PERSPECTIVA

Os “Southern Agrarians” de hoje

1930 foi um ano difícil para os EUA. O país tentava recolocar as coisas em ordem depois do furacão nas bolsas em 1929, do desemprego galopante e das greves em todo o país. As duas décadas anteriores, de extrema bonança, foram a feliz  confirmação da idéia de que a civilização americana sublimava os princípios tipicamente anglo-saxônicos de liberdade individual, livre comércio e democracia representativa, e os EUA, apoiados nesses princípios cumpririam o seu “destino manifesto”, isto é, comandar e modificar o mundo. A alegria durou pouco e a depressão, econômica e psicológica, veio em seguida.

Naquele ano difícil, foi publicado em Nashville, Tennessee, um manifesto chamado “I´ll take my stand” assinado por importantes escritores do Sul dos EUA, como Robert Penn Warren e John Crowe Ramson. O título remetia a uma frase da conhecidíssima canção “Dixieland”, entoada pelos confederados sulistas durante a Guerra Civil Americana e praticamente um hino “não-oficial” da região derrotada no conflito. O grupo – denominado “Southern Agrarians” – defendia a retomada dos valores da cultura tradicional do Sul dos EUA contra o industrialismo e a massificação típicos do Norte do país.

Começava assim o manifesto:

“THE authors contributing to this book are Southerners, well acquainted with one another and of similar tastes, though not necessarily living in the same physical community, and perhaps only at this moment aware of themselves as a single group of men.

E assim continuava:

“All the articles bear in the same sense upon the book’s title-subject: all tend to support a Southern way of life against what may be called the American or prevailing way; and all as much as agree that the best terms in which to represent the distinction are contained in the phrase, Agrarian versus Industrial.”

“(…) how far shall the South surrender its moral, social, and economic autonomy to the victorious principle of Union? “

Por “Union”, entendamos “O Norte” – e por “O Norte”, entendamos o capitalismo liberal daquela época. Os EUA foram, durante os primeiros anos do século XX, o maior exemplo do sucesso dos princípios da democracia liberal à inglesa do ponto de vista social e econômico. O “american way of life” , que o mundo conheceria através dos filmes, era, o “northern way of life” – o estilo de vida dos nortistas.  Os EUA que o mundo conheceu, respeitou e temeu desde então eram os EUA da metade Norte: o país militarista, fortemente industrializado, liberal, democrata e progressista. O país do Sul, aristocrático, fortemente elitista e conservador, foi esquecido. Os “southerners” – os sulistas – era estranhos numa terra estranha e sua única saísa era adaptarem-se aos rumos que o lado vencedor escolhera, lado que estava comprovadamente dando certo. Consideravam os nortistas, democratas liberais ao melhor estilo inglês, um bando de grosseirões , de modos rudes, amantes de prazeres toscos e incapazes de compreender as virtudes e o refinamento da aristocracia. E, como costuma acontecer em nações aristocráticas, o Sul dos EUA sempre foi um celeiro de cultura, terra de poetas, pensadores, escritores, músicos e pintores , mas, sobretudo,de homens orgulhosos de pertencer a uma tradição especial e marginalizada. E esse orgulho adormecido só precisava de um momentinho de desatenção dos nortistas para vir à tona. Esse momentinho foi a crise de 1929. E com ela, veio I´ll take my stand – uma grande revolta conservadora contra  o capitalismo liberal.

A influência do manifesto foi duradoura e profunda. Pôde ser sentida em toda a literatura, as artes e o pensamento provenientes do Sul dos EUA a partir de então, como na obra de William Faulkner e Flannery O´Connor, mas também na música folk, nos escritores do  Southern Gothic e no rock´n roll. Até hoje os Southern Agrarians são lembrados, seja por aqueles que defendem os princípios do movimento, seja por aqueles que o condenam como reacionário, saudoso de um sistema sócio-econômico perverso e desigual (a escravidão) e ultraconservador, à maneira de outros movimentos ultraconservadores que surgiram na mesma época aproveitando-se da derrocada da democracia capitalista liberal. O fim do laissez faire, previsto por ninguém menos do que John Maynard Keynes três anos antes do desastre da Bolsa, foi, em grande medida, o fim de toda uma época e um dos principais causadores de um abalo civilizacional e histórico chamado Segundo Guerra Mundial.

Sem querer dar créditos à idéia de História cíclica, ou de qualquer outra filosofia da História, os acontecimentos do momento presente talvez nos sugiram uma pergunta que, diante de tudo o que vimos até agora, acaba por ser impor: quem são os “Southern Agrarians” de hoje? O que pretendem? Contra o que se rebelam, o que propõem e, mais do que tudo isso, quais são os seus ressentimentos histórico? Não são poucas as vezes que ouvimos falar do fim do capitalismo liberal, da retomada do keynesianismo, da volta do protecionismo, de renovadas expectativas no comunismo, do fim da globalização como hoje a conhecemos, etc, etc, etc, enfim, de tudo o que pode tomar o lugar do velho capitalismo ianque e do domínio mundial dos EUA, que é o domínio do Norte dos EUA sobre o Sul do mesmo país, do Norte da América sobre o Sul da América e, por via de consequência indireta, do Norte do Mundo sobre o Sul do Mundo. Alguns membros dos Southern Agrarians fizeram elogios ao fascismo italiano justamente por se contrapor fortemente ao capitalismo (e à democracia liberal a ele associada) e outros viram virtudes até mesmo no comunismo stalinista, como viram virtudes em tudo o que parecesse contrário ao que soasse a “liberal”, a “democrata”, a “nortista”. Pode ser uma pista vaga, um palpite pouco confirmável, mas algo me diz que entre as plantações de algodão do Mississipi e a cordilheira dos Andes há mais semelhanças do que imaginamos. O Norte odiado é o mesmo, a distância é que é um pouco diferente.

março 9, 2009 Posted by | Política | Deixe um comentário

Esse, sim, é liberal

EUA deveriam deixar bancos e GM falirem, diz McCain

Os senadores republicanos John McCain e Richard Shelby disseram neste domingo que o governo do presidente Barack Obama deveria permitir que alguns dos grandes bancos americanos e a montadora General Motors (GM) declarassem falência.

Shelby, que faz parte da Comissão Bancária do Senado, afirmou à rede de televisão ABC que o governo deveria deixar os bancos fecharem.

“Permitam que parem de fazer negócios”, ressaltou o republicano. “Se estão mortos, é preciso enterrá-los”, acrescentou.

Este é um legítimo exemplo de constância diante da adversidade: pode o mundo ruir, pode o neoliberalismo cair em descrédito total até mesmo pelos seus principais defensores, pode até mesmo o Partido Republicano levar chumbo nas eleições: um liberal de verdade, à moda antiga, não pode ter coração. Se está morto, é preciso enterrar. Laissez faire, laissez passer.

março 9, 2009 Posted by | Política | 2 Comentários

Profissionais , torcedores e resultados

Uma distinção recorrente no discurso de Fernando Antonio Kroeff, presidente do Grêmio  e membros da diretoria  dá a exata dimensão da maneira como são encarados a os torcedores do seu time.

Nas entrevistas após os jogos freqüentemente são feitas referências  aos profissionais envolvidos no jogo, ou seja, os jogadores e principalmente o treinador Celso Roth. O tom é sempre respeitoso e elevado, como deve ser.

Por outro lado, quando se refere aos torcedores Kroeff sempre fala na terceira pessoa e num tom bem menos respeitoso – muitas vezes até condescendente.

“Não, porque a gente não pode pensar como torcedor. Nós temos uma responsabilidade e temos que agir com cautela e cabeça fria e não podemos agir como torcedores. Eu só faço aquilo que pode dar melhor resultado para o Grêmio. Acho uma solução simplista e até antiquada esta de trocar de técnico por um mau resultado.”

A palavra torcedor passa a ter um sentido quase pejorativo, eis que feita clara distinção entre “nós” diretoria e o “torcedor”. Diretoria com responsabilidade, torcedor um destemperado que não tem compromisso com os destinos do Grêmio. Um mal necessário, em suma.

Talvez seja apenas uma mania de quem passou anos ouvindo do presidente do clube palavras de respeito a “nós, torcedores”, incluindo a si mesmo no imenso grupo de apoiadores apaixonados do tricolor.

O presidente Fernando Antonio também afirma que sua direção não busca popularidade e sim resultados. Até o momento, como diria minha avó, nem mel nem porongo. Aliás quem afirma não buscar popularidade talvez inconscientemente também não busque resultados, porque aquela é consequência direta desses.

março 6, 2009 Posted by | Esportes | 5 Comentários

Roth – O Ferguson dos pampas?

— Não autorizei ninguém a procurar o Felipão. Tenho convicção no Celso Roth, gostaria que o Felipão viesse só se o Roth falecesse de repente.

A frase acima, proferida em entrevista recente pelo presidente do Grêmio, Duda Kroeff, dá margem para duas interpretações distintas e assustadoras.

1- Creio que qualquer torcedor gremista gostaria de rever o multicampeão Luis Felipe Scolari comandando o tricolor novamente. Ora, se Kroeff acena com a possibilidade da vinda de Scolari somente se Celso Roth vier a falecer, ele automaticamente incita o torcedor a impiedosamente desejar a morte do nosso atual treinador. Sinceramente, não acredito que os gremistas, por mais que detestem a maneira como Roth vem treinando, estejam com tanta raiva dele a ponto de encherem as ruas de Porto Alegre com Rothzinhos espetados com setas. Mas eu posso estar errado.

2- Por outro lado, com esta frase Duda Kroeff confere a Roth um status absolutamente único dentre os treinadores do mundo inteiro. Kroeff diz que gostaria de contratar Scolari apenas se Roth morresse; ora, Scolari é um dos maiores treinadores do mundo e está para a sua profissão como um Antonio Ermírio de Moraes ou um Bill Gates estão para as suas. Se Kroeff diz que apenas a morte de Celso Roth será um motivo suficiente para que tente cortejar Scolari, automaticamente Kroeff o coloca num patamar acima do de Felipão, isto é, no nível dos semideuses do futebol, das unanimidades indiscutíveis e categóricas. Kroeff não quer Felipão nem que ele se ofereça de graça para treinar o Grêmio. Kroeff não quer saber de ninguém enquanto Roth estiver lá. Que eu saiba, sob esse prisma,só há um treinador com um status semelhante ao de Roth no futebol mundial: o treinador do Manchester United, Alex Ferguson, comandante do time há nada menos do que 23 anos. Mas só ele. Ninguém mais. Somente o treinador escocês, bicampeão da Europa, bicampeão do mundo e várias vezes campeão inglês pode rivalizar com Celso Roth, que, como sabemos, não tem um currículo tão – como dizer? – rico quanto o dele apenas porque   tem menos tempo de carreira e ainda não teve tempo suficiente para tantas glórias. E estas glórias, afinal, demandam tempo. Tempo que Roth tem de sobra. Afinal, tem o aval do presidente Kroeff para passar o resto de sua vida fazendo maravilhas com o time do Grêmio.

março 5, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

Imprensa coloca gremistas em “dilema de segurança”

Nesta manhã de terça-feira, os principais órgãos de imprensa do Rio Grande do Sul – com exceção do Blog Perspectiva – anunciaram que o treinador Celso Roth ficará a perigo caso não vença a partida contra o Boyaca Chicó, o popular Boitatá, no dia 11 de março. Celso, que na época de sua contratação atingiu índices de 99% de reprovação em enquetes de rádios e conquistou o eleitorado que restava no último domingo, teria sido criticado pelos mais altos dirigentes gremistas por ter usado seu esquema 3-6-1 – para quem não sabe, também pode ser chamado de esquema “Bumba meu Boi!”, onde o goleiro Victor pega a bola, toca para Réver e ele dá um chutã…lançamento para o vagaroso Alex Mineiro; sempre fracassa – volta a ficar na situação do jogo contra o São Paulo no Brasileirão do ano passado no Estádio do Morumbi. Perdendo, recebe seu chapéu e é convidado a se retirar com o alto valor de sua multa rescisória no bolso.

Os gremistas torcerão para que o Grêmio perca a partida e troque de treinador, ameaçando a classificação na Libertadores ou seguirão apoiando mesmo que isto consolide o “técnico” Celso Roth e também correndo o risco de que sua postura  impeça a classificação?

Irmãos e irmãs, eis o Dilema de Segurança a que foram submetidos os torcedores gremistas.

*Nas Relações Internacionais define-se por Dilema de Segurança o seguinte: os Estados que não se equipam militarmente ficam vulneráveis a ataques externos; os que se armam, tornam-se uma ameaça aos outros Estados. O dilema entre armar-se ou não foi elaborado durante a guerra fria por John Herz para explicar o fenômeno que acontece toda vez que um Estado busca se armar para obter segurança.

março 3, 2009 Posted by | Esportes | 6 Comentários

Ele precisa sair

Se ainda havia alguém que defendesse a permanência do não-treinador Celso Roth no comando do Grêmio deve ter desistido depois desta tarde de domingo. Quando Celsão anunciou a escalação do Imortal para a partida contra o Internacional e foi verificada a presença de Diogo e o famigerado esquema ‘três seis um’ pensei imediatamente: sujou! O comandante tricolor conseguiu a proeza de mudar o esquema tático que jogou brilhantemente na quarta-feira de cinzas para promover a volta da formação que, testada anteriormente, fracassou. O esquema com “seis no meio” que já tinha provado ser de pouco sucesso  – inclusive no primeiro Gre-Nal da temporada – voltou em um clássico que o Grêmio precisava vencer para demonstrar sua força.

Com Diogo escalado, perdem-se dois jogadores: o próprio, que tornou-se jogador de futebol por razões inexplicáveis e Alex Mineiro, sacrificado jogando sozinho. O resultado foi o esperado, 45 minutos iniciais de pura pressão colorada e nenhum esboço de reação gremista. No início do segundo tempo, com o gol de Índio na linha-burra (também chamada de Linha Roth) ele – vejam só! – resolveu modificar a equipe. Vejam bem, em mais uma oportunidade Celso Roth decide por modificar a equipe não por pretender  mudar a forma de jogar: muda por seu erro inicial de escalação. 3-5-2, Jonas em campo e empate do Grêmio, quando este tabelou com Alex Mineiro que bateu para o fundo das redes.

