PERSPECTIVA ONLINE

"LA PERSPECTIVA, SI ES REAL, EXIGE LA MULTIPLICIDAD" (JULIÁN MARÍAS)

Sérgio Paulo Rouanet (1934 – 2022)

 

Sérgio Paulo Rouanet nos deixou na tarde deste domingo.

Poucos nomes foram tão vilificados no Brasil contemporâneo quanto o dele. Não criticaram, é claro, o sociólogo e filósofo, autor de numerosos ensaios e livros sobre a herança do Iluminismo, a filosofia francesa contemporânea e muitos outros temas, escritos ao longo de cinco décadas; não criticaram tampouco o tradutor, o acadêmico ou o jornalista; não: o alvo de todos esses não-leitores de Rouanet foi a lei de incentivo à cultura batizada com seu nome.

É bem pouco provável que crítico médio da Lei Rouanet saiba do trabalho dele; é bem pouco provável que, mesmo sabendo, poupe-o da vilificação. Para os demais, a obra de Rouanet está aí – e vale a pena ser relida.

Algumas de suas ideias podem ser conferidas aqui, nesta entrevista ao “Roda Viva”:

Carlos Nejar é escolhido como patrono da Feira do Livro de Porto Alegre

Carlos Nejar é o patrono da 68ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre

“O novo patrono é um gigante, com 62 anos de literatura, 83 anos de idade, com 100 livros publicados e o único gaúcho na Academia Brasileira de Letras”. Assim, com essas altissonantes palavras, o poeta Fabrício Carpinejar introduziu o novo patrono da Feira do Livro de Porto Alegre. Altissonantes e orgulhosas: pois, afinal de contas, Carpinejar está apresentando o próprio pai, o também poeta, e também gaúcho, Carlos Nejar.

Não qualquer poeta gaúcho: Nejar, além de todos os predicados elencados pelo filho orgulhoso, é denominado o “poeta do pampa brasileiro”.

“Eu tenho um dom que me transcende e uma crença na palavra”, disse Nejar ao receber o microfone. “Eu estou de pé ainda por causa da palavra. Quero abraçar o Rio Grande do Sul neste momento”.

Poucos têm tanto direito a querer isso.

 

 

A depredação da estátua de Ariano Suassuna

 

A derrubada da estátua de Ariano Suassuna, registrada no Recife, há quatro dias, tem todos os ingredientes para inspirar todo tipo de teoria conspiratória. Um fato fundamental das teorias conspiratórias é o persistente “por que” associado a um fato: por que ocorreu? A quem beneficia? A falta de respostas enseja hipóteses de todo tipo – e, dessas hipóteses, surgem as teorias conspiratórias. 

Os elementos estão postos. Um ícone da cultura brasileira, um nacionalista, um defensor ferrenho das língua portuguesa, um iberista, um ibero-americanista – este foi Ariano. E o ataque à estátua de Ariano não foi isolado. Trouxe um brinde: a semi-destruição de outra estátua, a do poeta João Cabral de Melo Neto, que teve o nariz despedaçado. Também João Cabral foi iberista, ibero-americanista, nacionalista, brasileiro pleno e irremediável. Foi, como Ariano, poeta. 

O poeta, na conhecida definição Ezra Pound, é a “antena da raça”: cabe a ele catalisar e pôr em relevo as vibrações do momento, oriundas dos homens, das coisas e das relações entre os homens e as coisas. A quem interessa atacar duas “antenas da raça” do Brasil? Não temos respostas. Restam, contudo, as hipóteses – que já são perturbadoras. 

Os sobrenomes mais comuns nos Estados Unidos – e o que eles nos indicam

A lista de sobrenomes mais comuns dos Estados Unidos, divulgada no último censo nacional – o de 2010 -, traz informações sobre aquele país que ajudam a compreender seu passado, seu presente e, também, seu futuro.

No topo da lista, vemos cinco sobrenomes de origem britânica: Smith, Johnson, Williams, Brown e Jones. Apenas no sexto lugar aparece um nome de outra origem, o hispânico Garcia. Na sequência, mais dois britânicos – Miller e Davis -, ocupando, respectivamente, a sétima e oitava posições do ranking. Completam o top 10 dois nomes hispânicos, Martinez e Rodriguez.

A lista indica duas coisas.

A primeira é a de que, apesar dos fluxos migratórios que os EUA receberam, e recebem, de todas as partes do mundo, os grupos étnicos pioneiros na formação do país ainda são centrais para sua demografia: falo, aqui, dos descendentes dos colonizadores (e, após a Independência, imigrantes) britânicos e dos negros escravizados, rebatizados com nomes ingleses ao pisarem em solo norte-americano. A lista não diferencia as ocorrências por cor de pele, mas há bons motivos para supor que os afro-americanos respondam por boa parte dos Williams e Smiths ali presentes. É a América de Faulkner e de Poe, da Nova Inglaterra e da Geórgia, do blues e da country music, de Elvis Presley e de Chuck Berry – e, também, de Donald Trump e de Joe Biden, os dois candidatos à presidência, ambos descendentes de escoceses.

A segunda é a relevância dos hispânicos na demografia americana. Ainda que distante do topo da lista, o mexicaníssimo García rivaliza com o ultra-anglo-saxônico Miller, superando-o por 5 mil nascimentos – e logo abaixo de Davis, outro nome tão britânico quanto o chá das 5, vêm Rodriguez e Martínez, mais populares ao sul do Texas do que as comédias do Chaves e do Chapolim.

Os dados estão aí. Diante deles, os americanos de todas as origens devem tomar uma decisão:  tratar os Garcías, Martínez e Rodriguez como ameaça aos Smiths e Johnsons ou como uma contribuição ao que eles construíram. Dessa decisão – e das muitas consequências diretas e indiretas dela – depende o futuro dos EUA.

 

Nome Número de ocorrências
Smith 2,442,977
Johnson 1,932,812
Williams 1,625,252
Brown 1,437,026
Jones 1,425,470
Garcia 1,166,120
Miller 1,161,437
Davis 1,116,357
Rodriguez 1,094,924
Martinez 1,060,159

Fotos do curso “Introdução à Literatura Gauchesca”, realizado na PUCRS

No último sábado, dia 15, foi dada a primeira aula do curso “Introdução à Literatura Gauchesca”, na Faculdade de Letras da PUCRS.

O evento será realizado entre os dias 15 e 29 de junho, sempre aos sábados.

As aulas foram ministradas  por Tiago Pedruzzi e Celso Augusto Uequed Pitol e o curso teve a coordenação da professora Janaina Baladão De Aguiar.

Crédito das fotos: Michele Savaris.

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Paixão Côrtes (1927-2018)

O folclore gaúcho e brasileiro perdeu ontem João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes.

Compositor, folclorista, historiador e poeta, foi autor de várias canções premiadas e pioneiro em pesquisas antropológicas sobre o gaúcho riograndense.

Foi, também, o iniciador do movimento tradicionalista tal como hoje o conhecemos. Percorreu o interior do Rio Grande junto a Barbosa Lessa para estudar as falas, as vestimentas, as danças típicas e a culinária dos gaúchos. A partir desses estudos, lançou as bases que , hoje, orientam os CTGs mundo afora.

Paixão Côrtes também ficou conhecido por posar para o escultor Antônio Caringi criar a estátua do Laçador, símbolo de Porto Alegre,

Tinha 91 anos.

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Registro feito pelo Bar Armazem Porto Alegre( Av Borges de Medeiros,786) da homenagem prestada pelos representantes de movimentos tradicionalistas gaúchos a Paixão Côrtes, dirigindo-se pela rua Duque de Caxias, no Viaduto da Borges, em direção ao Palácio Piratini onde foi velado o corpo do folclorista.

Sedes da Copa – Kazan

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Vista do Kremlin de Kazan, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco , em 2000.

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  • Assim como a República da Mordóvia , cuja capital Saransk também é uma das sedes da Copa do Mundo desse ano, a República do Tatarstão também foi contemplada com uma cidade-sede : a capital Kazan. Situada a uma distância de 825 km de Moscou,  Kazan tem uma população de quase 1.200.000 habitantes, o que a torna a 6ª cidade mais populosa da Rússia. Se há um lugar onde se pode observar a diversidade de povos e a riqueza cultural da Rússia, esse lugar é Kazan.

 

  • A título de curiosidade: a Federação Russa é constituída por 85 sub-divisões, dentre as quais 21 são chamadas de “Repúblicas”. Em sua maioria, essas Repúblicas representam áreas que abrigam população cuja origem étnica não é russa – muito embora, em muitas delas, a população de etnia russa já ultrapasse a de origem étnica originária, conforme visto no post sobre Saransk.

 

  • No caso da República do Tatarstão , o percentual da população cuja origem é tártara representa aproximadamente 53%, enquanto a população cuja origem é russa representa aproximadamente 40%. Em Kazan, especificamente , os percentuais se aproximam, com a população de origem russa representando 49% da população da cidade e a de origem tártara representando 48%.

 

  • As repúblicas gozam de certa autonomia, têm suas próprias Constituições e têm direito a ter um (ou mais de um) idioma oficial, juntamente com o russo.  No caso de Kazan, boa parte da população fala o idioma tártaro, que não é uma língua eslava, como o russo, mas de origem turcomana, como, por exemplo, o idioma turco. 

 

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Mulheres tártaras vestidas com roupas típicas e segurando pratos típicos da culinária tártara.

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Echpochmak, prato típico da culinária tártara. Parecido com uma esfirra , o recheio é feito com cebola, batata e carne.

 

  • A cidade de Kazan foi fundada no ano de 1.005, e é uma das mais antigas cidades da Rússia. Situada na confluência dos Rios Volga e Kazanka, a cidade de Kazan tem um passado marcado por conflitos e invasões de vários povos. Foi a capital do Canato de Kazan, Estado tártaro que existiu entre os anos de 1438 a 1552. Durante esse período, o Canato de Kazan organizava invasões e saqueava regiões da Rússia, trazendo consigo, inclusive, escravos. A escravidão era legalizada no Canato de Kazan e o número de escravos – em sua maior parte russos capturados durante as invasões – compunha até 10% da população.

 

  • Em 1552, sob o comando de Ivan IV (mais conhecido como Ivan, O Terrível), o Canato de Kazan foi conquistado. Os russos que se encontravam escravizados no Canato de Kazan foram libertados – por volta de 60.000 a 100.000 pessoas. A população local foi em sua maior parte morta; remanescentes foram convertidos à força ao cristianismo (a religião da população, em sua esmagadora maioria, era o Islamismo) e  culturalmente “russificados”. Posteriormente, foram reassentados, longe de rios, estradas e de Kazan. As mesquitas da cidade foram destruídas e foi proibida a construção de novas mesquitas na cidade. Essa proibição durou até o século 18, quando a Imperatriz Catarina II da Rússia – Catarina, a Grande – finalmente permitiu a construção de novas mesquitas.

 

  • Ivan IV, satisfeito com a conquista de Kazan, ordenou a construção da famosa Catedral de São Basílio, em Moscou. Reza a lenda que, após a construção da Catedral, Ivan IV ficou tão maravilhado com a beleza da edificação que mandou cegar o arquiteto, para que assim ele não conseguisse reproduzir algo tão belo novamente. Ao que parece, a história não passa de mito, pois o mesmo arquiteto também participou da construção da muralha do Kremlin de Kazan, que data de 1560-1562.

 

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Catedral de São Basílio, em Moscou

 

  • Atualmente, Kazan é uma cidade multi-cultural, na qual diferentes povos e diferentes religiões convivem pacificamente, com destaque para o Islamismo, a Igreja Ortodoxa, o Catolicismo e o Judaísmo. Alguns dos mais belos locais de Kazan são relacionados com as religiões praticadas na cidade, como a mesquita Khul Shariff, a catedral de São Pedro e São Paulo e o Templo de Todas as Religiões. Outros locais interessantes e belos  incluem a Rua Bauman, o Antigo Vilarejo Tártaro e a Orla do Rio Kazanka.

 

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Mesquita de Khul Shariff, inaugurada em 2005. O Islamismo é a religião de grande parte da população de Kazan, especialmente entre a população tártara.

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Interior da Mesquita de Khul Shariff

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Catedral de São Pedro e São Paulo

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Templo de Todas Religiões, um conjunto arquitetônico que mistura referências de diferentes tipos de arquiteturas religiosas, incluindo uma Igreja Ortodoxa, uma Mesquita e uma Sinagoga. O idealizador do local alega que não se trata de um templo específico para qualquer religião, mas sim um templo “da cultura e da verdade”.

Old Tatar Settlement

Antigo Vilarejo Tártaro, que em 1992 recebeus status de área de conservação arquitetônica da cidade de Kazan. Um dos principais marcos do local é a Mesquita Al-Marjani –  primeira mesquita feita de pedra, construída em Kazan com a permissão dada por Catarina, a Grande, em 1766.  Para construir a mesquita, 62 residentes de Kazan levantaram a soma (gigantesca para a época) de 5.000 rublos (em ouro) e a construção levou apenas três anos. Por muitos anos a mesquita foi o principal centro espiritual de Kazan.

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Monumento dedicado aos valentes gatos de Kazan, animais símbolo da cidade e conhecidos por serem ótimos caçadores. Em 1735 a Imperatriz Elizaveta encomendou 30 gatos da cidade de Kazan ( que supostamente eram melhores caçadores que os gatos de outras cidades) para que estes caçassem e controlassem a presença de roedores em seu palácio – que futuramene tornou-se o Museu Hermitage. Os descendentes desses valorosos gatos formam o atual “exército” de gatinhos do Museu Hermitage.

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A  Bauman é uma rua que tem origens no século 15 e, desde 1986, é inteiramente feita para ser trafegada por pedestres, tendo ao longo de seu percurso diversos cafés, museus, restaurantes e monumentos .  O nome Bauman foi dado em homenagem ao revolucionário russo Nicolay Bauman, nascido na cidade de Kazan. 

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Orla do Rio Kazanka 

Kremlevskaya Metro Station in Kazan - photo by vokabre / flickr.com/photos/vokabre/6785983574/

Estação de Metrô

 

  • O estádio escolhido para sediar as  partidas que acontecerão na cidade de Kazan é a Arena Kazan, cuja capacidade é de aproximadamente 45.000 torcedores. Construída para a Universíada de 2013 e também utilizada durante o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015, a Arena Kazan sediará 6 jogos da Copa do Mundo de 2018 e, após passado o torneio, será a “nova casa” do clube de futebol mais expressivo da cidade , o FC Rubin Kazan.

 

  • O projeto da Arena Kazan foi feito pelo mesmo grupo de arquitetos do Estádio de Wembley e o Emirates Stadium, em Londres. Um dos destaques, no que diz respeito ao design do estádio, é o imenso telão que cobre parte do seu exterior, trata-se do maior do tipo na Europa. Além disso, visto de cima, o estádio que fica  às margens do Rio Kazanka, foi construído de forma com que lembrasse uma florzinha chamada lírio d´água. O que vocês acham, lembra ou não a florzinha?

 

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Lírio d´água

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A general view of Kazan Arena in Kazan

 

Sedes da Copa do Mundo FIFA 2018: Nizhny Novgorod

 

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Na imagem, a vista privilegiada da chamada “Strelka”, um dos principais marcos naturais da cidade de Nizhny Novgorod, que se localiza na confluência dos Rios Oka e Volga.

 

  • Localizada não muito longe de Moscou (aproximadamente 425 km de distância ) – com base nos padrões russos do que é longe e perto, claro – a cidade de Nizhny Novgorod é uma cidade-sede não tão conhecida aos olhos dos fãs do futebol quanto Moscou ou São Petersburgo, mas que surpreende tanto pelas belezas naturais quanto pelas arquitetônicas.  

 

  • Fundada no ano de 1221, Nizhny Novgorod é uma das cidades mais antigas da Rússia e seu patrimônio histórico é muito bem preservado, como por exemplo a Catedral Voznesensky – que é parte integrante  do Monastério da Ascensão Pechersky – , a Igreja Stroganov , o Kremlin de Nizhny Novgorod ,a Rua Bolshaya Pokrovskaya . 

 

  • Por ter uma localização privilegiada às margens do Rio Volga e do Rio Oka, Nizhny Novgorod floresceu como cidade mercantil e já no século 19 era conhecida como  “a capital comercial da Rússia”. Entre os russos, era voz comum afirmar que “Moscou era o coração da Rússia ; São Petersburgo , o cérebro e Nizhny Novgorod , o bolso.”

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Cartão postal do século 19, mostrando a Feira Comercial de Nizhny Novgorod

 

 

  • A importância arquitetônica, cultural e histórica da cidade é tão grande que a UNESCO (sigla em inglês para “Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura”) incluiu Nizhny Novgorod na lista das 100 cidades com maior valor cultural e histórico do mundo.

