PERSPECTIVA

A tragédia no Chaco

O desabamento ocorrido no estádio Defensores del Chaco reflete a precariedade, atraso e pobreza do Paraguai como país. O  seu principal estádio de futebol e símbolo do esporte paraguaio foi palco de um desastre no último domingo quando parte da arquibancada cedeu e matou duas pessoas além de ferir outras oito. O acidente lembrou o ocorrido na Fonte Nova em dezembro de 2007 embora em proporções menores.

As causas foram as mesmas: má conservação e descaso público com a segurança da população. Autoridades paraguaias já admitiram que o estádio recebia eventos sem o aval da prefeitura e que não possuía as condições necessárias para espetáculos. Nisto, vale lembrar de que na Copa Libertadores os clubes de lá costumam lotar o estádio com torcidas empolgadas. E se o dano fosse maior ainda do que a morte deste dois policias que lá estavam para garantir o bem público?

A cratera que arrombou o estádio não perfurou apenas materiais de construção. Atingiu o já dolorido coração de uma Nação que não consegue se erguer e que certamente encontrava no esporte uma via de escape de tantas agruras. Nem mais no esporte podem se apoiar.

fevereiro 4, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Amy Winehouse versão 2009

Férias no Caribe, exercícios de alongamento e aparência tranquila. Parece que 2009 começou bem para a Amy.

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fevereiro 2, 2009 Posted by | Mundo pop | 6 Comentários

Madonna e Jesus

Madonna e o modelo brasileiro Jesus Luz, 22 anos, saíram pra jantar em NY na noite do dia 1º de fevereiro.

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fevereiro 2, 2009 Posted by | Mundo pop | 13 Comentários

Novo Hamburgo 1 x 5 Grêmio

Victor – Foi bem em vários lances em que foi exigido. No gol não havia o que fazer

Léo – Fraco, preocupa para Libertadores. Estabanado para marcar, não tem o tempo da jogada e desarma mal

Réver – Mais uma vez muito bem, apesar de ter protagonizado um lance bisonho no fim do jogo

Rafael Marques – Pouco exigido, mas ainda não convence como o titular absoluto

Ruy – Bom jogo, apesar de não ter acertado muitos cruzamentos

Diogo – Pouco apareceu, mas errou muitos passes

W. Magrão – Algumas boas aparições no ataque, mas é pouco. Precisa evoluir para que seja o titular absoluto da equipe

Tcheco – Jogou como o esperado. Autor de dois gols, apareceu muito melhor que nas duas primeiras partidas. O primeiro gol foi uma pintura

Souza – O melhor do Grêmio na partida. Assistências para gols, participações em todos os lados e dois gols feitos. Grande destaque do time

Fábio Santos – Sabe fazer cruzamentos para a área e…só. Sua lesão abre passagem para Jadilson

Jonas – Movimentou-se bem e teve má sorte quando concluiu. Definitivamente seria um erro não aproveitá-lo nesta temporada

Jadilson – Grande partida. Excelente presença de ataque e preciso nos passes. Caminha para titularidade

Adilson – Entrou no meio do segundo tempo e teve participação satisfatória. Bons passes, apesar de ser visível a falta de ritmo

Makelele  – Jogou pouco tempo

fevereiro 1, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Michel Preud´Homme faz 50 anos

Um dos melhores goleiros de todos os tempos. Baixo para a posição (1,81), Preud´homme compensava a altura com uma elasticidade fenomenal que lhe valeu incontáveis momentos dignos de filme.

Dia 24 de janeiro comemorou o seu aniversário. Com uma semana de atraso deixamos aqui a nossa homenagem.

janeiro 31, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Pelé – com um “pai” desses…

O ex-jogador Pelé sempre foi considerado ” pai” do atacante Robinho e afirma publicamente que o  considera “cria” sua. Com as recentes notícias envolvendo o nome de Robinho em acusação de estupro, que ele nega, o maior nome do futebol mundial apressou-se em prestar declarações à imprensa lamentando o ocorrido e as repercussões negativas que trará a reputação dos atletas brasileiros no exterior.

“O Robinho é cria nossa, foi lançado com a gente. Enquanto estava comigo e com o Manoel Maria (ex-ponta-direita do Santos que trabalhou com Pelé na base), escutava os nossos conselhos. Agora é mais difícil falar com ele, mas coisas como essas me deixam tristes” ” Isso que aconteceu com o Robinho, com o Adriano e com o Ronaldo fecha as portas para os atletas brasileiros” Fonte

Bem, considerando o que o “pai” de Robinho declara não restam dúvidas da culpa do jogador, mesmo que ele negue peremptoriamente haver cometido o crime de extupro. Pelé associa fatos inquestionáveis como o ocorrido com Adriano e Ronaldo com as acusações contra Robinho.

Da minha parte prefiro considerar que não existe culpa por ter havido uma acusação. No meu ponto de vista Robinho é inocente até que provem o contrário.

Pele me fez lembrar o que declarou alguns  anos atrás o eterno Romário: “Pelé calado é um poeta”.

janeiro 29, 2009 Posted by | Esportes, Geral | 1 comentário

Lady Gaga = Donatella Versace

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E então?

janeiro 29, 2009 Posted by | Música | 9 Comentários

Lady Gaga – Antes e Depois

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A cantora Lady Gaga antes de ser uma franjuda platinada  já teve seus momentos franjuda morenete xD

Nessa época  ela já “causava ” com sua amiga e parceira Lady Starlight, nas noites agitadas de Nova York.

Agora, com o lançamento do seu álbum “The Fame” , com os singles “Just Dance” , “Beautiful, Dirty , Rich” e “Poker Face”,  a cantora aderiu a um visual a la “Donatella Versace” – a semelhança entre as duas é incrível – mas as roupas ousadas e originais continuam as mesmas.

Lady Gaga – Poker Face

Aqui vídeo

janeiro 29, 2009 Posted by | Música, Mundo pop | 29 Comentários

Grêmio – Torcida cerceada?

O site do Grêmio publicou solicitação para que os torcedores permaneçam sentados na Social do estádio Olímpico em nome do “convívio harmônico”, como medida educativa.

É uma das coisas mais ridículas que um dirigente pode solicitar ao torcedor. Traduzindo: não torçam com entusiasmo, não se empolguem, deixem isso para quem entra pelos portões 10,13 e 16. A atual direção parece pretender reviver a amorfa Social de décadas passadas. Ora, façam-me o favor. Quem frequenta a Social tem todo direito de torcer da maneira que lhe aprouver. Além disso caros dirigentes,em jogos decisivos claramente a Social fica tomada por mais torcedores do que os “assentos” disponíveis. Como consequência, pessoas em pé junto às muretas obstaculizam a visão dos que sentam no primeiro lance da escadaria e assim obrigam a que fiquem em pé, gerando o efeito cascata.

Cuidem da segurança no Olímpico deixando o acesso das saídas livres em jogos decisivos . Cuidem para que seja disponibilizada água para a torcida e não aconteça o que ocorreu na final da Libertadores, em que, para molhar a garganta e seguir em pé incentivando o time,tivemos que tomar um café de procedência duvidosa. Cuidem para que o bar da Social tenha mais higiene e limpeza em vez do mar de lama em que se transforma durante as partidas. Cuidem dos SANITÁRIOS DA SOCIAL.Enfim, cuidem do que lhes compete e nos deixem torcer pelo Grêmio da maneira entusiasmada com a qual o tiramos da segunda divisão (em que a incompetência de alguns dirigentes de sucessivas gestões o colocou) e o levamos a disputar a Libertadores. Estávamos então tendo conduta qualificada como destituída de educação? Em nome do “convívio harmônico”, para atender aos desejos de alguns que têm influência junto a diretoria, a maioria que deseja torcer da maneira entusiasmadamente divertida como vem fazendo há pelo menos três anos deve retornar ao padrão Social/Museu ou Social/Teatro ?

A direção deve resolver a questão de idosos e portadores de deficiência, eventualmente facilitando o acesso dos mesmos às cadeiras que permenecem com sobras de lugares. O que não pode é querer cercear a maioria de torcer como lhe aprouver e, fundamentalmente, de forma a favorecer ao Grêmio. Compreendam que o Grêmio não é propriedade de diretorias de momento, tenha a linhagem que tiverem. Aliás, nos maus momentos, em que muitos abandonaram o barco, essa torcida que agora é publicamente repreendida por ousar torcer de forma empolgada permaneceu leal ao clube.

Dirigente de clube de futebol solicitando publicamente, em nome do clube, como medida educativa, que os sócios torçam como  assistentes de  partidas de tênis do início  do  século passado.

Como diria o velho gaúcho: morro e não vejo tudo.

janeiro 29, 2009 Posted by | Esportes | 5 Comentários

Herrera será jogador do Grêmio

Foi que o disse nas rádios André Krieger, o responsável gremista pelo departamento de futebol. Após semanas de conversas modorrentas e desistências falsas ou não, o Grêmio consegue, finalmente, trazer o jogador que encantou a torcida em 2006 pela sua garra, determinação e gols. Sim, o atacante foi em 2006 o artilheiro da equipe na temporada, provando que sua exitosa apresentação no Corinthians não foi surpresa para os que acompanharam-no no tricolor gaúcho naquela temporada.

O Blog Perspectiva alguns dias atrás aprovou a sondagem ao atacante como possível jogador do Grêmio. Não temos dúvidas de que fomos determinantes na contratação do argentino. A torcida, o blog e qualquer amante de futebol sabe que a direção gremista fez bom negócio contratando Germán Herrera.

janeiro 28, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Família Jolie-Pitt

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janeiro 28, 2009 Posted by | Mundo pop | , , | 6 Comentários

Alceu Valença solta o verbo

“Eles são absolutamente negociantes. A fuleiragem music vai destruir o Brasil lá fora, porque o axé destruiu a imagem de música de qualidade que se tinha do Brasil. Existia na Europa a boa música brasileira. Só iam para Europa os tampas de crush, Caetano, Chico, Gil, Milton. O besta aqui foi muitas vezes. Tinha um tipo de público do cacete. Aí, quando entrou o axé, a fuleiragem, sabe qual o público desta música? Quenga. A fuleiragem aconteceu, mas será que sãos os músicos que fazem a música? Quem faz é o cara não gosta de música, mas sabe trabalhar a coisa, contrata uns caras, o jabaculê come por todos os lados, mas não se faz arte”.

Dá pra discordar?

Quem quiser ler o resto clica aqui.

janeiro 28, 2009 Posted by | Música | 1 comentário

Grêmio 5 x 0 Esportivo

Victor – Assustou quando soltou uma bola fácil, mas pouco trabalhou

Rafael Marques – Alguns erros de passes, mas não comprometeu

Rever – Bom jogo com boas antecipações

Léo – Parece com dificuldades de desarmar os adversários

Ruy – Muito bem na partida. Além do gol, participou bem na defesa e no ataque

W. Magrão – Joga pouco quando de primeiro volante. Depois da entrada de Diogo, cresceu na partida

Tcheco – Mal, muito mal. Fez o gol de pênalti que salvou uma tarde lastimável

Souza – Excelente primeiro tempo, discreto no segundo. Sua cobrança de falta foi linda

Fábio Santos – Fraco. Não aparece no jogo – todas jogadas do Grêmio são pela direita

Jonas – Boa partida. Movimentou-se muito bem, fez um gol e tabelou com Alex Mineiro

Alex Mineiro – Melhor que na primeira partida, muito em função de sua parceria com Jonas. Inteligente, é uma boa opção

Diogo – Pouco apareceu

Orteman – Substituiu Tcheco e não foi mal. Perdeu um gol inacreditável, mas teve bons toques na bola

Reinaldo – Perdeu um gol ridículo e quase fez outro. Não deve ser titular

janeiro 24, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grêmio x Inter-SM

Victor – não teve culpa alguma no gol do “Coloradinho”. De resto não foi exigido.

Léo – Mal e abusando da violência nos lances

Rafael Marques – Pareceu ainda desentrosado, mas não errou

Rever – Avançou bem ao ataque, mas pouco exigido na defesa

Ruy – Mal na partida. Errou muitos lances fáceis e apesar de ter feito um gol, decepcionou

W. Magrão – Mal, muito mal. Apagado na partida, troteou quando pegou a bola

Tcheco – Fora de ritmo, não jogou bem. Parecia sem o tempo da bola

Souza – Alguns bons chutes e uma leve melhora quando entrou Jadilson. Mas precisa melhorar.

Fábio Santos – Medonho no primeiro tempo, ruim no segundo. Apenas acertou o cruzamento no gol de Ruy Cabeção.