O gol da vitória marcado por Magrão em jogada aérea aos 32 minutos do segundo tempo não caracteriza por si só um erro do treinador gremista. Entretanto, ao permitir que percam-se 45 minutos com uma escalação imbecil e só mudar após levar um gol, Celso Roth assina a declaração de culpado pela derrota MAIS UMA VEZ. Roth carrega consigo o carma dos títulos perdidos no passado e uma arrogância inexplicável. Quer provar a qualquer custo que o que faz é correto desimportando-se com os fatos e a lógica que apontam no 3-6-1 um esquema maldito e fracassado.

Pelo bem da Libertadores, pela honra do Grêmio e pelas estatísticas no clássico Gre-Nal, Celso Roth deve ser demitido. O erro de sua renovação anual milionária se não pode ser apagado ao menos deve  ser atenuado. Não há futuro com um ‘treinador’ destes.

Ninguém pode ser tão imbecil

Caem as chances do Grêmio na Libertadores

março 1, 2009 Posted by | Esportes | 11 Comentários

Villa Mimosa – Cidade dos Tocos ataca novamente em Canoas

Érico Veríssimo em seu Um lugar ao Sol , publicado em 1936,refere-se a Canoas/RS da seguinte maneira:

“Clarissa saia todas as manhãs às sete para tomar o ônibus que a levava a Canoas.Já começava a gostar dos alunos. Canoas  era bonita, com suas vivendas no meio de jardins verdes e floridos. Ouvia-se o canto dos passarinhos. Um silêncio fresco envolvia as casas, árvores e as criaturas.”

A cidade, cuja emancipação política ocorreu em 1939, era um sítio de veraneio para as famílias abastadas de Porto Alegre. Como resquício desse tempo, sobraram as  construções  ao longo dos antigos trilhos do trem  no centro da cidade e arborização das ruas adjacentes.

Uma dessas edificações  é a chamada  Villa Mimosa, com arquitetura  apresentando características do neoclássico, construída em 1904, que  serviu de moradia Victor Hugo Ludwig ,um conceituado médico da cidade e sua família, até o ano de 1999.

getattachmentaspxFoto:O Timoneiro

villa-chale-pestA Villa Mimosa à direita e à esquerda o complexo do Pestalozzi também ricamente arborizado,  formando um quarteirão verde que constitue um dos raros pontos bonitos da av. Guilherme Schell, extremamente desprovida de beleza, sendo quase ofensiva ao mínimo senso estético.

villa

.

ulbra-043Villa Mimosa vista da Vitor Barreto através do muro dos trilhos

É uma linda construção cercada por árvores centenárias. O local ameniza  o  impacto visual , a  imensa feiura provocada pela linha do trensurb que corre em frente.No interior da Villa resiste o  silência fresco que outrora Veríssimo proclamava envolver as casas, as árvores e as criaturas  e atualmente está cada vez mais envolto nas brumas do passado da cidade que já foi chamada de bonita.

vilamimosa Foto:O Timoneiro   

Ficaremos inertes ante ameaça de corte dessas árvores ?

Pois bem. A Cidade dos Tocos ataca novamente. Na cidade onde impera uma lógica imediatista e mercantilista, a Villa Mimosa está prestes a servir de local para construção de empreendimento imobiliário. E pretendem cortar as árvores que circundam a construção para edificação de prédio no local.

O jornal local O Timoneiro está alertando para a necessidade de mobilização no sentido de evitar-se este dano ao patrimônio histórico e ao ambiente. Que a esperança de novos rumos em Canoas não  seja abalada e não ocorra a permissão da administração municipal para este atentado que a ganância está perpetrando contra os interesses maiores da cidade.

março 1, 2009 Posted by | Cidade dos Tocos, Ecologia | 15 Comentários

O S.C. ULBRA mudou de nome?

Um fato que vem chamando a atenção de todos aqueles que acompanham a transmissão dos jogos do campeonato gaúcho pela RBS TV e pelo Pay Per View é o Sport Club  ULBRA ser chamado de Canoas pelos narradores. Como todos sabem, o clube tem sua sede em Canoas/RS, mas não leva o nome da cidade. Desconheço as razões que fazem a emissora denominar um clube por outro nome que não o correto, mas é tão evidentemente proposital que, há alguns dias, o comentarista, em ato falho, iniciou sua intervenção dizendo: ” a Ulbra…” para logo após pedir desculpas e retificar para “Canoas”. Pediu desculpas por haver utilizado o nome correto do clube, ora vejam só.

Aliás, falando em Ulbra vale a pena  fazer uma visita às imediações do estádio, em Canoas. É um lugar muito limpo e b0nito, com alamedas de plátanos e paisagens bucólicas.

ulbra-027

.

ulbra-032.ulbra-038

fevereiro 28, 2009 Posted by | Geral | 5 Comentários

*O jogo de um só time

*Mateus Broilo da Rocha

Fazia tempo que eu não assistia a um jogo de um só time. O Grêmio dominou a partida, “de cabo a rabo” (início ao fim). Se bem estou certo, só na primeira etapa – até quando parei de contar – foram 12 oportunidades claras de gol. Hoje, inusitadamente, não tenho do que reclamar do Celso Roth, absolutamente correto durante o jogo, fato um tanto estranho, confesso que me fez matutar que ele realmente quer o bem do time. Esse é o time digno de ser campeão da América. Um time que em nenhum momento, neste jogo contra o “La U”, demonstrou estar acuado frente aos fulminantes ataques dos chilenos (risos).

Apesar de ter sido um jogo ‘pseudo-perfeito’ – calma eu explico – demonstrou para nós, gremistas, que podemos vestir esta linda, e tradicionalíssima, camisa tricolor sem medo de mostrar que somos dignos de um clube com um futebol aguerrido, tão a cara dos gaúchos. Em um momento de epifania, podemos dizer que nosso passado nos condena, pois o Grêmio vitorioso de outrora ainda é o mesmo.

O que realmente doeu em nossos corações foi ter que assistir a este belo espetáculo sem gols. Espetáculo este que mais tinha cara de goleada celeste. Bolas na trave, jogadas inteligentes, jogo em equipe… Enfim um jogo atípico no cenário sul-americano atual. Sem falar nos tradicionais erros de arbitragem. Aqueles mesmos erros que, certa feita, eu comentei: “Uma partida sem erros de arbitragem se torna monótona.”, hoje, se esses erros fossem relevados, poderiam, talvez, ter mudado a história deste jogo. Um pênalti, CLARO, ÓBVIO – só um cego não teria visto, até mesmo um leigo concordaria ter sido – não foi marcado. Naquele “empurra empurra” típico dentro da área, um dos chilenos puxava, incansavelmente, a camisa do atacante gremista, Jonas, e, se não bastasse, por fim o calçou. O gol anulado, siiiim aquela bola entrou, mas o juiz marcou falta sob goleiro chileno. Afinal, o goleiro é intocável dentro da pequena área, mas falta não impede gol(?), enfim, talvez eu até concordo com a atitude do árbitro nesta jogada, mas não com o “não-pênalti”.

Uma coisa temos que concordar, a defesa chilena trabalhou incansavelmente. Motivo? O Grêmio não parou sequer um segundo.

Foi lindo ver o Estádio Olímpico mais uma vez coberto com o manto azul dos torcedores, ouvir as canções de apoio ao time, ver a torcida lotando o estádio. Ver a torcida! Ver o Olímpico vibrar em uníssono. Ver o pulsar azul celeste. Este é o resultado de torcer em pé. Agora foi triste, e ao mesmo tempo ridículo, assistir tanto aos jogadores quanto aos torcedores chilenos comemorarem este empate sem gols – como se fosse uma vitória. Bem talvez tenha sido, pois, milagrosamente saíram ilesos.

É este Grêmio – com esta atitude – que eu quero ver ganhar o mundo mais uma vez.

Broilo

fevereiro 26, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

Grêmio 0x0 Universidad -Um resultado inexplicável

Parafraseando Ortega Y Gasset, um jogo de futebol é feito do jogo em si e das suas circunstâncias. Quando o jogo não sai exatamente como queríamos – isto é, com a vitória do nosso time – procuramos culpados nas circunstâncias: o time estava desentrosado, o clima não ajudava – muito frio, ou muito quente -, o campo estava em más condições, os jogadores estavam cansados, a torcida não apoiou o time (quando joga em casa) ou o intimidou (quando joga fora), etc, etc. Tudo se transforma em justificativa quando não ganhamos. Isto é, tudo o que é possível transformar em justificativa, mesmo que não seja uma justificativa de fato.

O jogo Grêmio x Universidad do Chile, disputado ontem, transcorreu em uma noite bastante agradável, algo surpreendente em se tratando de verão gaúcho: a temperatura roçava os 20 graus e um vento moderado, aliado à umidade, diminuía ainda mais a sensação térmica. O gramado do estádio Olímpico estava em excelente condições,e a torcida, animadíssima. Os jogadores do Grêmio estavam em excelentes condições físicas, dormiram bem, comeram direitinho o que o nutricionista receitou, rezaram o Pai Nosso  antes de entrarem no campo, fizeram o sinal da cruz do jeito certo – tudo saiu perfeito, comme il faut.As circunstâncias não atrapalharam o Grêmio.

Faltou o jogo. E o jogo foi perfeito. Nem sobrou espaço para criticar Celso Roth – outra circunstância frequentemente apontada como decisiva para maus resultados – ritualmente vaiado antes de todos os jogos: o esquema 3-5-2, que este blogueiro não tem em boa conta, funcionou como poucas vezes é capaz de funcionar. Os três meio-campistas – Adilson, Tcheco e Souza – revezavam-se na troca de posições entre as duas intermediárias, como uma rotação de time de vôlei em que o jogador ora é ponta, ora é meio de rede, ora é levantador; os dois alas – Jadilson e Ruy -, talvez as posições mais importantes do esquema, apareceram com força no ataque e guarneceram bem a defesa quando necessário; os três zagueiros – Léo, Réver e Rafael Marques – tiveram pouco trabalho defensivo e, por isso, puderam avançar com segurança para ajudar o meio-campo na destruição e até mesmo na armação de jogadas (os lançamentos de Réver da defesa para o ataque, à Bobby Moore, são uma das marcas registradas do Grêmio); e funcionou bem até mesmo o ataque que não marcou gols – Jonas e Alex Mineiro, este menos, aquele bem mais -, movimentando-se dentro e fora da grande área, confundindo a marcação e abrindo espaços. E, mais do que tudo isso – e por causa de tudo isso – funcionou bem o Grêmio. Funcionou com notável harmonia entre defesa, meio e ataque, usando a bola longa, as tabelas entre atacantes, a jogada aérea, as bolas paradas, os chutes de fora da área, enfim, todos os recursos que o futebol permite para criar situações de gol. Funcionou bem porque jogou e não deixou o Universad jogar (não tenho os números, mas o percentual de posse de bola do Grêmio deve ter ficado em, pelo menos, 75%) Tudo à perfeição. Uma atuação digna de uma estréia de Libertadores, que mostra a verdadeira cara de uma equipe e fornece os adjetivos pelos quais ela ficará conhecida pelos adversários:  uma máquina bem calibrada, um exército unido pelo sangue, um grupo artístico ensaiadíssimo – o melhor que o futebol encarado coletivamente pode proporcionar. Foram três bolas na trave. Foram dezenas (sim, dezenas, sem exagero) de chances claríssimas de marcar. Foram pelo menos dois pênaltis não marcados (aí, sim,uma das circunstâncias normalmente invocadas, o juiz, pode ser responsabilizado). Foi tamanha a superioridade que o adversário só conseguia apelar para os pontapés (tiveram um expulso e poderiam ter tido mais dois, pelo menos) e para uma retranca absurda de cinco defensores, quatro volantes e um atacante solitário que só serviu para marcar a saída de bola. Um jogo para ficar na memória dos que a presenciaram, e provavelmente ficará, só que por outro motivo: como exemplo de como uma equipe pode jogar tão bem e, mesmo assim, não conseguir fazer gol.

Avaliação dos jogadores:

Victor – Impossível avaliar quem mal encostou na bola. Limitou-se a agarrar a bola vinda dos chutões que a defesa do Universidad do Chile mandava quando batia o desespero.

Réver – Não resta dúvida de que, a seguir assim, será titular da seleção brasileira. Réver lembra o inglês Bobby Moore pela facilidade no desarme e a precisão milimétrica dos lançamentos longos para o ataque, uma das marcas mais fortes deste Grêmio de 2009.

Léo – interrompeu uma sequência interminável de más atuações. Aventurou-se ao ataque com facilidade e desenvoltura e até chegou à linha de fundo para cruzar, sempre muito bem.

Rafael Marques – avançou menos para o ataque que seus dois companheiros de zaga e, por isso, apareceu menos, já que o Universidad do Chile quase nunca passava da sua própria intermediária.

Ruy – Conseguiu furar a retranca do Universidad do Chile pelo lado direito e perdeu as contas de quantos cruzamentos fez, de quantas vezes entrou pelas costas dos defensores adversários e de quantas vezes chutou a gol, com direito a bola na trave. Peça fundamental do esquema de Celso Roth, o “Cabeção” evolui a cada jogo.

Jadilson – Não obteve tanto sucesso quanto o seu companheiro do lado direito, mas suas arrancadas e sua notável habilidade dribladora, mais típica de um ponta-esquerda do que de um lateral, incomodaram e muito a defesa do Universidad. Disputa a vaga pau a pau com Rafael Santos.

Adilson – Uma gratíssima surpresa. Integrante do grupo desde 2007, quandos chegou das categorias de base, o “alemão” de *Bom Princípio nunca conseguiu garantir seu espaço no time, seja pela sequência titulares muito qualificados para a sua posição (Gavilán, Eduardo Costa e Rafael Carioca), seja pela própria indefinição sobre qual setor do meio-campo ocuparia. Adilson jogou como meia e como segundo volante, sem render o seu melhor. Com a lesão de William Magrão , conquistou a posição cercado de expectativas sobre si mesmo. No jogo de ontem, mostrou que tipo de jogador ele é: um volante de marcação forte, incansável, desarmador nato, brigador, bom na saída de bola e na chegada à frente. Um aporte excelente e um titular absoluto do 3-5-2 rothiano.

