Turim foi campeã daquele ano: o Hamburgo venceu a final em Atenas, na Grécia, por 1 x 0, gol do meio-campista Magath, astro da seleção alemã bi-vice-campeã do mundo em 1982 e 1986. É bem verdade que a Juventus era a favorita ao título daquele ano,e e não poderia ser diferente: Zoff, Gentile, Brio, Scirea, Cabrini, Bonini, Michel Platini, Tardelli, Boniek, Bettega e Paolo Rossi formavam um dos maiores times da história do futebol europeu, tanto que viria a ser campeã européia dois anos depois e seria a base da seleção italiana campeã do mundo de 1982. Dificílimo ganhar deles.

E o Hamburgo? Será que era apenas um representante daquele típico futebol de resultados dos alemães, simples porém eficiente, sem estrelas, finalista da Copa por acaso? Não exatamente. Se é certo que o Hamburgo jogava duro, como todo time alemão, também é certo que tinha grandes jogadores. O goleiro, Stein, era uma grande revelação do futebol alemão e seria reserva do mítico Schumacher na copa de 86 . O lateral-direito, Manfred Kaltz, jogou duas copas do mundo pela seleção alemã (78 e 82) e sempre de titular: é até hoje considerado um dos maiores nomes da posição em seu país. A zaga titular (Jakobs e Hieronymus) jogou as copas de 82 e 86. O meia Rolff jogou a copa de 86 e o já citado Felix Magath, titularíssimo nas copas de 82 e 86, jogador de técnica refinada e criatividade, é considerado um dos maiores jogadores alemães de todos os tempos. No ataque, o dinamarquês Bastrup, titular de sua seleção nacional por muitos anos, e o centroavante Hrubesch, gigante com mais de 1,90, forte como um touro, responsável pela jogada mais temível do Hamburgo: a bola aérea. Jogou a copa de 1982. Todos os onze jogadores do Hamburgo tiveram passagens pela seleção alemã (à exceção, naturalmente, de Bastrup). Não há dúvida de que se tratava de uma grande equipe. Além de tudo isso, era treinado por um gênio: Ernst Happel, austríaco, um dos maiores técnicos de todos os tempos, vice-campeão do mundo em 1978 à frente da Laranja Mecânica holandesa.

Esse foi o Hamburgo da final da Liga dos Campeões. E o Hamburgo da final do Mundial? É importante saber qual foi, devido ao boato de que jogou com os reservas. O time foi o seguinte: Stein, Wehmeyer, Hieronymus, Jakobs, Schroeder; Groh, Rolff, Magath; Hartwig, Hansen e Wuttke. Destes, apenas quatro não estavam na final da Euro: Hansen substituiu ao artilheiro Hrubesch, Wuttke a Milewski, Schroeder ao lateral Kaltz e Hartwig a Bastrup. Hrubesch e Bastrup não jogaram porque haviam sido vendidos, Kaltz estava machucado e Milewski saiu por simples opção do treinador, já que Wuttke era uma estrela em ascensão, tendo sido destaque na seleção alemã campeã européia sub-21 de 1982. Ou seja, o time continuava muito bom.

Na partida, o Hamburgo usou bastante a sua arma mais conhecida – o jogo aéreo – marcou forte o Grêmio na saída de bola e atacava cautelosamente, temeroso do ultra-veloz contra-ataque tricolor, puxado por Renato Portaluppi e Tarciso e comandado por Mário Sérgio. A superioridade técnica do Grêmio era clara, e ficou mais clara ainda com o primeiro gol de Renato, seguido por várias chances de gol perdidas. Mesmo jogando menos,o Hamburgo seguiu a mesma receita que, um ano antes, a seleção alemã utilizou para vencer um jogoo praticamente perdido contra a espetacular França de Michel Platini: acalmou o jogo, esfriou o ânimo do adversário e, com uma frieza tipicamente germânica, passou a tocar a bola e esperar o momento certo de atacar. Isso só aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, num cruzamento do craque Magath que terminou na cabeça do zagueirão Schroeder. O jogo foi levado para a prorrogação e o Hamburgo parecia determinado a continuar no mesmo estilo de jogo quando Renato entortou o mesmo Schroeder e fuzilou o goleiro Stein, colocando o Grêmio novamente à frente.

O Hamburgo parecia exausto. O Grêmio também. O Hamburgo marcava e tentava o contragolpe, e o Grêmio tocava a bola para o tempo passar. Nada parecia tirar o título do Grêmio, mas, com um time determinado, e ainda mais sendo alemão, não se pode brincar nunca. E o Grêmio não brincou, como o Hamburgo não brincou em momento algum. Só que eles não tinham a arma secreta que dá a vitória ao futebol brasileiro nesses momentos difíceis (e aos brasileiros em quase todos os momentos de suas vidas): a criatividade. E nesse duelo da força física do futebol alemão contra o talento, sobressaiu-se a estrela de Renato Portaluppi -aquele que, havia alguns dias, quase deixara o Olímpico.

* Publicado originalmente em 11 de dezembro de 2007.

dezembro 11, 2008 Posted by | Esportes | 5 Comentários

Nosso Bola de Prata

dezembro 10, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Total de pontos ganhos nos pontos corridos (ou seja, desde 2003)

Créditos para o usuário Tirano, do Fórum Uol Jogos

1. São Paulo – 448 pontos

2. Santos – 406 pontos

3. Cruzeiro – 396 pontos

4. Inter – 394 pontos

5. Goiás – 364 pontos

6. Atlético/PR – 355 pontos

7. Flamengo – 352 pontos

8. Fluminense – 338 pontos

9. Figueirense – 335 pontos

10. Vasco – 317 pontos

11. Palmeiras – 316 pontos

12. Corinthians – 311 pontos

13. Grêmio – 286 pontos

14. Paraná – 281 pontos

15. Atlético/MG – 275 pontos

16. Botafogo – 269 pontos

17. Juventude – 266 pontos

18. Coritiba – 237 pontos

19. São Caetano – 215 pontos

20. Ponte Preta – 204 pontos

21. Vitória – 156 pontos

22. Paysandu – 146 pontos

23. Fortaleza – 142 pontos

24. Criciúma – 110 pontos

25. Guarani – 110 pontos

26. Sport – 103 pontos

27. Náutico – 93 pontos

28. Bahia – 46 pontos

29. Brasiliense – 41 pontos

30. Lusa – 38 pontos

31. Ipatinga – 35 pontos

32. Santa Cruz – 28 pontos

33. América – 17 pontos

dezembro 10, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Média de público final do Brasileirão 2008

pers

Média do campeonato: 16.965 pagantes por partida

dezembro 10, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

Diego Souza? Alex Mineiro?