Reinaldo – Coisa horrível e podre.

Alex Mineiro – Agradou na sua movimentação e belo toque na bola. Precisa de um parceiro de ataque.

Jadilson – Entrou no fim do jogo e foi melhor que Fábio Santos

Rafael Martins – Pouco fez depois de sua entrada

janeiro 21, 2009 Posted by | Esportes | 3 Comentários

Modificação ab-rupta

Ab-rupto. Sim, essa é a maneira como pretendem que passemos a escrever a palavra outrora conhecida como abrupto.

Coerdeiro, outrora “co-herdeiro”, com um pequeno erro de digitação, fica igual ao cordeiro.

Os pronto-socorros de todo o país terão de perder um hífen e ganhar um “s”, tornando-se “prontossocorros”. Não sei se melhorará  o atendimento aos pacientes, mas com certeza irá agredir os olhos de quem passar por eles.

Enfim, lembrei-me de minha avó: “coisa de gente que não tem o que fazer”. O único consolo que temos é saber que, ate 2012, podemos continuar a escrever “errado”.

Post sobre o mesmo tema.

janeiro 21, 2009 Posted by | Geral | 1 comentário

O último telefonema

O blog Perspectiva atesta que o que vem a seguir NÃO É UMA PIADA nem gozação. Como prova disto, colocaremos a fonte ao final.

O último telefonema de Bush como presidente dos EUA para o nosso presidente foi o seguinte:

Bush – Lula!
Lula - Bush!

Bush – Estou telefonando para você no meu último dia como presidente.
Lula – Você está com uma voz muito boa, parece estar bem.

Bush – É uma sensação de dever cumprido. Nem todos presidentes têm a honra de servir a seu país por dois mandatos. Venha me visitar no Texas.

Lula – Está de pé aquele convite para uma pescaria. Se você cansar do Texas, venha pegar peixes grandes no Brasil.
Os dois riram e o diálogo continuou por mais alguns minutos.

Bush – Então até logo.
Lula – Lembranças minhas para sua mulher e suas filhas.

Bush – Ah, calorosas lembranças a Marisa.
Lula – Cuide-se.

Fonte: O Povo

P.S.: Dizem que, depois do telefonema de Bush, Lula comentou com Celso Amorim: “Sujeitinho simpático esse tal de  Bush, hein? Se não falasse enrolado desse jeito eu nem precisava de tradutor! Eita trem bão, sô!”.

P.S.2: A última frase, esta sim, foi uma piada.

janeiro 20, 2009 Posted by | Política | Deixe um comentário

Carta de Busatto para Jairo Jorge

O ex-deputado Cézar Busatto foi convidado pelo prefeito Jairo Jorge a assumir o cargo de Secretário Especial de Estratégia e Inovação na prefeitura de Canoas/RS. A presença de Busatto na administração do prefeito do Partido dos Trabalhadores seria o coroamento de uma campanha política onde a superação de velhos e nocivos ranços ideológicos foi a tônica. Alías , esta superação de diferenças  possibilitou a vitória de Jairo Jorge.

No entanto, velhos hábitos parecem ser difíceis de serem modificados e a presença de Busatto no governo foi vetada por setores do partido do prefeito.

Perde Canoas com o veto, pois a experiência e capacidade de Busatto seriam  valiosas  nas mudanças que Jairo Jorge parece pretender implantar na cidade. Lamentamos que a mesquinharia de alguns tenha obstaculizado o avanço de uma prática política construtiva e que claramente visava a busca pelo Bem Comum.

Abaixo a carta que Cezar Busatto enviou ao prefeito de Canoas:

EM NOME DO DIÁLOGO

Canoas, 19 de Janeiro de 2009

Caro Prefeito e amigo JAIRO JORGE,

Foi com muita honra que recebi seu convite para integrar o governo municipal da cidade de Canoas, como seu Secretário Especial de Estratégia e Inovação.

Confesso que pensei muito, e o que me levou a aceitar seu convite foi o impositivo de corresponder à grandeza e coragem de seu gesto de pacificação, pouco comum na política gaúcha. Seu gesto está à altura da política feita com espírito público e voltada para o cidadão, que coloca em segundo plano as disputas partidárias e de poder, típicas de épocas eleitorais, mas incompatíveis com os desafios pressupostos pelo bem comum. Foi essa convicção que levou meu partido, o PPS, a estar junto com o PT nessa caminhada desde o primeiro turno em Canoas, e que nos manterá lado a lado na construção desse governo, que tenho certeza será um marco para a história da cidade, e um exemplo para o Rio Grande.

O propósito comum do nosso entendimento foi um só: melhorar a qualidade de vida e de convivência das 350 mil pessoas que vivem em Canoas, reunir as nossas melhores experiências e conhecimentos para fazer uma gestão local inovadora e radicalmente democrática, colocando o cidadão como protagonista do desenvolvimento da sua própria cidade. Nunca esteve presente em nossas conversas o interesse por cargos, posições, barganhas, típicos da velha política que rejeitamos.

É fácil praticar a democracia entre os que pensam igual a nós, difícil é praticá-la com os que pensam diferente. Mas a democracia existe exatamente para que as diferenças possam ser explicitadas e se realize a obra de arte política do diálogo, do entendimento e do compromisso entre os diferentes. É assim que se consolidaram as grandes democracias em todo o mundo. Ao apostar no diálogo, não desconhecemos nossas diferenças, mas sim demonstramos maturidade, humildade e a grandeza para construir a partir delas, de maneira dialética, uma síntese que gere inovação e avanço.

O Rio Grande viveu um período de polarização exacerbada, da qual tanto eu, como as principais lideranças do PT, fizemos parte. Responsáveis somos todos. Mas de minha parte, quero que fique claro: não vejo sentido em não dialogar sobre o futuro em razão de diferenças de quinze anos atrás. Essa lógica da polarização e do conflito sectário tem causado grandes prejuízos ao Rio Grande, e por isso procurei pautar minha vida pública nos últimos anos pela busca da convergência em torno de valores, conceitos, idéias e projetos comuns. Só os ressentidos vivem no passado, e o ressentimento, definitivamente, não constrói o futuro.

Foi com esse espírito que coordenei o Pacto pelo Rio Grande, quando todos os deputados com assento na Assembléia Legislativa construímos juntos uma agenda mínima comum para o ajuste fiscal, a modernização da gestão e o desenvolvimento sustentável do Estado. O deputado Raul Pont, do PT, teve um papel decisivo na construção dessa unidade, que foi subscrita por toda a bancada do seu partido.

Na minha breve passagem pela Casa Civil do Governo do Estado, pautei-me também pela política do diálogo e da convergência com os parlamentares de todos os partidos, o que contribuiu para aprovar todos os projetos do Executivo por unanimidade, e construir a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o corrente ano de 2009 por acordo de todos os Poderes de Estado.

Em Porto Alegre, mesmo após um embate eleitoral duro, coordenei pessoalmente uma política que preservou a principal obra dos 16 anos de governos do PT, que é o Orçamento Participativo, compatibilizando-a com a proposta inovadora da Governança Solidária Local. Essa inovação democrática reafirmou a liderança mundial de Porto Alegre como cidade da democracia comunitária e viabilizou a realização da Conferência Mundial Sobre o Desenvolvimento de Cidades, com a presença na capital dos gaúchos de 7 mil pessoas vindas de mais de mil cidades de todo o mundo.

Diante de tudo isso, lamento profundamente que a generosidade, a grandeza e o espírito público do gesto feito pelo bravo Prefeito e amigo, ao convidar-me para integrar o governo municipal de Canoas, tenha sido inviabilizado pela reiteração da velha lógica da exacerbação do conflito e do ressentimento, que aprisiona e apequena a política democrática. A sociedade brasileira, e especialmente os eleitores do Rio Grande, tem dado reiteradas demonstrações de que não aceitam mais essa miopia política. Mas a história tem seu tempo, e os homens públicos de visão, paciência.

Para preservar a governabilidade, para evitar que atitudes de hostilidade possam introduzir um fator desestabilizador na administração que está recém iniciando, para retribuir o seu gesto de generosidade e grandeza política, libero-o, prezado Prefeito e amigo, de nomear-me para Secretário de sua administração.

Não sem antes reafirmar que a cultura política do diálogo, do entendimento e da radicalização da democracia, que nos uniu, continuará sendo a plataforma a pautar a minha luta pela necessária e urgente mudança na política em nosso Rio Grande, para o bem de todos os gaúchos.

Nesse episódio, abrimos um debate fundamental para o futuro do Rio Grande. Um debate de paradigmas sobre a política. Com certeza ele não se encerrará aqui.

Com meu forte e fraterno abraço,

CEZAR BUSATTO

janeiro 19, 2009 Posted by | Política | Deixe um comentário

Gauchão/2009-Primeira fase

O Campeonato Gaúcho de 2009 que  inicia dia 20 de Janeiro no Beira-Rio com o jogo entre Internacional de Porto Alegre e Santa Cruz será disputado

em duas fases.A  primeira fase terá dois turnos. No primeiro turno o campeão receberá a denominada Taça Fernando Carvalho”, e o  campeão do segundo turno receberá a denominada “Taça Fábio Koff”. A Federação homenageou os dois presidentes campeões do mundo.

1ª FASE – GAUCHÃO/2009

CHAVE 1

Sport Club Internacional - Porto Alegre

Esporte Clube Juventude - Caxias Do Sul

Clube Esportivo Bento Gonçalves

Esporte Clube Novo Hamburgo

Esporte Clube Avenida – Santa Cruz Do Sul

Grêmio Esportivo Brasil – Pelotas

Veranópolis ECRC – Veranópolis

Esporte Clube Internacional – Santa Maria

CHAVE 2

Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

SER Caxias Do Sul

Futebol Clube Santa Cruz

Esporte Clube São José

Esporte Clube São Luiz - Ijuí

Sport Club Ulbra - Canoas

Grêmio Esportivo Sapucaiense – Sapucaia Do Sul

Ypiranga Futebol Clube - Erechim

Os turnos terão quatro etapas, como a seguir demonstrado:

· TAÇA FERNANDO CARVALHO

Primeira etapa- Primeiro Turno

Na primeira etapa do primeir   turno os jogos serão realizados em cruzamentos, chave 1 x chave 2, classificando-se para a segunda etapa os quatro primeiros colocados de cada chave.

Segunda etapa- Primeiro Turno

A segunda etapa do primeiro turno reunirá as oito equipes classificadas da primeira etapa, em quatro chaves, em jogo único, com a finalidade de apurar-se os vencedores de cada chave, como segue:

CHAVE 3 – 1º da Chave 1 x 4º da Chave 2

CHAVE 4 – 2º da Chave 2 x 3º da Chave 1

CHAVE 5 – 2º da Chave 1 x 3º da Chave 2

CHAVE 6 – 1º da Chave 2 x 4º da Chave 1

Terceira etapa – Primeiro Turno

A terceira etapa do primeiro truno reunirá as quatro equipes classificadas na etapa anterior, em duas chaves, em jogo único, a fim de apurar-se os vencedores de cada chave, como segue:

CHAVE 7 - 1º da Chave 3 x 1º da Chave 4

CHAVE 8 – 1º da Chave 5 x 1º da Chave 6

Quarta etapa – Final – 1º Turno

A  quarta etapa do primeiro turno reunirá as duas equipes classificadas na etapa anterior, que, em jogo único, disputarão o título do primeiro turno, denominado “Taça Fernando Carvalho”.

CHAVE 91º da Chave 7 x 1º da Chave 8

O Campeão do 1º (primeiro) Turno “Taça Fernando Carvalho” está classificado para a Fase Final do Campeonato Gaúcho/2009.

O segundo turno da primeira fase, será disputado em quatro etapas, com a finalidade de apurar-se o Campeão do segundo turno, denominado “Taça Fábio Koff”, como segue:

· TAÇA FÁBIO KOFF

Primeira etapa – Segundo Turno

Na primeira etapa do segundo turno os jogos apenas de ida, serão realizados dentro das respectivas chaves, denominadas 10 e 11, classificando-se os quatro primeiros de cada chave para a etapa seguinte.