Tcheco - Junto com Adilson, o melhor em campo no jogo de ontem. Tcheco não errou um passe, um só lançamento, uma só saída de bola e uma só decisão sobre qual seria a melhor jogada a seguir. Seu corta-luz para Alex Mineiro, no segundo tempo do jogo, foi um lance memorável de quem honra como poucos a braçadeira de capitão de uma equipe. Nenhum jogador do Brasil, e poucos no resto do mundo, têm a sua visão de jogo, a sua capacidade de organizar o time a partir do meio campo, a sua doação em prol da equipe, sacrificando sem problemas o brilho individual em prol do bem coletivo. Como já dissemos várias vezes neste blog, Tcheco é o perfeito meio-campista “box-to-box” britânico, aquele que vai de uma área (“box”, em inglês) à outra do campo armando, atacando e defendendo com a mesma competência. Nenhum jogador do Grêmio toca tanto na bola quanto ele – e ainda bem.

Souza – Atuação perfeita no primeiro tempo, um pouco menos inspirada no segundo. Souza cansou de deixar adversários no chão, de arrancar em disparada para o gol, de chutar com perigo (carimbou a trave duas vezes), de cruzar para os companheiros, de tabelar com os atacantes…..inutilmente. No primeiro tempo, dividiu com Tcheco e Adilson o posto de melhor em campo. No segundo tempo, visivelmente cansado – e talvez até um pouco abatido pela falta de resultados melhores – produziu menos. A avaliação geral, porém, é muito boa.

Jonas – o mesmo atacante incansável de sempre. Participou de incontáveis jogadas de gol, movimentou-se bastante, atraiu marcação e concluiu várias vezes, além de fazer a parede muito bem apesar de seu porte franzino. Confirmou sua titularidade mais uma vez.

Alex Mineiro – o jogador menos inspirado desta noite. Participou de algumas jogadas de ataque, mas perdeu gols que um centroavante de sua categoria não deve perder e pareceu um pouco displicente em alguns momentos, destoando um pouco do espírito geral de doação irrestrita. Além disso, sua baixa estatura é um empecilho para um time que tem na jogada aérea uma de suas armas mais mortais. Se Maxi Lopez demonstrar que tem condições de jogar, Celso Roth deve considerar seriamente a sua titularidade.

Fábio Santos – Entrou no finalzinho e não teve tempo de fazer nada.

Reinaldo - Também entrou no final para dar mais mobilidade ao ataque e também teve pouco tempo

Douglas Costa – a jovem revelação também entrou no final, deu alguns dribles, algumas arrancadas, algumas jogadas de efeito (às vezes até pretensiosas e desnecessárias, quando não mal sucedidas) e não pôde ajudar muito.

fevereiro 26, 2009 Posted by | Esportes | 7 Comentários

O porquê de torcer em pé

A torcida do Grêmio tem se notabilizado em todo Brasil pelo estilo vibrante de apoiar o time, em qualquer circunstância. Implantou um verdadeira revolução na maneira de torcer em nosso país. Todos que frequentaram estádios em décadas passadas sabem do que estou falando. Ir a estádio consistia em passar a maior parte do tempo sentado, levantando esporadicamente em lances de maior perigo. Torcer e estimular o time era quase que exclusividade das torcidas organizadas que não se comportavam em sintonia com o resto estádio. Pulavam, cantavam, torciam separadamente e o restante do público assistia. Era assim. Confesso que sempre tive anseio por ver o Olímpico vibrante e participar,  não sendo apenas uma espectadora, enquanto torcer ficava a  cargo das organizadas. Uns dos poucos cânticos que o torcedor comum podia entoar eram , pelo que lembro, “GRÊMIOOOOOO” e “Olê, olê olê olê, Grêmio, Grêmio”, “Olê lê lê, olá lá, o Grêmio vem aí e o bicho vai pegar”. Que essa lembrança não soe  como uma crítica, pois estes eram momentos especialíssimos, em que podíamos extravasar um pouco da imensa emoção que o Grêmio nos causava. O sentimento estava lá, como permanece até hoje. Apenas não havia harmonia entre os diferentes setores do estádio.

E aí está o grande mérito da Geral do Grêmio. Conseguiu tornar realidade este torcer em conjunto, no momento de extrema crise em que o clube fo lançado por equívocos de seus dirigentes. A torcida do Grêmio sentiu que dependia dela a saída do inferno onde o clube havia sido lançado. O torcedor associou-se em massa, salvando um Quadro Social que era praticamente inexistente. O torcedor passou a querer fazer mais do que apenas assistir sentado e confortável( conforto em termos) ao jogo. Passou a sacrificar esta acomodação  em nome do bem maior: o Grêmio. O estádio inteiro, a partir de então, passou a entoar, em uníssono, os cantos da Geral. No início timidamente. Até chegarmos ao momento atual, em que praticamente todo torcedor gremista, seja ele de arquibancada, social ou cadeira, conhece as músicas cantadas no estádio. E canta junto.

É o que mostra este vídeo:

ou este:

Pois bem, pois não é que agora a nova direção do Grêmio, que assumiu o clube com o quadro social transbordante, uma torcida apaixonada e consumidora voraz, além de uma classificação pronta para a Libertadores, quer que voltemos a época em que somente as organizadas cantavam e apoiavam o time?

A direção tem a capacidade de gastar dinheiro do clube para distribuir panfletos, (conforme noticiado aqui) pedindo que o torcedor assista ao jogo sentado, como se estivéssemos assistindo a uma ópera, e não ao nosso time do coração.

Estranho que a direção pareça pretender que o estádio permaneça impassível enquanto em campo os atletas lutam pela vitória. A impressão que passa é que a direção não gosta de ver o Olímpico inteiro sendo conduzido pelos cantos da Geral. Eu considero que acima de eventuais erros cometidos de parte a parte, o que deve prevalecer é o interesse do Grêmio e certamente um Olímpico amorfo não convém a estes interesses.

Espero que esta atitude da direção de criticar publicamente aqueles que ousam sacrificar seu conforto para pular 90 minutos em prol de seu time não desencadeie problemas de relacionamento na própria torcida. E que todos estes criticados continuem manifestando seu amor pelo clube da mesma maneira que o tirou do inferno e o levou à classificação da Libertadores. Sempre lembrando que ficar em pé não é opção para satisfazer os interesses dos torcedores. É mais um sacrifício que fazemos para transformar o Olímpico em um estádio temido por ser um caldeirão vibrante.

Torcida cerceada

fevereiro 25, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

Tarde de feriado no Olímpico

Os torcedores  do Universidad, clube chileno que será adversário do Grêmio nesta quarta-feira pela Copa Libertadores, estavam muito à vontade no pátio do Olímpíco na tarde desta terça-feira, sentados no gramado ao lado do Quadro Social. Os gremistas que aproveitaram o feriado para ir na loja do Grêmio, no Memorial e acertar seus títulos não esboçaram nenhum sinal de animosidade ante os visitantes. Registramos isso com muita satisfação.

treino-0021

Torcedores chilenos

treino-003

O treino fechado pouco incomodou os torcedores que se dirigiram ao estádio. Trata-se de um prtocolo comum em véspera de jogos decisivos, sendo eficiente ou não.  Mas, mesmo que o trabalho dos atletas não fosse aberto ao público era de se esperar que os gremistas comparecessem ao  complexo do estádio, fazendo compras, visitando o Memorial e  estimulando os atletas ao final do treino como fizeram em 2007. No entanto, mesmo com o Largo dos Campeões repleto de torcedores a loja cerrou as portas às 17horas, bem como o Quadro Social e o Museu do clube.

As atitudes dos encarregados de zelar pelos interesses do clube parecem não considerar o torcedor quando decidem questões administrativas no estádio. O retrato era o seguinte: feriado, véspera de jogo inicial da Libertadores, treino vespertino. Dezenas de torcedores no pátio do estádio debatendo esquemas táticos, criticando Celso Roth e esperando para, ao final do treino, ter contato com os seus jogadores. No entanto, aqueles que terão a missão de enfrentar uma tarefa hercúlea para apoiar o Grêmio dentro do estádio foram veladamente expulsos dos arredores do estádio quando os administradores gremistas decidiram encerrar atividades em horário absurdo até mesmo do ponto de vista comercial do clube.

Um toque de sensibilidade não custa nada (pelo contrário, a loja lucraria com a quantidade de torcedores que estavam no estádio) e auxilia. A parte dos torcedores mais uma vez foi feita e com louvor. Talvez  os comandantes tricolores não enxerguem estas situações justamente por isto: esqueceram ou nunca souberam o que é ser um  torcedor comum.

treino-004Torcedores esperavam ver o time após o treino, mas foram convidados a desocupar o Largo às 17 horas.

treino-005

Superados os obstáculos, recomeça amanhã. A briga pela Copa mais uma vez está no caminho do Grêmio.

fevereiro 24, 2009 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Oscar 2009- Fatos e fotos

oscars_ceremony_posters_811

A 81ªedição do mais cobiçado prêmio da indústria cinematográfica, teve características que a diferenciaram das anteriores. O cenário era um espetáculo a parte com seus milhares de cristais e as cortinas que mudavam de cor conforme a iluminação. A apresentação de Hugh Jackman que cantou, dançou, fez piadas e , o mais importante, não se tornou enfadonho deu  um brilho a mais na cerimônia. O tapete vermelho, como sempre,reúne as maiores estrelas do mundo do entretenimento.

vanity-fair-oscar-party-2009-hollywood37

Meryl Streep concorreu pela 15ª vez

vanity-fair-oscar-party-2009-hollywood20

Penélope Cruz e sua amiga Salma Hayek. Penélope ao receber seu Oscar brincou que estava prestes a desmaiar e ao final reverenciou em espanhol seu país de origem.

angelina-jolie-brad-pitt-2009-oscars

O casal mais badalado do cinema concorria aos prêmios de melhor ator e atriz.Quando Jennifer Aniston subiu ao palco para entregar o prêmio de Melhor Animação, as câmaras focalizavam Angelina e Brad insistentemente. Aparentemente estavam bem a vontade, ao contrário de Jennifer que mostrava algum desconforto.

mickey-rourke-2009-annual-academy-awards1

Mickey Rourke emocionou aos amantes de animais ostentando pingente com a foto de sua cadelinha que morreu no dia 16 de fevereiro,após acompanha-lo por 17 anos. Segundo Mickey , quando os humanos o abandonaram em fase ruim da carreira, Loki uma chihuahua  permaneceu fiel.

kate-winslet-2009-oscars-021

Kate Winslet -Melhor atriz da 82ª edição do Oscar. Ainda, brincou  com Meryl Streep por tê-la derrotado: “Meryl, voc~e vai ter de engolir essa.

freida-pinto-dev-patel-2009-oscars-05

Freida Pinto de Slumdog milionaire

taraji-p-henson-2009-annual-academy-awards1

Taraji Henson a mãe adotiva de Brad Pitt em “O Curioso Caso de Benjamin Button .

anne-hathaway-2009-oscar-academy-awards81

Anne-Hathaway

jennifer-aniston-john-mayer-vanity-fair-09Jennifer Aniston e John Mayer

fevereiro 23, 2009 Posted by | Cinema | 3 Comentários

Fidelidade xavante

torcedor

A torcida do Liverpool se notabiliza por proclamar ao mundo que seu clube jamais caminhará sózinho. Esta fidelidade em qualquer circunstância, não é exclusividade dos reds como bem sabemos.

Em plena segunda-feira de carnaval tivemos a prova da fidelidade xavante quando encontramos  em supermercado da região metropolitana torcedor que orgulhosamente ostentava a camiseta rubro-negra do Brasil de Pelotas.

Gostamos e registramos.

Mais Brasil no Perspectiva :

Danrlei e companheiros…

Sapucaiense e Brasil

Fiasco no Bento Freitas

União Pelo Brasil de Pelotas

fevereiro 23, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

*Algumas considerações sobre o Oscar 2009

*Mateus Broilo da Rocha

O palco desta edição do Academy Awards realmente foi de embasbacar. Com todos aqueles cristais, e a interatividade do cenário – mudava a toda hora, uma “paisagem” para cada uma das principais premiações. Sem falar da genial apresentação de Hugh Jackman, que além da pitada de humor, como já é de praxe da apresentação, demonstrou ser um excelente cantor ao longo dos musicais. Digo o mesmo de Anne Hathaway que participou do show de abertura. Realmente é uma linda mulher, dona de uma belíssima voz, concorrendo como Melhor Atriz, mas ainda muito “fraca” para receber tal premiação. Algumas das premiações já eram esperadas, mas confesso que outras me surpreenderam. Por exemplo, o Oscar de Melhor Ator foi para Sean Penn em Milk. O filme conta a história de Harvey Milk (personagem vivida por Sean Penn), o primeiro político assumidamente homossexual da história dos EUA; nos anos 70, ele foi supervisor da prefeitura de San Francisco, sendo assassinado em 1978 junto com o prefeito George Moscone. Eu tinha absoluta certeza que Brad Pitt seria premiado, devido a sua excelente atuação em O Curioso Caso de Benjamin Button, segundo alguns críticos, o melhor dos seus trabalhos até o momento. Como já era de se esperar, Heath Ledger ganharia o Oscar (póstumo) como Melhor Ator Coadjuvante, em The Dark Knight. Vivendo a personagem de Coringa ‘the Joker’ buscando uma forma de humilhação pública e definitiva ao Cavaleiro das Trevas, Batman, personagem de Christian Bale. Ledger, neste filme, realmente mostrou todo seu potencial – e como eu já havia dito, resumiu Jack Nicholson a nada. Sem sombra de dúvida, com esta atuação não ganhou apenas o premio de Melhor Ator Coadjuvante, mas o lugar de melhor Coringa tanto para os fãs quanto para os críticos. E digo mais, poderia muito bem ter concorrido ao prêmio de Melhor Ator. Também, Penélope Cruz – esta é a segunda indicação ao Oscar, sendo a primeira como Melhor Atriz em 2006 em Volver – foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante. Não foi uma briga difícil, sendo, talvez, ameaçada apenas por Viola Davis (sua primeira indicação) em Doubt e Marisa Tomei em The Wresteler. Claro que Kate Winslet, após cinco indicações e nenhuma conquista, ganharia na sexta vez! E nesta edição como Melhor Atriz, bom começo de vitórias. Kate Winslet interpreta Hanna Schimtz em The Reader, uma alemã de cerca de trinta anos que esconde seu passado obscuro de um amante adolescente. Não preciso nem comentar a premiação por Melhores Efeitos Especiais para O Curioso Caso de Benjamin Button. E por último, mas não menos importante, as premiações de Slumdog Millionaire – um filme que tem a ver com o sentimento atual da América (de esperança e de mudança), porém não tem tanto o estilo da Academia -, pateticamente traduzido para Quem Quer Ser um Milionário?, entre elas a de melhor filme. Concorrendo com outros tantos filmes de peso, que com certeza tinham, pela crítica, teriam mais chance de saírem vitoriosos. Não foi o que aconteceu, se não estou enganado Slumdog Millionaire foi o mais condecorado da noite, e do ano. Este é um breve resumo da maior noite de gala do ano, espero que o nível seja mantido paras as demais edições.