Diego Souza , escolhido como o melhor meia-direita do Campeonato Brasileiro 2008, no Craque Brasileirão, começou a jogar bem somente depois da saída de Valdívia. E parou de jogar bem há, mais ou menos, um mês. Façam as contas e comparem com as atuações de  Tcheco, que ficou em segundo lugar.

Alex Mineiro melhor que Nilmar? Convenhamos…

Depois não querem que se fale em favorecimento ao centro do país.

Ao menos tiveram a decência de premiar o Victor. A Placar, ao contrário, preferiu, com notas desproporcionais à atuação,  fazer de Rogério Ceni o craque do campeonato

Ridículo.

dezembro 9, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Prêmio Craque Brasileirão 2008

Prêmio Craque Brasileirão 2008

Goleiro:

1º Victor (Grêmio)

2º Rogério Ceni (São Paulo)

3º Marcos (Palmeiras)

Lateral-direito:

1º Leo Moura (Flamengo)

2º Vitor (Goiás)

3º Elder Granja (Palmeiras)

Zagueiro pela direita:

1º Thiago Silva (Fluminense)
2º André Dias (São Paulo)
3º Fábio Luciano (Flamengo)

Zagueiro pela esquerda:

1º Miranda (São Paulo)
2º Ronaldo Angelim (Flamengo)
3º Réver (Grêmio)

Lateral-esquerdo:

1º Juan (Flamengo)
2º Leandro (Palmeiras)
3º Kleber (Santos)

Volante pela direita:

1º Hernanes (São Paulo)
2º Rafael Carioca (Grêmio)
3º Pierre (Palmeiras)

Volante pela esquerda:

1º Ramires (Cruzeiro)
2º Guiñazu (Inter)
3º Diguinho (Botafogo)

Meia-direita:

1º Diego Souza (Palmeiras)
2º Tcheco (Grêmio)
3º Ibson (Flamengo)

Meia-esquerda:

1º Alex (Inter)
2º Wagner (Cruzeiro)
3º Lucio Flavio (Botafogo)

Primeiro atacante:

1º Kléber Pereira (Santos)
2º Guilherme (Cruzeiro)
3º Keirrison (Coritiba)

Segundo atacante:

1º Alex Mineiro (Palmeiras)
2º Nilmar (Inter)
3º Kléber (Palmeiras)

Treinador:

1º Muricy Ramalho (São Paulo)
2º Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
3º Celso Roth (Grêmio)

Craque:

1º Hernanes (São Paulo)

2º Kléber Pereira (Santos) e Alex (Inter)

Craque da Galera:

1º Thiago Silva (Fluminense)
2º Juan (Flamengo)
3º Hernanes (São Paulo)

Revelação:

1º Keirrison (Coritiba)

2º Marquinhos (Vitória) e Jean (São Paulo)

Árbitro:

1º Leonardo Gaciba (RS)
2º Leandro Vuaden (RS)
3º Carlos Eugênio Simon (RS)

dezembro 9, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Carlos Simon – “defesa” inoportuna

Os assinantes da Sportv poderiam ter sido poupados de assistir aos momentos protagonizados por Carlos Eugênio Simon na premiação dos melhores do Brasileirão. Sua “solidariedade” ao árbitro Wagner Tardelli foi, no mínimo, inoportuna, tendo em vista que os fatos noticiados  ainda estão sendo apurados.

O terceiro melhor árbitro do campeonato,  segundo os critérios da premiação,perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado, a exemplo dos dois primeiros colocados, Leonardo Gaciba e Leandro Vuaden.

dezembro 9, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Craque do Brasileirão

É possível que tenham ocorrido transmissões televisivas tão sem graça como a do Craque do Brasileirão , 2008 realizada pela SporTV. No entanto duvido que alguma consiga superar a solenidade promovida pela CBF neste quesito. É até constrangedor ver aquela sucessão de jogadores de alto gabarito subir ao palco, receber os troféus, demonstrar claramente o quão pouco a vontade estão e imediatamente serem conduzidos para os bastidores. Tudo igual, tudo sem emoção, tudo sem graça.

Incrível como conseguem transformar o que é símbolo de paixão em algo insípido. É a cara da CBF.

dezembro 8, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Bola de Prata da Placar em 2008

Rogério Ceni (São Paulo)

Vitor (Goiás)

André Dias (São Paulo)

Miranda (São Paulo)

Juan (Flamengo)

Hernanes (São Paulo)

Ramirez (Cruzeiro)

Wagner (Cruzeiro)

Tcheco (Grêmio)

Borges (São Paulo)

Nilmar (Internacional)

Bola de Ouro: Rogério Ceni

Bola de Ouro de Artilheiro: Keirrison, Washington e Kléber Pereira (todos com 21 gols)

Chuteira de Ouro da temporada: Keirrison (Coritiba), com 41 gols no ano.

dezembro 8, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

O choro gremista

As imagens da televisão mostraram antes do início da partida entre Grêmio e Atlético Mineiro o jogador Jean, não conseguindo expressar-se por causa da emoção que tomava conta ante a presença de quase 50.000 gremistas para apoiar o time.

O choro de Jean combinado com o de Tcheco e outros jogadores gremistas na tarde de ontem evidenciam, no meu entendimento, a principal razão pela qual um time tecnicamente mediano esteve muito perto de conquistar o título de Campeão Brasileiro 2008. A sintonia perfeita entre torcida e time teve o poder de fazer com que grande número de atletas tivessem um desempenho superior às expectativas. Essa tem sido a principal força do Grêmio nos últimos anos e precisa ser mantida. Nem mesmo declarações como as de Celso Roth em que, via de regra, a torcida é referida de forma digamos assim, pouco afetuosa, modifica esta empatia time torcida. Esta postura não impede as cobranças, antes pelo contrário. Mas é nas horas de dificuldade que a torcida mostra sua força. E, fundamentalmente na hora do jogo as restrições são deixadas de lado e o apoio é incondicional. Certamente isso influi e muito no ânimo dos jogadores. É significativo o fato do único jogador dentre os contemplados com a Bola de Prata da Placar a ressaltar com ênfase a importância da torcida ter sido Tcheco.