 

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Catedral Voznesensky , construída entre os anos de 1629-1633

Vista da rua da Igreja Stroganov – outro nome para a Igreja da Abençoada Virgem Maria. A Igreja foi construída no início do Século 18, com ajuda financeira do rico mercador de sal e construtor naval, Grigory Stroganov.  Stroganov também financiava as campanhas de guerra de Pedro, O Grande.

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A rua Bolshaya Pokrovskaya é uma das ruas principais – e mais antigas – da cidade de Nizhny Novgorod. A rua começou a se formar no período da Idade Média. Até o ano de 1917, era considerada uma rua para trânsito dos nobres da cidade. Após a Revolução, a rua foi renomeada para “Sverdlovka”, em homenagem ao revolucionário Yakov Sverdlov, nascido na cidade. Após a dissolução da União Soviética a rua voltou novamente a se chamar Bolshaya Pokrovskaya. Atualmente é uma rua repleta de cafés, restaurantes museus, teatros e esculturas de bronze  distribuídas pela calçada.

 

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Vista aérea do Kremlin de Nizhny Novgorod.  A construção do Kremlin de Nizhny Novgorod teve início por volta do ano de 1500 e durou 15 anos, sendo considerada uma maravilha arquitetônica para a época.  A construção em formato de fortaleza tem um motivo  : durante o reinado de Ivan III, a cidade de Nizhny Novgorod servia como uma espécie de “cidade-guardiã”, contando com tropas que permaneciam na cidade; também servia como local para as tropas moscovitas organizarem nas ações contra o Canato de Kazan – Estado tártaro que posteriormente foi conquistado pelo Czarado da Rússia.

 

  • Em seus primórdios, Nizhny Novgorod chamava-se apenas “Novgorod” , que significa “Cidade Nova”. Porém, para distinguir-se da outra  Novgorod do oeste , que era mais antiga e mais conhecida (a atual Veliky Novgorod) , a cidade era comumente chamada de “Novgorod das terras baixas”, principalmente sob a perspectiva de um moscovita . Posteriormente, o nome da cidade se estabeleceu como Nizhny Novgorod , que literalmente significa ” Cidade nova que fica em terras baixas”.

 

  • Em 1932, a cidade foi renomeada “Gorky”,  em homenagem ao mais famoso “filho” da cidade, o escritor Maxim Gorky. A ordem veio de Joseph Stalin, que tinha uma espécie de amizade com o escritor e desejava que o mesmo escrevesse sua biografia, algo que o Gorky procrastinou ao ponto de enfurecer Stalin

 

  • Durante os anos de 1959 a 1990 , Nizhny Novgorod – a então Gorky – não podia ser achada nos mapas : era a maior “cidade fechada” da União Soviética. Em Gorky eram construídos aviões-caça e submarinos nucleares. Também foi para lá que o físico nuclear Andrei Sakharov foi mandado pela KGB , a fim de não ter possibilidade de contato com estrangeiros.

 

  •   As “cidades fechadas” da União Soviética eram localidades onde haviam inúmeras restrições para acesso de visitantes. Os motivos para essas restrições eram variados : por serem bases militares importantes,  por serem locais com tecnologia nuclear, outras por serem importantes centros de pesquisa que necessitavam de mais espaço ou “liberdade” que as tradicionais bases militares.

 

  • Era praticamente impossível ingressar nesses locais sem permissão oficial. As restrições também afetavam a vida dos habitantes dessas cidades: estes, quando saíam do local, estavam automaticamente proibidos de revelar de onde vinham àqueles que viviam fora dos muros da cidade fechada. Essa falta de liberdade e constante vigilância da população que ali vivia era “recompensada ” pelo regime soviético : os residentes das cidades-fechadas tinham acesso a melhor moradia e alimentação que em outras partes do país, assim como recebiam bônus salarial por seu sigilo.

 

  • Apesar de muitas cidades-fechadas terem sido “abertas” após a dissolução da União Soviética, ainda existem por volta de 40 cidades-fechadas  na Rússia atual.

 

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Avel Enukidze, Joseph Stalin e Maxim Gorky

 

 

  • Muitos nomes conhecidos mundialmente são oriundos de Nizhny Novgorod, como por exemplo a modelo Natalia Vodianova , o político soviético Nikolai Bulganin e o escritor Maxim Gorky – cujo nome real era  Alexei Peshkov.

 

 

 

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  • O estádio que será palco de 6 jogos da Copa do Mundo de 2018 é o Estádio Nizhny Novgorod , cuja capacidade é de 44.899 espectadores. Passado o período da Copa , o estádio será a nova casa do clube local, que é o FC Olimpiyets Nizhny Novgorod, atualmente disputando a segunda divisão do futebol russo.

 

  •  O local escolhido para ser construído o Estádio de Nizhny Novgorod tem uma vista privilegiada do Kremlin da cidade, da confluência dos dois rios que se encontram – Oka e Volga – e da Catedral Alexander Nevsky.

 

  • O design do estádio teve como inspiração a água e o vento, características naturais do rio mais amado pelos russos e que passa pela cidade : o Rio Volga. 

 

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Jogos que serão disputados em Nizhny Novgorod

O Estádio de Nizhny Novgorod visto do Kremlin da cidade

 

 

  • Fontes : Wikipedia.com ; Fifa.com ; Russiatrek.org; nizhnynovgorod.com ; Livro “The Secret File of Joseph Stalin: A Hidden Life”

Conheça o significado dos pôsteres das figurinhas da Copa da Rússia

  • Quem está completando o álbum de figurinhas da Copa desse ano já percebeu que há um espaço dedicado aos pôsteres , que fazem referência às 11 sedes escolhidas para receberem as partidas. Vamos juntos descobrir o significado de cada uma das figurinhas:

 

  • A quem quiser ver os videozinhos : clique no vídeo que leva ao youtube, não tem como assistir direto do site do Perspectiva :/

 

FIFA World Cup 2018 Russia - Ekaterinburg poster

  • Ekaterimburgo , situada junto aos Montes Urais, é o ponto onde o continente europeu e o continente asiático se encontram. A figura que aparece no centro da imagem é uma  “Stone Flower” – que é  um tipo de flor suculenta e também uma malaquita, pedra preciosa famosa na região dos Urais. “Stone Flower” é também o título de um conhecido livro do autor russo Pavel Bazhov, cuja história se passa na região dos Montes Urais. As cores utlizadas no pôster representam os Urais, as montanhas e o solo fértil da região. O azul representa o Rio Iset. 

 

  • As figuras representadas no pôster não possuem nenhum traço ou limite bem demarcado entre elas, demonstrando que não há fronteiras entre os países que amam o futebol. 

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FIFA World Cup 2018 Russia - Kaliningrad poster

  • Kaliningrado é a cidade russa que se localiza mais ao Oeste do continente europeu. O atleta do pôster simboliza o espírito acolhedor da cidade e da região, que abraça o novo e o antigo com uma visão em direção ao futuro. É uma cidade cujo espírito deriva da água que a circunda e cuja alma é refletida na bola de futebol, feita com a famosa pedra-do-sol âmbar – 90% das reservas mundiais de âmbar são encontradas no litoral da região em que se localiza Kaliningrado .

  • Localizada a 1.235 km ao oeste de Moscou e situada  a beira do belo Mar Báltico, a cidade de Kaliningrado , sua população e sua arquitetura são uma mistura de culturas nesse exclave russo que mira o oeste.

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Âmbar

 


FIFA World Cup 2018 Russia - Kazan poster

  • Kazan é a capital da República do Tartaristão , uma república autônomada Federação Russa e é localizada a 825 km de distãncia de Moscou. O leopardo das neves é o símbolo nacional da República e está no centro do pôster. As cores da bandeira do Tartaristão – vermelho, verde e branco – estão inclusas na figura , assim como raios de sol, que segundo a tradição tártara significam otimismo, sucesso e boa sorte.  Kazan é um grande pólo esportivo na Rússia, tendo sediado o Mundial de Esportes Aquáticos de 2015 e a Universíade de Verão ,em 2013.

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Leopardo das Neves , símbolo nacional do Tartaristão

 

FIFA World Cup 2018 Russia - Moscow poster

  • Moscou é uma das maiores e mais conhecidas capitais mundiais, uma cidade com uma arquitetura rica, icônica e histórica, mas que ao mesmo tempo é focada em um futuro que é brilhante e jovial. Do outro lado das paredes do histórico Kremlin, pulsa uma cidade que não fica atrás de nenhuma outra em termos de energia, estilo e diversão. Esses elementos estão simbolizados nos redemoinhos coloridos do pôster.

  • O campo de futebol e a bola gigante demonstram a paixão que Moscou tem pelo maior e melhor jogo do mundo. Assim como Moscou e o coração e a alma da Rússia, também é a peça central da Copa do Mundo de 2018.

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Vista do Kremlin de Moscou às margens do Rio Moskva

 


 

FIFA World Cup 2018 Russia - Nizhny Novgorod poster

https://www.youtube.com/watch?v=KRbzRljY6Xc

  • Os vívidos tons de vermelho e laranja representam a paixão, movimento e a forte expressividade da cultura russa. No pôster, o corpo do atleta foi criado com a tradicional técnica de design russa , chamada de Khokhloma. Esse tipo de artesanato tradicional é muito conhecido e amado por toda Rússia e também no exterior, dando um senso de movimento fluído e enérgico ao atleta do desenho. 

 

  • A silhueta do lindo Kremlin de Nizhny Novgorod aparece ao fundo. Datado do século 16,fica em uma colina no centro da cidade, na beira da confluência dos rios Volga e Oka.

 

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FIFA World Cup 2018 Russia - Rostov-on-Don poster

  • Rostov-On-Don é uma cidade portuária às margens do Rio Don, a 1.109 km sudoeste de Moscou. Cavalos são poderosos símbolos na história da cidade, como se pode observar no monumento ao 1º Exército da Cavalaria Bolchevique, o qual forma a base da imagem do pôster.

 

  • O Rio Don, elemento central da identidade da cidade , é representado pelas ondas em espiral na cor azul, embaixo das patas dos cavalos.  Ramos de carvalho verdejantes, que imitam um campo de futebol, também lembram o brasão da cidade. Finalmente, a bola de futebol inclui vermelho, azul e laranja, que são as cores da bandeira da região de Rostov.

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Monumento ao 1º Exército da Cavalaria Bolchevique

 



FIFA World Cup 2018 Russia - Saint Petersburg poster
  •   A jóia da coroa da Rússia do norte, São Petersburgo oferece magia a qualquer época do ano. A cidade inspirou poetas, artistas, músicos e escritores desde os primórdios , como a moderna janela para o mundo de Pedro , o Grande. A arquitetura única de São Petersburgo aparece no pôster, desde a Catedral de Santo Isaac , até o Almirantado de São Petersburgo. A cidade é conhecida por ter um futebol forte e isso é representado pela bola ai fundo do pôster.

 

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Catedral do Sangue Derramado , ao fundo

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O almirantado de São Petersburgo


FIFA World Cup 2018 Russia - Samara poster
  • Localizada ao sudeste da parte européia da Rússia, na convergência dos poderosos rios Volga e Samara , a cidade de Samara é conhecida no país pela passionalidade e o amor ao futebol. Essa paixão é refletida no pôster pelas linhas fortes , coloridas e geométricas, explodindo para cima, em direção ao futuro.

 

  • Os símbolos tradicionais de Samara, como o Monumento à Glória e a Ladya , aparecem na figura assim como a pose do jogador de futebol imita a figura que fica no topo do Monumento à Glória. Os visitantes e os nativos da cidade gostam de ficar nas margens do rio Volga para se divertirem e tomarem sol e essa atmosfera é refletida nas cores brilhantes do pôster.

 

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Monumento à Glória

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Ladya


https://www.youtube.com/watch?v=D9G552DczRk


FIFA World Cup 2018 Russia - Sochi poster
  • Sochi, o belo resort russo no ensolarado Mar Negro, é uma cidade de contrastes. Desde as quentes praias banhadas pelas águas do Mar Negro até as alturas,  da Montanha  Krasnaya Poliana, coberta de neve , Sochi é realmente uma experiência do mar ao céu. O pôster mostra uma bola de futebol unindo o mar e as montanhas, refletindo a hospitalidade e o espírito acolhedor da região.

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Krasnaya Poliana


 


 

FIFA World Cup 2018 Russia - Volgograd poster

  • Assim como a cidade de Volgogrado capta suas energias e espírito diretamente do Rio Volga, o pôster da cidade também o faz. Produzido em um estilo moderno e dinâmico, que lembra as modernas tecnologias visuais da atualidade, as cores do pôster são inspiradas pelo próprio rio Volga , pelo sol e pelas emoções associadas com o jogo de futebol. A imagem é baseada em ondas e movimento, muito parecido com um time de futebol em movimento. A onda eleva o futebol acima da superfície do rio, assim como a Copa do Mundo da FIFA 2018 elevará o espírito do povo russo a outros patamares.

 

https://www.youtube.com/watch?v=WZH8wehqmsk


 

Fonte : Site Oficial da Copa do Mundo Fifa 2018

 

 

 

Sedes da Copa do Mundo FIFA 2018: Saransk

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  • Saransk é a menor e, talvez, a menos conhecida das sedes dessa Copa do Mundo. Com uma população de 307.000 habitantes, a cidade – fundada em 1641 – é a capital da República da Mordóvia e fica a aproximadamente 520 km de distância de Moscou. Até então, a região em que se localiza Saransk era mais conhecida por ter sido um local onde haviam os famosos “gulags” da época da União Soviética, campos de trabalho forçado para onde iam criminosos ou “inimigos da pátria” – que eram aqueles que se opunham ao regime.

 

  • A título de curiosidade: a Federação Russa é constituída por 85 sub-divisões, dentre as quais 21 são chamadas de “Repúblicas”. Em sua maioria, essas Repúblicas representam áreas que abrigam população cuja origem étnica não é russa – muito embora, em muitas delas, a população de etnia russa já ultrapasse a de origem étnica originária. É o caso da República da Mordóvia, que atualmente tem, em seu território, uma população composta de mais de 53% de origem russa, enquanto a população de origem mordoviana representa uma parcela de 40% .

 

  • As repúblicas gozam de certa autonomia, têm suas próprias Constituições e tem direito a ter um ( ou mais de um ) idioma oficial, juntamente com o russo. 

 

Crianças de origem mordoviana, com trajes típicos

 

  • Ainda existem muitos prédios históricos (século 17, 18) na cidade, mas muitas construções foram feitas no estilo soviético, com prédios com inúmeros blocos de apartamentos.

 

  • Surpreendentemente, o esporte local não é o futebol e sim a marcha atlética, principalmente a feminina. As atletas desse esporte são celebridades locais e existem centros de treinamento espalhados pela cidade. Os moradores de Saransk acompanham os resultados da modalidade e isso pode ser exemplificado por uma cena inusitada presenciada por repórteres do New York Times: os repórteres faziam uma reportagem na cidade e, em determinada ocasião, viram um grupo de homens entrar em um bar e pedir para a garçonete do estabelecimento ligar a televisão. O motivo? Queriam assistir à marcha atlética feminina. 

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Catedral de São Teodoro Ushakov 

 

  • Além de ter sido escolhida como uma das sedes da Copa de 2018, Saransk também foi  escolhida como novo lar pelo ator Gerard Depardieu. Insatisfeito com o aumento de impostos pagos para aqueles que ganham mais de 1.3 milhões de euros por ano (no total de 75% do valor ganho ao ano) , o ator francês resolveu trocar a cidadania francesa pela russa. O passaporte foi entregue a ele pelo próprio presidente Vladimir Putin que, segundo Depardieu, imediatamente apreciou o “seu lado meio hooligan”.

 

  • O ator se diz extremamente satisfeito com sua nova vida na Rússia e aduz que encontrou lá algo que falta na Europa: a “tranquilidade do tradicionalismo”. Sobre Saransk, em uma passagem do seu novo livro “Monstre”, Depardieu elogia o estilo de vida simples e campestre da cidade :
“pescam os góbios nos rios, ordenam vacas e usam jarros de leite. Suas fazendas leiteiras não se parecem com as nossas: elas não se parecem com centrais atômicas”
“As pessoas aqui vivem do que elas próprias cultivam. As famílias não se separam: irmãos e irmãs e seus primos moram a poucos quilômetros uns dos outros. (…) Problemas e medos são apenas aqueles que afetam as pessoas ou seus vizinhos e não aqueles criados pela imprensa. (…) As pessoas não carregam todas as dificuldades do mundo em seus ombros. Seus sorrisos e lágrimas pertencem apenas a elas”

 

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Жерар Депардье

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Mais que amigos, friends

  • Saransk sediará 4 jogos da Copa na nova Arena Mordóvia, que tem capacidade para mais de 44.000 torcedores. Para evitar que o estádio se torne um “elefante branco” na cidade de pouco mais de 300.000 habitante, uma parte da construção é temporária.

