Bruce Springsteen lança novo álbum

Bruce Springsteen anuncia novo álbum e lança canção | SUPER NOTICIA

O novo álbum de Bruce Springsteen já tem data prevista de lançamento: dia 23 de outubro de 2020.

Os fãs, como sempre, estão à espera para ouvir as palavras de “The Boss”, um dos grandes performes do rock tradicional americano, misto de cantor, pregador e líder político, voz e letra da classe trabalhadora e dos deixados à margem do sonho americano. Um crítico inglês disse que Bruce Springsteen não tem fãs, tem fiéis. É uma boa definição.

O nome do novo disco será “Letter to you” e a canção-título já foi disponibilizada para os fãs. O púlpito de “The Boss” já está preparado, e seus fiéis aguardam suas palavras.

Os 20 anos de “All that you can’t leave behind”, do U2

Quando “All that you can’t leave behind” foi lançado, no ano 2000, a crítica saudou-o como um retorno do U2 às suas raízes oitentistas. Desde o começo dos anos 90, o grupo irlandês havia trilhado um caminho de aproximação com a música eletrônica e o pop clubber, muito visível em discos como “Achtung Baby” e “Zooropa”, e deixado de lado a alternância entre pós-punk e soul/gospel/r & b  que a havia caracterizado em seus começos. O resultado nem sempre foi apreciado pela banda e por boa parte dos fãs, e motivou uma nova mirada para o passado, em busca, como o título do disco diz, daquilo que não se pode deixar para trás.

Para tanto, o U2 mobilizou velhos conhecidos. Voltaram os produtores Brian Eno e Daniel Lanois, presentes na confecção dos álbuns da década de 80, como “Joshua Tree” e “Rattle and Hum”, que levaram o quarteto a reler velhos manuais: saíam os sintetizadores e os vocoders e voltavam as guitarras, a bateria e a voz em falsete de Bono, marca registrada desde o começo dos trabalhos da banda. O resultado foi um disco energético, com temáticas universais – letras sobre perda, amor, olhar interior – e muitos hits para o público cantar nos shows, como “Walk On”, “Beautiful Day, “Elevation” e muitos outros.

O disco foi um grande sucesso: vendeu mais de 12 milhões de cópias e entrou para várias listas de melhores da década de 2000. Um clássico, portanto. E um clássico que, agora, está completando 20 anos de seu lançamento. Para celebrá-lo, o U2 acaba de lançar uma versão acústica de “Stuck in a Moment You Can’t Get out of”, um dos maiores sucessos de “All that you can’t leave behind”. À belíssima versão, que pode ser conferida abaixo, seguir-se-á uma nova edição do álbum, com remixes, faixas novas, um show ao vivo completo e fotos inéditas. Uma bela celebração para um grande disco.

40 anos sem Ian Curtis

No dia 18 de maio de 1980 – há 40 anos, portanto – o mundo da música pop perdia Ian Curtis, vocalista do Joy Division.

Nascido em Stretford, na Inglaterra, Ian foi um dos fundadores do Joy Division, uma das  melhores e mais influentes bandas do pós-punk britânico. Entre 1976 e 1980, o grupo sediado em Manchester, norte da Inglaterra, lançaria dois álbuns e presentearia o mundo com canções recheadas de dor, tristeza, alienação e desespero, em franca oposição à rage predominante no punk britânico.

O Joy Division daria vazão às tendências mais intimistas da chamada indie music dos anos 1980 e 1990, além de influenciar boa parte das novas bandas que surgiram após o furacão punk – incluindo, aí, os brasileiros do Legião Urbana.

No dia de sua morte, Curtis passou algumas horas assistindo ao filme “Stroszek”, de Werner Herzog. Depois, colocou o disco “The Idiot”, de seu ídolo Iggy Pop, na vitrola. Em seguida, dirigiu-se até a cozinha e enforcou-se. Foi encontrado pela esposa logo depois.

Neste dia 18, os ex-integrantes do Joy Division farão uma live para lembrar o legado de Curtis. 

Deixamos com os leitores uma bela versão ao vivo do clássico “Love will tear us apart”.

Paixão Côrtes (1927-2018)

O folclore gaúcho e brasileiro perdeu ontem João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes.

Compositor, folclorista, historiador e poeta, foi autor de várias canções premiadas e pioneiro em pesquisas antropológicas sobre o gaúcho riograndense.

Foi, também, o iniciador do movimento tradicionalista tal como hoje o conhecemos. Percorreu o interior do Rio Grande junto a Barbosa Lessa para estudar as falas, as vestimentas, as danças típicas e a culinária dos gaúchos. A partir desses estudos, lançou as bases que , hoje, orientam os CTGs mundo afora.

Paixão Côrtes também ficou conhecido por posar para o escultor Antônio Caringi criar a estátua do Laçador, símbolo de Porto Alegre,

Tinha 91 anos.

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Registro feito pelo Bar Armazem Porto Alegre( Av Borges de Medeiros,786) da homenagem prestada pelos representantes de movimentos tradicionalistas gaúchos a Paixão Côrtes, dirigindo-se pela rua Duque de Caxias, no Viaduto da Borges, em direção ao Palácio Piratini onde foi velado o corpo do folclorista.

Onde assistir ao Video Music Awards 2018 (VMA 2018) – canal, horário e programação

 

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  • O pré-show do VMA 2018 começará a ser transmitido às 21:00 , pela MTV Brasil. Após, às 22 horas , o canal passará ao vivo a cerimônia do VMA 2018.

  • As apresentações da noite : 

         PRÉ-SHOW : Backstreet Boys , Bazzi , Bryce Vine

         Apresentações do VMA : Jennifer Lopez , Ariana Grande, Panic! at the disco , Shawn Mendes, Logic/Ryan Tedder, Post Malone, Travis Scott , Nicki Minaj, Maluma e Aerosmith.

 

  • Abaixo, os indicados aos prêmios das principais categorias do VMA 2018:

 

  • Vídeo do ano :

 

  • Camila Cabello (featuring Young Thug) — “Havana”
  • The Carters — “Apeshit”
  • Childish Gambino — “This Is America”
  • Drake — “God’s Plan”
  • Ariana Grande — “No Tears Left to Cry”
  • Bruno Mars (featuring Cardi B) — “Finesse (Remix)”

 

  • Artista do ano:

 

  • Camila Cabello
  • Cardi B
  • Drake
  • Ariana Grande
  • Post Malone
  • Bruno Mars

 

  • Música do ano :

 

  • Camila Cabello (featuring Young Thug) – “Havana”
  • Drake – “God’s Plan”
  • Dua Lipa – “New Rules”
  • Post Malone (featuring 21 Savage) – “Rockstar”
  • Bruno Mars (featuring Cardi B) – “Finesse (Remix)”
  • Ed Sheeran – “Perfect”

 

  • Artista Revelação do ano : 

 

  • Bazzi
  • Cardi B
  • Chloe x Halle
  • Hayley Kiyoko
  • Lil Pump
  • Lil Uzi Vert

 

  • Melhor colaboração : 

 

  • The Carters – “Apeshit”
  • Logic (featuring Alessia Cara and Khalid) – “1-800-273-8255”
  • Jennifer Lopez (featuring DJ Khaled and Cardi B) – “Dinero”
  • Bruno Mars (featuring Cardi B) – “Finesse (Remix)”
  • N.E.R.D and Rihanna – “Lemon”
  • Bebe Rexha (featuring Florida Georgia Line) – “Meant to Be”

 

  • Melhor canção pop :

  • Camila Cabello (featuring Young Thug) – “Havana”
  • Ariana Grande – “No Tears Left to Cry”
  • Demi Lovato – “Sorry Not Sorry”
  • Shawn Mendes – “In My Blood”
  • Pink – “What About Us”
  • Ed Sheeran – “Perfect”

 

  • Melhor canção hip hop: 

 

  • Cardi B (featuring 21 Savage) – “Bartier Cardi”
  • The Carters – “Apeshit”
  • J. Cole – “ATM”
  • Drake – “God’s Plan”
  • Migos (featuring Drake) – “Walk It Talk It”
  • Nicki Minaj – “Chun-Li”

 

  • Melhor canção latina:

 

  • J Balvin and Willy William – “Mi Gente”
  • Daddy Yankee – “Dura”
  • Luis Fonsi and Demi Lovato – “Échame la Culpa”
  • Jennifer Lopez (featuring DJ Khaled and Cardi B) – “Dinero”
  • Maluma – “Felices los 4”
  • Shakira (featuring Maluma) – “Chantaje”

 

 

 

Football’s Coming Home: a história de um hino

 

 

 

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“Football’s coming home/It’s coming home/It’s coming/Football’s coming home”. Ela está em todas as partes da Rússia: seja nas ruas de Moscou, nos estádios, nos bares, no metrô, no Kremlin ou ao redor do mausoléu de Lênin , em qualquer lugar do país de Putin você encontrará um grupo de torcedores ingleses reunidos, com os tradicionais braços abertos em “V”, cantando que o futebol está, enfim, voltando para casa – e a casa é, evidentemente, a Inglaterra, país onde o esporte mais popular do mundo foi inventado.

A versão mais conhecida dessa canção data da Euro de 1996, disputada em solo inglês, quando o English Team liderado por Paul Gascoigne e Alan Shearer entrou em campo na condição de favorito e, mais uma vez, saiu derrotado, após perder na semifinal nos pênaltis. Composta por Ian Broudie, David Baddiel e Frank Skinner – estes dois últimos, comediantes do programa “Fantasy Football League”, a canção não celebra títulos: é uma gozação justamente com a falta de vitórias dos ingleses nos torneios internacionais. Faz uma paródia da canção “Back Home”, composta pelos Herman’s Hermits e feita para a copa do Mundo de 1966. Por ter sido regravada em 1970, copa em que os ingleses defenderiam o título, e usada em massa nos meios de comunicação do país para comemorar antecipadamente o bicampeonato mundial, tornou-se símbolo dos fracassos do “English Team” pós-1966.

Hoje, às 15 horas, os ingleses entrarão em campo sob o velho cântico. Resta saber qual será o resultado: o de 1996 ou de 1966.

 

Clubes onde jogam os Artilheiros da Copa do Mundo 2018- CLUBES COM MAIORNUMERO DE ARTILHEIROS-Ligas com maior número de clubes com artilheiros

 

Tabela Copa do Mundo – Rússia 2018 – Resultados – Classificação – Artilheiros

Drops – Música da Copa do Mundo 2018

 

 

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Will Smith, Nicky Jam e a cantora de origem albanesa Era Istrefi

 

  • O eterno “Maluco no Pedaço” , o ator Will Smith, juntou-se ao cantor Nicky Jam e a cantora albanesa Era Istrefi para lançar a música que será a “música da Copa”. O vídeo sai dia 7 de julho, mas já é possível ouvir a canção desde o dia 24/05 . Os três também irão se juntar no dia 15 de julho ,no Estádio Luzhniki, para uma apresentação antes do jogo da final da Copa do Mundo da Rússia.

 

 

  • Lembrando que a Coca Cola, patrocinadora da Copa, também já havia lançado um tema para o evento , interpretado pelo cantor Jason Derulo. Além disso, a cantora russa Polina Gagarina e o cantor russo Egor Creed também lançaram um vídeo para a Copa da Rússia.

 

 

 

Mário Barbará (1954-2018)

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A música popular do Rio Grande do Sul acaba de perder Mário Barbará.

Nascido em São Borja, em 1954, teve uma carreira marcada pelo resgate e renovação da música gauchesca a partir dos anos 70, atraindo os jovens urbanos para um gênero então bastante estigmatizado.

Sua canção mais conhecida, “Desgarrados”, foi vencedora da Califórnia da Canção Nativa de 1981. Outras canções suas de destaque são “Campesita”, “Xote da Amizade” e “Querência Maior”.

Barbará estava desde sexta-feira internado com um câncer no fígado. Deixa esposa e uma filha.

 

Drops – Despacito siberiano

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  • Quando pensamos na música “Despacito”, do cantor porto-riquenho Luís Fonsi, as imagens que nos vem à mente são cenários tropicais, calor, talvez uma praia ou qualquer outro ambiente ensolarado. Provavelmente o último cenário que seria pensado como pano de fundo para “Despacito” seria um bosque coberto de neve ,na Sibéria ,com três russos encasacados sendo que um deles está tocando uma balalaica gigante.

 

  • Três músicos da cidade de Novosibirsk, no sudoeste siberiano, se reuniram e gravaram um vídeo fazendo uma versão instrumental da música, porém, utilizando instrumentos típicos  russos, como uma enorme balalaica  e uma zhaleica – que é uma espécie de flautinha.

 

 

 

Drops : O Carrapicho russo

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  • Quase todo brasileiro lembra/conhece a música “Tic Tic Tac“, da banda amazonense Carrapicho. Lançada no ano de 1996, a música era originalmente uma toada feita para o boi garantido (da Festa de Parintins), mas que depois foi gravada pelo Carrapicho e virou sucesso internacional, ficando no topo das paradas de diversos países europeus, como Portugal , França, Bélgica e Espanha.

 

 

 

  • Em 1997 , na Rússia, o cantor pop Murat Nazyrov decidiu que faria a sua versão da música  – cantada em russo – contando a história de um menino que queria ir para  a cidade de Tambov. O clipe é bem esquisito (risos), contando com personagens que parecem saídos da Família Adams, uma mistura meio gótico-tropical.

 

  • Tambov é uma cidade que fica a aproximadamente 450 km a sudeste de Moscou e  – acho – que foi usada na letra mais para manter a sonoridade da música parecida com a versão original em português. No clipe abaixo aparece a tradução da música assim como a transliteração do idioma russo .

35 anos de “Murmur”, disco de estreia do R.E.M

 

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A capa já anuncia a mensagem: um pântano coberto por um musgo branco que parece dar-lhe vida, a sussurrar algo em nossos ouvidos. Assim são os pântanos do Sul dos EUA, imortalizados por tantos artistas na música, na literatura e no cinema. Não é por acaso que tantas histórias de suspense e horror se baseiam ali; é o espaço perfeito para qualquer mistério. Aberto o disco, o mistério continua: as letras são enigmáticas, acompanhadas por um baixo levemente marcado e por uma guitarra de doze cordas, à maneira dos menestreis do velho Sul, e entoadas por uma voz baixa, quase sussurrante –  como um murmúrio.

Foi essa capa que o então iniciante R.E.M colocou nas lojas americanas no dia 12 de abril de 1983. No canto superior esquerdo, o seu título: “Murmur”. Um murmúrio que chegou longe: 35 anos passados, a mensagem enigmática de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e Bill Berry ainda emociona.

A capa trazia, ainda, uma marca local inconfundível. O R.E.M vinha de Athens, na Georgia, cidade verdejante e ensolarada, com verões de oito meses, umidade o ano todo e cercada por matas subtropicais e pântanos viscosos, como os que ilustram a capa de “Murmur”. Marca que se percebe nas referências óbvias a Bob Dylan, aos Byrds e ao cancioneiro folk sulista, bem temperadas pelas novidades do pós-punk e da new wave da época. Um encontro difícil, mas profício, entre o antigo e o novo, entre o som da terra do R.E.M. e o que vinha de outras terras.

Para uma banda nascida do cenário alternativo, a recepção de “Murmur” pode ser considerada extraordinária: um lugar no concorridíssimo top 40 da “Billboard” – 36o. lugar – e o prêmio de melhor álbum de 1983 concedido pela “Rolling Stone”, vencendo clássicos como “War”, do U2, e “Thriller”, de Michael Jackson. Até hoje, o disco é um dos favoritos dos fãs do R.E.M, e canções como “Talk about the passion” , “Radio Free Europe” e “Perfect Circle” permaneceram no setlist da banda até o seu fim, em 2011.

O R.E.M nasceu grande, e cresceria ainda mais: chegaria ao topo da “Billboard”, seus clips fariam sucesso na MTV e tocariam para centenas de milhares de apaixonados em megafestivais de rock – inclusive no nosso Rock In Rio – influenciando incontáveis bandas dentro e fora do cenário alternativo da música. Mas tudo começou com “Murmur” – em voz baixa, quase tímida, que chega até nós, 35 anos depois, intacta pelo tempo. E por isso merece ser lembrada neste aniversário.