Enfim, espero que em 2009 continuemos críticos em relação às atitudes dos responsáveis pela condução do clube, aos jogadores, ao técnico e que continuemos apoiando incondicionalmente durante os 90 minutos de jogo.

dezembro 8, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Na espera da Bola de Prata de Tcheco

Na torcida.

tchoca

dezembro 8, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grandes clássicos do Fluminense

O pesquisador Alexandre Barreto Berwanger compilou dados com relação aos grandes clássicos envolvendo o seu clube do coração, o Fluminense.

O resultado do trabalho de Berwanger pode ser  conferido no link abaixo.  Vale a pena.

Torcida Tricolor- Grandes Clássicos

dezembro 6, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

*Eu tenho, vocês não têm e tudo acaba no discurso furado de sempre


*Eugenio Brauner

Muitas vezes tenho a certeza de viver em uma pequena aldeia. Hoje, porém, tenho certeza.
Os mesmos que desprezam uma competição, onde o campeão e o vice eliminaram clubes do naipe de Boca, River, Independiente, U. Católica, fora outros, ufanam uma competição que irão jogar contra Boyacá Chico ou, por exemplo, que em 2007, enfrentaram Danúbio e Cucuta, equipes “tradicionalíssimas”.

É um argumento pequeno esse de que a Sul-Americana não vale nada. Que é a segunda-divisão da América – aliás, esquecem da Batalha dos Aflitos, dos Anapolinas, dos São Raimundos, dos CRBs.

Mas o Boca jogou com os reservas! – gritam uns – O Grêmio foi de banguzinho – gritam outros. E daí? Estão esquecendo que nas primeiras rodadas do BRASILEIRÂO, o São Paulo – líder com três pontos de diferença sobre o segundo colocado – jogava com um mistão muito dos frios…

Aliás, vivemos hoje uma cultura em que a taça é menos importante do que o prêmio de consolação. Será que a o menininho – futuro torcedor – que está indo para a escola hoje com a camiseta vermelha está se importando com vaga da Libertadores. Que nada, ele quer é mostrar a camiseta que ganhou do pai para os coleguinhas. E aqueles que ainda não torcem para nenhum time vão crescendo sobre a sombra vermelha e, quem sabe, no futuro, serão também colorados. O que importa é taça no armário, faixa no peito e volta olímpica! – Mas por favor, descontem esses Dubais, Surugas, Ramon de Carranzas, Torneio de Amsterdans, que isso, REALMENTE NÃO VALE NADA.

Sei que se o Grêmio, hoje, tivesse sido campeão da Sul-Americana, o argumento vermelho seria o mesmo. É assim a aldeia. Coisa mais pequena. Coisa mais feia.

O Inter é sim campeão de tudo. De tudo o quê um time grande realmente GOSTARIA de ganhar… E espero que isso motive os azuis a voarem mais alto. É assim a rivalidade. Sem mesquinhice, sem gabolice, sem DESPEITO.

André Krieger poderia ter ficado calado. Uma pena.

* O coloradíssimo Eugênio Brauner está eufórico nesta quinta-feira,como parcela dos habitantes do Rio Grande do Sul.


Tudo o que Eugenio Brauner publicou no Perspectiva está aqui

dezembro 4, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Em desenho de 1697, Xbox 360 é visto

Em um documentário chamado “Area 51: Alien Interview”, os habitantes da cidade de Hamburgo, na Alemanha, mostraram que em 1697 teria aparecido na cidade um Objeto Voador Não Identificado – carinhosamente, um Ovni. O desenho foi mostrado no documentário e postamos aqui:

No alto da imagem, os dois Ovnis. E não é que são EXATAMENTE iguais ao logo do Xbox 360, atual console da Microsoft? Para comparação, vejam abaixo:

A dúvida é: será que as naves também sofriam do problema das 3 Red Lights? Se sim, é a confirmação de que realmente não existe vida inteligente fora da terra.

dezembro 3, 2008 Posted by | Alívio Cômico, Jogos | Deixe um comentário

Estatísticas do atacante André Luís Leite

Partidas no ano: 30

Gols: 1

Abaixo, partidas em que foi o destaque do time:

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Abaixo, vídeos de suas melhores jogadas pelo Grêmio:

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novembro 30, 2008 Posted by | Alívio Cômico, Esportes | 3 Comentários

Goleiro Fernando Henrique

Vamos mandar mensagens para este profissional do futebol brasileiro!

Não fosse o FRANGO ABISSAL que levou na partida contra o São Paulo, até mereceria elogios!

novembro 30, 2008 Posted by | Esportes | 3 Comentários

Child Stars – Antes e Depois (parte 1)

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novembro 28, 2008 Posted by | Mundo pop | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Há três anos o futebol mudava

A torcida prometeu que jamais seriam esquecidos os heróis que não se resignaram ante às adversidades. Este post é um cumprimento de promessa. O texto é desnecessário. As imagens falam sozinhas.

26/11, o Dia da Garra Gremista

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A escalação do Grêmio no jogo:

Galatto, Patrício, Domingos, Pereira, Escalona, Nunes, Sandro, Marcelo, Marcel (Anderson), Ricardinho (Lucas), Lipatin (Marcelo Oliveira)

E o treinador era Mano Menezes. Bons tempos.

E aqui o pôster, retirado diretamente do Blog Grêmio Imortal 1903.

novembro 26, 2008 Posted by | Esportes | 4 Comentários

Média de público do Brasileirão 2008 até a 36ª rodada

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Média do campeonato:16.556 pagantes por jogo

novembro 26, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Vitória 4 x 2 Grêmio

Victor – Salvou em alguns lances, mas é difícil ser milagroso o tempo inteiro.

Amaral – Nem possui tanta culpa, haja visto que é evidente que um jogador de marcação deslocado sofra dificuldades. Sua expulsão tem o dedo de Celso Roth e Héber Roberto Lopes.

Jean – Algumas falhas de marcação e completamente perdido após a expulsão de Amaral.