CHAVE 10

Sport Club Internacional - Porto Alegre

Esporte Clube Juventude - Caxias Do Sul

Clube Esportivo Bento Gonçalves

Esporte Clube Novo Hamburgo

Esporte Clube Avenida – Santa Cruz Do Sul

Grêmio Esportivo Brasil – Pelotas

Veranópolis ECRC – Veranópolis

Esporte Clube Internacional – Santa Maria

CHAVE 11

Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

SER Caxias Do Sul

Futebol Clube Santa Cruz

Esporte Clube São José

Esporte Clube São Luiz - Ijuí

Sport Club Ulbra - Canoas

Grêmio Esportivo Sapucaiense – Sapucaia Do Sul

Ypiranga Futebol Clube – Erechim

Segunda Etapa – Segundo Turno

A segunda etapa do segundo turno reunirá as oito equipes classificadas da primeira etapa, em quatro chaves, em jogo único, com a finalidade de apurar-se os vencedores de cada chave, que serão constituídas, como segue:

CHAVE 12 - 1º da Chave 10 x 4º da Chave 11

CHAVE 13 - 2º da Chave 11 x 3º da Chave 10

CHAVE 14 - 2º da Chave 10 x 3º da Chave 11

CHAVE 15 - 1º da Chave 11 x 4º da Chave 10

Terceira etapa – Segundo Turno

A terceira etapa do segundo turno reunirá as quatro equipes classificadas na etapa anterior, em duas chaves, em jogo único, a fim de apurar-se os vencedores de cada chave, como segue:

CHAVE 16 - 1º da Chave 12 x 1º da Chave 13

CHAVE 17 - 1º da Chave 14 x 1º da Chave 15

Quarta etapa – Final – Segundo Turno

A quarta etapa do segundo turno reunirá as duas equipes classificadas na etapa anterior, que, em jogo único, disputarão o título do segundo turno, denominado “Taça Fábio Koff”.

CHAVE 18 -1º da Chave 16 x 1º da Chave 17

O Campeão do segundo turno “Taça Fábio Koff” estará classificado para a Fase Final do Campeonato Gaúcho/2009.

janeiro 19, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

União pelo Brasil-PEL


Antes de tudo, o Blog Perspectiva expressa sua solidariedade aos xavantes e familiares das vítimas. A morte de Cláudio Milar, Giovani Guimarães e de Régis Gouveia, nos afeta, porque somos integrantes da grande família dos amantes do futebol e, antes disso, da grande família humana.

* * * * *

Diante da chocante notícia do acidente que vitimou profissionais do Brasil-PEL e a suspeita de que alguns dos feridos não poderão disputar partidas por uma temporada inteira, lançamos a seguinte proposta: uma união da Federação Gaúcha de Futebol, Grêmio, Internacional e Juventude para cobrir os custos salariais do xavante nesta temporada. Como todos sabem, os clubes do interior não possuem folhas salariais imensas – a do Brasil, pelo que consta, não passa dos 100 mil reais mensais -, e esta união seria um exemplo de solidariedade das maiores forças do Estado com o clube, os funcionários e a história do Brasil de Pelotas.

A dor pela perda de vidas não será eliminada, mas pelo menos poderia ser amenizada a grave situação a que ficará submetido o clube pelotense ,que estava projetava grandes contratações para a temporada. Tudo parecia indicar um grande ano para o Brasil, mas o inexorável destino resolveu de forma diversa, mostrando mais uma vez a nossa pequenez e fragilidade.

janeiro 16, 2009 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Busatto e Canoas

O blog Vida Democrática do ex-deputado Cezar Busatto publica artigo Porque Vou Colaborar Com O Governo E A Cidade De Canoas. A leitura do que foi postado evidencia vontade de somar esforços para  buscar construir, superando tradicionais mesquinharias e pequenezas que impedem a construção de uma sociedade melhor. Vale a pena ler o que ali foi postado.

janeiro 16, 2009 Posted by | Política | Deixe um comentário

O país esquecido

portugal-8Monumento aos descobrimentos, Lisboa

 

A primeira vez que falei com um português teve em mim um impacto semelhante ao que os nossos colonizadores devem ter sentido quando tomaram contato com os nativos de Pindorama. Tinha 19 anos (hoje tenho 25) e era usuário ocasional das salas de chat do portal Terra, divididas por regiões do Brasil e do mundo e por preferências pessoais. Costumava entrar nas ligadas aos meus interesses pessoais – sobretudo na de Literatura – e na da minha cidade natal, Porto Alegre. Um belo dia, resolvi vasculhar os outros cantinhos do mundinho virtual criado pelo portal mais acessado do Brasil. Encontrei um sala para jogadores de RPGs, uma para sambistas, uma para metaleiros e uma chamada “Portugueses”. Não uma: duas salas. Achei interessante e estranho ao mesmo tempo e não pude deixar de sentir curiosidade pelo tipo de povo que lá habitava. Quem seriam estes tais “portugueses”? E numa página brasileira, ainda por cima? O que faziam ali? Entrei para conferir.

A sala contava com uns vinte membros, alguns com uns apelidos que me soaram bastante engraçados. Engatei conversa com um deles. Como de praxe, comecei com uma apresentação básica: sou o Celso e sou de Porto Alegre. E achei importante acrescentar: fica no Brasil. Afinal, minha experiência com estrangeiros na Net me dera a clara noção de que ninguém sabia o que era Porto Alegre, nem que ficava no Brasil e, muitas vezes, nem que o próprio Brasil existia. Importante, portanto, dizer que eu era brasileiro e que Porto Alegre fica no Brasil.

A isto o portuga respondeu:

- Sim, eu sei que Porto Alegre fica no Brasil.

E acrescentou:

- A Adriana Calcanhoto nasceu aí, não é?

Surpreso com a resposta, disse que sim, ela nasceu aqui, assim como outra cantora brasileira, Elis Regina. Dei outras referências da cidade, falei da dupla Gre-Nal, do chimarrão e das bombachas. Tudo isto o lusitano conhecia e eu tinha a nítida impressão de que estava rindo por dentro, pensando em alguma coisa como “que brasuca burro”. Não estaria longe da verdade, mas a forte impressão que me causou a conversa, e que me acompanhou desde então, não se deu pela minha ausência de neurônios.

Aquela pequena conversa – e tantas outras que eu tive com os habitantes da Ocidental Praia Lusitana nos anos subsequentes, fazendo inclusive bons amigos virtuais, foi um simulacro do caráter oratório das relações Brasil – Portugal. Oratório pelo seguinte: trata-se de um lado que só fala, e o outro que só escuta. Quem fala somos nós, com direito a microfone e potentes caixas de som. Quem escuta são eles e, quando tentam falar, não encontram platéia interessada em ouvi-los.

 

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Cidade do Porto

Eu próprio era um dos que não estava disposto a ouvi-los. Aquele sotaque que me parecia tão estranho, tão diferente das outras línguas românicas, desde que eu me conheço por gente associado a piadas e gozações, nunca me havia despertado o menor interesse. Sabia que Portugal existia (e no Brasil há quem disto não saiba) e que falavam o nosso idioma de um jeito um tanto engraçado. Tinha o necessário discernimento para saber que as piadas de portugueses eram apenas piadas e sabia que eles eram mais morenos que os alemães e franceses e um pouco mais pobres do que eles, conhecimento adquirido em mal assimiladas aulas de geografia. Sabia também que era a terra de um cidadão chamado Camões cujas estrofes eu precisava decorar para o exame vestibular. Ah, claro, e de Fernando Pessoa – mas quando eu lia a “Ode Marítima” ou “O Guardador de Rebanhos” a última coisa que eu pensava era em Portugal. Fiquei por aí. Estava muito ocupado ouvindo rock inglês, lendo James Joyce, Kafka, Machado de Assis e Cervantes e assistindo Werner Herzog e Charles Chaplin e para me preocupar com os portugueses. E creio que não era o único, já que nunca Portugal sequer entrou em pauta em minhas conversas, seja com amigos, seja com familiares – a não ser, é claro, nas piadas. Nisto eu era exatamente igual a quase todos os brasileiros. Ignorava olimpicamente o passado e o presente da nação que, embora eu não soubesse, chamava-nos algo ingenuamente de “país irmão”.

É óbvio que alguém numa situação tal de ignorância nem sequer desconfia em que ponto do tempo e do espaço ele está parado. Não desconfia, portanto, de quão estranha e anômala é a sua situação perante os seus pares. É o caso do Brasil: ele, o brasileiro, nem se dá conta, mas é a única ex-colônia que ignora quase que completamente a ex-metrópole. Fenômenos como o de um grupo de crianças negras haitianas estudando os clássicos franceses como se fossem herdeiros de uma tradição cultural nos parecem uma brincadeira de péssimo gosto, até porque o velho e surrado discurso anticolonialista vive adormecido na ponta da nossa língua. Do mesmo modo, fenômenos norte-americanos como o amor pelo rock inglês, Charlie Chaplin, Alfred Hitchcock e a devoção por Shakespeare e Milton não têm correspondente por aqui. Até mesmo os nossos países vizinhos jamais esquecem da presença inspiradora de um Ortega y Gasset, um Unamuno, um Camilo José Cela, vários e bons músicos espanhóis, um Goya e a figura sempre magna de Cervantes. Jovens argentinos e mexicanos escutam Joaquin Sabina e Estopa, fazem fila para assistir o último de Almodóvar (e de outros espanhóis menos óbvios) e lêem quadrinhos feitos na Espanha. Aliás, nós também fazemos fila diante dos filmes de Almodóvar, empurramos quem está na nossa frente para ver quadros de Picasso e não hesitamos em gastar 50 reais para comprar um livro como “A Sombra do Vento”, do espanhol Carlos Ruiz Zafon. Mas não fazemos – nunca fizemos – o mesmo com um cineasta, um desenhista, um artista ou um escritor português, sendo que a única exceção, José Saramago, constituiu-se em exceção depois do Nobel de 1998 e de uma agressiva estratégia de vendas fruto do projeto pessoal do próprio Saramago de fazer-se conhecido no Brasil.

O outro lado da moeda é bem diferente. Sem que seja necessária uma missão artística ou estratégia de divulgação, as listas de discos mais vendidos em Portugal sempre trazem um brasileiro. As audiências das novelas da Globo continuam altas, o Brasil é um grande destino turístico dos portugueses, filmes como “Carandiru”, “Tropa de Elite”, “Cidade de Deus” e outros chegaram ao circuito comercial (aliás, Fernando Meirelles é o responsável pela única adaptação para o cinema de uma obra de Saramago) e até mesmo autores popularescos como um Paulo Coelho têm grande público por lá, a par de um Machado de Assis, um Carlos Drummond de Andrade, um Guimarães Rosa ou um Érico Veríssimo entre as camadas mais cultas da população portuguesa. Quem duvida que acesse a seção de cultura dos jornais portugueses na Internet.

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Mosteiro dos Jerônimos

É possível que eu esteja exagerando e que um americano do Meio-Oeste, gordo, de cabelos loiros, nem saiba qual é a capital da Inglaterra ou que um índio boliviano sequer saiba falar castelhano. Talvez. Mas com absoluta certeza um professor universitário americano ou boliviano não deixam nunca de conhecer e respeitar a cultura do país de onde veio oidioma. Salvo pontuais observações sarcásticas de um Borges e seus companheiros de geração com relação à cultura espanhola (sendo que ele, Borges, sempre considerou Unamuno e Cervantes como mestres), os hispano-americanos nunca deixaram de ter Madrid como o meridiano cultural da língua espanhola, fato claramente comprovável pela força decisória da Real Academia quando o assunto é idioma e o prestígio do Prêmio Cervantes entre os hispanohablantes. Gostando ou não dos espanhóis, os nossos países vizinhos não deixam de resguardar a cultura de língua espanhola e de se sentirem, de um modo ou de outro, descendentes de uma tradição e continuadores dela.

No Brasil, como sabemos, o povo ignora tudo sobre Portugal e reduz o país a material para anedotas vendidas em bancas de jornal. Isto em si, em se tratando do povo, nem seria grave. A questão é que os próprios intelectuais  brasileiros não fazem nada muito diferente disto. A releitura brasileira da cultura portuguesa com muita frequência é feita em tom francamente pessimista, quando não jocoso e desrespeitoso e às vezes até condescendente. É a célebre passagem de Antonio Candido em “A Formação da Literatura Brasileira”, quando trata a literatura (e a cultura) portuguesa como “um arbusto de segunda ordem no jardim das Musas”; é o tom algo agressivo (e, para os olhos de hoje, preconceituoso) em Sérgio Buarque de Holanda, que coloca os ibéricos (e, principalmente, os portugueses) como insensíveis ao trabalho, à organização geral, à educação, à cultura e ao planejamento, deixando margem para o velho lugar-comum de que “teria sido melhor se fossem os ingleses”; é a declaração apocalíptica de Carlos Drummond de Andrade que Portugal foi um país que deu Camões ao mundo e morreu. É isso tudo e muito mais. Uma coisa é um bando de malucos complexados clamando contra o ex-colonizador. A outra são análises feitas por pessoas supostamente qualificadas e imbuídas de rigor científico. Uma coisa é o grito de meia dúzia de pseudo-intelectuais e ignorantes assumidos. A outra é a elite cultural, responsável direta pelos destinos da nação, dizer que a cultura da qual a sua provém pouco acrescentou ao mundo e lamentar o legado que recebemos. Tendo estudado fenômeno semelhante na Argentina não encontrei nada de parecido com isto – e não creio que os EUA, tributários de uma das tradições literárias mais ricas do Ocidente, tenham tomado posição semelhante. Nossa posição é única.