 

 

Conheça um pouco mais do grupo EXO e da cantora CL, que se apresentaram na Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas de Pyeonchang 2018

  • EXO é um grupo masculino  sul-coreano , proveniente de Seul, na Coréia do Sul. Nos primórdios do grupo haviam 12 membros, que subdividiam o EXO em EXO-M e EXO-K. A idéia era promover o grupo tanto no mercado coreano quanto no chinês. Para tanto, o EXO-K performaria músicas em coreano e o EXO-M performaria as mesmas músicas em mandarim.  Mas após a saída de 3 integrantes do grupo, que inclusive ajuizaram ações contra a gravadora que agenciava eles, o grupo se unificou em um só , com o nome de simplesmente EXO.

 

 

 

 

 

  • Lee Chae-rin ,nascida no dia 26 de fevereiro de 1991 , também conhecida como CL , nasceu em Seul, na Coréia do Sul ,  mas passou boa parte da infância entre a França e o Japão.  Em 2009, juntamente com Dara, Bom e Minzy, formou o grupo  2NE1. Ficaram juntas até 2016, quando então separaram-se e CL lançou-se na carreira solo.

 

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CL durante a apresentação no encerramento das Olimpíadas de Inverno de Pyeonchang 2018

 

 

 

 

  • No dia 25 de fevereiro de 2018, CL  se apresentou na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno de Pyeonchang, juntamente com o grupo coreano EXO. CL apresentou músicas de grande sucesso, como “The Baddest Female ” e ” I Am The Best “, e o EXO cantou os singles de gigante sucesso “Growl ” e ” Power”.

 

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Evgenia Medvedeva, medalha de prata na patinação artística, conhecendo os garotos do EXO. A russa é fã declarada do grupo.

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O EXO juntamente com Ivanka Trump , filha de Donald Trump, e presidente da Coréia do Sul, o senhor Moon Jae-In e sua esposa

 

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EXO, presidente Moon Jae-In e sua esposa e a cantora CL

 

Enredos das Escolas de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro 2018 – Parte II

PARA VER A PARTE 1 DESSE POST, CLIQUE AQUI


 Horários dos desfiles das escolas de samba do Carnaval 2018:

INÍCIO DE DESFILE DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO
21:15 – 22:00 IMPÉRIO SERRANO UNIDOS DA TIJUCA
22:20 – 23:22 SÃO CLEMENTE PORTELA
23:25 – 00:44 VILA ISABEL UNIÃO DA ILHA
00:30 – 02:06 PARAÍSO DO TUIUTI SALGUEIRO
01:35- 03:28 GRANDE RIO IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
02:40 – 03:15 MANGUEIRA BEIJA-FLOR
03:45 – 04:18 MOCIDADE

 

 

  • Mocidade:

 

  ” Namastê : A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você”

 

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  • A escola escolheu fazer uma espécie de homenagem à Índia , explicando que Brasil e Índia são ligados , por coincidência, desde o descobrimento do Brasil. Ano passado a Mocidade escolheu como temática um outro país exótico, o Marrocos.

 

Camila Silva (Foto: Marcos Mello)

A atriz Camila Silva, rainha da bateria da Mocidade.

 


 

  •  Paraíso do Tuiuti:

 

 “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”

 

 

  • A Paraíso do Tuiuti escolheu como tema o aniversário de 130 da assinatura da Lei Áurea, lei que extinguiu a escravidão no Brasil e foi assinada pela Princesa Isabel. A escola escolheu esse tema ,também, como ponto de partida para um debate sobre como , ainda hoje, existem pessoas “escravizadas” , trabalhando muitas vezes “por um prato de comida” e também sobre o conceito do que é considerado  trabalho escravo no país.

 

 

 


 

  • Portela :

 

“De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”

 

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  • A Portela escolheu como pano de fundo do seu desfile a trajetória dos judeus que vieram da Europa , fugindo da Inquisição , se estabeleceram no Nordeste brasileiro e depois rumaram rumo à América do Norte, especialmente a cidade de Nova York. A temática da escola faz uma reflexão sobre xenofobia, discriminação e a importância do papel dos imigrantes na formação do país.

 

 

 


 

  • Salgueiro:

 

 “Senhoras do ventre do mundo”

 

 

  • Salgueiro escolheu como pano central do seu desfile a figura da mãe, especialmente as matriarcas negras.

 

 

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Viviane Araújo, rainha da bateria do Salgueiro

 

 


 

  • São Clemente :

 

“Academicamente Popular”

 

Logo da São Clemente para o Carnaval 2018. Foto: Divulgação

 

 

  • O enredo central desse ano da São Clemente será a comemoração dos 200 anos da Escola de Belas Artes da UFRJ. Uma curiosidade desse desfile é de que os próprios alunos da EBA confeccionaram as fantasias para o desfile.

 

 


 

  • União da Ilha:

 

“Brasil bom de boca”

 

 

Logomarca da União da Ilha 2018. Foto: Divulgação

 

  • A União da Ilha traz à avenida um enredo que remete ao paladar do brasileiro . Um estudo aprofundado do Brasil através do que é servido na mesa do brasileiro, da nossa culinária.

 

 

O chef francês Claude Troigros, destaque da União da Ilha

 


 

  • Unidos da Tijuca:

 

“Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem.”

 

 

 

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  • A Unidos da Tijuca escolheu homenagear a trajetória pessoal e profissional do ator Miguel Falabella.

 

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Miguel Falabella, homenageado no enredo desse ano da Unidos da Tijuca

 


 

  • Vila Isabel:

 

“Corra que o futuro vem aí”

 

Logotipo Unidos de Vila Isabel 2018. Foto: Divulgação

 

  • A Vila Isabel tem como tema central do desfile desse ano as maiores invenções da história da humanidade e os gênios por trás dessas inovações.

 

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Sabrina Sato, destaque da Vila Isabel

Cem anos de Atahualpa Yupanqui

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Hoje, 31 de janeiro, Atahualpa Yupanqui completaria 110 anos.

Batizado Héctor Roberto Chávero, escolheu em fins dos anos 40 o pseudônimo que o tornaria conhecido. Mais do que um nome, trata-se de uma mensagem de apresentação: em quíchua, idioma indígena falado pelos antepassados do cantor, “Atahualpa Yupanqui” significa “aquele que vem de longe para dizer algo”.

Longe é um termo impreciso: para seus admiradores europeus, entre os quais contava Edith Piaf, Yupanqui e sua música profundamente latinoamericana, mestiça, telúrica – em uma palavra: tradicional – eram de fato versos de um mundo desconhecido; já para nós, brasileiros, ele é tudo menos distante: suas canções são, em grande medidas, nossas.

Neste dia de lembrança de seu nascimento, escutemos, pois, o que Yupanqui veio nos dizer.

 

 

10 clipes que fazem 10 anos em 2018

VEJA TAMBÉM: 20 Clipes que fazem 20 anos em 2018

VEJA TAMBÉM: 30 clipes que fazem 30 anos em 2018


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2008.

O ano em que as cantoras Pop estavam em alta. Ano em que surgiram Katy Perry e Lady Gaga, ano do lançamento de Don’t Stop The Music, da Rihanna, da parceria entre Madonna e Justin Timberlake e do One Hit Wonder Hot Chip, com Ready For The Floor.

Compilamos dez videoclipes lançados há 10 anos, mas sentimos que muitos outros poderiam ser destacados aqui…se você tem algum do qual sentiu falta, escreva nos comentários.

  1. Katy Perry – “I Kissed A Girl”

2. Rihanna – Don’t Stop The Music


3. Alicia Keys – “No One”

4. Hot Chip – Ready For The Floor

5. Lady Gaga – Poker Face

6. Britney Spears – “Womanizer”

7. Coldplay – “Viva La Vida”

8. Paramore – That’s What You Get

9. Madonna – 4 Minutes (part. Justin Timberlake)

10. Beyoncé – If I were a boy

30 clipes que fazem 30 anos em 2018

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1988.

Ano em que o Hard Rock e a música pop conviviam nas paradas da MTV americana. Domínio do Guns N Roses no cenário rock – ao lado de U2. Ano em que Smooth Criminal, de Michael Jackson, foi lançada e Rick Astley vivenciou a fama com clássicos como “Never gonna give you up” e “Together Forever”. 

1988 nos proporcionou conhecer muitos clipes antológicos. Veja aqui 30 deles.

1. Guns N Roses- Sweet Child O’ Mine 


2. INXS – Need You Tonight/Mediate 


3. Michael Jackson – Man In The Mirror 


4. Bon Jovi – Bad Medicine 


5. U2 – Desire 


6. Michael Jackson – Smooth Criminal 


7. Pet Shop Boys – Always On My Mind 


8. Midnight Oil – Beds Are Burning 


9. George Michael – Faith 


10. Belinda Carlisle – Heaven Is A Place On Earth


11. Aerosmith – Angel 


12. Rick Astley – Together Forever 


13. Kylie Minogue – The Loco-Motion 


14. Whitney Houston – So Emotional


15. Poison – Every Rose Has Its Thorn


16 Salt N Pepa – Everybody Get Up


17 Guns N Roses – Welcome to the Jungle


18 UB40 – Red Red Wine 


19 George Michael – Father Figure 


20 Rick Astley – Never Gonna Give You Up 


21 INXS – Never Tear Us Apart 


22 Terence Trent D’Arby – Wishing Well


23 Cher — “I Found Someone”


24 Natalie Cole – Pink Cadillac 


25 Belinda Carlisle – Circle In The Sand 


26 Rod Stewart – Lost In You 


27 Bangles – In your room


28 Debbie Gibson – Out Of The Blue


29  INXS – New Sensation


30 Def Leppard – Pour Some Sugar On Me

20 clipes que fazem 20 anos em 2018

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Veja também: 10 clipes que fazem 10 anos em 2018


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1998.

Ano em que as Boy bands estavam em alta – rumo ao seu auge, por volta do ano 2000. Ainda não tínhamos Britney Spears, mas Madonna já reinava absoluta com os vídeos das músicas do ábum “Ray of Light”, ocupando o topo das paradas do Disk MTV. O ano de Natalie Imbruglia, one hit wonder com “Torn”. Ano do videoclipe “Diário de um detento”, dos Racionais MC e da saída de Geri Halliwell das Spic Girls (para a eterna tristeza de quem era apaixonada – como eu – pelo grupo).

Veja aqui 20 clipes que faziam sucesso em 1998 e completam 20 primaveras este ano:

1) All I have to give – Backstreet boys


2) The Power of Goodbye – Madonna


3) Savage Garden – Truly Madly Deeply


4) Tearing up my Heart – N’Sync


5) Natalie Imbruglia – Torn


6) Will Smith – Gettin’ Jiggy With It


7) U2 – Sweetest thing


8) Celine Dion – My Heart Will Go On (Titanic)


9) Aerosmith – I Don´t Want To Miss a Thing

 


10) Racionais MC´s – Diário de Um Detento


11) Charlie Brown Jr. – Proibida pra Mim


12) The Offspring – Pretty Fly (For a White Guy)


13) Spice Girls – Stop


14) New Radicals – You Get What You Give


15) The Verve – Bitter Sweet Symphony


16) Cachimbo da paz – Gabriel, o Pensador (feat. Lulu Santos)


17) You’re still the one – Shania Twain


18) Madonna – Ray of light


19) Quit playing gmes with my hear – Backstreet Boys


20) Good Riddance (Time Of Your Life) – Green Day

 

GRAMMY 2018 – Confira os vencedores

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Álbum do ano

  • “Awaken, My Love!” — Childish Gambino
  • “4:44” — JAY-Z
  • “DAMN.” — Kendrick Lamar
  • “Melodrama” — Lorde
  • “24K Magic” — Bruno Mars

Gravação do ano

  • “Redbone” — Childish Gambino
  • “Despacito (Remix)” — Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber
  • “The Story of O.J.” — JAY-Z
  • “HUMBLE.” — Kendrick Lamar
  • “24K Magic” — Bruno Mars

Música do ano

  • “Despacito (Remix)” — Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber
  • “4:44” — JAY-Z
  • “Issues” — Julia Michaels
  • “1-800-273-8255” — Logic feat. Alessia Cara & Khalid
  • “That’s What I Like” — Bruno Mars

Álbum de Rap

  • “4:44” – Jay-Z
  • “Damn” – Kendrick Lamar
  • “Culture” – Migos
  • “Laila’s Wisdom” – Rapsody
  • “Flower Boy” – Tyler, the Creator

Revelação

  • Alessia Cara
  • Khalid
  • Lil Uzi Vert
  • Julia Michaels
  • SZA

Performance solo de pop

  • “Love So Soft”, Kelly Clarkson
  • “Praying”, Kesha
  • “Million Reasons”, Lady Gaga
  • “What About Us”, P!nk
  • “Shape Of You”, Ed Sheeran

Álbum de pop com vocal

  • “Kaleidoscope EP”, Coldplay
  • “Lust For Life”, Lana Del Rey
  • “Evolve”, Imagine Dragons
  • “Rainbow”, Kesha
  • “Joanne”, Lady Gaga
  • “Divide”, Ed Sheeran

Álbum de rock

  • “Emperor of Sand”, Mastodon
  • “Hardwired … to Self-Destruct”, Metallica
  • “The Stories We Tell Ourselves”, Nothing More
  • “Villains”, Queens of the Stone Age
  • “A Deeper Understanding”, The War on Drugs

Colaboração em rap

  • “Prblms” – 6lack
  • “Crew” – GoldLink featuring Brent Faiyaz & Shy Glizzy
  • “Family Feud” – Jay-Z featuring Beyoncé
  • “Loyalty” – Kendrick Lamar featuring Rihanna
  • “Love Galore” – SZA featuring Travis Scott

Música de rap

  • “Humble” – Kendrick Lamar
  • “Bodak Yellow” – Cardi B
  • “Chase Me” – Danger Mouse, Run The Jewels & Big Boi)
  • “Sassy” – Rapsody
  • “The Story of O.J.” – Jay-Z

Performance de rap

  • “Humble” – Kendrick Lamar
  • “Bounce Back” – Big Sean
  • “Bodak Yellow” – Cardi B
  • “4:44” – Jay-Z
  • “Bad and Boujee” – Migos featuring Lil Uzi Vert

Performance de duo ou grupo

  • “Feel It Still” – Portugal. The Man
  • “Something Just like This” – The Chainsmokers and Coldplay
  • “Despacito” – Luis Fonsi and Daddy Yankee featuring Justin Bieber
  • “Thunder” – Imagine Dragons
  • “Stay” – Zedd and Alessia Cara

Álbum com vocal de pop tradicional

  • Tony Bennett Celebrates 90 – Dae Bennett, producer (various artists)
  • Nobody but Me (deluxe version) – Michael Bublé
  • Triplicate – Bob Dylan
  • In Full Swing – Seth MacFarlane
  • Wonderland – Sarah McLachlan

Gravação dance

  • “Tonite” – LCD Soundsystem
  • “Bambro Koyo Ganda” – Bonobo featuring Innov Gnawa
  • “Cola” – CamelPhat & Elderbrook
  • “Andromeda” – Gorillaz featuring DRAM
  • “Line of Sight” – Odesza featuring WYNNE & Mansionair

Álbum dance ou de eletrônica

  • 3-D The Catalogue – Kraftwerk
  • Migration – Bonobo
  • Mura Masa – Mura Masa
  • A Moment Apart – Odesza
  • What Now – Sylvan Esso

Performance R&B

  • “That’s What I Like” – Bruno Mars
  • “Get You” – Daniel Caesar featuring Kali Uchis
  • “Distraction” – Kehlani
  • “High” – Ledisi
  • “The Weekend” – SZA

Performance tradicional de R&B

  • “Redbone” – Childish Gambino
  • “Laugh and Move On” – The Baylor Project
  • “What I’m Feelin'” – Anthony Hamilton featuring The Hamiltones
  • “All the Way” – Ledisi
  • “Still” – Mali Music

Música R&B

  • “That’s What I Like” – Bruno Mars
  • “First Began” – PJ Morton
  • “Location” – Khalid
  • “Redbone” – Childish Gambino
  • “Supermodel” – SZA

Performance Urbana contemporânea

  • “Starboy” – The Weeknd
  • Free 6lack” – 6lack
  • “Awaken, My Love!” – Childish Gambino
  • “American Teen” – Khalid
  • “Ctrl” – SZA

Álbum R&B

  • “24K Magic” – Bruno Mars
  • “Freudian” – Daniel Caesar
  • “Let Love Rule” – Ledisi
  • “Gumbo” – PJ Morton
  • “Feel the Real” – Musiq Soulchild

 

Enredos das Escolas de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro 2018 – Parte I

Veja a parte 2 desse post CLICANDO AQUI


 

Horários dos desfiles das escolas de samba do  Carnaval 2018:

INÍCIO DE DESFILE DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO
21:15 – 22:00 IMPÉRIO SERRANO UNIDOS DA TIJUCA
22:20 – 23:22 SÃO CLEMENTE PORTELA
23:25 – 00:44 VILA ISABEL UNIÃO DA ILHA
00:30 – 02:06 PARAÍSO DO TUIUTI SALGUEIRO
01:35- 03:28 GRANDE RIO IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
02:40 – 03:15 MANGUEIRA BEIJA-FLOR
03:45 – 04:18 MOCIDADE
  • Beija Flor :

     

     

     

     

    “MONSTRO É AQUELE QUE NÃO SABE AMAR! Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu.”