Réver – Excelente até a expulsão de Amaral. Após, atrapalhou-se com a inferioridade numérica.

Souza – Deve pensar onde amarrou seu bode. Voluntarioso e com talento, é um oásis em meio a tantos perebas. Mas, mesmo assim, poderia jogar mais – Celso Roth.

R. Carioca – Perdeu um gol inacreditável que poderia ter liquidado a partida no primeiro tempo. Ou seja, precisa aprimorar URGENTEMENTE suas finalizações.

W. Magrão – Errou muitos passes e lançamentos durante a partida. Teve méritos na disposição…até a expulsão de Amaral. Precisa de técnica.

Tcheco – Excelente no primeiro tempo, caiu de produção no segundo – pela impressão, devido ao calor escaldante. Até na previsão do tempo Celso Roth levou ferro no jogo.

Helder – Uma nulidade absoluta. Não sabe fazer nada.

Reinaldo – Atacante de talento e frágil.

Marcel – Ruim, mas com ele o time tem alguma coisa no ataque. Superior a concorrentes como Perea, mas talvez devesse ceder espaço para Richard Morales.

Paulo Sérgio – Haha.

Ortemán – Hoho.

André Luís – Hehe!

novembro 24, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

Ninguém pode ser tão imbecil

Imagine-se, caro leitor, que é um treinador de futebol. Sua atividade consiste, única e exclusivamente, em armar uma equipe, escolher os melhores jogadores, dar-lhes tarefas para cumprir e fazer com que elas sejam executadas da melhor maneira possível. Faz somente isso em sua vida. Não lhe é exigida competência em outra atividade.

Pois bem. Imagine então, estimadíssimo leitor, que o seu time jogue com três zagueiros. Três: dois zagueiros laterais e um central, que faz as vezes de líbero. E tem três zagueiros no seu grupo, jogadores acostumados com o ofício desde o início da carreira e estão se destacando nos últimos jogos. Pode usar o esquema da maneira correta sem problema algum. Diante disso, caro leitor, você pensaria em colocar um volante no lugar de um dos zagueiros? Pensaria? De modo algum: isso seria um contra-senso, um atentado à lógica, uma carência brutal de inteligência. Ninguém faz uma coisa dessas. E você não seria o idiota que faria isso, leitor. Eu sei e você também sabe disso.

PORÉM, imagine então que, impelido por forças maiores, supra-materais, metafísicas, cósmicas ou simplesmente terríveis, como disse o presidente Jânio Quadros quando da sua renúncia, você escale um volante de 1m75cm no lugar de um dos zagueiros. É obrigado a fazer isso contra a sua vontade, por motivos que nem deve explicar na entrevista pois ninguém acreditará. Pagamento de promessa, sabe-se lá. Tudo bem, a vida tem dessas coisas. Já dizia o inspiradíssimo Chorão: às vezes faço o que quero, às vezes faço o que tenho que fazer. Três na zaga, dois zagueiros e um volante. Tudo bem.

Eis que o jogo começa e o seu time, caro leitor, faz 1 a 0 com um gol contra. Dos últimos 12 gols do seu time, 12 foram de jogadas não trabalhadas, isto é, bolas respingadas na área, chutes desviados por zagueiros, morrinhos artilheiros, todo o imponderável, o estranho e o extraordinário. Há problemas no ataque, portanto. É mais do que evidente e todos já notaram, e você, amigo leitor, como ser humano racional que é, também já notou. Mesmo assim, o seu time consegue criar várias chances de gol diante da evidente fragilidade do adversário. Perde todas elas, uma a uma. Os atacantes do seu time ficam cara a cara com o goleiro adversário incontáveis vezes e não fazem um só gol. Não é nada de inesperado, afinal, você, como ser humano dotado de intelecto altamente desenvolvido e polegar opositor, já cansou de perceber isso. Qualquer um perceberia isso. Qualquer idiota. E você, é claro, não é um idiota.

No entanto, leitor, você mais uma vez não substitui ninguém. Pensa em fazer isso, é claro – você, eu repito, não é um idiota – mas não faz. Por quê? Só pode ser, de novo, por algo que não se pode explicar racionalmente, algo que não é permitido expor em palavras. Um anjo do mal sussurra em seu ouvido uma ordem terminativa e você, como mero mortal, acata-a bovinamente. E essa mesma ordem diz que você não deve substituit, de maneira alguma, aquele volante que você colocou na zaga. Mesmo que ele tome um amarelo e dê claros sinais de que será expulso em breve. Você não muda nada. Não pode mudar.

Termina o primeiro tempo e começa o segundo. O time, por alguma razão que você desconhece,começa o jogo de maneira apática. Parece covarde, com medo de chegar à frente. Algumas mentes mais maldosas – elas sempre existem, leitor, pode crer – começam a pensar, nesses primeiros minutos, que você está satisfeito com o magro resultado de 1 x 0 construído no primeiro tempo com um gol contra. É claro que eles estão errados, leitor, só podem estar errados. Ninguém seria tão estúpido de recuar o time quando o adversário é claramente frágil e está prestes a tomar mais gols se for pressionado. Ninguém faria isso, leitor, nem o mais demente dos energúmenos, nem o mais incapaz dos apedeutas, nem o mais tristemente tapado dos ignorantes. Impossível sequer pensar nisso. Mas o time está recuado, leitor, claramente recuado. E, como todo time recuado antes do tempo, toma um gol idiota logo no início do jogo. É fatalidade, claro. Pode acontecer um empate desses num Íbis x Real Madrid, porquê não aconteceria aqui?

Bem, está 1 x 1 e o jogo conta 10 minutos do segundo tempo. O volante que você foi obrigado (friso o “obrigado”, pois nenhuma pessoa racional pensaria em escalá-lo por opção) a colocar na zaga tem amarelo, o ataque que você escalou está com seríssimos problemas e você tem que vencer o jogo a qualquer custo para tentar ser campeão. No banco de reservas, há um centroavante de 1m97cm, forte como um touro, experiente, ex-jogador da seleção do seu país, uma copa do mundo no currículo, de pé, implorando para entrar em campo. Ele fica ao seu lado orientando os jogadores, gritando, dando palavras de apoio em um portunhol tosco, porém sincero, típico de quem quer mesmo ajudar. É bonito ver isso, leitor, e você, que não é um idiota, um retardado mental, um imbecil, um estúpido, percebe isso claramente. É preciso colocar esse jogador e fazê-lo rápido, de preferência no lugar daquele volante fora de posição que está implorando a Deus, aos anjos do céu e da terra para ser expulso do jogo. Você sabe muito bem que isso não tarda a acontecer, leitor. Você precisa colocar o centroavante de quase dois metros de altura. É preciso. É necessário. É imperioso.