Novamente, o outro lado da moeda chega a ser constrangedoramente distinto. Nem é preciso recorrer às visões amorosas e quase idílicas de um Agostinho da Silva, que considerava o Brasil melhor do que Portugal em todos os sentidos, de um Jaime Cortesão, que achava que servir ao Brasil uma das melhores formas de ser português, e até mesmo do ditador António de Oliveira Salazar, que impedia os seus cidadãos de tomar Coca-Cola mas nunca os impediu de ouvir Roberto Carlos e a Jovem Guarda. Basta esta citação retirada de um pequeno livro didático de história portuguesa, datado do século XIX, para termos em mente o que era ensinado aos pequenos portugueses sobre a ex-colônia.

“Hoje, o Brasil, vastíssimo império, vivido, esperançoso e livre. Emancipado da metrópole não só pelos sucessos políticos que se realizaram no primeiro quartel do século em que vivemos, mas ainda pela lógica natural do progresso das sociedades, está destinado pela sua posição geográfica, pela excelência do clima, pelas riquezas que possui e pelo patriotismo dos seus habitantes, a desempenhar um grande papel na história do novo mundo. Possa o povo infante, filho e em tudo descendente d’uma nação pequena, mas nobilíssima, viver e prosperar por muitos séculos, dando exemplos de sabedoria e de humanidade às velhas monarquias da Europa, que se julgam mais civilizadas, e que só têm mais poder ou fortuna. (Moreira & Correa, s/d, p. 38)”

Em outras palavras, os portugueses eram ensinados a nada menos do que amar o Brasil e até mesmo defendê-lo ante o ataque das demais nações européias que “se julgam mais civilizadas e que só têm mais poder ou fortuna”. Deveriam agir como um pai a defender o filhão das críticas dos professores nos conselhos de classe, um irmão mais velho que entra na briga contra os meninos da outra rua para evitar que o irmãozinho apanhe. É claro que tudo isto data de mais de século atrás e a ingenuidade, por uma série de razões, já não é a mesma. Mas é surpreendente o fato de que Cristiano Ronaldo, ao desembarcar em Brasília para um amistoso contra a nossa seleção, tenha feito questão de chamar o Brasil de “país irmão” perante toda a imprensa. Não creio que qualquer jogador nosso teria feito o mesmo se fôssemos jogar em Portugal – aliás, é bem provável que, ao desembarcar lá, a maioria deles (ou todos eles) nem pensasse que está numa nação que fala a mesma língua que nós, quanto mais que guarda laços históricos e culturais.

Tudo isto é incompreensível para um brasileiro. Isto pode até certo ponto ser explicado pelo fenômeno de etnocentrismo típico dos países de grande população e dimensões, como os EUA, que chama de “World Champion” ao seu campeão nacional de beisebol. Mas não é apenas isso. Quem visita Minas Gerais aprende em detalhes a história do barroco “brasileiro”, construído por brasileiros e criado por nós. E é óbvio que muitos portugueses já se deram conta disto. Chamo a atenção para as palavras do jornalista português Miguel Sousa Tavares, velho conhecedor e admirador do Brasil e da cultura brasileira, que escreveu um artigo sobre a comemoração dos 500 anos do Brasil num tom para nós impensável para quem carrega o fardo de “colonizador”.

Assim começa o seu artigo “Desculpem lá o Cabral:

“Tal como vejo as coisas, há duas atitudes habituais, do lado de cá, e ambas são causa de ilusões: uma, é a tal nostalgia imperial, que talvez seja uma fatalidade de quem algum dia foi Império, e que, na prática, se traduz em alguns desejos tidos como verdades de todos os tempos, tais como a ficção do “país-irmão” ou a presunção de que os brasileiros, só porque falam a mesma língua, hão-de gostar tanto de nós quanto nós gostamos deles; outra, é uma subserviência institucional perante o Brasil, da parte de alguns “abrasileirados oficiosos”

Logo depois diz o seguinte:

A questão próxima – as declarações de Caetano Veloso – é apenas um detalhe, mas o detalhe é elucidativo. Preparava-me eu, entusiasmado, para ir a correr comprar bilhete para o espectáculo de Caetano no Parque das Nações, quando dei comigo a pensar se estaria certo ir a um concerto comemorativo dos 500 anos da descoberta do Brasil, ouvir um brasileiro que afirma que “o que Portugal veio fazer ao Brasil foi sugar, sugar, sugar e matar índios.” Se isto é o que ele pensa que Portugal foi fazer ao Brasil, a pergunta óbvia é o que vem ele fazer a Portugal. E como é que nós nos sentiremos a aplaudi-lo no Parque das Nações? Eu sinto-me mal.” E assim encerra o grande jornalista e escritor da cidade do Porto: “Desculpem lá o Cabral, pá. Até dizem que ele não o fez de propósito…”

Qualquer bom entendedor percebe que o tom empregado pelo sr. Sousa Tavares é qualquer coisa menos típico de um “colonizador”. Não é, talvez, sequer o tom que se espere de um europeu e sem dúvida alguma não é o tom que um espanhol ou um inglês empregaria para comentar alguma impertinencia vinda de suas ex-colônias. É o tom de quem está magoado. É o tom de quem esperava uma coisa e recebeu outra, de quem, como ele mesmo diz, estava prestes a correr para ir comprar o bilhete como uma criança corre atrás dos amigos para jogar futebol e, de repente, dá-se conta de que ninguém quer brincar com ela. É o tom, enfim, do amor não correspondido. E este tom nos constrange. Nos deixa um tanto embaraçados. Nos deixa sem resposta. É como se, passeando numa praça qualquer, um desconhecido se aproximasse e declarasse, na nossa frente, que desde sempre seguiu nossos passos, desde sempre nos amou e agora está magoado porque não lhes demos atenção e a pouca que lhe damos é fria e protocolar. O que responder?

A questão recente do Acordo Ortográfico é fortemente elucidativa. Enquanto os brasileiros estão meio chateados com o fim da trema, os portugueses consideram esta reforma, que alterará 0,5% da grafia brasileira e quase 2% da portuguesa, nada menos do que um atentado à sua independência, uma atitude colonialista e fortemente imbuída de um plano de expansão do Brasil em território português. Nem é preciso dizer o quão engraçado é ver os papéis tradicionais sendo trocados e os portugueses agirem como se fossem uma pequena república sob as garras de um terrível e opressor império, como se fossem uma espécie de Cuba atacada pelo temível gringo ianque. E os gritos portugueses nem chegam até aqui: ninguém está sabendo que eles são contra o acordo e ninguém, ninguém,  rigorosamente ninguém, está interessado em modificá-lo por causa deles. Não há nada de altivo, sobranceiro e autoconfiante na atitude dos portugueses, nada do a mi no me importa dos seus vizinhos espanhóis, empregado tanto nas relações diplomáticas quanto na vida cotidiana. Há apenas o sentimento de rejeição, medo, amor não correspondido e ciúme – o sentimento de quem se importa e percebe que o outro lado não se importa.

 

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É de se notar, aliás, que nos últimos tempos a diplomacia portuguesa tem feito o possível e o impossível para tentar fazer o velho Portugal parecer um país moderno, cool e chique para os brasileiros. Em todas as entrevistas, os embaixadores portugueses dizem que não é mais possivel que os brasileiros continuem a ver os portugueses como o seu Manuel e a dona Maria e Portugal como o país do bacalhau, das padarias, de Nossa Senhora de Fátima e de prédios antigos prestes a desabar. Não creio que tenham conseguido grande coisa. Continuamos a prestar mais atenção em Joyce e Ian Curtis do que nos seus correspondentes lusitanos. Após constatar tudo isso, um professor português chegou a sugerir a estapafúrdia idéia de que a imigração brasileira para Portugal deveria ser facilitada a fim de que o país se tornasse mais interessante aos olhos da maior parte da população, como os EUA, por exemplo. Ora, é um claro indicativo de que os portugueses já não sabem mais o que fazer para conquistarem a nossa simpatia ou a nossa atenção. E já não sabem por que não têm a menor idéia de como conquistarem a nossa simpatia e a nossa atenção. Apesar de todas as novelas, de toda a música, de todos os livros, de todo o futebol, de tudo o que leva, enfim, a marca Brasil em Portugal ser amplamente conhecido do mais ignaro dos lusitanos, o fato é que eles, com tudo isso em mãos, não sabem o que falar e como falar com os brasileiros. A idéia que fazem do que é o Brasil, com toda a informação que têm a respeito de nós, simplesmente não bate com o que nós pensamos a respeito de nós mesmos. E talvez seja difícil para um português imaginar que, depois de quase duzentos anos de afastamento e de migrações de gente de todo o mundo (incluindo aí a construção de cidades à imagem e semelhança de suas terras natais), da Alemanha ao Japão, do Líbano à Itália, da Espanha à Coréia, da Rússia à Grã-Bretanha, o seu povo se tenha transformado em apenas um dos constituintes da nação brasileira, um entre muitos, sem distinção, sem especial carinho ou reconhecimento. Sem nenhum sentimento de irmandade. Um Manoel ou um Joaquim entre milhões de Fritzes, Helmuts, Giuseppes, Jacobs, Mohammeds, Farids, Johns, Josephs, Pablos, Leons e outros tantos que o Velho Mundo expulsou e  a doce terra brasileira recebeu, deu comida, abrigo e amizade.

Não conheço ninguém que tenha tratado essa questão melhor do que o ensaísta português Eduardo Lourenço em “A Nau de Ícaro”.  No seu ensaio elucidativamente intitulado “Nós e o Brasil – ressentimento e delírio”, Lourenço admite que “O discurso português sobre o Brasil, tal como uma longa tradição retórica e historiográfica recita e reescreve sem cessar, é uma pura alucinação nossa, que o Brasil – pelo menos desde há um século – nem ouve nem entende” e que “A autonegação ou denegação que a cultura brasileira faz de si mesma, ocultando, menosprezando ou, com mais verdade hoje, ignorando o seu nódulo irredutível e indissolúvel português (que, mais do que língua, quer ser memória, cultura, rito e ritual) é tão absurda e delirante como a fixação possessiva, o amor imaginário, que devotamos a um Brasil não por ser o que ele é, e o merecer naquilo que ele é, mas por julgarmos que os brasileiros se viem como continuação, ampliação e metamorfose nossa”.

Logo reconhece o óbvio, não sem alguma dureza:

“Que relação pode existir entre o imaginário de um povo de 10 milhões de habitantes, como Portugal, prisioneiro de mitos obsoletos – o Brasil é um deles – e o de um país de 150 milhões de almas, entre as quais se contam pessoas vindas da Itália, Espanha, Alemanha, Europa Central, Oriente Médio, Rússia ou Japão?”

Também duramente ele admite que:

“Sem intuito de escandalizar, os portugueses devem saber, perceber e até compreender que nós não somos um problema para o Brasil. Ou só o somos, negativamente, quando em momento de profundo ressentimento de imaginários pais mal-amados ou ignorados, cedemos à tentação de nos enervar com a desatenção brasileira a nosso respeito”.

Mais dura ainda é esta passagem:

“Os brasileiros nunca nos perdoarão o não terem tido um pai para matar, ou um pai digno de ser morto, como aconteceu com os colonos da Virginia para com a Inglaterra , com os indios do padre Hidalgo, ou com os soldados de San Martin e de Bolivar para com a Espanha (….) A infelicidade dos portugueses reside no fato de não poderem esquecer esse momento em que, tendo abandonado o porto de origem, se tornaram por força das circunstâncias, pequenos demais para os seu sonhos”.