 

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Os jogos que serão disputados na Arena Mordóvia

 

  • Fontes : Skyscrapper city ; Russia Beyond

 

Sedes da Copa do Mundo FIFA 2018: – São Petersburgo – Parte II

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  • São Petersburgo é a terra natal do presidente Vladimir Putin. Uma confeitaria da cidade inclusive o homenageou, moldando uma estátua de chocolate em tamanho real (1.70 m) com as feições de Putin. Segundo o criador da obra, o chocolate é o ingrediente perfeito para a estátua , pois sintetiza perfeitamente a personalidade do presidente : branda , mas ao mesmo tempo pode vir a ser muito dura.

 

Putin foi homenageado com estátua de chocolate em tamanho real na Rússia (Foto: Reuters)

 

  • Putin classificou como “inaceitáveis” os atrasos nas construções dos estádios da Copa do Mundo da Rússia. Das 11 sedes , ainda faltam serem entregues os estádios  em Kaliningrado (11 de abril), Rostov-on-Don (15 de abril), Nizhny Novgorod (15 de abril), Saransk (21 de abril), Volgogrado (21 de abril) e Samara (28 de abril).

 

  • Em São Petersburgo os jogos serão disputados no estádio Krestovsky (também chamado de Estádio de São Petersburgo ou Zenit Arena) , casa do Zenit FC e com capacidade para 67.000 torcedores. O estádio se localiza na ilha de Krestovsky, que é um local de lazer e recreação pelos habitantes da cidade.

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O estádio Krestovsky e a estátua de Sergei Kirov, líder bolchevique. O atual estádio do Zenit foi construído onde outrora foi o Estádio Kirov. 

 

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Jogos que serão disputados na cidade de São Petersburgo

 

 

  • Abaixo , alguns nomes conhecidos com origens em São Petersburgo :

 

 

 

  • Uma curiosidade culinária que une a Rússia e o Brasil : o nosso famoso “estrogonofe” tem origem na culinária russa. Alguns dizem que a receita tem origem na nobre família “Stroganov”, que prezava pela boa culinária e promovia banquetes em seu palácio. Outros historiadores da gastronomia afirmam que o nome simplesmente é derivado do verbo da língua russa “strogat”, que pode ser traduzido como “cortar em pedaços”.

Palácio Stroganov, em São Petersburgo

 

 

  • Alguns filmes famosos que foram filmados em São Petersburgo :

 

  • A arca russa, de Alexander Sokurov.
  • Brat (Irmão) , de Alexei Balabanov. Dá para assistir nesse site aqui, que inclusive é maravilhoso para os fãs do cinema russo contemporâneo e clássicos soviéticos.

 


 

 

  • Com relação à música, esses são meus artistas preferidos provenientes de São Petersburgo :

 

  • Leningrad : é uma banda de rock alternativo/ska. A banda é polêmica por conta de suas letras que , por muitas vezes, são obscenas. O ex-prefeito de Moscou odiava tanto a banda que , enquanto esteve no poder, proibiu as apresentações da Leningrad na cidade.

 

 

  • Viktor Tsoi : cantor e compositor soviético de punk rock/new wave, morto aos 28 anos de idade. Apesar de ter tido uma carreira muito breve, Viktor Tsoi  é um dos artistas mais influentes da história do rock russo.

 

 

  • Little Big : é uma banda que faz músicas e clipes absurdos (e divertidos) -leia-se também politicamente incorretos -, baseados em esteriótipos de como é a vida na Rússia. 

 

“São Petersburgo é na Rússia, mas não é russa” teria dito o Czar Nicolau II, considerando a cidade mais européia do que russa. Essa característica, essa dualidade, nesse local de  encontro e de choque da cultura russa  com o mundo ocidental pode ser conferida pelos visitantes de uma das mais importantes sedes da Copa da Rússia.

Aquiles – o gatinho oráculo da Copa do Mundo

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  • Aquiles, um gatinho branco pertencente ao “exército de gatos” do museu Hermitage, foi escolhido como o novo animal-oráculo da Copa da Rússia. O gatinho é surdo, mas mostrou-se extremamente exitoso na arte da adivinhação durante a Copa das Confederações do ano passado, acertando 3 resultados dos 4 jogos sobre os quais fez previsões.

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  • Atualmente, o Hermitage conta com um “exército” de mais de 70 gatinhos , que vivem no porão, sendo alimentados e cuidados por voluntários e pelo “departamento de gatos” do museu. A grande maioria dos gatinhos são dóceis e gostam de ser afagados pelos visitantes,  somente alguns , como os gatos siberianos, são mais ariscos e não gostam tanto de interagir com o público. 

 

  • A presença de gatos no Museu Hermitage data de 1795, quando a Imperatriz Elizaveta encomendou gatos da cidade de Kazan ( que supostamente eram melhores caçadores que os gatos de outras cidades) para que estes caçassem e controlassem a presença de roedores no palácio – na época era um palácio e não um museu. Desde então, os gatinhos ajudam a manter o local livre de roedores e também contribuem para a fama do Hermitage. O diretor do museu declarou que recentemente ele tem recebido muito mais perguntas a respeito dos gatos que vivem no local do que sobre as obras de arte do famoso pintor Rembrandt ,que fazem parte do acervo do museu.

 

  • Voltando ao gatinho Aquiles : ele foi escolhido dentre todos os outros por amar contato com seres humanos e lidar bem com situações que podem ser consideradas estressantes para gatos, como ser acarinhado e interagir com estranhos, além de  sua “habilidade em prever” os resultados dos jogos.

 

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  • Abaixo uma seleção de fotos e vídeos dos gatinhos que cuidam do Hermitage , assim como do gatinho Aquiles.

CLIQUE E VEJA VÍDEO DA NATIONAL GEOGRAPHIC

 

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Funny Little Bunnies – os coelhinhos da Páscoa da Disney

  • Funny Little Bunnies ( ou Coelhinhos engraçados, em português) é um curta de animação lançado em 1934 , fazendo parte da série Silly Symphonies , composta por 75 curtas animados que a Disney lançou entre 1929 e 1939. Os desenhos das Silly Symphonies inovaram ao introduzir o technicolor aos desenhos animados. Outra  curiosidade é que a primeira aparição do patinho Donald Duck foi em um desenho das Silly Symphonies, em 1934.

 

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  • Em Funny Little Bunnies, somos levados a um passeio mágico pelo reino encantado dos coelhinhos da Páscoa, que trabalham incansavelmente na preparação dos ovinhos de chocolate . Cada um exerce um papel distinto na “linha de produção” dos ovinhos, por vezes ajudados por outros animais (como passarinhos), tudo isso ao som de uma trilha sonora motivacional para os trabalhadores da Páscoa. O curta animado dura por volta de 7 minutos e foi produzido pelo próprio Walt Disney, que chegou a dirigir algumas das Silly Symphonies.
  • Veja abaixo algumas imagens e o vídeo do filme:

 

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Sedes da Copa do Mundo FIFA 2018: Sochi

  • A Rússia é o maior  país do mundo, com extensão territorial gigantesca, tão gigantesca a nível de apresentar 11 fusos horários diferentes e dividir o país em uma parte que se encontra no continente europeu e a outra que se encontra no continente asiático. Apesar do território russo se localizar principalmente no continente asiático, – aproximadamente 75% do território se encontra na Ásia –  a grande maioria da população –  aproximadamente 77% – mora na parte européia.

 

 

  • Rússia : porção européia e porção asiática. Comumente essa divisão é feita com base nos Montes Urais, uma cadeia de montanhas que se localiza na Rússia. O que fica ao leste dessa cadeia de montanhas é considerado Ásia e o que fica a oeste é considerado Europa.

 

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  • As 11 sedes da Copa de 2018. Detalhe para a cidade de Kaliningrado, que está completamente separada do território russo por fronteiras terrestres e também por águas marítimas internacionais, ficando em um território que faz fronteira com a Polônia e com a Lituânia.

 

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Sochi :

 

  • Sochi é uma das poucas cidades da Rússia com um clima sub-tropical , com verões que chegam aos 30º C e invernos que raramente têm temperaturas negativas. Banhada pelo Mar Negro e sendo muito próxima das belas montanhas do Cáucaso , principalmente da Abcásia, a cidade de Sochi é um dos principais destinos das famílias russas no meses de verão, sendo chamada de “a Riviera Russa”.

 

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As montanhas do Cáucaso, que são parte da vista de Sochi

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A tenista russa Maria Sharapova, que é nascida em Nyagan , na Sibéria, mas passou parte da infância em Sochi e tem forte ligação com essa cidade.

 

A beira-mar de Sochi, com as típicas pedrinhas

 

  • Alguns dos mais famosos habitantes de Sochi são :

Elena Vesnina – jogadora de tênis ; nascida em Lviv , na Ucrânia, mas passou a infância em Sochi.

Boris Nemtsov – político ; criticava duramente o governo de Putin ; foi assassinado a tiros , perto do Kremlin em Moscou ,no ano de 2015.

Yevgeny Kafelnikov – jogador de tênis ; campeão do Australian Open (1999) e de Roland Garros (1996).

 

 

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  • Além de ser bela por sua natureza “tropical pero no mucho” , Sochi também pode ser apreciada por seus belos parques , monumentos e arquitetura típica Stalinista.

 

          – Arboretum  (algo como um Jardim Botânico) :

 

 

 

 

Dendrariy Sochi é um belíssimo jardim botânico fundado em 1892 e fica no centro da cidade. Foi idealizado por Sergey Khudekov, um rico empresário, escritor e historiador de ballet. Khudekov comprou áreas no centro da cidade e começou a plantar espécies exóticas, com o intuito de criar um parque. O parque conta com com mais de 200 espécies de árvores frutíferas, 76 espécies de pinheiro, 80 espécies de carvalho, 24 de palmeiras. Além disso conta com um jardim totalmente dedicado às rosas, com mais de 140 tipos de rosas. é comum encontrar pequenos esquilos correndo entre os jardins, assim como pelicanos e cisnes.

 

        –  Alameda dos Plátanos :

 

 

 

 

A Alameda dos Plátanos ou Platanovaya Alleya , em russo, foi fundada em 1913, em comemoração ao aniversário de 300 anos da Dinastia dos Romanov, família nobre e a última dinastia imperial que governou o Império Russo. Os plátanos ali plantados também datam deste mesmo ano  e foram escolhidos justamente por sua longevidade, chegam a viver mais de 100 anos. A alameda também possui fontes de água musicais , que à noite embelezam a área com música e show de cores.

 

– Casa de veraneio de Josef Stalin:

 

 

 

 

Ter uma casa de veraneio, longe da vida atribulada das grandes cidades é um costume muito comum e tradicional entre as famílias russas. Josef Stalin não fugiu à regra : era apaixonado por sua “dacha” . O lugar  era frequentado pela família no verão, apesar de ser o outono a estação preferida por Stalin para visitar o local. Toda pintada de verde para ser confundida e camuflada com a vegetação que a circunda, a dacha de Stalin também foi visitada pelo líder comunista Mao Tsé Tung. A dacha está completamente preservada, tanto no interior quanto no exterior , e é aberta à visitação do público .

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– Bosque de teixo e álamo:

 

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Esse bosque , que fica no distrito de Khosta, existe desde a Idade do Gelo, sobrevivendo tanto às mudanças produzidas pelo homem , quanto por calamidades naturais produzidas pela natureza. Apesar de alguns álamos terem apresentado fungos nos últimos anos, o bosque continua belíssimo e bem conservado.

 

  • Catedral de São Miguel :

 

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A Catedral de São Miguel Arcanjo é a igreja ortodoxa mais antiga de Sochi e de toda a região do Mar Negro, tendo sido construída entre os anos de 1874 e 1890. A construção demorou tanto devido a restrições econômicas.

 

Aqui abaixo um videozinho turístico com imagens aéreas de Sochi

 

Vista do interior do estádio à noite

 

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Vista externa do estádio ;  a capacidade do Estádio de Sochi é de 40.000 torcedores; foi construído e utilizado originalmente para as Olimpíadas de Inverno de 2014 e re-inaugurado em 2016, com modificações visando os jogos do Mundial de 2018. Seu formato externo foi feito de forma a lembrar o formato dos famosos ovos Fabergé .

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Jogos que serão disputados em Sochi

Mascotes das Olimpíadas de Tóquio 2020

  • Depois de uma grande eleição, cuja escolha foi feita por crianças de todo o Japão, a dupla de mascotes das Olimpíadas e Paralimpíadas foi escolhida nessa semana. Com mais de 109 mil votos, 53% do total dos votos,  a dupla de mascotes escolhidos era desde o início a preferida das crianças : um bichinho azul , para as Olimpíadas , e um bichinho rosa, para as Paralimpíadas. 

 

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  • Segundo os organizadores dos Jogos Olímpicos, os personagens representam uma mescla de “tradição” e “inovação”. O desenho dos mascotes é inspirado em dois elementos da cultura japonesa : a flor de cerejeira , cuja árvore é nativa no Japão,  e o ichimatsu moyo , um tradicional estampado japonês.

 

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  • O desenho vencedor foi idealizado pelo designer Ryo Taniguchi, da região de Fukuoka. Segundo ele, a dupla tem personalidades muito distintas : o mascote das Olimpíadas tem um senso de justiça muito forte e possui um superpoder, que é o de se teletransportar para qualquer lugar do mundo em um piscar de olhos. Já a mascote das Paralimpíadas é muito calma , mas muito forte quando necessário. É amante dos animais e da natureza e tem o superpoderes de falar com o vento e com as rochas, além de conseguir mover objetos com a mente.

 

Agora haverá uma eleição para definir os nomes dos mascotes da Tóquio 2020.

 

 

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As outras opções de mascotes, além da dupla vencedora. Apesar da opção C ter sido a favorita pelos usuários do Instagram, a opção A era disparada a mais amada pelas crianças japonesas.

 

Europa branquinha – a onda de frio na Europa

  • Nessa semana pipocaram na internet imagens de diversas cidades europeias bem branquinhas, cobertas de neve, devido à “besta vinda do leste”, uma forte onda de frio proveniente de ventos vindos da Sibéria. 

 

 

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O mapa acima ilustra em quais partes da área retratada – Europa, África, parte da Ásia e Ártico – as temperaturas encontram-se acima (e abaixo) da média para essa época do ano.

 

  • Na realidade, esse frio que assola a Europa é resultado de toda uma conjuntura de fenômenos climáticos, como o “calor” anormal – para essa época do ano – na região do Ártico, onde a temperatura está por volta dos -8 º C,  20 graus acima do que costuma ser nessa época do ano. O gelo que cobria o mar da região ou derreteu, ou está mais fino do que o costumeiro. Isso faz com que o ar frio que vem do norte vá para o sul e adentre o continente europeu. Os fortes ventos da Sibéria empurram esse frio em direção à Europa provocando a nevasca que deixou muitas cidades branquinhas de neve.

 

  • Especialistas , na tentativa de facilitar a compreensão de todos , compararam esse fenômeno ao frio proveniente de uma geladeira: “é como se a porta da geladeira do planeta tivesse sido aberta e o frio que estava preso lá dentro fosse arremessado para fora, fazendo com que o interior da normalmente fria geladeira ficasse , de fato, mais quente do que o ambiente exterior”.

 

  • Áreas onde normalmente o inverno não é dos mais rigorosos serão atingidas pelas nevascas, como a Córsega, localizada no Mediterrâneo. A ilha francesa teve uma boa quantidade de neve caindo,  pelo menos 10 cm .

 

  • Mas nem tudo são flores e o que aparentemente é só beleza, também tem um lado feio e cruel. Devido ao forte frio, mais de 50 pessoas já morreram, predominantemente em cidades da Polônia e da Ucrânia, onde os termômetros estão abaixo dos – 20 ºC e poderão chegar aos – 30ºC na próxima semana.  
  •  “A Besta do Leste” “O Urso da Sibéria” , o “Canhão de Neve” são alguns dos apelidos conferidos ao fenômeno em países como Inglaterra, Holanda e Suécia. 

Estádio do Arsenal coberto de neve

 

 

 

 

 

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A cidade de Nápoles , no sul da Itália, normalmente uma cidade associada ao sol e calor ,  recebendo neve pela primeira vez desde 1956.

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Nápoles

The city ground to a halt, closing schools and urging residents to stay home.

A estátua de São Pedro coberta por um manto branco de neve, em Roma.

 

Rome experienced its coldest weather in almost five years.

Roma, na Itália, que na foto parece mais com uma cidade russa

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Amanhecer na gélida cidade de Yaga, na Sibéria, onde os termômetros chegaram a agradáveis -40º C

But on Monday, the temperature in the city dropped below 20 degrees Fahrenheit, or -7 Celsius.

O Coliseu, em Roma.

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Um elefantinho come uma bola de neve no zoológico de Munique, na Alemanha.

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Londres, na Inglaterra

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Pombinhas se aquecem na saída de uma central de aquecimento em Kiev, na Ucrânia.