Mas você NÃO o coloca.

Bem, leitor, você não o coloca em campo. É isso: o volante continua em campo, distribuindo botinadas a torto e a direito, empurrando os atacantes do time adversário, cuspindo na cara do juiz, urinando na bandeirinha de escanteio e fazendo careta para o técnico adversário – e você não coloca o centroavante. Mas é claro que você vai colocá-lo em campo, não é, leitor? Está mais do que óbvio. Nada vai impedí-lo. Nada. Pessoas inteligentes como você tomariam essa atitude, e rápido, para tentar salvar o jogo. E você certamente faria isso em breve , só que…..

O volante é expulso. Puxa.

Puxa. Que lástima, como diria o Linus do “Peanuts”. Que coisa chata, leitor. O volante foi expulso. É, ele foi expulso. Seu time está com dez jogadores em campo e precisa ganhar, sendo que está estranhamente recuado e sem poder ofensivo. A coisa começa a ficar um pouquinho complicada, não acha, leitor? Ora, é claro que você acha. Já notou isso. Já percebeu claramente que é uma estupidez continuar com o time do jeito que está. É preciso aumentar o poder ofensivo rápido, pois só a vitória interessa e o adversário é fraquíssimo. Mesmo com dez em campo, é hora, mais do que nunca, de fazer uma substituição que dê mais chances de gol ao seu time. E é exatamente isso que você, meu inteligentíssimo leitor, fará agora. Vai tirar um volante de contenção e vai colocar o centroavante de dois metros de altura, prontinho para meter o coco na próxima bola que cruzar a área do adversário.

Sai a bola para lateral. A substituição será feita. O volante de contenção sai e……

Entra um lateral-direito.

……………..

Um lateral-direito. E não qualquer lateral, é aquele que, você e toda a torcida sabem, é reconhecidamente ruim. Não acerta um passe e está sempre fora de posição. Mas ele entra mesmo assim e com a pecha de salvador da pátria, de craque pronto para desequilibrar. Mas ele não é esse jogador, leitor. O jogador para fazer o gol salvador é o centroavante gigante que está sentadinho no banco, emburrado, tristinho com o fato de que estava pronto para entrar mas não vai. Não entrou e não vai entrar. Quem entrou foi o lateral. Isso é burrice, não acha, leitor?

Ops, desculpe. Isso SERIA burrice. E não apenas burrice. Seria uma das burrices mais burramente burras que a história humana já registrou. Uma das imbecilidades mais imbecilmente imbecis que já passou pela terra. Uma das idiotas mais idiotamente idiotas que olhos de Deus e dos homens já viram. Uma coisa tão incrivelmente estúpida que NINGUÉM, eu digo, NINGUÉM faria em sã consciência e por sua própria vontade. Mas isto não é burrice, pelo simples fato de que você não fez isso por querer , leitor. Você não quis, realmente, colocar esse lateral horroroso numa situação dessas. Você foi impelido a isso. Foi obrigado a isso. Foi coagido por forças externas, as tais “forças terríveis” do Jânio Quadros. Coisa sobrenatural, do outro mundo, tipo mula sem cabeça, saci pererê e sereia. Aliás, leitor, se você disser que foi um sacizinho bem preto, pulando num pé e sorrindo aquele sorriso safado que obrigou você a fazer isso, eu até entendo, leitor, e não vou chamá-lo de mentiroso. Eu aceito plenamente essa desculpa. É muito  mais  factível crer nisso do que crer que alguém colocou esse lateral em campo porque realmente acredita que ele vá resolver alguma coisa.

E o lateral entra em campo. E, obviamente, erra vários passes, sai fora do lugar, deixa buracões e arma contra-ataques do adversário. Quando isso acontece, leitor, o adversário cria chances. Muitas chances. Em uma das chances, pode sair gol, como você sabe perfeitamente, já que não é – não canso de repetir – um idiota, um estúpido, um retardado. E o que acontece, então? Um gol. Deles. 2 x 1. A coisa fica bem feia, leitor. E fica mais feia logo depois: 3 x 1. E, quando você acha que o fundo do poço chegou, ele afunda ainda mais: 4 x 1. Nesse momento, as cobras estão te olhando de cima e rindo da sua cara, do mesmo jeito que o saci pererê supracitado riu de você, leitor. Com um riso maléfico. Um riso diabólico. Um riso verdadeiramente mau.

Bem, leitor, a coisa já está praticamente liquidada. Tanta coisa ruim aconteceu hoje! Você precisava vencer, estava vencendo, e agora está perdendo de goleada. Coisa bem ruim, leitor. Bem ruim mesmo. Já tem até gente sugerindo que o time não gaste mais as passagens da viagem para jogar lá no interior de Minas. O jogo está próximo do fim. A goleada já é certa. Não é preciso substituir mais ninguém. Mas você ainda tem mais uma substituição , leitor, e quer usá-la. Chama um jogador do banco. Ele tira o uniforme. Começa a aquecer. Será o centroavante grandalhão, para tentar, pelo menos, diminuir o tamanho do fiasco?

Não.

É um volante de contenção.

E não apenas isso: um PÉSSIMO volante de contenção.

Não precisa nem pensar em se explicar, leitor. Não é preciso mesmo. Nós entendemos perfeitamente: foi coisa sobrenatural. Você jamais faria uma coisa dessas por sua própria vontade. Colocar um volante qando seu time está perdendo de quatro a um, sendo que precisava vencer, é rir da cara da torcida, leitor. É ridicularizá-la. É colocá-la abaixo do…..bom, deixa pra lá. É pisar em cima da cara de alguém e rodar. É maldade. É coisa de gente muito, mas muito ruim. Ultrapassa, e muito, o estágio da mera burrice. E, como eu disse, você não fez isso por querer, leitor. Jamais faria isso. Não é uma pessoa ruim, é um bom cidadão. Quem fez você fazer uma barbaridade dessas foi a boa e velha força sobrenatural. Porque o que aconteceu hoje, leitor, nenhuma pessoa faria. Ninguém seria capaz de tal coisa. Ninguém, leitor, NINGUÉM pode ser tão imbecil.