 

Logotipo oficial do enredo da Beija-Flor 2018. Foto: Divulgação

 

  •     A obra “Frankenstein”, de Mary Shelley , completa 200 anos nesse ano, e a escola de samba Beija Flor fará um desfile em que a utilizará como inspiração, trazendo também uma reflexão sobre a intolerância e o preconceito. Pabllo Vittar será um dos destaque do desfile  da escola. 
Pabllo Vittar na quadra da Beija-Flor no Rio de Janeiro

Pabblo Vittar em um dos ensaios da Beija Flor


  • Imperatriz Leopoldinense:

 “Uma Noite Real no Museu Nacional”

Logotipo da Imperatriz Leopoldinense 2018. Foto: Divulgação

 

  • A escola  Imperatriz Leopoldinense escolheu como tema o aniversário de 200 anos do Museu Nacional do Rio de Janeiro , a mais antiga instituição científica do Brasil e um dos mais importantes museus de história natural do continente americano. O Criado por Dom João VI  , em 1818, com o intuito de estimular o conhecimento científico no Brasil, o museu teve como entusiasta e incentivadora a esposa do príncipe Dom Pedro I, a princesa austríaca Maria Leopoldina, também conhecida como Imperatriz Leopoldinense.

 

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Museu Nacional

 

 


 

  • Grande Rio:

 

“Vai para o trono ou não vai?”

 

Lançamento da sinopse do enredo da Grande Rio 2018. Foto: Max Gomes

 

  • O tema escolhido pela Grande Rio será sobre José Abelardo Barbosa de Medeiros , uma das figuras mais conhecidas e populares da televisão brasileira, o apresentador Chacrinha. “Vai para o trono ou não vai”  é um dos bordões mais célebres do apresentador.

 

AgNews

Juliana Paes, rainha da bateria da Grande Rio


 

  • Império Serrano :

 

 “O Império do samba na rota da China”

 

 

  • A Império Serrano levará a história e cultura milenar chinesa para a Sapucaí, tendo como destaque a “rota da seda”, que foi uma série de rotas interligadas que ligavam a Europa e o Oriente , para facilitar e possibilitar o comércio da seda.

 


 

  • Mangueira :

 

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”.

 

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  • A Mangueira tem como enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, que muitos apontam como uma indireta à Prefeitura do Rio de Janeiro , que diminuiu pela metade a verba para o Carnaval de 2018, caindo para R$ 1 milhão nesse ano. A escola diz também que usou como inspiração a marchinha “Eu brinco”, de 1944, ano em que houve uma crise econômica que ameaçou o Carnaval daquele ano . Abaixo, vídeo com a marchinha “Eu brinco” e o samba enredo desse ano da Mangueira.

 

 

 

 

Confira o novo clipe da Shakira

Foi lançado ontem (26/01/2018) o clipe da música Trap, novo vídeo da união sinistra entre Maluma e Shakira, dois dos colombianos mais famosos da atualidade.

Aparentemente uma das cenas do clipe foi utilizada na capa do cd da cantora, como vocês podem ver abaixo.

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O clipe foi filmado em Barcelona sob a direção de Jaume de Laiguana, um diretor catalão que já dirigiu vários clipes da Shakira, como Don’t bother, Gipsy, La bicicleta e Loca.

Confira o clipe:

15 anos sem Joe Strummer

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O grande Ariano Suassuna definiu-se certa vez como um integrante do que chamou de “patriciado de esquerda”. Segundo o autor do “Romance da Pedra do Reino”, trata-se daquele grupo de pessoas que, tendo nascido em seio aristocrático – patrícios, portanto – estão, por formação e opção pessoais, identificados com as coisas do povo. Patrícios de esquerda foram Getúlio Vargas e Friedrich Engels, Alfonso Reyes e De Gaulle, Dom Pedro II e Olof Palme. E patrício de esquerda foi também Joe Strummer, vocalista e guitarrista do The Clash, falecido a 22 de dezembro de 2002 – há exatos quinze anos, portanto.

Um roqueiro patrício é coisa rara. Um roqueiro patrício de esquerda é coisa raríssima. Um roqueiro patrício, de esquerda e com o talento do inglês John Graham Mellor – filho do diplomata Ronald Mellor e de Ana Mackenzie Mellor, descendente de landlords escoceses, nascido em Ancara, na Turquia, onde o pai representava Sua Majestade – não houve outro. Em seu nível, que é o de Lennon/ McCartney, Bob Dylan, Johnny Cash e Paul Weller, a figura de Joe Strummer é única em todos os sentidos, artísticos e ideológicos. Foi o maior autor de canções políticas da música pop, o que melhor soube casar referências literárias e históricas com o rock, o experimentalista sem medo (os melhores discos do Clash, London Calling e Sandinista, apresentam de hard rock a salsa, passando por valsa, blues, jazz, rockabilly e punk rock) e testemunha mais autorizada de sua geração musical, com a qual teve diversos atritos e incompreensões mútuas, sendo tachado de “plastic cockney” pelos punks do subúrbio de Londres (Strummer falava um Queen’s English perfeito e imitava o sotaque cockney da classe trabalhadora no começo de sua carreira) e de “aristocratazinho” por Jello Biafra, dos Dead Kennedys. As duas coisas, até certo ponto, corretas. Nenhuma delas capaz de diminui-lo.

Em vida, Strummer conheceu tudo. A fama, o respeito artístico, o sucesso comercial, a decadência, o ostracismo e, por fim, a retomada da carreira. Esta foi interrompida pela morte, quando começava a retornar ao showbiz com sua banda de apoio, os Mescaleros, e ensaiava uma reunião com seus ex-companheiros de Clash. Nada disso foi possível. Ficaram as suas letras de rara poesia, seu discurso político escrupulosamente coerente, sua curiosidade insaciável e a lembrança dos amigos, que o tinha como um sujeito agradável, bem humorado, inteligente e humilde.

Na hora da partida, assim lembrou dele o velho parceiro, Mick Jones, emulando com muito acerto a antiga identificação de Strummer com o mundo hispânico – o nosso mundo – que ele tanto amava: “Our friend and compadre is gone. God Bless you Joe”. 

Frase que repetimos agora, quinze anos depois.

Os 50 anos da revista “Rolling Stone”

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Hoje, dia 9 de novembro, a revista “Rolling Stone” completa 50 anos de existência.

Quem a acompanha hoje dificilmente reconhecerá a capa de sua primeira edição, que reproduzimos logo acima. Na época, mais parecia um jornal alternativo de música, destinado a fazer parte do caldeirão da contra-cultura da segunda metade dos anos 60. E, de fato, foi assim durante seus primeiros anos de existência.

Aos poucos, a “Rolling Stone” cresceu. Mudou o logo, o papel, o tamanho e ganhou o mainstream da cultura pop norte-americana, mas sempre mantendo um padrão de qualidade de texto e reflexão crítica que a fazem diferente de outras publicações do gênero.

Apesar da óbvia referência à banda de Mick Jagger e à canção imortal de Bob Dylan, a “Rolling Stone” nunca tratou apenas de música: pelas suas páginas passaram matérias antológicas sobre política, literatura, cinema e muito mais – como, por exemplo, a reportagem “Fear and Loathing in Las Vegas”, do grande Hunter Thompson, que se tornaria um clássico do jornalismo gonzo.

Nas palavras do fundador da “Rolling Stone”, Jan Wenner, expressas no primeiro editorial de 9 de novembro de 1967, o foco da revista não era apenas a música, mas sim todas as “coisas e atitudes que a música envolve”. Em outras palavras: tudo.

É assim até hoje – e, esperamos, seguirá assim por muitas décadas.

Joe Strummer: 65 anos

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Hoje, dia 21 de agosto,  Joe Strummer completaria 65 anos.

Completaria, porque já não está entre nós. Morreu em 2002, com 50 anos;  acabou com seu grupo, The Clash, em 1986, aos 34; e começou no mundo do rock em 1975, aos 23, com a banda de boteco The 101ers. No total, 27 anos de dedicação à música – 27 anos de evolução, raríssima num meio que incentiva a autorrepetição e a auto-caricatura. O princípio a ser seguido é o de nunca mudar para não desapontar os fãs.

Segundo esse princípio, Joe Strummer fez tudo errado: partiu do rock fifties dos 101ers, passou pelo punk vigoroso dos dois primeiros discos do Clash, pela mistura de ritmos de London Calling, Sandinista Combat Rock e, ao deixar seu grupo, investiu numa bela carreira solo onde prestou tributo à música popular universal, da sua Inglaterra natal às Antilhas, dedilhando o violão nas rodas musicais de todos os povos do mundo. Pois fez tudo errado e, fazendo tudo errado, tornou-se popularíssimo, atingindo o topo logo após abandonar a ortodoxia ideológica do punk rock, no início dos anos 80, quando o Clash lotava arenas e estádios e brilhava no concorridíssimo Top 40 da Billboard com canções de estilo inclassificável como Rock the Casbah, London Calling, Train In Vain Rudie Can´t Fail.

 The Future is Unwritten, documentário dirigido pelo britânico Julien Temple, especialista no movimento punk da Inglaterra, conta um pouco – porque um filme só não é suficiente – da história de Strummer. Merece ser visto no dia de hoje – e não só.

http://www.youtube.com/watch?v=xg3md__8IaQ

O disco de vinil voltou

 

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Há já alguns anos fala-se no aumento das vendas dos discos de vinil. No começo, creditou-se o fenômeno ao saudosismo dos mais velhos, mal adaptados ao mundo do mp3, do Youtube, dos Ipads e de outras formas de acesso à música – para não falar do CD, que, àquela altura, já parecia em declínio. A explicação trazia consigo a ideia de que se tratava apenas de uma moda, uma reação momentânea que arrefeceria quando os tiozões se acostumassem às modernidades tecnológicas.

Pois bem: não foi o que aconteceu. As vendas dos discos de vinil continuaram a crescer. E agora, segundo o jornal britânico “The Guardian”, atingiram o seu maior nivel em 25 anos. Mais: os artistas britânicos ganharam mais dinheiro com vendas de discos de vinil do que com o Youtube. Em 2017, espera-se que as vendas cheguem a 40 milhões de unidades. Já é um negócio bilionário – como era nos anos 80, no auge das vendas dos LPs.

Há quase dez anos, esta página previa o retorno triunfal do vinil. É um retorno que está consolidado. Daqui para frente, ninguém poderá falar de mercado musical sem mencionar os LPs.

Mundo da música perde Leonard Cohen

O mundo da música está de luto: hoje, dia 10 de novembro, faleceu Leonard Cohen, aos 82 anos.

Sua morte foi confirmada nesta noite pela sua gravadora, mas as causas não foram dadas.

Cantor e compositor reconhecidíssimo, Cohen foi um dos músicos mais influentes da geração dos anos 60, superado, talvez, apenas por Bob Dylan, com quem foi frequentemente comparado.

Seus temas favoritos foram a guerra, a paz e a espiritualidade.

Sua canção mais conhecida é “Hallelujah”, que reproduzimos abaixo.

Bob Dylan ganha o Nobel de Literatura

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O Nobel de Literatura nunca foi somente “de literatura”. Ao longo de seus 115 anos de existência, já foi concedido a romancistas, poetas e dramaturgos – e também a filósofos, como Henri Bergson; a historiadores, como Theodor Mommsen; e a políticos distinguidos pela oratória, como Winston Churchill. Ou seja, abrigou a todos os que, de uma forma ou de outra, deram sua contribuição para o aprimoramento das artes da palavra.

Este variado grupo de premiados soma-se, agora, o norte-americano Bob Dylan.

 

A Academia Sueca justificou a escolha da seguinte forma: “O Prêmio Nobel de Literatura de 2016 foi concedido a Bob Dyan por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana”. E é bem assim: nas canções de Dylan ressoam as vozes do começo do rock’n roll, do blues rural de Robert Johnson, do country de protesto de Woodie Guthrie e dos milhares de trovadores anônimos das profundezas da América, conhecidos e amados por outros anônimos à beira dos pequenos palcos dos bares do interior; ressoam, também, as vozes muito americanas de Walt Whitman e de Allen Ginsberg;  as vozes dos profetas da “Bíblia”, que ele escutou com  atenção; e, claro, a grande voz do seu querido Dylan Thomas.

Além das canções, Dylan, como se sabe, também escreveu livros de poesia, crônicas e ensaios, que não devem ter sido desconsiderados na avaliação da comissão sueca. Afinal, o prêmio é dedicado aos cultores da palavra – a todos eles. Como Dylan é e sempre foi.

30 anos sem Benny Goodman

Há exatos 30 anos o mundo perdia o clarinetista Benny Goodman, uma das figuras mais importantes da história do jazz.

Nasceu em Chicago, em 1909, sob o nome de Benjamin David Goodman, filho de judeus russos paupérrimos. Apaixonou-se pelo jazz na juventude, fato então raro para um rapaz branco: na altura, era um ritmo estigmatizado pela sua vinculação com os então discriminadíssimos afro-americanos.

Conhecido como o “Rei do Swing”, Goodman contribuiu enormemente para divulgar o estilo pelo mundo. Foi também um campeão da integração étnica numa era de segregação nos EUA: sua banda foi uma das primeiras a juntar músicos brancos e negros.

O 10 de maio de Bono Vox e uma interpretação dos significados de With or Without You

VEJA TAMBÉM: 30 clipes que fazem 30 anos em 2018

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Em Dublin, no dia 10 de maio de 1960, nascia Paul David Hewson, nome pouco conhecido do público em geral mas que serviu de batismo a um dos grandes ícones da música mundial, Bono Vox, vocalista do U2 e ativista social humanitário. Nos braços de seus pais, Bono teve a primeira experiência com diferenças que podem fazer parte dos povos: seu pai era católico, e sua mãe, protestante, em uma República da Irlanda formada majoritariamente por fiéis do catolicismo romano. Em que pese na vizinha Irlanda do Norte conflitos e tensões tenham marcado a convivência entre a população, de casa Bono teve a politização de tolerância e convívio que viriam a pautar sua vida, o U2 e suas ações: seus pais decidiram, em harmônico consenso, que o primeiro filho seria batizado na Igreja Anglicana, e o segundo, na Igreja Católica. Paul – ou Bono – foi o segundo.

Leia também:

O que significou o fim dos Beatles para John Lennon – uma análise da música “God”

Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma interpretação de “Who’ll stop the rain?”