Broilo

Fonte: http://spoilermovies.com/ http://blogdovinicius.wordpress.com/2009/02/19/oscar-2009-melhor-filme-e-direcao/

fevereiro 23, 2009 Posted by | Cinema | 1 comentário

O pivô de um quase desastre*

* Mateus Broilo da Rocha

Um ano após o Grêmio ter sido eliminado do Campeonato Gaúcho, pelo mesmo polenteiro alviverde, na mesma etapa do campeonato (quartas de final) e no mesmo estádio (Olímpico Monumental), quase que a mesma história veio a se repetir. O jogo mal havia começado, e Fábio Santos – o pivô de um quase desastre – recua a bola de tal maneira juvenil possibilitando o domínio da mesma pelos pés leves de Ivo, do Juventude, dando início a uma situação semelhante a “queda de peças de dominó”. Já ouviram falar da Teoria do Caos(?), o forte determinismo das condições iniciais? Pois então, não podemos culpar a expulsão de Victor, afinal, ele fez o que é da sua natureza de goleiro, proteger o gol, evidente. Se há alguém para ser crucificado, é o ordinário do Fábio Santos – que de Santo não tem nada.

Finalmente, o fabuloso Celso Roth decidiu começar um jogo de maneira inteligente e descente, com o esquema tático do 3-5-2. Mas é incrível como podemos passar do céu ao inferno em menos de um minuto. Se não bastasse a expulsão do goleirão, o Divino retirou Jonas, o goleador do time – até então -, para a entrada de Marcelo Grohe, goleiro reserva do Grêmio. Claro que sob vais, ressalvas e um coro gritado pela torcida gremista: “Burro! Burro! Burro! […]”. Celso Roth definitivamente é uma espécie de Macunaíma, porém, o Anti-Herói gremista.

O jogo continua, aos trancos e barrancos, e com uma singela ajuda do Juiz – aliás, péssima arbitragem do mesmo -, expulsou Alex Moraes logo aos oito minutos da primeira etapa em, ao meu ver, lance normal mesmo sendo o último homem da defesa. Lance para no máximo cartão amarelo. Não estou reclamando, muito pelo contrário, não achei justo, mas sou gremista, o que seria do futebol se não houvesse os erros de arbitragem(?), isso mesmo(!). seria uma monotonia só. Ainda sem contar o claro lance de pênalti anulado a favor do Juventude. Alex Moraes, ao sair do jogo (expulso), disse o que todos pensaram, ou pelo menos o que eu pensei: “Ele quis compensar! Era óbvio que ele faria isso!”.

É esplêndida a maneira como Roth, O Anti-Herói, é capaz de confundir o time adversário, e, ainda, o próprio time. Siiiiiiiim, ele troca de esquema tático, a estratégia, enfim, tudo(!), no decorrer do jogo. É difícil jogar contra duas forças – o time adversário e o próprio técnico – para isso é preciso talento, e foi o que o Grêmio demonstrou contra o terrível e péssimo polenteiro da serra, o Juventude. Momentos brilhantes de Ruy, cabeça de lâmpada; bons chutes de Souza; jogadas de efeito por parte do capitão Tcheco, como eu costumo chamar, ShevTcheco(!), ótimo primeiro tempo de Rever; um único cruzamento certeiro de Leo, realmente não sei o motivo de ele ser zagueiro; e uma não tão boa partida de Alex Mineiro, mas duas finalizações que balançaram a rede, tirando, assim, a angústia da eliminação, e sua abstinência de gols.

A Copa Libertadores está chegando, para o Grêmio (último clube brasileiro a estrear) começa na quarta-feira próxima, 25 de fevereiro de 2009. Espero que o nosso brilhante “professor” Celso Roth, seja sensato de não cometer os mesmos erros que vem cometendo.

Broilo

fevereiro 22, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Academy Awards, Oscar 2009*

*Mateus Broilo da Rocha

Mais um ano tem seu inicio, e mais uma vez começam os preparativos para a maior festa de gala do tapete vermelho.  Desde o dia 25 de fevereiro de 2008, muitos filmes estrearam na telona, uns recentes outros nem tanto, mas igualmente participarão da 81ª edição do Academy Awards, marcada para o dia 22 de fevereiro de 2009. Segundo a visão do arquiteto David Rockwell, esta edição de 2009 será “toda azul”, a idéia de cenário é “trazer de volta a intimidade dos primeiros anos da festa, quando tudo eram taças de champanhe, banquete e festa”.

Filmes como, O curioso caso de Benjamin Button (recordista em indicações, 13,  ao Oscar nesta edição) dirigido por Daivd Fincher, conta a história de um homem nascido sobre circunstâncias incomuns; Benjamin Button, personagem de Brad Pitt, nasce velho, aos 80 anos, e rejuvenesce à medida que os anos passam; entra na briga com uma pitada extra de favoritismo em categorias como: Melhores Efeitos Visuais; Melhor Maquiagem e Melhor Filme. Ironman (criação de Stan Lee, Marvel, popular nas HQ’s) conta a história de um magnata egocêntrico, Tony Stark, personagem vivido por Robert Downey Jr., que ao sofrer um acidente, durante a exposição de uma das suas armas tecnológicas, decide largar os vícios que o compunham, e construir uma armadura para salvar os cidadãos e a si mesmo; ganhou uma adaptação para as telas. Adaptação que ao meu ver, o público – em si – teve uma certa desconfiança pelo fato de não ser um super-herói tão legal quanto os outros por aí, msa que acabou rendendo bons frutos. Na minha opinião, é um dos melhores filmes do gênero estando atrás apenas de Spider-Man, do primeiro –  óbvio. Disputa nas categorias de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Som. The Dark Knight, dirigido por Christopher Nolan, finalmente o filme que os fãs esperavam, dispensa comentários, portanto, vamos direto a indicação póstuma de Heath Ledger, interpretando o Coringa – resumindo Jack Nicholson “a nada” –  a personificação da Teoria do Caos, um psicopata criminoso ensandecido cuja (única) obsessão é humilhar Batman, personagem de Christian Bale. Tem indicações, principalmente, nas categorias de Melhor Maquiagem e Melhor Ator Coadjuvante.

Se me é permitido dizer, Slumdog Millionaire, dirigido por Christian Colson, conta a história de um jovem de um bairro pobre de Mumbai, cidade da índia, decide participar de um programa de perguntas e respostas na televisão; mesmo sendo analfabeto, ele surpreende a todos ao ganhar o jogo, o que levanta suspeitas de que pode ter trapaceado, no entanto, o rapaz queria, apenas, reconquistar a guria que ele ama;  tem uma boa proposta e vem com uma boa expectativa para sair com alguns “homenzinhos de ouro”. Realmente  pode surpreender, pois foi indicado em diversas categorias (mais precisamente 10), entre elas a de Melhor Filme.

Kate Winslet, que já competiu como coadjuvante em 1995 com Razão e Sensibilidade e  em 2001 com  Iris; como protagonista em 1997 com Titanic, em 2004 com Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e ainda em 2006 com Pecados Íntimos, e nunca sequer ganhou. Esta é a sexta indicação da diva, e concorrerá como  Melhor Atriz com o filme O Leitor. Porém, já sabemos para quem vai o premio de Melhor atriz, “and the Oscar goes to(?)”… para a brasileira em Zurique.

Broilo

Fonte: http://spoilermovies.com/tag/oscar-2009/

fevereiro 21, 2009 Posted by | Arte, Cinema, Geral | Deixe um comentário

Danrlei e companheiros – Inexigibilidade de outra conduta

Complementando o que foi publicado abaixo expresso meu posicionamento no sentido de que,  pelas imagens que passaram na televisão, o jogador da Ulbra realmente provocou a torcida do Brasil durante o jogo realizado no Bento Freitas dia 19 de fevereiro ao fazer o quinto gol de seu time. Se a repetição do gesto famoso de Claúdio Milar na hora da comemoração dos gols,morto de forma trágica em pleno exercício de sua atividade, não é provocativa, então poucos atos poderão ser qualificados como tal.

Lamentável um ser humano ter esse tipo de conduta. Incompreensível. Entendo que os jogadores do Brasil não deveriam ser punidos pela reação que tiveram, enquadrando-se no conceito jurídico de inexigibilidade de outra conduta . A punição deveria ser destinada ao provocador insensível e desrespeitoso.

Quem aceitaria passivamente tal atitude? Homens cansados no limite da exaustão física e emocional, após uma verdadeira via crucis com oito jogos em dezesseis dias e ainda por cima assistem ,ao final de mais um massacre no campo de jogo, o companheiro morto ser alvo de chacota por parte do adversário. Convenhamos, é demais.

Solidariedade mais uma vez ao Brasil de Pelotas.

Força Xavante!

fevereiro 21, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

*Fiasco no Bento Freitas

*Mateus Broilo

Não podemos culpar o cansado Brasil-Pe pela campanha que vem demonstrando no Campeonato Gaúcho, afinal, oito jogos em 16 dias é um trabalho de Hércules. Na última partida, realizada ontem, 19 de fevereiro de 2009, contra a Ulbra, no Bento Freitas, um placar atípico – mas já esperado – submeteu o Brasil-Pe a, mais uma, derrota (goleada) por 5 a 2 . Uma derrota com gosto amargo, fruto de uma briga generalizada, seguida de expulsões e açoites entre ambos os times.
Este jogo, qual encerrava as atividades do primeiro turno, terminou em clima de violência quando o volante da Ulbra Rogério Pereira fecha a goleada – aos 46 min da segunda etapa -, e comemora o gol provocando(?) a torcida Xavante. Segundo a versão de Danrlei, ídolo da torcida gremista e atual goleiro do Brasil-Pe :
- “Ele foi lá na frente da torcida fez a flecha do Milar e foi arrogante. Isso não existe.”
Foi a gota d’água para estourar na peleada que marcou o final do jogo, decorrendo em sete jogadores expulsos. Até o médico da equipe Xavante entrou na briga, se não bastasse isso, o presidente do Brasil de Pelotas, Helder Lopes, também entrou em campo e tentou agredir um jogador da Ulbra. Ao fim da confusão, Helder deu sua versão da história para tal atitude.
- “A gente foi tentar apaziguar os nossos jogadores para evitar maiores conseqüências.”
Como toda história tem dois lados, Rogério Pereira, balaústre da confusão, deu a sua explicação:
- “Não xinguei nem ofendi a torcida. Isso é coisa de jogador marqueteiro que quer fazer média com a torcida.”
Eu, particularmente, acredito que não foi um ato de má fé. Ou pelo menos assim quero acreditar. Seria de tamanha brutalidade, e imensa falta de respeito – tanto para a torcida quanto à memória de Cláudio Milar, remexer em águas paradas da maneira como foi feito.
Sou pacifista, não aprovo nenhum tipo de violência. Mas no calor da hora, e, claro, SE EU FOSSE o Danrlei, teria dado aquela clássica voadora que tanto consagrou no Grêmio, bem no meio das costas desse Zé Mané.

Broilo

fevereiro 21, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

O nome dele é Roth, Celso Roth*

*Mateus Broilo da Rocha

16/02/2009

Com tantos atacantes, nosso querido técnico, Celso Roth, continua a insistir em um esquema que não dá certo, o horrendo e desesperado 3-6-1. Mesmo que este esquema dá a possibilidade de manter absoluto controle na ala central, o popular meio-campo (como bem foi demonstrado no último Gre-Nal) não é o bastante para facilitar a vida do atacante Alex Mineiro (como bem foi demonstrado no último Gre-Nal) mantendo assim a abstinência de gols. Já o 4-4-2 com a participação de Jonas, trabalhando junto com Alex Mineiro no ataque, não o deixando assim tão isolado, vem demonstrando resultados bastante eficientes.

Na vitória de 2 a 1 sobre o Avenida, com surpreendente pitada de juízo, Roth escalou a dupla e instituiu o 4-4-2 desde o início. Mesmo com as assistências de Alex e a boa fase de Jonas, a Excelência continua a defender o esquema suicida.

Agora, com mais dois atacantes para reforçar o time, Herrera e Maxi López, o brilhante Celso Roth diz que está numa situação “desconfortável”, pois tem muitas opções e não sabe exatamente o que fazer. Sinceramente, antes reclamava pela falta de opções, agora reclama pelo excesso, o que ele tem na cabeça?

Se não bastasse a teimosia de Roth, outro problema está preste a retornar. Perea está em faze final de recuperação da lesão sofrida na pré-temporada em Bento Gonçalves. Não ficaria surpreso se o Colombiano voltasse como titular do Grêmio, afinal, estamos lidando com Celso Roth.

Broilo

Mateus é gremista e sabe que o maior adversário do Grêmio na Libertadores da América veste azul e tem Juarez no meio do nome

fevereiro 20, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

A gata pianista

A pianista

fevereiro 20, 2009 Posted by | Alívio Cômico | 2 Comentários

Grêmio 3 x 0 Brasil-PEL

Fica difícil fazer uma análise individual do jogo entre Grêmio e Brasil-PEL, realizado na noite de terça-feira no estádio Olímpico. Primeiro porque tratava-se de um jogo experimental em que Celso Roth colocou em campo um time mesclado, alternando prováveis titulares com definitivos reservas. Em segundo lugar porque foi o jogo de Danrlei, motivo que creio eu levou os mais de dez mil torcedores ao estádio. O fato de que os jogadores do Xavante foram submetidos a um martírio neste primeiro turno pela FGF colabora para a impossibilidade de análise.