Qualquer semelhança com fatos e pessoas reais não passa de mera coincidência.

Ele precisa sair

novembro 23, 2008 Posted by | Esportes | 22 Comentários

Tarde para assistir TV

Não marquem compromissos nesta tarde. Nenhum almoço deve ultrapassar as 16 horas. Amarrem as crianças em casa porque HOJE AMIGOS, não é dia de parquinho. A RBS TV transmite, às 17 horas o jogo mais importante do Grêmio neste ano. O Vitória, de V. Mancini, é o único time capaz de tirar pontos dos gaúchos nesta reta final – perdoem-me os torcedores do Atlético Mineiro e os do Ipa…não, esses nem se preocupem em aparecer aqui! – e é justamente na mesma rodada em que o São Paulo enfrenta o Vasco da Gama no ‘Caldeirão da Colina’ São Januário.

Os dois jogos ocorrerão simultaneamente. Em virtude disto, solicito aos amigos e conhecidos que não realizem telefonemas para o telefone de nossa casa ou nossos celulares durante a tarde deste domingo. Não temos interesse em atendê-los. Nada do que tiverem a nos dizer poderá nos interessar realmente. Gostaríamos de simplesmente ficarmos em frente à televisão assistindo a rodada do Brasileirão.

novembro 23, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

Time de Paulo César Magalhães disputa final da Copa Lupi Martins

O que motivou integrantes deste blog a ir  no domingo pela manhã a Novo Hamburgo assistir a semi final da Copa Lupi Martins certamente foi o fato de que o time adversário do anfitrião tem como gerente de futebol o nosso querido campeão mundial Paulo César Magalhães. Chegamos ao Novo Estádio e imediatamente desistimos do propósito original que era comprar ingresso e adentrar nas arquibancadas. O tórrido sol que castigava os ousados torcedores que se aventuraram a enfrentá-lo não teria esta oportunidade com os integrantes deste blog. Fomos em busca de locais mais amenos,sendo brindados com o gratuito camarote alternativo. No chamado barrancão os torcedores instalaram-se em volta de um velho sofá estratégicamente colocado no local.  Ali, em meio a reclamações pelo alto preço dos ingressos e pelo fato do horário forçar o público a ficar exposto aos raios emitidos pelo sol em horário que  a unanimidade dos especialistas alerta ser nocivo, torciam pelo Novo Hamburgo.  Os visitantes foram neutralizados pelo clima reinante. Era  difícil torcer contra o time dos companheiros de “camarote,” principalmente pelo fato de que o papo rolava de forma muito agradável, com considerações sobre os times protagonistas e, claro, sobre a rodada do  Brasileirão de hoje á tarde. Em campo, o Novo Hamburgo não soube superar o desafio de reverter a situação negativa na qual o resultado adverso do primeiro jogo (2×1) lhe colocara. Além disso, convenhamos que cobrar R$15,00 oferecendo em troca acomodações sob o sol do meio-dia não é atitude condizente com quem precisa vencer o jogo. Coisas da falta de sensibilidade de quem conduz o futebol brasileiro. Torcida é acessório  que não precisa de agrado.

Enfim, o time de Gravataí passou para a final da Copa Lupi Martins ( nome de traz  grandes momentos do rádio esportivo gaúcho à memória dos mais velhos) apresentando um futebol estritamente dentro do que seria necessário para cumprir o que exigia o regulamento da competição. Disputa o título com o Pelotas, sendo que o primeiro jogo será na quinta-feira, dia 27/11 às 16 horas no estádio Vieirão em Gravataí. Ingressos a R$10,00( não sócios) e R$5,00(sócios). Mulheres e crianças não pagam.

No que tange  a nós, consideramos extremamente agradável assistir ao jogo de onde assistimos, em companhia de quem assistimos, tendo portunidade de efetivamente ouvir a voz das ruas.

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Fila para compra de ingressos

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Acomodafos no sofá, à sombra e com brisa amena  torcedores assistem ao jogo no camarote alternativo

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jogo

novembro 23, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grêmio na Bahia e culto às tradições

Sábado pela manhã  tomo meu café, leio meu jornal e escuto, vindo da casa ao lado , o som de  músicas regionais do Rio Grande do Sul. O Jornal informa que, seguindo o padrão que tem se repetido em todo o Brasil,   o Grêmio foi recepcionado em Salvador por dezenas de  torcedores. Uma baiana vestida de forma típica presenteia os visitantes daquele maravilhoso estado com fitinhas do Senhor do Bonfim. Quem já foi à Bahia sabe o clima especial que cerca a chegada do visitante, que já é convidado a sorrir desde o momento em que pisa a Boa Terra.

O som vindo da casa vizinha, que alegra a manhã de nosso sábado, evidencia o apreço que temos pelas tradições gaúchas. Sendo assim, porque não transmitir a nossos visitantes esse sentimento, como o fazem de forma tão calorosa os baianos?

novembro 22, 2008 Posted by | Geral | Deixe um comentário

Média de público do Brasileirão 2008 até a 35ª rodada

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Média do campeonato brasileiro 2008 :16.637

novembro 22, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

O Wunderteam

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O Wunderteam , Paul Meissner (1948)

A última Eurocopa não foi boa para as anfitriãs. Áustria e Suíça não conseguiram passar da primeira fase e nenhuma das duas mostrou um futebol particularmente inspirador. Da Suíça nem poderíamos esperar grande coisa: seleção tradicionalmente identificada com esquemas retranqueiros mais fechados que os seus célebres cofres de bancos, o máximo que poderia aspirar era chegar ao final da competição com três empates e garantir a honra de sair invicta, embora eliminada. Dos austríacos a maioria pensaria o mesmo. Porém, quem prestou atenção nas arquibancadas do Estádio Ernst Happel, onde a seleção alvinegra mandava seus jogos, notou uma grande faixa com a inscrição “Das Wunderteam” nas arquibancadas superiores. Quem não sabe alemão mas conhece algo de inglês sabe, por analogia, que “Wonder team” significa “O time das maravilhas”. Mas não havia maravilha alguma do lado austríaco. Havia, isso sim, muitos cruzamentos desordenados para a área, muitos passes errados e, sim, muito espírito de luta, mas nada que um time de bairro do Brasil não faria se jogasse contra o Real Madrid – nada , enfim, de encher os olhos. Nada maravilhoso. Mesmo assim, aquela faixa continuava lá, orgulhosamente estendida, para os adversários saberem quem estavam enfrentando.