Se do berço Bono assistiu a lições de tolerância e convivência, sua infância e juventude foi marcada por episódios mundiais lamentáveis que acabaram por terminar de moldar o personagem que assistimos nos dias de hoje. Em 1972, um confronto na Irlanda do Norte entre o IRA (Irish Republican Army), grupo armado católico separatista , reuniu a população para manifestações – até onde se sabe, pacíficas – contra prisões arbitrárias de membros do grupo por parte do Governo e pela defesa de Direitos Civis. Após uma sucessão malfadada de acontecimentos, um confronto generalizado é formado e tiros são disparados em direção a pessoas que participavam, inocentemente, da manifestação: 13 morrem e muitos ficam feridos na noite de 30 de janeiro de 1972, o “Domingo Sangrento”.

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O horrível Domingo Sangrento

O começo da formação de músico veio pouco depois. Após a morte de sua mãe, em 1974, vitimada por um aneurisma cerebral, Bono passou a conviver com segmentos mais, digamos, radicais da sociedade: nas ruas de Dublin, viveu a rebeldia adolescente e passou a conviver nas margens do circuito musical. A primeira experiência de Bono com o microfone veio em uma banda de seus amigos. Conhecido pelo desafino e incapacidade de cantar, foi apelidado de “Bonavox”, nome de loja de produtos auditivos da cidade e cuja tradução junto ao latim signifique “Boa voz”. O irônico apelido gerou uma irônica situação: dali surgiria o nome que viria a ser conhecido um dos grandes vocalistas do rock mundial.

O envolvimento com o que viria a se tornar o U2 veio de forma inesperada. Atendendo ao apelo de um cartaz pendurado no prédio de sua escola em que um baterista convocava pessoas para criação de uma banda, Bono foi até o local e conheceu o autor do pedido: Larry Mullen Jr., baterista do U2. Outros dois rapazes atenderam ao chamado. Adam Clayton, baixista da banda e Dave Evans – que passaria a receber o apelido de The Edge.

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A escola em que Bono estudou

Com a formação do grupo, veio a formação do U2. O lado crítico e sensível  de Bono teve espaço para crescer e mostrar todo seu brilhantismo. O terceiro disco lançado, “War” mostra a grande faceta do viés político da banda em Sunday Bloody Sunday, um hino contra as atrocidades do Domingo Sangrento vivido na Irlanda do Norte em 1972. A formação do caráter da banda e das músicas passa diretamente pela formação do caráter de Bono e dos demais integrantes. “How long must we sing this song? / How long / How long?” questiona Bono, em todos os shows feitos pelo U2 nas performances sempre emblemáticas de Sunday Bloody Sunday.

Seja pelo calor que dá às músicas, pela sensação de significado que saem das letras de suas composições ou pelo timbre de sua voz, Bono Vox transformou-se na virada do Século XX para o Século XXI o principal nome do rock ativista mundial.Notabilizou-se   após os atentados de 11 de Setembro de 2001 pela defesa da  paz, de  direitos humanos e de  adoção de políticas de sustentabilidade mundial. Foi do U2 o hino mundial adotado após os atentados em Nova York: “Walk On” (Caminhe, siga em frente), marcante composição do disco All That You Can’t Leave Behind. One” é outro exemplo de música que propaga o respeito, o amor e a tolerância. 

A influência da religião e dos valores a ela inerentes parecem ter pautado a vida e a mentalidade de Bono. Não raro, utiliza de passagens bíblicas para pregar por igualdade, respeito e tolerância entre povos. Em suas músicas, metáforas a religião também não são incomuns.

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“Coexista”, pede Bono durante a execução de Sunday Bloody Sunday

A boa voz de Bono, outrora questionada e ironizada  é hoje referência de qualidade e significado. Foi a voz que Joey Ramone escolheu para ouvir, uma última vez, em seu leito de morte – deitado solitário em seus últimos momentos de vida, o antigo líder dos Ramones colocou “In A Little While”, do U2, para tocar e repetir no aparelho de som ao lado de sua cama. Na voz de Bono e seu trecho de “In a little while, This hurt will hurt no more” (Daqui a pouco Esta ferida não vai mais doer), que Joey  encontrou conforto para despedir-se da vida sacrificada por um linfoma. E foi igualmente da mente de Bono que saíram os acordes para a composição de uma das mais belas músicas já lançadas pelo U2: With Or Without You, do disco The Joshua Tree, marcado por composições sensíveis e sociais com influência política e religiosa.

With or without you (Com ou sem você)

 See the stone set in your eyes (Vejo uma frieza em seus olhos)

See the thorn twist in your side (Vejo os espinhos retorcidos ao seu lado)

I wait for you (Eu espero por você)

A riqueza da música já é percebida na escolha das expressões na letra. “See the stone set in your eyes”, em um comentário metafórico para uma frieza no olhar: o “olhar petrificado”, da tradução literal, mostra uma distância na relação entre os dois, com um olhar frio e quase indiferente. A influência da fé no cristianismo de Bono Vox também não pode ser ignorada: a pedra nos olhos também não poderia  ser a que selou a tumba de Jesus? “See the thorn twist in your side” (Vejo os espinhos retorcidos ao seu lado) remete à coroa de espinhos dada a Jesus Cristo em sua crucificação, fazendo alusão ao sofrimento que a pessoa a quem a música se refere está passando. “I wait for you” (Eu espero por você) diz a letra: ainda assim, mesmo com todos os poréns, o autor quer persistir.

Sleight of hand and twist of fate (Truques de ilusão e reviravoltas do destino)

On a bed of nails she makes me wait (Em uma cama de pregos ela me faz esperar)

And I wait… without you (E eu espero…sem você)

Aqui há um momento de grande significado da música. With Or Without You é vista por muitos como uma possível canção religiosa criada por Bono, especialmente pela expressão “bed of nails (cama de pregos): seria uma referência à cruz de Jesus Cristo? O uso do pronome “she” na segunda linha desta estrofe, no entanto, dá a entender outro significado – o de uma canção romântica. E a leitura parece indicar esse caminho. Reviravoltas circunstanciais ao relacionamento entre os dois fazem com que o locutor sinta-se em uma situação intolerável de espera por uma decisão a respeito do que será decidido entre ambos. Novamente o uso de expressões metafóricas é adotado por Bono para conferir significado a música. “On a bed of nails she makes me wait” (Em uma cama de pregos ela me faz esperar) parece implicar que o momento de incógnita torna insuportável aguardar pelo que estaria por vir – uma tortura, que o obriga a ficar “without you” (sem você). Houve um distanciamento.

With or without you (Com ou sem você)

With or without you (Com ou sem você)

Um questionamento, um dilema, sem nenhuma conclusão. O que esperar diante deste distanciamento?

Through the storm we reach the shore (Atravessando a tempestade, chegamos na costa da praia)

You give it all but I want more (Você deu tudo de si, mas eu quero mais)

And I’m waiting for you (E estou esperando por você)

Neste trecho, a análise se torna mais simplificada. Passadas as turbulências iniciais, houve uma conciliação, mas que se provou insuficiente. O locutor reconhece a superação de obstáculos e que limites foram atingidos para a construção deste relacionamento, mas ainda não se dá por satisfeito, dizendo “You give it all but I want more” (Você deu tudo de si, mas eu quero mais). E sentencia: And I’m waiting for you (E estou esperando por você).

With or without you (Com ou sem você)

With or without you ohoo (Com ou sem você)

I can’t live (Não consigo viver)

With or without you (Com ou sem você)

Aqui a definição mais clara do sentido da música. Há um evidente sentimento e uma vontade de permanecer próximo, mas também começa a surgir o reconhecimento de que está se tornando impossível. “With or without you, I can’t live With or without you” (Com ou sem você, não consigo viver com ou sem você). A própria voz de Bono ao chegar ao refrão altera: no lugar do tom ameno, há um grito quase de desespero ao dizer que “Não consigo viver com ou sem você”. A proximidade não satisfaz todos os desejos, mas o afastamento é intolerável.

And you give yourself away

And you give yourself away

And you give

And you give

And you give yourself away

Surge uma intrigante parte da canção, que repete-se logo depois. “And you give yourself away” gera uma dupla interpretação de seu significado, e talvez seja esta a razão pela qual é cantada em dois momentos distintos: pode significar tanto “e você se entregou, cedeu, se doou” quanto “e você desistiu, se entregou no sentido de ‘admitir a derrota’, abandonou”. A primeira vez em que é cantada parece ter maior relação com o primeiro significado, indicando as tentativas e os esforços. Na segunda vez, a desistência.

My hands are tied (Minhas mãos estão atadas)

My body bruised, she’s got me with (Meu corpo está dolorido, ela me deixou com)

Nothing to win (Nada a ganhar)

and nothing left to lose (E nada mais a perder)

“Minhas mãos estão atadas”, diz o locutor: ele está sem ação e não sabe mais o que fazer. Parece um choque de realidade. Apesar dos esforços, e da dor expressa, ele se sente atônito. Percebe que não há mais nada a ganhar, que atingiram seus limites nos esforços – e se não há mais nada a ganhar, não resta mais nada a perder. É o momento de entregar-se e desistir, e por isso repete-se a seguir a espressão “Give yourself away”.

And you give yourself away

And you give yourself away

And you give

and you give

And you give yourself away

Há a distinção entre os dois significados explicitados anteriormentes. Agora, parece fazer mais sentido com a tese de que houve uma desistência. “And you give yourself away” (E você desistiu, admitiu a derrota): os esforços não foram suficientes.

With or without you (Com ou sem você)

With or without you (Com ou sem você)

I can’t live (Não consigo viver)

With or without you (Com ou sem você)

Repetindo a dificuldade de conviver “com ou sem você”, o locutor demonstra que, apesar de ser a única saída para o dilema, a solução adotada não o satisfez. Após a última frase ser repetida, a música baixa o tom. O silêncio do instrumental indica a conformidade e a necessidade de aceitação.

A beleza da música permite múltiplas interpretações. Há o viés espiritual, que permite ver a letra como a de alguém em crise de fé religiosa; há espaço para a discussão da alteração dos pronomes que Bono utiliza na música (she e you em seqüência) e seus significados. Seja como for, With Or Without You é uma obra de arte composta por uma das maiores bandas de todos os tempos.

Ouça a música aqui:

Histórica apresentação do Guns N’Roses em Los Angeles marca o retorno da banda

Na noite de 1º de abril de 2016 – o irônico dia da mentira ou dos bobos – reuniram-se, na tradicional e antiga casa de shows Troubadour, na California, Axl Rose, Duff McKagan e Slash, no show que marcou uma espécie de volta do Guns N’Roses original. O retorno dos principais membros de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos era aguardado há mais de 20 anos. O local escolhido foi palco de algumas das primeiras apresentações do Guns antes de alcançar o estrelato: com capacidade para menos de 1000 pessoas, a escolha do Troubadour é um forte indicativo de que o retorno da banda não é apenas uma jogada publicitária ou de mercado. O Guns quer voltar.

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A reunião dos principais membros, aliás, já estava anunciada e era aguardada para os próximos dias. A escolha por realizar o show surpresa em Los Angeles – e no dia 1º de abril – indica uma boa vontade por parte da banda em voltar às origens e aproximar-se dos fãs. Os ingressos vendidos para o concerto custavam 10 dólares, valor irrisório para um show de grande porte em qualquer lugar do mundo.

Como foram proibidas filmagens particulares no show, registros da apresentação são pequenos: apenas filmagens amadoras de fãs fazendo uso de celulares mostraram momentos do concerto. Em uma delas, Welcome to The Jungle é registrada com Axl, Slash e Duff mostrando expressões contentes e energia: o Guns está de volta à selva.

As rusgas de outrora parecem ter ficado para trás: Axl, ao falar sobre Slash, disse: “Aqui está um cara que não precisa ser apresentado, mas o farei mesmo assim: senhoras e senhores….Slash”.

O nome escolhido para a turnê da reunião do Guns clássico é irônico: “Not in this Lifetime Tour” (algo como Turnê “Não nessa vida”). A separação que perdurou por mais de duas décadas indicava que a volta do Guns jamais aconteceria. Axl, Slash e Duff provaram o contrário no histórico 1º de abril de 2016. O Guns N’Roses está de volta.

Setlist do Guns ‘n’ Roses no Troubadour
1. It’s So Easy
2. Mr. Brownstone
3. Chinese Democracy
4. Welcome to the Jungle
5. Double Talkin’ Jive
6. Live and Let Die (Wings cover)
7. Rocket Queen
8. You Could Be Mine
9. Speak Softly Love (Andy Williams cover)
10. Sweet Child O’ Mine
11. New Rose (The Damned cover)
12. Better
13. Knockin’ on Heaven’s Door
14. My Michelle
15. Nightrain
16. The Seeker (The Who cover)
17. Paradise City

80 anos de Alfredo Zitarrosa

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Hoje, 10 de março de 2016, o cantor e compositor uruguaio Alfredo Zitarrosa completaria 80 anos.

Ao contrário do que acontece a muitos cantores, este montevideano criado nos pampas uruguaios descobriu-se músico um pouco tarde: sua estréia foi no Peru, em 1963, onde apresentou-se em um programa de televisão. Até então, Zitarrosa era radialista, escritor – ganhou um prêmio pelo livro “Explicaciones”, de 1959, que entretanto jamais foi publicado – e jornalista do mítico semanário uruguaio “Marcha”, um dos melhores jornais independentes deste continente. A apresentação, que só ocorreu por insistência de um amigo, foi um sucesso e deu início uma carreira cheia de êxitos, que nem exílio forçado pela ditadura uruguaia (à qual se opunha) e o banimento de suas músicas das rádios puderam impedir: canções como  “Candombe del olvido“, “Guitarra negra” e “El violín de Becho” são conhecidas em toda a América e fazem parte de qualquer seleção do melhor cancioneiro latinoamericano do século passado. Em 1984, voltou ao seu país, e uma multidão lotou as ruas da rambla montevideana para recebê-lo. Cinco anos depois sofre um infarto, que o vitimará em poucas horas.

Um de seus amigos, o poeta Washington Benavides, definiu-o certa vez como “um homem renascentista, atento a tudo aquilo que pode mudar uma vida”. Uma mirada por sua obra dá mesmo essa impressão: ela compreende seus quarenta discos, gravados entre  1965 e 1988; seus ensaios filosóficos e artísticos, reunidos no volume “El ofício del cantor”; e seus contos, presentes em “Fábulas materialistas”. Foi publicada também uma seleção de suas reportagens e artigos em “Marcha”, onde podemos encontrar uma memorável entrevista com o escritor uruguaio Juan Carlos Onetti. Lá pelas tantas, o então jovem Zitarrosa pergunta ao autor de “O Poço”, não sem certa petulância, porque achava que era tão famoso. Ao que Onetti lhe respondeu:

“Porque la fama es puro cuento”.

O caso do próprio Zitarrosa  viria a invalidar esta regra.

E, para citar outro que invalida a regra do grande Onetti, deixamos aqui um candombe de Zitarrosa em homenagem a Garrincha, gravada em 1987:

 

Lo lleva atado al pie, como una luna atada al flanco de un jinete,
lo juega sin saber que juega el sentimiento de una muchedumbre,
y le pega tan suave, tan corto, tan bello,
que el balón es palomo de comba en el vuelo,
y lo toca tan justo, tan leve, tan quedo,
que lo limpia de barro y lo cuelga del cielo,
¡y se estremece la gente, y lo ovaciona la gente!

Lo lleva unido al pie, como un equilibrista unido va a la muerte,
lo esconde –no se ve–, le infunde magia y vida y luego lo devuelve,
y se escapa, lo engaña, lo deja, lo quiere,
y el balón le persigue, le cela, le hiere,
y se juntan y danzan y grita la gente,
y se abrazan y ruedan por entre las redes,
¡y se estremece la gente, y lo ovaciona la gente!

¿Quién se llevó de pronto la multitud?
¿Quién le robó de pronto la juventud?
¿Quién le quitó de un golpe el hechizo mágico del balón?
¿Quién le enredó en la sombra la pierna, el flanco y el corazón?
¿Quién le llenó su copa en la soledad?
¿Quién lo empujó de golpe a la realidad?
¿Quién lo volvió al suburbio penoso y turbio de la niñez?
¿Quién le gritó en la cara: –Usted no es nada, ya no es usted?
Ya no es usted, señor, ya no es usted.*

El último balón lo para con el pecho y junto al pie lo duerme,
lo mira y sólo ve cenizas del amor que estremeció a la gente,
y lo pierde en la hierba, lo deja, lo olvida,
no lo quiere, le teme, no puede, no atina,
y se siente de nuevo enterrado en la vida,
y el balón se le escapa entre insultos y risas,
¡y se enfurece la gente, y le abuchea la gente!