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Um bando de gaivotas sobrevoa as águas do Mar Negro, que costeia a cidade de Constanta, na Romênia (cidade da jogadora Simona Halep)

Roma, uma cidade que geralmente não enfrenta invernos muito severos, nessa semana amanheceu cobertinha de neve.

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Um bando de pardais e uma pomba aquecem uns aos outros na saída da ventilação do metrô de Kiev, na Ucrânia.

Vasily Maximov, AFP/Getty Images

A Catedral de São Basílio, em Moscou , na Rússia.  A cidade recebeu mais de 40 cm de neve e as nevascas já derrubaram mais de 2000 árvores, matando uma pessoa.

 

A woman shields her face while braving the abnormally cold temperatures in the Siberian city of Novosibirsk, which dropped to -35C

Mulher com os cílios e os cabelos congelados na cidade de Novosibirsk, na Sibéria, onde fez -37º C nessa semana

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Um homem observa a neve pela janela de seu apartamento, em Uzice, na Sérvia. Inclusive, essas pequenas “lanças de gelo” que se formam nos prédios são extremamente perigosas s, pois correm o risco de atingir eventuais transeuntes quando se desprendem.

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Uma mulher protege um cachorrinho dentro do seu casaco em Kiev, na Ucrânia. Lá, as temperaturas beiraram os – 30º C.

  • A tempestade  “Emma”, que deve atingir a Irlanda na  quinta-feira com ameaça de provocar as maiores nevascas  desde 1982 fez com que a população corresse aos  supermercados em busca de estocar alimentos. O “alerta vermelho” foi acionado e os habitantes foram aconselhados a se manter abrigados nas províncias de Munster e Leinster entre as 16h00 de quinta-feira e às 12h00 de sexta-feira.
  • Na Bélgica, as autoridades adotaram a prática de obrigar os sem teto a se refugiarem em abrigos, visto o alto índice de mortes .
  • Na Alemanha, os abrigos passaram a funcionar 24 horas por dia e não apenas à noite, como costumeiro.

 

 

Conheça um pouco mais do grupo EXO e da cantora CL, que se apresentaram na Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas de Pyeonchang 2018

  • EXO é um grupo masculino  sul-coreano , proveniente de Seul, na Coréia do Sul. Nos primórdios do grupo haviam 12 membros, que subdividiam o EXO em EXO-M e EXO-K. A idéia era promover o grupo tanto no mercado coreano quanto no chinês. Para tanto, o EXO-K performaria músicas em coreano e o EXO-M performaria as mesmas músicas em mandarim.  Mas após a saída de 3 integrantes do grupo, que inclusive ajuizaram ações contra a gravadora que agenciava eles, o grupo se unificou em um só , com o nome de simplesmente EXO.

 

 

 

 

 

  • Lee Chae-rin ,nascida no dia 26 de fevereiro de 1991 , também conhecida como CL , nasceu em Seul, na Coréia do Sul ,  mas passou boa parte da infância entre a França e o Japão.  Em 2009, juntamente com Dara, Bom e Minzy, formou o grupo  2NE1. Ficaram juntas até 2016, quando então separaram-se e CL lançou-se na carreira solo.

 

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CL durante a apresentação no encerramento das Olimpíadas de Inverno de Pyeonchang 2018

 

 

 

 

  • No dia 25 de fevereiro de 2018, CL  se apresentou na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno de Pyeonchang, juntamente com o grupo coreano EXO. CL apresentou músicas de grande sucesso, como “The Baddest Female ” e ” I Am The Best “, e o EXO cantou os singles de gigante sucesso “Growl ” e ” Power”.

 

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Evgenia Medvedeva, medalha de prata na patinação artística, conhecendo os garotos do EXO. A russa é fã declarada do grupo.

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O EXO juntamente com Ivanka Trump , filha de Donald Trump, e presidente da Coréia do Sul, o senhor Moon Jae-In e sua esposa

 

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EXO, presidente Moon Jae-In e sua esposa e a cantora CL

 

Conheça vários mascotes das Olimpíadas de Inverno – de 1968 a 2018

Saiba mais sobre o mascote dos jogos PARALÍMPICOS de Inverno 2018 – clique aqui

“Soohorang” – PyeongChang 2018

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  • Soohorang“, o Tigre branco das Olimpíadas de PyeongChang 2018, na Coréia do Sul. Saiba mais sobre o tigrinho “Soohang” clicando nesse link.

 

Schneemann ” – Innsbruck 1976

 

  • Schneemann “, o homem de neve das Olimpíadas de Innsbruck 1976 , na Áustria. Foi o primeiro mascote oficial de uma Olimpíada de Inverno. Schneemann significa “homem de neve”, em alemão.

Miga e Quatchi –  Vancouver 2010

 

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  • Miga , um animalzinho mitológico, parte urso do mar e parte baleia orca ;   Quatchi, a mitológica figura do pé-grande ; ambos mascotes das Olimpíadas de Vancouver 2010 , no Canadá .

 

Håkon e Kristin – Lillehammer 1994

 

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  • Håkon e Kristin, duas alegres crianças norueguesas vestidas em roupas típicas viking foram os mascotes das Olimpíadas de Lillehammer 1994, na Noruega. Os mascotes fazem referência à duas figuras históricas norueguesas do século XIII : o rei Håkon  IV e a Princesa Kristin Sverrisdottir, tia de Håkon.

 

Neve e Gliz – Turim 2006

 

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  • Neve e Gliz foram escolhidos como mascotes dos Jogos Olímpicos de Turim 2006 , na Itália. Eles representam as características essenciais dos Jogos Olímpicos de inverno : a neve e o gelo. Neve (significa neve também em italiano) é representada como uma bolinha de neve humanizada do sexo feminino , que representa “suavidade, amizade e elegância”. Gliz ( abreviatura da palavra italiana Ghiaccio, que significa gelo) é representado com um cubo de gelo humanizado do sexo masculino, representando “alegria e entusiasmo”.

 

Sukki, Nokki, Lekki e Tsukki –  Nagano 1998

 

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  • Sukki, Nokki, Lekki e Tsukki foram as quatro corujinhas escolhidas para serem as mascotes dos Jogos Olímpicos de Nagano 1998 , no Japão. Cada uma representa um dos quatro elementos : Sukki representa o fogo, Nokki representa o ar, Lekki representa a terra e Tsukki representa a água. Juntas, as quatro corujinhas também representam as quatro principais ilhas do Japão.

 

Magique , o homem estrela  – Albertville 1992

 

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  • Em Albertville 1992, na França, o mascote escolhido foi Magique, uma estrelinha que vestia uma roupa com as cores da bandeira da França. Foi a primeira vez, desde os jogos de Innsbruck 1976, que o mascote escolhido não foi um animal.

 

Hidy e Houdy – Calgary 1988

 

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  • Hidy e Houdy foram dois ursinhos polares escolhidos para representarem a cidade de Calgary 1988, no Canadá. Durante anos , após o final dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988, os ursinhos figuravam em várias placas de “Bem vindo a Calgary”, porém , em 2008, o governo local removeu as placas e as transportou “respeitosamente” ao Paque Olímpico do Canadá, onde elas se encontram até hoje.

 

Bely Mishka, Snow Leopard e Zaika – Sochi 2014

 

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  • Após ser feita uma eleição ao redor de toda a Rússia, através do voto popular, os escolhidos para serem os mascotes das Olímpiadas de Inverno de Sochi 2014 foram o ursinho Polar Bely Mishka, a lebre Zaika e o leopardo das neves.

 

 Vučko  – Sarajevo 1984

 

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  • O lobinho Vucko foi o animal escolhido como mascote dos jogos de Sarajevo, em 1984. O lobo é um animal bem típico da região dos Alpes Dináricos e é figura muito presente também nas fábulas iugolavas, representando força e simbolizando o inverno

 

Powder, Copper  e Coal – Salt Lake City 2002 

 

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  • Coal , Copper e Powder foram os mascotes escolhidos de Salt Lake City 2002. Os nomes, que em português são traduzidos como “carvão”, “cobre” e “pólvora”,  fazem referência às três reservas naturais mais importantes do estado de Utah, onde fica localizada a cidade de Salt Lake City. Coal é um coelhinho, Copper é um coiote e Powder, um urso negro.

SchussGrenoble/1968

 

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Schuss  foi um mascote não oficial, eis que eles somente começaram a ser apresentados a partir de 1972 com  Waldi, o primeiro mascote olímpico oficial, criado para os Jogos Olímpicos de Verão de 1972 em Munique (Alemanha)

O nome Schuss  deriva de uma manobra da modalidade esqui . representando um esquiador.

Calendário, horários e transmissão do Grupo Especial dos desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro – 2018 (horário da apuração incluído)

Aqui você vê a grade de horários dos desfiles, bem como a programação televisiva dos canais que transmitirão os desfiles.

Veja também: conheça os sambas enredo do carnaval do Rio 2018, parte 1 e parte 2

ATUALIZAÇÃO: Apuração das Escolas de Samba do Rio de Janeiro acontece na quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018,  às 15:30.

Os desfiles serão domingo e segunda-feira, dias 11 e 12 de fevereiro de 2018.

A Globo, em sua programação, informa que transmitirá a festa da Sapucaí no domingo, 11/02, a partir das 22h40 (depois do Fantástico).

Na segunda feira, 12/02, igualmente, a transmissão se dará a partir das 22h40m.

No domingo, quem abre o desfile é a Império Serrano. Na segunda, a abertura fica por conta da Unidos da Tijuca.

Veja abaixo o calendário. Em cada nome é possível saber mais sobre os sambas de enredo de cada escola.

Grupo Especial
Agenda de Desfiles das Escolas de Samba 2018

INÍCIO de desfile DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO
21:15 – 22:00 IMPÉRIO SERRANO UNIDOS DA TIJUCA
22:20 – 23:22 SÃO CLEMENTE PORTELA
23:25 – 00:44 VILA ISABEL UNIÃO DA ILHA
00:30 – 02:06 PARAÍSO DO TUIUTI SALGUEIRO
01:35- 03:28 GRANDE RIO IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
02:40 – 03:15 MANGUEIRA BEIJA-FLOR
03:45 – 04:18 MOCIDADE

Enredos das Escolas de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro 2018 – Parte II

PARA VER A PARTE 1 DESSE POST, CLIQUE AQUI


 Horários dos desfiles das escolas de samba do Carnaval 2018:

INÍCIO DE DESFILE DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO
21:15 – 22:00 IMPÉRIO SERRANO UNIDOS DA TIJUCA
22:20 – 23:22 SÃO CLEMENTE PORTELA
23:25 – 00:44 VILA ISABEL UNIÃO DA ILHA
00:30 – 02:06 PARAÍSO DO TUIUTI SALGUEIRO
01:35- 03:28 GRANDE RIO IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
02:40 – 03:15 MANGUEIRA BEIJA-FLOR
03:45 – 04:18 MOCIDADE

 

 

  • Mocidade:

 

  ” Namastê : A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você”

 

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  • A escola escolheu fazer uma espécie de homenagem à Índia , explicando que Brasil e Índia são ligados , por coincidência, desde o descobrimento do Brasil. Ano passado a Mocidade escolheu como temática um outro país exótico, o Marrocos.

 

Camila Silva (Foto: Marcos Mello)

A atriz Camila Silva, rainha da bateria da Mocidade.

 


 

  •  Paraíso do Tuiuti:

 

 “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”

 

 

  • A Paraíso do Tuiuti escolheu como tema o aniversário de 130 da assinatura da Lei Áurea, lei que extinguiu a escravidão no Brasil e foi assinada pela Princesa Isabel. A escola escolheu esse tema ,também, como ponto de partida para um debate sobre como , ainda hoje, existem pessoas “escravizadas” , trabalhando muitas vezes “por um prato de comida” e também sobre o conceito do que é considerado  trabalho escravo no país.

 

 

 


 

  • Portela :

 

“De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”

 

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  • A Portela escolheu como pano de fundo do seu desfile a trajetória dos judeus que vieram da Europa , fugindo da Inquisição , se estabeleceram no Nordeste brasileiro e depois rumaram rumo à América do Norte, especialmente a cidade de Nova York. A temática da escola faz uma reflexão sobre xenofobia, discriminação e a importância do papel dos imigrantes na formação do país.

 

 

 


 

  • Salgueiro:

 

 “Senhoras do ventre do mundo”

 

 

  • Salgueiro escolheu como pano central do seu desfile a figura da mãe, especialmente as matriarcas negras.

 

 

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Viviane Araújo, rainha da bateria do Salgueiro

 

 


 

  • São Clemente :

 

“Academicamente Popular”

 

Logo da São Clemente para o Carnaval 2018. Foto: Divulgação

 

 

  • O enredo central desse ano da São Clemente será a comemoração dos 200 anos da Escola de Belas Artes da UFRJ. Uma curiosidade desse desfile é de que os próprios alunos da EBA confeccionaram as fantasias para o desfile.

 

 


 

  • União da Ilha:

 

“Brasil bom de boca”

 

 

Logomarca da União da Ilha 2018. Foto: Divulgação

 

  • A União da Ilha traz à avenida um enredo que remete ao paladar do brasileiro . Um estudo aprofundado do Brasil através do que é servido na mesa do brasileiro, da nossa culinária.

 

 

O chef francês Claude Troigros, destaque da União da Ilha

 


 

  • Unidos da Tijuca:

 

“Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem.”

 

 

 

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  • A Unidos da Tijuca escolheu homenagear a trajetória pessoal e profissional do ator Miguel Falabella.

 

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Miguel Falabella, homenageado no enredo desse ano da Unidos da Tijuca

 


 

  • Vila Isabel:

 

“Corra que o futuro vem aí”

 

Logotipo Unidos de Vila Isabel 2018. Foto: Divulgação

 

  • A Vila Isabel tem como tema central do desfile desse ano as maiores invenções da história da humanidade e os gênios por trás dessas inovações.

 

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Sabrina Sato, destaque da Vila Isabel

30 clipes que fazem 30 anos em 2018

Veja também: 10 filmes que fazem 10 anos em 2018

VEJA TAMBÉM: 20 Clipes que fazem 20 anos em 2018

Veja também: 10 clipes que fazem 10 anos em 2018


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1988.

Ano em que o Hard Rock e a música pop conviviam nas paradas da MTV americana. Domínio do Guns N Roses no cenário rock – ao lado de U2. Ano em que Smooth Criminal, de Michael Jackson, foi lançada e Rick Astley vivenciou a fama com clássicos como “Never gonna give you up” e “Together Forever”. 

1988 nos proporcionou conhecer muitos clipes antológicos. Veja aqui 30 deles.

1. Guns N Roses- Sweet Child O’ Mine 


2. INXS – Need You Tonight/Mediate 


3. Michael Jackson – Man In The Mirror 


4. Bon Jovi – Bad Medicine 


5. U2 – Desire 


6. Michael Jackson – Smooth Criminal 


7. Pet Shop Boys – Always On My Mind 


8. Midnight Oil – Beds Are Burning 


9. George Michael – Faith 


10. Belinda Carlisle – Heaven Is A Place On Earth


11. Aerosmith – Angel 


12. Rick Astley – Together Forever 


13. Kylie Minogue – The Loco-Motion 


14. Whitney Houston – So Emotional


15. Poison – Every Rose Has Its Thorn


16 Salt N Pepa – Everybody Get Up


17 Guns N Roses – Welcome to the Jungle


18 UB40 – Red Red Wine 


19 George Michael – Father Figure 


20 Rick Astley – Never Gonna Give You Up 


21 INXS – Never Tear Us Apart 


22 Terence Trent D’Arby – Wishing Well


23 Cher — “I Found Someone”


24 Natalie Cole – Pink Cadillac 


25 Belinda Carlisle – Circle In The Sand 


26 Rod Stewart – Lost In You 


27 Bangles – In your room


28 Debbie Gibson – Out Of The Blue


29  INXS – New Sensation


30 Def Leppard – Pour Some Sugar On Me

Enredos das Escolas de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro 2018 – Parte I

Veja a parte 2 desse post CLICANDO AQUI


 

Horários dos desfiles das escolas de samba do  Carnaval 2018:

INÍCIO DE DESFILE DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO
21:15 – 22:00 IMPÉRIO SERRANO UNIDOS DA TIJUCA
22:20 – 23:22 SÃO CLEMENTE PORTELA
23:25 – 00:44 VILA ISABEL UNIÃO DA ILHA
00:30 – 02:06 PARAÍSO DO TUIUTI SALGUEIRO
01:35- 03:28 GRANDE RIO IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
02:40 – 03:15 MANGUEIRA BEIJA-FLOR
03:45 – 04:18 MOCIDADE
  • Beija Flor :

     

     

     

     

    “MONSTRO É AQUELE QUE NÃO SABE AMAR! Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu.”

 

Logotipo oficial do enredo da Beija-Flor 2018. Foto: Divulgação

 

  •     A obra “Frankenstein”, de Mary Shelley , completa 200 anos nesse ano, e a escola de samba Beija Flor fará um desfile em que a utilizará como inspiração, trazendo também uma reflexão sobre a intolerância e o preconceito. Pabllo Vittar será um dos destaque do desfile  da escola. 