Mas a principal razão pela qual não é possível avaliar o jogo da noite de ontem é que a principal atração não esteve nas quatro linhas. A torcida gremista – leia-se os torcedores que vão na geral e que criam o espetáculo da torcida -, insatisfeita com a direção do clube que cortou benefícios vem praticando boicotes nos jogos no Estádio Olímpico. As tradicionais “barras”, as faixas e os bumbos não estão sendo levados aos jogos e os integrantes, para deixar bem clara a insatisfação, deixam um corredor aberto no meio do local onde costumam se reunir (atrás do gol que fica na direita das Sociais do estádio).

Como no jogo anterior contra o Juventude, não cantaram durante a partida. O estádio não pulsou. O jogo que já era entediante pelo futebol dentro de campo ficou mais sonolento ainda pelo silêncio sepulcral que vinha das arquibancadas. Até que no segundo tempo algo de estranho aconteceu. Um pequeno grupo de torcedores estendeu faixas e bandeiras no lado oposto ao da tradicional Geral e cantava, ainda que em baixo som, as músicas que embalam o Grêmio há meia década. Não eram mais de 20 inicialmente, mas faziam o que o Brasil inteiro se acostumou a ver nos jogos no Estádio Olímpico: torcedores incondicionais cantando para o que der e vier, não se importando com fim de regalias e benefícios. O grupo foi ganhando integrantes com o decorrer do segundo tempo e aí sim passou a fazer barulho: passados 20 minutos, o tradicional setor da Geral já se via com menos da metade dos torcedores que ali estavam quando o jogo iniciou.

O silêncio na antiga Geral foi quebrado. Assustados com a debandada e percebendo o fracasso de seu motim contra o Grêmio, voltaram a cantar. As duas “Gerais” protagonizaram no segundo tempo um duelo particular de quem fazia mais barulho: a “nova”, movida pelo sentimento de amor ao Grêmio que faz superar richas pessoais com direção ou quem quer que seja; a “tradicional” cantava para provar que não o fez antes porque não queria. O jogo que era para ser de Danrlei e de Germán Herrera tomou um rumo diferente. Ficou a sensação de que o Grêmio está em segundo plano nesta rinha Direção-Torcida.

Quanto ao jogo, os gols do Grêmio foram marcados por Herrera, Makelele e Ortemán, sendo os dois primeiros com participação efetiva de Jadilson. Douglas Costa voltou a jogar com a camisa do Grêmio e teve participação discreta, apesar de ter ficado claro seu bom relacionamento com a gorduchinha – a popular bola. Danrlei fez defesas milagrosas e o Brasil, bem, fez o que era possível. 8 jogos em 16 dias acabam com qualquer um.

Primeiro tempo

jogo-gremiox-brasil-016

Segundo tempo- a debandada da Geral silenciosa povoou o setor oposto

jogo-gremiox-brasil-0061

jogo-gremiox-brasil-030

fevereiro 20, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Teatro da Câmara de Vereadores de Porto Alegre

Recebemos o seguinte e-mail do vereador Toni Proença, que exerce seu primeiro mandato na Câmara de Vereadores de Porto Alegre:

Caros amigos,

É com prazer que lhes informo que o Teatro Glênio Peres, localizado na Câmara Municipal de Porto Alegre, está selecionando propostas artísticas na área da música, teatro e dança para a sua ocupação no decorrer do ano de 2009.

O projeto tem por objetivo inserir o Teatro Glênio Peres no circuito de artes da capital, além de incentivar o desenvolvimento da cultura no nosso Estado, principalmente com a modalidade “Novas Caras”, criada para estimular nossos jovens artistas a debutarem nos palcos.

Os interessados (ou aqueles que conhecem grupos ou pessoas que possam ser), devem mandar um email para memorial@camarapoa.rs.gov.br com o formulário de inscrição que lhes envio em anexo. Lembrando que podem se inscrever pessoas físicas e jurídicas, e a programação dura de abril a novembro, com ingressos gratuitos.

Em caso de dúvida, o edital pode ser lido no site da Câmara Municipal (http://www.camarapoa.rs.gov.br), no link “Edital Teatro Glênio Peres”.


fevereiro 19, 2009 Posted by | Arte | Deixe um comentário

A imigração sem poesia

Para começar este artigo, convido o leitor a meditar brevemente sobre este poema:


E os trens que vêm de Bauru
Trazem cheia a segunda classe,
Com catingas de porão de navio,
Com choros de crianças embrulhadas em grossas lãs
européias,
Com caras rubras queimadas de sóis estrangeiros,
Famílias salubres e miseráveis
Que o Brasil chamava, miragem de ultramar.

Nesse amontôo de povo mal dormido
— Cabeças com lenços de cores, boinas de veludo negro —,
Nesses corpos fétidos que os beliches balançaram
Na travessia do vapor inglês,
Há uma poesia profunda,
Há uma poesia violenta,
Poesia das plebes agrícolas da Europa,
Poesia de raças antigas e obstinadas
Que qualquer coisa para este lado do Atlântico atrai;
Poesia da sorte desconhecida sobre o mar,
Poesia do porto de Santos,
Poesia da São Paulo Railway Company,
Poesia da Capital entrevista na bruma,
Poesia da imigração.


Este poema de Ribeiro Couto foi publicado em 1933. O autor é paulista e a imagem que o inspirou é a das estradas de ferro do Interior paulista e seus trens apinhados de gente “das plebes agrícolas da Europa” atraídos para um Brasil verde, pujante e vazio, imagem clássica da América dos sonhos dos europeus pobres.O rico solo da terra paulista foi uma mãe grata para milhões, a maioria deles italianos, cujo patois ítalo-paulista, característico até hoje de boa parte daquele Estado, batizou a terra que lhe matou a fome de “terra rossa” – terra vermelha em italiano, “terra roxa” na corruptela brasileira que passou à história. O trem de Ribeiro Couto passa pela “terra roxa”, circundada por serras cobertas pela Mata Atlântica e pelas florestas de Araucárias, mas poderia perfeitamente falar do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro ou do Espírito Santo, e, talvez do Mato Grosso e do Amazonas. Poderia falar do imenso Planalto Brasileiro – as “Brazilian Highlands”, dos mapas ingleses – que se estendem do Norte do Rio Grande do Sul ao Sul da Bahia, dos vales riograndenses e catarinenses, dos centros antigos de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Manaus e Belém do Pará. Poderia falar de quase todo o país.

Um país que viu sua população quintuplicar em menos de setenta anos, passando de menos de 10 milhões de pessoas para mais de 44 milhões entre entre 1870 e 1945, época em que esta poesia da imigração foi entoada. Ao povo brasileiro, fruto da miscigenação do colonizador português, dos índios que restaram e dos escravos africanos, juntou-se esta massa gigantesca de gente de todos os cantos do mundo, do Japão à Alemanha, de Portugal à Rússia, do Oriente Médio à Grã-Bretanha, que coloriu o já coloridíssimo panorama étnico brasílico. Este brasileiro que os recebeu estranhou seus hábitos, suas línguas “do demo” e, em alguns casos, até sua religião. Acabou por aceitá-los e misturar-se a eles, ou deixar-se perder no meio deles. Deixou também que ocupassem as terras virgens do Brasil, a fim de que buscassem em solo brasileiro o pão que suas pátrias infelizes não lhes davam. Deixou ainda que construíssem bairros e cidades inteiras à imagem e semelhança das suas terras natais para que não fossem atormentados pelo sentimento doloroso que ele, brasileiro, tão bem conhecia – e que, dizem, só ele conhecia – , chamado saudade. Deixou também que abrissem mercearias, bares, padarias, pizzarias, cervejarias onde poderiam vender livremente a comida que sempre faltou e passou a lhes sobrar – e também passou este brasileiro a beber cerveja e vinho, a comer pizza, sushis, salsichões, kibes e pastéis, a jogar futebol, a usar bonés, a falar “tchau”, “caramba”, “estrudel”, “chimia”, “caricatura”, “catzo” e tantas outras expressões alienígenas. Por fim, para completar a receptividade, o brasileiro deixou que seu rosto, seu nome e seus próprios hábitos se alterassem – passou a se chamar Schmidt, Rossi, Hidalgo, Nakamura, Scott, Mansur e outros que ele nem sequer aprendeu a pronunciar direito. Seu rosto virou, como no poema, uma cara rubra queimada de sol, mas não estrangeiro, sim brasileiro – o sol brasileiro destinado a iluminar e a queimar o rosto de todas as raças.

Diante disto tudo, diante deste poema com o qual o brasileiro recebeu o mundo inteiro, uma notícia como a da brasileira que teria sido agredida na Suíça, ou casos semelhantes  não deve gerar ódio ou raiva e muito menos acordar uma xenofobia adormecida, quase morta, no coração de nosso povo, oriundo em grande parte justamente destas “raças antigas e obstinadas” que hoje não nos deixam sequer visitar a terra de onde partiram para sentirmos um pouco o ar que nossos miseráveis e famintos avós respiraram, comermos a escassa comida que lhes estava disponível, bebermos o pouco vinho que jazia no fundo de suas garrafas, caminhar, enfim, pelas estradas que seus pés – e não seus sapatos – cansadamente palmilharam. Não devemos nos sentir injustiçados quando os italianos, os mesmos que, por calcarem as mãos de tanto trabalharem nas lavouras, nas fábricas e nas cantinas, ganharam o apelido de “carcamanos”, nos expulsam de sua pátria com os bons gritos que nos acostumaram a conhecer.  Nem devemos gritar aos céus pelo olhar frio e arrogante dos alemães, os mesmos que encontraram nos nosso verdejante interior a paz que sua pátria, presa de intermináveis conflitos internos e externos, de raça e de idéias, só logrou encontrar há menos de vinte anos; e muito menos devemos achar minimamente estranho quando ninguém menos que os portugueses, expulsos de sua pátria não pela guerra mas sim pela dura e simples fome, fome da comida que seu solo pedregoso e pobre não lhes dava, fome de liberdade que seu país preso de ditaduras lhe negava, fome, enfim, de dignidade, de humanidade mesma – quando eles, que são 700 mil em nosso país, chamam os 50 mil brasileiros que hoje estão em Portugal de ladrões e as 50 mil brasileiras de prostitutas. As portas que se fecham diante de nós, portas de ferro, protegidas por pontudas lanças,  impedem a velha Europa de receber esses indesejáveis vagabundos que o mundo – o Terceiro Mundo – repeliu, não nos devem provocar dentes cerrados, órbitas saltadas, dores de cabeça ou reações mal pensadas, como a do nosso próprio presidente.A única coisa que devemos fazer, com a certeza e a decisão dos que, como o apóstolo pregou, abandonam uma vida para entrar em outra, é crescer. Crescer duramente, como os adolescentes divertidos e alegres que são obrigados a se tornarem adultos taciturnos e tristes. Crescer decididamente, como os jovens sonhadores que abandonam os sonhos de juventude para adquirirem o pragmatismo dos “vencedores”. Crescer em tudo, da cabeça aos pés, de coração e alma, de dentro para fora e de fora para dentro. Em cada praça deste gigantesco país devíamos pendurar letreiros coloridos com os dizeres “Urge que cresçamos”, mesmo que isso doa. Porque, caros compatriotas, é importante ficar claro, e muito claro, que um povo que consagra as nobres palavras da poesia a um bando de estrangeiros famintos é, sem a menor dúvida, nada menos do que um povo tristemente infantil.

fevereiro 19, 2009 Posted by | Política | 3 Comentários

BLUES DA ENCRUZILHADA *

*Maurício Rezende Pereira

johnsion

Opa amigos do blog, venho a vós novamente escrever sobre música (como de praxe). Dessa vez venho lhes apresentar com certeza um dos maiores musicos de todos os tempos, musico do delta blues, e inventor de novas tecnicas usadas por muitos até hoje.

Enfim, vamos logo com a breve historia de sua vida, que não posso esconder de meu caros amigos, que vem a ser um pouco misteriosa e um tanto curiosa.

Robert Leroy Johnson (ou somente Robert Johnson) foi um guitarrista e cantor de Blues, um dos melhores eu diria. Viveu razoavelmente pouco, de 1911(data não comprovada) até 1938, data de sua estranha morte, a qual falaremos a seguir.

Johnson escreveu somente 29 musicas, que até hoje são tocadas pelos maiores nomes da musica mundial como Eric Clapton.

Dizem os sussurros mais distantes, que Robert tenha conseguido sua incrível habilidade de tocar e cantar de maneira macabra e pouco ortodoxa, sim amigos, ele teria vendido a sua alma para o “coisa ruim”. Tal acordo teria sido feito na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, feito a pacto com o demo teria sucesso e grande carreira no blues, seria o melhor guitarrista que nascera em todos os tempos, mas com um preço, dali a algum tempo, depois de desfrutar dos louros da “fama”(convenhamos que fama em  29, era tocar em algum lugar sujo em alguma esquina empoeirada), ele teria de morrer e entregar sua alma.

Mas isso é somente uma lenda, dizem.

A versão mais aceita entre todos é a seguinte:

Em 1938, num bar chamado “Tree Forks” Johnson bebeu um copo de whisky envenenado com estricnina, preparado pelo dono do bar, esse que achava que Robert estava “flertando”com sua esposa. Sonny Boy Williamson, amigo de Jonson teria avisado sobre o whisky adulterado, mas ele não deu importância e bebeu mesmo assim. Robert se recuperou do envenenamento mas contraiu pneumonia e morrera três dias depois em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississipi. Muitas versões existem sobre sua morte, mas tudo é um mistério, pois, no seu certificado de óbito cita apenas “No Doctor” (Sem Médico) como causa da morte.

johnsion2

Johnson certamente não inventou o blues, mas foi muito importante para algumas modificações no modo de tocá-lo, empregou mais técnicas, riffs mais elaborados e maior ênfase nas cordas graves para ditar um ritmo na música. Existe uma linha direta entre o delta blues de Johnson e o rock n’rool que  viria a fazer tanto sucesso.