Por fim, Lourenço deixa um recado aos portugueses:

“Para o nosso mútuo presente o que seria urgente era rever, de cabo a rabo, toda essa teia imaginária, hipócrita e nula nos seus efeitos que se acoberta sob o rótulo de relações culturais entre Portugal e o Brasil (…) Quanto a nós, o que nos cabe é estruturar, reforçar, conhecer cada vez melhor a nossa imagem, a maneira como somos vistos e percebidos, os limites do que somos e podemos esperar de nós mesmos e dos outros, em suma, autonomizarmo-nos como realidade história e anímica, para escapar com sucesso à galáxia familiar de um ressentimento e de um delírio identicamente indignos de um povo que é gente, história e sociedade organizada há oito séculos (…)”.

É claro que não falta no discurso do sr. Lourenço o mesmo ressentimento que ele tanto deplora em muitos de seus compatriotas. Nota-se claramente o mesmo desapontamento de Miguel Sousa Tavares e de todos os portugueses que confrontam esta mesma realidade, seja pessoalmente, em viagens ao Brasil (cada vez mais frequentes) seja através da Internet, a cada vez que colocam “Portugal” num motor de busca e se deparam não com um poema de Camões mas com uma infame piada ou o seu modo de ser, a sua cultura e a sua História como objeto de chacotas. De qualquer forma, é bom lembrar que estes textos foram publicados nos anos 90 e não creio que possam sofrer qualquer reparo. Nem mesmo a emigração desqualificada de brasileiros para Portugal – o que sempre mancha a imagem dos países – arrefeceu o estado de ânimo português para conosco: até nosso maior festival de rock foi comprado por eles, seus jovens falam “treta”, “ô meu”, “bacana”, “veado” e outras gírias nossas e na seleção portuguesa de futebol não faltam brasileiros, incluindo aí ídolos nacionais, tidos, havidos e tratados como autênticos compatriotas. Não serão essas contingências de ordem econômica que irão matar os mitos e os símbolos enraizados em uma cultura tão fortemente simbólica como é a portuguesa. Esquecer estas coisas não é algo próprio deles, mas sim de nós. Desconfio, porém, que o tempo – que, como Borges disse, também é esquecimento – nos mostrará que este apagamento progressivo da marca portuguesa no nosso imaginário será o maior e o mais grave de todos os nossos esquecimentos.

janeiro 15, 2009 Posted by | Geral | 3 Comentários

Um ano sem cigarros

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Fotos como essa levaram uma geração inteira a ser atraída pelo hábito de fumar. O cigarro era associado à beleza, charme e requinte. Confesso que  esta foi a motivação da adolescente que fui , nos idos da década de setenta. Além de achar bonito fumar, pensava que, a cada cigarro que acendia, estava transgredindo conceitos antigos. Com o tempo passei a ser dependente.

Como meu corpo aparentemente aceitou o  hóspede sem grandes restrições, segui fumando ininterruptamente por 36 anos. Ao subir lances de escadas notava que a respiração era difícil e ofegante, mas a fumante “esperta” driblava isso com paradas estratégicas entre andares.

O cheiro peculiar deixado após o fumo não era percebido pela viciada. Não era, portanto, um obstáculo para o vício continuar.

E segui com o hábito sem parar, de fumar pelo menos uma carteira diária de Hilton longo, Minister, Hilton curto e por fim o popular Carlton mesmo enfrentando toda sorte de resistências. Enfrentei inicialmente as tentativas persuasivas de meu pai que, dentro de sua perspectiva adoravelmente bem-humorada da vida, chegou ao ponto de colar cartazes nas paredes de seu escritório, na década de 80, anunciando ao mundo que sua filha havia deixado de fumar. Anos depois, enfrentei as manifestações não tão bem humoradas de filhos adolescentes enojados com o odor fétido com que eu impregnava a casa, sem o menor constrangimento. Enfrentei , até mesmo um pouco aborrecida, apelos e conselhos de amigos bem intencionados. Segui fumando e gostando muito até o dia 15 de janeiro de 2008, quando o médico Ricardo Billo da Silva, em consulta em emergência do hospital da Ulbra para tratar dor nas costas, conseguiu convencer-me por razões que não sei explicar, mesmo porque a dor aparentemente não tinha nada a ver com o hábito de fumar, como os exames demonstraram.

Parei e o que aconteceu depois é a razão principal desse post-testemunho. O que aconteceu depois não é contado pelos que apelam para que fumantes abandonem o vício. Deixar de fumar é encarado como algo que implica apenas força de vontade e “vergonha na cara”. Os ex-fumantes , na maioria das vezes, jactam-se de seu feito e passam a ser intolerantemente chatos com os fumantes. Deixar de fumar é apresentado como sendo entrada para um mundo maravilhoso. Nunca ouvi ou li nada que me preparasse para a verdadeira tortura física que é parar de fumar bem como para a necessidade de ter de enfrentar reações do sistema integrado que é nosso organismo. As reações emocionais eu sabia existirem porque são facilmente perceptíveis nos outros quando deixam de fumar. Mas as reações físicas somente são percebidas quando nossas ou se houver queixas alheias.

E porque entendo necessário alertar para as dificuldades enfrentadas por quem se dispõe a abandonar o cigarro? Talvez por desejar desestimular os candidato a ex-fumantes? Não, pelo contrário. Desejo que sejam bem sucedidos, enfrentando o inimigo com preparo para a batalha. O inimigo cigarro persiste em nosso organismo mesmo quando deixamos de tê-lo como companhia diária. Ele continua ali e pede mais companheiros. Pede não, exige, e não sendo atendido ataca com vigor. E o corpo sente com nervosismo, formigamentos no rosto, dores resultantes do endurecimento dos músculos pelo stress, palpitações, etc. Nada disso nos é alertado quando fazem campanhas para que deixemos de fumar. E por isso somos surpreendidos e capitulamos com tanta frequência.

Pois bem: passado um ano, a vontade de fumar persiste com vigor. O inimigo ainda é forte presença em meus pensamentos e meu corpo demonstra ainda sinais do quanto sente sua falta, mas resistirei. Não voltarei a fumar, pois subo escadas sem arfar, parei de tossir, minha pele melhorou, minha voz voltou a ser audível, não recendo mais a picumã e sinto mais energia.

Portanto, que os candidatos a deixar de fumar saibam que poderão haver reações variadas em seus corpos. E resistam, mesmo quando for forte a sensação de que estavam melhor nos tempos das tragadas constantes. Não estavam, apesar do inimigo fazer parecer que assim estivessem. Enquanto ele mina a nossa resistência, mascara nossos males e cria outros muito piores.

janeiro 15, 2009 Posted by | Geral | 4 Comentários

O Chelsea, hoje, é um time ruim

Isso mesmo. Não tem nada de absurdo na frase acima. O Chelsea, hoje, é um time ruim. Os amantes de Winning Eleven, Fifa Soccer e Football Manager podem chorar o quanto quiserem, mas esta é a verdade e dela não abro mão.

O jogo da tarde de hoje contra o Manchester United serviu para comprovar minha tese. Vejamos:

- Didier Drogba, outrora centroavante top do mundo, precisa reaprender a jogar. Após sua lesão jamais foi o mesmo.

- Anelka só Tupã explica como que é o artilheiro do campeonato.

- Joe Cole não joga bem desde a Copa de 2006.

- Ricardo Carvalho não é um grande zagueiro

- Bosingwa é um Paulo Sérgio com monocelha.

- Terry comete deslizes d….ok, aqui foi uma piadinha.

E no banco a situação não é nada boa não. As opções de Luís Felipe Scolari, um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro, são bastante ruins.

O 3 x 0 aplicado pelo Manchester saiu barato tamanha a diferença técnica das equipes.

janeiro 11, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Um cristão falando como cristão

Renato Raffaele Martino é um Cardeal da Igreja Católica, assessor do Papa Bento XVI e preside o Conselho de Justiça e Paz do Vaticano.

O alto dignatário da Igreja manifestou-se sobre a situação do povo que vive na Faixa de Gaza, face a ofensiva israelense no local.

Disse o cardeal que Gaza parece um grande campo de concentração e “na Terra Santa assistimos a um massacre contínuo, em que a maior parte das pessoas não participa, acabando por pagar o ódio de poucos com a sua vida”.

O Cardeal, com sua manifestação, justifica a existência da instituição a qual está vinculado e demonstra a necessidade de que esta seja forte e independente. Somente assim pôde assumir publicamente uma posição de acordo com o que foi pregado por um nativo da região onde, mais uma vez, inocentes são martirizados.

Aqui

janeiro 8, 2009 Posted by | Geral | 2 Comentários

Michel Alves trai o Juventude*

*Por Polentino

Não há o que reclamar da conduta de Michel Alves em sair do Juventude. Embora houvesse uma identificação grande do atleta com a fanática torcida alviverde e reconhecimento de seu talento, nem só de amor vive uma pessoa. O Juventude não podia mais pagar seu salário, tentou uma redução e sua permanência ficou inviável. Saiu e com uma certa razão.

MAS IR PARA O INTERNACIONAL, maior rival do Juventude e freguês tradicional vai contra qualquer princípio da decência e da responsabilidade. O clube que enfiou 8 gols em Michel Alves no Estadual do ano passado não tinha o direito de sequer sondar o goleiro futuramente. E não é que ele aceitou?

ESTÁ EXPLICADO O RESULTADO DA FINAL DO ANO PASSADO. O Juventude da final tinha:

- Michel Alves, que  é (era) muito mais goleiro que Clemer

- Uma defesa com Juan Perez que mostrava rigidez

- Lauro, o Highlander caxiense mostrava por quê deveria ter sido titular da Copa de 98

- Márcio Goiano,  eleito por alguns o melhor lateral-esquerdo da temporada

- Ivo, provavelmente, a revelação do Estadual

- E finalmente Mendes. O melhor centroavante que jogou no Rio Grande do Sul nesta década

Com este esquadrão o Juventude levaria 8 gols de um adversário liderado por um ex-jogador como Fernandão? De forma alguma. Juventude é tradição. Polenta vinho e Sagu. E dá-lhe Ju.

Ficou evidente com as explicações acima a superioridade do Juventude sobre o Internacional. E em campo também: até esta final, tinhamos vencido o pequeno colorado três vezes, com direito a créu no Jaconi e festa no Beira-Rio. E o fatídico jogo ia pelo mesmo caminho, afinal foi muito parelho, de chances iguais para os dois lados e definido em poucos detalhes. A arbitragem prejudicou o Juventude, como sempre. Mas não seria o suficiente para abalar os ânimos caxienses. Mas a ida de Michel Alves para o Internacional, na atual temporada, explica tudo.

O CAMPEONATO ESTADUAL DE 2008 ESTÁ SOB SUSPEITA.

*Polentino, pelo que consta, é leitor assíduo do Blog Perspectiva e juventudista fanático. Seu trapo de Michel Alves queima neste instante.

janeiro 8, 2009 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Beijinho Doce

A músicaBeijinho Doce cantada pela  malvada Flora, interpretada pela maravilhosa atriz Patrícia Pillar  na novela a Favorita evoca a dupla que a personagem fazia com Donatela( Claúdia Raia).

Será por acaso que a dupla sertaneja que cantava a música na década de 50 no filme” Aviso aos Navegantes” era composta por uma loira(Eliana) e uma morena( Adelaide Chiozzo)?

O vídeo nos remete  a um Brasil retratado pelas chanchadas da Atlântida,totalmente diferente do que conhecemos atualmente.Reparem no sotaque caricatural caipira que as cantoras/atrizes certamente não tinham e utilizaram na cena.

Confissão: Fiquei com muita vontade de assistir “Aviso aos navegantes”.

Clique aqui

janeiro 7, 2009 Posted by | Geral | Deixe um comentário

Herrera – O quase gol?

Tenho lido várias colocações, tanto da imprensa quanto de torcedores no orkut, sobre a passagem de Herrera pelo Grêmio, em 2006, e sobre sua possível volta 2009. MUITOS afirmam que  o “Herrera do Corinthians” serve, enquanto o “Herrera de 2006″ era um lixo, um quase-gol, etc, etc.

Me espanta o fato de que os próprios gremistas se deixem levar pela imprensa que, quando da chegada de Herrera ao Corinthians, simplesmente ignorou que o argentino foi o artilheiro do time do Grêmio em 2006. Pelo que recordo, foram 2 gols na Copa do Brasil,  2 no gauchão e 9 no Campeonato Brasileiro.  Fica evidenciado que o jogador demorou um tempo até se adaptar totalmente, mas, na metade do Campeonato Brasileiro já se mostrava completamente ambientado.