¿Quién se llevó de pronto la multitud?
¿Quién le robó de pronto la juventud?
¿Quién le quitó de un golpe el hechizo mágico del balón?
¿Quién le enredó en la sombra la pierna, el flanco y el corazón?
¿Quién le llenó su copa en la soledad?
¿Quién lo empujó de golpe a la realidad?
¿Quién lo volvió al suburbio penoso y turbio de la niñez?
¿Quién le gritó en la cara: –Usted no es nada, ya no es usted?

Ya no es usted señor, ya no es usted…

 

 

Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma interpretação de “Who’ll stop the rain?”

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Creedence Clearwater Revival

O rico e poderoso cenário musical nas décadas de 50, 60 e 70 influenciou gerações de jovens mundo afora em âmbito político e cultural. Foi uma época de questionamentos e de movimentos estudantis fortes com manifestações anti-governistas e anti-guerra, que se viram representados nos acordes das harmonias musicais criadas por conjuntos como Creedence Clearwater Revival – em especial, no que dizia respeito ao grito de basta pelo conflito armado no Vietnã. A guerra no sudeste asiático, que começou em 1955 e se estendeu até 1975, foi mais um exemplo dos horrores que ocorreram em um mundo dividido politicamente entre dois grandes centros políticos: os Estados Unidos e a União Soviética. Ao sul, a República do Vietnã, com ajuda econômica e militar dos americanos; ao norte, a República Democrática do Vietnã, amparada por China e União Soviética.

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O confronto no sudeste da Ásia foi marcado por fatos horrorosos contra a humanidade. Aviões norte-americanos despejaram nos céus vietnamistas milhares de bombas e armas químicas como Napalm e o aterrorizante “Agente Laranja”. Os efeitos biológicos das armas foram incomensuráveis. O Napalm gruda na pele causando queimaduras devastadoras ao corpo humano – a agonia dos vietnamistas atingidos pelo líquido inflamável foi captado pelas lentes do fotógrafo Nick Ut, que venceu o prêmio Pulitzer de 1973 pela imagem icônica do horror da guerra no Vietnã. O “Agente Laranja” é ainda pior. O exército americano, desesperado pelas estratégias de guerrilha dos vietcongues, pulverizou os céus do Vietnã do Norte com mais de 80 milhões de litros do herbicida desfolhante, que buscava destruir as produções de alimentos inimigas e as vegetações em que se escondiam. Os resultados foram assustadores: a substância causou mutações genéticas, cânceres em larga escala, destruição de habitats naturais e distúrbios congênitos vistos até hoje, 40 anos depois do final do conflito. As chuvas explosivas e químicas assolaram vietnamistas, os próprios soldados americanos e não pouparam nem mesmo o solo do país.

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A icônica foto de Nick Ut, que venceu o Pulitzer em 1973 registrando o horror do Napalm no Vietnã

As chuvas de Agente Laranja desolaram o ecossistema do Vietnã. O desfolhante destrói as vegetações, enegrece as árvores um dia verdes, penetra no solo apodrecendo raízes e atinge os lençóis freáticos. Décadas depois, imensas áreas de agricultura do país ainda apresentam níveis de dioxina – substância presente na composição – centenas de vezes acima do tolerável pelo corpo humano.

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Helicóptero americano pulverizando o Vietnã com “Agente Laranja”: efeitos devastadores são sentidos até hoje

Quase três milhões de americanos foram enviados ao Vietnã nos longos anos em que o conflitou durou. 58 mil deles morreram, juntamente de mais de 2 milhões de vietnamitas – grande parte deles simples camponeses. Os horrores da Guerra do Vietnã foram responsáveis por uma onda chamada de “contra-cultura” na sociedade ocidental, responsável, dentre outros, por um aumento da politização em músicas populares americanas – em especial, o folk e o country. A vertente mais conhecida foi o movimento Hippie.  O movimento, majoritariamente liderado por jovens, teve uma das suas maiores expressões expostas no Festival de Woodstock, de 1969. Centenas de milhares de pessoas reuniram-se por três dias de sol e chuva regados a música, sexo e rock n’roll, o mantra do movimento em afronta ao chamado “establishment” – as organizações e instituições oficiais. Woodstock foi o ápice da contra-cultura. A música foi o pano de fundo de uma manifestação visual e ruidosa que ganhou o mundo. A contra-cultura criou movimentos sociais de contestação.

Do palco de Woodstock veio a inspiração para uma das mais belas canções produzidas pelo conjunto musical do sul da Califórnia conhecido como Creedence Clearwater Revival, cujo ritmo de folk/country conquistou o país nas décadas de 60 e 70. A banda se tornou uma espécie de símbolo contrário à guerra no Vietnã nos Estados Unidos do período. Em uma de suas produções mais conhecidas e abertamente crítica ao conflito, John Fogerty, vocalista e líder da banda, juntamente de seus companheiros, criticaram o alistamento militar obrigatório nos Estados Unidos e seus critérios na inesquecível “Fortunate Son” (Filho afortunado). Durante a apresentação da banda no Festival, uma chuva torrencial caía nos campos em que o público assistia as apresentações. John Foggerty, líder e cantor da banda, afirmou:  “Olhei o público do festival dançando na chuva, na lama, despidos, no frio e amontoados, e a chuva não parava de cair. Quando voltei para casa, sentei e escrevi “Who’ll Stop The Rain?”. O Creedence Clearwater Revival foi a primeira grande banda a garantir presença em Woodstock.

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Woodstock foi um dos maiores símbolos da contra-cultura

De fato, a chuva foi um elemento presente e marcante em Woodstock. O simbolismo da intempérie fez Foggerty criar uma belíssima música crítica à guerra e à política: “Who’ll Stop The Rain”, uma das mais belas baladas produzidas pela banda, traz mensagens de protesto e críticas.

Who’ll Stop The Rain?    (Quem vai parar a chuva?)

Long as I remember    (Desde que me lembro)

The rain been comin’ down    (A chuva vem caindo)

Clouds of myst’ry pourin’     (Nuvens de mistério vertendo)

Confusion on the ground     (Confusão sobre a terra)

A Guerra no Vietnã arrastava-se por longos anos e trazia consigo milhões de mortes entre civis e militares no sudeste da Ásia. Fogerty, que abertamente inspirou-se nas cenas que via durante o Festival de Woodstock, conseguiu transmitir ao mesmo tempo o que seus olhos captavam e o simbolismo do que representavam aquelas cenas: a chuva que caía no céu americano nos dias de festivais era para ele um símbolo do que acontecia no Vietnã. As bombas que eram jogadas dos aviões diariamente há anos causavam destruição e horror com chuvas de líquidos inflamáveis e produtos químicos destruindo as terras da região.

Good men through the ages    (Bons homens através dos tempos)

Tryin’ to find the sun    (Tentando encontrar o sol)

And I wonder    (E eu me pergunto)

Still I wonder    (Ainda me pergunto)

“Who’ll stop the rain?”    (“Quem vai parar a chuva? “)

O significado metafórico de “encontrar o sol” sugere a busca pela paz e resolução de conflitos – o sol é usualmente utilizado como sinônimo de esperança e bons momentos. Fogerty no trecho demonstra que, apesar dos aparentes esforços de pessoas com também aparentes boas intenções, não houve “quem parasse a chuva”, que pode ser entendida como a própria guerra ou os bombardeios de Napalm e Agente Laranja. A chuva e as nuvens, do primeiro trecho, seja no sentido literal ou metafórico, eram obstáculos aos esforços dos “bons homens” que “tentavam encontrar o sol”. A chuva ainda pode ser compreendida de outra forma: como as mentiras inventadas e propaladas ao público. Quem irá parar a guerra? Quem irá parar o bombardeio de Napalm e Agente Laranja?

I went down Virginia    (Eu fui para a Virgínia)

Seekin’ shelter from the storm    (Procurando abrigo da tempestade)

Caught up in the fable    (Envolvido na fábula)

I watched the tower grow    (Eu observava a torre crescer)

Sabe-se que John Fogerty serviu ao exército americano na base militar de Fort Lee, no Estado da Virginia, de onde viu milhares de compatriotas serem enviados à guerra. John ficou entre os reservistas. Envolvido ao meio militar, enxergou de perto a crescente tensão do conflito e às complicações da guerra para os Estados Unidos, o Vietnã e toda a humanidade. Milhares de veteranos de guerra retornaram ao país com disfunções psíquicas jamais resolvidas.

Five year plans and new deals    (Planos de cinco anos e novos acordos)

Wrapped in golden chains    (Envoltos em correntes douradas)

And I wonder    (E eu me pergunto)

Still I wonder    (Ainda me pergunto)

Who’ll stop the rain    (“Quem vai parar a chuva?)

Aqui a referência política e crítica é bastante evidente. De um lado, os “planos de 5 anos”, quinquenais, característicos da União Soviética na planificação da economia promovida pelo governo local; de outro, o “Novo Plano/Acordo”, o famoso New Deal promovido pelos Estados Unidos para recuperar a economia do país após a tenebrosa Crise de 29. A próxima frase é ainda mais impactante. Ao dizer “Envoltos em correntes de ouro/douradas”, John lembra que os Governos se locupletam das amarras do maquinário em que mantém seus cidadãos. Com o uso de dois dos termos simbólicos de cada um dos projetos de país, Fogerty critica as promessas vazias políticas que visam beneficiar não a sociedade, mas sim o poder político. Em meio a tudo isso, segue se perguntando: “Quem irá parar a chuva?”, com o mesmo significado das estrofes iniciais.

Heard the singers playin’    (Ouvimos os cantores tocando)

How we cheered for more    (Como pedimos por mais!)

The crowd had rushed together    (A multidão tinha se reunido)

Tryin’ to keep warm    (Tentando manter-se aquecida)

Still the rain kept pourin’    (Ainda assim a chuva continuava caindo)

Fallin’ on my ears    (Caindo nos meus ouvidos)

And I wonder    (E eu me pergunto)

Still I wonder    (Ainda me pergunto)

“Who’ll stop the rain?”    (“Quem vai parar a chuva? “)

A estrofe final da música dá o tom da narrativa da canção inspirada em meio ao famoso festival de Woodstock. Fogerty, assim como os outros presentes no evento, cantou e ouviu as vozes que clamavam pelo fim dos conflitos no Vietnã. Em meio à chuva torrencial que caía, a multidão se mantinha próxima para manter-se aquecida. É ao mesmo tempo um relato do que acontecia e um desabafo: apesar de todos os esforços dos presentes, dos “bons homens através dos tempos” e das promessas políticas, a chuva continuava a cair. “Caindo em meus ouvidos”, diz Fogerty: o relato dos veteranos de guerra abalados pelas experiências vividas em combate registra que os sons das explosões e horrores vividos persistem, ainda que não estejam mais nos campos de batalha.

Como se percebe, todo o teor da música é de desalento. John Fogerty narra sua tristeza com o conflito, as mortes e a política em geral por toda a canção. Em 1975 a guerra no Vietnã acabou. Mais de 40 anos depois, seus efeitos deletérios ainda são vistos no país e em todos os envolvidos no conflito. “A chuva”, de certa forma, jamais parou de cair no país assolado pelo Napalm e pelos efeitos do Agente Laranja.

“Who’ll stop the rain” é uma canção atemporal e brilhante composta por uma das mais respeitadas bandas country/folk de todos os tempos. Como não lembrar da música ao pensar nas outras guerras pós-Vietnã ou em obscuros acordos políticos arquitetados por governos? 46 anos depois de criá-la, John Fogerty segue cantando sua música com a mesma força e significado de sempre. Para quem presenciou os horrores gerados pelo conflito no Vietnã, a chuva nunca deixará de cair.

Deixamos aqui duas sugestões de “Who’ll Stop The Rain”: a original, do Creedence Clearwater Revival, e outra lançada recentemente com John Fogerty cantando junto de Bob Seger.

Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma interpretação de “Who’ll stop the rain?”
Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: uma análise de “Who’ll stop the rain?”
Creedence Clearwater Revival e a Guerra no Vietnã: um significado de “Who’ll stop the rain?”

Discos de vinil voltarão a ser produzidos na Argentina

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Uma boa notícia para os amantes do vinil: o grupo argentino Laser Disc, especializado em produção de DVDs, voltará a fabricar os tradicionais bolachões a partir do mês que vem.

É um resultado direto do boom do mercado de discos – já previsto por nós aqui – que está transformando o vinil, após muitos anos de confinamento a nichos de fanáticos, em uma verdadeira opção comercial.

o Brasil já existem duas fábricas, uma no Rio e outra em São Paulo. Mesmo assim, a notícia da criação desta fábrica argentina pode ser um alento para os amantes brasileiros da boa música: o peso argentino está cotado a aproximadamente 25 centavos de real e importá-los pode sair mais barato do que compra-los por aqui. Sobretudo para os que vivem no sul do Brasil.

O que significou o fim dos Beatles para John Lennon – uma análise da música “God”

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Os Beatles

O fim dos Beatles em 1970 foi um marco na história da música e um divisor de águas no cenário musical. A banda mais importante de todos os tempos separou-se de maneira oficial em 10 de abril de 1970, quando Paul McCartney estampou as capas dos jornais anunciando a cisão do grupo, embora os problemas dos Beatles tenham começado mais cedo. Os últimos anos do conjunto foram conturbados. George Harrison, Paul McCartney, John Lennon e Ringo Starr já não tinham o mesmo relacionamento de outrora e a continuidade dos Beatles já era questionada e alvo de polêmicas. O anúncio oficial de McCartney encerrou a banda e o sonho – os Beatles haviam acabado. Os últimos anos do maior grupo de todos os tempos revelaram quatro mentes geniais que já não se toleravam mais.

As diferenças entre os integrantes nos anos finais da banda eram quase absolutas. Os “Fab Four” discutiam a respeito da condução dos rumos do conjunto musical, dos negócios financeiros administrados pelo grupo (em especial, sobre a gravadora Apple), sobre as posições de liderança nas composições e também no plano pessoal. John Lennon e Paul McCartney, dois dos maiores compositores de todos os tempos, mostravam cada vez mais diferenças aparentemente irreconciliáveis. A cada discussão, Lennon afastava-se dos colegas e de Paul. John questionava se valia a pena prosseguir com o grupo, e Paul não conseguia imaginar a vida sem a banda – os Beatles foram criados por McCartney. No entanto, um aspecto – e talvez esse seja o motivo pelo qual os Beatles foram quem eles foram – se manteve quase que inalterado: a genialidade musical e harmônica persistiu. Os Beatles lançaram álbuns inesquecíveis durante seu período de crise e fizeram, talvez, o mais memorável de seus shows no auge de seus problemas pessoais: a aparição no terraço do prédio da Apple Studios, na última aparição pública da banda, em 1969. Suas diferenças pessoais não impediram que sua cumplicidade musical fosse abalada. No terraço londrino, os Beatles protagonizaram um dos eventos mais marcantes da história da música pop mundial.