Bom, demônios e anjos de lado, esse é o resumo da vida de um dos maiores músicos do mundo, acreditem na versão que quiserem, ou preferirem, mas por favor nada de sair vendendo sua alma por encruzilhadas pelo mundo.

Abraços!!

Crossroad Blues : http://br.youtube.com/watch?v=Yd60nI4sa9A&feature=related
Mauricio Rezende

* Maurício Rezende Pereira  já colaborou anteriormente no Perspectiva. Estuda Engenharia Mecânica, aprecia quadrinhos e o bom e velho Blues. No momento, recupera-se de uma lesão que o afasta do convívio social mas o aproxima de nosso leitor. Desejamos melhoras!

fevereiro 18, 2009 Posted by | Arte, Música | 4 Comentários

Ainda a reforma ortográfica

Eis aqui o texto mais engraçado sobre a Reforça Ortográfica da Língua Portuguesa.

Para uma piada de português (sem trocadilho), nada melhor do que umas boas gargalhadas.

P.S.: Atenção nos comentários, schifaizfavoire.

fevereiro 18, 2009 Posted by | Literatura | 1 comentário

Astronomia na Antigüidade e suas origens

Mateus Broilo da Rocha*


Ao contrário do que é suposto por muitos, a astronomia não é razão de deleite de alguns poucos. Esta por sua vez é, provavelmente, a ciência natural mais antiga, com suas origens em práticas religiosas pré-históricas; vestígios dessas práticas que ainda são encontrados na astrologia, hoje uma pseudociência, que por muito tempo foi entrelaçada com a astronomia. Astronomia que etimologicamente significa “lei das estrelas”, nasceu e cresceu gradativamente para suprir as necessidades sociais, econômicas, religiosas e também culturais. É, atualmente, uma ciência que se abre num leque de categorias paralelo não só aos interesses da física, mas também a matemática e biologia.

A astronomia antiga envolvia-se em observar os padrões regulares dos movimentos de objetos celestiais visíveis, especialmente o Sol, a Lua, estrelas e os planetas vistos a olho nu. Com as observações dos astros, os antigos poderiam estudar, por exemplo, a mudança da posição do Sol ao longo do horizonte ou ainda as mudanças nos aparecimentos de estrelas no curso de um ano. Através dessas observações do movimento aparente dos astros, esses dados poderiam ser usados como prognósticos astrológicos confeccionando assim alguns tipos de calendários ritualísticos, e até mesmo agrícolas. A função primordial destes calendários era prever eventos cíclicos dos quais dependia a sobrevivência humana, como: chegada do período das chuvas; período em que o ano fica mais quente ou mais frio; épocas em que o clima propicia nas plantações e nas colheitas, entre outras aplicações. Este conhecimento empírico foi a base de classificações variadas dos corpos celestes. As primeiras idéias de constelações surgiram dessa necessidade de acompanhar o movimento dos astros contra um quadro de referência fixo. A astronomia é uma das poucas ciências onde observadores independentes possuem um papel ativo, especialmente na descoberta e monitoração de fenômenos temporários.

Mas o ápice da ciência antiga se deu na Grécia, por volta de 600 a.C. e 400 d.C., a níveis só ultrapassados séculos mais tarde. Com o conhecimento herdado dos povos mais antigos, e do esforço dos gregos, surgiram os primeiros conceitos astronômicos como: Esfera celeste, que acreditavam ser uma esfera cristalina incrustada de estrelas com a Terra em seu centro; Eclíptica (assim chamada pois os eclipses ocorrem somente quando a Lua está próxima da eclíptica), que é o caminho aparente que o Sol percorre dentro da esfera celeste; o Zodíaco, dividida em doze constelações em forma de animais – estas, por sua vez, para serem consideradas zodiacais, devem ser atravessadas pela linha da eclíptica (atualmente são treze as constelações do Zodíaco, com a constelação de Ofiúco, também chamada de Serpentário, tendo um pequeno aparecer entre elas). Os gregos relacionavam a astronomia como um ramo da matemática, a um nível bem sofisticado. Astrônomos da Antigüidade eram capazes de diferenciar entre uma estrela e um planeta, já que as estrelas permaneciam relativamente fixas durante os séculos enquanto os planetas moviam-se consideravelmente em um tempo comparativamente menor.

Para mais informações sobre o 13º Signo, Ofiúco, segue abaixo um link que trata a respeito de maneira bastante detalhada:

http://www.cfh.ufsc.br/~planetar/textos/polemica.htm

* Mateus Broilo da Rocha é estudante de Física e gosta de olhar para as estrelas.

fevereiro 18, 2009 Posted by | Ciência & Saúde | 4 Comentários

Bixos, trote universitário

Mateus Broilo da Rocha*

Bem, amigos do Blog Perspectiva, eu não sou conhecido de vocês ainda, mas hei de ser daqui por diante. Antes de mais nada, sinto-me na obrigação de introduzir minha pessoa, meu nome é Mateus Broilo Da Rocha – salvo piadas – não tratarei de assuntos restritos tampouco escreverei com freqüência (sim, eu não aderi à Cretinice Ortográfica ), não sou jornalista, muito menos um aspirante, portanto, imparcialidade não faz a minha imagem.

“Quantas outras pessoas queriam ser BIXOS como vocês? Vocês são os calouros da federal, o trote é um tipo de boas-vindas”.

Foram estas as palavras proferidas a mim e a mais tantos outros alunos em uma quinta-feira à tarde ao fim de uma aula de ‘Química Fundamental A’. Sou universitário do curso de Física – Bacharelado da UFRGS, e lembro bem que no início do ano letivo, do primeiro semestre da faculdade, eu estava com a mão direita fraturada. Para ser mais preciso, tinha fraturado o quinto metacarpiano – sim sim mesmo problema que lutadores de Boxe, em algum momento de suas carreiras, passam – e não, não pratico Boxe -, msa de fato estava eu com o ante-braço engessado. Foi, no mínimo, contagiante aquele trote, pois, eu estava/estou da Universidade Federal do Rio Grande do Sul! Passamos pela brincadeira do elefantinho*– calma, eu explico -, e fomos sujos de tinta; erva-mate; azeite; farinha; água de peixe; esmalte; batom; terra; vinagre… ( imagina o cheiro da gente ao final, e eu preciso pegar um ônibus e o trem para voltar para casa ). De certa forma, foi um trote saudável, pois não exigiu da nossa saúde, e só participou quem quis. Enfim ninguém saiu ferido. E espero que neste ano de 2009, nos trotes na UFRGS, e de qualquer outra das demais instituições, não haja violência como foi o caso de algumas universidades do estado de São Paulo.

É impressionante a tamanha falta de respeito com que os veteranos ‘de lá’ demonstraram frente a essa brincadeira. Uma caloura, grávida de três meses foi queimada em várias partes do corpo com um líquido onde um dos constituintes era creolina, produto este exclusivo de uso animal. Em outros lugares, os estudantes foram submetidos a sessões onde deveriam rolar sobre fezes de animais, quiçá humanas. Ainda em outros lugares, estudantes foram chicoteados – sim, chicoteados – e embebedados a ponto de entrarem em coma alcoólico. Parece que esses trotes universitários cada vez mais vêm se tornando assunto de polícia, e se não forem contidos de alguma maneira, continuarão sendo manchetes das páginas policiais. Vale a pena lembrar, também, da morte do calouro Edson Tsung da USP, não me recordo o curso, há 10 anos atrás, onde ele e tantos outros foram jogados dentro de uma piscina e espancados se tentassem sair. Na manhã seguinte, o corpo, já sem vida, de Edson fora encontrado boiando na piscina. Edson Tsung não sabia nadar, maa mesmo assim não era motivo para não participar da “brincadeira”.

*A brincadeira do elefantinho diz que devemos, todos, nos curvar; passar uma das mãos por baixo das pernas da pessoa a nossa frente e segurar em uma das mãos dela; passar a outra mão por baixo das nossas pernas e segurar nas mão da pessoa de trás. Andar, ainda curvado, e, em nossa condição de Aspirantes a Físico, gritar: “ Uto, uto, uto, engenheiro é tudo p***(!)

* Mateus Broilo da Rocha é estudante universitário, gremista e sobreviveu ao trote.

fevereiro 17, 2009 Posted by | Geral | 2 Comentários

Avenida 1 x 2 Grêmio

Victor – Falhou bisonhamente no gol do Avenida, saindo do gol da forma errada

Ruy – Bom jogo, mostrando que foi uma contratação acertada: jogou bem em todos os esquemas

Rever – Como sempre, não falhou. Mostrou a segurança habitual

R. Marques – Bom jogo, está mostrando um futebol superior ao de Léo

Fábio Santos – Apareceu pouco na partida e não deu muitas opções pelo seu lado

Adilson – Boa participação defensiva marcando com vigor. Errou algumas jogadas bobas, mas deve evoluir

W. Magrão – Em um lance infeliz, se machucou logo no início da partida

Tcheco – Estava mal até ser substituído por lesão

Souza – Precisa parar de cobrar escanteios. Fez boa partida com grande movimentação, mostrando que está adaptado completamente

Jonas – O melhor do Grêmio. Além de ter marcado os dois gols, mostrou oportunismo, talento e sorte. É o atacante titular

Alex Mineiro – Inteligente e com excelente toque na bola. Mas um pouco devagar em algumas jogadas e precisa voltar a fazer gols

Maylson – Entrou muito melhor do que costumava jogar. Claro, ainda não está completamente adaptado ao time, mas em relação ao que jogava, surpreendeu

Makelele – Correu bastante

Herrera – Deixou um pouco a desejar, mas recém voltou a atuar. Com o tempo deve melhorar

fevereiro 16, 2009 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Maurício Saraiva descobre o mercado soviético

Maurício Saraiva , durante a transmissão do jogo Avenida x Grêmio, fez referência à transferência do jogador Rafael Carioca para o mercado soviético.

Onde será que fica tal lugar? Não consigo localizar em nenhum mapa pós 1991.

fevereiro 15, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

Sapucaiense x Brasil – uma nova experiência

O Brasil de Pelotas já desfrutaria de nossa simpatia por contar entre seus atletas com a presença do lendário Danrlei, herói da adolescência da maioria dos integrantes desse blog. Somado a isso o time conta com jogadores como Jorge Mutt, ex-Grêmio, e Thiago Magalhães Pereira. Motivados por tudo isso, decidimos realizar um programa diferente nessa sexta-feira escaldante de verão: fomos assistir a um jogo do campeonato gaúcho sem a presença do Imortal tricolor. Com este propósito nos dirigimos a São Leopoldo rumo ao estádio Cristo Rei.

Os  últimos dias de horário de verão nos proporcionaram um início de noite claro às 20h quando chegamos a São Leopoldo, limpa e organizada cidade do Vale do Sinos. São Leopoldo melhorou muito nos últimos anos, com a ressalva dos recém plantados coqueiros na rua João Correia ao invés de árvores que dão sombra. Não conseguimos entender a predileção que os administradores tem por esta planta que não alivia em nada  dos malefícios do sol que agride a pele dos gaúchos.

As imediações do Cristo Rei, no setor destinado aos visitantes, é um lugar agradável e muito arborizado. Tivemos boa impressão já na chegada. Imaginávamos que seríamos poucos torcedores do Brasil, mas a torcida Xavante demonstrou que realmente está disposta a fazer seu papel nesse difícil momento que o clube atravessa. Lá estavam eles, com seus trapos, suas bandeiras e seu amor incondicional que permite pagar 20 reais por ingresso em arquibancadas sem as mínimas condições de conforto.

dsc01745

Amor xavante

dsc01741

Esperando o Brasil

dsc017391

Saudando o campeão do bem-querer

E entra em campo o time  que percorre uma  verdadeira  via crucis  nesse Gauchão 2009, com jogos a cada 48 horas, enfrentando viagens de várias horas entre um estádio e outro. Extenuado, sem condicionamento físico, sem treinamento adequado por absoluta falta de condições para isso, o Brasil enfrenta o Sapucaiense.

dsc01740

E não é surpresa o fato de que leve dois gols, antecipando provável derrota acachapante. No entanto, sua leal torcida não aceita isso e segue apoiando , incentivando os combalidos combatentes que vestem a preta e enlutada camisa do Brasil de Pelotas. E eles correspondem com dedicação, empenho e dignidade, empatando a partida.  Empate com sabor de vitória, dadas as circunstâncias, devidamente comemorado dessa forma, com gritos de “eu acredito”.

A  torcida é aplaudida pelo time de forma sincera e não apenas formal ao final do jogo. Justo reconhecimento ao 12º jogador.

dsc01744

dsc01746

dsc01743 Amor e fé

Encontramos nas arquibancadas, com sua cortesia habitual, um nome emblemático, integrante do primeiro time gaúcho campeão do mundo.

dsc01747Paulo Cezar Magalhães

Enfim, valeu a pena nosso  primeiro jogo de Gauchão fora do Olímpico. O estádio do Aimoré, mesmo  com instalações precárias para o nosso nível de exigência, situa-se num local muito agradável e o ambiente proporcionado pela torcida do Brasil nos fizeram ter vontade de repetir a experiência.

fevereiro 14, 2009 Posted by | Esportes | 6 Comentários

Grêmio 2 x 0 Juventude

Victor – Fez uma grande defesa, mas foi só. O Juventude foi frágil no ataque

Léo – Foi melhor ofensivamente que nos últimos jogos. Na defesa, mantenho algumas restrições

Réver – Brilhante, não falha

R. Marques – Bem também, foi substituído no intervalo por razões pessoais do treinador

Ruy – Continua se afirmando na equipe. Bom jogo

Diogo – Ruim, muito ruim. Fez um favor ao Grêmio ao levar o terceiro amarelo e ser suspenso

W. Magrão – Em geral foi bem, embora tenha errado muitos passes

Tcheco – Teve mais ousadia e mais participação. Só que ainda precisa ser mais agudo ofensivamente: muitas vezes parece temer uma jogada individual

Souza – Excelente partida, fez gol e movimentou-se muito. Principal jogador da equipe até agora

Jadilson – Tem qualidade e deixa isso visível, mas é instável. Errou muitas jogadas bobas na partida

Alex Mineiro – Tem um toque de qualidade extremo na bola mas sofre com o esquema fracassado que vem sido adotado.