O “Wunder” (maravilha, em alemão) presente na palavra bem se poderia referir não à seleção austríaca, mas ao país Áustria. Faltam linhas para citar todos os nomes que os austríacos legaram à cultura ocidental e sobram estatísticas positivas sobre as condições de vida daquela pequena nação encravada nos Alpes. O futebol não parece ser uma das áreas em que os austríacos mais se destacam, ainda mais se tivermos em mente o elevadíssimo nível que atingiram em outras. De Mahler a Kafka, de Freud a Robert Musil, os austríacos ilustres enchem uma enciclopédia inteira. A Áustria definitivamente não precisa do futebol para elevar sua auto-estima. Mas o “Wunder” ainda está lá – e precisamos descobrir o porquê.

Vamos conferir então pelos números. Quando é que a Aústria fez algo pelo futebol? O país participou de nove Copas do Mundo. Não participa de uma desde 1998. Retrocedemos o olhar a partir daí e vemos resultados medíocres – eliminações na 1a. fase – e uma ou outra campanha um pouco melhor – 7o. lugar em 1978, 8o. em 1982 – até que, lá por 1934, vemos um surpreendente 4o. lugar, um solitário bom resultado numa história de derrotas. Coloquemos a nossa lupa por ali, então, e descobrimos que a equipe austríaca daquele ano, comandada por Hugo Meisl, estava simplesmente encantando o mundo inteiro com um futebol coletivo, veloz, onde os onze jogadores participavam das jogadas de defesa e de ataque com idêntico vigor. Quatro décadas depois, esse tipo de futebol seria chamado de “futebol total”, e a seleção que o praticaria seria chamada de “Laranja Mecânica”, entrando para a história do futebol como um dos maiores times de todos os tempos. Naquela época, aquele futebol deu ao time que o praticou um nome mais singelo e, talvez por isso, mais belo, de “Wunderteam” – o time das maravilhas. Os austríacos dominaram o futebol dos anos 30. Quem viu aquele time jogar disse que pareciam uma grande orquestra, onde cada elemento tinha um papel determinado a cumprir regida pelo treinador Hugo Meisl – não sem motivo denominado “O Mozart do Futebol – e inspirada por um solista chamado Mathias Sindelar, “O Homem de Papel”, um rapaz magérrimo que, incapaz de dar um chute forte na bola, precisava conduzi-la pelo campo todo, tabelando pelos companheiros, até o gol adversário. Em sua brilhate história não faltou sequer um elemento de tragédia: recusando-se a vestir a camisa alemã após a anexação da Áustria por Hitler, morreu  no seu apartamento em 1939 em circunstâncias nunca esclarecidas. Sindelar virou um mito na luta contra o nazismo.

A trajetória de Sindelar foi mais ou menos a trajetória histórica da Áustria, nação-tampão entre o Oriente eslavófilo e islâmico e a cultura ocidental como hoje a conhecemos, destinada a resistir com toda ao acossar dos inimigos levantinos . A “missão européia da Áustria”, como a denominou Otto Maria Carpeaux em um escrito de juventude, era garantir a unidade católica do Ocidente diante dos inimigos que, naquela época, pareciam mais poderosos, como o comunismo, o nazismo, o fascismo e os materialismos de todos os tipos. Já haviam feito isso no passado: quando o Império Otomano parecia indestrutível e caminhava velozmente do Levante em direção à Europa, foi em Viena, do lado de fora dos seus muros, que eles finalmente capitularam, diante de um pequeno exército do Sacro Império Germânico. Não fossem os austríacos, provavelmente todo o Ocidente hoje seria islâmico. Não fossem os austríacos, provavelmente hoje não haveria Ocidente.

A bela homenagem que este torcedor austríaco deixou no youtube -clique  aqui – à seleção de seu país revela, ao mesmo tempo, um sentimento de saudade pelos bons tempos que se foram e um certo desdém diante dos ídolos fugazes do futebol de hoje. É o estranho proceder dos países que já foram grandes no futebol. Assumem diante do jogo atual a postura altiva dos antigos aristocratas falidos, que, mesmo sem dinheiro, mantém os brasões familiares e os títulos de nobreza. Os uruguaios não ganham nada há décadas e continuam chamando a sua seleção de Celeste Olímpica – competição da qual não participam há exatos oitenta anos – e crêem firmemente que podem vencer qualquer seleção do mundo em qualquer tempo. A Irlanda do Norte, outrora grande celeiro de futebol das Ilhas Britânicas com participações muito boas nos Mundiais nos anos 50 e 80, continua cantando “We´re Not Brazil, We´re Northern Ireland” nos gramados encharcados daquele país em guerra. Os austríacos, por sua vez, colocam trapos no estádio para todos lembrarem que, antes da ESPN, dos contratos milionários, das entrevistas cínicas, do jogo de resultados, das retrancas e dos falsos beijos nos distintivos, havia um futebol digno de ser elevado à categoria de arte e praticado por artistas que, como todo verdadeiro artista, não se curva ao dinheiro. Assim como Sindelar e seus compatriotas austríacos, que nunca se curvaram às demais formas de barbárie.

novembro 21, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

Movimento Defenda a Orla em Porto Alegre

O Vereador Beto Moesch nos envia a seguinte informação de alto interesse público:

Neste final de semana ocorrerão  manifestações organizada pelo “Movimento Defenda a Orla!” visando  veto do prefeito José Fogaça ao projeto que permite a construção de espigões na orla do Guaíba em Porto Alegre.

DATA: Sábado (22/11) e domingo (23/11) a partir das 10h

LOCAL: Em frente ao Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção em Porto Alegre.


Todos são convidados a comparecer e assinar o abaixo assinado em prol do veto do prefeito Fogaça.

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571

novembro 21, 2008 Posted by | Ecologia | Deixe um comentário

Larguem o Grêmio de mão

A cada final de ano a mesma história. Mudam os personagens, alguns detalhes, mas o cerne da questão é o mesmo: a tentativa de vincular o Grêmio com atitudes criminosas.