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O famoso “show no telhado”, em Londres

O lado emotivo e inseguro de John Lennon marcou a trajetória do cantor e da banda. Esfacelados por suas diferenças pessoais, os Beatles lançaram o Abbey Road em 1969. Paul McCartney desejava voltar a realizar shows, idéia que desagradava George Harrison e John Lennon. Na discussão, Lennon afirmou: Acho que você está doido. Não ia falar nada, mas estou terminando a banda. E me sinto bem. É como um divórcio. A afirmação de John marcava bastante a diferença de pensamentos entre ele e Paul, que desejava um retorno da banda às origens, idéia que tornou pública em uma de suas grandes canções: a letra de Get Back, em seu refrão, pede “Get back, Get back, Get back to where you once belonged (Volte, Volte, Volte para o lugar em que você um dia pertenceu)”. Paul jamais teve o desejo de terminar com os Beatles, mas diante do sentimento expresso por Lennon acabou sendo o primeiro a preparar carreira solo de forma oficial. “John está apaixonado por Yoko e ao que parece não ama mais a banda”, disse McCartney em entrevista realizada em 1969. Lennon queria que os Beatles enxergassem Yoko para a banda com a mesma importância que ele a considerava para si, desejando que ela fosse considerada como uma integrante do grupo. George, Ringo e Paul rejeitaram o pedido. O amor de John por Yoko acabou sendo uma das razões que o afastaram dos Beatles, mas ao contrário do que se pensa, não foi Yoko quem acabou por desunir os Beatles: foi o próprio John Lennon.

Em 1970, Paul lançaria seu álbum de estréia no dia 17 de abril, pouco tempo antes do lançamento oficial de “Let It Be”, dos Beatles. O anúncio do término do Fab Four ainda não havia acontecido, até que McCartney estampou as capas de jornais do mundo inteiro naquele 10 de abril. A declaração indignou John Lennon, que desejava tê-la feito. O fim dos Beatles, por razões jurídicas se estendeu até 1974. John Lennon, que era aparentemente o mais convicto em terminar a união do quarteto de Liverpool, sequer compareceu à reunião que definiu a dissolução da banda. Talvez Lennon jamais tivesse desejado o término dos Beatles que tanto amou, e como em quase todas as histórias de amor tenha falhado ao expressar seus sentimentos aos antigos companheiros em momentos que exigiriam melhor uso da razão. Posterior ao anúncio do final do grupo, John lançou seu primeiro álbum solo em dezembro de 1970, aonde produziu mais uma de suas brilhantes canções: “God” (Deus).

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Yoko Ono e John Lennon

Sabe-se que a relação de John Lennon com religiões sempre foi algo polêmico. Na metade dos anos 60, Lennon afirmou que “O cristianismo vai desaparecer e encolher. Eu não preciso discutir isso, eu estou certo e eu vou provar. Nós hoje somos mais populares que Jesus. Jesus estava certo, mas seus discípulos eram grossos e ordinários”. A frase gerou polêmica – em grande parte por ter sido descontextualizada em diversos veículos de comunicação, que a divulgavam como se John houvesse zombado de Jesus Cristo – e rendeu boicote à banda em alguns locais do mundo. Em God, Lennon, que era agnóstico assumido, exprime alguns de seus sentimentos mais profundos, mas não ligados  apenas à religião: a música é um hino a seu amor por Yoko, à valorização de sua individualidade e à descrença às religiões, líderes, instituições e ídolos. A letra começa assim:

God is a concept, (Deus é um conceito)

By which we measure (Pelo qual medimos)

Our pain (Nossa dor)

I’ll say it again (Falarei de novo)

God is a concept, (Deus é um conceito)

By which we measure (Pelo qual medimos)

Our pain (Nossa dor)

O primeiro trecho de “God” dá a tônica da visão religiosa de John Lennon. O compositor enxerga a figura de Deus como um estabelecimento aonde as pessoas investem – ou se apoiam – a respeito de suas próprias dores ou tragédias pessoais. Para Lennon, Deus se torna maior à medida em que a pessoa aprofunda-se em cima de seu próprio sofrimento. Uma visão pessoal e também crítica. A música é coerente com o que o beatle já havia afirmado: John, quando declarou que os Beatles eram “mais populares que Jesus Cristo” vinculava-se à idéia de que as pessoas iam mais aos shows da banda do que à Igreja, em um exemplo de que a fé em Deus só seria procurada nos momentos de dor.

I don’t believe in magic (Eu não acredito em mágica)

I don’t believe in I-Ching (Eu não acredito em I-ching)

I don’t believe in Bible (Eu não acredito em Bíblia)

I don’t believe in Tarot (Eu não acredito em taro)

I don’t believe in Hitler (Eu não acredito em Hitler)

I don’t believe in Jesus  (Eu não acredito em Jesus)

I don’t believe in Kennedy (Eu não acredito em Kennedy)

I don’t believe in Buddha (Eu não acredito em Buda)

I don’t believe in Mantra (Eu não acredito em Mantra)

I don’t believe in Gita (Eu não acredito em Gita)

I don’t believe in Yoga (Eu não acredito em Ioga)

I don’t believe in Kings (Eu não acredito em reis)

I don’t believe in Elvis (Eu não acredito em Elvis)

I don’t believe in Zimmerman (Eu não acredito em Zimmerman)

I don’t believe in Beatles (Eu não acredito em Beatles)

Lennon enumera uma série de personalidades, líderes políticos, crenças e entidades religiosas para afirmar em todas as coisas em que não acredita, até finalizar com, talvez, a parte mais simbólica de toda a música: Lennon não acredita nos Beatles. Todas as coisas nas quais John não acredita mais são figuras aglutinadoras de crenças, posicionamento político ou fé, e o mesmo vale para os Beatles, cultuados pela Beatlemania. Lennon não conseguia mais equiparar sua antiga banda a deuses ou figuras míticas acima do bem e do mal. Ao colocar lado a lado Jesus Cristo, a Bíblia, Adolf Hitler, reis, Kennedy e Zimmerman (Bob Dylan), Lennon renunciava à crença em qualquer espécie de mito que fosse cultuado. Assim como algumas de outras descrenças citadas, os Beatles eram parte de algo em que John um dia acreditou e faziam parte do passado, o que deixa ainda mais claro no próximo trecho.

I just believe in me (Apenas acredito em mim)

Yoko and me (Yoko e eu)

And that’s reality. (E essa é a realidade)

Depois de afirmar que não acredita mais nos Beatles, a música faz um súbito silêncio. A descrença de John Lennon nos Beatles e em tudo o que a banda representou é o grande enfoque da canção. O silêncio permanece até que a voz de Lennon se faz ouvir, ainda sem instrumentos e afirmar que “Apenas acredito em mim. Yoko e eu. E essa é a realidade”. Tudo com que John um dia se importou, acreditou ou se amparou já não importava mais, fazendo parte de um passado que lhe permitiu chegar a tal conclusão. Nada para ele seria mais importante do que quem ele é e sua relação de amor com Yoko Ono. Lennon não quis mais acreditar em religiões, líderes ou mitos – aos quais ele próprio relaciona os Beatles. Sua individualidade e sua cumplicidade à Yoko estão acima de tudo.

The dream is over, (O sonho acabou)

What can I say? (O que posso dizer?)

The dream is over (O sonho acabou)

Yesterday (Ontem)

I was the dreamweaver, (Eu era o tecedor de sonhos)

But now I’m reborn. (Mas agora renasci)

I was the walrus, (Eu era a morsa)

But now I’m John. (Mas agora sou John)

And so dear friends, (Então, queridos amigos)

You just have to carry on (Vocês precisam continuar)

The dream is over. (O sonho acabou.)

“O sonho acabou”, diz John por três vezes. O sonho a que se refere é de que os Beatles eram deuses ou a coisa mais próxima de Deus junto aos seres humanos. O fim do grupo claramente mexeu com John. A ênfase em dizer que “o sonho acabou” tem dois vieses: o primeiro de desmitificar a figura da banda e o outro por reconhecer que o tempo dos Beatles havia chegado ao fim. A melancólica frase reflete um pouco do que John – e toda a gigantesca comunidade de beatlemaníacos – sentiu com o final da banda, e a entonação utilizada reflete uma sensação de conformidade, como se Lennon ainda estivesse assimilando o término do conjunto.

Ao cair em sua realidade pós Beatles, Lennon se viu em um novo e completamente diferente momento de sua vida. “Eu era o tecedor de sonhos, mas agora renasci. Eu era “The Walrus” (a Morsa), mas agora sou John”. O cantor reflete a respeito de sua própria figura icônica nos anos 60 como sonhador e tecedor de sonhos, mas que agora se redescobriu. Antes, Lennon era “A Morsa”, referindo-se à canção “I Am The Walrus” (Eu Sou a Morsa), dos Beatles; agora ele é John. Novamente ele faz questão de demonstrar que quer se afastar da imagem de mito: diferentemente da figura simbólica ao qual estava atrelado, ele agora é, apenas e tão somente, o John.

Os trechos finais mostram mais uma face racional de John. “Então, queridos amigos. Vocês precisam continuar. O sonho acabou”. Lennon faz uso da famosa expressão “Carry on” (‘Continue’, ou ‘Siga em frente’), para reforçar o sentimento de moral. É um recado ao público: continuem, sigam em frente: os Beatles acabaram, e era apenas isso. O John Lennon dos anos 60 havia acabado junto com os Beatles e agora surgia um novo, sonhador da realidade.

O fim dos Beatles não acabou com a Beatlemania e nem com a veia musical de seus integrantes. Diferentemente de alguns casos, preciosidades foram compostas pelos Beatles separados que talvez só tenham sido possíveis pelo isolamento criativo entre eles a que se propuseram após o fim da banda. “God” foi mais uma das brilhantes e controversas canções criadas por um dos mais geniais compositores de todos os tempos. John Lennon foi brutalmente assassinado em dezembro de 1980, e talvez lá, sim, o sonho tenha sido abalado. Paul, John, George e Ringo eram os Beatles, mas os Beatles eram maiores do que Paul, John, George e Ringo. A história de amor, música, ódio e isolamento dos Beatles persiste até hoje. Essa parte do sonho jamais acabará.

Ouça a música aqui:

 

 

 

 

A volta do Guns N’Roses e o quanto foi perdido

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A composição de uma música em uma banda de rock n’roll é, geralmente, um trabalho conjunto. Reúnem-se os integrantes, harmonizam-se os acordes, apresenta-se a letra da música e no meio de todo este trabalho aparece uma canção – muitas vezes, bastante diferente da idéia inicial apresentada. As músicas nas grandes bandas são inspirações coletivas e a mais bela amostragem do que significa fazer parte de um conjunto musical: mais do que uma exposição individual de talento, uma música assinada e composta por diversos componentes é a expressão máxima do sentido de coletividade e união que significa ser parte de uma banda.

No meio deste cenário de muita inspiração e criatividade é comum a discórdia e a batalha de egos e vaidades. A música é uma arte e o músico é um artista, e poucas coisas são tão características de um artista quanto a força de sua personalidade – a mesma personalidade que o impulsiona a compor e produzir produções memoráveis é também, muitas vezes, sua pior característica no que tange sua capacidade de convivência em coletividade e tolerância à opiniões opostas.  Não raro, divergências entre os integrantes de uma banda sepultam o caminho do grupo, e o sonho antigo de atingir o estrelato na visão pura do artista de rock iniciante é desconstruído. Dessa cisão surgem, por vezes, carreiras solo que enriquecem o cenário musical e cultural de uma forma que só é possível com a liberdade criativa da carreira individual: é o caso dos discos lançados por John Lennon, George Harrison e Paul McCartney após o fim dos Beatles. Mas há o outro lado. Algumas mentes brilhantes por vezes só atingem o máximo de seu brilho trabalhando juntas; sozinhas, ainda que geniais em alguns casos, esmaecem. É o caso do Guns N’Roses.

Da metade final dos anos 80 até o início dos anos 90 o Guns N’Roses foi a maior banda de hard rock do mundo. O sucesso de Appetite for Destruction catapultou a banda ao sucesso e ao estrelato, e os discos posteriores consolidaram a liderança da banda no rico cenário musical e do rock do período. O Guns foi grande. As turnês mundiais esgotavam ingressos com antecedência e os discos quebravam recordes de vendas a todo momento em todos lugares do mundo. Quando Use Your Illusion – a grande obra da banda – foi lançado, o Guns N’Roses viveu seu ápice. Depois do apogeu, veio a queda: na metade final da década de 90 a banda se separou. Axl Rose ficou com o nome e os direitos da banda; Slash e os outros, apenas com royalties de suas participações nos discos. Apenas um legado foi geral: a perda da riqueza musical que juntos produziam.

Do surgimento meteórico até a separação da banda foram cerca de dez anos. A intensidade, o brilho e a qualidade do que foi produzido fizeram aparentar que o tempo de sucesso do grupo foi muito maior. Separada a banda, os caminhos trilhados foram bastante distintos. Slash, Duff e os demais integrantes produziram álbuns e fizeram algumas participações interessantes junto a outros artistas. Axl Rose, símbolo maior gunner, entrou em reclusão por anos, até o reaparecimento em 2001, no Rock in Rio III. Depois do “fim” do Guns N’Roses, apenas um álbum foi lançado, o eternamente adiado Chinese Democracy. 

Em abril, cerca de 20 anos depois da separação da banda, acontecerá o que todo fã de Guns N’Roses sempre sonhou: a reunião de Axl Rose, Slash e Duff McKagan nos palcos, em shows que acontecerão em Las Vegas. A expectativa é grande. A reconciliação dos principais integrantes significa para a gigantesca e fiel legião de gunners mundo afora a concretização de um sonho em que se guardava expectativas, mas com cada vez menos convicção – como a esperança de resgatar uma antiga paixão que vai minguando com o passar do tempo. Por um lado, é incrível presenciar a tão sonhada reunião daquela que já foi a maior banda de rock do mundo; por outro, é impossível não olhar para trás e lamentar todo o tempo perdido ocasionado pelas dificuldades de convivência, geradas pelas idiossincrasias dos integrantes. Axl, Slash e o mundo perderam 20 anos de produções musicais e de momentos e criações atemporais. Para onde terão ido as músicas que poderiam ter sido criadas pelo Guns N’Roses original por todo esse tempo? O quanto foi perdido por conta dessa separação? Jamais será possível mensurar. Em abril, retornam juntos aos palcos os principais nomes da banda de rock que revolucionou e cativou o mundo no final do último século. Que seja em tempo de recuperar uma parte do que deixou de ser criado.

Cut the Crap (1985)

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Em fins de 1985 o Clash lançava o seu último disco de estúdio, Cut the Crap.

Na época, foi detestado por grande parte dos fãs da banda e é, até hoje, considerado pela maioria o pior disco do Clash. Há quem diga que sequer deva ser considerado parte da discografia da banda.

Nos últimos tempos,  vem sendo alvo de releitura por parte das novas bandas do punk e do hip hop norte-americano.

As 10 melhores músicas do ano -Time Magazine

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  • É chegada aquela época do ano em que se faz o retrospecto de tudo que foi lançado : filmes, discos, livros , clipes e , claro, músicas. A Time Magazine divulgou um ranking das melhores músicas de 2015, que inclui nomes de diversos estilos musicais, desde Adele até Drake.

 

      10º – Years & Years – King

 

  • Em 10º lugar na lista aparecem os britânicos do Years & Years, com a música “King”, lançada em fevereiro desse ano. Foi a 1ª música do trio que chegou ao topo das paradas da Inglaterra, Escócia e Bulgária, fazendo também sucesso em outros países, como a Austrália ( 9ª posição), Áustria  (8ª posição), Irlanda (3ª posição). Uma curiosidade : o vocalista Olly Alexander também é ator , tendo participado de séries de sucesso como Skins – Jakob, na 7ª temporada – e Penny Dreadfull – foi o vampiro Fenton.

 

     9º  – Janelle Monáe – Yoga

 

  • A cantora Janelle Monáe aparece na 9ª posição com a música “Yoga”, lançada em fevereiro, que ganhou um clipe com muita coreografia sendo feita em uma sala de yoga 😀 “Yoga” soa um pouco como algumas músicas da cantora Ciara e , em alguns momentos, lembra também algo que Beyoncé poderia ter lançado, mostrando um lado mais sexy de Janelle Monáe.

 


 

     8º – Drake – Hotline Bling 

 

  • Eu ainda não sei como essa música veio parar no meio das melhores do ano, mas a lista não é minha é da Time. LOL A letra da música é uma piada à parte , isso sem mencionar as dancinhas bizarras que Drake “performa” durante o clipe, inspirado nas obras do artista americano James Turrell. Logo que foi lançado o clipe de “Hotline Bling” , pipocaram “memes” do cantor e foi dito que “cada tomada do clipe seria digna de um meme” 😛 Enfim, a música está fazendo muito sucesso (foi lançada no começo de agosto), tendo alcançado a 1ª posição no Reino Unido e 2ª posição nos EUA e Austrália, além de ter tido bom desempenho em vários outros países.