Gostaria que os gremistas se esforçassem um pouco mais para lembrar dos acontecimentos de dois anos atrás, ao invés de simplesmente repetirem o que leêm nos sites esportivos. A imprensa nacional, como de costume,  simplesmente ignorou o bom momento vivido por Herrera no Grêmio e enalteceu apenas sua passagem pelo Corinthians. Achei que ao menos os gremistas contestariam esta posição claramente tendenciosa.

janeiro 6, 2009 Posted by | Esportes | 1 comentário

Reforma ortográfica – meu protesto particular

Como não pretendo sujeitar-me a seguir regras que não condizem com o bom senso como a ausência de acento diferencial em pára (do verbo parar) e para (preposição) , escrever “jibóia, como se tivesse um som fechado e aceitar que cinqüenta seja escrito sem a trema, comunico a todos que ignorarei a reforma ortográfica. Considero que é inútil e prejudicial, eis que será, por exemplo, extremamente difícil convencer uma criança que “idéia” , com seu som escancaradamente aberto, seja escrito “ideia”.

Não aceitarei algo que ofende minha inteligência e desafia a simples lógica.

janeiro 5, 2009 Posted by | Geral | 5 Comentários

No aguardo, ainda

Os gremistas não estão satisfeitos com a atual direção do clube. Os reforços trazidos pouco empolgam:

– Alex Mineiro, o principal, trouxe como carga Fábio Ferreira que fracassou no Corinthians. E tem aquela questão da idade…

– Fábio Ferreira …

– Fábio Santos, que teve um início promissor no São Paulo no início desta década e depois sucumbiu

– Rafael Marques, uma incógnita

– Diogo, rebaixado pelo Figueirense

– Ruy, que apesar de muitas críticas, conta com o apoio do autor deste post.

Herrera está esbarrando em detalhes e não se fala em mais ninguém.

O time atual é de Campeão de Libertadores?

janeiro 5, 2009 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Sem olhos em Gaza

“Sem olhos em Gaza,no moinho com os escravos”: assim o poeta inglês John Milton descreve Sansão, o herói bíblico, no capítulo “Sansão , o que agoniza”, do livro “O Paraíso Reconquistado”. Ali Sansão está preso, trabalhando como escravo num moinho, cegado pelos filisteus após a traição pela sua amada Dalila. A cegueira é uma desgraça, sem dúvida, mas não tão grande quanto outra que ele assim descreve: “Estar cego e entre inimigos é ainda pior do que as correntes”.

Sansão foi cegado para pagar por um crime e colocado como escravo de forma humilhante. Só isto já é suficiente para despertar a nossa indignação de Ocidentais civilizados. O que dizer então de um povo que, sem ter cometido crime algum a não ser muito simplesmente existir, foi colocado sob ferros num cubículo onde mal podem se locomover e, quando alguns malucos entram em desespero e cometem crimes (aliás condenáveis), este povo ainda é bombardeado, assassinado cruelmente, destruído?

Quisera os palestinos estarem na situação de Sansão. Pelo menos saberiam a razão pela qual estão ali, presos, sob ferros, sem olhos em Gaza.

janeiro 3, 2009 Posted by | Política | Deixe um comentário

Gaza – chega de massacre

Recebemos  email do ex-deputado Cezar Busatto conclamando a mobilização pelo cessar fogo em Gaza, dando término ao massacre perpetrado contra o povo palestino.

A pertinência da causa e a reconhecida honorabilidade do remetente nos levaram a, sem pestanejar, assinar virtualmente o documento. Aliás, se dúvidas houvessem, bastaria uma rápida olhada nas páginas da revista Veja desta semana para que imediatamente buscássemos formas de manifestar repúdio contra os crimes que estão sendo praticados por Israel na Faixa de Gaza.

Abaixo reproduzimos o texto que circula pela rede e o link onde pode-se manifestar apoio à mobilização pelo cessar fogo.

Caros amigos,

Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito.

É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional.

Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado emergencial e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece:

Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária.

Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir.

Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz.

Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência.

Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: ); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.

janeiro 3, 2009 Posted by | Geral | 1 comentário

Honestidade

Véspera de Natal, lojas cheias com  funcionários extremamente cansados e altamente propensos a cometer erros.

Na longa fila do caixa uma senhora estava na minha frente e quando chegou sua vez de ser atendida impugnou o valor cobrado pela “caixa” argumentando ser inferior ao que havia previamente somado. Constatado o equívoco, com omissão de uma mercadoria que já estava na sacola pronta para ser entregue.Após isso, discretamente a senhora retirou-se da loja, sem alardear sua honestidade. Ficou evidente que aquele comportamente faz parte de seu cotidiano.

E fiquei refletindo sobre esses milhões de honestos anônimos que não avisam a mídia sobre seu comportamento pois certamente tem a consciência de que fazem simplesmente sua obrigação.

dezembro 30, 2008 Posted by | Geral | Deixe um comentário

Desculpas dos perdedores de Winning Eleven

Créditos para o Orkut.

1> Também, tu é viciado…
2> Po, o meu uniforme tá confundindo…
3> Essa bola confunde com o campo…
4> Tu tem video-game e pode joga todo dia, eu não.
5> Faz um tempão que eu não jogo…..
6> Esse controle tá com defeito…
7> Esses jogador são uns merda, não fazem nada direito
8> Porra fulano (jogador do time) como é que tu me perde um gol desse!!
9> Teu time é bem mais forte que o meu!!
10> Gol cagado.
11> Não gosto de jogar essa merda.
12> Tu edito os jogadores.
13> Porra… tu faz manha né.
14> Não to inspirado hoje…
15> O sol bateu na minha cara.
16> Arrumei meu time mal.
17> O P1 sempre ganha.
18> Aff, o analógico tava ligado.
19> O Play é teu…
20> Essa TV é uma merda.
21> O juíz é ladrão.
22> Tu pago o juíz.
23> Lá vem tu bota essas “manha”.[enquanto tu tá ajeitando o time antes do jogo ou durante]
24> Goleiro viado, filho da puta, frangueiro.
25> Zaga de merda.
26> To de zuera, deixei tu ganha…
27> As setinha do meu time vieram zuada.
28> Peguei o time errado.
29> Essa câmera é horrível.
30> Esse teu jogo é diferente do meu, é impossível faze gol.
31> Os jogador não correm.
32> Essa minha dupla é uma merda. 33> O botão tava emperrado.
34> Machuquei meu dedo ontem, não ta dando pra joga direito.
35> É que eu jogava FIFA, dai os botão eram diferente.
36> Também né, com o play aceitando o drible “raio X” fica fácil.
37> Aff, os teus zagueiro correm o dobro dos meus atacante.
38> Tá muito barulhento aqui, não consigo me concentra.
39> Tu tá de frente pra Tv, eu to todo torto aqui.
40> Não sei joga com narração.
41> Só sei joga no PC.
42> Não jogo com controle, só de teclado.
43> Sim né, tu fica apertando “START” toda hora.
44> Aff, 5 minutos? Só jogo com 10.
45> Mal encostei no cara e já é falta![após uma voadora de dois pés na cabeça]
46> Eu apertei pra esse lado mas o goleiro foi pro outro![num pênalti]
47> Tu fica mudando o cobrador toda hora.
48> Aff, tu só faz essa jogada.
49> Quando sair essa minha urucabaca a gente joga.
50> Também né, com 1 expulso é impossível ganha um jogo.
51> Eu to de visita na tua casa e ainda pego o pior controle? Aff!
52> Deu sorte.
53> To com sono.
54> Tu só joga com esse cara, passa porra!
55> Peguei esse time podre só pra fica zuando.[jogando com o barcelona]
56> Tava impedido!
57> Putz, esqueci de ajeita meu time.
58> Aff, não vale marcação né.
59> Não sei joga com chuva.
60> Tava com vontade de ir no banheiro.
61> O jogo ta desatualizado!
62> Fora de casa eu sempre perco.
63> Sem torcida não dá.
64> Tá, vo começa a joga agora.

dezembro 30, 2008 Posted by | Alívio Cômico | 2 Comentários

O Perea do Milan

O balanço de 2008 do clube italiano Milan mostra que o principal goleador do time é também o mais novo: o brasileiro Alexandre Pato, de 19 anos, que marcou 17 gols. A informação é da agência de notícias italiana ?Ansa?.

Atrás de Pato aparecem Kaká (15 gols), Inzaghi (14 gols) e Ronaldinho Gaúcho (9 gols), segundo os dados publicados no balanço anual do site do Milan.

O clube informou também que desde janeiro deste ano, quando Pato começou a se apresentar oficialmente nas partidas do Milan, o brasileiro jogou 2.560 minutos, o que garante uma média superior a um gol a cada duas partidas completas.

O Milan disputou 50 partidas oficiais em 2008, das quais venceu 28, empatou 11 e perdeu 11. Ao todo, foram 87 gols marcados contra 54 gols sofridos.

globoesporte.com

dezembro 30, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Herrera voltando para o Grêmio

Especula-se na imprensa gaúcha a volta do argentino Germán Herrera ao Grêmio, onde jogou e foi muito bem sucedido no ano de 2006. Para quem não lembra, apesar dos esforços de Paulo Odone e do apelo da torcida, o jogador não pôde ficar para a disputa da Libertadores de 2007 porque o Grêmio não conseguiu competir com Real Sociedad e o Euro em alta. Saiu Herrera e desde então o Grêmio não teve um atacante que agradou os olhos da torcida.

A volta do atacante significaria muitas coisas positivas. A primeira é que se tudo correr bem, Edixon Perea não passaria de auxílio moral ao grupo. Em segundo lugar, seria um acréscimo de qualidade a um ataque colocado sobre dúvidas: Alex Mineiro, contratação de impacto, teve uma queda brutal de rendimento no fim da temporada. E a terceira é de que se trata de um pequeno ídolo da torcida.

O Blog Perspectiva APROVA a contratação de Germán Herrera. E nossos leitores bem sabem, esta aprovação não é pouca coisa.

dezembro 30, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

O Natal do velho Dickens

Neste dia em que armamos nossos pinheiros num canto da sala,decoramo-los com bolinhas e bonequinhos, armamos um presépio ao seu pé e desejamos uns aos outros o melhor que podemos imaginar peço que o leitor faça um pequeno exercício mental e imagine, por um momento, uma época em que nada disso existia. Uma época em que a comemoração do dia do nascimento do menino Jesus não envolvia sorrisos, abraços em família, brindes e grandes jantares em longas mesas, de onde, à meia-noite, saem as crianças em disparada em direção à árvore para procurar os seus presentinhos daquele ano. Difícil, não é? Fomos – a maioria de nós, pelo menos – criados para acreditar que o Natal é isto e que o espírito natalino, além de existir, consiste nesta reunião de pessoas dispostas a desejar umas às outras dias e vidas melhores. Imaginamos, então, que isto tem sido assim nos últimos dois milênios e que os primeiros cristãos, por viverem em um local onde não havia pinheiros, faziam suas arvorezinhas de Natal com oliveiras e seus presépios com bonecos de argila retirada das praias do Mediterrâneo. Imaginamos com tanta certeza que é impossível imaginar outra coisa. Não dá, hoje, para pensar em Natal sem esses pequenos detalhes.

Porém, este Natal sem pinheiros, presépios, sorrisos e presentinhos existiu e não faz tanto tempo assim. Era uma festa sóbria, bonita, talvez, mas sem grandes encantos ou grandes expectativas por parte das crianças e menos ainda dos adultos, que comemoravam a chegada do Deus que se fez homem por amor a nós e que morreu para nos salvar com o respeito compungido de quem agradece uma vida de sacrifício. A Páscoa, que lembrava a crucificação, tinha o mesmo clima um tanto soturno. É claro que os homens desejavam um Feliz Natal uns aos outros e que os melhores sentimentos cristãos eram lembrados, mas este “Feliz Natal” talvez não quisesse dizer o mesmo que as atuais “Boas Festas”, mesmo porque não havia propriamente uma festa relacionada à data. As ruas não se enchiam de enfeites. As portas das casas não ostentavam coroas. As lojas não contratavam Papais Noéis para oferecem balas às crianças e os pobres pais não colocavam barbas nem roupas vermelhas para darem presentes aos filhinhos. A noite do dia 24 de dezembro era passada com um jantar especial, talvez uma oração e depois cama. Sem muita história. Sem muita magia.