O Grêmio não tem absolutamente nenhuma responsabilidade pelo que pessoas que torcem pela instituição fazem em sua vida privada. O ente estatal, através dos orgão competentes, que cumpra sua obrigação de investigar e punir exemplarmente. A diretoria do Grêmio não pode andar atrás de cada torcedor que sai do estádio monitorando o que ele faz.

Imaginem se o assassino da adolescente em Santo André (SP) tivesse colocado na janela  do banheiro do apartamento de sua vítima uma camisa do Grêmio em vez da camisa do São Paulo, como fez. Fariam um escarcéu atribuindo comportamento psicopata a todos os gremistas. Para a nossa sorte, era são-paulino – e ninguém pensou em vincular a instituição com o ato criminoso. Como, aliás, nem deveriam pensar.

Já enfocamos o tema por aqui, mas parece que ciclicamente é necessário ressaltar isso. Portanto ,para não ficarmos nos repetindo, reprisamos o texto do ano passado – esperando não precisar faze-lo novamente no ano que vem.

Aqui

novembro 19, 2008 Posted by | Geral | 1 comentário

Luto por Dallegrave

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Foto Gremio Net

O Blog Perspectiva parabeniza o presidente Paulo Odone e a diretoria do Grêmio pela atitude de respeito  ao determinar o hasteamento da bandeira do clube  meio-pau no Estádio Olímpico, como demonstração de pesar pelo falecimento de Arthur Dallegrave, ex-presidente do Sport Club InternacionaL

Um colorado apaixonado foi homenageado por apaixonados gremistas. Em comum o amor ao futebol, e o respeito pelos que comungam desse amor.

novembro 18, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Hino do Vasco da Gama

Subitamente senti vontade de postar o hino do C. R. Vasco da Gama, um dos clubes mais vencedores da história deste país e com feitos épicos como a final da Mercosul de 2000 (quem quiser saber, pergunte que digo). É um dos hinos de clube mais belos deste país, quiçá do mundo, composto pelo grande Lamartine Babo e acho que devo postar para todos celebrarem juntos.

Vamos todos cantar de coração
A Cruz de Malta é o meu pendão
Tu tens o nome de um heróico português
Vasco da Gama, a tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte e sul, norte e sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és o traço
De união Brasil-Portugal

Como forma de estímulo a este grande clube relembramos sua grandeza exaltada no primeiro hino:

Título: Hino Triunfal do Vasco da Gama
Intérprete: H. da Costa e Orfeão Portugal
Compositor: J. Ferreira da Silva
Acompanhamento: Orquestra Brunswick
Gravadora: Brunswick
Lançamento: Setembro 1930
Disco/Álbum: 10068
Lado/Faixa: Lado A
Rotações: 78 RPM
Coleção: José Ramos Tinhorão


O PRIMEIRO HINO OFICIAL DO VASCO
(Autor: Joaquim Barros Ferreira da Silva – 1918)

Clangoroso apregoa, altaneiro
O clarim estridente da fama
Que dos clubes do Rio de Janeiro
O invencível é o Vasco da Gama
Se vitórias já tem no passado
Glorias mil há de ter no porvir
O seu nome é por nós adorado
Como estrela no céu a fulgir!

Refrão:
Avante então
Que pra vencer
Sem discussão
Basta querer
Lutar, lutar
Os vascaínos
De terra e mar
Os paladinos

É mundial
A sua fama
Vasco da Gama
Não tem rival
Mais uma glória
Vai conquistar
Lutar, lutar
Para a vitória

Sobre os peitos leais, vascaínos
Brilha a Cruz gloriosa de Malta
Corações varonis, leoninos
Que o amor pelo Vasco inda exalta.

Quando o Vasco em qualquer desafio
Lança em campo o seu grito de guerra
Invencível, nervoso arrepio
Faz tremer o rival e a terra!

Fonte:

novembro 17, 2008 Posted by | Esportes | 6 Comentários

Grêmio 2 x 1 Coritiba

Victor – No gol que levou, fez o correto: espalmou para o lado. Mas o resto do time não cobriu. Boa partida.

Amaral – Um quebra galho razoável. Não falhou.

Heverton – Surpreende pela maturidade, zagueiro de presença e imposição.

Réver – Acertamos ao renovar o contrato por cinco anos.

Souza – Realmente deve atuar na ala-direita. Não fez partida igual a contra o Palmeiras, mas dá uma qualidade impressionante ao time.

R. Carioca – Como sempre, marcando com excelência. Ainda insisto que deve melhorar sua função ofensiva.

W. Magrão – Grossão, toscão….mas com uma função importantíssima, e que a cumpre: ligar a equipe ao ataque. Precisa voltar a chutar bem.

Tcheco – O gol foi sem querer, mais uma vez. Mas é de fato o símbolo e capitão da equipe com honras. Busca jogo e chama a responsabilidade para si.

Helder – Felizmente não está mais chamando a atenção nos jogos. Sua ruindade deixou de contaminar tudo e todos, e agora até que não atrapalha. Claro, foram apenas dois jogos assim, mas deixa os gremistas alegres pensar desta forma.

Reinaldo – Bom jogo. Até mesmo marcou a saída de bola adversária (!!!), coisa que jamais havia feito.

Marcel – Perde gols, é grosso, tecnicamente não é muito superior ao Pereirão…mas com ele o time tem referência ofensiva, ruim ou não. Jamais Perea no time.

Adilson – Mal tocou na bola.

Morales – Entrou com disposição e participou de boas jogadas.

A. Luís – HOHOHO

novembro 17, 2008 Posted by | Esportes | | 2 Comentários

Porto Alegre – Guapuruvus e civilidade

guapuA cúpula da Catedral Metropolitana ornamentada pelo colorido da árvore

guac2b4pu2

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gu

Schizolobium parahyba forma um tapete nas calçadas em frente ao Palácio Piratini


dsc01180

Dispensador de sacos plástico para recolher cocô de cachorros

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ggg.

freeO Guapuruvu ameniza a feia paisagem da estrada que conduz de POA à Canoas. Lamentavelmente é uma exceção.

novembro 16, 2008 Posted by | Ecologia | Deixe um comentário

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