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    Tame Impala – Let It Happen

 

 

  • Palavras da própria revista Time sobre “Let It Happen ” : “Pedimos desculpas a Miley Cyrus e seu álbum psicodélico surpresa, mas a música que abre o terceiro disco da banda australiana , “Currents“, oferece a “viagem mais louca” do ano.”  Acho que isso resume bem a música “Let It Happen” (gravada no estúdio caseiro do vocalista Kevin Parker) e o clipe , lançado em agosto.

 

     6º  John Grant feat. Tracey Thorn – Disappointing

 

 

  • Em 6º, o artista John Grant, ex-membro do grupo The Czars. “Disappointing”, tem uma sonoridade oitentista e faz parte do novo álbum do cantor, “Grey Tickles, Black Pressure”, aclamado pela crítica especializada em música e tido como um dos melhores do ano. Uma curiosidade sobre John Grant : o cantor adora aprender novos idiomas, fala alemão, russo e espanhol (além de , obviamente, inglês) e , agora que vive na Islândia, islandês. O nome do ábum é composto por duas expressões de línguas que não tem muito em comum entre si, o islandês e o turco. “Grey Tickles” é uma expressão islandesa sobre a aproximação da “meia idade” na vida de alguém e “Black Pressure” vem da palavra turca que significa “pesadelo” .

 

     5º The Weeknd – The Hills

 

 

  • 2015 foi um  ano marcado pela presença de diversos artistas canadenses nas paradas mundiais : Justin Bieber, Drake , Kiesza, Shawn Mendes, Grimes,  Alessia Cara e The Weeknd.                          The Weeknd, em especial, teve um ano de muito sucesso :  2 singles no topo da Billboard, 1 música na trilha sonora do filme “50 Tons de Cinza”, uma parceria de sucesso com a cantora Ariana Grande (“Love Me Harder”), o novo álbum “Beauty Behind Madness” já vendeu quase 1 milhão de cópias só nos EUA, além de estar confirmado para abrir a próxima turnê mundial da cantora Rihanna, em 2016. Com “The Hills”, o canadense catapultou à 1ª colocação da Billboard o single  mais sexy e dark do ano, mostrando que não é apenas um artista “one hit wonder”.

 

     4º Adele – When We Were Young

 

 

  • “When We Were Young” ainda não foi apresentado como o 2º single oficial de “25”,não tendo nem mesmo um clipe lançado, apenas essa apresentação no The Church Studios. Nada disso impactou no sucesso da música, afinal o público estava sedento e ávido por mais músicas de Adele desde 2011, ano em que “21” foi lançado.

 

     3º Jason Derulo -Want You To Want Me

 

  • Jason Derulo já nos “presenteou” com pérolas como “Wiggle “e “Talk Dirty” , símbolos mundiais de músicas ruins com letras absurdas (mas engraçadas, admito). “Want You To Want Me”, 1º single do novo álbum do cantor, é uma grata surpresa, uma música contagiante que permite que o cantor demonstre que também sabe cantar , além de ser um ótimo dançarino.

 

     2º Christine and The Queens – Tilted

 

 

  • Pouco conhecida pelo grande público, a francesa Héloïse Letissier, que utiliza o nome artístico de Christine and the Queens, lançou em fevereiro desse ano seu 1º EP em inglês, “Saint Claude”, do qual foi extraído “Tilted”. Para divulgar “Saint Claude” e se tornar mais conhecida”, a cantora saiu em turnê pela América do Norte, abrindo os shows da cantora britânica Marina and The Diamonds.

 

     1º Grimes – Flesh Without Blood

 

 

  • Grimes lacrando mais uma vez. Tanto na música quanto no clipe. A cantora nos leva à um universo paralelo , algo que Lady Gaga tentou desesperadamente  e de maneira pretensiosa com o último álbum, não chegando nem perto ao que Grimes nos oferece.

 

50 anos de “Rubber Soul”

Há exatamente 50 anos os Beatles lançavam seu sexto disco de estúdio, “Rubber Soul”.

Para muitos críticos, o álbum marca a transformação dos Beatles  em grupo pop sofisticado, com arranjos musicais complexos e letras mais elaboradas, abordando temas mais pesados como a solidão, a passagem do tempo e a falta de esperança.

Vale a pena dedicar um tempo para aprecia-lo.

Allen Toussaint (1938-2015)

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Morreu na madrugada de hoje, durante uma apresentação em Madrid, o músico norte-americano Allen Toussaint.

Natural de New Orleans, descendente de créoles afro-franceses, Touissant soube incorporar várias tendências musicais do sul dos EUA, do blues ao zydeco, do jazz ao R & B.

Por conta disto, e de muito mais, seu trabalho viria a influenciar artistas de todos os gêneros, incluindo os do cenário rock e pop. 

Deixamos aqui duas de suas canções mais conhecidas, “Southern Nights” e “Fortune Teller” – esta última, em excelente interpretação dos Rolling Stones.

ADELE – novo clipe “Hello”

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  • Após um hiato de 4 anos , Adele lança , quase que de repente, seu novo single “Hello”. A música será o primeiro single do terceiro álbum da britânica, “25“, cujo título segue a tradição dos  trabalhos anteriores da cantora , “19” (2008) e 21 (2011).
Tracklist

Tracklist

  • A cantora não teve pressa alguma em finalizar esse novo disco, apesar da pressão em  repetir o sucesso do anterior, que vendeu mais de 30 milhões de cópias no mundo todo e rendeu hits como “Rolling in the Deep”, “Someone Like You” e “Set Fire To The Rain”. Um time de peso foi reunido para o processo criativo de “25”, só para citar alguns dos produtores e letristas  : Greg Kurstin, que trabalhou com Lily Allen ( “22”, “The Fear”, “Fuck You”), Pink ( “Blow Me (One Last Kiss)”, “Try” ) , Ellie Goulding (“Burn”) , Sia (“Chandelier” ; o sueco Max Martin , um dos maiores produtores da atualidade, tendo trabalhado com Britney Spears (“Baby One More Time”) , Backstreet Boys (“I Want it That Way” , “Everybody”, As Long As You Love Me”) , Taylor Swift (“Blank Space”, “Style” ,  “Wildest Dreams”), só citando alguns da imensidão de trabalhos em que ele participou ; o americano e vocalista da One Republic, Ryan Tedder , que trabalhou com a própria Adele em (“Rumor Has It”), com , a também britânica, Ella Henderson (“Ghost”), Beyoncé (“XO”).

  • O lançamento será no dia 20 de novembro, uma boa estratégia da gravadora XL, que espera alavancar (ainda mais) as vendas,  sendo a data próxima do Natal.

Rihanna e o Reggae

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  • Não é surpresa para ninguém que Rihanna é fã de reggae, estilo musical que tem origem na Jamaica, mas que é amplamente ouvido em Barbados, uma pequena ilha do Caribe , de onde a cantora é originária. Em todos os cds da cantora há influência da música reggae – e também de dancehall, estilo também originário do Caribe , com influência do reggae.

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  • No seu primeiro disco , “Music of the Sun” (2005), há músicas como “Pon de Replay” , que virou seu single de estréia, e o cover de “You Don’t Love Me (No, No, No)”, da artista jamaicana Dawn Penn.

  • Em 2006 foi lançado o álbum “A Girl Like Me” , que tem canções como ” Kisses don´t lie” , “Selfish Girl” , “Break it off” , esta última com a participação do cantor jamaicano Sean Paul.

  • Sucedendo “A Girl like me”, em 2007 a cantora lança o álbum que a catapulta para o sucesso mundial,  com o sucesso estrondoso de “Umbrella”, presente em “Good Girl Gone Bad“. Nesse álbum a cantora deixa um pouco de lado suas raízes caribenhas e aposta mais em canções com influência do R&B, Techno e até do Rock.
  • O álbum Rated R foi lançado em 2009, após a separação conturbada do cantor Chris Brown e é considerado o álbum mais “dark” e pesado da cantora, com participação inclusive do guitarrista Slash em uma canção. Um dos maiores sucessos de Rated R é justamente “Rude Boy”, que foi single , e tem influência do dancehall.

  • Tentando se recuperar da separação, da violência e da publicidade negativa causadas pela separação de Chris Brown, Rihanna se reinventa e lança o álbum Loud ( 2010), adotando um –  inesquecível –  cabelo vermelho vivo e lançando clipes que abusavam das cores fortes. Além disso ,Rihanna “volta as suas origens”, gravando para esse cd músicas com estilo semelhante às que lançou no ínicio da carreira, como “What´s my Name” e Man Down , nesta última a cantora abusa do “west indian accent”, o típico sotaque dos habitantes das “Índias Ocidentais”, relativo às ilhas situadas no Caribe. “Man Down ” também ganhou um clipe marcante , todo filmado na Jamaica e dirigido pelo reconhecido diretor Anthony Mandler.

  • Seguindo a tradição de lançar um álbum por ano desde 2009, a cantora lança em 2011 “Talk That Talk“,  com canções como “Watch n´Learn” e  “You da One” com influência caribenha.

  • No último álbum lançado pela cantora “Unapologetic” (2012) há “No love Allowed”, uma canção que remete à “Man Down”.

  • Além de canções próprias contendo elementos de ritmos  caribenhos , a cantora também fez alguns covers de músicas do cantor Bob Marley, como “Redemption Song” e”Is this Love”.

  • E ainda versões reggae feitas pelos fãs. O resultado é ótimo 🙂

Queen triunfante na estreia do Rock In Rio

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Uma banda de rock veterana que retorne à ativa enfrenta todo tipo de desafios. O avançar dos anos lhes retira um pouco da antiga energia, o gosto do público muda com o tempo, as canções já não têm o frescor e o impacto da época em que foram lançadas, os fãs antigos estarão sempre a postos para avaliá-la com particular rigor e sempre pairará sobre ela a suspeita de ter deixado o lado puramente artístico de lado, em prol de ganhos – indiscutíveis – que toda reunião  deste tipo gera. No caso de uma banda cujo principal homem de frente – regra geral, o vocalista – já não está mais entre nós, este desafio, já duríssimo, torna-se ainda mais complexo: é preciso encontrar alguém que, se não pode substituir plenamente o antigo ídolo, ao menos não deixa os fãs totalmente insatisfeitos – e isto, desnecessário dizer,  é dificílimo. E, se esta banda, além de tudo, resolve se apresentar em um local onde realizou um de seus shows mais icônicos no passado, então temos aí a situação cujo resultado só pode ser um: o fracasso completo ou o triunfo pleno. There’s no third way.

Na madrugada desta sexta-feira para o sábado o Queen enfrentou todos estes obstáculos no máximo grau possível. Senão, vejamos: os integrantes da banda se aproximam dos 70 anos; as canções são ultra-conhecidas e já um tanto antigas; o fã do Queen é conhecido e reconhecido como particularmente exigente; e o homem de frente original era simplesmente o sr. Farrokh Bulsara, que o mundo conheceria como Freddy Mercury, a ser substituído pelo jovem Adam Lambert. Além disso, a apresentação seria no Rock In Rio, trinta anos depois do mítico show da primeira edição do evento, em 1985. Havia tudo para superar. E o Queen não apenas superou todos os obstáculos como deixou lições para bandas em condição semelhante à sua.

Primeiro, a escolha do vocalista e a maneira de tratá-lo dentro da banda. O anúncio do show foi “Queen + Adam Lambert”, e não apenas “Queen”. Com isto, o grupo  – formado agora apenas pelo guitarrista Brian May e pelo baterista Roger Taylor – desvinculou sua imagem original, onde Mercury aparecia, evidentemente, de maneira destacada, para deixar claro que Lambert é outro cantor, com seu próprio talento e que daria um novo sabor às canções originais. Com isto, o jovem cantor americano não foi abafado pela figura maior de Mercury e pôde desenvolver a sua própria interpretação. E o fez com brilhantismo, com excelente presença de palco, bom humor e uma voz poderosa.

Os outros dois integrantes da banda também demonstraram especial tato para lidar com a dificil situação de Lambert. Lá pelas tantas, Brian May chama o público e, com um sorriso e descontraidamente pergunta: “O que estão achando do nosso novo garoto?”. A resposta veio com milhares de aplausos, gritos em português e inglês e muita celebração. Mercury foi lembrado como provavelmente gostaria de sê-lo: com bom humor e alegria. Seu público certamente concorda.

Em segundo lugar, a escolha das canções. Um show com estas caraterísticas pediria, naturalmente, que todos os principais hits da banda estivessem presentes, e foi o que aconteceu. Com o bis terminando em “We will rock you” e “We are the Champions”, havia pouco que o fã apaixonado poderia pedir mais. Houve espaço até para a carreira solo de Lambert, presente na canção “Ghost Town”, que ganhou uma versão hard-rock nas mãos de May e Taylor.

Em terceiro lugar, o local. 30 anos atrás, no mesmo Rio de Janeiro, no mesmo festival, o Queen fez uma de suas apresentações mais importantes e icônicas. Fizeram questão de lembrar dela, é claro – Brian May fez referência a ela por duas vezes – mas tudo dentro de certos limites, sem exagerar no saudosismo. A lembrança da primeira edição do festival ficou concentrada na execução da canção “Love of my life”, elevada à categoria de “Best of” do Queen graças ao show de 1985, quando foi cantada apaixonadamente por todo o público – algo que, segundo os próprios integrantes da banda, jamais havia ocorrido.

O resto ficou por conta da competência de May, Taylor, Lambert e dos músicos de apoio.  No fim, o Queen e seu frontman Adam Lambert, que entraram no palco cheios de senões e arriscando muito, saíram como os grandes triunfantes da noite. E, tendo vencido todos os desafios, deixam outro, desta vez para as demais bandas escaladas para o Rock In Rio: fazer uma apresentação melhor do que a deles.

Um estranho chamado Joe Strummer

De todos os mitos que cercam o surgimento do punk rock na Inglaterra nenhum é mais disseminado que o da suposta “consciência social” da bandas que compunham o movimento. Para a posteridade ficou a imagem de que os punks eram politicamente engajados, anti-racistas, multiculturalistas, open-minded, jovens proletários desprovidos dos típicos preconceitos pequeno-burgueses da classe média inglesa (e, em especial, a classe média inglesa dos anos 70, que não é a mesma de hoje). Iniciativas como o concerto “Rock Against Racism”, realizado em Londres, em 1978, com a presença das principais bandas da época, e as conhecidas reuniões de punks e imigrantes jamaicanos em festas reggae (que originaram, entre outras coisas, a canção “Punk Reggae Party”, de Bob Marley) ajudaram a cimentar e divulgar esta idéia, que inspirou as gerações subsequentes de simpatizantes do movimento dos dois lados do Atlântico e dos dois Hemisférios.

Isto, claro, quando vistos à distância. Vistos de perto, os punks eram bem menos “revolucionários” do que aparentavam ser. Quando perguntaram a Nick Knox, dos Vibrators, porquê a banda havia participado do Rock Against Racism e se ele acreditava na mensagem do evento, ele respondeu: “Não, na verdade o que a maioria das pessoas não sabe é que as bandas foram pagas para participar. Nós participamos porque era apenas mais um concerto para fazer…..“. Ian Curtis, do Joy Division, tinha pública e notória atração pela Alemanha nazista (o nome de sua banda era uma referência à ala das prostitutas dos campos de concentração) e dizia ao público para nunca esquecerem de Rudolf Hess. Já Paul Weller, do The Jam, era eleitor confesso do partido conservador inglês (e isso durante o governo Thatcher), enquanto The  Banshees, na música “Love in a Void”, achava que havia “too many Jews for my liking”. Nos EUA, o quadro não era muito diferente e motivou até mesmo um artigo indignado (e genial) do grande Lester Bangs. Racistas, small minded, preconceituosos, xenófobos, conservadores: muitos punks eram, por trás da fachada, exatamente aquilo que diziam odiar. Em vez de carregarem os preconceitos da classe média inglesa, carregavam os da classe média-baixa ou baixa. Afinal, como bem observou Shaw, nada é tão reacionário quanto o proletariado.