O senhor Charles Dickens, nascido em Portsmouth, em 1812, passou muitos natais assim. Ou melhor: passou muitos natais bem piores do que estes. Desde os 14 anos de trabalhar, e trabalhar duro, para poder sobreviver na Inglaterra dos começos da Revolução Industrial, quando leis trabalhistas, sindicatos, medidas de proteção social e outras cositas más não eram sequer sonhadas pelos trabalhadores. Seus natais eram cheios de incertezas, dívidas não pagas, dinheiro faltando e perspectiva de um ano nada agradável. Quando chegou à idade adulta, Dickens começou a escrever para jornais e publicou alguns romances, elogiados pela crítica mas sem grande sucesso comercial. Ser escritor já era, desde aquela época, ofício para quem tem outro emprego. As histórias de Dickens criticavam a situação humilhante em que viviam os trabalhadores da Inglaterra, a fria indiferença dos habitantes das grandes urbes para com o próximo em necessidade e todas as coisas que o nascente capitalismo moderno fazia com as pessoas. Eram em boa parte autobiográficas e não deixavam de ser uma libertação de demônios com os quais o escritor teve de conviver desde pequeno, mas também resultavam da observação arguta sobre a condição de vida da maioria dos seus compatriotas. Era uma quase obsessão para Dickens, o tema da pobreza. Até que, em 1843, resolveu aparentemente deixar esse tema de lado e investir em outro. Lançou Canção de Natal, seu livro mais conhecido.

Não é preciso falar muito da história. Canção de Natal teve nada menos do que 200 adaptações para o cinema, incontáveis versões em quadrinhos e figura na lista de qualquer biblioteca infantil que se preze. Foi traduzido para quase todas as línguas conhecidas. O tema do Natal caiu muito bem para a época, que começava a comemorar comercialmente a data. Caiu tão bem que o livro de Dickens fez um sucesso gigantesco, como provavelmente nunca um outro livro havia feito na Inglaterra: o mercado consumidor livreiro não existia antes do século XIX e nem as edições com tantas tiragens, fruto direto da ocupação maciça das cidades registrada na época. Dickens aproveitou bem o momento – mas o momento tambem se aproveitou bem de Dickens. Mesmo nestas latitudes meridionais, onde o Natal é a época do calor e não da neve, a comemoração do Norte da Europa penetrou através da leitura de A Canção de Natal. Tão lido foi A Canção de Natal que, a partir de então, a data virou sinônimo daquilo que sempre deveria ter sido – um ritual de passagem.De repente, todos nós passamos a ser Velhos Scrooges que, visitados por três espíritos de Natal, somos convocados a mudar radicalmente de vida antes que seja tarde demais. A generosidade do velho sovina depois de ver que sua vida estava sendo gasta com preocupações mundanas é expressa nos presentes que, uma vez por ano, os pais dão aos filhos e os jantares que as famílias dão umas às outras, comemorando alegremente o momento. Talvez algo do aspecto formalmente religioso se tenha perdido com isto. Nem todos rezam ao pé da árvore e são poucos os que vão à missa após as comemorações. Dickens tirou um pouco de religião do Natal com sua historinha para embalar sonhos de crianças. Mas colocou em nosso coração a idéia profundamente cristã de que o dia 25 de dezembro é capaz de mudar a vida de qualquer pessoa porque foi este dia que mudou para sempre a história da Humanidade.

dezembro 24, 2008 Posted by | Literatura | Deixe um comentário

Madonna no Brasil – vídeos

Abaixo, alguns vídeos postados por pessoas que foram aos shows da cantora.

You Must Love Me – SP, 18.12.2008

Like a Virgin – SP, 18.12.2008

Give it to me – RJ, 15.12.2008

Like a prayer – RJ, 15.12.2008

Vogue – SP, 20.12.2008

You must love me (passagem de som) – SP, 21.12.2008

Don’t cry for me São Paulo (passagem de som) – SP, 21.12.2008

Volta logo, Madonna! :)

dezembro 22, 2008 Posted by | Mundo pop | Deixe um comentário

Dia diferente no Banco

Ter de ir a uma agência bancária 2ª feira pela manhã faz o cidadão mentalizar antecipadamente que irá ter de enfrentar momentos tediosos, sem nada que proporcione satisfação. Assim iniciei minha semana natalina. No entanto, tive a ventura de escolher a agência Boqueirão/Canoas  da Caixa Econômica Federal, que completou dois anos no dia 21 passado. Para minha  surpresa, quando ingressei no local, às 11 horas em ponto, funcionários e clientes cantavam o “Parabéns a você”  e um imenso bolo azul nos aguardava servido inicialmente  pela gerente da agência e depois por outros funcionários. Todos recebemos fatias companhado por chá. Era bonito de ver a expressão das crianças que ali estavam, recebendo o bolo azul.

A comemoração realizada da maneira informal, desprensiosa mas sincera,  fez com que o ambiente no local ficasse leve.Os clientes iniciaram a semana de uma maneira boa. Percebia-se nas pessoas o resultado da gentileza recebida. Porque o fundamental era isso, a maneira como a comemoração foi feita.

Sensibilidade, mesmo no exercício de uma das tarefas onde menos se espera encontrar esta qualidade, foi o que a gerente Clair demonstrou frustrando minhas previsões de um início de semana tedioso dentro de uma agência bancária. Que o exemplo frutifique.

dezembro 22, 2008 Posted by | Geral | 1 comentário

Participações em Libertadores de Brasileiros

Tempo de ausência dos clubes brasileiros (calculados apenas os que já participaram e o tempo em que deixaram de disputar)

Créditos para Kamarao, do Fórum Uol Jogos

[41 anos] Náutico (1968-atualmente)
[25 anos] Bahia (1964-1989)
[23 anos] Bangu (1986-atualmente)
[23 anos] Botafogo (1973-1996)
[23 anos] Fluminense (1985-2008)
[21 anos] Guarani (1988-atualmente)
[21 anos] Sport (1988-2009)
[19 anos] Atlético Mineiro (1981-2000)
[19 anos] Santos (1965-1984 e 1984-2004)
[18 anos] Coritiba (1986-2004)
[17 anos] Criciúma (1992-atualmente)
[17 anos] Cruzeiro (1977-1994)
[15 anos] Palmeiras (1979-1994)
[14 anos] Corinthians (1977-1991)
[13 anos] Internacional (1993-2006)
[10 anos] São Paulo (1994-2004)
[09 anos] Flamengo (1993-2002)
[09 anos] Juventude (2000-atualmente)
[08 anos] Vasco (1990-1998 e 2001-atualmente)
[06 anos] Grêmio (1984-1990)
[06 anos] Paysandu (2003-atualmente)
[05 anos] São Caetano (2004-atualmente)
[04 anos] Atlético Paranaense (2005-atualmente)
[04 anos] Santo André (2005-atualmente)
[03 anos] Goiás (2006-atualmente)
[03 anos] Paulista (2006-atualmente)
[02 anos] Paraná (2007-atualmente)

Número de participações (já 2009)

[14] Palmeiras
[14] São Paulo
[12] Grêmio
[11] Cruzeiro
[10] Santos
[09] Flamengo
[07] Corinthians
[07] Internacional
[07] Vasco
[04] Atlético-MG
[03] Atlético-PR
[03] Bahia
[03] Botafogo
[03] Fluminense
[03] Guarani
[03] São Caetano
[02] Coritiba
[02] Sport
[01] Bangu
[01] Criciúma
[01] Goiás
[01] Juventude
[01] Náutico
[01] Paysandu
[01] Paulista
[01] Paraná
[01] Santo André

dezembro 22, 2008 Posted by | Esportes | 10 Comentários

Cajun

Qualquer visitante que atravessasse os EUA de cabo a rabo no início do século XX diria que aquele imenso país nada mais era do que uma reunião de pequenas nações reunidos por força das armas, mais ou menos como a China ou a Rússia. Não parecia haver grande identidade interna entre as dezenas de estados e territórios que compunham o país. O termo “Estados Unidos da América do Norte” não significava nada: tratava-se de um país sem nome, um aglomerado de tradições e pequenas nações crescendo paralelamente umas às outras com comunicação ocasional e superficial.

Na Pensilvânia, a maior parte da população falava alemão. No Nordeste do Canadá falava-se o gaélico. Na Flórida, em partes do Texas e no Sul da Califórnia, o espanhol. Nas ilhas da costa sudeste, o “gullah”, língua africana próxima do iorubá. Nos estados do velho Sul, então, a situação era praticamente insustentável: num raio de cinquenta quilômetros o viajante poderia passar por vilarejos onde se falasse o inglês dos “rednecks”, o espanhol, o alemão, o inglês falado pelos negros (que só eles mesmos entendiam) e o cajun.

E o que era esse cajun? Primeiro, é preciso falar um pouco da origem do termo. “Cajun” é a corruptela inglesa de “Acadian”, termo utilizado para denominar os franco-canadenses expulsos da região de Acadia, Norte do Canadá, e emigrados para a Louisiana para fugir da perseguição do governo britânico. Lá encontraram uma já grande comunidade francófona (boa parte do Sul dos EUA foi colonizada por franceses) e se adaptaram facilmente ao local, que também contava com uma enorme população negra. Com eles, trouxeram violões, banjos, acordeões, violinos e triângulos e uma das tradições musicais mais interessantes e menos conhecidas do mundo: a da França, mais precisamente do Norte Francês (Bretanha e Normandia), de raízes celtas e germânicas, como as do Norte de Portugal e da Espanha, da Escócia e da Irlanda. Boa parte do que conhecemos hoje como música americana se deve à contribuição “cajun”. Quem quiser, pode conferir nestes vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=WTO7pyo_Hnk

http://www.youtube.com/watch?v=YPHNuaR0a2s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I

http://www.youtube.com/watch?v=pGvci6EsFj8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=1LwJy2TOWgs&feature=related

dezembro 20, 2008 Posted by | Música | 1 comentário

Tabelas das oitavas-de-final da UEFA Champions League

24 de fevereiro
Chelsea x Juventus
Panathinaikos x Villarreal
Bayern de Munique x Sporting
Atlético de Madri x Porto
Lyon x Barcelona
Real Madrid x Liverpool
Arsenal x Roma
Inter de Milão x Manchester United

11 de março
Juventus x Chelsea
Villarreal x Panathinaikos
Sporting c Bayern de Munique
Porto x Atlético de Madri
Barcelona x Lyon
Liverpool x Real Madrid
Roma x Arsenal
Manchester United x Inter de Milão

dezembro 19, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

Betty Lago e Madonna

Em outubro deste ano a atriz Betty Lago comentou no programa “Saia Justa” sobre sua  ida ao show de Madonna em NY. Vamos, então, comentar alguns trechos do que foi dito pela atriz, que nem esperou o show chegar ao Brasil para assisti-lo :

“Madonna é uma burocrata da música” (…)”Na terceira música você fala ‘posso ir embora'”

Impressiona o fato de alguém que, aparentemente, sentiu-se TÃO entediada ao assistir o espetáculo, garantiu sua presença no show que será realizado logo mais no Rio de Janeiro. Betty Lago deve, realmente, ser uma pessoa facilmente “entediável”, afinal, se dar o luxo gastar mais de R$100,00 para REVER um show que, segundo a própria, se esgota logo na terceira música? Se o show de Madonna (para Betty Lago)  é um tédio, a vida da atriz fora dele deve ser ainda mais tediosa.

(quando perguntada se gosta de Madonna) “Se eu gosto? Eu acho ela uma artista interessante. Se ano que vem ela tocar lá de novo eu vou, porque você vai ao Madison Square Garden, você encontra um monte de gente interessante, você sai na rua e está em NY.”

Querida Betty, não precisa fazer este imenso sacrifício para desfrutar de NY. Você pode, simplesmente, ir à cidade, sem necessidade de gastar dinheiro em um show tão burocrático.

(quando Maitê Proença fala que quem vai assistir Madonna verá novidade) “não, você não verá novidade. (…) Não vai te chocar. Não é mais, já era.”

A atriz afirma, com convicção, que Madonna não tem mais capacidade para chocar. Fica a dúvida: Madonna que se tornou entediante e previsível? Ou foi Betty Lago que, sem perceber, tornou-se incapaz de se chocar e impressionar com um show pop?

O que me parece é que a atriz se tornou rabugenta demais para, pura e simplesmente,  se divertir em um show.

Cara Betty, não há problema algum em somente aproveitar um show, viu? Não é necessário fazer análises profundas ou desdenhar para soar “cool”. Não precisa ter vergonha de admitir que você é fã da Madonna.

dezembro 14, 2008 Posted by | Mundo pop | 2 Comentários

Entrevista de Kroeff em Zero Hora

O novo presidente do Grêmio, Fernando Kroeff, concedeu sua primeira entrevista como tal neste domingo, para o jornal gaúcho Zero Hora. Entre tantas frases que proferiu, destaco uma:

“Não quebrarei o Grêmio para me consagrar. Tem dirigentes que fazem isso. Não faço de jeito nenhum porque sou gremista de verdade. Sei que é preciso ousar um pouco, senão não ganha nada. Ousarei na altura do limite.