Pabllo Vittar na quadra da Beija-Flor no Rio de Janeiro

Pabblo Vittar em um dos ensaios da Beija Flor


  • Imperatriz Leopoldinense:

 “Uma Noite Real no Museu Nacional”

Logotipo da Imperatriz Leopoldinense 2018. Foto: Divulgação

 

  • A escola  Imperatriz Leopoldinense escolheu como tema o aniversário de 200 anos do Museu Nacional do Rio de Janeiro , a mais antiga instituição científica do Brasil e um dos mais importantes museus de história natural do continente americano. O Criado por Dom João VI  , em 1818, com o intuito de estimular o conhecimento científico no Brasil, o museu teve como entusiasta e incentivadora a esposa do príncipe Dom Pedro I, a princesa austríaca Maria Leopoldina, também conhecida como Imperatriz Leopoldinense.

 

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Museu Nacional

 

 


 

  • Grande Rio:

 

“Vai para o trono ou não vai?”

 

Lançamento da sinopse do enredo da Grande Rio 2018. Foto: Max Gomes

 

  • O tema escolhido pela Grande Rio será sobre José Abelardo Barbosa de Medeiros , uma das figuras mais conhecidas e populares da televisão brasileira, o apresentador Chacrinha. “Vai para o trono ou não vai”  é um dos bordões mais célebres do apresentador.

 

AgNews

Juliana Paes, rainha da bateria da Grande Rio


 

  • Império Serrano :

 

 “O Império do samba na rota da China”

 

 

  • A Império Serrano levará a história e cultura milenar chinesa para a Sapucaí, tendo como destaque a “rota da seda”, que foi uma série de rotas interligadas que ligavam a Europa e o Oriente , para facilitar e possibilitar o comércio da seda.

 


 

  • Mangueira :

 

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”.

 

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  • A Mangueira tem como enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, que muitos apontam como uma indireta à Prefeitura do Rio de Janeiro , que diminuiu pela metade a verba para o Carnaval de 2018, caindo para R$ 1 milhão nesse ano. A escola diz também que usou como inspiração a marchinha “Eu brinco”, de 1944, ano em que houve uma crise econômica que ameaçou o Carnaval daquele ano . Abaixo, vídeo com a marchinha “Eu brinco” e o samba enredo desse ano da Mangueira.

 

 

 

 

Filmes estrangeiros a serem vistos em 2018 – Parte I

  • Clique e veja os indicados ao OSCAR 2018
  • Uma seleção de filmes estrangeiros que me parecem ser interessantes de serem vistos em 2018 (ainda não assisti a nenhum) . Começando com os 9 pré-indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro – dentre os quais , 5 serão os finalistas para concorrer ao prêmio (a seleção final sai no dia 23/01).

 

  • Una Mujer FantásticaUma Mulher Fantástica – Chile

     – Lançado no Brasil dia 07 de setembro de 2017.

 

 

O filme conta a história de Marina, uma mulher que se apaixona por Orlando, um homem muito mais velho que ela. Após a morte repentina dele, Marina tem de lidar com os familiares pouco amistosos de Orlando , que a culpam pela inesperada morte do parente e ,também, a tratam com preconceito , por ela ser transgênero. Daniela Vega, que interpreta a personagem Marina é a primeira atriz transgênero do Chile. 

 

 

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  • Inxeba – Os Iniciados –  África do Sul

       – Lançado no Brasil dia 18 de janeiro de 2018.

 

 

Inxeba (Os Iniciados, em português)  se passa na África do Sul e conta a história de Xolani, um operário que se junta a outros homens de sua comunidade para participar de um antigo ritual de iniciação de adolescentes que estão prestes a entrar para a vida adulta, atuando em um papel parecido com o de um “monitor” dos mais jovens. E o que seria um simples desafio para os mais jovens, toma contornos inesperados para Xolani. 

 

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  • Aus dem Nichts – Em pedaços – Alemanha

     –  Lançamento dia 8 de fevereiro de 2018 , no Brasil

 

 

A personagem da atriz Diane Kruger , Katja, perde o filho e o marido em uma explosão de origem criminosa . Pelo fato de seu marido ser turco, ela acredita que a explosão foi causada por algum grupo neonazista. Após a tragédia, Katja se vê em crise , em luto e em busca de justiça.

 

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  • Testről és lélekről – Corpo e Alma – Hungria

   – Lançado no Brasil em 21 de dezembro de 2017.

 

 

  “Corpo e Alma” foi o filme indicado pela Hungria ao Oscar de Melhor filme estrangeiro. A história se passa em um abatedouro, em Budapeste, onde dois funcionários solitários descobrem que partilham em todas as noites o mesmo sonho: ambos são veados , se encontram em uma floresta e se apaixonam. Mas na vida real tudo isso se torna muito complicado.

 

 

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  • Undir trénu – À sombra da árvore – Islândia

      – Ainda sem data de estréia no Brasil. Estréia dia 8 de junho de 2018 nos Estados     Unidos.

 

 

A história de “Undir Trénu” (ainda sem nome em português) se desenvolve a partir de um aparentemente trivial desentendimento entre vizinhos : uma árvore de grande porte faz sombra no terreno vizinho. A partir daí , eventos inesperados acontecem.

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  • Foxtrot  – Israel 

      – Ainda sem data de estréia no Brasil.

 

 

  Foxtrot tem, em um primeiro momento, um casal de Tel Aviv recebendo a notícia da morte do filho, um soldado israelense que morreu em serviço. Em um segundo momento, o filme mostra as experiências do filho do casal enquanto ainda estava vivo e no serviço militar. Após essas memórias póstumas, o filme segue os pais do soldado morto nos seis meses que se passam da morte dele.

 

 

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  • L’insulte –  O insulto – Líbano

        – Será lançado no Brasil no dia 1º de fevereiro de 2018.

 

 

Em Beirute, Tony, um libanês cristão, e Yasser, um refugiado palestino, se desentendem por um motivo banal. O atrito entre os dois toma proporções gigantescas, gerando cobertura midiática nacional e causando conflitos violentos pelo país. O filme é uma co-produção Líbano-França e é falando nos idiomas de ambos os países ( árabe e francês).

 

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  • Fixeur – O Intermediário – Romênia

      – Lançado no Brasil dia 7 de outubro de 2016.

 

Fixeur ( “O Intermediário“, em português) é o indicado pela Romênia ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2018, mas o filme foi lançado em 2016, primeiramente no Festival Tribeca. A história segue um jovem jornalista que viaja para a Transilvânia atrás de informações acerca de uma prostituta romena menor de idade, repatriada da França.

 

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  • Félicité – Senegal 

 

 

Felicité conta a história de Felicité , personagem que dá nome ao filme e significa “felicidade” , em francês. Trabalhando como cantora em um bar , em Kinshasa, na República Democrática do Congo, Felicité passa por muitas dificuldades após seu filho de 14 anos sofrer um acidente de moto.

 

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  • Nelyubov – Desamor – Rússia

   – Lançamento dia 1º de fevereiro de 2018.

 

Nelyubov (Desamor , em português) , é o segundo filme do diretor Andrei Zvyagintsev a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (em 2014, o melancólico Leviatã foi indicado).  Nesse novo drama , que dessa vez se passa em Moscou, seguimos a história de um casal separado, que se reúne novamente após o desaparecimento do filho de 12 anos, que ao sair da escola resolve usar um caminho alternativo para voltar para casa. O menino escolhe o caminho que margeia o rio, sem ter pressa alguma para voltar ao lar. Esse drama une novamente Bóris e Zhenia, que após uma separação não amigável, não nutrem nenhum carinho um pelo outro.

 

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  • Rutan –  A Arte da Discórdia – Suécia  

Lançado no Brasil em 4 de janeiro de 2018

 

 

 Apesar de ser dirigido pelo diretor sueco Ruben Östlund e ser o indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela Suécia, “Rutan” (A Arte da Discórdia, título em português) foi filmado em Berlim , nas cidades suecas de Estocolmo e Gotemburbo, e tem um elenco internacional. Estrelam o filme a atriz americana Elisabeth Moss , que atualmente faz o papel principal na série “The Handmaid Tales”, o ator dinamarquês Claes Bang e o ator inglês Dominic West – que será visto também na nova versão de Tomb Raider, no papel de pai da Lara Croft.

  O filme gira em torno da instalação de uma controversa exposição de arte e na crise , tanto pessoal quanto profissional , em que se encontra o curador-chefe de um museu de Estocolmo.

 

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Os 50 anos da revista “Rolling Stone”

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Hoje, dia 9 de novembro, a revista “Rolling Stone” completa 50 anos de existência.

Quem a acompanha hoje dificilmente reconhecerá a capa de sua primeira edição, que reproduzimos logo acima. Na época, mais parecia um jornal alternativo de música, destinado a fazer parte do caldeirão da contra-cultura da segunda metade dos anos 60. E, de fato, foi assim durante seus primeiros anos de existência.

Aos poucos, a “Rolling Stone” cresceu. Mudou o logo, o papel, o tamanho e ganhou o mainstream da cultura pop norte-americana, mas sempre mantendo um padrão de qualidade de texto e reflexão crítica que a fazem diferente de outras publicações do gênero.

Apesar da óbvia referência à banda de Mick Jagger e à canção imortal de Bob Dylan, a “Rolling Stone” nunca tratou apenas de música: pelas suas páginas passaram matérias antológicas sobre política, literatura, cinema e muito mais – como, por exemplo, a reportagem “Fear and Loathing in Las Vegas”, do grande Hunter Thompson, que se tornaria um clássico do jornalismo gonzo.

Nas palavras do fundador da “Rolling Stone”, Jan Wenner, expressas no primeiro editorial de 9 de novembro de 1967, o foco da revista não era apenas a música, mas sim todas as “coisas e atitudes que a música envolve”. Em outras palavras: tudo.

É assim até hoje – e, esperamos, seguirá assim por muitas décadas.

“La Virgen de los navegantes”, de Alejo Fernández

“A virgem dos navegantes”, de Alejo Fernández, é uma obra-símbolo de uma época: a das navegações ibéricas. Foi elaborada entre 1531 e 1536, período em que a devoção a Maria ganhou muita força entre os marinheiros europeus. Há quem veja, neste culto,  ecos das antigas lendas celtas da Virgem da Barca.

Na pintura de Fernandez, podemos ver Américo Vespúcio e Cristóvão Colombo, além do rei espanhol Carlos V.

Presente em toda a América, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes é particularmente forte no Sul do Brasil.

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Filmes europeus a serem assistidos em 2017


É Apenas o Fim do Mundo – “Juste la fin du monde” (França/Canadá)

Estréia 24/11/2016 no Brasil

  • Dirigido pelo jovem(porém ,já bem conhecido) diretor canadense  Xavier Dolan, esse drama conta com a “crème de la crème” do cinema francês : Marion Cotillard, Vincent Cassel , Léa Seidoux , Nathalie Bayet e Gaspard Ulliel. 
  • Gaspard Ulliel  é Louis, um escritor que volta à casa da família após 12 anos, para anunciar que está doente e em estágio terminal. Essa reunião será cercada de tensões familiares e dúvidas que pairam no ar.


Quando o Dia Chegar – “Der kommer en dag”

(Dinamarca)

Estréia dia 10/11/2016

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  • Filme dinamarquês , ambientado no final da década de 1960, que conta a história de dois irmãos que vão para um orfanato, após a mãe ter sido internada em um centro de saúde. Lá, tentam sobreviver à dura realidade desse abrigo, como abusos físicos e psicológicos.
  • Esse drama conta com a presença de dois ótimos atores dinamarqueses que também estiveram na série “Forbrydelsen” ( The Killing, na versão amerciana) : Sofie Gråbøl e Lars Mikkelsen.


Os Guardiões – “Zashchitniki”

    (Rússia)

Estréia em fevereiro/2017, na Rússia e em meados de 2017, no Brasil

  • Filme russo de neo noir,  no estilo de “Avengers” (ou “Vingadores”, aqui no Brasil), porém com super heróis soviéticos.

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  • Durante a Guerra Fria, uma organização secreta chamada de “Patriotas” decide criar um time de super heróis soviéticos, com intuito de defender a “Terra Mãe” de ameaças sobrenaturais. Para isso modifica o DNA de 4 indivíduos , formando um time de super heróis que representa , cada um deles, a força e as tradições do povo soviético.

 


FALE – (ainda sem título em português)

(Polônia)

Ainda sem data de estréia no Brasil.

  • O filme conta a história de duas jovens polonesas, Ania e Kasia, que estudam para serem cabeleireiras em uma pequena cidadezinha nos arredores de Cracóvia. Como pano de fundo dessa história de amizade entre as duas, a recessão econômica e o conservadorismo do país do leste europeu. Enquanto muitos jovens poloneses sonham em buscar emprego em outros países europeus, Ania e Kasia se encontram “presas” na pequena cidade, seja por dificuldades domésticas ou por outros fatores.

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  • O filme conta com a presença de Katarzyna Kopeć e Ania Kąsek, as duas jovens que serviram de inspiração para o filme.

Exposição artística e curso sobre a obra de Borges acontecerão na Villa Mimosa em dezembro

 

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O curso “Jorge Luís Borges: vida, escritura e crítica” acontecerá na Casa das Artes Villa Mimosa, em Canoas/RS, no mês de dezembro. Ministrado por Celso Augusto U. Pitol e Tiago Pedruzzi, o curso ocorre neste ano em que lembramos os 30 anos do falecimento do escritor, constituindo-se num momento especial para a realização.

Jorge Luis Borges é um dos maiores nomes da letras na América Latina. Sua influência se fez sentir em toda a literatura do continente. Ao mesmo tempo, é uma obra que retém muitas vozes, muitas tradições, plasmadas num novo contorno único, que se estende pela poesia, pelo ensaio e pelo conto. Estudá-la é adentrar num riquíssimo universo ficcional, que continua a ser alvo de leituras e releituras.

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O curso ocorrerá em duas aulas, que serão realizadas nos dias 9 e 16 de dezembro, às 19h, na Casa das Artes Villa Mimosa, localizada na Avenida Guilherme Schell, nº 6270.As inscrições para o Curso podem ser feitas através do email casadasartesvillamimosa@gmail.com.

Entre os dia 9 e 30 de dezembro, ocorrerá também a exposição “A Sabedoria do Breve – Borges em Cor, Forma e Palavra”, de Yassmine U. Pitol, que traz painéis representando cenas estilizadas de momentos da obra de Borges.

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Painel representando o  conto O Sul.

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Painel representando o conto O informe de Brodie

Canoas terá a 6ª Edição do Canoas Jazz

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O tradicional Canoas Jazz, evento cultural de promoção da música em Canoas, acontecerá nesta semana na cidade. A programação do evento será diferente neste ano: o lançamento ocorrerá no dia 23, na Casa das Artes Villa Mimosa, localizada na Avenida Guilherme Schell, nº 6270. A abertura será com apresentação de Jorginho do Trompete e Banda e sessão comentada de Paulo Moreira. A noite de apresentações neste ano será no domingo, dia 27 de novembro, às 19h, no Salão de Atos do Unilasalle. A lista de atrações conta com Delfeayo Marsalis e Olivier Forel, expoentes do gênero.

O lançamento do Canoas Jazz conta com outra atração para os visitantes da Casa das Artes Villa Mimosa: o espaço cultural terá cafeteria para atender ao público visitante no bucólico cenário em meio às árvores preservados.

Casa dos Rosa será inaugurada em Canoas

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Nesta quinta-feira, às 17h, a Prefeitura Municipal de Canoas inaugurará a Casa dos Rosa, o mais novo espaço cultural e de lazer da cidade. A obra de restauração do prédio, edificação mais antiga ainda em pé na cidade, ficou linda. A Casa dos Rosa terá teatro, café, área de lazer para crianças, trajeto ecológico e museu. No local, foram preservadas centenas de árvores e demais vegetais que estavam sob risco de serem removidos na região central, altamente povoada. O parque da Casa dos Rosa fica na Avenida Victor Barreto, em frente ao prédio da Fundação Cultural de Canoas e ao lado do Colégio La Salle.

Pensar a cidade com um olhar amplo e fora do pragmatismo comum é o que permitiu a Canoas o crescimento em tantas áreas visto nos últimos 8 anos. O resgate de um patrimônio histórico e cultural de uma comunidade eleva a auto-estima de sua gente. Não há identidade sem respeitar sua própria história, e não há pertencimento sem identidade. Os canoenses, hoje, têm sentimento de pertencimento com seu município. A Casa dos Rosa é mais um dos inúmeros equipamentos históricos e culturais resgatados e entregues a quem de direito: os seus cidadãos.