De onde vem a fama do punk inglês, então? Primeiro e antes de tudo, de uma banda em especial: o Clash.

Para quem acompanha o estilo a associação é óbvia. Nenhuma banda da primeira geração do punk rock teve um discurso tão politicamente orientado quanto eles – isto, é claro, se tomarmos os berros pró-anarquia dos Sex Pistols como o que de fato eram, meros berros, desprovidos de qualquer conteúdo ou reflexão mais sérios. Os Ramones não falavam de política. O Damned, os Buzzcocks e todos os outros também não. Todos eles criticavam o governo, a sociedade, a aristocracia, a Inglaterra, os adultos, os pais, a namorada, as meninas que não davam bola para eles e os irmãos mais velhos, sem, entretanto, terem muita preocupação com coisas chatas como coerência e critério. Quem cuidou de observar essas coisas chatas entre 1976 e 1986 e transforma-las em canções de rock foi o grupo de Joe Strummer, Paul Simonon, Mick Jones e Topper Headon, cujo estrondoso sucesso comercial (único entre os primeiros punks) espalhou para o mundo o mito de que o punk rock era um movimento político. A reboque disto, uma sucessão de slogans muito bem feitos – Rebels with a cause, The only band that really matters, etc, etc. –  ajudavam a criar uma aura de quase santidade que envolvia a banda e inspirava os fãs de todas as latitudes.

Envolvia ao mesmo tempo em que encobria alguns detalhes importantes. Por mais surpreendente que possa parecer aos fãs da banda, acostumados ao rótulo de revolucionários que se lhes impôs, a verdade é que também os integrantes do Clash não eram propriamente um exemplo de politização. O guitarrista, Mick Jones nunca escondeu o desejo de ser um rockstar à maneira dos seus ídolos do Mott the Hoople – tanto que, logo depois de ter deixado o Clash, em 1983, foi exatamente nisto que tentou se transformar com seu grupo pop Big Audio Dynamite. O baixista, Paul Simonon, gostava de reggae e ska, mais por ter convivido com jamaicanos durante a infância do que por algum interesse especial em “coisas do Terceiro Mundo”, culturas diferentes, multiculturalismo, etc, etc, etc. Os integrantes do Clash eram de classe média baixa, filhos de imigrantes, criados longe de grandes luxos e, portanto, iguais aos punks das outras bandas em tudo – às vezes, até no insuspeito reacionarismo. Basta termos em mente a declaração de Vince White, guitarrista da banda após a demissão de Jones, dada pouco depois de o grupo acabar: And I’m not f *cking joking and let me just say I don’t like the Chinese. I don’t like their fat ugly faces. I wish they’d f*king f*k off. There are hundreds of these cunts in Portobello Road these days, where I live. That’s another thing the Clash promoted: multiculturalism. I don’t buy it. I’m English and I don’t like foreigners. Why are aliens allowed to flood in here?”. Um legítimo Little Englander, que não deixa de sê-lo por usar moicano, jaqueta puída e coturno.

A quem, então, o Clash deve a aura mítica? A um competente manager? À necessidade de a mídia encontrar um sentido maior numa brincadeira de garotos? A uma soma de mal entendidos, que, segundo Rilke, caracterizava a fama? Nada disso: primeiro e antes de tudo, a um corpo estranho não só na banda como em todo o movimento punk e, poder-se-ia dizer, ao rock’nroll como um todo. Este corpo estranho chamava-se Joe Strummer.

Um sujeito  singular, eis o que John Graham Mellor (seu nome verdadeiro) foi em seus 50 anos de vida, postos a termo em 2002 após um ataque cardíaco. Nascido em Ankara, na Turquia, filho de um alto funcionário da diplomacia britânica e de uma filha de fazendeiros das Highlands escocesas, tinha tudo para seguir um caminho semelhante ao do pai. Preferiu walk on the wild side: fez o tipo de artista pobretão nas famosas art schools inglesas dos anos 70 – que tinham à época mais ou menos a mesma fama que os cursos de Comunicação Social têm hoje no Brasil – deixou o cabelo crescer e adotou o apelido Woody Mellor, em homenagem a seu ídolo Woodie Guthrie, cantor folk americano. Após brincar de artista pobretão, brincou de hippie quando ser hippie estava na moda, brincou de pub rocker quando isto (por um brevíssimo período) também entrou na moda  e, quando o punk entrou em cena, resolveu brincar daquilo também. Já tinha então 25 anos de idade. A grande maioria dos punks tinha entre 17 e 21 anos e, para eles, o adulto Strummer já era quase um velho. Pior: um velho da classe alta no meio de garotos da classe trabalhadora. O que lhe restou? Tentar se enturmar. Compôs músicas simples, com letras simples e mensagem simples no primeiro disco, The Clash, onde gritava contra a violência policial, o desemprego e todas as outras coisas que ele nunca havia vivido e, se havia, foi por ter escolhido por sua conta e risco uma vida que seus pais não haviam planejado para ele – e para os quais  ele, mesmo aos 25, 30 ou 35 anos tinha a segurança de voltar sempre que a corda apertasse.

O sucesso foi inesperado. The Clash, toscamente gravado em três finais de semana, vendeu muito bem no Reino Unido e o Clash ganhou um público fiel de universitários e intelectuais. Ao mesmo tempo, ganhou o desprezo dos verdadeiros membros da classe trabalhadora inglesa. Mick Geggus, do Cockney Rejects, dizia que o sotaque cockney falado pelas bandas punks da geração 77 era totalmente falso, numa clara referência às famosas tentativas (visivelmente fracassadas, para quem conhece o verdadeiro sotaque cockney) de Strummer em imitar os east enders nos seus primeiros tempos no punk. Como ficou comprovado com o passar dos anos, o inglês de Strummer era tão standart quanto o da rainha: nos anos 80, já não cortava o final das palavras nem anasalava como seus compatriotas dos subúrbios londrinos. Não ficaria mal como âncora da BBC.

Não está desconectada disto a evolução sonora da banda, uma das mais notáveis – senão a mais notável – que se tem notícia na música pop e superior talvez à dos Beatles na metade dos anos 60, quando passaram de I Wanna Hold Your Hand para Help, Revolver Rubber Soul. Marca dela (e de muito mais) foi o  lançamento de London Calling, em 1980. Pela primeira vez  uma banda proveniente do punk se arriscava a experimentar estilos tão distintos quanto o blues, o rockabilly, o jazz, a salsa, o pop e muito mais. Anos depois, o próprio Strummer viria a dizer que London Calling era uma suma do que eram feitos os integrantes do Clash – do passado hard rocker de Mick Jones, do reggae e ska de Paul Simonon, das influências jazzy e r & b de Topper Headon, tudo envolvido pelas letras inspiradíssimas e pelos interesses múltiplos do vocalista, que ostentava dois títulos: o de pior músico dos quatro e o de melhor letrista de rock dos últimos trinta anos. London Calling atingiu o cobiçadíssimo Top 30 da Billboard e o Clash passou de banda de pubs imundos das docas de Londres a integrantes do panteão do rock’n roll mundial, apreciados e admirados pelos fãs de todos os estilos em todo o mundo.

Mas este ainda não era “o” álbum de Strummer. Este viria na metade de 1980 na forma de um disco triplo (sim, triplo) de capa extremamente sugestiva e um nome que, para os ouvidos ingleses, deve ter soado curiosíssimo: Sandinista. Aqui as concessões de Strummer ao seu público acabam já no título: para compreender aquilo que une as dezenas de canções, pedaços de canções e takes experimentais é preciso, antes de tudo, saber o que é “Sandinista”, onde fica a Nicarágua e o que uma revolução leninista-cucaracha ocorrida seis meses antes pode ter a ver com música (meio ano em tempos pré-Internet, pré-twitter e na autocentradíssima Inglaterra daquela época significa o mesmo que duas semanas hoje em dia). Depois, é preciso ter ouvido capaz de apreciar tudo, da valsa (!!) ao reggae, do jazz ao rockabilly, do gospel à salsa, do rap ao hard rock e assim por diante. Praticamente não há gênero musical popular do Ocidente (e não só) que não esteja, de uma forma ou de outra, contemplado em suas mais de 40 faixas. Por fim, é preciso compreender o que Strummer quer dizer. E não é qualquer um que consegue compreender canções que citam de Marx e Engels numa música, Victor Jara e Salvador Allende noutra, política internacional em várias, crítica social em quase todas. Não se trata de um banda punk querendo adaptar o reggae para os três acordes, como o próprio Clash em seus primeiros discos (o cover de “Police and Thieves”, de 1977, é um exemplo disso). Nem de uma banda de rock’ n roll com tendências ecléticas, como o Clash de London Calling. Sandinista é um disco de um grupo que quer tocar tudo – um grupo, ponto. É um disco gigante, ultra-pretensioso, inflado: não é um disco de rock e nem de um roqueiro. É um disco de um intelectual de esquerda – ou melhor, de um aspirante a intelectual de esquerda nascido e criado entre gente de Direita. Como, aliás, grande parte destes intelectuais, incluindo ninguém menos do que Karl Marx.

Os garotos punks que o cercavam achavam-no uma figura curiosa. O irlandês gozador John Lydon, um proletário de quatro costadosfilho de imigrantes famintos da Ilha Verde (então um dos países mais pobres e atrasados da Europa), morador dos imundos blocks londrinos criados nos anos 50 e 60 para receber ex-colonizados do império, como caribenhos e os próprios irlandeses, ria-se a valer dos pendores intelectualóides do inglês Strummer: “Strummer lê muitos livros e acredita neles, coitado!”.  Nos EUA, a turma do hardcore dizia que o Clash tinha se vendido a partir de London Calling e que Strummer era “um aristocratazinho”, no dizer de um Jello Biafra que falava em nome de muitos. Criticavam-lhe o sucesso comercial, as referências literárias e políticas, o ar professoral e paternalista que Strummer com alguma frequência assumia em cima do palco (coisa que nem o mais fanático clashmaníaco pode negar) e criticavam-lhe, em peso, pela sua origem. Mas foi a sua origem que deu ao Clash a substância que nenhum outro grupo de rock de sua época (e muito poucos em toda a história da música pop) puderam apresentar.

Como filho de diplomata, viveu em vários países, indo além da insularidade inglesa, cárcere mental que aprisiona até mesmo refinados intelectuais da ilha. Como aristocrata, estudou nos melhores colégios privados ingleses, onde até o mais vagabundo dos alunos aprende, mesmo contra a vontade, algo sobre Plutarco, Descartes ou William Blake. Como jovem bem formado vagando pelo no submundo londrino, conheceu refugiados políticos de todo o mundo, músicos de todo o mundo, artistas de todo o mundo e escritores de todo o mundo – especialmente da Espanha franquista e da América do Sul das ditaduras militares, o nosso grande mundo hispânico que ele tanto amava.

Repetindo o que disse Shaw: nada é mais reacionário e conservador do que um membro da classe trabalhadora. Strummer não era um deles – nunca foi. Como o próprio Shaw nunca foi. Da mesma forma que um dos escritores mais identificados com a esquerda em seu tempo era filho da classe média-alta irlandesa (de origem inglesa), o mais representativo grupo do punk politizado inglês foi conduzido pelo menos inglês de todos os rockers, com muito mais parecenças com um artista da Europa continental ou da América do Sul do que com qualquer um de seus companheiros de cena musical. Só Joe Strummer seria capaz de levar o white noise (expressão cunhada por Lester Bangs naquele artigo genial citado acima) para além das fronteiras estreitas desenhadas pelos anglo-saxões  do Atlântico Norte. Só ele poderia citar Garcia Lorca, clássicos do cinema e das artes e gravar canções com a participação do poeta beat Allen Ginsberg. Só alguém assim poderia dizer, em uma de suas últimas entrevistas, sem parecer forçado, que “This world’s full of kids playing with their bloody Playstations – and I mean grown-up executives. What is that shit? I know thousands of people my age, sitting around with those. What the fuck are you doing? We should be talking about Dostoeyevsky, innit?”. Só um estranho chamado Joe Strummer.

Ivan & Alyosha

Ivan e Alyosha é uma banda indie-folk de Seattle, cujo nome é inspirado nos irmãos Ivan e Alexei , personagens  do livro “Os irmãos Karamazov” , de  Fyodor  Dostoyevsky.

O timbre de voz do vocalista Tim Wilson lembra muito o de Bono Vox , do U2 e também o de Brandon Flowers, do The Killers. As músicas são em sua maioria românticas, com melodias simples e cativantes.

Apesar da qualidade das músicas , Ivan & Alyosha não “estourou”  para o grande público, se mantendo em uma pequena gravadora e fazendo pequenas turnês pelos EUA e Canadá.

Mais novidades sobre a banda podem ser encontradas no twitter ou no site oficial :

https://twitter.com/ivanandalyosha

http://www.ivanandalyosha.com/

Fernando Brant 1946-2015

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A notícia da morte de Fernando Brant me remete a épocas em que acontecimentos da história do país eram acompanhados ao som de suas composições tão marcantes. Poucos compositores deram voz aos sentimentos e anseios de uma geração como ele deu aos que viveram os difíceis anos 60 e 70. Resolvi fazer essa postagem  especialmente pelo fato de que perguntei aos meus inteligentes,criativos e bem informados companheiros  sobre se conheciam Fernando Brant e três deles responderam jamais ter ouvido falar. Coloquei Travessia para tocar e dois não conheciam. A história precisa ser sempre recontada.

Reproduzo texto do jornal Diário de Minas que muito bem relata a travessia realizada por este grande nome da MPB.

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/06/13/interna_gerais,657790/fernando-brant-termina-a-travessia.shtml

Tenho medo, nojo e ódio de qualquer ditadura. Era um menino nos idos de 1964, e passei mais de 20 anos sofrendo com a convivência diária com a ignorância e a violência do regime militar. Eu o combati com as armas que tinha e me pareciam justas: ideias e canções. Hoje me arrepio diante do descaso dos governantes brasileiros em abrir os documentos que restaram daquela época, para que os filhos e netos de minha geração saibam do que aconteceu neste país maravilhoso. Para que tenham consciência de que aquilo não pode voltar a ocorrer. Aprendi a louvar a democracia como o maior dos bens da política e da cidadania.

No velório de Brant, destacava-se a bandeira do América de Minas Gerais, clube do qual era torcedor e conselheiro. Na partida disputada nesse sábado( 13) contra o CRB no Estádio da Independência em Belo Horizonte, o time vestiu camisetas com trecho da letra de “Travessia”, composição marcante do artista.

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Jogador do América-MG com camiseta  em  homenagem a Fernando Brant

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Milton Nascimento afirmou que:

“Desde o começo, quando a gente se conheceu, o laço sempre foi uma coisa muito forte. Minha vida não teria sido tão linda se não tivesse esse tipo de amizade. O que eu guardo de lembrança do Fernando é toda a minha vida”….faz parte da coisa mais séria para mim, que eu aprendi com os meus pais, que é uma coisa que se chama amizade”.

Sobre as composições:  “A gente não fazia as músicas só por fazer ou do nada. A gente estudava o que estava se passando nas nossas vidas nos nossos corações. Tem uma coisa que eu adoro que é fazer música para as pessoas e as pessoas sempre foram a fonte de energia para a gente”.

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Capa do LP Clube da Esquina cartão postal inglês do período  vitoriano 

O nome do disco “Clube da Esquina”, de 1972, se refere a uma esquina do bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, Segundo Lô Borges, um dos fundadores do Clube , a expressão surgiu para fazer referência aos clubes da alta sociedade que havia na capital mineira àquela época. Como ele e seus amigos do futebol que frequentavam a esquina eram mais pobres, ali ficou batizado de ‘clube da esquina. Clube da Esquina, um grupo de artistas mineiros, acabou se tornando um movimento musical muito importante  na história da música brasileira. nas  décadas de 1970 e 1980.

Fonte: http://goo.gl/daJ7M0

Mais sobre o Clube da Esquina leia aqui