Certo, Duda. Não deve fazer isto de forma alguma, assim como Cacalo, um dos seus maiores cabos eleitorais, fez com o Grêmio no fim da década de 90. Felizmente foste tu quem assumiu o Grêmio e não aceitará que façam com o clube o que dirigentes como Cacalo fizeram porque a administração do clube cabe a ti.

dezembro 14, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Como é chato dezembro

Em termos de futebol. Fim de semana chega e nada de jogo. Quarta de noite, filme ruim na Globo. Durante a semana os comentaristas, coitados, ficam divagando sobre os boatos ridículos que criam nos clubes.

É chato o mês de dezembro para os aficcionados por futebol.

dezembro 14, 2008 Posted by | Esportes | 1 comentário

ATO DE ALERTA NO CALÇADÃO DE CANOAS

O  Projeto Arroio Araçá convida os interessados na preservação do meio ambiente em Canoas/RS para que participem amanhã , sexta-feira -12/12,das 13:00h às 18:00h e sábado 13/12- das 09:00h às 12:00h de  ATO DE ALERTA no Calçadão de Canoas. O objetivo é alertar sobre as condições ambientais da cidade e  em prol da adoção urgente de políticas públicas concretas e eficazes para preservação do que ainda resta.

Segundo os organizadores “O Arroio Araçá é o símbolo dessa luta, pois nasce na Fazenda Guajuviras e sofreu com o desmatamento da área,atravessa a cidade recebendo nosso esgotoe sua foz é no Arroio das Garças,onde a poucos metros acima se encontra o ponto de coleta d´água da CORSAN.”

A inércia permitiu que a situação ficasse como está atualmente, então é hora de tentar reverter o quadro de degradação ambiental da cidade.

dezembro 11, 2008 Posted by | Cidade dos Tocos, Ecologia | 1 comentário

Caem as chances do Grêmio na Libertadores 2009

Celso Roth renovou.

dezembro 11, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grêmio Campeão do Mundo – 25 anos

A história de como um clube gaúcho conquistou pela primeira vez o  título de Campeão do Mundo está contada no link abaixo.

Grêmio Campeão do Mundo – 1983

Parabéns, Grêmio Foot-Ball Portoalegrense pela passagem do Jubileu de Prata da conquista do Mundial Interclubes!

dezembro 11, 2008 Posted by | Esportes | Deixe um comentário

Grêmio campeão do mundo – O adversário

Porto Alegre, 25 de outubro de 1983. Faltava pouco mais de um mês para o Grêmio enfrentar o Hamburgo pelo Mundial Interclubes. A Zero Hora daquele dia noticiava que o ponta-direita Renato Portaluppi, grande revelação do clube, titular da seleção brasileira com apenas 21 anos e destaque na conquista da taça Libertadores da América, ameaçava deixar o Olímpico por divergências com a direção. “Até dinheiro me devem”, dizia o jogador.

Felizmente,como todos sabemos, Renato não deixou o Olímpico, principalmente pela intervenção sempre sábia do presidente Fábio Koff, “O Grande”, que conversou com o jogador e acertou as coisas pouco antes do Mundial. Há poucos dias, numa entrevista à ESPN, Renato contou que o Grêmio havia lhe multado em 40% do salário. O jogador fez então uma proposta a Koff: se ele não fizesse nenhum gol no Mundial, aceitaria a multa. Se ele fizesse um gol, ganharia 40% de aumento. Se fizesse dois gols, ganharia 80%. O resultado todos sabemos. Renato ficaria mais três anos no clube, seria vice-campeão da América em 1984 e bi-campeão gaúcho em 85 e 86. E naquele dia 10 de dezembro de 1983, seria o principal nome do jogo.

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Quem nasceu em 1983, como eu, tinha sempre uma resposta que encerrava qualquer discussão com os colorados: “O Grêmio é campeão do mundo”. Quando o time caiu para a Segunda Divisão, em 1992, lembro de ouvir todo o tipo de piada dos primos colorados, campeões da Copa do Brasil no mesmo ano. Ingênuo, fiquei triste na hora e falei para o meu pai: “É, pai, acho que o Inter é mesmo melhor que o Grêmio”. Ao que ele respondeu: “Filho, o Inter nunca vai ser melhor do que o Grêmio”. “Por quê, pai?”. “Porque o Grêmio é campeão do mundo. E eles não”. Como por passe de mágica, o sorriso voltou ao rosto do menino gordinho de 9 anos. Então nós somos campeões do mundo? Como não há nada maior que ser campeão do mundo, então não tem mesmo como o Inter ser melhor que o Grêmio! E essa virou a minha resposta para as provocações vermelhas.

Mas aí vinha um primo colorado particularmente chato, seis anos mais velho, que dizia para o então menino de nove anos: “É, o Grêmio foi campeão do mundo porque jogou com o Hamburgo, um time horroroso que além de tudo foi para Tóquio com os reservas”. Ouvi essa mesma história trezentas vezes. No rádio, colorados históricos e histéricos a repetiam sempre. Creio que não há gremista que não a tenha escutado pelo menos uma vez na vida. Ela tem variações, como a de que a Juventus foi a legítima campeã da Europa de 1983 e que se recusou a disputar o Mundial, de que o Hamburgo foi para Tóquio no dia do jogo e nem treinou, que levou apenas 14 jogadores ou que nem levou os reservas, que tinham tomado todas na noite anterior e entraram de porre em campo, enfim – que o Grêmio jogou contra onze mortos e que só por isso foi campeão. Apesar da inveja óbvia, a dúvida permanecia: será mesmo que a final com o tal de Hamburgo foi mesmo uma marmelada?

Primeiro, é preciso lembrar da final da Copa dos Campeões de 1983, que levou o Hamburgo ao Mundial. Essa informação acaba com a tese de que a Juventus de Turim foi campeã daquele ano: o Hamburgo venceu a final em Atenas, na Grécia, por 1 x 0, gol do meio-campista Magath, astro da seleção alemã bi-vice-campeã do mundo em 1982 e 1986. É bem verdade que a Juventus era a favorita ao título daquele ano,e e não poderia ser diferente: Zoff, Gentile, Brio, Scirea, Cabrini, Bonini, Michel Platini, Tardelli, Boniek, Bettega e Paolo Rossi formavam um dos maiores times da história do futebol europeu, tanto que viria a ser campeã européia dois anos depois e seria a base da seleção italiana campeã do mundo de 1982. Dificílimo ganhar deles.

E o Hamburgo? Será que era apenas um representante daquele típico futebol de resultados dos alemães, simples porém eficiente, sem estrelas, finalista da Copa por acaso? Não exatamente. Se é certo que o Hamburgo jogava duro, como todo time alemão, também é certo que tinha grandes jogadores. O goleiro, Stein, era uma grande revelação do futebol alemão e seria reserva do mítico Schumacher na copa de 86 . O lateral-direito, Manfred Kaltz, jogou duas copas do mundo pela seleção alemã (78 e 82) e sempre de titular: é até hoje considerado um dos maiores nomes da posição em seu país. A zaga titular (Jakobs e Hieronymus) jogou as copas de 82 e 86. O meia Rolff jogou a copa de 86 e o já citado Felix Magath, titularíssimo nas copas de 82 e 86, jogador de técnica refinada e criatividade, é considerado um dos maiores jogadores alemães de todos os tempos. No ataque, o dinamarquês Bastrup, titular de sua seleção nacional por muitos anos, e o centroavante Hrubesch, gigante com mais de 1,90, forte como um touro, responsável pela jogada mais temível do Hamburgo: a bola aérea. Jogou a copa de 1982. Todos os onze jogadores do Hamburgo tiveram passagens pela seleção alemã (à exceção, naturalmente, de Bastrup). Não há dúvida de que se tratava de uma grande equipe. Além de tudo isso, era treinado por um gênio: Ernst Happel, austríaco, um dos maiores técnicos de todos os tempos, vice-campeão do mundo em 1978 à frente da Laranja Mecânica holandesa.

Esse foi o Hamburgo da final da Liga dos Campeões. E o Hamburgo da final do Mundial? É importante saber qual foi, devido ao boato de que jogou com os reservas. O time foi o seguinte: Stein, Wehmeyer, Hieronymus, Jakobs, Schroeder; Groh, Rolff, Magath; Hartwig, Hansen e Wuttke. Destes, apenas quatro não estavam na final da Euro: Hansen substituiu ao artilheiro Hrubesch, Wuttke a Milewski, Schroeder ao lateral Kaltz e Hartwig a Bastrup. Hrubesch e Bastrup não jogaram porque haviam sido vendidos, Kaltz estava machucado e Milewski saiu por simples opção do treinador, já que Wuttke era uma estrela em ascensão, tendo sido destaque na seleção alemã campeã européia sub-21 de 1982. Ou seja, o time continuava muito bom.

Na partida, o Hamburgo usou bastante a sua arma mais conhecida – o jogo aéreo – marcou forte o Grêmio na saída de bola e atacava cautelosamente, temeroso do ultra-veloz contra-ataque tricolor, puxado por Renato Portaluppi e Tarciso e comandado por Mário Sérgio. A superioridade técnica do Grêmio era clara, e ficou mais clara ainda com o primeiro gol de Renato, seguido por várias chances de gol perdidas. Mesmo jogando menos,o Hamburgo seguiu a mesma receita que, um ano antes, a seleção alemã utilizou para vencer um jogoo praticamente perdido contra a espetacular França de Michel Platini: acalmou o jogo, esfriou o ânimo do adversário e, com uma frieza tipicamente germânica, passou a tocar a bola e esperar o momento certo de atacar. Isso só aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, num cruzamento do craque Magath que terminou na cabeça do zagueirão Schroeder. O jogo foi levado para a prorrogação e o Hamburgo parecia determinado a continuar no mesmo estilo de jogo quando Renato entortou o mesmo Schroeder e fuzilou o goleiro Stein, colocando o Grêmio novamente à frente.

O Hamburgo parecia exausto. O Grêmio também. O Hamburgo marcava e tentava o contragolpe, e o Grêmio tocava a bola para o tempo passar. Nada parecia tirar o título do Grêmio, mas, com um time determinado, e ainda mais sendo alemão, não se pode brincar nunca. E o Grêmio não brincou, como o Hamburgo não brincou em momento algum. Só que eles não tinham a arma secreta que dá a vitória ao futebol brasileiro nesses momentos difíceis (e aos brasileiros em quase todos os momentos de suas vidas): a criatividade. E nesse duelo da força física do futebol alemão contra o talento, sobressaiu-se a estrela de Renato Portaluppi -aquele que, havia alguns dias, quase deixara o Olímpico.

* Publicado originalmente em 11 de dezembro de 2007.

dezembro 11, 2008 Posted by | Esportes | 5 Comentários

Nosso Bola de Prata

dezembro 10, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

Total de pontos ganhos nos pontos corridos (ou seja, desde 2003)

Créditos para o usuário Tirano, do Fórum Uol Jogos

1. São Paulo – 448 pontos

2. Santos – 406 pontos

3. Cruzeiro – 396 pontos

4. Inter – 394 pontos

5. Goiás – 364 pontos

6. Atlético/PR – 355 pontos

7. Flamengo – 352 pontos

8. Fluminense – 338 pontos

9. Figueirense – 335 pontos

10. Vasco – 317 pontos

11. Palmeiras – 316 pontos

12. Corinthians – 311 pontos

13. Grêmio – 286 pontos

14. Paraná – 281 pontos

15. Atlético/MG – 275 pontos

16. Botafogo – 269 pontos

17. Juventude – 266 pontos

18. Coritiba – 237 pontos

19. São Caetano – 215 pontos

20. Ponte Preta – 204 pontos

21. Vitória – 156 pontos

22. Paysandu – 146 pontos

23. Fortaleza – 142 pontos

24. Criciúma – 110 pontos

25. Guarani – 110 pontos

26. Sport – 103 pontos

27. Náutico – 93 pontos

28. Bahia – 46 pontos

29. Brasiliense – 41 pontos

30. Lusa – 38 pontos

31. Ipatinga – 35 pontos

32. Santa Cruz – 28 pontos

33. América – 17 pontos

dezembro 10, 2008 Posted by | Esportes | 2 Comentários

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