Jonas – Continua provando que é titular da equipe. Entrou e fez grandes jogadas, inclusive acertando a trave

Herrera – Ainda fora de ritmo, mas mostrou um bom futebol. Deu o passe para o segundo gol, de Souza, e brigou bastante

Adilson – Jogou pouco tempo

fevereiro 13, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Oasis em Porto Alegre?

Um grande produtor de eventos daqui garante: as chances de Porto Alegre receber neste semestre um show do OASIS são de 50% – Quer dizer, algo tipo “definitely maybe”… A banda inglesa se apresentaria no dia 12 de maio, em local a ser definido.

O mesmo empresário ainda assegura que a banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher vai tocar naquela mesma semana em Curitiba, no dia 15 – “99% certo”, afirma ele.

Mas não adianta ir conferir lá no site do grupo porque nada disso ainda foi confirmado oficialmente. Por enquanto, a turnê do disco Dig Out your Soul só tem datas divulgadas na Europa Ocidental, no Japão, na China, na Coreia do Sul e na África do Sul.

Leia também:

Oasis em Porto Alegre

fevereiro 11, 2009 Posted by | Música | 1 comentário

Nova camisa do Grêmio

tricolor

tricolor

goleiro

goleiro

branca/azul

branca/azul

fevereiro 10, 2009 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Edgar Allan Poe, 200 anos

poe

Desenho: Madame Y

“Nenhum homem jamais contou com maior magia as exceções da vida humana e da natureza; os ardores de curiosidade da convalescença; o morrer das estações sobrecarregadas de esplendores enervantes, os climas quentes, úmidos e brumosos, em que o vento do sul amolece e distende os nervos, como as cordas de um instrumento, em que os olhos se enchem de lágrimas, que não vêm do coração; a alucinação deixando, a princípio, lugar à dúvida, para em breve se tornar convencida e razoadora como um livro; o absurdo se instalando na inteligência e governando-a com uma lógica espantosa; a histeria usurpando o lugar da vontade, a contradição estabelecida entre os nervos e o espírito, e o homem descontrolado, a ponto de exprimir a dor por meio do riso. Analisa o que há de mais fugitivo, sopesa o imponderável e descreve, com essa maneira minuciosa e científica, cujos efeitos sao terriveis, todo esse imaginário que flutua em torno do homem nervoso e o impele para a ruína.”

Edgar Allan Poe (1809-1849), por Charles Baudelaire

Fonte da citação: Poe Brasil

fevereiro 10, 2009 Posted by | Literatura | 1 comentário

Grêmio 1 x 2 Internacional

Victor – Não teve culpa nos gols e salvou o time em um lance de Andrezinho

Léo – Fraquíssimo, precisa ir para a reserva

Rever – Excelente, não perdeu nenhum lance

R. Marques – Atuação satisfatória, mas é devagar

Ruy – Errou muitos cruzamentos mas foi melhor na zaga do que de costume

Diogo – Medonho

W. Magrão – O gol contra foi acidental, mas sua atuação não. Adilson foi superior

Tcheco – Jogou pouquíssimo. Não assumiu a responsabilidade de cobrar as faltas, erro que custou a vitória

Souza – Excelente primeiro tempo, morto no segundo. Teve enorme parcela de culpa no segundo gol: em falta de longa distância tentou cobrar direto quando o correto seria que Tcheco cruzasse para a área. A cobrança saiu fraca e no contra-ataque Nilmar marcou

Fábio Santos – Ótima partida. Agudo, foi perigoso a todo instante

Alex Mineiro – Como pivô foi bem, servindo os colegas. Como centroavante, não

Jonas – É o atacante titular. Marcou o gol e deixa a disputa da segunda vaga com os demais do elenco

Adilson – Entrou bem, marcando e acertando passes. Talvez deva substituir W. Magrão

Reinaldo – Mal conseguiu entrar em campo, pouco tempo

fevereiro 8, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

E Beckham quer ficar

Quando David Beckham anunciou sua ida para o futebol dos Estados Unidos da América o mundo do futebol estremeceu. À época, vivia seu pior momento no galáctico Real Madrid: afastado do time titular pelo pouco simpático Fábio Capello e por vezes sacado até mesmo do banco de reservas, Beckham decidiu embarcar rumo a Los Angeles, o que para muitos decretaria o final de sua carreira como jogador de alto nível.

Curiosamente, foi depois do anúncio de que iria se transferir no final do contrato que o jogador provou que não havia crescido no esporte apenas pelo marketing: escalado de volta aos titulares pelo elenco e pela torcida Beckham  jogou como não fazia desde os tempos de Manchester United. Comandou o meio-campo madrileño rumo ao título de La Liga acabando com o jejum de títulos de dois anos do maior clube espanhol, provando que não ia para os Estados Unidos por incapacidade de jogar no futebol europeu. Ia por opção.

Desembarcava em Los Angeles o capitão do English Team e principal nome do futebol inglês desde o final da década de 90. A aposta do Los Angeles Galaxy era promover o clube e funcionou – não há hoje sequer um cidadão verdadeiramente interessado por futebol que não conheça o clube pelo nome, fato inimaginável antes da chegada do craque/popstar. A transferência catapultou a marca LAGalaxy e encheu estádios em um país que o futebol sempre foi considerado “coisa de menina”. O antigo camisa sete do Manchester United demonstrou na Costa Oeste americana as qualidades que o fizeram crescer no futebol (chegou a ser eleito o jogador da temporada, mesmo que não seja muito difícil por lá) e por isso seguiu sendo convocado para defender a Inglaterra. Habituado ao clima do “Real Football”, Beckham alternava entre a Mickey Mouse´s League e o futebol de verdade pelo escrete nacional. Até que em dezembro de 2008 é emprestado ao Milan por um período curto, como solução emergencial enquanto o clube rossoneri sofria com lesões. Permitiram que provasse a doce maçã novamente…

Beckham voltou ao futebol europeu como se jamais tivesse saído. Conquistou a titularidade tão logo teve condições físicas e legais de jogo, surpreendendo até mesmo aqueles que sempre apreciaram seu futebol. Com menos de 10 partidas já está contagiado novamente pelo clima do futebol que o Milan, como poucos clubes no mundo, oferece aos seus atletas. E evidentemente não quer mais o futebol americano (sem trocadilhos).  Depois de ter passado toda sua carreira jogando pelos maiores clubes do mundo e tendo novamente esta oportunidade, era impossível que não se sentisse embriagado mais uma vez por aquele sentimento que faz milhões  de crianças sonharem mundo afora: o sentimento de ser um jogador de futebol de verdade. E David Beckham dá a prova definitiva de que é um jogador de futebol quando aos 34 anos e realizado financeiramente sente-se novamente contagiado por este sentimento. O futebol agradece.

fevereiro 8, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

Os maiores salários do futebol mundial

Confira quanto ganham os 50 jogadores mais bem pagos da atualidade, por ano, em seus clubes.

1 Zlatan Ibrahimovic – Internazionale –  9.000.000 de euros
Kaka – AC Milan – 9.000.000
3 Lionel Messi – FC Barcelona – 8.400.000
4 John Terry – Chelsea FC  – 7.574.179
Frank Lampard – Chelsea FC – 7.574.179
6 Thierry Henry – FC Barcelona – 7.500.000
Samuel Eto´o – FC Barcelona – 7.500.000
8 Cristiano Ronaldo – Manchester United – 6.762.660
9 Ronadinho Gaucho – AC Milan – 6.500.000
Andrei Shevchenko – AC Milan – 6.500.000
Michael Ballack – Chelsea FC – 6.492.154
Steven Gerrard – Liverpool FC – 6.492.154
Rio Ferdinand – Manchester United – 6.492.154
14 Raul Gonzalez – Real Madrid – 6.400.000
Ruud Van Nistelrooy – Real Madrid – 6.400.000
16 Iker Casillas – Real Madrid – 6.000.000
Frederic Kanouté – Sevilha FC – 6.000.000
18 Wayne Rooney – Manchester United – 5.951.141
Michael Owen – Newcastle United – 5.951.141
20 Fabio Cannavaro – Real Madrid – 5.800.000
21 Robinho – Manchester City – 5.680.634
22 Francesco Totti – AS Roma – 5.500.000
Luca Toni – Bayern Munique – 5.500.000
24 Arjen Robben – Real Madrid – 5.460.000
25 Ashley Cole – Chelsea FC – 5.410.128
Deco – Chelsea FC – 5.410.128
Fernando Torres – Liverpool FC – 5.410.128
28 Carlos Tevez – Manchester United – 5.139.622
29 Adriano - Internazionale – 5.000.000
Patrick Vieira - Internazionale – 5.000.000
Charles Puyol – FC Barcelona – 5.000.000
Andres Iniesta – FC Barcelona – 5.000.000
Xavi - FC Barcelona – 5.000.000
Sergio Aguero – Atletico Madrid – 5.000.000
Gianluigi Buffon – Juventus – 5.000.000
Willy Sagnol – Bayern Munique – 5.000.000
37 Dimitar Berbatov – Manchester United – 4.869.115
Andrei Arshavin – Arsenal FC – 4.869.115
Didier Drogba – Chelsea FC – 4.869.115
Nicolas Anelka – Chelsea FC – 4.869.115
Paul Scholes – Manchester United – 4.869.115
42 Alessandro Del Piero – Juventus – 4.800.000
Karim Benzema – Olympique Lyon – 4.800.000
Lúcio Bayern – Munique – 4.800.000
Frank Ribery – Bayern Munique – 4.800.000
46 Joe Cole – Chelsea FC – 4.598.609
Ryan Giggs – Manchester United – 4.598.609
Xabi Alonso – Liverpool FC – 4.598.609
Jamie Carragher – Liverpool FC – 4.598.609
50 David Beckham – AC Milan – 4.500.000
Juninho Pernanbucano – Olympique Lyon – 4.500.000
Sidney Govou -Olympique Lyon – 4.500.000
David Trezeguet – Juventus – 4.500.000

fevereiro 8, 2009 Posted by | Esportes | 3 Comentários

Possíveis esquemas do Grêmio no Gre-Nal

Jogar no 3 – 5 – 2:

—————————-Victor—————————-

—–Léo————–Réver————–R. Marques—–

—Ruy——————————————Jadilson—

————————-W. Magrão————————-

—————-Tcheco—————-Souza—————

————–Jonas——————————————

—————————-Alex Mineiro——————-

O time assim permite que Alex Mineiro tenha maior liberdade de movimentação e seja bem assistenciado pelos alas, que tem boa chegada no ataque. A parceria com Jonas lhe dá a proximidade que Reinaldo não oferece. No entanto, a marcação fica fragilizada pela presença de apenas um jogador de defesa no meio-campo.

Jogar no 3 – 6 – 1:

—————————-Victor—————————-

—–Léo————–Réver————–R. Marques—–

—————————Diogo——————————

—Ruy——————————————Jadilson—

—————-W. Magrão———————————-

———————————-Tcheco——————–

————–Souza——————————————

—————————-Alex Mineiro——————-

Esta formação permite que o Grêmio tenha força de marcação no meio-campo, o que é importante já que a força do Internacional parte deste setor. A ausência de um atacante pode impossibilitar que Alex Mineiro seja participativo caso o meio-campo não consiga ser produtivo ofensivamente: o jogador corre o risco de ficar isolado.

fevereiro 7, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Veranopolis 3 x 1 Grêmio

Victor – Falhou no segundo gol. De resto, boas intervenções

Saimon – Dos três zagueiros o que se saiu melhor. Não significa  muito, mas ganhou este troféu

Heverton – Jogou uma bola quadrada

Julio Cesar – Não mostrou futebol

Wellington – Em alguns momentos pareceu mostrar algum futebol. Mas também jogou uma bola quadrada

Adilson – Fraco. Ficou devendo futebol

Makelele – Muito mal. Apático, ninguém notou sua saída

Orteman – Alguns lances interessantes, mas também ficou devendo. Pode mais que isso

Jadilson – Construiu algumas poucas boas jogadas na linha de fundo, mas suas cobrança de bola parada auxiliaram para que o Grêmio fosse batido

Reinaldo – Jogou uma partida tão ruim que fez Luciano Marreta ficar intrigado

Rafael Martins – Pouco se movimentou

Roberson – Mostrou um pouco mais que Rafael Martins, mas também sentiu o peso da estréia profissional

Tiago Dutra – Precisa mostrar mais que isso para sua fama ser justificada

Jonas – Atuou 15 minutos e foi o melhor do Grêmio na partida. E pensar que quase foi descartado…

Vale ressaltar que as más atuações destes atletas não caracteriza que são todos ruins. A pressão da estréia dos jogadores da base e uma falta de grande entrosamento colaboraram para a medonha atuação na partida.

fevereiro 5, 2009 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Peñarol: glória e decadência

article400

Um dos grandes acontecimentos da indústria cultural moderna foi o surgimento do cinema falado, lá por volta do fim dos anos 20. A assistência, é claro, adorou saber que poderia ouvir a voz dos seus ídolos em vez do monótono pianinho que acompanhava as sessões. O sucesso foi imediato, mas imediata foi também a deposição dos grandes ídolos do antigo cinema mudo, como Douglas Fairbanks, Mary Pickford e Lilian Gish. Todas as técnicas de encenação, todo o gestual, todo o tempo da narrativa do cinema mudo estavam irremediavelmente obsoletas para o novo formato de filmagem. Quem era grande no cinema mudo teve de mudar para continuar grande no novo cinema.

Na última quinta-feira, 28, o Peñarol entrou em campo para jogar contra o Independiente de Medellin sem patrocínio na camisa. Poucos clubes hoje fazem isso. Que eu lembre, só o Barcelona, pleno do velho espírito irredentista catalão,  pode se dar ao luxo de não transformar sua camisa em uma página de classificados, tanto maior quanto menor é a expressão do time. O que antes era uma honrada obrigação de toda equipe – impedir a violação do manto sagrado – tornou-se um luxo acessível apenas a um dos clubes mais ricos do mundo. Clube que entra em campo sem patrocínio e sem dinheiro para segurar o tirão  é um anacronismo ambulante e destinado ao fracasso. É o que todos sabem e esperam.