Em seu discurso de posse em seu primeiro mandato, Jairo definiu quais seriam as diretrizes de sua gestão ao lado da vice-prefeita Beth Colombo: “É hora de transformar idéias em ações. Quero deixar claro que a missão do novo governo será desenvolver políticas que reforcem a identidade e a auto-estima de Canoas”. Quase 8 anos depois, cerca de 800 obras entregues à comunidade, premiada pela transparência e respeito aos recursos públicos, a Prefeitura de Canoas entrega, revitalizada, reformada e pronta para o uso de seus cidadãos, o parque da Casa dos Rosa, encravada no coração de Canoas e maior símbolo do povoamento do município.

Dia de Pentecostes

“Vinde, Espírito Santo! Livrai-nos de todo fechamento e infundi em nós a alegria de anunciar o Evangelho.” Papa Francisco

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Pentecostes deriva das palavras gregas “Pentekoste hemera”, que significam “dia quinquagésimo”.A Festa de Pentecostes é comemorada  cinquenta dias após a Páscoa( cinco semanas pascais). Através dela recorda-se a presença do Espírito Santo entre os apóstolos de Jesus, encaminhando-os para a missão de pregar a Palavra.Os seguidores de Cristo, que estavam dispersos  foram reunidos em um só lugar, juntamente com Maria..O grupo, recebendo os sete dons do Espírito Santos ( Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus), passaram a ter o entendimento da presença  de Cristo e iniciaram a pregação do Evangelho. A plenitude do Espírito da qual o Cristo era portador foi comunicada e os apóstolos passaram a proclamar  “as maravilhas de Deus” (At 2,11)

Símbolos– Água ( 1 Cor 12-12) (Jo. 4, 10, 13-14; 7, 37)

 Fogo- ( (1Ts 5,19)(2 At 3)

Vento-  (Jo 20, 22) (Jo. 3, 8), (2 At 2)

 

 

 

Homilia Papa Francisco 15/05/2016

 

 

 

Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma interpretação de “Who’ll stop the rain?”

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Creedence Clearwater Revival

O rico e poderoso cenário musical nas décadas de 50, 60 e 70 influenciou gerações de jovens mundo afora em âmbito político e cultural. Foi uma época de questionamentos e de movimentos estudantis fortes com manifestações anti-governistas e anti-guerra, que se viram representados nos acordes das harmonias musicais criadas por conjuntos como Creedence Clearwater Revival – em especial, no que dizia respeito ao grito de basta pelo conflito armado no Vietnã. A guerra no sudeste asiático, que começou em 1955 e se estendeu até 1975, foi mais um exemplo dos horrores que ocorreram em um mundo dividido politicamente entre dois grandes centros políticos: os Estados Unidos e a União Soviética. Ao sul, a República do Vietnã, com ajuda econômica e militar dos americanos; ao norte, a República Democrática do Vietnã, amparada por China e União Soviética.

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O confronto no sudeste da Ásia foi marcado por fatos horrorosos contra a humanidade. Aviões norte-americanos despejaram nos céus vietnamistas milhares de bombas e armas químicas como Napalm e o aterrorizante “Agente Laranja”. Os efeitos biológicos das armas foram incomensuráveis. O Napalm gruda na pele causando queimaduras devastadoras ao corpo humano – a agonia dos vietnamistas atingidos pelo líquido inflamável foi captado pelas lentes do fotógrafo Nick Ut, que venceu o prêmio Pulitzer de 1973 pela imagem icônica do horror da guerra no Vietnã. O “Agente Laranja” é ainda pior. O exército americano, desesperado pelas estratégias de guerrilha dos vietcongues, pulverizou os céus do Vietnã do Norte com mais de 80 milhões de litros do herbicida desfolhante, que buscava destruir as produções de alimentos inimigas e as vegetações em que se escondiam. Os resultados foram assustadores: a substância causou mutações genéticas, cânceres em larga escala, destruição de habitats naturais e distúrbios congênitos vistos até hoje, 40 anos depois do final do conflito. As chuvas explosivas e químicas assolaram vietnamistas, os próprios soldados americanos e não pouparam nem mesmo o solo do país.

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A icônica foto de Nick Ut, que venceu o Pulitzer em 1973 registrando o horror do Napalm no Vietnã

As chuvas de Agente Laranja desolaram o ecossistema do Vietnã. O desfolhante destrói as vegetações, enegrece as árvores um dia verdes, penetra no solo apodrecendo raízes e atinge os lençóis freáticos. Décadas depois, imensas áreas de agricultura do país ainda apresentam níveis de dioxina – substância presente na composição – centenas de vezes acima do tolerável pelo corpo humano.

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Helicóptero americano pulverizando o Vietnã com “Agente Laranja”: efeitos devastadores são sentidos até hoje

Quase três milhões de americanos foram enviados ao Vietnã nos longos anos em que o conflitou durou. 58 mil deles morreram, juntamente de mais de 2 milhões de vietnamitas – grande parte deles simples camponeses. Os horrores da Guerra do Vietnã foram responsáveis por uma onda chamada de “contra-cultura” na sociedade ocidental, responsável, dentre outros, por um aumento da politização em músicas populares americanas – em especial, o folk e o country. A vertente mais conhecida foi o movimento Hippie.  O movimento, majoritariamente liderado por jovens, teve uma das suas maiores expressões expostas no Festival de Woodstock, de 1969. Centenas de milhares de pessoas reuniram-se por três dias de sol e chuva regados a música, sexo e rock n’roll, o mantra do movimento em afronta ao chamado “establishment” – as organizações e instituições oficiais. Woodstock foi o ápice da contra-cultura. A música foi o pano de fundo de uma manifestação visual e ruidosa que ganhou o mundo. A contra-cultura criou movimentos sociais de contestação.

Do palco de Woodstock veio a inspiração para uma das mais belas canções produzidas pelo conjunto musical do sul da Califórnia conhecido como Creedence Clearwater Revival, cujo ritmo de folk/country conquistou o país nas décadas de 60 e 70. A banda se tornou uma espécie de símbolo contrário à guerra no Vietnã nos Estados Unidos do período. Em uma de suas produções mais conhecidas e abertamente crítica ao conflito, John Fogerty, vocalista e líder da banda, juntamente de seus companheiros, criticaram o alistamento militar obrigatório nos Estados Unidos e seus critérios na inesquecível “Fortunate Son” (Filho afortunado). Durante a apresentação da banda no Festival, uma chuva torrencial caía nos campos em que o público assistia as apresentações. John Foggerty, líder e cantor da banda, afirmou:  “Olhei o público do festival dançando na chuva, na lama, despidos, no frio e amontoados, e a chuva não parava de cair. Quando voltei para casa, sentei e escrevi “Who’ll Stop The Rain?”. O Creedence Clearwater Revival foi a primeira grande banda a garantir presença em Woodstock.

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Woodstock foi um dos maiores símbolos da contra-cultura

De fato, a chuva foi um elemento presente e marcante em Woodstock. O simbolismo da intempérie fez Foggerty criar uma belíssima música crítica à guerra e à política: “Who’ll Stop The Rain”, uma das mais belas baladas produzidas pela banda, traz mensagens de protesto e críticas.

Who’ll Stop The Rain?    (Quem vai parar a chuva?)

Long as I remember    (Desde que me lembro)

The rain been comin’ down    (A chuva vem caindo)

Clouds of myst’ry pourin’     (Nuvens de mistério vertendo)

Confusion on the ground     (Confusão sobre a terra)

A Guerra no Vietnã arrastava-se por longos anos e trazia consigo milhões de mortes entre civis e militares no sudeste da Ásia. Fogerty, que abertamente inspirou-se nas cenas que via durante o Festival de Woodstock, conseguiu transmitir ao mesmo tempo o que seus olhos captavam e o simbolismo do que representavam aquelas cenas: a chuva que caía no céu americano nos dias de festivais era para ele um símbolo do que acontecia no Vietnã. As bombas que eram jogadas dos aviões diariamente há anos causavam destruição e horror com chuvas de líquidos inflamáveis e produtos químicos destruindo as terras da região.

Good men through the ages    (Bons homens através dos tempos)

Tryin’ to find the sun    (Tentando encontrar o sol)

And I wonder    (E eu me pergunto)

Still I wonder    (Ainda me pergunto)

“Who’ll stop the rain?”    (“Quem vai parar a chuva? “)

O significado metafórico de “encontrar o sol” sugere a busca pela paz e resolução de conflitos – o sol é usualmente utilizado como sinônimo de esperança e bons momentos. Fogerty no trecho demonstra que, apesar dos aparentes esforços de pessoas com também aparentes boas intenções, não houve “quem parasse a chuva”, que pode ser entendida como a própria guerra ou os bombardeios de Napalm e Agente Laranja. A chuva e as nuvens, do primeiro trecho, seja no sentido literal ou metafórico, eram obstáculos aos esforços dos “bons homens” que “tentavam encontrar o sol”. A chuva ainda pode ser compreendida de outra forma: como as mentiras inventadas e propaladas ao público. Quem irá parar a guerra? Quem irá parar o bombardeio de Napalm e Agente Laranja?

I went down Virginia    (Eu fui para a Virgínia)

Seekin’ shelter from the storm    (Procurando abrigo da tempestade)

Caught up in the fable    (Envolvido na fábula)

I watched the tower grow    (Eu observava a torre crescer)

Sabe-se que John Fogerty serviu ao exército americano na base militar de Fort Lee, no Estado da Virginia, de onde viu milhares de compatriotas serem enviados à guerra. John ficou entre os reservistas. Envolvido ao meio militar, enxergou de perto a crescente tensão do conflito e às complicações da guerra para os Estados Unidos, o Vietnã e toda a humanidade. Milhares de veteranos de guerra retornaram ao país com disfunções psíquicas jamais resolvidas.

Five year plans and new deals    (Planos de cinco anos e novos acordos)

Wrapped in golden chains    (Envoltos em correntes douradas)

And I wonder    (E eu me pergunto)

Still I wonder    (Ainda me pergunto)

Who’ll stop the rain    (“Quem vai parar a chuva?)

Aqui a referência política e crítica é bastante evidente. De um lado, os “planos de 5 anos”, quinquenais, característicos da União Soviética na planificação da economia promovida pelo governo local; de outro, o “Novo Plano/Acordo”, o famoso New Deal promovido pelos Estados Unidos para recuperar a economia do país após a tenebrosa Crise de 29. A próxima frase é ainda mais impactante. Ao dizer “Envoltos em correntes de ouro/douradas”, John lembra que os Governos se locupletam das amarras do maquinário em que mantém seus cidadãos. Com o uso de dois dos termos simbólicos de cada um dos projetos de país, Fogerty critica as promessas vazias políticas que visam beneficiar não a sociedade, mas sim o poder político. Em meio a tudo isso, segue se perguntando: “Quem irá parar a chuva?”, com o mesmo significado das estrofes iniciais.

Heard the singers playin’    (Ouvimos os cantores tocando)

How we cheered for more    (Como pedimos por mais!)

The crowd had rushed together    (A multidão tinha se reunido)

Tryin’ to keep warm    (Tentando manter-se aquecida)

Still the rain kept pourin’    (Ainda assim a chuva continuava caindo)

Fallin’ on my ears    (Caindo nos meus ouvidos)

And I wonder    (E eu me pergunto)

Still I wonder    (Ainda me pergunto)

“Who’ll stop the rain?”    (“Quem vai parar a chuva? “)

A estrofe final da música dá o tom da narrativa da canção inspirada em meio ao famoso festival de Woodstock. Fogerty, assim como os outros presentes no evento, cantou e ouviu as vozes que clamavam pelo fim dos conflitos no Vietnã. Em meio à chuva torrencial que caía, a multidão se mantinha próxima para manter-se aquecida. É ao mesmo tempo um relato do que acontecia e um desabafo: apesar de todos os esforços dos presentes, dos “bons homens através dos tempos” e das promessas políticas, a chuva continuava a cair. “Caindo em meus ouvidos”, diz Fogerty: o relato dos veteranos de guerra abalados pelas experiências vividas em combate registra que os sons das explosões e horrores vividos persistem, ainda que não estejam mais nos campos de batalha.

Como se percebe, todo o teor da música é de desalento. John Fogerty narra sua tristeza com o conflito, as mortes e a política em geral por toda a canção. Em 1975 a guerra no Vietnã acabou. Mais de 40 anos depois, seus efeitos deletérios ainda são vistos no país e em todos os envolvidos no conflito. “A chuva”, de certa forma, jamais parou de cair no país assolado pelo Napalm e pelos efeitos do Agente Laranja.

“Who’ll stop the rain” é uma canção atemporal e brilhante composta por uma das mais respeitadas bandas country/folk de todos os tempos. Como não lembrar da música ao pensar nas outras guerras pós-Vietnã ou em obscuros acordos políticos arquitetados por governos? 46 anos depois de criá-la, John Fogerty segue cantando sua música com a mesma força e significado de sempre. Para quem presenciou os horrores gerados pelo conflito no Vietnã, a chuva nunca deixará de cair.

Deixamos aqui duas sugestões de “Who’ll Stop The Rain”: a original, do Creedence Clearwater Revival, e outra lançada recentemente com John Fogerty cantando junto de Bob Seger.

Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma interpretação de “Who’ll stop the rain?”
Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma análise de “Who’ll stop the rain?”
Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: um significado de “Who’ll stop the rain?”

Umberto Eco (1932-2016)

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Hoje perdemos Umberto Eco.

Autor de obras fundamentais em semiótica e teoria da comunicação, pelas quais ganhou reconhecimento acadêmico, chegou ao grande público através de seus romances. O mais conhecido deles,  “O Nome da Rosa”, tornou-se um inesperado best seller e chegou ao cinema pelas mãos de Jean Jacques Annaud, com interpretação magistral de Sean Connery no papel do monge-detetive Guilherme de Baskerville.

O impacto de “O Nome da Rosa” é inestimável. Da leitura da obra saíram muitos apaixonados pela Idade Média, suas questões intrincadas, seus mistérios inesperados e seus temas recorrentes. E entre estes apaixonados podemos, por certo, contar alguns medievalistas de hoje, sobretudo os nascidos a partir dos anos 60, que puderam lê-la na juventude.

E também Eco foi um apaixonado pela Idade Média: seu primeiro trabalho acadêmico versa sobre a estética tomista e, mesmo tendo seguido outra trajetória intelectual, retornou ao assunto várias vezes ao longo da vida.

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“O Nome da Rosa” tornou-se também um favorito dos estudantes de Letras e Comunicação Social, em particular aqueles interessados no tema da intertextualidade e das relações entre textos literários: o próprio Eco admitiu que quase tudo no livro é um empréstimo de outras obras e leituras.

Outras obras relevantes de Eco são “Apocalípticos e Integrados”, “Como se escreve uma tese”, “Obra aberta” e “Tratado Geral de Semiótica”, além dos romances “O Pêndulo de Foucault”, “Baudolino” e “O Cemitério de Praga”.

A volta do Guns N’Roses e o quanto foi perdido

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A composição de uma música em uma banda de rock n’roll é, geralmente, um trabalho conjunto. Reúnem-se os integrantes, harmonizam-se os acordes, apresenta-se a letra da música e no meio de todo este trabalho aparece uma canção – muitas vezes, bastante diferente da idéia inicial apresentada. As músicas nas grandes bandas são inspirações coletivas e a mais bela amostragem do que significa fazer parte de um conjunto musical: mais do que uma exposição individual de talento, uma música assinada e composta por diversos componentes é a expressão máxima do sentido de coletividade e união que significa ser parte de uma banda.

No meio deste cenário de muita inspiração e criatividade é comum a discórdia e a batalha de egos e vaidades. A música é uma arte e o músico é um artista, e poucas coisas são tão características de um artista quanto a força de sua personalidade – a mesma personalidade que o impulsiona a compor e produzir produções memoráveis é também, muitas vezes, sua pior característica no que tange sua capacidade de convivência em coletividade e tolerância à opiniões opostas.  Não raro, divergências entre os integrantes de uma banda sepultam o caminho do grupo, e o sonho antigo de atingir o estrelato na visão pura do artista de rock iniciante é desconstruído. Dessa cisão surgem, por vezes, carreiras solo que enriquecem o cenário musical e cultural de uma forma que só é possível com a liberdade criativa da carreira individual: é o caso dos discos lançados por John Lennon, George Harrison e Paul McCartney após o fim dos Beatles. Mas há o outro lado. Algumas mentes brilhantes por vezes só atingem o máximo de seu brilho trabalhando juntas; sozinhas, ainda que geniais em alguns casos, esmaecem. É o caso do Guns N’Roses.

Da metade final dos anos 80 até o início dos anos 90 o Guns N’Roses foi a maior banda de hard rock do mundo. O sucesso de Appetite for Destruction catapultou a banda ao sucesso e ao estrelato, e os discos posteriores consolidaram a liderança da banda no rico cenário musical e do rock do período. O Guns foi grande. As turnês mundiais esgotavam ingressos com antecedência e os discos quebravam recordes de vendas a todo momento em todos lugares do mundo. Quando Use Your Illusion – a grande obra da banda – foi lançado, o Guns N’Roses viveu seu ápice. Depois do apogeu, veio a queda: na metade final da década de 90 a banda se separou. Axl Rose ficou com o nome e os direitos da banda; Slash e os outros, apenas com royalties de suas participações nos discos. Apenas um legado foi geral: a perda da riqueza musical que juntos produziam.