Pois anacronismo ambulante talvez seja a melhor expressão para qualificar o Peñarol de Montevidéo, pentacampeão da América, tricampeão do mundo, dezenas de vezes campeão uruguaio, dono de uma lista de ex-jogadores capaz de fazer inveja a qualquer  clube europeu, neste milênio que acabou de iniciar. Quando os onze homens vestidos de jalde-negro entraram no gramado na dia 28 parecia que estávamos assistindo ao retorno daqueles velhos atores do cinema mudo em filmes de segunda categoria, desesperados por retomar a outrora gloriosa carreira. Tudo lembrava a passado: a camiseta limpa de patrocínios, os velhos nomes (um Dario Rodriguez, um Antonio Pacheco, um Pablo Cavallero, um De Los Santos, todos ex-titulares de seleção e ex-titulares de grandes da Europa contratados às pressas para a Libertadores),a postura altiva, o velho four four two aprendido daqueles ingleses donos de frigoríficos às margens do Rio da Prata – antigo e fascinante, como um filme mudo de um Eisenstein, um Fritz Lang, um D.W. Griffith, um Charles Chaplin costumam ser. Indiscutivelmente datado, como eles também costumam ser.

penarol1966

Comemoração pelo título da Libertadores de 1966

Alguns poderão argumentar que o Peñarol só é datado porque vem, de certa forma, de um país “datado”. A ascensão e queda do futebol rioplatense é a ascensão e queda do Rio da Prata, e as lembranças de seus dias gloriosos é a perfeita encenação da máxima dantesca de que nada é mais triste do que relembrar das glórias passadas durante a decadência.  Grandes nomes do passado – o Racing, o Estudiantes, o Independiente,  o Nacional de Montevidéu e o próprio Peñarol – já não assustam ninguém e, a seu favor, os comentaristas brasileiros só lembram que a tradicional garra platina pode trazer alguma surpresa. Geralmente não traz. No esporte que é caixinha de surpresas o imponderável parece ter sido banido dos jogos dos tims argentinos e uruguaios. Sobretudo dos uruguaios. E mesmo assim o Peñarol entrou em campo no dia 28 de janeiro, na última quinta-feira, sem patrocínio, com os velhos jogadores, o velho esquema e a velha altivez para enfrentar o Independiente de Medellin.

O jogo valia pela pré-Libertadores. Em outros tempos, já seria um ultraje chamar o grande Peñarol para disputar um torneio classificatório para uma competição que ele já venceu cinco vezes e participou outras dezenas, incluindo uma decisão perdida para um ensandecido Grêmio que pôs em jogo o pescoço e as canelas naquela final inesquecível de 1983 e, ao fim do jogo, mal podia acreditar que estava vencendo a maior equipe da face da terra. Naquela época – e principalmente nas anteriores, nos anos 70, 60, 50 e até 40 – o Peñarol ia à Europa enfrentar o Real Madrid, enfiava goleadas memoráveis e, quando os europeus cercavam seus maiores craques, nem respondia aos milhões. Os uruguaios podiam ganhar menos do que os europeus mas nada podia comprar o prazer de envergar a 9 que havia sido de Alberto Spencer ou a 5 de Obdulio Varela. Um poster antigo do Peñarol campeão da Libertadores em 1959 resumia tudo isso na seguinte frase: “La gloria se llama Peñarol”. Um recado para os adversários como o Indepedendiente de Medellin, prestes a enfrentar nada menos do que a glória himself naquela noite agradável no alto da cordilheira dos Andes, como costumam ser todas as noites de verão naquelas paragens.

nando

O centroavante Fernando “El Potro” Morena, símbolo de um Peñarol vencedor

O mais dolorido de tudo o que aconteceu talvez não tenha sido a brutal ineficiência técnica do Peñarol. O mais dolorido talvez não tenha sido o fato de que os antigos craques não jogam mais nada. O mais dolorido com certeza não foi o acachapante 4 a 0 aplicado pelo pouco conhecido clube colombiano, que nunca chegou sequer a uma final de Libertadores e dificilmente um dia chegará. O mais dolorido para o orgulhoso torcedor carbonero foi a complacência dos jogadores ao tomar um gol atrás do outro, fuzilados pelos rápidos contra-ataques de jogadores colombianos que nunca aprenderam a respeitar o velho guerreiro montevideano porque nunca o viram ganhar nada. A insolência do Independiente ganharia uma resposta rápida e violenta em outros tempos. Nesta terça-feira, em Montevidéu, recebeu apenas a cabeça baixa e a resignação melancólica de quem sabe que seu momento de sair de cena chegou. Há anos o velho Peñarol já não disputava uma Libertadores e neste ano, quando ousou postular um lugarzinho no torneio, nem que fosse apenas de honra, recebeu o recado de que o topo do futebol moderno já não é para ele e sua camisa sem patrocínios, seus jogadores que voltam da Europa por puro amor à camisa e seu clube movido apenas pela paixão enlouquecida de sua hinchada. O Peñarol eliminado de hoje é o símbolo deste futebol que está indiscutivelmente morto e, como os filmes mudos de Eisenstein e Lang,  como os beijos de Pickford e Fairbanks, só voltará aos nossos corações e mentes daqui para a frente como a recordação respeitosa de algo – algo grandioso e belo – que se foi para sempre.

fevereiro 4, 2009 Posted by | Esportes | 4 Comentários

A tragédia no Chaco

O desabamento ocorrido no estádio Defensores del Chaco reflete a precariedade, atraso e pobreza do Paraguai como país. O  seu principal estádio de futebol e símbolo do esporte paraguaio foi palco de um desastre no último domingo quando parte da arquibancada cedeu e matou duas pessoas além de ferir outras oito. O acidente lembrou o ocorrido na Fonte Nova em dezembro de 2007 embora em proporções menores.

As causas foram as mesmas: má conservação e descaso público com a segurança da população. Autoridades paraguaias já admitiram que o estádio recebia eventos sem o aval da prefeitura e que não possuía as condições necessárias para espetáculos. Nisto, vale lembrar de que na Copa Libertadores os clubes de lá costumam lotar o estádio com torcidas empolgadas. E se o dano fosse maior ainda do que a morte deste dois policias que lá estavam para garantir o bem público?

A cratera que arrombou o estádio não perfurou apenas materiais de construção. Atingiu o já dolorido coração de uma Nação que não consegue se erguer e que certamente encontrava no esporte uma via de escape de tantas agruras. Nem mais no esporte podem se apoiar.

fevereiro 4, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Amy Winehouse versão 2009

Férias no Caribe, exercícios de alongamento e aparência tranquila. Parece que 2009 começou bem para a Amy.

fc1ec592-3

SPL72950_017

article-0-030cebb8000005dc-150_233x524_popup1

fevereiro 2, 2009 Posted by | Mundo pop | 6 Comentários

Madonna e Jesus

Madonna e o modelo brasileiro Jesus Luz, 22 anos, saíram pra jantar em NY na noite do dia 1º de fevereiro.

madonna-jesus-luz-dinner-date-021madonna-jesus-luz-dinner-date-042

fevereiro 2, 2009 Posted by | Mundo pop | 13 Comentários

Novo Hamburgo 1 x 5 Grêmio

Victor – Foi bem em vários lances em que foi exigido. No gol não havia o que fazer

Léo – Fraco, preocupa para Libertadores. Estabanado para marcar, não tem o tempo da jogada e desarma mal

Réver – Mais uma vez muito bem, apesar de ter protagonizado um lance bisonho no fim do jogo

Rafael Marques – Pouco exigido, mas ainda não convence como o titular absoluto

Ruy – Bom jogo, apesar de não ter acertado muitos cruzamentos

Diogo – Pouco apareceu, mas errou muitos passes

W. Magrão – Algumas boas aparições no ataque, mas é pouco. Precisa evoluir para que seja o titular absoluto da equipe

Tcheco – Jogou como o esperado. Autor de dois gols, apareceu muito melhor que nas duas primeiras partidas. O primeiro gol foi uma pintura

Souza – O melhor do Grêmio na partida. Assistências para gols, participações em todos os lados e dois gols feitos. Grande destaque do time

Fábio Santos – Sabe fazer cruzamentos para a área e…só. Sua lesão abre passagem para Jadilson

Jonas – Movimentou-se bem e teve má sorte quando concluiu. Definitivamente seria um erro não aproveitá-lo nesta temporada

Jadilson – Grande partida. Excelente presença de ataque e preciso nos passes. Caminha para titularidade

Adilson – Entrou no meio do segundo tempo e teve participação satisfatória. Bons passes, apesar de ser visível a falta de ritmo

Makelele  – Jogou pouco tempo

fevereiro 1, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Michel Preud´Homme faz 50 anos

Um dos melhores goleiros de todos os tempos. Baixo para a posição (1,81), Preud´homme compensava a altura com uma elasticidade fenomenal que lhe valeu incontáveis momentos dignos de filme.

Dia 24 de janeiro comemorou o seu aniversário. Com uma semana de atraso deixamos aqui a nossa homenagem.

janeiro 31, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Pelé – com um “pai” desses…

O ex-jogador Pelé sempre foi considerado ” pai” do atacante Robinho e afirma publicamente que o  considera “cria” sua. Com as recentes notícias envolvendo o nome de Robinho em acusação de estupro, que ele nega, o maior nome do futebol mundial apressou-se em prestar declarações à imprensa lamentando o ocorrido e as repercussões negativas que trará a reputação dos atletas brasileiros no exterior.

“O Robinho é cria nossa, foi lançado com a gente. Enquanto estava comigo e com o Manoel Maria (ex-ponta-direita do Santos que trabalhou com Pelé na base), escutava os nossos conselhos. Agora é mais difícil falar com ele, mas coisas como essas me deixam tristes” ” Isso que aconteceu com o Robinho, com o Adriano e com o Ronaldo fecha as portas para os atletas brasileiros” Fonte

Bem, considerando o que o “pai” de Robinho declara não restam dúvidas da culpa do jogador, mesmo que ele negue peremptoriamente haver cometido o crime de extupro. Pelé associa fatos inquestionáveis como o ocorrido com Adriano e Ronaldo com as acusações contra Robinho.

Da minha parte prefiro considerar que não existe culpa por ter havido uma acusação. No meu ponto de vista Robinho é inocente até que provem o contrário.

Pele me fez lembrar o que declarou alguns  anos atrás o eterno Romário: “Pelé calado é um poeta”.

janeiro 29, 2009 Posted by | Esportes, Geral | 1 comentário

Lady Gaga = Donatella Versace

versace

E então?

janeiro 29, 2009 Posted by | Música | 9 Comentários

Lady Gaga – Antes e Depois

leidi-gagah1

A cantora Lady Gaga antes de ser uma franjuda platinada  já teve seus momentos franjuda morenete xD

Nessa época  ela já “causava ” com sua amiga e parceira Lady Starlight, nas noites agitadas de Nova York.

Agora, com o lançamento do seu álbum “The Fame” , com os singles “Just Dance” , “Beautiful, Dirty , Rich” e “Poker Face”,  a cantora aderiu a um visual a la “Donatella Versace” – a semelhança entre as duas é incrível – mas as roupas ousadas e originais continuam as mesmas.

Lady Gaga – Poker Face

Aqui vídeo

janeiro 29, 2009 Posted by | Música, Mundo pop | 29 Comentários

Grêmio – Torcida cerceada?

O site do Grêmio publicou solicitação para que os torcedores permaneçam sentados na Social do estádio Olímpico em nome do “convívio harmônico”, como medida educativa.

É uma das coisas mais ridículas que um dirigente pode solicitar ao torcedor. Traduzindo: não torçam com entusiasmo, não se empolguem, deixem isso para quem entra pelos portões 10,13 e 16. A atual direção parece pretender reviver a amorfa Social de décadas passadas. Ora, façam-me o favor. Quem frequenta a Social tem todo direito de torcer da maneira que lhe aprouver. Além disso caros dirigentes,em jogos decisivos claramente a Social fica tomada por mais torcedores do que os “assentos” disponíveis. Como consequência, pessoas em pé junto às muretas obstaculizam a visão dos que sentam no primeiro lance da escadaria e assim obrigam a que fiquem em pé, gerando o efeito cascata.

Cuidem da segurança no Olímpico deixando o acesso das saídas livres em jogos decisivos . Cuidem para que seja disponibilizada água para a torcida e não aconteça o que ocorreu na final da Libertadores, em que, para molhar a garganta e seguir em pé incentivando o time,tivemos que tomar um café de procedência duvidosa. Cuidem para que o bar da Social tenha mais higiene e limpeza em vez do mar de lama em que se transforma durante as partidas. Cuidem dos SANITÁRIOS DA SOCIAL.Enfim, cuidem do que lhes compete e nos deixem torcer pelo Grêmio da maneira entusiasmada com a qual o tiramos da segunda divisão (em que a incompetência de alguns dirigentes de sucessivas gestões o colocou) e o levamos a disputar a Libertadores. Estávamos então tendo conduta qualificada como destituída de educação? Em nome do “convívio harmônico”, para atender aos desejos de alguns que têm influência junto a diretoria, a maioria que deseja torcer da maneira entusiasmadamente divertida como vem fazendo há pelo menos três anos deve retornar ao padrão Social/Museu ou Social/Teatro ?

A direção deve resolver a questão de idosos e portadores de deficiência, eventualmente facilitando o acesso dos mesmos às cadeiras que permenecem com sobras de lugares. O que não pode é querer cercear a maioria de torcer como lhe aprouver e, fundamentalmente, de forma a favorecer ao Grêmio. Compreendam que o Grêmio não é propriedade de diretorias de momento, tenha a linhagem que tiverem. Aliás, nos maus momentos, em que muitos abandonaram o barco, essa torcida que agora é publicamente repreendida por ousar torcer de forma empolgada permaneceu leal ao clube.

Dirigente de clube de futebol solicitando publicamente, em nome do clube, como medida educativa, que os sócios torçam como  assistentes de  partidas de tênis do início  do  século passado.

Como diria o velho gaúcho: morro e não vejo tudo.

janeiro 29, 2009 Posted by | Esportes | 5 Comentários

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 44 outros seguidores