Do surgimento meteórico até a separação da banda foram cerca de dez anos. A intensidade, o brilho e a qualidade do que foi produzido fizeram aparentar que o tempo de sucesso do grupo foi muito maior. Separada a banda, os caminhos trilhados foram bastante distintos. Slash, Duff e os demais integrantes produziram álbuns e fizeram algumas participações interessantes junto a outros artistas. Axl Rose, símbolo maior gunner, entrou em reclusão por anos, até o reaparecimento em 2001, no Rock in Rio III. Depois do “fim” do Guns N’Roses, apenas um álbum foi lançado, o eternamente adiado Chinese Democracy. 

Em abril, cerca de 20 anos depois da separação da banda, acontecerá o que todo fã de Guns N’Roses sempre sonhou: a reunião de Axl Rose, Slash e Duff McKagan nos palcos, em shows que acontecerão em Las Vegas. A expectativa é grande. A reconciliação dos principais integrantes significa para a gigantesca e fiel legião de gunners mundo afora a concretização de um sonho em que se guardava expectativas, mas com cada vez menos convicção – como a esperança de resgatar uma antiga paixão que vai minguando com o passar do tempo. Por um lado, é incrível presenciar a tão sonhada reunião daquela que já foi a maior banda de rock do mundo; por outro, é impossível não olhar para trás e lamentar todo o tempo perdido ocasionado pelas dificuldades de convivência, geradas pelas idiossincrasias dos integrantes. Axl, Slash e o mundo perderam 20 anos de produções musicais e de momentos e criações atemporais. Para onde terão ido as músicas que poderiam ter sido criadas pelo Guns N’Roses original por todo esse tempo? O quanto foi perdido por conta dessa separação? Jamais será possível mensurar. Em abril, retornam juntos aos palcos os principais nomes da banda de rock que revolucionou e cativou o mundo no final do último século. Que seja em tempo de recuperar uma parte do que deixou de ser criado.

Alberto Manguel é o novo diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires

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O escritor, ensaísta e jornalista argentino-canadense Alberto Manguel acaba de ser convidado para dirigir a Biblioteca Nacional de Buenos Aires.

Será difícil encontrar outra personalidade mais qualificada para exercer o cargo: Manguel é um dos intelectuais argentinos e latino-americanos mais destacados no mundo e sua obra versa, justamente, sobre o tema da leitura e da relação livro-leitor.

E não é um cargo qualquer: já foi ocupado por ninguém menos do que Jorge Luis Borges entre 1955 e 1973, de quem Manguel foi amigo.

O escritor está afastado do país há décadas e, atualmente, vive no interior da França. De volta a Buenos Aires, Manguel tem muito claro o papel que deverá desempenhar:

“No hay ninguna actividad en la sociedad que no sea política. Si me quedo en casa y no hablo con nadie, eso es una actitud política. La Biblioteca Nacional, siendo una institución sobre todo cultural, tiene un rol dentro del esquema político de la Argentina. Eso no se puede evitar y no lo quiero evitar”.

“Helm’s Deep” em Lego: fãs criam a batalha pelo Abismo de Helm com 150 mil peças

Idolatrada pelos fãs dos livros e dos filmes da trilogia “O Senhor dos Anéis”, de J. R. R. Tolkien, a batalha pelo Abismo de Helm, brilhantemente representada em “As Duas Torres”, segundo filme da obra de Peter Jackson ,foi alvo de uma curiosa e divertida representação. Usando mais de 150 mil peças de Lego, os fãs Goel Kim e Big J adaptaram no tradicional brinquedo algumas das cenas da batalha.

“O Senhor dos Anéis” foi criado há mais de 60 anos e continua cativando milhões de pessoas ano após ano. O clássico da literatura já foi representado em filmes, jogos de videogame, histórias em quadrinhos e diversos brinquedos. Confira algumas imagens abaixo e outras no Flickr dos criadores:

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Hiroshima Cat Street View – olhar felino pela cidade = ^. ^ =

Gatinho guardando um templo, em Onomichi, Japão.

  • Os japoneses são conhecidos por seus projetos inovadores e criativos (algumas pessoas podem classificar como bizarrice) e isso se mostra ainda mais surpreendente quando envolve um dos animais mais fantásticos  (e queridos) da natureza : o gato doméstico.  🙂
  • Alguns dos gatinhos mais famosos do mundo são originários do Japão , local onde são símbolo de prosperidade e sorte :

A gatinha Tama (1999 – 2015) , que durante muitos anos foi “responsável” pelo funcionamento da Estação Kishi em Kinokawa. Tama era tão querida pela população que vários produtos com sua imagem eram comercializados e o número de passageiros da estação aumentos consideravelmente após ela começar a “operar” em Kinokawa.

A mais famosa gatinha japonesa , criada em 1975. O sucesso da gatinha é tanto que a empresa Sanrio fatura aproximadamente 7 bilhões de dólares anuais com a sua imagem.

Ártemis e Luna, do desenho Sailor Moon, que marcou a infância de muitas pessoas (incluindo eu mesma 🙂 )

Chococat, outro gatinho criado pela Sanrio (responsável pela Hello Kitty) .

Meowth, um dos tantos Pokémons. Assim como os gatinhos de verdade, Meowth passa a maior parte do dia dormindo e , à noite, perambula pela cidade.

Maneki – Neko ( “gato que convida” , é um dos símbolos do Japão e um talismã de sorte.

  • Pois bem, pensando na popularidade dos pequenos felinos no Japão (e no mundo!!) , a prefeitura da província de Hiroshima resolveu lançar o projeto “Hiroshima Cat Street View”. Com um formato parecido com o do Google Street View, o “Hiroshima Cat Street View ” proporciona , àqueles que acessam o site,  a experiência de vagar pelas ruas da cidade de Onomichi como se gatinhos fossem. Onomichi é uma cidade portuária, com uma grande população felina e conhecida por seus templos e por um  museu destinado à bonequinhos Maneki – Neko (imagem acima).
  • O visitante do site pode pegar duas rotas : uma é por dentro de um mercado de rua, um distrito comercial ; a outra rota é nos arredores de Senkoji Park, com seus belos templos budistas. É uma experiência bem divertida e o “caminhante” conta com a ajuda de um “contador” na tela , que marca os gatinhos famosos na cidade. Recomendo a todos os amantes de gatos fazer o passeio virtual clicando na patinha e direcionando para o lado escolhido.Também não deixem de assistir o vídeozinho inicial!) 🙂

http://hiroshima-welcome.jp/kanpai/catstreetview/

SUBURRA – Série italiana original do netlix

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Suburra, 1ª série original do Netflix feita na Itália.

Suburra, 1ª série original do Netflix produzida na Itália.

  • O Netflix, juntamente com o canal italiano RAI, irá produzir 10 episódios de “Suburra” , sua primeira produção feita na Itália. A  série  dará continuidade à história do filme de mesmo nome , lançado ontem no catálogo do Netflix  Brasil.

A atriz italiana Greta Scarano

O ator Pierfrancesco Favinio, como “Filippo Malgradi”

  • Suburra é um vale localizado em Roma, na Itália e é atravessado pelas modernas Via Cavour e Via do Estatuto. Na antigüidade, a Suburra era um bairro de classe baixa, frequentado por prostitutas e vendedores ambulantes. Dizem que Júlio César viveu em Suburra, em um “domus” , residência das famílias abastadas.

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Muro da Suburra

Arco da Suburra, 1880

  • O filme , que entrou ontem no catálogo do Netflix brasileiro , é baseado no romance Suburra, de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini. A história envolve uma miscelânea de temas , como a criminalidade, a máfia, o Vaticano, lavagem de dinheiro, prostituição e tráfico de drogas, numa disputa entre grupos por uma área que pretendem transformar em um “paraíso de jogos”.
  • A trilha sonora do seriado é um espetáculo à parte, com músicas do ótimo M83, um grupo francês que se dedica principalmente a música eletrônica.

O trailer do filme, em italiano

Trainspotting II

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A tão esperada sequência de um dos filmes mais marcantes da década de 90 pode estar mais perto de se tornar realidade. O diretor Danny Boyle esteve em Veneza , onde ocorre o famoso Festival Internacional de Cinema de Veneza, promovendo seu mais novo filme ” Steve Jobs”, uma cinebiografia do conhecido fundador da Apple. Em uma das entrevistas que concedeu já adiantou que seu próximo projeto será a sequência de Trainspotting, lançado em 1996.

Na verdade, a sequência da história de Renton e seus amigos já foi lançada em livro, em 2002, sob o título de “Pornô”. A história de Pornô (ou Trainspotting II 🙂 ) se passa dez anos após os acontecimentos da história de Trainspotting.

Danny Boyle revelou que os principais atores do primeiro filme ( Ewan McGregor , Jonny Lee Miller e Robert Carlyle) estão dispostos e animados com a idéia de dar continuidade à história e que é só uma questão de conciliar as agendas dos atores para que o projeto se encaminhe. Lembrando que Jonny Lee Miller  – Sick Boy – e Robert Carlyle – Begbie – atuam em séries de sucesso nos Estados Unidos,  Elementary e Once Upon a Time , respectivamente.

Outra boa notícia para os fãs da franquia é que o roteiro já foi escrito e ficou a cargo do mesmo roteirista do primeiro filme, o premiado John Hodge, juntamente com o autor dos livros , o escocês Irvine Welsh.

Ivan & Alyosha

Ivan e Alyosha é uma banda indie-folk de Seattle, cujo nome é inspirado nos irmãos Ivan e Alexei , personagens  do livro “Os irmãos Karamazov” , de  Fyodor  Dostoyevsky.

O timbre de voz do vocalista Tim Wilson lembra muito o de Bono Vox , do U2 e também o de Brandon Flowers, do The Killers. As músicas são em sua maioria românticas, com melodias simples e cativantes.

Apesar da qualidade das músicas , Ivan & Alyosha não “estourou”  para o grande público, se mantendo em uma pequena gravadora e fazendo pequenas turnês pelos EUA e Canadá.

Mais novidades sobre a banda podem ser encontradas no twitter ou no site oficial :

https://twitter.com/ivanandalyosha

http://www.ivanandalyosha.com/

…E o vento levou (…Gone with the wind)

Como parte das homenagens à incrível atriz Olívia de Havilland, que completou 99 anos ontem, dia 01/07/2015, publicamos resenha sobre um dos maiores filmes da história do cinema e de sua carreira.

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Quadro de cena do filme (obra de Yassmine Uequed Pitol)

Filmes que são vistos e revistos. Filmes que inspiram comportamentos. Filmes cujas cenas são repetidas, muitas vezes praticamente sem variantes em outros filmes. Filmes cujas trilhas sonoras são imediatamente reconhecidas. Enfim, filmes inesquecíveis. Esta a proposta destes amantes de cinema para uma nova Série neste blog. E começamos com “…E o vento levou”, o típico filme para o qual é válido o epíteto “eterno”. O início do filme, o som, a música e as cores já seduzem o espectador. Legítimo caso de amor à primeira vista.

O diretor Victor Fleming estava em um momento de grande inspiração naquele ano de 1939, já que , além de “…E o vento levou” dirigiu “O mágico de Oz”. Não foi por acaso que a Academia de Hollywood distinguiu o filme com dez Oscars, um deles para Hattie McDaniel, a inesquecível Mammy e a primeira atriz negra a receber o prêmio. Além disso, ganhou de melhor filme, sendo o primeiro feito originalmente a cores – e convenhamos que cores – melhor diretor, melhor atriz (Vivien Leight), melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor edição e melhor roteiro. Tudo isso quer dizer alguma coisa.A abertura já nos coloca no clima proposto. Impossível não se emocionar com a frase inicial, uma prévia do que estava por vir: a destruição do mundo de cavalheiros e damas apresentado no início do filme.

There was a land of Cavaliers and Cotton Fields called the Old South. Here in this pretty world, Gallantry took its last bow. Here was the last ever to be seen of Knights and their Ladies Fair, of Master and of Slave. Look for it only in books, for it is no more than a dream remembered, a Civilization Gone with the Wind…”

Curiosamente, foi a destruição deste mundo que proporcionou a Scarlett se tornar a mulher forte e decidida, que inspirou gerações mundo afora. Antes da guerra, era uma menina sulista mimada, infantil e irresponsável, cujo único interesse era flertar com os rapazes da região e tentar conquistar o coração de Ashley Wilkes. A partir do momento em que o mundo a sua volta começa a ruir, Scarlett se vê forçada a abandonar  seus antigos hábitos em nome de sua sobrevivência e daqueles ao seu redor, que mesmo a criticando dependem de sua força e determinação. Assume a responsabilidade de gerenciar o que restou de sua família. Gradativamente, a menina mimada vai dando lugar à Scharlett O’Hara, que não se abate em momentos de dificuldade e que sempre encontra solução para os ( muitos) problemas que surgem.

Seu novo padrão comportamental se faz notar em cenas como a que ela confeciona um vestido a partir de uma cortina. Ouquando ela atira, sem dó, no ianque que invade Tara.Fria, inconformada e destemida: esta é Scarlett O’ Hara.A cena na qual afirma que jamais passará fome novamente é uma das mais impactantes do filme. Passa a assumir a postura que vinha sendo moldada desde o início da guerra: o abandono das atitude da mimada sulista e aceitação de sua verdadeira personalidade.

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Comovente também o relacionamento de Scarlett com Melanie. Inicialmente, a personagem de Olívia de Havilland era, por assim dizer, a rival de Scarlett, pois era noiva de Ashley Wilkes.  Todavia, Melanie não tinha noção de que Scarlett a via desta maneira, pelo contrário: a futura Sra. Wilkes gostava do jeito de Scarlett, tão diferente do seu. Scarlett, por outro lado, tinha desprezo pelo jeito calmo e pacífico de Melanie. No desenrolar da trama, Melanie, já casada com Ashley, passa a ter problemas de saúde, devido à gravidez e Scarlett passa, gradualmente, a se tornar sua companheira. Começa a cuidar de Melanie, a zelar por sua segurança e saúde, colocando, muitas vezes, sua própria vida em risco. Mas engana-se quem pensa que Scarlett passou a gostar de Melanie: muito pelo contrário. Apesar do companheirismo, a filha do Sr. O’hara seguia desprezando a fraqueza da “rival”, apenas se dando conta do valor de sua amizade quando Melanie estava prestes a falecer.

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Rhett Butler, personagem de Clark Gable, era compatível com Scarlett, seu parceiro, companheiro de trapaças e de idéias. Não tinha vergonha de fazer o que fosse necessário  para sobreviver em tempos como aqueles. Scarlett o  criticava por ser desta maneira. O criticava hipocritamente, visto que ela, em condições semelhantes, agiria da mesma forma que ele.  Rhett era apaixonado por Scarlett e conseguiu casar-se com ela através de uma proposta que seria, financeiramente, vantajosa para ambos. Entretanto, Scarlett negava-se a aceitar que aquela vida com Rhett poderia vir a lhe proporcionar felicidade (felicidade esta que, que de fato, estava acontecendo). Não se deixava libertar da figura presente de Ashley Wilkes, que ela conservava em mente como símbolo de perfeição. O relacionamento de Scarlett e Rhett é arrebatador, o amor negado, do permanente desencontro, que acaba por desaguar em ressentimento e mágoa.

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Ao longo do filme Scarlett seguia acreditando que seu lugar era ao lado de Ashley. Rhett Butler, o canalha encantador vivido por Clark Gable, tentava, de todas as formas, abrir os seus olhos. Ashley jamais seria o que ela precisava: ela estava apaixonada por uma idéia, por um sonho, não pelo homem de verdade. Ashley também sabia que Scarlett nunca seria a mulher certa para ela. Ashley assevera, no início do filme:

 ” How could help loving you- you who have all the passion for life that I lack? But that kind of love   isn´t enought to make a successful marriage for two people who are as different as we are”.

Ashley sabia que incompatibilidade não gera felicidade. Talvez este tenha sido o grande erro de Scarlett ao longo do filme: idealizar a felicidade em um homem que não existia, em um personagem perfeito que ela mesma criara, personificado na figura de Ashley Wilkes. Apenas ao vislumbrar um momento de fraqueza de Ashely (já no final do filme) é que Scarlett parece se dar conta de que jamais o conhecera de verdade. Parece perceber que, esse tempo todo, endeusava um homem que, de fato, não existia. 

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O relacionamento dos personagens tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, retratada com maestria. É difícil acreditar que tenha sido possível tamanha perfeição de cenário em 1939, quando nem se imaginava a existência dos recursos digitais que tanto auxiliam o cinema atual. 

“E o Vento Levou…” segue influenciando os cineastas. Basta prestar um pouco de atenção para visualizar cenas claramente inspiradas no clássico em diversos filmes. Até mesmo em filmes infantis. Como exemplo, a cena de Aristogatas, em que o cachorro Napoleão orgulhosamente afirma ser o chefe e determinar o momento em que ele e seu companheiro deveriam atacar com a que o feitor Big Sam diz para outro escravo que havia mandado o serviço parar: “Eu sou o feitor, eu digo quando é hora de parar”. 

Inspirado no romance homônimo de Margarethe Mitchel, “…E o vento levou” é uma experiência cinematográfica inesquecível. Embalado pelo som maravilhoso de “Tara`s Theme” o filme que parou o mundo em 1939 permanece sendo referência quando o assunto gira em torno da magia do cinema. Passam os anos, mudam os costumes e os valores e a história de Scarlett O’Hara e Rhett Butler segue atual, encantando e influenciando.

A sobrevivência das livrarias tradicionais

O fechamento da tradicional Livraria Leonardo da Vinci, no Rio de Janeiro, acendeu a luz amarela para os que predizem o fim das livrarias e até mesmo do livro em papel. Afinal de contas, o ebooks, os PDFs e outras formas de ter acesso à leitura estão crescendo na preferência popular e as gigantescas megastores, ocupando quase meio andar de shopping centers, concentram o público que, em outros tempos, estaria nas livrarias de rua – isso, claro, sem contar as vendas pela Internet. As lojas de rua têm mesmo muitos inimigos. Sem suas próprias armas, não sobreviverão. Cabe perguntar quais armas serão essas.

Esta matéria da excelente revista americana Slate , assinada por Zachary Karabell, mostra algumas delas. Primeiro, aos fatos: entre 2009 e 2014, o número de livrarias independentes nos EUA cresceu mais de 20%. No mesmo período, as grandes redes perderam espaço: a Barnes and Noble, uma das mais famosas do mundo, reduziu seu faturamento, e a Borders, outra rede tradicional, pediu falência. As duas haviam incorporado o conceito de “megastore” nas últimas décadas, não só no tamanho como no foco dos produtos: a preferência recaiu sobre os livros novos e os best sellers, como qualquer megastore. 

A questão é que o comprador de livros não busca o mesmo que o comprador de videogames, DVDs ou tecnologias em geral. Este procura sempre o novo, aquele nem sempre: podem interessar-lhe tanto o último best-seller quanto o clássico empoeirado. Descartar o estoque mais antigo como quem descarta algo ultrapassado é um erro grave – e, segundo Karabell, foi este o erro cometido pelas grandes redes. Há leitores de vários tipos, que buscam livros de vários tipos. Todos têm seu valor.

As lojas independentes nunca esqueceram disso. E, com o crescimento das megastores, das lojas de shopping e das vendas virtuais, ganharam – sem precisar fazer nada – mais um grande atrativo: o da antiguidade. Num mundo onde o contato físico e pessoal está cada vez mais restrito, estas livrarias proporcionam ao leitor uma experiência social e cultural nem sempre fácil de se obter hoje em dia. Como disse Oren Teicher, CEO da American Booksellers Association, “o amálgama de conhecimento, inovação, paixão e sofisticação das vendas de livros independentes criou uma experiência de compras única”. E isto, esta experiência, jamais será substituída por uma megastore. Eis, portanto, a arma mais poderosa que uma livraria dessas pode ter. Cabe a cada uma delas saber usá-la para sobreviver nesta guerra contra a tecnologia.

Dando nome aos ‘progres’

Miguel de Unamuno era um grande defensor do intercâmbio entre as nações ibéricas. Contrariando a tendência dominante em Espanha naquela época, convidava o leitor espanhol a estudar Portugal e a língua portuguesa, não para buscar algo novo e diferente, mas para conhecer algo melhor de si mesmo. No campo linguistico, o estudo do português – dizia-nos Unamuno – seria capaz de perfeccionar o próprio uso do idioma castelhano por parte dos espanhóis, pois iria revelar-lhes novas maneiras de usar expressões e enriquecer-lhes o vocabulário. Dizia ele que “en el portugués encontraremos rincones y recovecos de nuestro idioma que no los descubrimos directamente. Aprender portugués es un buen recurso para enriquecer nuestro castellano”. A atitude de Unamuno estava fincada na sua firme crença de que a Ibéria era, na verdade, uma e só cultura com duas faces – a portuguesa e a espanhola – e que cabia a um lado conhecer melhor o outro.

Compartilhando, como compartilhamos, da atitude de Unamuno, fomos à Espanha fazer o caminho contrário, mas com o mesmo espírito: em busca de enriquecimento, de conhecer o outro lado, de buscar “rincones y recovecos”. E voltamos, desta vez, com uma palavra nova, que, acreditamos, será de imensa valia para os brasileiros,  sobretudo nestes tempos em que correm: a palavra “progre”.

Antes de mais nada, quero dizer que, embora seja um entusiasta da relação intercultural, sou um crítico da incorporação desmedida de palavras e expressões com equivalentes em português, mesmo em se tratando das de uma língua irmã como o castelhano. O enriquecimento de que fala Unamuno, e do qual falo aqui, só pode existir quando a incorporação é de uma palavra nova. E este é, precisamente, o caso de “progre”.

Que significa, então, esta curiosa expressão? Importa antes de tudo dizer que ela é relativamente nova: seu surgimento é localizado nos últimos anos do franquismo, e fazia referência aos jovens de classe média e classe média alta com simpatias por certos tópicos, como o comunismo cubano, Che Guevara, maio de 68, uma sociedade mais justa, mais igualitária e menos preconceituosa. Tudo isso, é claro, mais no discurso do que na prática. Como sói acontecer a essas expressões populares, trata-se de uma contração: da palavra “progressista”, entendida aqui no seu sentido político do termo, isto é, como quase sinônimo de “esquerda”. Progressista é aquele que acredita no progresso da História e seu inimigo é o “reacionário”, que se opõe a esse progresso. Progressistas são Lula e Dilma, Lenin e Trotsky, Olof Palme e Willy Brandt, cada um à sua maneira, mas todos sem a menor dúvida progressistas.

Sendo contração, ocorre aqui uma redução do sentido original da palavra progressista. O progre não é um progressista como os outros. Ela acredita, de certa forma, no progresso da história, numa sociedade “melhor”, num mundo “melhor”, mas não possui o mesmo discurso da esquerda mais antiga e não adota os mesmos canais de comunicação desta. Não tem muito interesse na organização quase militaresca dos antigos partidos comunistas, nem no estilo de vida difundido pela antiga URSS. Muitas vezes nem mesmo é marxista. Em alguns casos, é até mesmo anti-marxista.  A expressão que mais próxima temos no Brasil é “esquerda caviar”, mas não serve exatamente. O esquerdista caviar médio (assim como o progre dos anos 70 da Espanha) pode gostar de luxo, mas defende Cuba, a URSS e outros países, mesmo que da boca para fora.  Já o progre moderno nem sempre o faz. “A los jóvenes de ahora no les interesa la política de los partidos, que con su estructura y burocracia son entidades cerradas. Se sienten más satisfechos y encuentran más gratificaciones en otro tipo de plataformas, como las ONG, las redes sociales, donde creen que su acción acaba siendo más efectiva”, indica Julián Santamaría, professor de Ciencia Política da Universidad Complutense de Madrid.

Tão difundida está essa palavra em Espanha que mereceu até mesmo um verbete na última edição do prestigiado dicionário da Real Academia Espanhola. Em artigo dedicado ao tema, Piergiorgio M. Sandri aponta que “las nuevas generaciones se parecen poco al progre de la transición. Aunque puedan haber heredado su antiguo espíritu de lucha, sus reivindaciones ahora se centran en otros temas, como el ecologismo, la igualdad, el pacifismo –esencias del nuevo progresismo– y se llevan a cabo a través de plataformas muy diferentes, más espontáneas y menos organizadas”. A estes temas poderíamos adicionar outros, como as ações afirmativas, o aborto, o casamento gay, a igualdade da mulher e outros. Questões estruturais de ordem econômica, que eram de primeiríssima ordem para os antigos socialistas, comunistas e social-democratas, ficam muitas vezes relegadas a segundo plano diante destas reinvidicações comunitárias, minoritárias e grupais dos progres.

O crítico espanhol Juan Manuel Prada aponta outra característica psicológica fundamental do “progre”:  “ser progre consiste en tener siempre razón, si la realidad te lleva la contraria, peor para la realidad”. É o que os ingleses, outro povo criador de excelentes expressões idiomáticas, chamam de “self-righteouness”. Não é difícil imaginar, assim, a atitude de hostilidade de muitos esquerdistas da antiga – além, é claro, dos direitistas em geral – , criados no velho discurso marxista-leninista. Um exemplo da própria Espanha é Julio Anguita, ex-secretário-geral do PCE, ex-prefeito de Córdoba e uma das mais respeitadas lideranças políticas da esquerda espanhola, que disse, para quem quisesse ouvir: “yo soy rojo, no progre. Si quiere insultarme llámeme progre”. E para diferenciar do progressimo, ao qual ele adere, Anguita criou um novo adjetivo, a “progresia”, para definir a atividade dos progres. “La progresía es, ni más ni menos, el sumidero por donde se han ido las ideas de la izquierda. La progresía es quedarse en la reforma de una serie de aspectos sociales, como los matrimonios homosexuales o las medidas de discriminación positiva de la mujer, mientras que se deja intacta una realidad económica injusta” . A definição de Anguita parece plenamente de acordo com o credo marxista que ele professa, e serve para quem quiser entender bem o fenômeno.

A adoção do termo entre nós ajudará, e muito, a qualificar o nosso reconhecidamente desqualificado debate político. Dentro do rótulo de “esquerda” os brasileiros costumam aglomerar, indistintamente, leninistas, trotskystas, social-democratas, liberais de esquerda e anarquistas, como se todos fossem a mesma coisa. Com esse aporte vindo diretamente da banda hispânica do nosso mundo ibérico, passaremos a identificar uma força que, mais do que simplesmente existir entre nós, tem grande relevância em vários partidos e na condução das políticas públicas do país.

Janer Cristaldo (1947-2014)

Alertado, quase ao mesmo tempo, por meu pai e pelo amigo Tiago Pedruzzi, fico sabendo do falecimento de Janer Cristaldo, jornalista e escritor gaúcho de Santana do Livramento e residente havia anos em São Paulo.

Tive um breve contato por e-mail com ele há dez anos. Cristaldo era amigo de longa data do cineasta Antônio Jesus Pfeil, tema do documentário “Jesus, o Verdadeiro”, do qual fui roteirista. Nessa condição enviei-lhe um e-mail comunicando a ele, em nome do seu velho amigo, que havíamos sido selecionados para concorrer ao prêmio de melhor curta no Festival de Gramado daquele ano. Cristaldo agradeceu o convite e disse que não poderia ir,

Afastado da grande imprensa, mantinha uma coluna no site Baguete e o seu blog, onde lançava suas provocativas opiniões sobre politica e cultura do Brasil e do mundo.

Um herói cultural

Ahmede Valle é o proprietário da única loja de discos da Mauritânia, a Saphir D’Or. Desde 1979 mantém o estabelecimento  nos subúrbios da capital, Nouakchott. A loja está cheia de jóias que os ocidentais desconhecem, como a canção que aparece a 1:35, Kamlat, de Hadrami Ould Medeh, num EP duplo com apenas 500 cópias prensadas e distribuídas nos shows do guitarrista.

Um verdadeiro herói cultural.

 

“O Mágico de Oz” – “The wizard of Oz”

 

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As lembranças mais remotas que guardo da infância aparecem como flashes na memória, como se o momento lembrado fosse um sonho, algo que acontecera com alguém muito parecido comigo. Essa sensação é fruto das mudanças que passamos e que fazem, gradativamente, com que nos distanciemos da criança que fomos um dia. Talvez por essa razão assistir a “O Mágico de Oz” seja tão reconfortante. O filme (datado de 1939 e assistido por mim de maneira amiúde durante a infância) une, em sua 1h30min de duração, o necessário para marcar a vida de crianças de todas as épocas: magia, diversão, encantamento, personagens carismáticos e uma história bela e cativante. Impossível não se deixar tocar pela mensagem de valorização ao lar e àqueles que nos amam.

Como mencionado em nosso post sobre …E o vento levou (cujo link encontra-se na barra ao lado),  Victor Fleming dirigiu, no mesmo ano, “O Mágico de Oz” e o filme sobre a saga de Scarlett O’Hara. Ecolhida em 1938 para o papel de Dorothy, Judy Garland quase foi substituída por Shirley Temple, atriz mirim de muita fama e até hoje reconhecida por muitos como a maior atriz infantil de todos os tempos. A Fox negou-se a liberar Temple e possibilitou que Garland fosse imortalizada no papel de Dorothy. O elenco do filme sofreria algumas alterações: Jack Haley substituiu Buddy Ebsen no papel do Homem de Lata, pois este era alérgico à tinta prateada utilizada. 

As cenas que se passam no Kansas foram filmadas em um tom pastel. Em Oz o colorido surge em technicholor (assim como …E o vento levou), e a magia do filme se acentua. Se hoje, passados mais de 60 anos da estréia, ainda nos encantamos com as cores e a alegria passada pelas cenas, é de se imaginar a comoção causada em 1939.

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Assistir a “O Mágico de Oz” é como um retorno à ingenuidade da infância. Nele podemos identificar a realidade fantástica tão explorada pelos filmes infantis hoje em dia. O cenário é de um mundo de sonhos. Os personagens também. Parece que nós também somos amigos do Espantalho, que podemos contar com o Homem de Lata ou que somos capazes de seguir a estrada de tijolos amarelos. A estrada que, à primeira vista parecia bela e agradável, também tem seus percalços, aos quais Dorothy consegue superar, a medida que vai encontrando seus novos amigos e se tornando confiante. Seu objetivo era voltar para seu lar e ela pretendia fazê-lo, superando os obstáculos do caminho, indo ao encontro do Mágico de Oz que, segundo os habitantes, seria capaz de lhe ajudar a voltar para casa.

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A valorização de sua casa e de seus familiares não é por acaso. Afinal, Dorothy os abandonara, fugindo, para impedir que Totó (seu cachorrinho) fosse sacrificado por ter, supostamente, atacado uma vizinha. A sua chegada a Oz se deu por este abandono. Arrependida, voltou correndo para casa, mas seus tios estavam abrigados (e preocupadíssimos com ela) do tufão. Enrtando em casa e percebendo que estava vazia, Dorothy bate a cabeça e desmaia, sendo levada(juntamente com a casa) pelo tufão que assolou o Kansas para o mundo mágico de Oz.

A Bruxa má do Oeste, interpretada por Margareth Hamilton, faz o que pode para deter Dorothy.  Dorothy chegou em Oz sua casa”aterrisou” em cima da Bruxa má do leste, irmã da Bruxa má do Oeste. A cena na qual as pernas da bruxa do leste se contraem e desaparecem em baixo da casa é marcante. Dorothy, então é agraciada pela Bruxa Boa com os sapatinho de ruby, objetos de desejo da Bruxa Má do Oeste, o que serviu de motivação para sua incessante perseguição.

 

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Mal sabia Dorothy (bem como seus fiéis amigos) que o Mágico não passava de uma fraude. Um charlatão que, assim como ela, estava preso naquele mundo. Após derrotar a bruxa má e se dar conta de que fora enganada Dorothy descobre a armação. Mas o Mágico, que tinha um balão, promete que lhe levará de volta ao Kansas. Todavia, na hora da partida Totó foge e faz com que Dorothy perca a viagem.

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A Bruxa boa logo surge, sugerindo que Dorothy bata os calcanhares e repita “Não há lugar como o lar”. Assim, apenas com seu desejo, Dorothy volta para o lar, onde ficamos sabendo que tudo não passara de um sonho, um delírio que ocorrera durante os momentos que Dorothy passou desacordada após bater a cabeça. Mas a mensagem aprendida persiste: não há lugar como o lar e por lar entende-se o local onde estão aqueles que nos amam e que queremos bem.

O filme permanece vivo, ignorando a passagem dos anos. E seu valor  aumenta, tendo em vista que os filmes infantis, que passam mensagens de amor e que, de certa forma, ajudam a moldar a personalidade das crianças, são cada vez mais raros. Hoje vemos as crianças entretidas com desenhos animados que mais destacam cenas de luta e guerra do que, propriamente, os valores essenciais para auxiliar a moldar o caráter. Pois bem se sabe que os filmes ajudam, e muito, no desenvolvimento e assimilação de certos valores, assim como os livros também o fazem. Alguns destes valores essenciais estão presentes em “O Mágico de Oz”. Um filme para todas as idades, pois é capaz tanto de encantar crianças quanto resgatar a criança que um dia fomos. Sem dúvida, um filme eterno.

 

 

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